Bala na Cesta

Arquivo : Lucas Dias

Revelação do Pinheiros, jovem Lucas Dias sonha, mas evita expectativas pra sua carreira
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Fábio Balassiano

“Ele é especial. Está muito claro que trata-se de um jogador diferente, uma pessoa diferente. Não conheci muitos meninos de 17 anos com todo esse talento, não”. A frase é de Joe Smith, armador norte-americano do Pinheiros, sobre Lucas Dias Silva, ala de 2,07m do clube de São Paulo e uma das maiores revelações do basquete brasileiro. Ainda na adolescência (ele está no terceiro ano do colégio ainda) e atuando no time adulto desde a temporada passada, Lucas tem feito trabalhos especiais com Murilo Drago, Preparador Físico do Centro Integrado de Apoio ao Atleta (CIAA) e com Zé Luís, técnico da base. Tudo bem planejado, bem organizado, para desempenhar em 2013 bom papel no NBB e no Mundial Sub-19 em que certamente será convocado para jogar na seleção brasileira. Melhor jogador do Jordan Classic em 2012 (na foto ao lado, o prêmio que ele recebeu do D’s do basquete), torneio que reúne os melhores jogadores de sua idade no planeta, ele conversou com o blog em São Paulo sobre seu começo no basquete (ele era pivô, agora é ala), sua família (e sua simpática namorada Larissa), seus medos para o futuro (“não sou nem titular do Pinheiros e já me colocam como titular da seleção adulta no Rio-2016) e sonhos.

BALA NA CESTA: Pra quem não te conhece, quem é o Lucas Dias? Onde começou, de onde vem, essas coisas.
LUCAS DIAS: Meu pai se chama Marcos Silva, e minha mãe Maria Dulcineia. Meu pai é motorista de ônibus e toda semana está vindo pra cá pra São Paulo, se preocupa pra caramba comigo Sou de Bauru,  e no começo meu irmão Diego Dias, hoje no Paulistano, jogava no GREB. Um dia ele me chamou pra brincar e aí você imagina o que aconteceu. Comecei assim, meio na brincadeira, e acabei gostando muito do basquete. Comecei por lá, fiquei no GREB por um ano, depois fui para o Luso, que é um clube diferente do Bauru Basquete, que joga o NBB. Quando tinha 15 anos o Pinheiros me chamou, através do técnico Dudu, para um teste. Sou muito grato ao Danilo Padovani, que me aprovou e me deu a primeira chance por aqui. Estou no Pinheiros desde 2010. No primeiro ano que cheguei aqui dormia no alojamento que tinha dentro do clube. Vindo de cidade do interior, não foi fácil. Acordava no meio da noite, coçava o olho e ficava meio assustado, sem saber onde estava exatamente (risos). Cidade grande, né, cara, quase fui atropelado na rua algumas vezes. Mas hoje jogo no adulto, a responsabilidade é diferente, é maior. Minha namorada (Larissa) acaba pegando bastante no meu pé pra estudar, manter a cabeça no lugar

BNC: E como tem sido este começo no adulto? Por vezes noto você um pouco tímido em quadra. Estou certo?
LD: Se eu sou tímido dentro da quadra? Sou tímido até pra falar, poxa. Tô aqui falando com você e estou me tremendo todo, me coçando todo. Fico morrendo de vergonha, mas aos poucos eu vou perdendo essa timidez dentro e fora de quadra. Isso vem com o tempo, né. Jogar no adulto não é que nem no Cadete, que eu tenho mais liberdade pra arremessar, fazer pontos. Aqui tenho que contribuir de outras formas. É um pouco mais difícil pra mim. No começo, na primeira temporada, quando jogava com Marquinhos, Olivinha, Figueroa, que são estrelas de primeira grandeza, ficava bastante nervoso, sentia um pouco a pressão, sim. Tinha que fazer o que todos faziam. Agora você imagina. Tinha 16 anos, e os caras estavam no segundo turno do NBB quando fui incorporado ao time adulto. Não foi fácil, não. Hoje é diferente. Como o elenco é novo, eu não sinto mais tanto assim. Acho que estou mais habituado.

BNC: E como é a cobrança dentro do time? Noto que o Paulinho é o cara que mais conversa contigo, tenta te passar algumas coisas.
LD: Desde o começo dos treinos no adulto o Paulinho é o cara que mais conversa comigo. Explica como foi na fase em que ele era juvenil e treinava no time de cima, e pede para seu ser mais e mais ousado. Preciso melhorar em tudo, né. Defesa, ataque, tudo, e sei que eles estão aqui pra me ajudar.

BNC: Muita gente fala que você é o ala (posição 3) do Brasil para a Olimpíada de 2016. Você tem 17 anos agora, joga na ala há um. Isso te assusta?
LD: Não sei nada da minha vida ainda, sério mesmo. Sonhos todos têm, eu tenho os meus, mas não costumo falar muito sobre isso, não. Tento focar só no que eu quero e pronto. Converso com apenas ela (ele aponta para Larissa, que está a seu lado), ela me ouve e seguimos. Não dá pra ficar ouvindo tudo o que os outros falam, não. Ainda sou adolescente, né. As pessoas vivem falando essa coisa de seleção brasileira, de ser o ala do Brasil no Rio-2016, mas, poxa, eu não sou nem titular do time adulto do Pinheiros ainda, entende? Não é fácil ficar ouvindo isso, ficar ouvindo as expectativas dos outros. E de ala ainda, né, cara! Eu era um pivô, e em menos de um ano estou virando ala, virando um jogador da posição 3. E já falam que vou estar na seleção (risos). Não tem como falar o que vou ser como atleta em cinco, seis anos. É impossível fazer qualquer tipo de previsão agora. Não sei de nada, não sei mesmo.

BNC: Muito bacana essa sua ‘trava’, esse freio que você mesmo coloca nas expectativas dos outros. Mas sei que o Pinheiros tem feito um trabalho muito legal, bem específico, com você na parte física e técnica para te desenvolver.
LD: (interrompendo) Sim, muito bacana o que tem sido feito comigo aqui todos os dias. Meu ídolo é o Kevin Durant, é o cara que mais me espelho. O (técnico) Zé Luis me passa treinos específicos em que olho os vídeos do Durant, por exemplo, e tento fazer igual. Vejo o vídeo, os movimentos e vou pra quadra. Aquele passo mais largo que ele dá antes de arremessar eu tento fazer igual, mais para pegar fundamento, jogadas, tudo isso. Chego em casa, olho na internet os vídeos do Durant, de outros grandes jogadores, é muito bacana. Se não fizer isso minha namorada me mata (risos).

BNC: Por fim, como foi lá no Jordan Classic, evento que reúne os melhores jogadores com menos de 18 anos do mundo. Você foi simplesmente o MVP da competição. Ficou surpreso?
LD: Foi legal demais lá. No começo dos jogos lá eu comecei fazendo falta, sendo precipitado no ataque. Estava bastante nervoso, obviamente. Aí falei com o Breno (técnico do Juvenil), melhorei e acabei ganhando o prêmio. Quando ganhei o prêmio, chorei um pouco e não acreditava que havia ganho. O cara do microfone falou meu nome duas vezes, e eu não conseguia levantar da cadeira para receber o troféu. Estava tão surpreso que mal conseguia me mexer (risos). Ganhar um prêmio em um evento como esse, do Michael Jordan, foi uma honra grande pra mim.

Abaixo pequeno bate-bola e vídeo de duas enterradas dele contra Bauru no último sábado
ÍDOLO:
Kevin Durant e meu irmão Diego Dias
COMIDA: Lasagna, Arroz de Forno e Churrasco
FILME: Mulher de Preto
UM AMIGO: Nicolas (jogador do Pinheiros)
UM TÉCNICO: Danilo Padovani (Pinheiros)
UM SONHO: Dar uma vida melhor pra minha família e jogar na NBA


Jovem Lucas Dias brilha e garante primeira posição do grupo ao Pinheiros no Paulista
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Fábio Balassiano

Quem acompanha este espaço já leu muita coisa sobre Lucas Dias (aqui e aqui, por exemplo). Com 2,04m e 17 anos, o ala do Pinheiros (foto) é uma das principais esperanças do basquete brasileiro e tem sido acompanhado de perto por este blogueiro. E ontem eu me assustei com o que fez o jovem atleta na partida que decidiria o primeiro lugar da chave A do Paulista masculino em São Paulo contra São José, atual vice-campeão do NBB e que contou com Murilo de volta (19 pontos e seis rebotes).

Em 33 minutos em quadra, Lucas teve 25 pontos (cestinha e ótimos nos arremessos com 10/14), seis rebotes, duas roubadas e 29 de eficiência para liderar o Pinheiros a uma importante vitória contra São José por 83-62 (aqui as estatísticas completas), a oitava seguida do time da capital na competição. No Paulista, o ala tem as médias de 19 minutos, seis pontos e quase três rebotes por partida (é bom lembrar que é seu primeiro campeonato adulto).

Resta apenas uma partida da fase de classificação (Paulistano x Mogi) para que os confrontos do mata-mata sejam conhecidos, e eu só espero que Lucas siga evoluindo horrores. Ele jogará o Mundial Sub-19 ano que vem sob o comando de Demétrius, e tem tudo para se firmar no cenário nacional e internacional como um dos melhores jogadores de sua geração. Ainda é cedo para afirmar que surgiu um craque ou fenômeno, mas seu começo de carreira é absurdamente animador.

Quem sabe (sonhando alto) ele não é o ala que a seleção brasileira tanto precisa há anos.


Promessa, ala Lucas Dias projeta crescimento na carreira e mira Olimpíada de 2016
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Fábio Balassiano

Para quem não conhece, todo ano a Nike, usando a marca Michael Jordan como pano de fundo, realiza um evento em que os melhores jogadores do segundo grau dos Estados Unidos e do mundo participam (Raulzinho já esteve por lá). Único representante da América do Sul, o brasileiro Lucas Dias (foto), do Pinheiros (São Paulo), foi lá treinar e jogar o desafio mundial.

Com 2,04m, Lucas, de apenas 17 anos, teve 18 pontos (8/12 nos chutes), 12 rebotes, quatro tocos e uma atuação que lhe rendeu o MVP do jogo internacional. O time dele venceu por 89-87 na prorrogação, e o ala brazuca foi muitíssimo elogiado por lá por sua técnica, por seu físico e pelo crescimento que poderá apresentar nas próximas temporadas.

Para completar, o jogador teve participação fundamental no vice-campeonato da seleção masculina na Copa América Sub-18 de São Sebastião do Paraíso (no próximo ano tem o Mundial Sub-19). Com cinco atuações acima da média, o mais novo do grupo de Demétrius encantou a todos, registrou dez ou mais pontos em todas as cinco partidas e fixou as incríveis médias de 15,6 pontos, 8,4 rebotes, 1,4 tocos e 53,8% nos arremessos.

Promessa cercada de muitos cuidados, Lucas Dias, uma das promessas que serão lançadas pelo ótimo projeto de formação (palavra mágica esta) do Pinheiros, assinou contrato com a Nike do Brasil ontem, é o novo patrocinado da empresa e conversou com exclusividade com o blog. Com vocês, para a seção ‘Muito Prazer’, dedicada aos novos talentos, Lucas Dias, que tem sido treinado para jogar na posição mais carente da seleção brasileira adulta na atualidade, a ala (3).

BALA NA CESTA: Este ano você foi o MVP do Jordan Classic e enfrentou os melhores jogadores do mundo na sua idade. O que você projeta para o seu futuro profissional? Jogar na NCAA, Europa, ficar aqui?
LUCAS DIAS: Minha ideia é adquirir mais experiência jogando pelo Pinheiros e aí só depois sair. De preferência, direto para a NBA.

BNC: Você atualmente joga no Pinheiros, clube formador e um dos principais nomes do basquete no país. Qual a sua expectativa para a atual temporada? Você está sendo treinado para jogar de ala (3), certo? Já se imagina atuando no Rio de Janeiro em 2016 com 20, 21 anos?
LD: A expectativa é a melhor possível. Sim, estou sendo treinado para jogar de ala, aliás, era algo que eu já queria. Sobre jogar pela seleção brasileira, é uma oportunidade muito boa pra mim. Independente da posição que eu for desempenhar, vai ser excelente. Defender o país jogando pela seleção é a melhor coisa que pode acontecer na carreira de um atleta.

BNC: Pra fechar: como foi encontrar Michael Jordan neste ano? Qual foi a sensação e o que ele disse a você que você jamais esquecerá?
LD: Foi muito bom! Eu ouvia todo mundo falar muito bem dele, assistia a vários vídeos dele, é sensacional, sabe! Juro, ele brilha, parece um ouro intocável. O que ele disse que mais me marcou foi para ter sempre força de vontade e não desistir de nada independente dos obstáculos.

BATE-BOLA:
Sonho: Ser campeão da NBA
Ídolo no Basquete: Kevin Durant
Comida preferida: Macarrão e Churrasco
O que gosta de fazer nas horas vagas: Jogar videogame.


O vice-campeonato da Sub18 na Copa América e as lições de conquistas passadas na base
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Fábio Balassiano

Terminou ontem a Copa América Sub18 de São Sebastião do Paraíso (MG). Como era esperado, o Brasil perdeu para os favoritos EUA por 81-56 e terminou com o vice-campeonato (além dos dois finalistas, Argentina e Canadá fecham os americanos que vão para o Mundial Sub19 da República Tcheca). Não vou me ater a nomes agora, embora seja atraente demais falar sobre Deryk, Lucas Fumacinha, Danilo, Lucas Dias etc., porque acho que o grande trunfo deste time foi justamente o conceito implantado pelo técnico Demétrius.

Se não dá para avaliar o sistema do treinador da Sub18 pelos números (foram apenas cinco jogos, muito pouco), fácil é desvendar o que se passa na cabeça de Demétrius como técnico. Tarado por defesa e comprometimento, essas foram as chaves do time que chegou a final ontem. Ponto para ele, ponto para o grupo que acreditou no (bom) discurso do treinador. Mas, e sempre há um porém, vocês sabem bem, histórias de sucesso nas divisões de base falam muito pouco sobre o futuro dos meninos, e meninas, nas categorias adultas.

Da seleção brasileira vice-campeã mundial Sub21 feminina em 2003, apenas Érika vingou no altíssimo nível (Europa e WNBA). O time de Neto que foi quarto colocado no Mundial sub19 da Sérvia em 2007 teve Paulão e Betinho como destaques, mas ambos, como se vê cinco anos depois, não foram muitíssimo longe.

Indo um pouco mais próximo, do time que foi vice-campeão da Copa América Sub18 há dois anos e nono no Mundial Sub19 ano passado, Raulzinho conseguiu uma transferência para o exterior, Cristiano Felício segue em evolução na seleção brasileira que está no Sul-Americano, Lucas Bebê luta por minguados minutos na Espanha e os demais não têm muito espaço. Na feminina que foi bronze no Mundial do Chile, Damiris, um fenômeno, é titular da seleção adulta, Tássia pode integrar o time olímpico, mas as outras dez sofrem para conseguir atuar em times adultos na ainda pequena LBF.

Ou seja, e acho que não é necessário repetir isso aqui sempre: ir bem na base é ótimo, mas não garante nada quando o bicho realmente pega, na categoria adulta. Primeiro porque os próprios clubes meio que “boicotam” os jovens no adulto, apostando no produto certo, no veterano que já sabe alguma coisa e que não precisa ser muito ensinado. Depois porque os próprios jovens por vezes saem do país para sonhos irreais, sem ter estrutura (emocional, técnica e física) para isso. E por fim, porque o mercado interno é pequeno, quase diminuto mesmo (com a criação da segunda divisão do LNB esta situação pode melhorar um pouco, e eu espero que no feminino mais clubes surjam para as meninas jogarem o quanto antes).

Por isso, mais do que nunca, é torcer para que a CBB siga investindo nestes jovens meninos, dando-lhes condições para chegar a profissionalismo sem tantos sustos (não dá pra pensar que sendo a Sub19 a última seleção de base o trabalho da Confederação termina, né), e que LNB e clubes sentem e conversem com a entidade máxima sobre como fazer com que a transição base-adulta seja menos traumática, para dar mais resultados aos formadores e, claro, aos atletas.

Parabéns a Demétrius e atletas, mas espero que a felicidade da conquista não se torne glória única na carreira destes jovens que têm tudo para vingar em grandes palcos.


Brasil leva susto, mas vence México na abertura da Copa América Sub-18 masculina
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Fábio Balassiano

Foi um susto no começo. O Brasil levou 23-9 no primeiro período da Copa América Sub18 masculina que está sendo disputada em São Sebastião do Paraíso (MG), mas conseguiu se recuperar bem (fez 23-15 no segundo quarto), bateu o México por 79-69 e largou bem na competição que garante quatro vagas no Mundial Sub19 de 2013.

Lucas Dias, com 16 pontos, 12 rebotes e +19 no +/- (ele foi o MVP no Jordan Classic, lembram?), Deryk Ramos (19 pontos) e Arthur Pecos (15) foram os grandes destaques do time, que cometeu 17 erros e teve aproveitamento ruim dos três pontos (5/23), mas soube superar um primeiro período ruim para vencer um jogo importante.

Amanhã o time de Demétrius enfrenta as Ilhas Virgens, e se vencer já garante vaga no Mundial (os dois primeiros de cada chave se classificam). Acompanhou o jogo? Comente na caixinha!


Brasileiro Lucas Dias brilha, e é escolhido o melhor do mundo em evento nos EUA para colegiais
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Fábio Balassiano

Para quem não conhece, todo ano a Nike, usando a marca Michael Jordan como pano de fundo, realiza um evento em que os melhores jogadores do segundo grau dos Estados Unidos e do mundo participam (Raulzinho já esteve por lá). LeBron James, Amare Stoudemire e mais recentemente Kyrie Irving já brilharam no Jordan Classic (no jogo apenas entre norte-americanos – há, também, o dos estrangeiros também), como é conhecido o evento que este ano aconteceu na Carolina do Norte que contou, na platéia, com Anthony Davis, campeão por Kentucky, provável número 1 do Draft e quem sabe futuro ídolo da torcida local (o Charlotte Bobcats pode recrutá-lo caso consiga a primeira escolha).

Pois bem. Único representante da América do Sul, o brasileiro Lucas Dias (foto), do Pinheiros (São Paulo), foi lá treinar e jogar o desafio mundial. E não que o rapaz teve uma atuação excepcional? Com 2,04m, Lucas, de apenas 16 anos (que futuro, hein!), teve 18 pontos (8/12 nos chutes), 12 rebotes, quatro tocos e uma atuação que lhe rendeu o título de melhor jogador da competição internacional (sim, ele foi o MVP). O time dele venceu por 89-87 na prorrogação, e o ala brazuca foi muitíssimo elogiado por lá.

De verdade, esta é uma grande notícia. Quem conversa sobre basquete ouve maravilhas de Lucas Dias, mas obviamente não esperava tanto (alou, o cara é MVP do maior evento do mundo para jogadores da sua idade). Lucas está apenas começando a sua carreira, seus passos serão monitorados de perto pelo seu clube brasileiro e por olheiros do exterior, e obviamente muitos reveses ainda virão, mas não sei se poderia haver melhor maneira de começar a sua trajetória no basquete, não.

Que ele siga evoluindo, desenvolvendo o seu basquete e crescendo. O basquete brasileiro conta com ele para voltar aos dias de glória.