Bala na Cesta

Arquivo : Leandrinho

Trocado para o Washington, Leandrinho tem vida indefinida na NBA – qual o seu futuro?
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Fábio Balassiano

Na semana passada, no último dia de trocas da NBA, Leandrinho foi trocado pelo Boston Celtics para o Washington Wizards (desesperados por alguma força na ala/armação, os verdes foram atrás de alguém que conseguisse comer minutos da rotação que tinha apenas o veterano Jason Terry e os jovens Courtney Lee e Avery Bradley). Como está lesionado no joelho, pode ser que o brasileiro nem vista a camisa do time da capital. Por isso fica a dúvida: qual o futuro dele na liga?

De cara, digo que não é fácil conjecturar, não. Leandrinho sofreu uma grave lesão no joelho, ficará de seis a oito meses parado, só retornará às quadras no começo da próxima temporada (já pensaram por aí que a seleção brasileira não terá Anderson Varejão e ele na Copa América?) e terá que procurar emprego (sempre bom lembrar, também, que ele está indo para sua quinta franquia nas três últimos anos – Phoenix, Toronto, Indiana, Celtics e agora Washington). É agente-livre vindo de lesão no joelho, pensem só nisso.

Danny Ainge, gerente-geral do Boston Celtics, disse que gostaria de contratá-lo para a próxima temporada, mas embora a possibilidade exista (não há nenhuma “trava” na regra de transferências que impeça um jogador trocado por outro na temporada anterior de voltar no ano seguinte) é algo que ninguém pode contar. No momento é muito mais provável que ele busque outro time e que tenha até grandes dificuldades para isso (lembremos que Leandrinho perdeu a pré-temporada deste ano).

Não dá pra criticar Leandrinho por querer ficar na NBA (eu também quereria, obviamente), mas acho que ele precisa ter em mente que seu caminho na principal liga de basquete do mundo pode não ser a única opção. Voltar ao Brasil e liderar uma franquia do NBB (acho que esta é uma grande chance de ocorrer, hein), jogar em um basquete de alto nível na Europa não são possibilidades ruins, e acho válido que ele já esteja ao menos com isso na cabeça.

O que será que acontece com Leandrinho? Volta ao Brasil? Fica na NBA? Ruma para a Europa? Comente!


Gerente-geral do Boston diz que quer renovar com Leandrinho mesmo com lesão no joelho
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Fábio Balassiano

Boa notícia para o brasileiro Leandrinho, que rompeu os ligamentos do ligamento cruzado anterior na segunda-feira na partida contra o Charlotte Bobcats (leia mais aqui e aqui) e cujo contrato termina ao final deste campeonato. Em declaração a Chris Forsberg, da ESPN-Boston, Danny Ainge, gerente-geral do Boston Celtics, disse que pretende renovar com o brasileiro mesmo após a lesão.

“Nós amamos Leandrinho. Mesmo acima do orçamento, decidimos contratá-lo. Ele estava indo muito bem e imaginávamos que ele poderia, agora com a ausência do Rondo, nos ajudar ainda mais. Pena que não será possível nesta temporada. Foi uma perda grande”, afirmou Ainge, lembrando que a franquia assinou contrato de um ano apenas mas que pretende renová-lo.

Não sei se poderia haver notícia melhor para Leandrinho, que agora se prepara para operar o joelho. Obviamente que Ainge deu apenas um indicativo do que gostaria de fazer, mas me parece uma atitude bem digna, bem correta em um ambiente pra lá de profissional. O mais fácil, para o Boston ou qualquer outra franquia, seria pagar pelos custos médicos (óbvio), mas não assinar novo contrato com alguém que não se sabe como voltará às quadras – não há obrigação alguma para isso, diga-se de passagem.

Bola dentro para Ainge, boa sorte para Leandrinho e que ele assine a renovação o quanto antes.


Confirmado: Leandrinho rompe ligamento do joelho esquerdo e está fora da temporada
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Fábio Balassiano

Está confirmada a notícia que acabei dando aqui hoje de manhã. Os exames realizados nesta terça-feira nos Estados Unidos confirmaram que o brasileiro Leandrinho Barbosa, do Boston Celtics, rompeu mesmo o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e está fora do restante da temporada da NBA. Notícia pior, evidentemente, não poderia existir – para ele e para os verdes.

Para os verdes, porque é o terceiro jogador a ficar de fora da temporada. Sem Jared Sullinger e Rajon Rondo há uma semana, agora é a vez de Leandrinho, que estava começando a “comer” minutos de Rondo na armação. Agora os Celtics terão que contratar alguém para a posição (Shelvin Mack está cotadíssimo).

Para Leandrinho, a notícia é ainda pior. Não só por causa dos altos e baixos que ele enfrentava na temporada antes da lesão de Rondo, mas sim porque seu contrato é de apenas uma temporada (no caso, esta). Como a recuperação demora de nove a doze meses, ele terá que fazer seu tratamento na expectativa de uma franquia para contratá-lo. O lado emocional terá que andar junto com o físico, portanto – e isso não será fácil.

Muita sorte pra ele na recuperação desta lesão. É chata pacas (já tive, em 2008, e é, com todo respeito, um porre pra se recuperar), mas Leandrinho certamente passará por cima disso. Sucesso a ele, mais uma vez.


Que zica em Boston: Leandrinho machuca joelho e pode perder restante da temporada da NBA
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Fábio Balassiano

Não anda fácil a vida para jogador de basquete em Boston. Depois de Rajon Rondo, que rompeu os ligamentos cruzados de seu joelho, e Jared Sullinger, que lesionou suas costas (ambos estão fora da temporada), ontem foi a vez de Leandrinho se machucar com gravidade. Ainda não se sabe exatamente qual foi a lesão, mas as primeiras impressões sobre o joelho do armador brasileiro não são das melhores, não.

No final do terceiro período do jogo de ontem entre Celtics e Bobcats (vitória do Charlotte por 94-91), Leandrinho partiu para a infiltração (veja vídeo abaixo a partir de 01:10), deu uma torcida no joelho e não conseguiu continuar mais pisar na quadra. Foi carregado pelo também brasileiro Fab Melo e pelo preparador físico do Boston para o vestiário, e não retornou às quadras. Os primeiros exames serão feitos nesta terça-feira, mas as declarações de Kevin Garnett e do técnico Doc Rivers não animam muito, não:

“É difícil, cara. Você trabalha com esses caras e de repente vê lesões que terminam com a temporada. É difícil. Já tivemos dois casos assim, e pode ser que agora tenhamos mais um com Leandrinho”, Garnett.

“L.B. (Leandro Barbosa) estava começando a jogar muito bem e agora acontece isso. Vamos rezar para que esteja tudo bem. Mas, a primeira vista, não estava bacana ali no vestiário, não. Esperemos por mais notícias na terça-feira”, Doc Rivers.

Vamos aguardar notícias nesta terça-feira, mas lesões no joelho já sabemos como são. Torçamos para que não seja nada grave com Leandrinho, que, como disse Doc Rivers, estava começando a ganhar minutos e confiança em Boston.


Único reserva a não entrar em vitória do Boston, Leandrinho está em situação difícil no Celtics
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Fábio Balassiano

Não está mesmo fácil a situação de Leandrinho em Boston. Ontem, na quinta vitória seguida de seu time (foi contra o Houston, por 103-91), ele foi o único reserva a não pisar em quadra. Todos os outros (Lee, Sullinger, Collins, Terry e Green) entraram por no mínimo dez minutinhos.

Não era difícil de ser prever o que aconteceria com Leandrinho, né. No dia 28 de dezembro de 2012 escrevi aqui que depois de resolver suas pendências pessoais aqui no Brasil, o ala-armador teria muita dificuldade para recuperar os minutos na rotação de Doc Rivers. E assim tem sido. Avery Bradley voltou, é titular, e Courtney Lee e Jason Terry fazer a rotação na armação e na posição 2. Para Leandrinho, sobraram os minutos de jogos já decididos ou a ausência de um dos quatro que jogam (os três citados e Rajon Rondo).

Foi assim, aliás, que Leandrinho conseguiu seus únicos 23 minutos desde o dia 21 de dezembro. Quatro vieram na surra que o Boston levou do Sacramento (118-96). Outros seis, na fácil vitória contra o Indiana (94-75). Nesta segunda-feira, quando teve 13 minutos contra o Knicks, Rajon Rondo, suspenso, não atuou. O brasileiro teve 13 minutos, não errou nenhum de seus três arremessos, deu três assistências, mas mesmo assim a situação não mudou quando o camisa 9, titular absoluto da armação, voltou.

Está muito claro que Leandrinho perdeu completamente seu espaço na rotação do ótimo técnico Doc Rivers (acho que ninguém é maluco de criticá-lo, certo?). Forçar uma troca, para talvez reencontrar Mike D’Antoni e Steve Nash no Lakers, talvez seja o mais recomendável, mas não creio que o Boston troque sua única peça de reposição para Rondo, Lee, Terry e Bradley justamente quando se encontrou na temporada.

Situação mais difícil impossível para Leandrinho, não?


Leandrinho está no Brasil, aumenta rumores, mas tem volta prevista para Boston até 1/1/2013
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Fábio Balassiano

Todo mundo tem achado estranho que, depois de bom começo, Leandrinho tenha perdido espaço na rotação do Boston Celtics de duas semanas pra cá, fato que gerou o descontentamento de sua mulher e que foi reportado pelo Lancenet inclusive (aqui o link).

Converso diariamente com o brilhante companheiro Fábio Aleixo, do Lance!, e hoje ele me mostrou matéria que apontava o ala-armador chegando ao Brasil com sua esposa (aqui o link).

Tentamos, ele e eu, contato com seu empresário, Arthur (irmão de Leandrinho), mas não foi possível. Mas logo depois surgiu outro link, este dizendo que o brasileiro foi liberado pelo Boston para resolver problemas pessoais no Brasil, tendo sua volta provável para os EUA no primeiro dia de 2013 (aqui a matéria).

Ou seja do ou seja: está tudo muito, muito estranho. Se há um problema pessoal, Leandrinho tem todo direito de tentar resolver sem fazer barulho/alarde. Se for algo diferente disso, logo saberemos.

No momento, portanto, os rumores só tendem a aumentar por causa da falta de informação provocada por um cara que, insisto, vinha jogando muitíssimo bem pelo Boston Celtics neste começo de temporada. Só lembrando: não é comum franquias da NBA liberarem seus atletas durante a temporada. Sorte e sucesso para ele neste momento, aconteça o que estiver acontecendo.

Qual será o futuro dele na NBA? Comente!


Em entrevista ao UOL, Leandrinho está pronto pra virar cascudo no Boston: ‘Serei igual a eles’
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Fábio Balassiano

“Estou muito feliz. Sempre que saio na rua para fazer um exame as pessoas vêm e me dão os parabéns, desejam boa sorte. Estou muito feliz com essa contratação, está sendo legal para ambas as partes”

“Na vida não existe a última chance. É mais uma chance que tenho de poder chegar (ao título). O que busco é ser campeão da NBA, não quero ser melhor do que um ou outro. O passado que tive aqui foi bom e todos sabem no que posso ajudar. É o mais importante”

“É tudo uma questão de adaptação. Fiquei muitos anos no Phoenix, às vezes você encontra um estilo de jogo diferente [em outras equipes] e a adaptação não é boa. A gente acha que não vai atrapalhar no resultado, mas querendo ou não atrapalha. O importante é estar aqui, em um bom time e que corre bastante, que é a minha função. Como o Danny Ainge quer que eu jogue na posição 1, vou atacar bastante a bola. Isso pode ser uma coisa boa”

“Serei igualzinho a eles, estou no time deles agora. Quando estava do outro lado e jogava contra, pensava a mesma coisa [não gostava dos Celtics]. Agora estou do outro lado e tenho que fechar com eles. Se tiver que fazer [provocar os adversários], vou fazer”

Estas declarações estão aqui no UOL, na entrevista exclusiva que os jornalistas Daniel Neves e Luiz Paulo Montes fizeram com Leandrinho na tarde de ontem. Que ele tenha todo sucesso no Boston Celtics nesta temporada (seu salário, confirmado pelos sites americanos, será de US$ 1,2 mi). Mas que ele tenha claro na cabeça: seu lado defensivo precisará estar MUITO na ordem do dia. Para jogar com Doc Rivers, é preciso defender.

Os verdes ainda têm dois amistosos na pré-temporada (Knicks hoje e Sixers amanhã), mas não sei se ele entrará em quadra. Caso não, sua estreia será mesmo no dia 30 de outubro, contra o Miami, grande rival dos Celtics, na abertura da temporada da NBA.


Com contrato assinado, o que esperar do brasileiro Leandrinho no Boston Celtics?
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Fábio Balassiano

A esta altura dos acontecimentos você já deve estar sabendo que o brasileiro Leandrinho Barbosa é o novo reforço do Boston Celtics. Depois de interesse antigo, retratado aqui neste blog em fevereiro deste ano, os verdes abriram espaço no elenco e assinaram com o ala-armador para esta temporada. Sem dúvida, uma grande notícia para ele, que estava com medo de não participar desta temporada da NBA – de quebra, atuará por uma das mais tradicionais franquias da liga norte-americana.

De cara, quando se olha para o elenco dos Celtics (veja mais aqui), o que se imagina é que os minutos de Leandrinho por lá não serão dos maiores. Rajon Rondo é o titular absoluto da armação, e Jason Terry, Avery Bradley e Courtney Lee disputam os 48 minutos da posição 2, onde, teoricamente, Barbosa entra na jogada. É evidente que o brasileiro não se sente confortável, e nem é tão bom quanto na ala jogando na armação, mas os Celtics não têm armador reserva no elenco – e não duvido que Doc Rivers tenha pensado no ex-jogador do Phoenix, Indiana e Toronto para esta função. Ganhar dez, 12 minutos por noite como reserva de Rondo não seria ruim, não.

Além disso, há um ganhador indireto nisso tudo – e que ainda não foi mencionado. É o também brasileiro Fab Melo, que tem tido problemas imensos em sua adaptação a NBA (algo absolutamente esperado). Com o compatriota Leandrinho ao seu lado, o pivô poderá aprender mais facilmente, e ouvirá conselhos de alguém com experiência de sobra na liga. Imagino que não deva ser fácil aturar Kevin Garnett todos os dias nos treinos (seu nível de exigência é altíssimo, sabemos), e com Barbosa por lá Fab poderá crescer também.

Ontem conversei com um amigo e não conseguimos fazer projeção de minutos para Leandrinho nesta temporada. Bradley está voltando de contusão e é um jogador de terceiro ano (ainda jovem), Lee é instável pacas e Jason Terry acaba de completar 35 anos. Parece claro que Leandrinho terá tempo de quadra. É chegar, aprender muito rápido com Doc Rivers, entrar no espírito da franquia e conquistar seu espaço aos poucos. Isso, claro, sem pensar em sua carreira no longo prazo também – o contrato é de um ano, não nos esqueçamos disso.

Para quem estava arriscado a ficar de fora da temporada da NBA, jogar no Boston Celtics já é um baita lucro, não resta a menor dúvida.


Leandrinho admite contato de Lakers, Suns e Nets, mas não traça prazo para voltar à NBA
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Fábio Balassiano

Conforme disse aqui mais cedo, Leandrinho Barbosa está treinando no Flamengo até que a sua situação na NBA se resolva. Na manhã desta terça-feira, estive lá na Gávea para bater um papo com ele. Na entrevista absurdamente sincera, ele disse que a pergunta que mais tem respondido a amigos é ‘pra que time você vai?’, falou sobre o desempenho da seleção brasileira na Olimpíada de Londres, contou que, através de seu irmão e agente Artur Barbosa, tem mantido contato com algumas equipes (Brooklyn Nets, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns na frente), que a paciência tem sido sua principal aliada neste momento complicado de sua carreira e admitiu que, sim, acredita que os times estão tentando segurar ao máximo o acerto para que o valor final do contrato seja menor. Confira a íntegra da entrevista com o ala, escolhido o melhor reserva da temporada 2006-2007 da liga norte-americana de basquete

BALA NA CESTA: Como estão as negociações com a NBA? Você traçou algum prazo limite para que sua situação seja resolvida?
LEANDRINHO BARBOSA: Em termos de prazo, eu não tenho nenhum. Até mesmo se começar a temporada e acontecer de algum time estar interessado no meu basquete pode acontecer. Há alguns clubes que meus agentes estão conversando, e falei com meu irmão ontem sobre isso. O problema é que essas negociações são demoradas, por vezes se arrastam. Não foi só comigo, tem vários jogadores que estão na mesma situação. Mas pode também não acontecer. Estou sabendo disso, e preciso manter os pés no chão. Há times interessados, isso é o mais importante.

BNC: Você poderia falar quais times estão interessados no seu basquete?
LB: Estou conversando, entre outros, com o Phoenix Suns, franquia que tenho uma história, uma vida por lá, com o Brooklyn Nets, que nos procurou com mais força e com o Los Angeles Lakers – está bem quente com o pessoal de lá também. O Steve Nash (armador que jogou com Leandrinho em Phoenix) me mandou uma mensagem pra eu ir pra lá, inclusive. Quando estava nas Olimpíadas este papo aconteceu bem forte, mas aí eles assinaram com outro ala (Jodie Meeks) e depois esfriou um pouco. Eles têm muitos armadores (posição 1), e caso me contratem teriam que tirar um deles do elenco. Está cedo, tenho que esperar.

BNC: Hoje publiquei no blog que uma interpretação possível sobre o que está acontecendo com você é que, no português claro, as franquias estão tentando cozinhar ao máximo a negociação para que o seu valor seja diminuído. Você acha isso possível?
LB: Sim, pode ser, pode ser. É um negócio (ele fala em inglês a palavra business), então tudo que eles possam fazer pra poder abaixar o valor eles vão fazer. Acontece, e é preciso ter paciência. Não penso mais em dinheiro, mas sim na possibilidade de ser campeão.

BNC: Você cogita jogar pelo salário mínimo da NBA por uma temporada pensando em se valorizar e buscar um valor maior para o campeonato de 2013-2014?
LB: Se for para um time bom, grande, que busca título, sim, vale a pena. O teto salarial caiu, baixou muito com o locaute, e está muito diferente em relação ao que era. Já sei que vou receber bem menos do que eu recebia, mas eu não sei como vai ser. Se será o mínimo, o teto de veterano ou algo do gênero, ainda não sei. Depende muito do time, e de como as negociações desenrolam. Pode não acontecer também, e isso está bem claro em minha cabeça.

BNC: Houve alguma possibilidade de você jogar de armador em algum destes contatos, ou você continua sendo visto pelos times da NBA como um ala?
LB: Teve a possibilidade de eu jogar de armador reserva do Nash no Lakers. Seria como foi um pouco no Phoenix. Eu seria um ala reserva, mas também com algum tempo na armação. Disse que faria isso com o maior prazer, sem problema algum.

BNC: E como seria jogar com o Kobe? Vocês foram rivais durante muito tempo naquela época em que Phoenix e Lakers se “amavam”muito em quadra, né…
LB: (Risos) Seria diferente, né. Eu não sei, cara, não dá pra falar muito. A gente se gosta bastante fora da quadra. Dentro é um trabalho sério, todo mundo quer ganhar e tivemos duelos que ficaram marcados. Fora de quadra a gente é amigo, conversamos um pouco sobre isso na Olimpíada de Londres. Seria totalmente diferente, muito bacana, uma experiência bacana jogar ao lado dele e do Nash novamente. No Lakers a chance de título é bem maior. Aí sim vale a pena ganhar o salário mínimo da liga, ou seja, brigando pra ser campeão. Penso muito, neste momento, em título, em troféu, em jogar uma final de NBA.

BNC: Você é um cara com uma história na NBA, teve média de 18 pontos em 2007 e agora se vê em uma situação inusitada de não ter contrato para a próxima temporada. Você chega a pensar que esqueceram de você?
LB: Não penso assim, não. Fiz um trabalho legal lá. Meus agentes lá ficam falando que por causa do meu histórico os times pensam que vou pedir muito, mas não é nada disso. Eles reconhecem meu trabalho, isso é o mais importante.

BNC: Caso não aconteça a negociação com a NBA, você admite jogar no Brasil ou pensa em ir pra Europa?
LB: Se não for nos Estados Unidos, eu volto pro Brasil para ficar perto da minha família. Seria muito bom pra mim e principalmente pra minha filha (Alicia, de três anos).

BNC: Sua esposa, a atriz Samara Felippo, torce para que aconteça o quê?
LB: (Risos) Prefiro nem perguntar muito pra ela, cara. Ela fica ali, só escutando, não fala muito. Ela deve torcer para que eu venha pro Brasil, mas preciso esperar.

BNC: Como você enxerga essa relação do Flamengo com você. Ficou pouco tempo aqui, e até hoje sua foto está ali no ginásio.
LB: É um carinho muito grande, muito bacana, e eu não consigo nem explicar. Só consigo agradecer mesmo. Eu nunca vou esquecer na vida o que passei por aqui. Espero um dia estar de volta. Entrei aqui ontem e vi aquela foto (ele aponta pra parede onde está uma foto sua imensa, com a camisa 28). Fiquei muito feliz e disse: ‘Poxa, não tira ela dali, não’. Vontade de ficar sempre existe, é grande, mas eu não sei como serão os próximos dias. O Flamengo sempre abre as portas pra mim, e quem sabe o que pode acontecer no dia de amanhã. Não descarto nada, mas não dá pra dizer que vou ficar aqui.

BNC: Pra fechar: sobre a Olimpíada de Londres, qual é a avaliação que você faz do desempenho da seleção brasileira?
LB: Lógico que a gente poderia ter ido melhor, faltou pouco, mas estávamos há muito tempo longe da Olimpíada e fizemos uma boa campanha. Mostramos que temos capacidade de jogar em alto nível, mas infelizmente não cumprimos o objetivo e o sonho que tínhamos. O técnico Rubén Magnano fez um excelente trabalho e temos certeza que se continuarmos fazendo nosso trabalho os resultados virão. Foi nossa primeira experiência olímpica, tudo era novidade, e nos próximos campeonatos estaremos ainda mais fortes.


Mais um pouco sobre a situação de Leandrinho, que está treinando no Flamengo
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Fábio Balassiano

Nada de muito novo com a situação de Leandrinho na NBA. Nenhum time parece realmente interessado em contar com seus (bons) serviços, e com isso o ala, ex-Toronto, Phoenix e Indiana foi treinar no Flamengo (na foto, enviada pela assessoria do clube, ele está ao lado de Marcelinho Machado em treino realizado na Gávea – nesta terça-feira ele promete falar com a imprensa). E foi por causa de Leandrinho que fiquei cerca de duas horas conversando com um amigo bem influente na liga norte-americana.

Depois do papo, pedi para que ele me enviasse um resumo da situação do brasileiro. Não posso citar o nome dele, mas o cara trabalha na NBA há mais de 20 anos, conhece muito sobre essa relação franquia/jogador e já conversou com Leandrinho algumas vezes. Vamos lá:

“Fala, Fábio. A situação do Leandrinho realmente é uma das mais desconfortáveis para um jogador de seu calibre. E se digo um ‘de seu calibre’ é porque por aqui todos sabemos que seu talento é altíssimo. Quando teve funções definidas, em Indiana e Phoenix, principalmente, desempenhou bom papel e foi reconhecido por isso. Ninguém é eleito o melhor reserva da NBA, faz mais de 18 pontos de média em uma temporada e joga final de Conferência com brilho se não tiver talento. Portanto, sua questão está longe de ser técnica.

O que acho que houve foi um erro de avaliação do cenário do basquete neste ano. Acabamos de passar por um locaute, e as franquias teriam que se adequar às novas regras do acordo trabalhista. Com isso, quase todo mundo teve que correr como louco rumo ao limite salarial, não podendo estourar tanto como nos últimos anos. Some-se a isso a Olimpíada de Londres, e a situação de Leandrinho se agravou horrores.

Não que ele não mereça um salário alto, mas talvez o momento não seja, digamos, propício para se arriscar muito. Se não fosse o desespero do Lakers em dar um time decente para Kobe Bryant, garanto a você que Steve Nash ralaria muito para ficar com um salário acima do oferecido aos veteranos (tirando o desesperado do Toronto, claro). Isso pra ficar em apenas um exemplo. Talvez, portanto, o mais recomendável para Leandrinho tivesse sido aceitar uma oferta baixa por um ano, para no final da temporada 2012-2013 pleitear algo. Seria o famoso plantar pra colher lá na frente, no médio ou longo prazo.

Agora, pelo que eu vejo das franquias da NBA, a situação piora, e acho se ele assinar pelo mínimo já será um lucro danado. E é com este desespero de Leandrinho que os times da liga agora acabam jogando. Há ótimos jogadores sem contrato ainda (Pietrus, Davis, T-Mac), e quanto mais as equipes ‘cozinharem’ a situação, menor pagarão por estes atletas. É cruel, mas é assim que funciona, posso te garantir.

Comentou-se muito a possibilidade de Leandrinho ir para os Lakers, na vaga que foi ocupada pelo Meeks, ex-Sixers, mas não sei se seria uma boa. Conforme disse acima, ele precisará jogar muito bem para voltar a ter o valor de mercado que realmente merece. Ou seja: tempo de quadra e liberdade para pontuar, sua principal qualidade, serão fundamentais. Por isso, é muito mais prudente, não para agora, mas sim para seu futuro na liga, que ele encontre uma franquia média, fraca mesmo, em que possa jogar 25, 30 minutos e registrar bons números.

Não dá pra dizer que a temporada 2012-2013 já está perdida para Leandrinho, mas é bom ele ampliar seu olhar neste momento. Todo mundo por aqui, e insisto nisso, conhece seu talento, mas faltam dois meses para a temporada e ele está sem clube. Ou seja: é o desespero do atleta que precisa de um time contra elencos praticamente montados que podem ‘cozinhar’ um grande jogador para pagar bem menos do que ele realmente vale. Jogar em um Bobcats, em um Cleveland, em um Orlando Magic (talvez o principal time para bancá-lo neste momento) seja o mais recomendável.”

Concordam com a análise do meu amigo? Comentem na caixinha!