Bala na Cesta

Flamengo conta com apoio da torcida pra virar semifinal contra São José neste domingo

Foram dois jogos bem diferentes até aqui na série semifinal mais equilibrada desta edição do NBB (a outra, como sabemos, terminou ontem com varrida de Uberlândia em Bauru). Cada um com um enredo diferente. No primeiro, São José teve um quarto período perfeito e levou a melhor contra o Flamengo no Vale do Paraíba. No segundo, realizado na sexta-feira na HSBC Arena, Rio de Janeiro, o troco rubro-negro com ótima exibição coletiva e ataque fluindo nos 40 minutos.

Por isso a terceira partida, que será disputada na mesma HSBC Arena a partir das 20h (o Sportv promete transmitir), é fundamental para as pretensões das duas equipes na série. O Flamengo conta com o apoio de sua torcida, que, se não encheu o ginásio, foi em bom número na sexta-feira para dar força ao clube que quer voltar a decisão do NBB depois de três anos (cerca de 4.500 rubro-negros enfrentaram frio, chuva e trânsito para vibrar com a equipe em uma atmosfera bem incrível). São José, por sua vez, sabe que levando 100 pontos do rival tem chances reduzidas de vencer uma partida de playoff.

Só lembrando: o jogo 4 será disputado em São José na próxima quinta-feira. Caso os joseenses vençam, portanto, fazem a próxima partida em casa para avançar à final pela segunda vez seguida. Caso o Flamengo jogue como na sexta-feira e repita o triunfo, o time de Régis Marrelli ficará em situação semelhante à da série contra Brasília, quando abriu o confronto com uma vitória em casa, duas derrotas fora e foi ao quinto e decisivo duelo na capital federal para o ganha-ou-férias. Não sei se poderia ser mais importante o jogo de logo mais, não.

Quem será que vence logo mais? Comente!

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No sufoco, Uberlândia vence a terceira partida, varre Bauru e fará final inédita no NBB

Por Ivair Ribeiro, direto de Uberlândia (MG)

Se o público que lotou a bela arena do Sabiazinho (mais de 6000 pessoas!) esperava um jogo fácil como foi a segunda partida entre o Uberlândia e Bauru, no jogo 3 os todas as expectativas foram superadas minuto a minuto durante o jogo 3. O time de Uberlândia venceu pelo placar apertado de 80-77, definindo apenas nos minutos finais da partida a sua classificação para a final do NBB pela primeira vez na história da franquia. O time agora espera o vencedor de Flamengo e São José (série empatada em 1-1) para saber o adversário e o local da decisão (contra o rubro-negro será no Riode Janeiro; contra os joseenses, no Sabiazinho)

“O grande objetivo era a disputa pelo título. Estamos dento do nosso objetivo então”, sintetizou o técnico Helio Rubens.

O terceiro confronto começou de forma bem similar ao que ocorreu nas duas primeiras partidas. Bauru forçava o jogo de garrafão com o pivô Jeff Agba (19 pontos e 10 rebotes) enquanto o Unitri investia como sempre no jogo de perímetro. As estratégias funcionaram bem e o placar permanecia próximo. Bauru chegou a ficar na frente, mas com uma bola de 3 de Robby Collum no estouro do cronômetro, o time da casa venceu o primeiro quarto por 26-25. Sem mudar o ritmo, o segundo quarto começou acirrado, com várias mudanças na liderança e uma ligeira vantagem dos visitantes. Ao encaixar o ataque, Bauru começou a abrir vantagem, fechando o primeiro tempo em 48-41.

Logo no início do terceiro quarto, a diferença no placar chegou a 10 pontos. Uberlândia então reagiu com uma boa defesa e contra ataques rápidos e cortou a diferença pra 3 (48 x 51). Enquanto Valtinho brilhava pelo lado dos mineiros (o incansável armador atingiu um belo duplo-duplo com 15 pontos e 14 assistências), Gui Deodato (cestinha da partida com 24 pontos) mantinha os visitantes vencendo. No final do quarto, o jogo coletivo dos mineiros deu resultado e o time terminou vencendo por 66-64.

Os últimos 10 minutos de jogo foram alucinantes. Leonardo (dois tocos seguidos em Pilar) e Gui (com uma “bandeja espírita” seguida de falta) colocam fogo na partida, que ficou ainda mais interessante. Os times trocaram 3 vezes de liderança, mas faltando menos de um minuto de jogo uma jogada estranha criada pelos mineiros deixou Lucas Cipolini livre e de 3 o ala-pivô colocou o time da casa à frente do placar (78-77). Guerrinha ainda tentou ajeitar o último ataque após um pedido de tempo, mas o Unitri defendeu bem e conseguiu segurar os visitantes, vencendo a partida por 80-77 após mais uma bela jogada de Valtinho e Leo para selar a vitória na partida, a varrida na série e a passagem pra final inédita do NBB.

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Flamengo se impõe, joga bem, domina São José e empata série semifinal do NBB em 1-1

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após perder o primeiro jogo da série semifinal em São Paulo, o Flamengo entrou em quadra pressionado na noite desta sexta-feira no Rio de Janeiro. Uma nova derrota para São José, desta vez em casa, deixaria o líder da fase de classificação do NBB numa situação desesperadora. Mas os comandados de José Neto superaram a instabilidade apresentada na primeira partida com uma atuação quase perfeita, venceram por 100-84 e igualaram o confronto.

Os dois times voltam à HSBC Arena neste domingo, às 20h. Na próxima quinta, dia 23, às 19h, a série volta para São José. Caso haja necessidade, o jogo cinco será realizado no sábado, dia 25, às 21h45, novamente na Arena.

Atuando pela primeira vez na HSBC Arena nesta temporada, o Flamengo contou com ótimo apoio vindo das arquibancadas. O ginásio não estava lotado, mas cerca de 4500 rubro-negros deram um show e empurraram a equipe para a vitória. Por conta do péssimo trânsito da cidade do Rio de Janeiro, muita gente só conseguiu entrar com a peleja rolando. Há de se destacar também a presença de torcedores do São José. Bacana para o basquete brasileiro ter um time que carrega uma torcida apaixonada como essa para onde for.

Dentro da quadra, o primeiro quarto foi o único que apresentou certo equilíbrio. As defesas não funcionavam e os ataques fluíam com facilidade. Inspirado, Caio Torres (cestinha do duelo com 23 pontos – foto à esquerda) anotou nove pontos nos dez minutos iniciais e ajudou o Flamengo a terminar o período na frente: 27 a 23.

Na segunda parcial os mandantes imprimiram uma defesa mais pegada, forçando o time de São José aos erros. A entrada de Duda foi fundamental para o Flamengo abrir vantagem no marcador. O contestado ala anotou 11 de seus 13 pontos na partida no segundo período e com o armador Kojo em grande noite, os cariocas chegaram a colocar 19 de frente (48 a 29). Apostando nas bolas de três, especialmente pelas mãos do armador Fúlvio (20 pontos), os paulistas cortaram a diferença, mas o excesso de reclamações contra a arbitragem custou caro à equipe, que recebeu duas faltas técnicas e permitiu ao Flamengo ir para o intervalo com 12 de vantagem: 54 a 42.

O time de Régis Marrelli chegou a esboçar uma reação no terceiro quarto. Fúlvio estava com a mão calibrada nos tiros de fora (4/6 na partida) e a diferença caiu para nove pontos (69 a 60). Mas no momento em que a Águia do Vale ameaçou encostar no placar, apareceu Benite (foto à direita). O ala-armador rubro-negro, completamente apagado na primeira etapa, comeu a bola no segundo tempo, mostrando toda sua categoria. Os cariocas seguraram bem o ímpeto de São José e fecharam o período vencendo por 76 a 62.

No último quarto o Flamengo manteve a intensidade e abriu logo 12 a 2 (88 a 64), praticamente definindo a partida. Benite, que tinha anotado apenas três pontos no primeiro tempo, terminou o jogo com 21, atrás apenas de Caio, com 23. Kojo teve 14 pontos e seis assistências, além de muita velocidade, característica marcante do americano. Marquinhos esteve discreto nesta sexta, mas contribuiu com 13 pontos, assim como Duda. São José teve em Fúlvio seu grande nome. O experiente armador foi o cestinha da equipe com 20 pontos. Murilo também tentou manter o time no jogo, anotando 17 e pegando oito rebotes. O espanhol Álvaro Calvo também fez 17 pontos, mas a maioria no último período, quando a partida já estava decidida. Destaque da equipe na competição e no primeiro jogo da série, o ala-pivô Jefferson foi bem neutralizado pela sua ex-equipe, deixando a quadra com apenas nove pontos.

Satisfeito com a bela atuação dos comandados, o técnico José Neto valorizou a regularidade demonstrada pelo Flamengo. “A gente sabia que o mais importante era manter a regularidade, sem ter tantos altos e baixos como tivemos no primeiro jogo. Cometemos poucos erros hoje. Um ponto forte do nosso time é que temos vários jogadores com capacidade de decisão em diferentes momentos e hoje cada um apareceu um pouco. Agora o foco já está no próximo jogo. Cada partida de playoff apresenta circunstâncias diferentes”, afirmou o assistente de Rubén Magnano na seleção brasileira.

Enquanto isso, o técnico Régis Marrelli lamentou o mau desempenho defensivo da sua equipe. “O time não focou a defesa. Fazer 84 pontos aqui é uma boa marca, o que não dá é para tomar 100. O Flamengo teve seus méritos, especialmente o Caio que desequilibrou hoje, mas a gente sabe que para ganhar deles aqui no Rio tem que fazer um jogo quase perfeito e isso inclui consistência no ataque e na defesa”, ressaltou o atual campeão paulista.

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Tijuca vence e estará no NBB6 junto com Macaé – e agora, haverá convite ao Fluminense?

Terminou agora há pouco o torneio de acesso ao NBB6. O Tijuca venceu o Fluminense por 81-76 (14 pontos de Arnaldinho e Cesar) e se classificou com dois triunfos para a principal competição nacional junto com o Macaé, que terminou o triangular com uma vitória e uma derrota. O tricolor das Laranjeiras perdeu as duas partidas e está, na teoria, fora do próximo nacional organizado pela Liga Nacional.

E se digo “na teoria” no parágrafo acima é porque, durante a transmissão do Globo.com da partida desta sexta-feira, o comentarista (cujo nome não sei) disse que há, sim, a possibilidade de o Fluminense ser CONVIDADO pela LNB para participar do NBB6. E é sempre bom lembrar: Globo e Liga são parceiros comerciais no produto chamado NBB. Logo, o locutor, que creio ser um jornalista, deve saber do que está falando.

Bom, aí eu sinceramente não sei mais o que falar a respeito. Já escrevi aqui sobre esse lance de convite quando da entrada do Basquete Cearense e achei (erradamente, pelo visto) que as coisas iriam evoluir na Liga Nacional com a possível criação da Segunda Divisão e do Torneio de Acesso. Mas pelo que o comentarista disse na transmissão não é nada disso.

Acho, e seguirei defendendo até o fim, uma vergonha, um absurdo QUALQUER tipo de convite. Pode ser pro Fluminense, pro Corinthians, pro time da esquina, pro Barcelona, pro Chicago Bulls. É errado pelo conceito, é errado porque é no “achismo”, no empirismo da coisa. Não discuto o fim, mas o meio, a ideia. Abrem-se precedentes perigosos, terríveis e (essa é a palavra) subjetivos para a inclusão ou não de uma equipe na principal competição do país. Além do mais, ora bolas, se tem a possibilidade de um convite para que diabos existe a Super Copa Brasil e o Torneio de Acesso ao NBB que terminou há uma hora no Tijuca? Não faz sentido algum.

Há argumentos bem razoáveis sobre a inclusão de um time como o Fluminense no NBB (tem camisa, vem com um projeto forte, razoavelmente organizado, é de uma cidade importante e tem torcida), mas todos (insisto na palavra) subjetivos, empíricos, filosóficos demais. O basquete precisa de gestão, de profissionalismo, de planejamentos e execuções concretas. Juro que me sentiria muito decepcionado caso a LNB COGITE a possibilidade de mais uma vez vir o famigerado convite.

A Liga Nacional não se pronunciou, e nem sei se o fará, a respeito do tema, mas de verdade acho uma vergonha, um disparate que se pense em convite para qualquer time, clube, agremiação do Brasil. Quer jogar o NBB? Dispute a Super Copa Brasil, o Torneio de Acesso, a Segunda Divisão que será criada, o diabo. Mas dispute na quadra, e não nas trincheiras de uma sala fechada, em um jogo político que nunca dá certo pro esporte.

O Fluminense perdeu na quadra, perdeu para dois bons times (Macaé e Tijuca) fazendo um bom trabalho com a empresa que financia o projeto que tem a camisa do clube como seu maior ativo. Se o Flu quer mesmo disputar o NBB, que a Liga Nacional o encha de carinhos, de mimos, de elogios pela iniciativa, mas que exija que sua passagem para a elite do esporte seja feita da maneira digna, correta, decente – jogando e ganhando na quadra.

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Uberlândia joga muito, surra Bauru, abre 2-0 e está a uma vitória da inédita final do NBB

Foi mais uma grande exibição do time de Hélio Rubens, este mito do basquete e cujo trabalho merece ser reverenciado mais uma vez. Jogando diante de um Sabiazinho lotado, o Uberlândia seguiu sem dar chances a Bauru, venceu todos os quatro períodos de jogo, ganhou a partida por fáceis 93-65, abriu 2-0 e agora está a apenas uma vitória de chegar a inédita decisão do NBB. O jogo 3 será no sábado às 21h45 novamente no Triângulo Mineiro (que horário bizarro, hein!).

Quem brilhou muito, mais uma vez, é este rapaz aí da foto do post. Ele se chama Lucas Cipolini, é um dos jogadores mais subestimados do basquete brasileiro, e registrou 21 pontos e 8 rebotes depois de ter feito 20+8 no jogo 1 no interior de São Paulo.

Eu, sinceramente, não consigo entender o que está acontecendo com o time de Bauru. É verdade que Coleman é um desfalque grande, que o garrafão está vazio, mas a falta de atitude/confiança da equipe é gritante. Para se ter uma ideia, o time tem chutado 27% dos três pontos (14/51) e não tem conseguido igualar nem a energia dos comandados de Hélio Rubens, que mais uma vez dá uma aula de basquete nos técnicos da nova geração, diga-se de passagem.

Viu o jogo? Gostou? Uberlândia já está na final? Comente!

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Fluminense pode garantir vaga e classificar Tijuca pro NBB6 nesta quinta-feira no RJ

Dia bacana para o basquete do Rio de Janeiro nesta noite com a segunda rodada do torneio de acesso ao NBB6. Estão em disputa duas vagas, três times disputando (o Suzano, vexame maior da temporada brasileira, desistiu de participar) e ontem o Tijuca já venceu o Macaé por 83-80. Arnaldinho (na foto à direita) foi o grande destaque do jogo. O camisa 32 lembrou o velho e bom Arnaldinho (aquele dos tempos insinuantes de Botafogo e Araraquara) e anotou incríveis 32 pontos com oito bolas de três convertidas. Além dele, brilhou pelos tijucanos o voluntarioso ala Cesar, com 14 pontos e oito rebotes.

“Fiquei muito feliz por ter conseguido me destacar nesse jogo, já que sofri com uma lesão no quadríceps durante praticamente toda a temporada do NBB. Entramos em quadra focados em conseguir sair com a vitória e deu tudo certo. Mas ainda não acabou e temos que seguir concentrados”, disse Arnaldinho ao site da LNB.

Com isso, no jogo das 19h no ginásio do Tijuca entre Fluminense e Macaé uma vitória do tricolor carioca garante vaga não só ao time das Laranjeiras mas também aos tijucanos (os macaenses fechariam a participação sem vitória, e Flu e Tijuca ficariam com uma vitória e se enfrentariam nesta sexta-feira apenas para decidir quem seria o campeão do torneio de acesso).

Por isso o jogo de hoje é importante demais para o Fluminense, que não disputa um Nacional adulto masculino desde a temporada 2002. Apesar do clube não estar apoiando em praticamente nada, seja em termos de finanças, comunicação ou estrutura (é importante discutir se isso é válido para a agremiação, embora, diga-se, a torcida não tenha nada a ver com isso), esta quinta-feira pode marcar a volta do Flu a elite do basquete nacional – e isso é algo bacana demais para quem, como eu, se acostumou a acompanhar o clube ali no começo do século.

Daquele time de 2002 faziam parte Marcelinho Machado, Duda, Espiga (hoje assistente-técnico do Basquete Cearense), Keith Nelson e outros (saberia escalar os 12 aqui de cabeça, mas vou poupá-los) e o último jogo foi contra o Vasco de Hélio Rubens em uma série disputada e decidida apenas no último jogo (101-86 para os vascaínos, que estiveram perdendo de 0-1 e 1-2 antes de virar o confronto).

Por coincidência o último jogo foi justamente no ginásio do Tijuca que nesta noite pode servir de cenário de festa. Será que Flu e Tijuca garantem vaga no NBB6 logo mais?

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De novo com quarto período fulminante, São José bate Flamengo e abre 1-0 na semi do NBB

No dia 29 de abril, São José abriu a série quartas-de-final contra o todo poderoso Brasília em casa e sofreu um bocado no começo do jogo. Parecia cansado, até respeitando demais os tricampeões. Mas no segundo tempo o time se soltou, fez 32-15 no último período e venceu o jogo 1 da série por 90-76, impulsionando uma vitória no confronto que viria exatos dez dias depois com outra exibição de gala no quarto derradeira (29-20 no dia 9 de abril pra fechar em 3-2 o duelo contra os candangos).

Tudo isso pra falar que o roteiro se repetiu ontem contra outro bicho-papão do NBB, o Flamengo. São José começou um pouco preso, sem conseguir fazer um bom jogo de contra-ataque e fez apenas 34 pontos. A sorte, pra eles, é que o rubro-negro também não estava em uma noite inspirada, e terminou a primeira metade com 33.

No segundo tempo, o roteiro se repetiu no terceiro período, mas no último lá veio São José para o abafa de novo. E deu certo novamente. Os joseenses fizeram 28-17, sufocaram o Flamengo, venceram um difícil rival em uma partida não tão boa em termos técnicos (pra variar) por 80-72 e abriram 1-0 na série. Agora há os dois jogos no Rio de Janeiro e o time de José Neto joga muito pressionado. Qualquer vitória dos paulistas e a semifinal pode acabar no quarto jogo lá no Vale do Paraíba. Alguns números interessantes:

1) Foi a terceira vitória seguida de São José nos playoffs
2) São José fez cinco jogos em casa na pós-temporada e venceu todos. Nos três últimos, contra Brasília (duas vezes) e Flamengo a diferença média nos triunfos foi de 12 pontos.
3) Fúlvio jogou muita bola ontem. Teve 17 pontos, 13 assistências, 6 rebotes e 29 de eficiência.
4) Outro que foi muitíssimo bem foi Jefferson Willian. O ala, cada vez mais regular e com mão calibrada, jogou contra seu ex-time e teve incríveis 27 pontos e 13 rebotes (32 de eficiência).
5) Sobre o vício dos três pontos brasileiro. São José teve 8/21 (38%), mas Jefferson sozinho conseguiu 5/8. Ou seja, o restante do time saiu-se com frágeis 3/13 (23,1%). O Flamengo, por sua vez, foi ainda pior: errou 17 de suas 22 tentativas e seguiu insistindo em chutar de longe. Fica sempre a pergunta: se não está caindo, insistir pra quê?

Viu o jogo? Gostou? Será que São José elimina o Flamengo? Ou o rubro-negro se recupera na série com os dois próximos jogos no Rio de Janeiro (17 e 19 de maio, na HSBC Arena)? Comente!

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São José e Flamengo reeditam semifinal do ano passado a partir de hoje no NBB5

Promessa de grande jogo no Vale do Paraíba nesta noite (19h, com Sportv). Depois de bater o todo poderoso Brasília, São José abre seu ginásio para receber o Flamengo, que bateu o Paulistano sem problemas por 3-0, e reeditar, na mesma fase da competição, a semifinal da temporada passada (vencida, aliás, pelos joseenses por 106-90 com 32 pontos e sete rebotes de Murilo, que teve atuação de gala naquele dia).

Os joseenses estão com uma moral danada depois de terem vencido os tricampeões (time que o derrotou na decisão do ano passado, aliás), mas do outro lado da quadra está o time de melhor campanha nesta temporada e cujo descanso pode fazer a diferença não só hoje, mas principalmente no duelo semifinal.

O Flamengo folgou na primeira rodada do playoff (São José jogou contra o Minas), precisou de apenas três jogos para despachar o Paulistano (os joseenses foram às últimas consequências contra Brasília) e está há mais de uma semana só relaxando e treinando. Muitos times dizem que essa período sem jogo, e com adversário em ritmo de jogo e confiante, não é bom, mas o fato é que o rubro-negro, que tem um elenco fortíssimo e um bom trabalho de José Neto está mais “fresco” que o ótimo rival que terá pela frente a partir de hoje nas semifinais do NBB.

Só lembrando: jogo 1 em São José, os dois seguintes no Rio de Janeiro (na HSBC Arena), um em São José (caso necessário) e o quinto no RJ caso preciso. Quem será que passa pra final do NBB? Flamengo ou São José? Comente!

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Uberlândia joga bem e vence Bauru sem sustos no primeiro jogo da semifinal de NBB

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

A Panela de Pressão estava lotada assim como no jogo cinco, contra Franca, na última sexta-feira, mas o clima estava longe de ser o mesmo. Enfrentando um adversário mais forte, apático na defesa e mal no ataque, Bauru não ameaçou Uberlândia e também não fez a torcida entrar no clima de playoff semifinal, experiência que viveria pela primeira vez no NBB. A equipe do triângulo mineiro, que não tinha nada com isso, jogou bem e venceu por 89-75.

O jogo começou com Uberlândia impondo seu ritmo. Já dava pra perceber que sem Coleman (viajou para os Estados Unidos para resolver problemas pessoais) no garrafão defensivo a vida do ótimo Cipolini (20 pontos e oito rebotes) seria mais fácil. Jeff Agba (13 pontos e cinco rebotes), que jogou depois de conseguir efeito suspensivo, não esteve nada bem defensivamente.

Enquanto o aproveitamento de Uberlândia estava na casa dos 60%, Bauru tentava muitas bolas de três, que não caíam (o time começou com 0 de 7 do perímetro). O time de Hélio Rubens aproveitou para administrar o placar cadenciando o jogo, não deixando Bauru jogar em velocidade. Em momento raro de inspiração, Gui Deodato acertou seus únicos dois arremessos de três pontos no fim do segundo quarto e fez Bauru ir para o intervalo com uma desvantagem de 35-42. Levando em conta quão superior Uberlândia foi no primeiro tempo da partida, Bauru estava no lucro.

Na volta do intervalo, o time mineiro continuou mandando no jogo com uma bela atuação do ala Audrei (cestinha da partida com 23 pontos), que fez seu time não sentir a falta do americano Robby Collum (totalmente apagado com apenas quatro pontos). Na metade do terceiro período, foi a vez de Pilar (22 pontos e cinco assistências) tentar recolocar Bauru no jogo, mas foi o último respiro do Dragão. Depois do tempo pedido por Hélio Rubens, Uberlândia voltou a abrir vantagem e administrá-la com tranquilidade até o final do jogo.

Se Robby Collum esteve apagado, Larry Taylor (sete pontos) e Gui (seis pontos) também estiveram bem abaixo ofensivamente. É de conhecimento e surpresa geral a falta de infiltração no jogo do Gui, mas hoje isso atingiu outro nível. Foram 2 de 8 nas bolas de três e 0 de 1 nas de dois! E por duas vezes, depois de conseguir o rebote próximo ao garrafão, ele bateu bola até a linha de três para arremessar. Podemos dar um desconto na última tentativa, já que seu time perdia por 13 pontos no último quarto, mas a primeira tentativa foi no terceiro período.

Pilar foi um dos poucos jogadores bauruenses que reconheceram a apatia do time no jogo de hoje, mas mesmo assim continua confiante: “Mesmo com essa derrota em casa não estamos mortos na série. Temos dois confrontos em Uberlândia e podemos vencer lá também. Estamos nos superando a cada jogo e temos que mostrar isso mais uma vez”.

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Debutantes, Bauru e Uberlândia abrem hoje semifinal do NBB no interior de São Paulo

Depois de sobreviverem a cinco jogos nas quartas-de-final, Bauru e Uberlândia abrem hoje as semifinais do NBB no interior de São Paulo (às 19h, com promessa de transmissão do Sportv) em uma série que promete bastante equilíbrio e muita emoção (também em SP, São José e Flamengo jogam amanhã).

Alguns pontos interessantes sobre a semifinal entre Bauru x Uberlândia:

1) O time de Uberlândia tem o mando de quadra. Faz o jogo de logo mais na casa de Bauru, tem dois jogos no Triângulo Mineiro, volta (caso necessário) para São Paulo e, na necessidade do jogo 5, o faz diante de sua torcida.
2) Será a primeira vez que as duas franquias jogam uma partida semifinal do NBB. Campeões nacionais quando o torneio era organizado pela CBB, nenhum deles havia chegado a uma fase tão importante quando a Liga Nacional passou a comandar a competição.
3) Muito bacana o duelo entre dois treinadores. Hélio Rubens (foto) foi técnico de Guerrinha em Franca, e agora reencontra seu pupilo na condição de rival. HR em Uberlândia, Guerrinha em Bauru. Há muita história entre eles.
4) Estou bastante curioso para ver como se portará o jovem Gui Deodato nesta série contra Uberlândia. Um dos meus jovens favoritos, Gui não foi muito bem contra Franca nas quartas-de-final e tem jogado com pouca variação em seu arsenal ofensivo (só chute, chute e chute – o que, para alguém do seu tamanho, me parece incompreensível, visto que há possibilidade de infiltrar, jogar de costas pra cesta, pedir corta-luzes etc.).
5) Jeff Agba está fora, e DeAndre Coleman, outro pivô de Bauru, tampouco deve jogar devido a um problema pessoal. Do outro lado estará Lucas Cipolini, um dos melhores jogadores de garrafão do NBB. Perigo a vista para os bauruenses?
6) Na armação/ala é que este duelo deve ser definido. De um lado Larry Taylor, (o agora recuperado) Ricardo Fischer e Gui Deodato . Do outro, Robby Collum, Valtinho e Robert Day. Quem se der melhor por aí fica próximo da grande final.

Animado para a semifinal entre Bauru x Uberlândia? Quem vence? Comente!

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