Bala na Cesta

Ao som de Marvin Gaye, Knicks dá as boas-vindas à temporada da NBA

A temporada 2011-2012 começa no Natal, você já sabe, e o New York Knicks resolveu das as boas-vindas a seus torcedores. Com o mote “Let’s Get it On” (numa tradução livre, algo como “vamos deixar rolar”), música do fenomenal Marvin Gaye, a franquia nova-iorquina mostra como se faz promoção. Simples, direta, barata e eficiente. Veja só.

Agora me diz: empolga até mesmo quem não torce pelos Knicks, não?

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Chris Paul pede para ser trocado para os Knicks – mais ou rumor ou realidade?

Os conceituados Adrian Wojnarowski e Marc J. Spears, do site Yahoo, divulgaram ontem que o armador Chris Paul (na foto à direita) pedirá ao New Orleans Hornets para ser trocado para os Knicks antes do começo desta temporada. Vale lembrar que Paul será passe livre ao final do campeonato 2011-2012, e trocá-lo seria uma maneira de os Hornets conseguirem algo pela sua jóia.

Sim, eu sei que dias atrás disse aqui que odeio rumores, mas este não me parece ser o caso, não. As fontes são confiáveis, e Chris Paul já havia demonstrado interesse em não permanecer no New Orleans após o seu maravilhoso playoff de 2011 (ele quase ganhou “sozinho” dos Lakers). Se isso não bastasse, ele passou as férias da liga treinando com Carmelo Anthony (ambos na foto).

Por enquanto franquia, na figura de Dell Demps (gerente-geral), não pode começar negociações e nem conversas com CP3, mas de acordo com o Yahoo esta será a primeira medida de Dell quando o locaute da NBA oficialmente acabar. Outro clube que surge forte para tirar Chris Paul é o Orlando Magic, que planeja trazer o armador justamente para não perder seu maior astro, o pivô Dwight Howard.

Por enquanto, como se vê, são apenas possibilidades, mas acho muito difícil que Paul permaneça no New Orleans (já disse que não renovará o compromisso). Na pior das hipóteses, então, é bom os Hornets conseguirem algo em troca. Os Knicks, de verdade, não sei se tem algo a oferecer (Billups + Fields + picks?), embora o sonho de um time com Carmelo, CP3 e Amare empolgue absurdamente. O Orlando, sim.

Vale a pena sonhar em ter Chris Paul na armação de seu time, não vale?

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Com o fim do locaute, qual será o futuro de Nenê na NBA?

Parece mesmo que o locaute está perto do fim na NBA. Os proprietários e os atletas ainda precisam votar, mas ao que parece o acordo deve mesmo acontecer nas próximas horas. Agora, então, é se preparar para o que está por vir: pré-temporada, jogos no Natal e… negociações envolvendo os agentes-livres. É nesta situação que, por exemplo, o brasileiro Nenê (foto) está.

Com a opção feita em junho de testar o mercado de agentes-livres (ele poderia ficar em Denver até o fim de 2011-2012), Nenê acabou “atrapalhado” pelo locaute, e terá poucos dias para decidir o seu futuro. De acordo com os sites norte-americanos, as negociações começarão entre os dias 5 e 9 de dezembro, sendo que a abertura dos treinamentos das franquias seria no dia 9. Ou seja: pode ser que a temporada comece e o pivô ainda esteja buscando equipe. Por isso enviei um e-mail para Aylton Tesch, (gentil) agente do pivô para saber qual será a estratégia adotada:

“Pelos e-mails que tenho recebido, o mercado para agentes-livres começará no dia 5 de dezembro, mas te adianto que as informações ainda estão um pouco desencontradas. Assim que a NBA liberar os contatos nós iniciaremos os trabalhos para o Nenê. Os agentes que conseguirem interpretar o novo CBA mais rápido sairão na frente! Nós estamos em alerta a partir de agora”, disse Aylton por email.

Pelo que conversei com amigos e jornalistas dos EUA, uma boa saída para Nenê não perder tempo e ritmo e evitar problemas de adaptação em uma nova equipe seria renovar com o Denver por uma temporada mais para, após esta temporada, procurar um contrato longo. O lado ruim disso tudo é que ele vem de uma campanha fabulosa com os Nuggets (14,6 pontos, 7,6 rebotes e 61,5% nos chutes), e fechar uma negociação boa agora seria melhor em termos financeiros e esportivos  (principalmente porque ninguém sabe como será este campeonato com menos jogos e com os atletas sem a devida preparação).

Vale lembrar que Nenê será um dos jogadores mais cobiçados mais cobiçados nessa janela de negociações, e times como o poderoso Miami Heat já demonstraram interesse em seu basquete. O tempo, porém, parece ser o maior inimigo do brasileiro antes dessa temporada maluca que deve mesmo começar no Natal.

Qual será o destino de Nenê na NBA? A caixinha está aberta para o debate!

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Com o provável fim do locaute, Leandrinho será desfalque nas finais Sul-Americana no Flamengo

A notícia do provável fim do locaute da NBA mexeu com as estruturas do basquete. Na Espanha, Serge Ibaka teve a sua melhor atuação pelo Real Madrid (15 pontos, nove rebotes, seis tocos e 29 de eficiência). Na Itália, Danilo Gallinari já disse que sai do Milan no começo de dezembro. E por aí vai. Aqui no Brasil, o começo da liga norte-americana no Natal fará uma vítima: o Flamengo, de Leandrinho.

De acordo com o planejamento rubro-negro, Leandrinho seria o grande reforço do time na Liga Sul-Americana (tanto é assim que seu contrato vence no fim de dezembro – no clube ninguém acreditava que a greve na NBA duraria a temporada toda). O problema é que com o adiamento da fase final da competição (leia mais aqui) o Flamengo corre sério risco de ficar sem uma de suas estrelas para um dos momentos mais importantes do ano.

Prevista para acontecer a partir de 29 de novembro, o Flamengo teria o ala-armador normalmente antes de sua viagem para Toronto (ele precisa se apresentar no dia 9 de dezembro). Sem uma data definida para acontecer (agora comenta-se que ao invés do hexagonal final estão previstos dois triangulares antes da decisão), o rubro-negro vê o seu (bom) planejamento escorrer pelo ralo. Parabéns, mais uma vez, ao Grego, ex-presidente da CBB, futuro candidato e atual presidente da ABASU, entidade que organiza (muito mal) a Liga Sul-Americana.

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Sindicato e NBA se aproximam de acordo – temporada deve começar no Natal

A reunião durou a madrugada inteira (e ainda não terminou), mas sites (o primeiro foi a CBS.com), jornais e rádios americanas cravam: NBA e Sindicato dos atletas (NBPA) chegaram a um acordo para colocar um ponto final ao locaute após incríveis 149 dias (eles chamam de “tentative agreement”). Para que a temporada 2011-2012 realmente aconteça, 15 dos 29 donos de franquia (a liga é proprietária do Hornets) precisam aceitar o acordo (, bem como a metade dos 430 membros do Sindicato dos atletas (e aí reside um pouco do perigo, já que há processos anti-truste em curso e aquele princípio de dissolução da NBPA já havia começado).

“Chegamos a um acordo preliminar, que está, agora, sujeito a aprovação de ambas as partes. É complexo, há muitas variáveis, mas estamos muito otimistas que a temporada da NBA aconteça ainda este ano”, disse David Stern, comissário da liga e representante dos dirigentes.

E ao que tudo indica é isso mesmo: teremos temporada a partir do dia 25 de dezembro (o famoso Natal). Os treinamentos começarão no dia 9 de dezembro, teremos 66 jogos e um campeonato bem enxuto (16 jogos a menos), mas com a mesma emoção, evidentemente. Para se ter uma ideia, se o calendário for realmente respeitado teremos no Natal uma rodada de estreia com Miami e Dallas, no Texas, Boston e Knicks, em Nova Iorque, e Chicago Bulls e Lakers, em Los Angeles.

Agora é esperar para que realmente se concretize o acordo da NBA com o Sindicato. Torcer para que realmente os 149 dias tenham sido realmente um susto daqueles.

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O locaute continua – e os jogadores da NBA começam a aceitar propostas

O locaute da NBA chegou ao seu 148º dia, e com ele duas novidades importantes surgiram: dois jogadores de alto nível, Lamar Odom (foto), do Lakers, e Tyreke Evans, do Sacramento, assinaram contrato com clubes europeus.

O ala-pivô, bicampeão da liga norte-americana, fechou com o Besiktas, da Turquia, e Evans, bom armador, com o Virtus Roma, da Itália. Curiosamente, os turcos haviam tentado fechar com Kevin Love e Nenê (sim, o brasileiro e sumido Nenê) para jogar ao lado de Deron Williams, mas a proposta fora recusada.

Mas o que diabos significa isso? Com a chance cada vez maior de o locaute continuar e de da temporada 2011-2012 ser perdida, os atletas não estão dispostos a ficar parados. Se antes treinar e relaxar fazia parte do roteiro, agora, pelo visto, a ordem é ganhar dinheiro, jogar em ligas fortes e fazer fama no Velho Mundo e na Ásia (além dos já citados, Tyson Chandler recusou milionária proposta da China).

Por mais que a Europa esteja em absurda crise financeira (e está mesmo), parece que o mercado voltou a ficar extremamente aquecido. Chegará a hora das grandes contratações (Kobe, Dirk, LeBron, Wade, Gasol etc.)? Creio que sim. E não demorará muito, não.

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NBA tenta última cartada para salvar a temporada – será que agora vai?

O Sindicato dos Atletas e a NBA aceitaram voltar a negociar, depois de terem suspenso as conversas na semana passada. Após o 146º dia de locaute, as duas partes decidiram tentar salvar pelo menos um pouco de 2011. Com isso, a temporada teria 66 jogos, e a estreia seria justamente no Natal (e vocês devem imaginar o quanto as partidas natalinas rendem para clubes, televisões e patrocinadores).

O encontro começou ontem, e a expectativa é que NBA e NBPA (o Sindicato) estejam mais, digamos, desarmados, para que enfim as negociações caminhem um pouco. A conversa só dará um descanso nesta quinta-feira devido ao Thanksgiving, e a tendência é que até sexta-feira tenhamos novidades sobre alguma coisa. E você sabe, para termos jogos ainda neste ano é necessário um acerto no tal BRI (a divisão dos lucros).

Acredito que se este problema for resolvido, as demais questões também serão acertadas. O lance, de verdade, é que não acredito que depois de tudo o que já houve, tenhamos uma solução ainda este em 2011. Torçamos para a NBA vir com uma surpresa de Natal daquelas. O gosto do panetone não será o mesmo sem a rodada noturna de basquete, né…

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Com locaute da NBA, nova chance de o NBB crescer no Brasil

“Se nos três primeiros anos o objetivo da LNB era criar e sedimentar o produto, pois muito bem – hoje ele está criado e com razoável sucesso. Agora é a hora de dar o segundo passo, o passo do crescimento e da sustentação do produto”. Isso que você acaba de ler foi escrito por este blogueiro em 20 de agosto desde ano, quando o Flamengo contratou Leandrinho (leia aqui).

Passaram três meses, pouco foi feito pela Liga Nacional em termos de promoção, comunicação e evento, mas há um fato novo que ainda dá esperança: a NBA tem grande chance de ter a sua temporada cancelada depois da reunião dos atletas nesta segunda-feira e das palavras pouco amistosas de David Stern para Billy Hunter (chamou-o de irresponsável pra baixo). Ou seja: se antes já sobravam motivos para a entidade promover um campeonato brasileiro bem acima da média dos últimos anos (vaga olímpica + Leandrinho + Pinheiros, Flamengo e Brasília fortíssimos + novas praças…), agora ainda há a liga norte-americana dando uma “ajudinha”.

Acho que fisgar nomes como Kevin Durant (cobiçado na Espanha – veja aqui) ou LeBron James parece um pouco longe da realidade do país (se bem que Kobe Bryant já foi oferecido ao Flamengo, né…), mas é muito claro que a Liga Nacional e os clubes podem correr atrás de quem ainda não teve seu nome cogitado nos grandíssimos centros (Steve Nash, por exemplo), além, claro, dos brasileiros (Varejão, Nenê e Tiago Splitter, cujo nome, aliás, vem sendo ventilado no Málaga). Na verdade ontem eu sonhei com Blake Griffin arrebentando os aros brasileiros com suas enfurecidas enterradas.

É fácil? Não, não é, mas mais uma vez o cenário é muito favorável à Liga Nacional de Basquete. E ficar sentada em berço esplêndido não ajudará em absolutamente nada. Chegou a hora de inovar, criar algo absolutamente diferente e trazer jogadores que façam a diferença na parte esportiva (técnica) e financeira (marketing principalmente).

Que tal começar hoje mesmo?

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Atletas recusam proposta da NBA, dissolvem sindicato e vão processar donos

Aconteceu o que ninguém queria. Os atletas anunciaram hoje, em Nova Iorque, que não aceitaram a última proposta financeira da NBA (o tal BRI, a divisão dos lucros, foi o que mais “pegou”). Mas eles foram além: anunciaram a dissolução do sindicato (esta é uma maneira de barrar a negociação do jeito que está) e que irão processar os donos das franquias da liga.

É triste, é um tapa na cara do fã de basquete, mas todo mundo sabia que isso poderia acontecer. Foram decisões erradas atrás de decisões erradas (das duas partes, é bom que se diga – não há um lado certo e outro errado, não) e agora estamos assim: a chance de não haver a temporada 2011-2012, que já era grande, hoje é imensa, imensa mesmo.

Todo mundo sabe que amo basquete europeu, que assisto qualquer jogo do basquete nacional, mas não ter os jogos da NBA na televisão (e no computador também) causa mais do que tristeza. Acho que a maioria da galera que gosta da modalidade começou assistindo às partidas de Michael Jordan e cia. Em 1998 foi um aviso. Hoje a confirmação daquilo que ninguém esperava.

Os donos tiveram o “match-point” quando, após a proposta de 43-57 para eles, os atletas, que queriam 53-47, aceitaram dividir o bolo do BRI. Mesmo assim os patrões aceitaram com ressalvas, achando que, esticando a corda os atletas iriam ceder. Não cederam, vão processá-los e a temporada 2011-2012 está indo pelo ralo.

Jamais imaginei escrever este texto.

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NBA realiza entrevista no Twitter e se complica ainda mais

A intenção da NBA era tirar dúvidas dos torcedores a respeito deste infinito locaute. Mas o tiro saiu pela culatra, sem dúvida alguma. No Twitter, os atletas (jura que não pensaram nisso?) estavam online, e bombardearam a liga com perguntas pra lá de pertinentes e inteligentes. De verdade, quero não acreditar que uma pessoa como David Stern, comissário geral, estivesse respondendo aquilo tudo.

Spencer Hawes, pivô do Philadelphia 76ers, perguntou sobre uma suposta má relação da NBA com os agentes, que, obviamente, pressionam os atletas a não aceitarem a proposta dos proprietários. E foi aí que a liga começou a se enrolar.

Não respondeu, e Chris Paul e Dwyane Wade começaram a perguntar o porquê de ignorar o questionamento de Hawes. Aí não teve jeito, e a entidade teve que dizer algo. Minutos depois, Wade, tão ativo no teclado quanto na quadra, indagou sobre as mudanças, que, segundo ele, estariam impactando apenas os atletas.

E por aí foi. Com uma pergunta-pedrada atrás da outra, o que deveria durar 15 minutos acabou se tornando um interrogatório bizarro contra aquela que era uma das instituições que tinha mais credibilidade nos Estados Unidos. No final, todo mundo que estava online no Twitter saiu com a sensação que: 1) o locaute não terminará tão cedo; 2) os atletas realmente estão prontos para não desistirem; e 3) todas as respostas da NBA eram vazias, vagas e sem o menor sentido.

Mas o principal é: a NBA deu um tiro no pé absoluto ao tentar se mostrar simpática em um momento em que todos estão mais com tristeza do que com qualquer outra coisa. Para uma liga que dominava tão bem a comunicação com seus consumidores, ontem à noite foi uma bola fora das piores de toda a histórida da NBA. Que pena.

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