Bala na Cesta

Arquivo : LNB

Na capital, o fundamental jogo 3 entre Brasília e Bauru no playoff do NBB
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Fábio Balassiano

Brasília e Bauru voltam a se enfrentar na capital federal hoje às 21h30 (Sportv exibe) nesta que tem sido a melhor série das quartas-de-final até o momento. Até o momento foram duas partidas, vencidas pelo time que atuou fora de casa (na quinta-feira passada os brasilienses ganharam no interior de São Paulo e no domingo, em Brasília, a situação se inverteu). Quem ganhar hoje abre 2-1 e tem a chance de liquidar a fatura no domingo, quando voltam a medir forças no ginásio Panela de Pressão (Bauru).

Também nesta terça-feira Franca e Paulistano se enfrentam no Pedrocão, no interior de São Paulo, com o time francano perdendo o duelo por 1-0 até agora. O jogo começa às 19h30 e terá transmissão do Facebook do NBB.

Pelo lado de Brasília, Giovannoni e Fúlvio jogaram de novo mais de 32 minutos e parece que sentiram um pouco no final. Talvez descansá-los um pouco antes do último período seja uma alternativa interessante para o jovem e promissor técnico Bruno Savignani.

Continuo com meu palpite de que essa série envolvendo Bauru e Brasília vai a cinco jogos, mas a partida de domingo na capital federal trouxe novos elementos para a equação. Sem tanta rotação no garrafão desde a saída de Rafael Hettsheimeir para a Espanha, o técnico Demétrius colocou o garoto Gabriel Jaú (foto) para jogar pelos bauruenses. E se deu bem. Corajoso, Jaú foi soberbo com 17 pontos em 2 rebotes em 18 minutos de atuação, o que deu fôlego para Demétrius segurar as suas estrelas para jogar com intensidade máxima no final (quando Leo, Alex e Gui Deodato decidiram).

Vale dizer que na história do NBB, o vencedor do jogo 3 em séries empatadas em 1-1 acabam ganhando o confronto em 80% das vezes. Quem será que vence logo mais para se aproximar da semifinal? Brasília ou Bauru?


Craque de Mogi, Shamell chega a 6 mil pontos no NBB com atuação incrível no playoff
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Fábio Balassiano

Ontem foi a estreia de Mogi nos playoffs. O time, segunda melhor campanha da fase de classificação, começou neste sábado a sua caminhada no mata-mata das quartas-de-final jogando contra o Vitória no ginásio Cajazeiras, em Salvador. E começou bem. Venceu a partida, exibida pelo Facebook oficial do NBB, por 89-83, abriu 1-0 e agora tem dois duelos em casa (quinta-feira e sábado) para se classificar às semifinais.

Para vencer o jogo contra um difícil rival os mogianos contaram 22 pontos de Larry Taylor e 19 de Tyrone, mas sobretudo com uma atuação monstruosa de Shamell. Melhor jogador do NBB nesta temporada (em minha opinião, claro), o camisa 24 anotou surreais 34 pontos (11/17 nos arremessos) e guiou a sua equipe neste sábado. Com os 34 de ontem, ele se tornou o primeiro jogador a chegar a 6 mil pontos na história da competição (agora são 6.008).

Mogi vem fortíssimo neste playoff e tem o objetivo de jogar a primeira final de NBB de sua história. Ano passado a equipe teve 2-1, jogo em casa e a chance de conseguir isso contra o Flamengo, mas acabou não acontecendo. Nesta temporada o comando técnico mudou de Danilo Padovani (que continua como assistente) para o experiente Guerrinha, chegou o pivô Caio Torres para dar mais consistência e força perto da cesta e os três norte-americanos estão funcionando muitíssimo bem (Shamell, Larry Taylor e Tyrone somaram 46 pontos por jogo na fase de classificação). Olho nos mogianos, que estão mais fortes do que nunca.

Abaixo os melhores momentos do jogo 1 de ontem contra o Vitória-BA.


Analisando e palpitando as quartas-de-final do NBB
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Fábio Balassiano

As quartas-de-final do NBB começaram ontem com belíssima vitória de Brasília contra Bauru fora de casa e na prorrogação (88-87). Hoje o Flamengo visita o Pinheiros (21h, com Sportv) e amanhã teremos Paulistano x Franca em São Paulo (14h, Band) e Vitória x Mogi (19h, Facebook do NBB). Vamos às análises e palpites:

Ricardo Bufolin: ECP

Flamengo x Pinheiros -> O Flamengo teve a melhor campanha da fase de classificação, está de folga há quase duas semanas e enfrentará um Pinheiros que vem de uma série difícil contra o Vasco (vitória em cinco jogos). Não obstante o cansaço do rival, o rubro-negro tem mais profundidade no elenco e um ótimo marcador (Ronald Ramon) para tentar deter Desmond Holloway, melhor jogador e cestinha pinheirense. Não será um confronto fácil, mas não creio que o time de José Neto sofra tanto assim.
Meu palpite: Flamengo em quatro partidas

Mogi x Vitória -> Outro duelo que eu também não vejo muito como dar zebra. O Vitória fez uma campanha brilhante, conta com um técnico muito bom (Régis Marrelli) e uma torcida que encherá o ginásio em Cajazeiras, mas do outro lado há um elenco com Shamell, Larry, Tyrone, Caio Torres, Filipin e muito mais – fora o treinador Guerrinha, que almeja a sua terceira final consecutiva com a equipe (Paulista e Liga Sul-Americana as anteriores). Os embates individuais entre Keyron e Shamell, Dawkins e Larry Taylor e Coimba e Caio Torres / Tyrone chamam a atenção.
Meu palpite: Mogi em quatro jogos

Franca x Paulistano -> Dois times extremamente jovens, com técnicos muito novos e promissores (Gustavo de Conti e Helinho) e dois estilos de jogo que não são tão diferentes assim. O time da capital de São Paulo e os francanos marcam muito forte, trocam incessantemente os jogadores para manter a intensidade em alta, possuem ótimas armas na armação (Coelho e Alexey pela equipe do interior de SP e Georginho e Arthur Pecos pelo CAP) e bons arremessadores do perímetro (Pedro e Lucas Dias). Acredito que esse duelo vá até o último jogo, e muito provavelmente até os cinco minutos derradeiros para ser decidido.
Meu palpite: Franca em cinco jogos

Brasília x Bauru -> Tá aí pra mim a série mais equilibrada desta fase. Embora Brasília tenha vencido ontem, acredito que o duelo esteja longe de estar decidido – longe. São dois elencos muito fortes, experientes e que sabem lidar com situações adversas. Vejo Brasília com alguma vantagem no garrafão, com Lucas Mariano, e na armação com Fúlvio em cima de Valtinho e Gegê, mas os bauruenses conseguem igualar as coisas com Alex e Jefferson, principalmente.
Meu palpite: Brasília em cinco jogos

Concorda comigo? Comente você também!

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‘Pra Cardíaco’, playoff do NBB vê 3 jogos 5 nas oitavas-de-final – veja duelos
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Fábio Balassiano

Que playoff é o momento mais emocionante da temporada todo mundo sabe. Só que a turma da Liga Nacional de Basquete está fazendo teste cardíaco pra ninguém botar defeito. No playoff de 2017 do NBB estão sendo jogadas as oitavas-de-final, são quatro confrontos, e três deles serão definidos no agônico jogo 5 (o famoso “ganha ou volta pra casa”), algo inédito na história da competição. Com exceção de Bauru, que despachou Macaé com 3-0, outros seis times irão decidir seus futuros na última partida de suas séries.

Hoje em São Paulo acontece o primeiro jogo 5 da temporada 2016/2017 do NBB. No sábado o Vasco venceu o Pinheiros em casa por 79-73 com uma ótima atuação coletiva (seis atletas tiveram 8+ pontos) e forçou o jogo 5, que será realizado nesta segunda-feira na casa pinheirense a partir das 19h30 (o Sportv exibe). O vencedor deste duelo enfrenta o Flamengo, atual tetracampeão do torneio.

Também no sábado o Basquete Cearense tinha a faca e o queijo na mão para chegar às quartas-de-final. Jogava em casa após ter vencido o jogo 3 em São Paulo, mas não conseguiu passar pelo Paulistano. O jovem time de Gustavo de Conti contou com atuações seguras e sólidas de suas peças jovens mais valiosas, Georginho (17 pontos, 9 rebotes e 6 assistências) e Lucas Dias (15 pontos e 15 rebotes), e venceu por seguros 82-67. O jogo 5 será nesta terça-feira na capital paulistana, começará às 19h30 e será exibido pelo Sportv.

O último que forçou o jogo 5 foi Campo Mourão. Seria muito pouco dizer que o time do Paraná venceu o Vitória-BA por 68-66 ontem à tarde em casa. A história merece ser melhor contada. Os baianos tinham 1-0 série, ganharam o jogo 2 com virada incrível, tiveram match-point em casa em casa e todo mundo achava que o confronto terminaria ali mesmo, principalmente porque Betinho, um dos cestinhas do NBB e melhor jogador do rival, se machucou e não atua mais na temporada. De forma épica os guerreiros de Campo Mourão ganharam o terceiro duelo em Salvador na quinta-feira passada, neste domingo estavam perdendo a dois minutos pra acabar, mas tiveram forças para buscar o resultado e forçar o quinto jogo. Independente do que aconteça, papel belíssimo de Campo Mourão, que estreia na elite nacional nesta temporada. A quinta partida acontece também na terça-feira, às 21h30 e será exibida pelo Facebook do NBB.

Meus palpites seguem intactos: acho que Vasco, Paulistano e Vitória avançam (vascaínos e paulistanos eu havia cantado a pedra que seriam em cinco jogos, hein…). E você, tem palpite? Comente então!

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Podcast BNC: O MVP da NBA e análises sobre os playoffs da NBA, NBB e LBF
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Fábio Balassiano

No programa desta semana recebemos Vitor Sergio Rodrigues, do Esporte Interativo, para falarmos dos prêmios da temporada 2016/2017 da NBA e analisarmos as séries de primeira rodada dos playoffs do melhor basquete do mundo. Além disso falamos do mata-mata emocionante do NBB e da provável semifinal da LBF entre Corinthians / Americana e Uninassau, de Recife.

Caso prefira, link direto aqui. Também estamos no iTunes ! O código RSS aqui. E-mails para podcastbalanacesta@gmail.com . Aproveitem e divirtam-se!


Com NBA de olho, jovem Georginho deixa futuro de lado e foca no NBB com Paulistano
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Fábio Balassiano

O ano era 2008. Na final do Paulista mirim entre São Bernardo e Círculo Militar, o placar apontava 58-56 com três segundos por jogar para o Círculo, mas a bola era do time do Grande ABC.

Aos 12 anos, George Lucas Alves de Paula recebeu a bola no fundo da quadra, se desvencilha do marcador, o relógio ameaça chegar ao final e ele solta a bola do meio da rua. Cesta. Cesta do título. Os meninos do Círculo Militar colocam as mãos na cabeça desolados. Georginho e seus companheiros de São Bernardo pulam loucamente comemorando o título com uma cesta improvável diante do grande favorito a levantar o caneco daquele ano.

“Nunca havia sentido uma emoção como aquela em minha vida. Foi a bola mais emocionante que eu já fiz a minha vida, uma das poucas até hoje que me fizeram perder o ar. Os caras estavam invictos no campeonato, todos diziam que eles eram imbatíveis e conseguimos vencê-los. Ali eu decidi que gostaria de ser jogador de basquete. Só de falar com você sobre este lance eu já fico emocionado. Isso que passaram quase 10 anos, mas eu nem preciso ficar olhando o vídeo pra lembrar. É muito fresco em minha memória”, conta George Lucas Alves de Paula depois de quase 10 anos.

Foto de Filippo Ferrari / OC

Fã de Russell Westbrook, que terminou a temporada 2016/2017 da NBA com média e recorde de triplo-duplos na NBA, George Lucas se transformou em Georginho , hoje armador do Paulistano e uma das maiores promessas do basquete brasileiro.

Monitorado por olheiros da NBA há cerca de três temporadas, participando com frequência de eventos com a nata jovem do planeta e com chance de figurar no próximo Draft da melhor liga de basquete do mundo, o armador de 20 anos, 1,96m, técnica refinada, fala mansa e pausada, explosão absurda rumo a cesta e dono de um potencial físico descomunal é um dos principais jogadores do Paulistano que hoje às 14h enfrenta o Basquete Cearense fora de casa em busca do empate na série de playoff do NBB (a Rede Bandeirantes exibe a partida). O time de São Paulo perde de 2-1 e novo revés faz a temporada terminar.

“Ter saído do Pinheiros no final da temporada passada e vindo para o Paulistano me fez sair de uma zona de conforto que eu precisava. Agradeço muito ao meu antigo clube por todo tempo que passei lá, sou muito grato a eles por tudo o que fizeram por mim, mas estou sendo muito mais cobrado, muito mais requisitado pelo time e tive que assumir um papel de líder, protagonista, algo que eu não esperava assumir tão cedo. Não tinha outro jeito que não amadurecer quase que naturalmente. Considero essa mudança que eu fiz na minha carreira bem acertada e certamente renderá muitos frutos lá na frente. Acho que estou me saindo bem e a presença do técnico Gustavo de Conti ao meu lado é muito boa. Ele me cobra muito, e eu acredito que as pessoas só cobram de quem tem potencial. Ele acredita em mim e eu só posso agradecer e tentar corresponder”.

Nascido em Diadema no dia 24 de maio de 1996 e filho de Mauricio e Suzana , começou a jogar basquete enquanto seus pais jogavam vôlei. Aos 7 anos os pais perceberam que o amor do garoto não estava na bola branca, mas sim na laranja e passaram a incentivar que ele praticasse basquete.

“Meu pai viu que eu gostava muito de basquete e em pouco tempo tanto eu quanto a minha irmã Bianca começamos a nos destacar na escolinha. Foi um caminho meio sem volta e agradeço demais por eles terem me incentivado a seguir praticando a modalidade que eu escolhi. Eles ficaram felizes e orgulhosos pela gente”, conta, relembrando que seu grande ídolo na época em que começou a jogar (2003/2004) era o armador Allen Iverson: “Eu queria ser o Iverson. Usava cabelo grande, tranças, imitava a forma de se vestir e as jogadas que ele tentava na quadra. Na época a gente não tinha TV a cabo, não via os jogos dele ao vivo, mas lembro que depois ficava vendo os melhores momentos direto, uma coisa louca mesmo. Eu era tão fissurado no cara que ficava fazendo os desenhos dele. Tinha uma pasta de desenhos bem legal, mas infelizmente eu perdi tudo. Sempre admirei muito ele, principalmente pelo fato de que a sua altura (1,83m) nunca o impediu de nada”.

Aos 9 anos ele, que hoje em dia vê seu irmão mais novo João de Paula também iniciando sua trajetória no basquete, foi para São Bernardo jogar para a técnica Monique Poles, responsável por toda iniciação de Georginho na modalidade (jogou dos 9 aos 15 anos). Há quatro temporadas foi para o Pinheiros, onde conheceu uma estrutura grandiosa e que lhe permitiu crescer profissional, pessoal e fisicamente. Ganhou visibilidade no cenário nacional e internacional com a (ótima) Liga de Desenvolvimento de Basquete, a LDB, torneio de basquete Sub-22 que revela atletas aos borbotões e que é responsável por 43 % da mão de obra do NBB, principal campeonato masculino do país.

“A Liga de Desenvolvimento foi muito importante pra mim. Já jogava o Campeonato Paulista, mas a LDB tinha uma abrangência nacional, eram times de todo país, jogadores diferentes daqueles que eu estava acostumado a jogar e bem mais difícil. Foi a maior novidade, uma coisa bem legal mesmo. O nível de exigência subiu, e ali eu vi como eu precisaria melhorar para conseguir atingir meus objetivos. Fomos campeões em 2015 pelo Pinheiros jogando um ótimo basquete e de novo tive uma sensação bem legal”, relembra Georginho, que jogou em um timaço do Pinheiros que tinha Lucas Dias, hoje seu companheiro no Paulistano, e também Bruno Caboclo, que foi para a NBA em 2014 e com quem George hoje em dia tem pouquíssimo contato.

Campeão da LDB de 2015 já como armador titular da equipe, George teve um pouco mais de tempo de quadra na temporada passada pelo time pinheirense mas queria mais. Trocou de clube, ganhou espaço, cresceu seus números (11,3 pontos, 4,1 rebotes e 4,4 assistências de média em seu primeiro campeonato profissional como líder e titular de uma equipe), jogou o All-Star Game do NBB em 2017 e o barulho em torno do seu nome aumentou. Os jogos do Paulistano são lotados de olheiros da NBA e vira e mexe seu nome é ligado a Draft e franquias do basquete norte-americano. Nada que incomode a cabeça do garoto de 20 anos.

Ale da Costa / Portrait

“No começo eu me assustei bastante. As coisas foram acontecendo muito rápido, todo mundo falava e eu meio que ficava perdido, assustado. Era tudo muito novo pra mim. Hoje já entendo mais como tudo funciona, estou mais maduro e tento não ligar para nada que eu não possa controlar. Eu só posso jogar basquete, melhorar como atleta e pessoa e ajudar meu time a conquistar vitórias. É o que posso fazer e preciso estar focado nisso. Basquete é a minha vida, tenho muito a evoluir e não sinto realmente essa pressão de NBA, não. Sigo trabalhando e treinando forte como sempre fiz. Essa especulação, previsões, não mexem comigo”, responde Georginho, que esquiva-se quando perguntado sobre qual seria, em sua opinião, o próximo passo ideal em sua carreira: “Ainda tem muita coisa pra acontecer nessa temporada. Tudo depende de como eu terminarei o campeonato. Vamos ver como eu vou me sentir para entrar ou não no Draft. Aí tomamos, eu, minha família e meus agentes a decisão final sobre isso”.

Bastante exigido pelo técnico Gustavo de Conti e ainda no processo de formação técnica, Georginho sabe exatamente as partes de seu jogo em que precisa melhorar. Sua capacidade analítica para compreender isso impressiona tanto quanto suas enterradas ferozes na quadra

“A parte de intensidade do jogo a gente sempre pode melhorar. É o principal pra mim e me cobro muito neste sentido inclusive. Jogar bem depois do pick and roll é algo que eu preciso melhorar bastante também. E, claro, ter um arremesso melhor, defesa, leitura de jogo. Quero ser o melhor armador que eu puder ser”, finaliza o garoto, que começou a fazer inglês recentemente, que adora andar com seus quatro cachorros e que tem a pesca como hobby.


Meus prêmios para a temporada 2016/2017 do NBB – vote você também!
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Fábio Balassiano

Muito emocionantes, os playoffs do NBB já estão acontecendo. E com ótimo nível. Bauru tem 2-0 contra Macaé e pode avançar às quartas-de-final para enfrentar Brasília caso vença hoje em casa a partir das 20h15 (Sportv exibe). O Pinheiros bateu o Vasco ontem por 81-78 em casa, abriu 2-1 e pode fechar o duelo na sexta-feira, no Rio de Janeiro. O Paulistano igualou o confronto contra o Basquete Cearense com o 83-75 deste domingo. E o Vitória, da Bahia, fez 85-63 no Campo Mourão, abriu 1-0 e pode fechar em casa caso bata o rival na terça e também na quarta-feira.

E como faço todos os anos coloco abaixo os melhores da temporada regular na minha opinião.

MVP: Shamell (Mogi)

Melhor técnico: Helinho (Franca)

Quinteto ideal: Fúlvio (Brasília), Shamell (Mogi), Marquinhos (Flamengo), Olivinha (Flamengo) e Lucas Mariano (Brasília)

Melhor estrangeiro: Shamell (Mogi)

Melhor defensor: Alex Garcia (Bauru)

Maior evolução: Lucas Mariano (Brasília)

Revelação: Georginho (Paulistano)

Fique de olho nele também: Alexey (Franca)

Melhor jogador que ninguém nota: Shilton (Bauru)

Time surpresa: Franca

Time decepção: Minas (fora do playoff)

Melhor jogo que eu vi: Flamengo x Franca no Rio de Janeiro

E você, concorda comigo? Vote você também!

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Analisando e palpitando os confrontos das oitavas-de-final do NBB
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Fábio Balassiano

Começa hoje o playoff do NBB. A partir das 19h30 o Vasco recebe o Pinheiros na abertura da fase oitavas-de-final do mata-mata do maior campeonato de basquete do país. Analiso agora os quatro duelos, que prometem ser bem equilibrados (aqui dias, horários e transmissões previstas). Lembrando que o formato decidido por clubes e Liga Nacional indica que os times de melhor campanha fazem os jogos 2, 3 e 5 em casa (diferente do 2-2-1 da NBA). Vamos lá:

Caio Casagrande/Bauru Basket

Bauru (5º) x Macaé (12º) -> Aparentemente este é o confronto menos equilibrado do playoff do NBB. Na fase de classificação foram duas vitórias bauruenses, e por mais que Macaé tenha evoluído neste final, vencendo cinco de seus sete últimos duelos e contando com ótimas atuações do norte-americano Kendall Anthony (média de 19,7 pontos até agora), é difícil imaginar que os macaenses consigam derrotar os atuais vice-campeões nacionais em três partidas na melhor de cinco. Bauru sofreu com desfalques a temporada regular inteira (perdeu Hettsheimeir recentemente sobretudo), mas pode usar esta primeira fase do mata-mata para evoluir como time e ganhar corpo para as quartas-de-final, onde encontraria Brasília para fazer a reedição das semifinais de 2016.
Meu palpite: Bauru ganha em 3 jogos

Ale da Costa / Portrait

Paulistano (6º) x Basquete Cearense (11º) -> É o reencontro dos times em um mata-mata (em 2012/2013 o Paulistano venceu por 3-2), mas em contextos completamente diferentes. O Basquete Cearense, que fez excepcional campanha em 2015/2016 (19-9), rateou e foi inconstante demais em 2016/2017, fechando o campeonato com mais derrotas que vitórias (12-16 e uma queda de sete triunfos). Do outro lado o Paulistano, comandado pelo ótimo técnico Gustavo de Conti, aposta em uma molecada de muito valor. Pelo que fez no campeonato até o momento (16-12), pelas duas vitórias na fase de classificação e pelo mando de quadra daria pra cravar sem medo o time de São Paulo nas quartas-de-final para enfrentar Franca, mas o lado emocional pode pesar um pouco. Georginho (que estará aqui em entrevista na quinta-feira, data do jogo 1 desta série) e Lucas Dias estarão liderando pela primeira vez um elenco em pós-temporada e isso pode frear um pouco o avanço do Paulistano.
Meu palpite: Paulistano supera rival em 5 jogos

Paulo Fernandes / Vasco

Vitória (7º) x Campo Mourão (10º) -> É o duelo de dois dos times mais surpreendentes do NBB até agora. O Vitória começou bem, ficou no G4 a temporada quase inteira, mas neste final perdeu um pouco da tração e foi caindo pelas tabelas ao perder seis dos seus últimos oito jogos. Campo Mourão, estreante, teve fase regular parecida. Sempre lá em cima, mas neste final cinco derrotas consecutivas e campanha negativa (13-15). Nos dois últimos duelos da primeira fase, inclusive, não conseguiu marcar mais do que 55 pontos (42 contra Franca e 54 contra Bauru, números baixíssimos) Aparentemente para os dois lados o que acabou influenciando foi o fato de os dois elencos não serem tão numerosos assim e os técnicos, já pensando nos playoffs, deram uma bela desacelerada nas rotações. Gosto bastante do duelo que poderemos ter nas alas, com os baianos colocando Keyron, Andre Goes e Arthur para marcar Betinho, o melhor jogador de Campo Mourão e um dos cestinhas do NBB com 19,2 pontos. Creio que a experiência de Régis Marrelli, técnico do Vitória, seja um fator importante para este duelo, embora reconheça o bom trabalho feito por Emerson de Souza na equipe paranaense.
Meu palpite: Vitória passa em 4 jogos

Thiago Moreira / Vasco

Pinheiros (8º) x Vasco (9º) -> Certamente o duelo mais equilibrado desta primeira fase de playoff do NBB. Os dois times, que se enfrentaram na última rodada da temporada regular (vitória vascaína por 81-72 em São Paulo), abrem o duelo nesta terça-feira em São Januário e prometem se engalfinhar até a última gota neste mata-mata. Vale destacar o confronto de dois dos melhores jogadores deste NBB: Desmond Holloway, cestinha do Pinheiros com 18,5 pontos, e David Jackson, autor de 16,9 pontos pelos vascaínos. São dois dos melhores atletas deste campeonato e que jogam na mesma posição. Vamos ver o que os dois técnicos, Cesar Guidetti do Pinheiros e Dedé, do Vasco, têm em mente para frear o ímpeto ofensivo destas peças. Além disso destaco o embate entre os armadores Bennett, do Pinheiros, e Nezinho, do Vasco. Bennett é atlético, venceu o campeonato de enterradas neste ano, e agride a cesta com facilidade e tem 14,2 pontos de média até agora. Nezinho, experiente toda vida, sofreu com lesões e retornou ao cruzmaltino apenas na última semana da fase inicial. No jogo que vi, contra o Paulistano dos garotos Georginho e Arthur Pecos, ele sofreu um pouco pela questão física. Pode ser que os pinheirenses explorem isso muito bem a partir de hoje inclusive. No final, creio que a torcida possa ajudar os vascaínos a passar de fase.
Meu palpite: Vasco avança em 5 jogos

Concorda comigo? Tem palpite para esta oitavas-de-final do NBB? Comente você também!

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Fala, Leitor: O clássico da última rodada do NBB entre Flamengo e Brasília
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Fábio Balassiano

* Por Gabriela Castro e Abigail Ibernon (textos e fotos)

O clássico dos campeões: Brasília venceu o Flamengo por 77-71 em Manaus pela última rodada do NBB. Foi uma eletrizante partida, com bom aproveitamento ofensivo de ambos os lados, que contou com alta performance dos jogadores e com desfalques pelo lado do Brasília que encarou o Flamengo sem Alemão e Fúlvio, peças importantes da rotação do time.

O resultado do confronto não influenciou a tabela de classificação do G-4, com o Flamengo sendo o primeiro e Brasília o quarto, mas deu o combustível necessário para a equipe brasiliense chegar mais confiante aos playoffs após vencer o líder do campeonato duas vezes nesta edição.

O cestinha da partida, Lucas Mariano com 20pts, destacou, em entrevista após a partida, a importância de ganhar um jogo contra o Flamengo visando o possível confronto de quartas-de-final nos playoffs. Bruno Savignani, técnico do Brasília, demonstrou orgulho do time e ressaltou a eficiência do banco, principalmente diante dos desfalques que o time enfrentou e a ausência de Fúlvio, que sentiu tornozelo contra o Macaé.

José Neto, técnico rubro negro, garantiu que o time não saiu de cabeça baixa com a derrota e decidiu poupar os titulares nos últimos segundos para dar oportunidade para o banco jogar: “Brigamos pelo placar até os minutos finais, saímos com espírito de vitória e com tempo necessário para trabalharmos a próxima fase”.

Após sentir uma dor no tornozelo, ainda no primeiro quarto da partida, Marcelinho ficou fora o restante do jogo: “Foi uma dor incômoda mas que não afetará os playoffs. Por via das dúvidas resolvemos não forçar. Estamos focados e almejando o título”.

Flamengo e Brasília, já garantidos nos playoffs, aguardam o resultado das oitava de final para saber quem serão seus adversários na próxima fase do campeonato.


Playoff do NBB está definido – confira confrontos e quem folga na primeira rodada
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Fábio Balassiano

Terminou a fase de classificação do NBB. Os 15 times fizeram 28 jogos cada, e 12 deles se classificaram para a o mata-mata. Flamengo (o líder da temporada regular), Mogi, Franca (bateu Mogi em casa há instantes para confirmar vaga no G4 com a campanha de 19-9 e consolidar excelente começo de carreira do técnico Helinho, conforme destacado aqui anteriormente) e Brasília folgarão na primeira rodada, com as equipes que ficaram da quinta a décima-segunda colocações se enfrentando a partir da próxima semana. Caxias do Sul (RS) está rebaixado e jogará a Liga Ouro (divisão de acesso) na temporada 2017/2018.

Veja abaixo os duelos iniciais do mata-mata, cujo formato permanece igual ao do ano passado (times de melhor campanha jogam em casa as partidas 2, 3 e 5):

Oitavas-de-final:

Bauru (5º) x Macaé (12º)
Paulistano (6º) x Basquete Cearense (11º)
Vitória (7º) x Campo Mourão (10º)
Pinheiros (8º) x Vasco (9º)

Quartas de final:

Série 1 – Flamengo x Vencedor de Pinheiros x Vasco (Podemos ter Flamengo x Vasco)
Série 2 – Mogi x Vencedor de Vitória x Campo Mourão
Série 3 – Franca x Vencedor de Paulistano x Basquete Cearense
Série 4 – Brasília x Vencedor de Bauru x Macaé

Semifinal:

Série 5: Vencedor da Série 1 x Vencedor da Série 4
Série 6: Vencedor da Série 2 x Vencedor da Série 3

Final:
Vencedor da Série 5 x Vencedor da Série 6

Na próxima semana analiso os duelos iniciais, coloco os meus prêmios da temporada e, claro, os palpites para o mata-mata do NBB.

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