Bala na Cesta

Arquivo : Limeira

Pinheiros e Paulistano vencem, e quartas-de-final do NBB estão definidas – veja confrontos
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Fábio Balassiano

Terminou a fase de oitavas-de-final do NBB na noite desta sexta-feira. E terminou bem para os times da capital de São Paulo.

Em Fortaleza, em um jogo eletrizante (apesar de muitíssimo mal jogado – vão falar em nervosismo, eu sei), o Paulistano se viu eliminado mas mesmo assim conseguiu arrancar a vaga. Perdia por três pontos após um chute maluco de Andre Goes que caiu. Elinho (16 pontos, grande atuação!), marcado por Drudi, gingou de um lado, para outro e arremessou. A bola bateu na tabela e caiu. Empate em 68 e bola para o Basquete Cearense com 13 segundos de posse de bola.

Era “só” arremessar e ganhar ou jogar a prorrogação. Mas o que aconteceu? Matheus errou em uma saída de bola (tentou fazer ponte aérea com Jimmy – sim, ponte aérea faltando três segundos de jogo…), a bola voltou para os paulistanos, que bateram o lateral, achando Eddy embaixo da cesta. O ala sofreu falta de Drudi, bateu um lance-livre, converteu, errou o segundo de propósito e o Paulistano venceu por 69-68. Vaga garantida e o segundo time a vencer um jogo 5 do NBB fora de casa (o primeiro foi Brasília contra o Pinheiros ano passado).

No outro jogo 5 da noite, o Pinheiros pegou o Limeira nas cordas após um jogo 4 praticamente ganhou e derrotou o rival com facilidade por 97-77. Shamell (na foto) marcou 21 de seus 28 pontos no primeiro tempo, ainda teve dez rebotes e seis assistências (38 de eficiência para ele, que vem fazendo um playoff de gala!), e viu Joe Smith (22) e Márcio (o mais subestimado dos grandes jogadores brasileiros se recuperou de problemas de saúde e marcou 22 pontos – não vi o jogo, mas não duvido que ele tenha marcado horrores também!). Com isso, o time de Cláudio Mortari repetiu a façanha do ano passado, quando também saiu de um 0-2 contra Joinville para vencer em 3-2.

Com isso, os duelos das quartas-de-final ficaram assim:
Flamengo x Paulistano
Brasília x São José (reedição da final do ano passado)
Uberlândia x Pinheiros
Bauru x Franca

Quem será que avança às semifinais?


NBB tem dois jogos 5 nesta noite para conhecer últimos classificados às quartas-de-final
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Fábio Balassiano

Promessa de fortes emoções logo mais no NBB, hein. Serão dois jogos 5 nas oitavas-de-final para conhecermos os últimos qualificados para as quartas-de-final da principal competição do país. Em Fortaleza (Sportv promete transmitir às 19h), o estreante Basquete Cearense recebe o Paulistano em uma série que só viu dono da casa vencendo. E no outro duelo da noite, o Pinheiros tenta consumar a virada contra Limeira em seu ginásio (19h15, infelizmente sem transmissão de TV). Alguns detalhes sobre as partidas de logo mais:

1) Na história do NBB, apenas uma vez em 13 oportunidades o time visitante venceu um jogo 5. Foi na temporada passada, quando o Brasília bateu o Pinheiros na semifinal. Na NBA, o percentual não chega a 10% de vitórias dos que atuam longe de casa. Na Liga ACB, é de 14,1%.
2) O Pinheiros pode repetir o feito que só ele tem na história do NBB: transformar um 0-2 em um 3-2. Ano passado foi contra o Joinville, de José Neto. Este ano, por coincidência, pode ser com outro assistente de Rubén Magnano, o competente Demétrius, de Limeira.
3) Um dado interessante deste playoff do NBB até aqui: foram apenas quatro vitórias dos times que atuaram fora de casa em 15 partidas disputadas.
4) Dos 16 períodos jogados entre Pinheiros e Limeira, vejam só isso: oito vitórias do time da capital, sete de Limeira e um empate. Mesmo assim, o único jogo que foi disputado até o final foi o passado, vencido por Shamell e companhia por 86-85 após incrível virada no último período.
5) Algo semelhante acontece na série entre Paulistano e Basquete Cearense. Com exceção do quarto duelo, vencido em São Paulo pelo time de Gustavo de Conti por 89-85, nas outras três partidas a diferença mínima a favor do mandante foi de 13 pontos (no jogo 2, em Fortaleza).

E aí, quem será que ganha? Comente!


Com 2-1 na série, Limeira joga contra Pinheiros em casa por inédita classificação no NBB
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Fábio Balassiano

Limeira e Pinheiros vão fazendo até aqui uma das séries mais equilibradas do mata-mata do NBB. Na verdade, apenas Paulistano x Basquete Cearense também permanece viva (os paulistas venceram ontem por 89-85 e empataram em 2-2, deixando a decisão da vaga para sexta-feira em Fortaleza). Com 2-1 na série, o time do interior de São Paulo pode se classificar paras as quartas-de-final caso vença o atual campeão da Liga das Américas logo mais, às 20h, no ginásio Vô Lucatto. Caso consiga avançar, será uma classificação inédita (o campeão paulista de três temporadas atrás jamais venceu um duelo playoff) para a equipe limeirense.

Veja mais informações no quadro abaixo.

Para vencer, o time do técnico Demétrius precisará muito dos dois rapazes que o cercam na foto deste post – os armadores Ronald Ramon e Hélio, que vêm fazendo ótima série até aqui (25,5 pontos e 6,3 assistências para a dupla que parece se completar cada vez mais em quadra.

Do outro lado estará um Pinheiros “machucado” (Márcio Dornelles, o “capitão” da defesa está fora) mas ainda acreditando em uma reviravolta na série. Lucas Dias, uma das revelações do basquete brasileiro, foi muitíssimo bem na vitória por 93-82 na segunda-feira com 12 pontos e cinco rebotes. Shamell, que já jogou em Limeira, tem jogado bem (19,6 pontos, 5,6 rebotes e 4,3 assistências), mas para o time da capital vencer um maior equilíbrio defensivo e menos exagero nos três pontos será necessário. Para vocês terem uma ideia, no confronto o time de Cláudio Mortari arremessou 106 vezes de dois e 81 de três (35 x 27 na média), mas nos dois duelos mais recentes houve mais bolas de longe (33 x 32 e assustadores 36 x 19 no jogo 3).

O que será que acontece logo mais em Limeira? Será que o time da casa consegue sua primeira classificação no NBB? Comente!


Limeira joga bem, vence Pinheiros de novo e fica a um jogo das quartas-de-final do NBB
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

A derrota por 95-82 sofrida na tarde deste domingo, no ginásio Poliesportivo Henrique Villaboim, complicou de vez a situação do Pinheiros, que viu Limeira abrir 2 a 0 no confronto para ficar a apenas uma vitória da próxima fase do NBB. Assim como a primeira, Limeira venceu de maneira incontestável, dominando o placar o tempo inteiro. Outro fato que se repetiu em relação a primeira partida é que novamente cinco jogadores de Limeira marcaram 10 ou mais pontos: Hélio (25 e 8 assistências – foto à direita), Ronald Ramon (15), Fernando Mineiro (13), Diego (18) e Daniel Alemão (10, com mais 10 rebotes).

As equipes entram em quadra para o jogo 3 da série já nesta segunda, às 19 horas, no mesmo Poliesportivo Henrique Villaboim em São Paulo.

O jogo começou nervoso e quando Limeira começou abrir vantagem Cláudio Mortari pediu tempo. De nada adiantou, pois o Pinheiros não conseguia escapar da marcação extremamente agressiva e competente do adversário. O placar de 26 a 11 a favor dos visitantes mostrou bem a diferença nos primeiros minutos.

No segundo quarto, Pinheiros viu que precisava igualar seu oponente na disposição defensiva, e dessa forma conseguiu encostar no placar (43 a 38 ao final do período). Os jogadores de Limeira que jogavam bem começaram a ficar pendurados em faltas (o que irritou muito sua torcida) e isso também colaborou.

A caminho dos vestiários, Paulinho expôs as dificuldades que sua equipe estava sentindo: “Não estamos encontrando o ritmo de jogo. No primeiro quarto novamente perdemos por uma diferença grande e é ruim ficar correndo atrás. No segundo quarto jogamos melhor, muito por conta da torcida também e agora precisamos de mais energia e não entrar nesse lance de arbitragem”. Demétrius também fez sua análise: “A chave para vencer é a defesa. A partir do momento em que bobeamos, o Pinheiros complicou um pouco o jogo. Se conseguirmos manter nessa margem (de 36 pontos por tempo) é o ideal”.

O terceiro período foi parecido com o primeiro, com domínio de Limeira. Hélio invadia o garrafão, pontuava, distribuía assistências sem grandes dificuldades e foi fundamental para que sua equipe pudesse abrir novamente grande vantagem.

A dedicação de Limeira para marcar era tanta que no último quarto, mesmo com 19 pontos de vantagem, os jogadores estavam correndo para o combate de quadra inteira. Shamell (cestinha da equipe com 18 pontos) tentou liderar Pinheiros a uma reação na base do jogo individual num final de jogo alucinante (no sentido de correria), mas já era tarde demais. Limeira se manteve firme e garantiu a vitória por 95-82.

Ao final, Daniel Alemão mostrou-se contente com a vitória que veio como uma forma de redenção: “Estamos fazendo uma boa defesa. Temos consciência de que ficamos devendo muito na fase de classificação. Nos unimos mais, treinamos muito e consequentemente melhoramos nossa defesa”.


Com roubada no fim, Bauru vence clássico contra Limeira novamente nos últimos segundos
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Fábio Balassiano

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

Antes de começar a falar do jogo, gostaria de falar um pouco da rivalidade entre Bauru e Limeira, que são duas cidades com muita tradição no basquete paulista e suas equipes formam uma das rivalidades mais intensas do NBB (inclusive acho que a Liga explora muito mal as rivalidades entre Bauru, Franca, Limeira e São José). Sempre que os dois times se enfrentam, o bicho pega e isso já havia ocorrido quatro vezes durante a temporada. Limeira foi o time responsável pela quebra da invencibilidade bauruense no Campeonato Paulista, 75-72, na última bola. No segundo turno, Bauru passou o carro 86 – 63, mas aí veio a final dos Jogos Abertos do Interior e Limeira venceu por 93–78, na Panela lotada. Bauru sentiu o golpe e começou o NBB 5 muito mal. A vingança veio no primeiro turno, em Limeira, com a vitória bauruense, também na última bola, por 84–82.

Na tarde deste sábado o roteiro não foi muito diferente. Jogo tenso, nervoso, brigado e novamente decidido nos últimos segundos. Liderados por Ricardo Fischer (20 pontos, sete rebotes e seis assistências) o Paschoalotto/Bauru venceu por 83–82 o time de Limeira, que teve como destaques o armador Hélio (17 pontos e sete assistências) e o pivô Guilherme Hubner (17 pontos e sete rebotes).

O jogo não teve muita variação durante os três primeiros períodos e seguia bastante equilibrado.  As equipes jogavam de duas formas completamente diferentes, porém eficientes. Enquanto Bauru dependeu muito dos lances individuais (por várias vezes quando a bola caía na mão da primeira opção ofensiva, os outros quatros jogadores não davam sequência na jogada e permaneciam parados, o que forçava o jogador com a bola se virar para criar seu arremesso), Limeira rodava muito bem a bola até achar um buraco criado por algum erro na rotação defensiva bauruense. Esse erro geralmente era dos pivôs, e foi aí que Guilherme Hubner deitou e rolou.  Além disso, Bauru sofreu muito com os rebotes no primeiro tempo, mas depois do intervalo conseguiu equilibrar a tábua.

O quarto período foi o mais fraco tecnicamente, com as duas equipes errando muito. Bauru errou um pouco menos e conseguiu chegar com seis pontos de vantagem faltando 1:30 para o fim do jogo, mas aí Diego guardou uma bola de três para Limeira. Na sequência, Colemam forçou um arremesso e perdeu a bola, no contra ataque, Ronald Ramon deixou tudo igual com outra bola de três, 79 -79 faltando 0:56. Bauru finalmente conseguiu marcar em dois lances livres de Ricardo Fischer. Na jogada seguinte Andrezão (mais uma vez entre os cinco que terminaram o jogo) conseguiu roubar a bola de Hélio, Ricardo Fischer anotou mais dois, Diego ainda converteu mais uma bola de fora, mas o cronômetro zerou em seguida e não havia tempo para mais nada.

Limeira conhece sua 17ª derrota no campeonato, oito delas por menos de quatro pontos e está na 12ª colocação, com uma vitória a mais que o Mogi, 13º. Bauru chega a sua vitória de número 19 e divide a 3ª posição junto com o Uberlândia.


Jovem Matheus Dalla quer aproveitar espaço na ala da seleção pra garantir vaga com Magnano
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Fábio Balassiano

Aos 21 anos e com 1,98m, o jovem Matheus Dalla Borba é tão tímido quanto bem articulado (“ainda estou me acostumando a falar em público, a vergonha está passando aos poucos”) ao falar sobre sua carreira. Natural de Lajeado (Rio Grande do Sul), o torcedor do Internacional-RS começou a jogar em sua cidade-natal no Club Atlético Ubirajara, o Bira, e foi visto nos campeonatos de base do país pelo técnico Pantera, pai de Betinho (jogador profissional atualmente no Minas Tênis). Foi convidado para jogar em Limeira, mas recusou devido aos estudos. No ano seguinte, o telefone tocou de novo. Era o mesmo Pantera, e desta vez Matheus não recusou.

Foi para o interior de São Paulo em 2009 e desde então sua evolução é muito nítida (tão nítida que ano passado ele foi chamado para treinar com Rubén Magnano na seleção adulta). Depois de fazer ótimo campeonato por Vila Velha no NBB4 (12,4 pontos, 3,8 rebotes e 1,2 assistências), ele voltou a Limeira, ganhou espaço e responsabilidade na equipe e agora quer vôos mais altos. Bati um papo com ele, o campeão do torneio de três pontos no fim de semana das estrelas, em Brasília sobre sua carreira, seus sonhos e seu principal objetivo no ano: jogar pela equipe de Magnano com a saída de Marcelinho Machado e a lesão de Leandrinho.

BALA NA CESTA: Depois do torneio de três pontos você recebeu alguma ligação especial te parabenizando pela conquista?
MATHEUS DALLA: Ah, mais pai, mãe, familiares mesmo. Mas confesso que fiquei assustado quando cheguei no quarto e tinham mais de 20 mensagens e ligações pra mim. Foi uma sensação bacana demais. Desde que contei que iria participar da competição todos ficaram alegres e rezando por mim. Ganhar foi uma realização. O Márcio, meu técnico em Vila Velha, também me deu os parabéns. Fiquei bastante feliz.

BNC: Você chegou a Limeira naquele ano que o time foi campeão Paulista, ainda com Nezinho e Zanon, mas não teve muita chance. Você esperou, rodou pra Vila Velha e agora volta para ter mais espaço no time adulto que joga o NBB.
MD: Sim, é bem isso mesmo. Cheguei no meio da competição e era muito novo. Não dava pra esperar que fosse entrar e jogar direto, né. Mas agora a evolução que tive já consigo notar. A principal diferença que eu consegui notar foi quando eu fui ano passado pra Vila Velha empresado pela minha equipe (Limeira). É claro que a gente vai melhorando, mas a gente não percebe essa evolução porque ao mesmo tempo em que você evolui seus companheiros também estão crescendo com você. Aí ano passado tive essa oportunidade e consegui melhorar demais. Só posso agradecer.

BNC: Queria que você falasse da temporada passada em Vila Velha. O time só venceu um jogo, mas acabou revelando bons valores para o cenário nacional – você, o Jefferson Campos, hoje em Suzano, e o Isaac, que está em Brasília.
MD: Foi uma temporada muito difícil para todos que estavam lá, mas para os três que você citou foi bacana para aprendermos. Principalmente porque a maior dificuldade para nós jovens é ter o famoso “tempo de quadra”, algo que encontramos e tivemos lá em Vila Velha. Éramos um time humilde, em formação e conseguimos jogar, sem pressão, errando mas aprendendo muito. É o mais importante, sem dúvida alguma. É praticamente impossível um Flamengo, um Brasília revelar um jogador de alto nível. Eles estão sempre disputando finais, têm pressão por resultado, não vão colocar molecada pra jogar. Lógico que há os casos excepcionais, de um Leandrinho, de um Nenê, mas é difícil mesmo. É muita pressão nos técnicos também, porque se eles colocam a moleacada a perdem, há pressão de diretores, você sabe como funciona. O aprendizado foi incrível lá. Muitos jovens pensam que, indo para um time emprestado, no ano seguinte ele não vai ficar no seu antigo clube. Por isso eu tenho que agradecer ao Cássio Roque, presidente de Limeira, que assinou um contrato comigo mostrando que eu voltaria ao clube acontecesse o que acontecesse em Vila Velha. Muitos jovens têm este receio de não conseguir voltar. Este esquema de empréstimo, e creio que eu tenha sido o primeiro no NBB, foi ótimo pra mim e acho que a Liga poderia incentivar isso.

BNC: Este é seu primeiro ano em um time adulto com chance de chegar longe, playoff. Queria que você avaliasse os próximos anos de sua carreira, visto que ano passado você já jogou na seleção do Rubén Magnano e nesta temporada há Copa América.
MD: Cara, eu sempre joguei em Limeira e quando era juvenil eu quase não entrava nos jogos. Até o ano passado, antes de ir pra Vila Velha, eu quase nem entrada, né. Então estou aprendendo muito nesta temporada do NBB (média de 8,8 pontos até aqui). Tenho este e mais um ano de contrato, mas todo atleta almeja um passo maior, o próximo passo da carreira. Estou tentando tirar meu passaporte italiano para, quem sabe, ter uma ida para a Europa em algum momento da minha vida profissional, mas isso, por enquanto, ainda são planos, não há nada concreto. Meu foco é estar em Limeira, fechar bem o NBB, ir para os playoffs e estou pensando aqui.

BNC: E seleção, já dá pra sonhar com a Copa América?
MD: Sonho, claro. Seleção é o maior objetivo do jogador profissional de basquete, e eu gostei muito de estar lá com o Gustavo de Conti, com o Rubén Magnano. Vai ter essa seleção de jovens, ainda não sei como vai ser, mas quero muito participar. Espero estar nessa. Infelizmente perdemos o Marcelinho, que pediu aposentadoria, e o Leandrinho, que se machucou, e os dois são da minha posição. O Brasil perde dois grandes jogadores, mas abre-se um espaço bacana pra mim, né. Preciso estar focado e com olho aberto para a oportunidade que pode aparecer. Tenho que mostrar ao Magnano que mereço estar ali.

BNC: Até que pra quem se dizia tímido você tem falado bem pra caramba…
MD: Mas é porque não tem câmera (risos). Com ela é que me enrolo. De todo modo, a gente vai lendo, vai aprendendo, vai se habituando. Estou terminando a faculdade de Educação Física, e acabei apresentando muitos trabalhos. Isso ajuda, e aprendi muito a quebrar esse gelo na hora de falar em público.

BNC: De jogadores ou não, há alguém em quem você se espelha?
MD: Certamente eu me espelho no meu pai. Ele não foi atleta, mas é um exemplo pra mim. Tanto ele quanto minha mãe me ensinaram muito sobre valores, educação, vida. De jogador, Michael Jordan, né, cara. Todo basqueteiro gosta. Na NBA, o Kobe. Aqui no Brasil, eu tento pegar o melhor de cada um deles e ver como posso colocar alguma coisa em meu jogo. Há o Marquinhos, o Marcelinho, o Alex, o próprio Benite que é jovem mas tem muito talento. Procuro ver o ponto forte pra trazer pra mim.

BNC: E onde você precisa melhorar pra chegar em um estágio de estrela, de grande jogador?
MD: Olha, meu arremesso é bom, sou rápido e alto. Mas minha defesa ainda pode melhorar, principalmente na movimentação lateral. Isso estou tentando melhorar, principalmente na parte física. No momento estou atuando de ala (3) e sei que preciso ser mais ágil, mais rápido mesmo para acompanhar o ritmo do jogo, que é bem pesado.

BNC: Pra fechar, uma pergunta pessoal: você conhecia o Matheus Raschen, que acabou falecendo na tragédia de Santa Maria?
MD: Conhecia o Matheus, sim. Ele é um ano mais novo que eu, então jogamos todos os anos lá no Rio Grande do Sul. Fomos adversários a vida toda, pois ele era de Santa Cruz do Sul e eu de Lajeado. Sempre foi um cara muito do bem, muito bacana, e fiquei absurdamente chocado com o que aconteceu. Depois que vim para Limeira, fui a uma seleção gaúcha, em 2009, e jogamos juntos. Tive o privilégio de jogar com ele, conhecê-lo mais profundamente. Pessoa fantástica, e fiquei muito triste com a notícia e pela maneira como ocorreu. Ele saiu da boate e voltou para tentar socorrer os amigos dele. É uma pena, uma perda irreparável. Fiquei muito triste. Tenho muitos conhecidos em Santa Maria, pois é uma cidade universitária, mas quase ninguém estava lá. O Matheus, pelo que soube, foi participar de uma festa do curso dele. Foi uma tragédia


Em recuperação, Limeira aproveita desfalques de Uberlândia e bate rival fora de casa no NBB
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Fábio Balassiano

Por Ivair Ribeiro, direto de Uberlândia (MG)

Em uma partida apagada, o Uberlândia/Unitri/Universo perdeu sua segunda partida em casa nesta edição do NBB ao ver Limera fazer 96-86 no jogo disputado na noite de ontem no triângulo mineiro. Os mineiros seguem na quarta colocação com 66,7 % de aproveitamento (16-8), enquanto o Limeira é o 12º, com 43,5 % (10-13).

O time do interior paulista dominou o jogo de ponta a ponta. Com dois jogadores do perímetro contundidos (Helinho e Collum), a rotação da equipe mineira foi bastante prejudicada. Isso ficou claro quando analisamos o tempo e quadra de alguns jogadores. Valtinho e Robert Day jogaram os 40 minutos, enquanto Audrei só descansou quando torceu o pé direito, no fim do segundo quarto. Dos reservas de Uberlândia, apenas Leonardo e Dida foram utilizados.

O primeiro tempo foi amplamente dominado pelos paulistas. Com muita pressão defensiva no garrafão e uma mão calibrada nos chutes de 3, o Limeira abriu uma vantagem de 6 pontos na metade do primeiro quarto. Sem forças para reagir, o Unitri sofria no ataque e cometia muitos erros. Ao fim do primeiro quarto, o placar apontava 17 x 24. No segundo quarto, o armador Ronald Ramon voltou inspirado e conduziu o time de Limeira de forma bastante consistente, aumentando a vantagem do time para 12 (28 x 40). Faltando menos de 3 minutos, o Unitri ainda diminuiu a diferença para 7. No entanto, o cansaço dos jogadores uberlandenses era evidente e Limeira, que utilizou praticamente todos os jogadores, estava mais inteiro fisicamente e segurou a vantagem até o fim do primeiro tempo, quando o placar era 40 x 48 para os paulistas.

O começo do segundo tempo foi onde a tática do Limeira para a partida ficou mais evidente. Imprimindo um jogo bastante rápido, atacando com agilidade e às vezes se desligando na defesa, os paulistas acabaram vendo a vantagem ir diminuindo até que finalmente, Robert Day apareceu para a equipe da casa e o Unitri virou o jogo (56 x 54). Porém, como era esperado pelo técnico Demétrius Ferracciú, os uberlandenses logo se cansaram, e Limeira retomou a ponta abrindo novamente uma vantagem de 7 pontos ao fim do terceiro quarto (58 x 65).

Pelos primeiros 5 minutos do último quarto, as equipes trocaram cestas e a diferença no placar se manteve em 7 (66 x73). No entanto, Robert Day cometeu sua quarta falta e a defesa do Unitri ficou ainda pior no perímetro. Limeira se aproveitou do fato para aumentar o aproveitamento de longa distância, e logo abriu 12 pontos de diferença (72 x 84). Extenuados, os mineiros não conseguiram reagir, e o placar final foi: Unitri 86 x 96 Limeira.

No sábado, às 16h, o Unitri recebe o Joinville, enquanto o Limeira viaja para Franca e enfrenta o time da casa às 19h.


Defesa funciona no segundo tempo, Minas vira, vence Limeira e sobe na tabela do NBB
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Fábio Balassiano

Por Joana Ferreira, direto de Belo Horizonte (MG)

Com uma grande virada no segundo tempo, o Minas bateu o Limeira por 81-64 (36-43) na noite de ontem e emplacou a segunda vitória consecutiva no segundo turno do NBB.  O resultado manteve o Minas na oitava colocação, com 11 vitórias em 21 jogos. Já o Limeira caiu para o 12º lugar, com nove vitórias.

Jogando em casa, o Minas começou atrás no placar e a desvantagem permaneceu até o final do primeiro tempo. A virada, motivada por uma melhora na defesa, aconteceu no segundo tempo. Betinho (foto) foi o destaque dos minastenistas com 18 pontos. Pelo lado dos visitantes o ala/armador Ronald Ramon marcou 15 pontos.

“Ficou bem claro na nossa cabeça a importância da defesa. A gente tomou 43 pontos no primeiro tempo e se virasse assim eles iam passar de 90 e a gente não ganha jogo levando 75, 80 pontos. Defensivamente, no segundo tempo a gente melhorou muito, tomamos 21 pontos. Assim a gente consegue ganhar muitos jogos” disse Betinho.

Ao contrário de jogos anteriores, o Minas começou atrás no placar e permitiu que o adversário abrisse uma boa vantagem no placar. Sem contar com o armador Mark Borders, que teve uma contratura muscular na coxa e vai ficar fora por dez dias, a equipe do técnico Raul Togni Filho demorou a se encontrar e, além de não conseguir se defender, parecia desorganizada nas armações. O Limeira aproveitou os problemas dos mineiros e imprimiu seu ritmo de jogo fechando o primeiro quarto em 23-20. Na segunda etapa, os paulistas se mantiveram a frente, enquanto os mineiros não conseguiram reagir e foram derrotados no primeiro tempo por 43-36.

No segundo tempo a postura dos minastenistas foi outra, ligados na partida e liderados pelo ala Betinho, o Minas empatou o jogo pela primeira vez e em seguida virou o placar. O Limeira não se entregou e buscou o empate novamente, mas após desperdiçar lances livres os visitantes viram o Minas fechar o terceiro quarto em 59-55. No último quarto o Limeira ficou cerca de seis minutos sem marcar, com uma defesa organizada e consistente, o Minas não permitiu que as bolas do adversário caíssem, faltando quatro minutos para o final da partida a equipe de Raul Togni Filho vencia por 66-55. Sem diminuir o ritmo, o Minas manteve a vantagem e fechou a partida em 81-64.

“Alguns jogos a gente perdeu porque não teve uma defesa consistente como hoje. Acho que o respeito a equipe de Limeira fez com a que a gente defendesse forte, sabendo que era um jogo dentro da nossa casa e isso pode ser um diferencial mais a frente. Principalmente porque agora temos dois jogos fora de casa. A equipe está de parabéns!”, disse Raul Togni Filho.

O treinador elogiou a entrada do jovem Henrique Coelho no lugar de Borders e ainda a postura dos jogadores mais experientes de se revezarem na armação: “A equipe teve o mérito de se superar sabendo que estava sem esse jogador (o armador de ofício), o Henrique Coelho fez esse papel brilhantemente, o Beal, o Betinho, todo mundo se doou para fazer um pouco daquilo que o Mark faz quando está em quadra”.

Betinho aposta ainda que a equipe esteja mais madura quando Borders voltar às quadras. “Conseguimos distribuir as funções do Borders bem, enquanto o Coelho não estava em quadra. Eu tentei organizar mais o jogo, não adiantava tentar fazer o que o Mark (Borders) faz.  O Beal, ao invés de só definir, começou distribuir mais a bola e o Renato a ajudar bastante também. Acho que conseguimos fazer isso bem, assim, quando o Mark voltar o time estará bem mais maduro vai ser muito bom para a equipe”, finalizou ele.

As duas equipes voltam às quadras no dia 14, próxima quinta-feira, às 20h. O Minas vai enfrentar o Suzano fora de casa e o Limeira vai receber o São José.


Diante de fanática torcida, Flamengo vence Limeira, amplia recorde e mostra força no NBB
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Fábio Balassiano

Acho que todo mundo aqui sabe que eu não sou rubro-negro, mas o que vi ontem no ginásio do Tijuca a partir das 18h foi um verdadeiro espetáculo. Não sei exatamente quantas pessoas estavam ali (duas, três mil pessoas), mas as arquibancadas estavam lotadas para ver o líder invicto do NBB jogar contra Limeira. E, sinceramente, pouco importava o que aqueles dez gigantes faziam em quadra. Os fanáticos torcedores do Flamengo cantavam, gritavam, urravam e xingavam os rivais sem parar. Já fui a inúmeras partidas de basquete, a maioria do time da Gávea no próprio Tijuca, mas eu não me lembro de uma química tão grande entre time e torcida, não.

CORRESPONDENTE BNC: PINHEIROS VENCE BASQUETE CEARENSE EM FORTALEZA

E aí o resultado se vê em quadra. Um time organizado, com uma defesa consistente (nada de extraordinário, não, mas para quem tinha Gonzalo Garcia, a marcação rubro-negra evoluiu demais), um armador excepcional (Kojo é pouco badalado, mas teve 14 pontos, sete rebotes, três assistências e controle absoluto das ações ofensivas de seu time – na foto à direita) e um ataque balanceado pacas (cinco jogadores com 14 ou mais pontos). Por isso a vitória por 98-81 contra Limeira em uma tarde que o técnico Demétrius precisa esquecer urgentemente.

CORRESPONDENTE BNC: BAURU VENCE A QUARTA SEGUIDA

Ele foi muito, mas muito mal mesmo. Em primeiro lugar, tirou Diego quando seu time, após perder o primeiro período por ridículos 22-8, vinha reagingo no segundo quarto. O ala, cestinha de Limeira com 24 pontos, não gostou, reclamou e teve que ser contido pelo sempre risonho assistente-técnico Dedé. Na volta do intervalo, Demétrius tirou Hubner, que ao menos dava trabalho para Caio Torres, e viu de novo a diferença, que havia baixado para seis pontos, subir para a casa dos 20. Logo depois tirou Daniel Alemão, que saiu chateado e não ouviu as instruções do técnico em um tempo. Dois minutos depois, Diego e Leandro se xingaram até dizer chega, e tiveram que ser contidos para não brigarem ali mesmo, no banco de reservas. Uma tarde para Limeira e Demétrius esquecerem, passarem a borracha mesmo.

CORRESPONDENTE BNC: EM JOGO DISPUTADO, BRASÍLIA BATE O PAULISTANO

Mas, bem, voltando ao Flamengo, o líder absoluto do NBB com 10-0 e um basquete de ótimo nível até então. No final do jogo conversei longamente com Gegê (entrevista com ele aqui na próxima semana), torcedor fanático do time desde a infância. Ele me disse que várias vezes durante o aquecimento, quando há paradas para lance-livre ou algo do gênero ele e os demais jogadores se pegam olhando pros torcedores cantando, ficam arrepiados até (no momento ele se emocionou pacas).

CORRESPONDENTE BNC: SEGUNDO COLOCADO, UBERLÂNDIA VENCE VILA VELHA

Como falei acima, não é só de basquete que vive um time campeão. Vive, sim, de talento, tática, entrosamento. Isso o Brasília também tem. O que o Flamengo tem que os outros 17 times do NBB não têm é a torcida que encheu o ginásio do Tijuca neste sábado. Será, sem dúvida, um trunfo do rubro-negro para o restante da competição.

Adicione a química torcida-time e os elementos citados acima, e temos um animador perfeito para o Flamengo, não?


Correspondente BNC: Atuando bem, Limeira vence e cala caldeirão lotado em Fortaleza
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Fábio Balassiano

Por Thiago Carvalho, direto de Fortaleza (CE)

“Foi o nosso pior jogo dentro de casa”. Com essas palavras de Matheus, armador do Basquete Cearense, somado ao excelente aproveitamento dos tiros de longe do rival Limeira (11 de 20), já dá para ter uma noção de como foi o confronto. Vitória do time do interior de São Paulo por fáceis 84-65.

Com o placar, os cearenses voltam a figurar com 50% de aproveitamento (4 vitórias e 4 derrotas) e em 9º lugar. Já a equipe do interior paulista melhora seu aproveitamento para 40% (4 vitórias em 10 jogos) estando 11º. O SKY/Basquete cearense volta a jogar pelo NBB no dia 5 janeiro, quando visita o Suzano às 18h (de Brasília), no ginásio Paulo Portella. Já o Winner/Kabum/Limeira recebe a Liga Sorocabana no mesmo dia no ginásio “Vô” Lucato, às 19h (de Brasília).

Para Drudi, ala-pivô do Basquete Cearense, a derrota não apaga a boa trajetória que o time fez em casa até aqui. “Nós temos que levantar a cabeça. O mérito de ter deslocado nossa defesa e tido um bom aproveitamento de três é todo deles”, disse.

Mesmo com o público de aproximadamente 1.700 pessoas vaiando e torcendo contra, Limeira não se intimidou e começou tomando as rédeas do duelo, abrindo vantagem. A equipe paulista abriu 7 pontos (9-2) nos primeiros minutos e soube administrar a diferença até o final do 1º quarto, vencendo por 6 (25-19). O segundo quarto foi ainda pior para o time mandante, com demasiados erros no ataque resultando em alguns pontos de contra-ataque. O Basquete Cearense anotou apenas 11 pontos e chegou a estar perdendo por 16, mas conseguiu diminuir para 13 (30-43) antes do intervalo, dando um pouco de alento para sua torcida.

O segundo tempo começou com cinco pontos seguidos dos donos da casa, o que passou a impressão de que a sorte havia mudado de lado. Mas foi por pouco tempo. Aproveitando-se de bolas precipitadas e de bons ataques em transição, Limeira diminuiu o ímpeto da torcida e terminou quarto vencendo por 24-17, abrindo ainda mais (67×47) e praticamente matando o embate.

O último período foi mais do mesmo, com o BC mostrando uma leve reação (55-70) logo nos 2 primeiros minutos de quarto. Mas não passou disso. Méritos da equipe comandada por Demétrius, que soube controlar bem o ritmo de jogo e administrar a vantagem, perdendo o quarto por apenas 1 ponto (19-18) mas vencendo a partida por 84-65 para tirar a invencibilidade do time de Alberto Bial como mandante após 4 jogos em Fortaleza.

Após a peleja, Demétrius ressaltou a importância da conquista: “Essa vitória representa, para nós, embalar no campeonato. A gente vinha de algumas derrotas que não estavam previstas e, com essa vitória, a gente acaba recuperando uma derrota inesperada. Foi importante a postura que a equipe entrou, que proporcionou um bom volume de jogo”, afirmou.

Opinião
Os donos da casa sofreram com a marcação zona do adversário e com o baixo aproveitamento dos arremessos de quadra. Além disso, achei que Bial deixou pouco tempo em quadra Dragovic e André. O time continua sofrendo com os rebotes (45-29 para Limeira). Pelo único jogo que vi da equipe paulista na competição, gostei bastante. Mostrou boa organização e bom poderio ofensivo. Creio, apenas, que precise ajustar o aspecto defensivo. Acredito que Limeira vá subir na tabela pois tem elenco e comissão técnica para isso, podendo chegar nos playoffs.