Bala na Cesta

Flamengo supera primeiro tempo desastroso, vence Paulistano e abre 2 a 0 na série

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após vencer a primeira partida da série de quartas-de-final em São Paulo, o Flamengo reencontrou sua torcida nesta quinta para o segundo duelo diante do Paulistano. E se o triunfo rubro-negro na capital paulista veio com bastante suor, a vitória de ontem foi ainda mais difícil. O líder da fase de classificação precisou do apoio da massa, que lotou o ginásio do Tijuca, para reverter uma desvantagem que chegou a ser de 19 pontos no primeiro tempo. Com a pontaria afiada na etapa final, o Flamengo superou o aguerrido time de Gustavo de Conti por 80-76 e abriu dois a zero na série. Uma nova vitória no sábado (21h30), também no Tijuca, garante o time de José Neto nas semifinais.

Cada time dominou um tempo no jogo desta quinta. Os dois primeiros quartos foram do Paulistano. Com uma defesa impecável e muita precisão nos tiros de fora, a equipe visitante abriu de cara 11-2, forçando o técnico José Neto a pedir tempo. Mas nem a parada serviu para o Flamengo reagir. Marquinhos, cestinha do primeiro duelo, foi completamente neutralizado pela forte marcação dos paulistas. As outras principais armas ofensivas do time carioca, como Olivinha e Benite, também não se encontravam em quadra. O ala Eddy estava em boa noite e os habilidosos armadores André (Manteguinha) e Elinho contribuíram para os visitantes fecharem o primeiro período com vantagem de oito pontos: 21-13. A segunda parcial foi terrível para o Flamengo. Se os titulares já não estavam em boa noite, os que vieram do banco erraram ainda mais. Nos primeiros cinco anotaram apenas dois pontos, enquanto o Paulistano fez dez. A defesa dos comandados de Gustavinho manteve a pegada, não deixando o ataque rubro-negro respirar. Com isso, abriram 19 pontos (36-17). Com uma bola de três do paraguaio Bruno Zanotti nos segundos finais, o Flamengo cortou a diferença para 16 e a primeira metade terminou 38-22 para os visitantes.

Na volta do intervalo, a postura da equipe de José Neto mudou radicalmente. O time passou a defender com muita consistência e o ataque, que tem média de 90,8 pontos por jogo na competição, voltou a fluir. Marquinhos, que tinha anotado apenas cinco pontos no primeiro tempo, acordou no terceiro quarto, acertando três bolas de três seguidas e incendiando a torcida. Os cariocas foram encostando no placar e o Paulistano claramente saiu de seu sistema de jogo. No entanto, o Flamengo perdeu Caio Torres ainda no terceiro período. Após cometer sua quarta falta num lance de ataque, o pivô foi tirar satisfação com a arbitragem, levou uma técnica e foi eliminado da partida. Inconformado, Caio ainda discutiu asperamente com o auxiliar técnico do Flamengo, Diego Falcão, no banco de reservas. Mesmo assim o time não perdeu o foco e numa bola de três de Benite faltando 15 segundos para o fim o rubro-negro passou a frente pela primeira vez (53 a 52). Ainda deu tempo para Zanotti converter outra bola de três, no estouro do cronômetro, levando o ginásio à loucura.

Quando tudo indicava que o embalado Flamengo abriria vantagem no marcador, o Paulistano não se abateu com o terceiro quarto ruim e manteve o equilíbrio no último período. Cinco jogadores do time paulista terminaram a partida com mais de 10 pontos. Eddy e Toyloy tiveram 16 e 13 pontos, respectivamente. Elinho anotou 12. André e Alex contribuíram com 11. No Flamengo, destaque novamente para Marquinhos, que superou o fraco primeiro tempo e foi o cestinha da partida com 19 pontos. Benite e Kojo anotaram 12 cada um e Shilton, que jogou bastante tempo devido à exclusão de Caio, apesar de errar muito, fez 11 pontos. Aliás, o pivô reserva do Flamengo foi personagem de uma polêmica no fim do jogo. Faltando cerca de dois minutos, os mandantes venciam por cinco quando o Paulistano, provavelmente inspirado nos adversários dos Lakers na NBA, que adoram mandar Dwight Howard para a linha do lance-livre, sua inimiga número um, inventou um “hack-a-Shilton”, estratégia que desagrada muita gente. Confesso que não curto muito, mas não há nada na regra que impeça um time de agir dessa forma. Portanto, pode ser feio, mas não ilegal. E a tática deu certo, pois assim como o pivô dos Lakers Shilton teve aproveitamento pífio na linha (3/11 no jogo), errando quatro lances seguidos nos últimos minutos. Os visitantes cortaram a diferença para apenas um pontinho (77 a 76). Faltando 15 segundos, José Neto tirou Shilton da quadra porque sabia que o pivô seria alvo de mais uma falta do adversário. Os lances-livres caíram na mão de Olivinha. Ele acertou o primeiro e errou o segundo, mas apareceu Duda para pegar o rebote decisivo, passando a bola rapidamente para Olivinha, que foi cobrar mais dois lances. Desta vez, ele converteu ambos, garantindo a vitória do rubro-negra.

O ala Marquinhos exaltou a força da torcida, segundo ele, fundamental para a vitória. “Fomos muito mal no primeiro tempo, forçando as jogadas e com baixo aproveitamento, mas no segundo tempo as coisas se encaixaram. A torcida foi muito importante. A gente sabe que depende muito dela para chegar ao título e força que ela nos dá é fundamental para as vitórias”, afirmou o cestinha do NBB. Já o técnico Neto, também exaltou a reação da equipe e disse não condenar a postura do Paulistano no fim do jogo. “No primeiro tempo não jogamos de acordo com o estilo da equipe do Paulistano. Era como se estivéssemos sambando num show de rock. Depois a equipe se acertou e demonstrou muita força para reagir. A estratégia de fazer faltas no Shilton eu considero normal, faz parte do jogo e até deu certo para eles. Só acho que quando isso acontece com o jogador fora da bola, deveria ser marcada a falta anti-desportiva, como foi na primeira, mas teve outra que também deveria ter sido”, disse o comandante rubro-negro.

Pelo lado dos paulistas, o técnico Gustavo de Conti lamentou a queda de produção defensiva do time. O jovem treinador também pediu mais critério da arbitragem. “A arbitragem hoje foi boa, não interferiu no resultado. Mas eu espero que no próximo jogo os três árbitros que forem apitar marquem as mesmas faltas que marcam sobre o Marquinhos e o Benite, especialmente esses dois, no Elinho e no André, que são jogadores tão agressivos (procuram a cesta, partem para cima) quanto o Marquinhos e o Benite e os árbitros muitas vezes não marcam neles as mesmas faltas que marcam nos dois do Flamengo”, afirmou Gustavo.

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Tentando impedir a 5ª derrota seguida, Flamengo joga em Joinville para seguir na liderança

Jogo importante para o Flamengo logo mais em Joinville (às 19h, com promessa de transmissão do Sportv).

O time de José Neto (que, ao lado de Kojo e Shilton – os três na foto do post – farão seu retorno a cidade depois de brilharem por lá) jogará no Sul para manter a liderança do NBB (tem uma derrota a menos que Brasília, embora leve vantagem em um eventual critério de desempate) e para evitar a quinta derrota consecutiva na temporada (perdeu de Bauru pela competição nacional e de Lanús, Mavort e Pinheiros na Liga das Américas).

Ainda não acho que as quatro partidas seguidas com revés sejam motivo para pânico no Flamengo, mas estou curioso para ver como jogadores e comissão técnica irão reagir emocionalmente depois do baque que foi a eliminação na Liga das Américas e da perseguição que tem sido feita por Brasília ao rubro-negro no NBB (o time da capital já tem 16 vitórias seguidas e está em clara ascensão).

“A gente não pensa para trás, temos que olhar sempre para frente. Do mesmo jeito que conquistamos 20 vitórias seguidas no início da temporada, essa nossa sequência negativa não quer dizer nada. Temos que pensar no que precisamos fazer para vencer, assim como estávamos fazendo antes. Todo jogo é importante e sabemos disso”, explicou o treinador flamenguista José Neto ao site da Liga Nacional.

A grande vantagem do Flamengo é que o rival de logo mais no Centreventos, o Joinville, é um time praticamente eliminado, com uma campanha ruim (9-20) e cujos últimos três jogos foram com derrotas (Brasília, Bauru e Liga Sorocabana).

Será que o Flamengo sai vitorioso de quadra logo mais?

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Impecável, Flamengo vira o jogo, vence São José e chega a 20 jogos sem derrota no NBB

Por um momento eu pensei que a série de 19 jogos sem perder do Flamengo terminaria na noite desta terça-feira. O time de José Neto levou 21-10 no segundo período, começou o segundo tempo em desvantagem, teve Benite em noite pra esquecer (dois pontos e 1/5 nos chutes) e viu a inflamada torcida de São José acreditar na vitória.

Mas no final nada diferente: o rubro-negro teve sangue frio, contou com ótimas atuações de Kojo (17 pontos, quatro assistências e a cesta a 30 segundos do final) e Marquinhos (20 pontos, sete rebotes e três assistências) e venceu os joseenses por 84-82 (nos segundos finais, Jefferson Willian foi bloqueado e Dedé não conseguiu converter o arremesso longo no estouro do cronômetro).

Com o resultado, o Flamengo chega a 20 vitórias e nenhuma derrota no NBB, aumentando ainda mais o recorde na competição e espantando de vez o fantasma chamado São José, último time a derrotá-lo em competição nacional. Fica a pergunta: quando será a primeira derrota do clube da Gávea no campeonato? Comente!

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Diante de fanática torcida, Flamengo vence Limeira, amplia recorde e mostra força no NBB

Acho que todo mundo aqui sabe que eu não sou rubro-negro, mas o que vi ontem no ginásio do Tijuca a partir das 18h foi um verdadeiro espetáculo. Não sei exatamente quantas pessoas estavam ali (duas, três mil pessoas), mas as arquibancadas estavam lotadas para ver o líder invicto do NBB jogar contra Limeira. E, sinceramente, pouco importava o que aqueles dez gigantes faziam em quadra. Os fanáticos torcedores do Flamengo cantavam, gritavam, urravam e xingavam os rivais sem parar. Já fui a inúmeras partidas de basquete, a maioria do time da Gávea no próprio Tijuca, mas eu não me lembro de uma química tão grande entre time e torcida, não.

CORRESPONDENTE BNC: PINHEIROS VENCE BASQUETE CEARENSE EM FORTALEZA

E aí o resultado se vê em quadra. Um time organizado, com uma defesa consistente (nada de extraordinário, não, mas para quem tinha Gonzalo Garcia, a marcação rubro-negra evoluiu demais), um armador excepcional (Kojo é pouco badalado, mas teve 14 pontos, sete rebotes, três assistências e controle absoluto das ações ofensivas de seu time – na foto à direita) e um ataque balanceado pacas (cinco jogadores com 14 ou mais pontos). Por isso a vitória por 98-81 contra Limeira em uma tarde que o técnico Demétrius precisa esquecer urgentemente.

CORRESPONDENTE BNC: BAURU VENCE A QUARTA SEGUIDA

Ele foi muito, mas muito mal mesmo. Em primeiro lugar, tirou Diego quando seu time, após perder o primeiro período por ridículos 22-8, vinha reagingo no segundo quarto. O ala, cestinha de Limeira com 24 pontos, não gostou, reclamou e teve que ser contido pelo sempre risonho assistente-técnico Dedé. Na volta do intervalo, Demétrius tirou Hubner, que ao menos dava trabalho para Caio Torres, e viu de novo a diferença, que havia baixado para seis pontos, subir para a casa dos 20. Logo depois tirou Daniel Alemão, que saiu chateado e não ouviu as instruções do técnico em um tempo. Dois minutos depois, Diego e Leandro se xingaram até dizer chega, e tiveram que ser contidos para não brigarem ali mesmo, no banco de reservas. Uma tarde para Limeira e Demétrius esquecerem, passarem a borracha mesmo.

CORRESPONDENTE BNC: EM JOGO DISPUTADO, BRASÍLIA BATE O PAULISTANO

Mas, bem, voltando ao Flamengo, o líder absoluto do NBB com 10-0 e um basquete de ótimo nível até então. No final do jogo conversei longamente com Gegê (entrevista com ele aqui na próxima semana), torcedor fanático do time desde a infância. Ele me disse que várias vezes durante o aquecimento, quando há paradas para lance-livre ou algo do gênero ele e os demais jogadores se pegam olhando pros torcedores cantando, ficam arrepiados até (no momento ele se emocionou pacas).

CORRESPONDENTE BNC: SEGUNDO COLOCADO, UBERLÂNDIA VENCE VILA VELHA

Como falei acima, não é só de basquete que vive um time campeão. Vive, sim, de talento, tática, entrosamento. Isso o Brasília também tem. O que o Flamengo tem que os outros 17 times do NBB não têm é a torcida que encheu o ginásio do Tijuca neste sábado. Será, sem dúvida, um trunfo do rubro-negro para o restante da competição.

Adicione a química torcida-time e os elementos citados acima, e temos um animador perfeito para o Flamengo, não?

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Correspondente BNC: no melhor jogo do NBB, Flamengo vence Bauru após 2 prorrogações

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

Pascoalotto/Bauru e Flamengo fizeram um jogaço, talvez o melhor desse começo de NBB, neste sábado à noite no interio de São Paulo. O jogo teve bolas de 3 caindo em quantidade absurda (22, mas dessa vez sem os jogadores forçarem os arremessos – tudo dentro das movimentações desenhadas pelos técnicos), os dois times marcando muito bem na maior parte tempo e o tempero mais importante em um jogo de basquete: emoção.

Depois de 2 minutos iniciais estranhos, com os times perdendo bolas bobas e errando cestas fáceis, as equipes se acertaram e o jogo seguiu equilibrado até o fim do 1º período, onde o time carioca saiu vencendo por 19 x 18. O segundo quarto foi de Bauru. Mesmo anotando 24 pontos, o Flamengo viu o time bauruense derrubar um caminhão de bolas de 3. Foram sete acertos em 9 tentativas em dez minutos (destaque para o ala/pivô Mosso, que veio do banco e anotou 11 pontos seguidos – 9 nas bolas de fora, virando o jogo para Bauru). Na metade do jogo, o placar era de 50 x 43 para os donos da casa.

Na volta do intervalo, o técnico José Neto, do Flamengo, pedia mais atenção na defesa de perímetro para seu time. Os jogadores até que melhoraram, mas quando a bola de fora estava marcada, Bauru contava com os cortes rápidos e arremessos certeiros de Larry Taylor e Ricardo Fischer, que aumentavam a vantagem. Fim do terceiro período: 71 x 59 favorecendo o Paschoalotto/Bauru.

Quando parecia que Bauru liquidaria o jogo após abrir 17 pontos de vantagem, o Flamengo iniciou uma reação histórica. Liderados por Marquinhos, o rubro-negro carioca baixou a vantagem bauruense para três pontos, faltando pouco menos de 4 minutos para o final. Com duas bolas perdidas no ataque por Pilar e Larry, o Flamengo chegou ao empate faltando 9 segundos para o fim. Ricardo Fischer ainda teve a chance de ganhar o jogo na última bola, mas ela não caiu – 86 x 86 e prorrogação.

No primeiro tempo extra, nenhuma equipe conseguiu desgarrar no placar. Caio Torres, que foi o melhor jogador rubro-negro no período, também foi o vilão. O pivô recebeu a bola no poste baixo (low post) para ganhar o jogo contra Ricardo Fischer, que não tinha condição de marcá-lo, mas acabou cometendo falta boba de ataque – 92 x 92 e mais uma prorrogação.

Bauru começou muito mal, levando o técnico Guerrinha a perder a paciência com Larry durante um tempo técnico, o que é muito difícil de acontecer. Mas o fato é que o gás de Bauru já tinha acabado e coube ao Flamengo administrar até o fim da partida. Final: Paschoalotto/Bauru 97 x 102 Flamengo. Sétima vitória seguida do rubro-negro, que mantém a invencibilidade e fecha o ano com ótima sequência no NBB.

Como comentei no começo, foi um jogão. É lógico que as duas equipes erraram, mas tiveram muitos acertos também. O Flamengo segue invicto e a uma vitória de igualar o recorde de Brasília, com 8 vitórias seguidas no inicio da competição. Já Bauru encontrou uma pedra no caminho de sua busca pela reabilitação e para mostrar a torcida que o investimento feito para essa temporada não foi em vão. O bom público que compareceu ao ginásio Panela de Pressão foi embora dividido. Parte da torcida vaiou, a outra aplaudiu (talvez satisfeitos pelo grande jogo que assistiram).

As frases dos personagens:
“É um jogo que a gente tinha que ganhar e recuperar uma derrota (em casa pra Franca, que não estava na conta). Não faltou perna, faltou inteligência. Não podemos perder jogo assim em casa. Mas ainda tem muita coisa pela frente. Faltou cabeça só”, Fernando Fischer, ala de Bauru.

“Se tivéssemos vencido, teríamos quebrado o último invicto. A equipe jogou certo e errado, bem e mal. Poderíamos fechar o jogo por tudo o que fizemos. Não se pode cometer esse tipo de erro diante de uma equipe tão forte, mas os jogadores foram brilhantes e voltaram a jogar de igual para igual diante de um time top. Ninguém fica feliz com a derrota, mas nosso caminho é tentar melhorar, trabalhar esses jogadores em quem a gente acredita. Tem gente que pega tudo pronto. Nós, não. Temos que lapidar o que temos aqui”, Guerrinha, técnico de Bauru.

“Bauru jogou uma partida espetacular. Dificilmente alguém terá um aproveitamento parecido. O mérito da vitória foi da nossa defesa, que conseguiu parar essa verdadeira artilharia de Bauru”, José Neto, técnico do Flamengo.

Destaques
Paschoalotto/Bauru: Larry (21 pontos, 8 rebotes e 5 assistências) e Ricardo Fisher ( 15 pontos e 8 assistências)
Flamengo: Benite (20 pontos) e Marquinhos (22 pontos, 8 rebotes e 5 assistências)

Fotos: Sergio Domingues/HDR Photo

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Flamengo confirma cinco contratações e espera Marquinhos e Murilo para finalizar equipe

Aconteceu o que realmente se esperava. Preocupado em renovar o seu elenco após a eliminação para São José no NBB4, o Flamengo contratou um imenso pacote de reforços para seu time.

Sob o comando de Neto, virão os seguintes atletas: Kojo (Joinville), Benite (Limeira), Shilton (Joinville), Olivinha (Pinheiros) e Gegê (Tijuca). Além deles, Murilo, de São José, e Marquinhos (Pinheiros) podem fechar nas próximas horas, bem como o pivô Caio Torres, que jogou no Fla a última temporada (Duda e Marcelinho permanecem).

Outro clube que se movimentou bem foi Franca, que fechou com Jefferson Socas (Real Madrid), Jonathan Luz, Ricardo Zanini, Guilherme Teichmann e o argentino Figueroa.

Amanhã falarei mais sobre os jovens e suas movimentações no NBB (Ricardo Fischer, Gegê, Benite etc.), mas desde já dá pra dizer que o elenco do Flamengo é forte, porém completamente desbalanceado.

O rubro-negro segue sem defensores bons no perímetro, opções boas no jogo de costas para a cesta dentro do garrafão e com jogadores que conseguem pontuar com segurança perto da cesta sem ser através de cortes (Olivinha). Não resta dúvida que o volume, o conjunto dos nomes, é bom, mas, além do conjunto, podem faltar as peças que há duas temporadas já fazem falta na Gávea (e nem vou entrar no mérito sobre deixar Olivinha ou Benite no banco…).

E aí, gostou do pacote de reforços do Flamengo? Comente na caixinha!

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Uberlândia e Pinheiros vencem, seguem vivos no NBB e jogos 5 já estão marcados

Na capital federal, Brasília e Bauru fizeram um jogo feio, violento e cheio de reclamações com a arbitragem (prática chata e comum por aqui, né). Jeff Agba abusou da violência, Alex das palavras pouco educadas e no final Brasília fez 99-91 (com cinco jogadores com 16 ou mais pontos – enfim o jogo de pivôs está acontecendo mais e Cipriano teve 16 pontos!), fechou o duelo que pode marcar a despedida do basquete de Bauru por 3-0 e alcançou a quarta semifinal consecutiva no NBB (incrível!).

Nos outros dois jogos da rodada, Uberlândia de novo contou com um último período muito bom (28-21) para vencer o Flamengo por 87-78 e, depois de estar perdendo a série por 0-2, empatar o duelo contra os rubro-negros. Lucas Cipolini (ele não está convocado para a seleção que vai ao Sul-Americano, gente!) foi o grande destaque do jogo com 22 pontos e dez rebotes. Gosto muito do jogo do pivô, hein!

Em Joinville, em um jogo muito fraco em termos técnicos, o time da casa esteve perto, bem perto, de chegar às semifinais. Vencia por três pontos a menos de 30 segundos do final quando Marquinhos acerto uma bola de três que levou a partida para o tempo extra. Lá, com mais perna e com a ausência (por lesão) do ótimo Kojo (18 pontos, sete assistências e oito rebotes – na foto), o Pinheiros fez 14-8, ganhou o jogo por 77-71 e também empatou a série em 2-2 depois de estar perdendo por 0-2. Shammel teve 27 pontos e foi o melhor dos paulistas.

Na sexta-feira, os dois jogos que faltam para definir os semifinalistas acontecem. Em São Paulo, às 19h, o Pinheiros pode se tornar o primeiro time a virar um 0-2 para 3-2 diante de Joinville. E no Rio de Janeiro o Flamengo não quer que o mesmo aconteça com Uberlândia em sua casa.

Quem será que avança para encontrar São José e Brasília nas semifinais? Palpites na caixinha!

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