Bala na Cesta

Arquivo : LNB

Com show do Jota Quest, Jogo das Estrelas do NBB foca no entretenimento em SP
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Fábio Balassiano

Pela primeira vez sendo realizado em São Paulo, o Jogo das Estrelas do NBB (site oficial aqui) em 19 de março promete ser um marco na história da Liga Nacional de Basquete. No maior centro econômico do país o evento contará com show da banda Jota Quest (notícia divulgada há instantes pela LNB), uma das mais populares do país, terá parceria com a Rede Starbucks e marcará o primeiro passo da ativação da Nike, nova patrocinadora da entidade (mais aqui). Cadeiras de pista e numeradas já estão esgotadas, mas as arquibancadas, que custam a partir de R$ 5, ainda estão à venda no site da LNB.

O foco do Jogo das Estrelas de 2017 está no entretenimento, em atrair e reter fãs para o esporte, algo que vemos com frequência na NBA. Conversei com João Fernando Rossi, presidente da LNB e um dos entusiastas deste modelo de gestão que privilegia o lazer dentro dos ginásios de basquete. Rossi, empolgado, lança inclusive um desafio ao prefeito de São Paulo, João Doria Jr. .

BALA NA CESTA: Me chamou a atenção que neste ano teremos um jogo no Ibiraquera, um dos maiores palcos de basquete do país, com muita história e tudo mais, a chegada da Nike, nova patrocinadora da Liga, também uma parceria com a Rede Starbucks, famosíssima no mundo inteiro, e agora o show do Jota Quest. O foco está mais do que nunca no público com bastante entretenimento mas também em mostrar ao mercado publicitário a força do produto de vocês, não?
JOÃO FERNANDO ROSSI: Isso mesmo, Bala. O foco está em proporcionar ao público a melhor experiência de lazer possível não só no domingo, o dia do evento propriamente dito, mas sobretudo durante o final de semana inteiro onde teremos atividades, e mostrar ao mercado corporativo que em momento de crise econômica o basquete brasileiro (NBB) é a melhor opção de investimento no esporte no Brasil. Modéstia à parte, somos hoje o que há de melhor no esporte em relação a custo/beneficio, e sabemos bem que os investidores estão buscando visibilidade, retorno alto sobre investimento e se associar às marcas com retorno garantido.

A grande novidade é termos um evento com Show (Jota Quest) e Basquete juntos. Isso mostra como estamos focados em transformar um espetáculo esportivo em entretenimento. Ter o Jota Quest no intervalo do Jogo das Estrelas é o coroamento de todo esforço dos clubes e mais um passo na incessante busca pela fidelização do fã da bola laranja no mercado brasileiro e das Américas. Essa festa no Ibirapuera reforça o comprometimento da Liga com os torcedores e no desenvolvimento da modalidade. Teremos o que existe de melhor dentro e fora da quadra nessa grande festa do esporte. Nossa ideia é começarmos um relacionamento com os fãs de basquete no Jogo das Estrelas. Depois nossa missão é fazer com que ele (relacionamento) se prolongue durante muito tempo.

Nosso ativo, com clubes de futebol, líderes em olimpismo e cidades tradicionais e recém-chegadas, é bem robusto e possuímos TV aberta (Band), TV fechada (Sportv) e o nosso canal de WebTV que exibe jogos semanalmente através da plataforma Facebook Live. Caminhando com o que há de mais moderno no mundo, posso dizer com orgulho que nossas mídias sociais possuem números bem interessantes em Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat e outros. A Liga Nacional organiza 4 campeonatos (NBB, Liga de Basquete Feminino, Liga Ouro e Liga de Desenvolvimento Sub-22), estamos presentes em 11 estados, com 30 clubes e 83% do PIB brasileiro, e atingindo 77% da população brasileira. Não posso esquecer de dizer que temos parceria com a liga de basquete mais desejada do mundo, a NBA. Estamos muito animados. Se permitir, posso lançar um desafio no seu blog?

BNC: Claro. O que seria?
ROSSI: É um desafio ao Prefeito da cidade de São Paulo, João Doria Jr. Sei que ele gosta de basquete, e lanço em seu blog um desafio para que ele faça parte do torneio de habilidades deste Jogo das Estrelas. E aí, João Doria, topa? #JogaJuntoJoaoDoria .

BNC: Este ano o Jogo das Estrelas terá formato diferente, com todas as atividades realizadas em um só dia, o domingo. O que a Liga Nacional pretende com isso e qual o motivo da mudança?
ROSSI:
A ideia é fazer com que o público amante do esporte e do basquete possa ter uma experiência completa de basquete. Pesou para que escolhêssemos São Paulo o fato de, devido a Olimpíadas e Copa do Mundo, a cidade do Rio de Janeiro ter recebido a maioria dos grandes eventos do esporte brasileiro nos últimos anos. Sendo assim, a escolha de São Paulo, a maior capital da América Latina, passa pelo desafio de despertar a população paulistana para o basquete. Nossa intenção é ativar uma das maiores metrópoles do mundo. Gosto de lembrar que cidade e o Ibirapuera foram o principal palco do basquete brasileiro durante décadas. Sobre ser tudo no mesmo dia, pensamos muito em termos um dia inteiro com muito entretenimento esportivo, algo que nunca houve na história do esporte brasileiro. O evento no domingo começa às 10h e terá o Desafio de habilidades, Torneio de 3 pontos, Torneio de enterradas, Desafio das Celebridades e o jogo principal entre NBB Brasil x NBB Mundo. Um domingo completo de muita festa no esporte brasileiro. Quero frisar que no sábado teremos na parte da manhã um treino aberto com os atletas do Jogo das Estrelas. Na sequência as eliminatórias do Desafio de Habilidades serão exibidas ao vivo pela TV Globo.

BNC: Apesar das finais serem em um dia só, haverá as eliminatórias no sábado e também ações sociais previstas desde sexta-feira. Podemos esperar neste Jogo das Estrelas do NBB em São Paulo o maior número de ações não só sociais mas também de marketing da história do evento?
ROSSI: Teremos o #EspaçoJogaJunto, área de lazer voltada à interação do fã do basquete e disponível no sábado e domingo e totalmente grátis. O Ibirapuera estará repleto de atividades para as famílias, com ativações dos patrocinadores (Caixa, Sky, Avianca, Nike e Starbucks) que envolvem quadras de basquete, máquinas de arremessos, distribuição de brindes e presença dos atletas para fotos e autógrafos. Além disso, estaremos preparados para receber o público com vasta área de alimentação, tornando o programa completo do começo ao fim para as famílias paulistanas.

Ainda sobre marketing, venho do mundo empresarial e sou muito objetivo. Estamos em SP, a cidade mais populosa das Américas e a sétima do mundo, com mais de 12 milhões de habitantes e a décima-quarta mais globalizada do mundo. São Paulo é o décimo PIB do mundo e corresponde a 11% do PIB brasileiro. Portanto, estamos com expectativas de mostrar ao mundo corporativo e seus investidores que a Liga Nacional (NBB) é o melhor investimento no esporte brasileiro. O Jogo das Estrelas é o nosso cartão de visita. Estaremos recebendo grandes empresas, patrocinadores, investidores e agências de Marketing esportivo. Mostraremos nosso lado de gestão, empreendedorismo, responsabilidade social e de negócios tanto para LNB quanto para os clubes. É uma oportunidade única para todos buscarem pontos de contato comerciais. É um ambiente propício para início de novos negócios.

Além do entretenimento devemos acelerar nosso programa de responsabilidade social. Estamos trabalhando com empresas e comunidades para uma sociedade mais justa. Já fazemos isso, na Liga Nacional, de forma pontual, mas estamos nos preparando para sermos mais atuantes neste sentido e a partir evento já queremos começar a atuar de forma mais estruturada.


Justo prêmio: Bruno Savignani e Régis Marrelli serão os técnicos no Jogo das Estrelas do NBB
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Fábio Balassiano

A Liga Nacional de Basquete divulgou ontem os técnicos e assistentes do Jogo das Estrelas do NBB que acontecerá no dia 19 de março em São Paulo, no Ibirapuera (mais informações do evento aqui). E a votação, que contou com votos de treinadores, assistentes, capitães das equipes, imprensa especializada e personalidades do basquete, acabou por premiar dois belíssimos trabalhos que estão sendo feitos nesta temporada 2016/2017 no basquete brasileiro.

Mais jovem técnico do NBB, Bruno Savignani está em sua segunda temporada comandando Brasília (entrou no meio da última, então esta é a sua primeira desde o princípio do campeonato). Aos 34 anos, tem conseguido não só disputar a liderança com o Flamengo através de excepcional campanha (15-6), mas sobretudo dar um padrão de jogo muito, muito bom para o time da capital federal. Bruno tem conseguido explorar as individualidades de seus ótimos valores (Giovannoni, Lucas Mariano, Deryk, Fúlvio, Pilar etc.) com um sistema ofensivo muito fluído e aos poucos vai ajustando também a defesa dos brasilienses. É uma ótima novidade desta nova safra de treinadores e ter sido o mais votado para o Jogo das Estrelas (comandará o NBB Brasil portanto) é um prêmio mais do que justo pelo que ele tem feito.

Segundo mais votado, Régis Marrelli vai comandar o NBB Mundo. Ele foi tema de texto e entrevista no blog no final do ano passado e tem conseguido levar o Vitória-BA a uma surpreendente e consistente campanha de (14-6). O time está longe de ter um dos orçamentos mais altos da temporada, está na quarta colocação e apresenta um basquete altruísta, com cinco jogadores acima dos 9 pontos de média, intenso e fortíssimo na defesa. Régis, na minha concepção, é um dos técnicos mais subestimados do basquete brasileiro. É estudioso, conhece do jogo, tem experiência e sempre fez bons trabalho (sobretudo em São José, onde foi vice-campeão do NBB anos atrás com um timaço que tinha Fúlvio, Laws, Dedé, Jefferson e Murilo).

Foram os dois técnicos que eu votei, mas eu não fico feliz por isso, não. A verdade é que a dupla merece muito o prêmio de dirigir os times do NBB no Jogo das Estrelas. Bruno, muito jovem. Régis, mais experiente. Ambos fazendo um excepcional trabalho neste NBB, um dos mais equilibrados de todos os tempos.


Com defesa forte, Bauru ‘vira a chave’ com elenco renovado e cresce no NBB
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Fábio Balassiano

Na terça-feira à noite o Sportv exibiu um ótimo Flamengo x Mogi pelo NBB. Os rubro-negros venceram um ótimo jogo por 96-87, se mantiveram na cola de Brasília e quebraram a sequência de vitórias consecutivas dos mogianos. Outro destaque atende pelo time de Bauru. Vice-campeão nas duas últimas temporadas, os comandados de Demétrius fizeram 74-64 e chegaram a 13 vitórias em 19 jogos. Nada de surpreendente então, certo? Nem tanto.

Deem uma olhadinha na montanha-russa que viveu Bauru desde o começo da temporada. O time começou sem patrocinador-máster, perdeu Ricardo Fischer, seu armador titular, para o maior rival (o Flamengo), viu Murilo sair para o Vasco, trocou um americano Ray Booker por dois brasileiros para aumentar a quantidade e qualidade do elenco quando Rio Claro acabou (Gegê e Gui Deodato) e viu Robert Day se aposentar. Já seria muita coisa, né?

Mas ainda teve mais. No final de janeiro Rafael Hettsheimeir, cestinha do time no NBB com 19,9 pontos e jogador de seleção brasileira, rescindiu o seu contrato rumo a Espanha. Naquela altura os bauruenses tinham 8 vitórias em 14 jogos, estavam no meio da tabela e tinham futuro incerto. O que aconteceria dali pra frente com um time que perderia três titulares em menos de 6 meses (Fischer, Hetts e Day), deixando o peso quase todo nas costas de Alex Garcia e Jefferson Willian?

A resposta atende por uma palavrinha mágica: defesa. É através dela que os bauruenses decidiram jogar. E estão se dando bem desde o final de janeiro. São cinco vitórias seguidas (Flamengo, Macaé, Paulistano, Liga Sorocabana e Pinheiros), e a incrível média de 63,8 pontos sofridos nestes cinco duelos. Para se ter uma ideia, a defesa menos vazada era, antes disso, a do Vitória e levava 76 pontos por partida. Com o triunfo contra o Pinheiros, o time de Demétrius passou a ser a que leva menos ponto por jogo no NBB.

Alguns fatores ajudam a explicar a melhoria defensiva de Bauru. O primeiro é o senso de urgência da equipe como um todo. Se a qualidade técnica de forma geral caiu, é elogiável a forma como o elenco passou a se conscientizar de que “só na habilidade dos atletas” não daria para voltar à final do NBB. Gegê, Shilton, Gui Deodato e Alex Garcia sempre foram bons marcadores, mas nomes como Leo Meindl e Jefferson Willian, que nunca foram especialistas no assunto, também têm se desdobrado para evoluir neste sentido. O esforço, portanto, é coletivo e dá resultados muito bons.

O segundo é Shilton. Criticado por muitos torcedores, ele é um exemplo de dedicação e altruísmo em quadra. Se não tem o arremesso de Hettsheimeir ou o seu poderio ofensivo para pontuar, o novo pivô titular bauruense é um dos melhores defensores de garrafão do país há algum tempo. Com a confiança por já ter atuado antes com o ótimo técnico Demétrius no Minas, Shilton comanda a marcação de seu time. Desde que passou a ser titular são 7 rebotes por jogo e 78 no +/- quando ele está em outro.

Bauru agora embarca em uma sequência de 3 jogos fora de casa (Vasco na próxima terça-feira, Caxias do Sul e Franca depois do Carnaval). Com um basquete baseado em sua forte defesa, vale ficar de olho no que os bauruenses têm feito. Conhecido por ter elenco estelar e com arremessos de três em profusão nos últimos anos, a metamorfose da equipe aconteceu durante o campeonato e tem dado resultado. É uma das histórias mais interessantes deste NBB.


NBB pode transmitir jogo online, mas Superliga de Vôlei não. Entenda os motivos!
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Fábio Balassiano

murilo2Na quarta-feira à noite o jogador de vôlei Murilo, do SESI-SP, reclamou no Twitter de maneira dura e contínua sobre o fato de seu time não poder exibir um jogo da Superliga masculina no canal do YouTube da equipe (amplie a imagem para ver melhor). Seus alvos: Rede Globo e Confederação Brasileira de Vôlei, que teriam vetado a exibição da partida contra Montes Claros.

A Carol Canossa, aqui do Saída de Rede (Blog de Vôlei do UOL), explica bem os motivos, inclusive com uma entrevista com o chefão da CBV, Ricardo Trade, mas cabe uma grande reflexão: como o NBB, principal campeonato de basquete do país, tem tido tanto sucesso exibindo os jogos na Web há quatro temporadas?

lnb1Em primeiro lugar porque o acordo envolvendo Liga Nacional de Basquete, organizadora do NBB, e Rede Globo é muito claro: os jogos do campeonato podem ser exibidos apenas nas redes sociais institucionais do NBB. Ou seja: clubes não estão autorizados ainda a fazer suas transmissões (como queria o SESI-SP na Superliga de vôlei, diga-se). Foi assim, primeiro no site (institucional) e desde a temporada passada com transmissões através Facebook Live (institucional do NBB), que a LNB abriu espaço no mundo digital.

Outro ponto importante: há regras contratuais que precisam ser cumpridas para que o bom relacionamento não saia dos trilhos entre a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissões desde a primeira temporada do NBB, e Liga Nacional. Algumas delas são: NUNCA um jogo na Web/Facebook pode ser o mesmo que o transmitido pela emissora. Isso explica o fato de as transmissões do NBB “acabarem” sempre nas quartas-de-final. Nesta temporada, por exemplo, a partir da semifinal Sportv e Rede Bandeirantes exibirão todos os jogos e não faz sentido haver competição entre uma plataforma oficial da Liga e seus canais.

lnb1Outro ponto importante fala sobre os horários de transmissão na Web. Nunca uma partida será exibida no Facebook ao mesmo tempo de um jogo que está sendo mostrado no Sportv ou na Rede Bandeirantes. Estrategicamente não faria sentido, pois seria concorrência dentro de um produto que busca o mesmo espaço (novos consumidores), e juridicamente há uma trava em relação a isso.

Seguindo estas (claras) regras e fazendo um ótimo trabalho de engajamento com seu público nas redes sociais o NBB tem tido sucesso grande de audiência na atual temporada. Até o momento a média de audiência é de 30 mil pessoas por jogo, sendo o pico na partida entre Vasco e Brasília há duas semanas. Foram mais de 105 mil usuários únicos assistindo ao duelo em que o cruzmaltino bateu o time da capital federal por 85-76. No atual campeonato ao todo serão 40 jogos transmitidos via Facebook, sempre com imagem de alta qualidade (outra preocupação apontada pela CBV aliás) e narrador, comentarista, repórter e equipe de produção no ginásio.

O Vasco, responsável pelo recorde de audiência da atual temporada, traz um dado curioso: foi com ele que o NBB começou as transmissões via Facebook Live. Exibindo os jogos em seu site desde o NBB6 (2013/2014), a Liga Nacional firmou parceria com o Facebook para as finais da Liga Ouro (divisão de acesso para o NBB) através de sua plataforma de streaming (o Live). Percebendo o sucesso de audiência da decisão entre vascaínos e o Campo Mourão em 2016 (pico de audiência de mais de 80 mil pessoas), a LNB fechou novo contrato com a maior rede social do planeta para outra temporada de jogos online.

lnbÉ com este espírito, unindo qualidade, integração de plataformas e clareza para com os envolvidos (Globo e Bandeirantes principalmente), que a Liga Nacional tem conseguido não só exibir seus jogos, mas sobretudo crescer em engajamento e seguidores nas redes sociais. Atualmente são mais de 450 mil na FanPage do NBB (crescimento de mais de 170 mil nos últimos 12 meses, algo absurdo de bom!), mais de 70 mil no Instagram e 78 mil no Twitter do produto NBB.

Em seus últimos eventos e conversas com a imprensa, diretores da Liga Nacional têm deixado clara a ideia de desenvolver cada vez mais o NBB nas plataformas digitais. Pelo visto tem dado certo. Os números mostram o sucesso da estratégia e o alcance de novos fãs. Novos fãs mesmo, já que um dos focos é atingir e conquistar jovens entre 16 e 25 anos para consumir o basquete nacional.

Tags : CBV LNB NBB


Na reunião da FIBA, o óbvio ululante – Brasil segue suspenso e esperando solução
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Fábio Balassiano

fiba

Quando você olha esta foto pode imaginar que a turma toda que esteve na reunião organizada pela Federação Internacional para (aparentemente) salvar o basquete brasileiro saiu com alguma solução prática do encontro desta sexta-feira em Lausanne, Suíça. Não é bem assim, não. Aqui está a solução da FIBA (em inglês o texto completo): manter a suspensão até no mínimo maio deste ano (reportagem completa do UOL aqui). Na prática mesmo a seleção feminina Sub-19 acaba sendo afetada, não jogando o Mundial da categoria que será disputado na Itália. Os grupos foram sorteados na última semana e, com a CBB suspensa, a equipe não poderá atuar.

fiba1Mas, hein, como é que é? A FIBA suspende o basquete brasileiro em 14 de novembro de 2016, os clubes acabam pagando o pato ao não jogarem a Liga das América devido única e exclusivamente a falta de competência da CBB, e três meses depois e sem NENHUMA mudança na Confederação a Federação Internacional simplesmente prorroga a suspensão? Faz uma reunião de duas, três horinhas, tira uma foto com quase 20 pessoas e fica tudo por isso mesmo? É assim que se faz mesmo? A eleição está mantida, o que do ponto de vista moral e legal (de legalidade), me parece muito bom, mas será que não valia a pena uma punição mais severa, uma reestruturação real e profunda no basquete brasileiro, uma proposta de fazer diferente a gestão do esporte profissional por aqui?

Ou será que o encontro de ontem na Suíça é simplesmente a resultante de uma tentativa frustrada dela (FIBA) em fazer a tal força-tarefa? Força-tarefa que ela, FIBA, reitera como sendo importante para o basquete brasileiro a partir de maio (pós-suspensão) e já com uma nova gestão.

Sigo achando que minha tese dita aqui anteriormente faz sentido: a tentativa inicial da Federação Internacional não deu certo devido a não concordância de Ministério do Esporte e Comitê Olímpico Brasileiro, e nesta sexta-feira a entidade máxima do basquete no planeta simplesmente lavou as suas mãos, colocando todos os elementos na mesa meio que como testemunhas. Pelo que apurei, haverá na próxima semana no Rio de Janeiro encontro envolvendo Ministério, COB e os dois candidatos da próxima eleição para alinhavar a tal força-tarefa que tanto deseja a FIBA. O esforço em conjunto teria a duração de 18 anos.

gregoNão dá pra dizer que estou decepcionado com o que ocorreu nesta sexta-feira em Lausanne porque eu realmente não esperava nada de um encontro que contém na mesma sala Grego e Carlos Nunes, mas confesso que uma ponta de esperança bateu em mim de que veria algo de mais profundo, algo mais sério, algo menos político e mais prático. Nada disso ocorreu.

Confuso, né? Sim, bastante confuso. A única certeza que tenho é que  no jogo de xadrez disputado pela FIBA, CBB e demais segmentos do esporte mundial, o único que sai perdendo é mesmo o basquete brasileiro, cada vez mais perto do fundo do poço. Perto do fundo do poço e esperando o próximo passo que será jogado na mesa do tabuleiro. Teremos mais novidades em breve? Ou não?

No final das contas, no final do jogo mesmo, dá pra cravar: o basquete é tão mais lindo quando apenas disputado na quadra, não é?


Com vitória diante do Flamengo, Vasco consolida bom momento sob comando do técnico Dedé
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Fábio Balassiano

nezo1Aconteceu no sábado o primeiro Vasco x Flamengo da história do NBB. Sem torcida, uma tristeza absoluta, mas na quadra vimos uma vitória vascaína por 78-77 em um duelo que, se não foi brilhante em termos técnicos, foi emocionante pra caramba. O experiente Nezinho terminou com 22 pontos e foi o cestinha do time vencedor. Melhor que do o triunfo contra o maior rival, vale notar o crescimento do time cruzmaltino na temporada 2016/2017 do NBB, a primeira do clube, desde que o técnico Dedé estreou.

Contratado na virada do ano e quando o Vasco tinha a campanha de 4-5, Dedé chegou ao Vasco sob desconfiança depois de um incidente grave em Rio Claro. Sua missão era mostrar que estava mais, digamos, calmo e mudar absurdamente a postura defensiva do time e organizar melhor o ataque (quase sempre pouco espaçado e baseando suas finalizações em jogadas de um-contra-um, a de pior conversão no basquete atual). No final do primeiro mês de seu trabalho já dá pra dizer: ele está conseguindo isso tudo e muito mais. Sob seu comando os vascaínos têm 5-2, saltaram para 9-7 na competição, já estão entre os oito melhores da fase regular e olham bem pra cima vislumbrando até um lugar no G-4 que garante uma rodada de folga nos playoffs. A questão é: como o cruzmaltino evoluiu tanto em pouco tempo?

dede21Em que pese a surpreendente derrota para o Minas em casa na última semana, desde que Dedé, técnico com ótima bagagem tática, chegou ao Vasco o time ainda não levou 90 pontos. É o estilo de trabalho dele desde sempre: defesa sufocante, rodízio forte de jogadores para aumentar a intensidade em quadra e um ataque menos acelerado (menos desperdícios de bola, menos chance de contra-ataque para o adversário). Outro ponto importante é que os vascaínos têm marcado muitíssimo bem o perímetro. Na semana passada em vitória contra o (agora) líder Brasília por 85-76, a equipe da capital federal acertou apenas 3 bolas em 17 tentativas de fora. No sábado contra o Flamengo, os rubro-negros acertaram 8/26.

dede1No ataque a melhora coletiva atende individualmente pelo nome de Nezinho. Até então tímido, o armador cresceu demais na competição desde que voltou a trabalhar com Dedé (foi seu técnico em Limeira). Sua média antes do novo treinador chegar era de menos de 10 pontos por jogo. Desde que o novo comandante assumiu, 15,7 pontos e 5 assistências por jogo. A melhora é evidente e sua atuação decisiva no sábado foi a certeza de que o camisa 23 está de novo nos trilhos.

murilo1Outro que está bem é Murilo. O ala-pivô teve 14 pontos e 8 rebotes contra o Flamengo, foi fundamental no ataque e bem no duelo contra Olivinha. Desde que Dedé assumiu ele tem 5 (de 7) partidas com 10+ pontos e 4+ rebotes.

Perto do G4, o Vasco agora quer se consolidar entre os grandes times do campeonato. Para isso, terá que vencer no próximo sábado o ótimo time de Mogi fora de casa (14h na Bandeirantes). Caso triunfe, ganhará ainda mais confiança para o restante do returno e solidificará o excelente começo do técnico Dedé na equipe. É bom ficar de olho nos vascaínos.


Quinta-feira, 26 de janeiro, o caótico dia pra quem gosta de basquete no Brasil
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Fábio Balassiano

lnb1Se liga só em como foi a quinta-feira, 26 de janeiro de 2017, pra quem gosta de basquete no Brasil. Sente o drama e acompanha tudo comigo.

A menos de 72h do maior jogo do NBB na temporada, o Vasco x Flamengo que já foi adiado anteriormente, a Liga Nacional de Basquete, organizadora do campeonato, comunicou via Nota Oficial que a partida será realizada… com portões fechados. Não com as duas torcidas, nem com torcida única, mas sim sem um mísero torcedor no ginásio (a Rio Arena, a antiga HSBC Arena). Reforçando: era o evento considerado o MÁXIMO da fase regular da competição para a turma da LNB e que será (perdão pelo termo) decepcionante devido a uma lamentável atitude da Polícia do Rio de Janeiro, que não garante segurança alguma e que avisa aos clubes e a Liga horas antes da partida acontecer (notadamente na terça-feira passada). Mundo bizarro, não? O UOL explica mais profundamente a situação. Só uma perguntinha importante: como pode o GEPE e a Polícia Militar não garantirem a segurança de um evento com 4, 5 mil pessoas, número de entradas que o Vasco venderia? Estranho isso, não acham?

cbb1Acham que acabou? Não, não, não. Em matéria publicada em primeiríssima mão o UOL informou que a FIBA convocou todas as partes envolvidas no basquete brasileiro (LNB, CBB, os dois candidatos a presidência da Confederação etc.) para discutir a situação e esclarecer o que acontecerá com a modalidade por aqui após a suspensão que termina em 28 de janeiro (o famoso amanhã). O encontro será na Suíça em 3 de fevereiro na sede da entidade máxima do basquete no planeta.

cbb1Sinceramente não consigo entender o que está acontecendo nesta relação pouco ortodoxa de FIBA e CBB, mas aparentemente alguma coisa deu errado na tentativa de intervenção da Federação Internacional e que envolveria Ministério do Esporte e Comitê Olímpico Brasileiro.

Aqui não é informação, mas sim uma análise de cenário de quem, como eu, ouviu muita gente nas últimas 24 horas para entender melhor o tema. E me explico. Caso a FIBA tivesse uma solução para o caso envolvendo a CBB, onde realmente está o problema, sabemos bem, ela já teria informado às partes sobre os próximos passos e tudo mais. Como (aparentemente) não tem, e muito provavelmente Ministério e COB saíram do barco, coube a ela em um último recurso chamar os envolvidos no esporte da bola laranja no país para tentar encontrar uma solução no meio do caminho. Creio, inclusive, que a FIBA não tenha muita noção do que deva ser feito, chamando os envolvidos para informar do ocorrido e meio que, em português claro, lavar as suas mãos. Trevas total. O que está por vir? Não tenho ideia, mas tenho medo absurdo do pior – como sempre acontece quando o assunto envolve a Confederação.

tristezaEspero, do fundo da minha alma, que aquele famoso trecho introdutório e/ou conclusivo de alguns textos meus, quando coloco o já conhecido “mais um dia triste para o basquete brasileiro” não seja mais escrito por aqui, mas com tanta notícia ruim fica difícil acreditar no contrário. É uma pena, é uma tristeza absoluta dizer isso, mas é a mais pura realidade. Alguns trabalham, e bem, como é o caso da Liga Nacional, mas há tanta força jogando contra que ser otimista e pensar que as coisas irão melhorar por aqui é um verdadeiro devaneio.


‘A gente trabalha’, diz João Fernando Rossi, presidente da Liga Nacional, após anunciar Nike
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Fábio Balassiano

rossi1João Fernando Rossi estava exultante na noite de segunda-feira. O evento que oficializou o patrocínio da Nike à Liga Nacional de Basquete seria o seu primeiro grande ato como presidente da LNB. Recém-eleito para o cargo mais importante da instituição que organiza o NBB, ele conversou com o blog a respeito da chegada de mais um apoiador para a entidade, do bom momento vivido pela Liga, que acumula quatro patrocinadores de peso (Caixa, Avianca, Sky e Nike), e da ainda não digerida suspensão dada a FIBA à CBB que acabou vitimando os clubes, impedidos de jogar a Liga das Américas, por tabela. Antes de começar a entrevista, Rossi sacou da sua mochila o livro “A marca da vitória”, de Phil Knight, fundador da Nike. Abriu um sorriso e disse: “Adoro a história da empresa, a marca esportiva mais valiosa do mundo, e me preparei muito para este evento de hoje”.

nbb1BALA NA CESTA: Mais do que o que representa, que ficou claro durante a sua fala e também a do Marcelo Trevisan, diretor da Nike, queria saber o seu sentimento com a primeiro grande cesta de três pontos da sua gestão.
JOÃO FERNANDO ROSSI: Realmente a vinda da Nike soma às empresas que já haviam se tornando parceiras do NBB, mas não dá pra negar que é a cereja do bolo do mundo esportivo. É a maior marca do mundo, e com certeza só vai ajudar. Chancela a Liga, o nosso trabalho, os próximos passos.

rossi1BNC: O que a Liga Nacional espera exatamente com essa parceria? Muita gente vai falar sobre a questão dos uniformes dos times, mas não é exatamente isso que vocês buscam, pelo que ficou meio claro aqui, certo?
ROSSI: A entrada da Nike vai nos ajudar em três pilares: Liga de Desenvolvimento (LDB), Jogo das Estrelas e NBB. Em cada pilar a gente vai trabalhar sempre com desenvolvimento. Gostamos muito da questão de incluirmos a LDB, pois a LDB é o futuro do basquete. Gosto de dizer que 43% dos jogadores que estão atualmente no NBB passaram pela Liga de Desenvolvimento, motivo de muito orgulho para nós. No Jogo das Estrelas, que tem tudo a ver com a Nike, os uniformes serão da empresa. O NBB é onde você vê tudo isso consolidado. Mais do que natural que eles estejam presentes lá.

NBB2BNC: Já falei isso aqui e volto ao tema com você. Momento de retração econômica total. E a Liga Nacional emplaca quatro patrocinadores em menos de 12 meses. É um recado, Rossi? Um recado de que vale a pena investir no NBB e de que vocês estão trabalhando sério?
ROSSI: Sem dúvida que sim. A mensagem que fica, em um momento de crise financeira e política, é de que nestas situações o melhor a se fazer é sempre olhar melhor, com mais cuidado, os seus investimentos. E eu não tenho dúvidas que os investidores, dos clubes e a Liga Nacional, estão escolhendo o NBB porque é um ótimo retorno. Não gostamos de nos vangloriar, você sabe disso, mas hoje em dia o NBB é uma referência em termos de gestão esportiva. A gente não fala. A gente trabalha buscando a excelência, o crescimento, o desenvolvimento da modalidade. Agora, nós temos que, com toda humildade, reconhecer o que a gente representa no cenário esportivo não só brasileiro, mas latino-americano.

lnb1BNC: Você sabia que essa pergunta viria. Vocês lançam Nike, Jogo das Estrelas em São Paulo, Caixa investindo, Sky renovando, mas daqui a 15 dias começa a Liga das Américas sem os clubes brasileiros. Fica um gosto amargo por ver que, independente do belo trabalho que vocês vêm realizando, o cenário internacional não poderá ser habitado nesta temporada?
ROSSI: Na realidade nós estamos suspensos através da CBB. A punição foi para a Confederação Brasileira e acabou nos impactando de forma direta. Nós tentamos conduzir tudo da melhor maneira possível, mostrando que os clubes seriam impactados e que de fato não poderiam pagar pelos problemas da Confederação, mas infelizmente não deu certo ainda. Somos uma Liga que normalmente nos damos bem tanto com a FIBA quanto com a CBB, mas acabou que nossos clubes acabaram de tornando os únicos punidos pela Federação Internacional. Eu acho assim: nós temos que respeitar a punição, mas não podemos nos acostumar com isso. Não é normal que os clubes brasileiros fiquem de fora de uma Liga das Américas sem ter a menor culpa no cartola. Porém devemos respeitar as decisões e é isso que estamos fazendo. É uma decisão da FIBA e só cabe a ela rejeitar.

nbb1BNC: Você falou no Podcast BNC, mas agora já começou um pouco mais a sua gestão e dá pra retomar o assunto. É a área de marketing / comunicação que será seu foco maior neste primeiro momento de gestão?
ROSSI: Eu já vinha com uma boa atuação quando era vice-presidente nos últimos dois anos. A prioridade é a manutenção de todos os investimentos, mas de fato iremos acelerar em comunicação e em marketing. E te explico isso muito facilmente. Porque nós estamos crescendo. Com os parceiros novos que estão chegando, nós precisamos ampliar conteúdo, impactar mais gente. Dá pra perceber que com esse número de pessoas nós já estamos chegando ao limite, de profissionais dentro da liga. O investimento em recursos humanos tanto em marketing quanto em comunicação será intenso.


Liga Nacional fecha acordo com a Nike e dá outro passo rumo a consolidação do NBB no país
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Fábio Balassiano

NBB2Foi anunciado ontem em São Paulo, em evento no Soul Sports Bar que contou com a presença de atletas (Lucas Dias, Shamell e Alex Garcia), imprensa e dirigentes, mais um acordo da Liga Nacional de Basquete (LNB). E um mega acordo.

A entidade que organiza o NBB, mais importante campeonato de basquete do país, agora será patrocinada pela Nike, maior marca esportiva do planeta, pelos próximos quatro anos. Detalhes, como o aporte financeiro, não foram divulgados, mas sabe-se que a empresa de material esportivo terá placas de publicidade nos ginásios em partidas do NBB, presença na Liga de Desenvolvimento de Basquete (LNB), estampará a sua conhecida logomarca nos uniformes do Jogo das Estrelas (o próximo será em São Paulo em 18 de março) e será importantíssima no intercâmbio tão necessário para a modalidade crescer no país. É bom deixar claro desde já, pois sei que a dúvida é uma das principais de vocês: neste primeiro momento os clubes NÃO vestirão Nike nos jogos de temporada regular. A parceria, portanto, é institucional para o campeonato (produto), não para as agremiações.

rossi1“Para a LNB, é uma honra fechar uma parceria com a maior empresa esportiva do mundo. É também uma felicidade muito grande ter um parceiro que visa investir junto à Liga no desenvolvimento da modalidade no Brasil. Já são nove anos desde a fundação da LNB e temos certeza que com a chegada da Nike vamos conseguir alavancar ainda mais nosso crescimento dentro e fora das quadras”, declarou na coletiva de imprensa João Fernando Rossi, presidente da Liga Nacional de Basquete. Rossi estará neste blog em entrevista exclusiva nos próximos dias.

nbb1Não sei se vocês têm a real noção disso tudo, mas vou tentar mostrar a vocês. Em um momento de retração econômica do país e com Confederações esportivas desesperadas com a perda de seus patrocinadores, a Liga Nacional consegue enfileirar o seu quarto patrocinador em menos de 12 meses (e o terceiro da iniciativa privada, algo que a gente sempre pondera como sendo a melhor situação do mundo pois não há a dependência dos “humores” do Estado). Isso sem falar, claro, na NBA, que se tornou parceira em 2014. Antes (conforme figura ao lado e post feito por este blogueiro em março de 2016) vieram Caixa, patrocinadora-máster, Sky, que renovou o compromisso com a LNB recentemente, e Avianca. Isso, é óbvio, não é um resultado da noite para o dia, mas sim o reflexo de anos e anos de construção do produto NBB como uma marca forte, de credibilidade imensa, transparente e cujo valor de mercado cresce a cada dia.

nbb1Mais do que isso: o anúncio divulgado em São Paulo nesta segunda-feira vem a exatos 12 dias do final da suspensão da Federação Internacional à Confederação Brasileira de Basketball (e consequentemente ao basquete do país). Está bem claro, mais uma vez, o que coloquei aqui na semana passada: se tem alguém querendo fazer a modalidade se desenvolver no país, esta instituição chama-se Liga Nacional de Basquete (LNB).

nbb4Por fim, reitero: há problemas, há erros, há falhas, mas os diretores, o corpo executivo e seus funcionários da Liga Nacional tentam sempre acertar, melhorar, transformar o basquete nacional, que não era bom nove anos atrás, quando o NBB foi fundado, em algo ótimo para torcedores, clubes, imprensa, patrocinadores, sociedade etc. . A chegada de uma gigante como a Nike, que deve ter rigorosos processos para fazer qualquer aporte financeiro em times / entidades esportivas, comprova que o caminho trilhado pela LNB é o mais correto de todos.

Demoram, sem dúvida, mas os frutos acabam sendo colhidos por quem trabalha de forma séria, organizada, planejada e com seriedade. Parabéns à Liga Nacional de Basquete por mais essa conquista.


A magia de Fúlvio e o crescimento de Lucas Mariano na vitória de Brasília contra o Flamengo
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Fábio Balassiano

fulvio11Todo Brasília x Flamengo (ou Flamengo x Brasília) é especial. É o maior clássico do NBB, são os dois únicos times que já venceram a competição (três pros brasilienses e cinco pros rubro-negros), os investimentos são altos, a rivalidade é imensa e vira e mexe temos bons jogos. O de ontem, transmitido ao vivo pela Band pra todo Brasil, não fugiu a regra. E ele será lembrado pela boa presença de público (mais de 4 mil pessoas), pela consolidação de Lucas Mariano (24 pontos – falarei mais dele a seguir) e pela magia do armador Fúlvio, principal responsável pela vitória de Brasília por 95-83. Com o resultado, os cariocas seguem na liderança, mas agora têm 11-2 e são vigiados ainda mais de perto pelos candangos, que somam 11-3 e vêm de quatro vitórias consecutivas.

fulvio1Sobre Fúlvio, quem olha seus números (9 pontos e 9 assistências em 28 minutos) pode achar que ele não teve tanta interferência assim no jogo de ontem. Mas neste caso os números mentem. Disparado o melhor passador do Brasil há no mínimo uma década, ele coloca seus companheiros SEMPRE em ótimas posições de arremesso, posiciona seu time muito bem em quadra, dita o ritmo (acelera, trava, pressiona o adversário etc.) e ainda consegue pontuar quando necessário. Ele fez isso tudo ontem, e com um adicional incrível de que ele saiu para se tratar após um choque com o adversário. É óbvio que aos 35 anos ninguém espera que ele seja um virtuoso físico, mas a sua visão de quadra impressiona e impulsiona o crescimento de Brasília. Nos jogos que teve 6+ assistências, o time venceu 8 e perdeu 2 vezes, numa prova não de dependência da equipe para com ele, mas sim de sua importância no esquema do técnico Bruno Savignani (muito promissor aliás!). Não é a toa que jovens que atuam com ele (Deryk e Lucas Mariano, por exemplo) cresçam assustadoramente, tamanha a sua capacidade de melhorar o nível de seus companheiros com passes, dicas etc. .

machadoFalando sobre o jogo, foi uma boa partida em termos técnicos, mas falando especificamente sobre o Flamengo confesso não compreender bem o que houve em relação ao tal espaçamento do time no ataque, algo que vinha sendo bem feito pela equipe de José Neto em todo NBB até agora. Sem Ricardo Fischer e Humberto, os armadores principais que estão lesionados, quase sempre a tomada de decisão ofensiva ficava a cargo de Marquinhos, cestinha do campeonato e melhor jogador do país. Não é algo estranho para os rubro-negros, já que o mesmo expediente foi adotado nas finais do último NBB contra Bauru. Mas neste sábado algo empacou. As ações ficaram muito concentradas no meio da quadra, e aí Brasília, que tem a melhor defesa da competição (sofre 75 pontos por jogo e permite apenas 28% de conversão do rival em bolas de três – melhores índices do certame), fechou bem os espaços e pressionou muito bem a bola. O resultado é que o Flamengo teve 6/22 de fora, desperdiçou 12 bolas e teve a sua terceira menor pontuação na fase regular. Mérito dos brasilienses também, claro, mas vale a comissão técnica de Neto, que estava bem irritado (com toda razão) durante a peleja, estudar bem o ocorrido para que não se repita mais pra frente.

lucas2É impossível terminar este post e não falar de Lucas Mariano. Após razoável temporada em Mogi em 2015/2016 (8,8 pontos e 4,3 rebotes), o pivô explodiu em Brasília. Lucas é o cestinha em uma equipe que tem Deryk Ramos, também jovem e de muito potencial, e Guilherme Giovannoni, uma das maiores estrelas do basquete nacional. Tem as incríveis médias de 19,4 pontos, 7,1 rebotes e 17,71 de eficiência. Nas três categorias ele está no Top-10 do campeonato e é o autor de quatro duplos-duplos até o momento. Lucas tem apenas 23 anos, pode crescer ainda mais (principalmente na parte física, tornando-se mais forte ainda) e, tal qual Deryk (12 pontos de média neste NBB), deve ser testado e provado na seleção brasileira para o próximo ciclo olímpico. Os dois jovens devem, inclusive, pensar em voos maiores (leia-se Europa) para os próximos passos de suas carreiras.

lucas1Termino como comecei. Todo Brasília x Flamengo é especial. O deste sábado, 14 de janeiro de 2017, foi o clássico de Fúlvio, armador de basquete clássico, plástico, daqueles que a gente vê, se choca (porque o cara pensa nas coisas 2, 3 segundos antes) e só pode aplaudir.

Elogiado por todos os companheiros e técnicos com o qual teve contato, o camisa 11 é um grandíssimo jogador e um dos melhores armadores do país neste século sem sombra de dúvida. Vê-lo em quadra em seus recitais é um prazer imenso.