Bala na Cesta

Curtinhas: Boston sobrevive, Heat avança, Lucas Bebê brilha e a homenagem a Kobe Bryant

- O Boston Celtics está vivo. Não se sabe por quanto tempo, mas está vivo. O time abriu 19 pontos no primeiro tempo, mas perdeu força no segundo e quase viu a varrida chegar. Mas manteve a compostura, jogou bem a prorrogação, fez 13-6 e ganhou do Knicks por 97-90. Perde agora por 3-1, e tem a missão mais difícil da história da NBA: virar um 0-3 para um 4-3, fato até então inédito. Dá pra acreditar nos verdes?

- No outro jogo da tarde, o Miami Heat não teve Dwyane Wade (poupado com dores no joelho), mas mesmo assim venceu o Milwaukee Bucks fora de casa por 88-77 e fechou a série em 4-0. Agora espera o vencedor de Chicago e Nets, cuja série está 3-1 para o Chicago Bulls. LeBron James, genial como quase sempre, teve 30 pontos, 8 rebotes e 7 asssistências.

- Quem também esteve muito bem neste domingo foi Lucas Bebê (foto). O pivô brasileiro do Estudiantes saiu do banco, jogou apenas 21 minutos e saiu-se com incríveis 21 pontos, cinco rebotes e três tocos (28 de eficiência) para cravar a sua melhor atuação na Liga ACB. Seu time, o Estudiantes, bateu o Murcia por 94-85 e mantém chances (ainda que remotas) de classificação aos playoffs.

- Outro momento bacana deste 28 de abril foi o vídeo que a Nike divulgou em homenagem a Kobe Bryant. Na semana passada a Nike fez anúncios com o mote “You Showed Us” (“Você nos Mostrou”), homenagem a tudo que Kobe Bryant, agora lesionado, já fez no basquete. Hoje a Nike lançou um filme com o mesmo título. Vejam aí. Sem palavras!

Compartilhe:

Lucas Bebê confirma inscrição no Draft de 2013 da NBA – será um bom momento pra isso?

Na tarde desta quinta-feira a assessoria de imprensa de Lucas Bebê confirmou que o pivô, atualmente no Estudiantes, da Espanha, será inscrito no Draft da NBA que acontecerá em 27 de junho em Nova Iorque. Bebê participará de treinamentos nos EUA, de Camps, será avaliado pelos olheiros das franquias e tudo mais que faz parte do processo de seleção da NBA, mas a pergunta que fica é: será que realmente é um bom momento para ele fazer esse salto?

Sinto-me muito à vontade para falar do Bebê, pois é um cara que converso com razoável frequência e tenho um respeito muito grande. Surgiu muito bem dois anos atrás na Copa América Sub-18, não teve um 2012 muito bacana (jogou pouco na Espanha, foi mal no Mundial Sub-19 e retirou seu nome do Draft), mas nesse ano ele está bem no Estudiantes. Aos 21 anos, o rubro-negro (ele é torcedor doente do Flamengo) joga em média 13 minutos, tem 4,6 pontos, 3,3 rebotes e 1,03 toco por partida em um time que ainda luta por vaga em playoff (números que o colocam como um dos candidatos a revelação da temporada da liga ACB).

De todo modo, alguns números chamam bastante atenção: ele está entre os 20 primeiros que mais pegam rebotes ofensivos (1,6) e entre os seis com mais enterradas na Liga ACB (0,97). No campeonato espanhol, Lucas converteu 28 de seus 82 arremessos em enterradas (34%). Não dá pra afirmar, porque nem todos os jogos são exibidos pra cá, mas parece claro que, tal qual Nenê no começo de carreira, Bebê usa sua força física para pontuar em cravadas ferozes.

E aí, em minha opinião, reside o maior problema para ele fazer o difícil salto para a melhor liga de basquete do mundo. Se sua defesa é bem boa e precisa de alguns ajustes para se tornar excelente, Lucas ainda tem um arsenal ofensivo muito reduzido, muito dependente das enterradas e da força que consegue impor contra pivôs europeus (imaginem o brasileiro trombando com Dwight Howard em uma noite, Tiago Splitter em outra, Tyson Chandler na seguinte…). Na NBA, suas fragilidades seriam expostas rapidamente, e nem todo time tem paciência para cuidar e evoluir seus atletas, visto que a oferta de bons jogadores a cada ano em Draft, janela de transferências e trocas é imensa.

Pouco importa, aqui, o que eu faria, obviamente. A decisão é dele, de seus agentes, de sua família e de quem o cerca. Mas com um ano mais de contrato e uma possível multa a pagar ao Estudiantes em caso de escolha no Draft talvez seja mais recomendável ficar outro ano na Europa para evoluir ainda mais, ter treinos específicos de ataque e ser uma das referências ofensivas do time para sentir o peso de uma marcação mais pesada, mais concentrada. Só lembrando: ele não passa de 15 minutos por jogo e nem de 5 pontos por partida de média em seu primeiro ano jogando ativamente no time adulto – reflitam.

Depois disso tudo, aí sim, ele poderia tentar o recrutamento de 2014 com ótimas chances de ser escolhido entre os dez primeiros, ganhando, assim, um contrato maior, uma franquia que lhe dará mais atenção e menos responsabilidade de brilhar logo de cara (tal qual aconteceu com Nenê em Denver há uma década quando o brasileiro foi tratado com todo o carinho pelos técnicos da franquia – os treinadores do Nuggets tiveram paciência, carta branca da diretoria e um plano para fazer com que o ex-jogador do Vasco evoluísse gradativamente, sem queimar etapas ou desesperados por um rendimento imediato em quadra).

No final do primeiro round, como ele está sendo cogitado atualmente, provavelmente Bebê teria caminho parecido com o de Fab Melo no Boston. Seria colocado na D-League e ficaria um ano viajando de um lado para o outro, sem evoluir tanto como se estivesse em atividade ou treinando duas vezes por dia (até hoje não me conformo com Fab ter aprontado em Syracuse e não ter cumprido seu último ano na faculdade). Pensar na carreira a longo prazo e não em um emprego no curto prazo seja o mais apropriado, mas não a única forma de ver, agir ou pensar. Depende, como disse acima, da família, de Lucas e de seus agentes. Que todos tenham a cabeça no lugar para a melhor tomada de decisão.

E você, amigo leitor, o que faria caso fosse Lucas Bebê? Iria direto para a NBA ou esperaria mais um ano?

Compartilhe:

Maduro, pivô Lucas Bebê evolui, ganha espaço e brilha no renovado Estudiantes, na Espanha

Nelson Rodrigues já dizia que todo mundo precisa de sorte. Até pra comer um picolé é preciso ter sorte, né. Não dá, por exemplo, pra não colocar uma pitada do acaso na situação do Estudiantes, um dos times mais tradicionais de Espanha. Rebaixado na quadra na temporada passada, o clube de Madrid acabou não caindo de fato porque um dos dois clubes que subiram (o Menorca) não tinha condições financeiras para arcar com os custos da Liga ACB (isso sem falar no Alicante, que também fechou as portas, sem patrocínio e ainda com salários atrasados).

Com isso, o rebaixamento virou permanência na principal liga de basquete da Europa, um alívio para a torcida que nunca havia visto seu time cair e uma oportunidade de ouro para o pivô brasileiro Lucas Bebê (foto), que apenas nas rodadas finais do campeonato passado acabou ganhando chances.

Mas na atual temporada da Liga ACB tudo mudou. No time e para o brasileiro. O Estudiantes se reforçou, abriu os cofres e espantou a má fase. Bateu o Barcelona ontem por inapeláveis 88-66, classificou para a Copa do Rei pela primeira vez em dois anos (melhores momentos aqui) e tem 9-8 após o primeiro turno (sem dúvida uma baita surpresa). Praticamente “adotado” pelo técnico Txus Vidorreta, que o trata com carinho e dedicação, Lucas Bebê (chamado por lá de Lucas Nogueira), de 20 anos e 2,13m ganhou espaço, tempo de quadra (12 de média, com 4,6 pontos, 2,8 rebotes e 6,7 de eficiência), mostrou maturidade (trocou o comportamento intempestivo pelo lado mais calmo que parecia ser inexistente) e evoluiu absurdamente em posicionamento principalmente na defesa (tem 18 tocos em 17 jogos) e no seu ataque (antes hesitante em alguns movimentos ofensivos, agora ele até se arrisca em jogadas de costas para a cesta e arremessos um pouco mais longos, embora seu arsenal ainda se baseie muito nas enterradas e nos “retornos” dos rebotes de ataque – são 12 cravadas até aqui na Liga ACB).

Ainda não dá pra dizer que Lucas está pronto para vôos maiores (se você terminou de ler os parágrafos acima e já o visualizou na NBA, é bom manter a calma), mas o medo que eu tinha (releia aqui) em relação ao pivô é que a evolução técnica dele tivesse chegado ao limite muito cedo (ele foi o grande nome da seleção brasileira que foi ao Mundial Sub-19 há dois anos sem muito brilho). Muito bacana constatar que eu me enganei.

Bebê ainda não é um grande jogador, mas está no caminho certo para se tornar um. Manter a cabeça no lugar, seguir desenvolvendo seu jogo (principalmente o ofensivo), ganhar um pouco mais de mobilidade devem estar na ordem do dia no pupilo mais querido do técnico Txus (e um dos mais queridos dos torcedores, como o vídeo abaixo, gravado no meio da torcida após a vitória de ontem, demonstra). Que ele tenha consciência disso e que a Confederação Brasileira monitore seus passos com carinho. Para uma seleção brasileira que começa esse ano o seu planejamento para as Olimpíada de 2016, esquecê-lo em Madrid é pouco recomendável.

Ele merece ser ao menos lembrado, não?

Compartilhe:

Com excesso de pivôs, fica a pergunta: o que fará Magnano nas próximas convocações?

Nenê, Anderson Varejão, Tiago Splitter, Rafael Hettsheimer, Vitor Faverani, Lucas Bebê, Paulão Prestes, Fab Melo e Augusto Lima. Nove nomes. De cara, nove nomes. Sem pensar muito, nove nomes de alas-pivôs e pivôs brasileiros que têm feito sucesso lá fora e que são, sem dúvida, nomes a serem considerados na próxima convocação. Sei que ainda é cedo, mas ontem me peguei pensando nisso e resolvi compartilhar com vocês a dúvida básica: o que fará Magnano com esse montão de gigantes?

É óbvio que os três primeiros da lista, Nenê, Splitter e Varejão, levam vantagem pela experiência, talento e anos de Europa e NBA. Agora no Real Madrid, Hettsheimer foi fundamental no Pré-Olímpico de Mar del Plata ano passado e seria nome certo em Londres caso não tivesse machucado. Lucas Bebê tem ganho cada vez mais espaço no Estudiantes, e merece ser observado com carinho (o mesmo acontece com o jovem Augusto, no Málaga). Paulão Prestes teve ótima atuação no fim de semana pelo Gran Canarias e pode reeditar bons momentos na Espanha rapidamente.

Restam, pois, dois nomes mais complexos. Fab Melo parece ser uma baita promessa, mas ainda não engrenou no Boston Celtics. Seu nome foi, inclusive, cogitado para ir a D-League, a liga de desenvolvimento da NBA. Mas ninguém seria maluco de descartá-lo de cara para uma convocação de seleção brasileira, seria? O mesmo pode-se dizer de Vitor Faverani, considerado um dos melhores pivôs da Espanha na atualidade que se saiu com 27 de eficiência na segunda rodada da Liga ACB no fim de semana. Ele teve um problema grave com Rubén Magnano, mas acho que uma conversa franca, frente a frente resolve a situação. O cara é bom, e precisa ser testado. Simples assim.

São nove nomes, e teoricamente cinco vagas para pivôs (isso que nem coloquei os que atuam no Brasil e Cristiano Felício, uma das maiores promessas – o ex-jogador do Minas está tentando a sorte no Junior College, nos EUA, em um movimento que pode ser tão bom quanto perigoso para o andamento de sua carreira). Então vamos lá, querido leitor. Agora é a sua vez de Magnaniar aqui no blog.

Pensando com a cabeça do treinador, como você escolheria seus CINCO pivôs para a Copa América de 2013? Comentários na caixinha!

Compartilhe:

Com muita concorrência, Marcelinho Huertas terá temporada importante e difícil no Barcelona

Começou ontem a Liga Espanhola, e hoje alguns jogos já rolaram. Titular, Raulzinho teve 12 pontos e três assistências na derrota para o Joventut Badalona (números aqui), Lucas Bebê teve nove minutos, cinco pontos e dois rebotes na ótima estreia do Estudiantes (aqui estatísticas), Paulão jogou seis minutos na vitória do Gran Canarias e Vitor Faverani teve oito pontos e 12 rebotes (20 de eficiência) no triunfo do Valencia. Mas o nome que mais chama a atenção entre os brasileiros na Espanha é o de Marcelinho Huertas.

Melhor jogador brasileiro atuando na Europa na atualidade, ele jogou foi o jogador mais aplaudido pelos 3.700 torcedores que foram ao Palau Blaugrana. Sua cesta milagrosa (reveja aqui) contra o Real Madrid na final da temporada passada ainda tem eco, mas em quadra o que se viu foi um Barça ainda hesitante. O time perdeu para o mediano Valladolid, ex-time de Oscar Schmidt, por 78-71, e Huertas teve seis pontos, três assistências e -4 de eficiência jogando 28 minutos.

Num primeiro momento, nada a se preocupar, mas eu confesso estar ansioso para saber como será a divisão de minutos de Xavi Pascual para a armação, posição que tem, além do brasileiro, o queridinho da torcida Victor Sada e o ídolo Sarunas Jasikevicius (que hoje não jogou). Pragmático ao extremo, Pascual certamente terá uma média para cada um de seus três bons armadores, mas obviamente só saberemos ao longo da temporada.

Meu único temor é que Huertas, que terminou a temporada de clubes e de seleções tão em alta (todos lembram dos rumores sobre uma possível ida para a NBA), perca um pouco de espaço justamente por causa desta concorrência absurda que há no Barcelona. Ele tem muito mais talento que Sada e obviamente mais pernas que o veterano Sarunas, mas não será fácil convencer Pascual que seu tempo de quadra precisará ser o mesmo do campeonato passado. Para quem vinha evoluindo sem parar, minha preocupação é que a armação inchada do clube catalão freie um pouco o desenvolvimento do camisa 9.

O que será que acontece com Huertas no Barça? Comente!

Compartilhe:

Na Espanha, a chance que o pivô Lucas Bebê tanto esperava pode ter chegado

Quando a temporada do Estudiantes, de Madrid, começar neste domingo, dia 30 de setembro, contra o Canárias, certamente um filme passará pela cabeça dos torcedores. Afinal, o time não deveria estar ali. Pouca gente lembra, mas um dos mais tradicionais clubes da Espanha foi rebaixado na temporada 2011-2012, e só não caiu porque um dos dois clubes que subiram (o Menorca) não tinham condições financeiras para arcar com os custos da Liga ACB (isso sem falar no Alicante, que também fechou as portas, sem patrocínio e ainda com salários atrasados). Com isso, o rebaixamento virou manutenção, virou permanência na principal liga de basquete da Europa e um alívio para a torcida que nunca havia visto seu time cair.

Isso tudo para falar sobre Lucas Bebê (agora ele vestirá a 35), pivô brasileiro que foi sensação na Copa América Sub-18 de dois anos atrás mas cujo desenvolvimento parece ter parado um pouco no tempo. Depois de um Mundial Sub-19 decepcionante (suas médias ficaram em 9,6 pontos e 8,8 rebotes), ele retirou seu nome no Draft da NBA em 2011 e 2012 e quase nunca foi relacionado para as partidas do Estudiantes na Liga ACB da temporada passada (apenas no final que ganhou 31 minutos em quatro partidas). Mas sua situação melhorou com a permanência do time na principal divisão espanhola.

Com a chegada do competente Txus Vidorreta (ex-Alicante), Lucas foi ganhando espaço, minutos e elogios durante a pré-temporada do time. Foi incrível em amistoso contra o Real Madrid e monstruoso na defesa nos jogos preparatórios seguintes. Impressionou a todo mundo, e ouviu de Txus que seu desenvolvimento tende a aumentar nesta temporada.

E é justamente isso que espera-se de Lucas. Se não é nenhum veterano (ele tem 20 anos e 2,13m), dois anos se passaram sem nenhuma grande evolução em seu basquete e em seus números. Tomara que, sinceramente, tenha chegado a sua hora, o seu momento. Será a sua primeira grande chance em uma grande liga, e em um clube que se não é mais tão grande como fora em outros tempos, ainda é tradicional.

Se ele conseguir mostrar um pouco do basquete dominante da Copa América de dois anos atrás (com muita defesa e principalmente força física no ataque), seu futuro estará pavimentado. Talento, ninguém duvida que Lucas tenha (ninguém mesmo). É hora de colocar a cabeça no lugar, aproveitar os minutos de quadra que virão e enfim colocar-se como um pivô de elite. Não será fácil, os problemas virão, os ajustes precisarão vir com os dias, com os jogos, e seu lado psicológico precisa caminhar lado a lado com seu desenvolvimento técnico, tático e físico.

Chegou a hora de Lucas Bebê, conhecido por lá como Lucas Nogueira.

Compartilhe:

Lucas Bebê tem ótimo desempenho em amistoso – será esta a temporada dele?

A temporada 2012-2013 da Liga ACB espanhola começa no final do mês (em 29 de setembro, aniversário deste escriba, diga-se de passagem), mas enquanto os jogos oficiais não começam, as equipes fazem aqueles amistosos famosos pra esquentar as baterias. E ontem em Guadalajara (Espanha mesmo) houve um bastante interessante. Rivais de cidade, Real Madrid e Estudiantes duelaram, com vitória do Real por 78-75 em uma grande atuação de Nikola Mirotic (21 pontos).

O mais interessante, para os brasileiros, foi verificar a atuação de Lucas Bebê, pivô que teve poucas chances na temporada passada mas parece bem dentro do planejamento da equipe para este ano. Saindo do banco, ele teve nove pontos, seis rebotes e dois tocos, ganhando destaque da imprensa espanhola (no site da ACB espanhola, ele foi descrito como “a autêntica sensação da partida, mostrando seu potencial e registrando várias jogadas espetaculares na quadra”), do site de seu clube, o Estudiantes, e elogios de seu técnico, o exigente Txus Vidorreta.

Conforme o próprio Vidorreta disse ao site do Estudiantes, Lucas deve ser a primeira opção de banco entre os pivôs da equipe, e seu tempo de quadra deve ser bastante considerável para um time que deveria estar jogando a segunda divisão nesta temporada (só não caiu de fato porque os dois que ascenderam da segunda divisão não tiveram grana para bancar a caríssima Liga ACB).

Torçamos para que Lucas Bebê mostre, enfim, seu jogo, tenha tempo de quadra e consiga desempenhar bom papel pelo Estudiantes (espero, sinceramente, que ele tenha evoluído taticamente, psicologicamente e principalmente tecnicamente de um ano pra cá). A Copa América de 2010, quando ele foi uma das sensações do torneio disputado no Texas, ainda está na memória – e quem viu sabe quão dominante defensiva e ofensivamente ele pode ser.

O problema é que depois da Copa América vieram momentos não tão bons, como o Mundial Sub-19 da Letônia e uma temporada, a passada na Espanha, em que ele foi praticamente esquecido no time adulto. Isso, é bom lembrar, com uma chance de ele participar do Draft da NBA (seu nome foi retirado um dia antes da seleção dos universitários de 2011).

Fica a pergunta: será que esta será A temporada de Lucas Bebê na Espanha? Comentem na caixinha!

Compartilhe:

Estudiantes cai para a 2ª divisão na Espanha – qual será do futuro de Lucas Bebê?

Foi um domingo triste para uma das mais tradicionais equipes da Espanha. O Estudiantes precisava desesperadamente vencer e torcer para três resultados acontecerem para permanecer na primeira divisão do país (posto que frequentava desde 1956). Mas não deu. O time perdeu para o Murcia por 86-80, terminou a temporada regular na décima-sétima colocação (11-23) e disputará pela primeira vez a segunda divisão em 2013. Com o resultado de ontem, apenas Real Madrid e DKV Joventut jogaram todos os campeonatos da primeira divisão espanhola na história.

Se a notícia é ruim para o Estudiantes como um todo (o clube foi fundado em 1948, tem um ginásio lindo com capacidade para 15 mil pessoas, já foi quatro vezes vice-campeão da Liga e três vezes campeão da Copa do Rei), tampouco é boa para o brasileiro Lucas Bebê (foto). Aos 19 anos, o pivô de 2,12m encontra-se agora em uma posição delicada: vale a pena ficar em um clube da segunda divisão espanhola, ou chegou a hora de tentar o salto para a NBA?

Antes do Draft de 2011, quando Lucas estava bem cotado para ser selecionado na primeira rodada, coloquei-me contra a sua ida para a NBA. Disse, à época, que Bebê tinha pouca experiência internacional (foi antes do Mundial Sub19 que o pivô e toda a seleção não se saíram bem), e que cair de paraquedas na melhor liga de basquete do mundo seria ruim não só para o seu desenvolvimento, mas talvez frustrante porque seu começo poderia ser muito ruim. Disse isso e mantenho.

O lance é que agora as coisas mudaram de figura. Doze meses passaram, Lucas jogou apenas 31 minutos em quatro partidas pelo time principal do Estudiantes e não teve nenhum crescimento absurdo em termos técnicos e físicos (sobre a questão mental eu não posso falar muito, pois não conversei com técnicos que o cercam e nem com o próprio atleta). Se ficar no clube espanhol, atuará em uma liga menos boa (a segunda divisão espanhola, lembremos). Isso, claro, sem falar no caso de não ter, novamente na temporada 2012-2013, tempo de quadra no Estu.

É óbvio que Lucas Bebê ainda não está totalmente preparado (seu jogo precisa de ajustes como qualquer jogo de um menino de 19, 20 anos), mas não vejo mais motivos para ele permanecer na Espanha. Como não está cotado, cotadíssimo para as primeiras colocações do Draft este ano, pode acabar em um time grande, com uma rotação forte de pivôs e ganhar tempo para aprender a língua, o jogo e ganhar força física e técnica. A seleção dos calouros da NBA é daqui a menos de seis meses, e talvez seja a hora de tentar dar um salto maior, arriscar mesmo.

E você, concorda comigo? Lucas deve seguir na Espanha, tentar o Draft da NBA ou algo diferente? Comente na caixinha.

Tags:

Compartilhe:

Brasileiro Lucas Bebê anota seus primeiros pontos na Liga Espanhola

Não foi um domingo especial apenas na NBA este 4 de março de 2012. Na Espanha, Lucas Bebê (foto) enfrentou seu companheiro de seleção Sub19 Raulzinho na partida em que o seu Estudiantes perdeu para o Lagun Aro por 103-81, afundando-se ainda mais na zona de rebaixamento (a campanha do time de Pepu Hernandez é de 6-16). Mas o domingo era especial, como disse antes.

Lucas entrou em quadra no fim, jogou 11 minutos, acertou seus três arremessos (uma enterrada inclusive), terminou com oito pontos, dois rebotes e nove de eficiência na primeira vez em que conseguiu uma cesta de quadra na Liga ACB Espanhola. No final, recebeu elogios de Pepu, que deve passar a usar o brasileiro em mais minutos daqui para a frente.

De verdade eu fico feliz com a atuação de Lucas. Ele é um menino esforçado e que tem lutado pelo seu espaço em um clube que vive uma baita crise de identidade atualmente (o tradicional Estudiantes trouxe Pepu de volta para arrumar a casa, mas os resultados não têm vindo e forasteiros experientes foram trazidos para salvar o clube de um possível traumático rebaixamento).

Que ele continue com confiança, pois seu futuro pode ser brilhante.

Tags:

Compartilhe:

Com estreia, classificação inédita e retornos, brasileiros têm ótima rodada na Espanha

Que rodada a deste fim de semana para os brasileiros na Espanha, hein. Como você leu por aqui ontem, Marcelinho Huertas completou 250 jogos na Liga ACB jogando pelo seu Barcelona contra o Zaragoza, de Rafael Hettsheimeir. O armador foi tímido com dois pontos e assistências em 20 minutos, mas viu seu time bater os rivais por 71-68 (Rafael teve oito pontos e três rebotes).

Na capital espanhola, uma estreia e um retorno. O pivô Lucas Bebê (na foto) debutou, enfim, na Liga Espanhola. Jogando pelo Estudiantes, ele jogou por 11 minutos e apanhou cinco rebotes (errou seus dois arremessos e desperdiçou duas bolas). No fim, através de sua conta no Twitter, mostrou-se feliz, emocionado e agradecido ao técnico Pepu Hernandéz, que o lançou).

Do outro lado, porém, estava a sensação da temporada, o Alicante, que fez 76-68, venceu a sua décima-segunda partida em 17 rodadas e fechou o turno na quinta colocação (que agradável surpresa, gente!). E quem joga por lá é Rafael Luz, que após quase um mês lesionado voltou a atuar. E voltou muitíssimo bem com oito pontos, cinco rebotes, duas assistências e 11 de eficiência em 15 minutos. Além dele, o ótimo Augusto Lima, do Unicaja, também recuperado de hérnia de disco, teve dez pontos e nove rebotes na derrota de seu time para o Manresa por 86-68.

Agora, a melhor notícia, melhor mesmo, veio de Murcia. Perdendo por 15 pontos a nove minutos do fim (57-72), o Lagun Aro precisava virar a partida contra os donos da casa para conseguir a inédita classificação para a Copa do Rei (àquela altura, o Barcelona já vencia o Zaragoza e o Bilbao e o Valencia já haviam perdido). E conseguiu. Com a incrível sequência de 32-13, virou a partida, fez 89-85 e alcançou o feito. Raulzinho, do Lagun, teve quatro pontos e dois rebotes em 11 minutos.

A Copa do Rei acontece entre os dias 16 e 19 de fevereiro (carnaval aqui no Brasil portanto) em Barcelona (no Palau Saint Jordi), e será bem legal vermos três dos principais armadores do país (é bem provável até que Luz, Huertas e Raulzinho estejam em Londres, nas Olimpíadas), além de Augusto Lima, na competição. Foi um fim de semana pra lá de positivo.

Compartilhe: