Bala na Cesta

Arquivo : Kobe Bryant

Curtinhas: Boston sobrevive, Heat avança, Lucas Bebê brilha e a homenagem a Kobe Bryant
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Fábio Balassiano

- O Boston Celtics está vivo. Não se sabe por quanto tempo, mas está vivo. O time abriu 19 pontos no primeiro tempo, mas perdeu força no segundo e quase viu a varrida chegar. Mas manteve a compostura, jogou bem a prorrogação, fez 13-6 e ganhou do Knicks por 97-90. Perde agora por 3-1, e tem a missão mais difícil da história da NBA: virar um 0-3 para um 4-3, fato até então inédito. Dá pra acreditar nos verdes?

- No outro jogo da tarde, o Miami Heat não teve Dwyane Wade (poupado com dores no joelho), mas mesmo assim venceu o Milwaukee Bucks fora de casa por 88-77 e fechou a série em 4-0. Agora espera o vencedor de Chicago e Nets, cuja série está 3-1 para o Chicago Bulls. LeBron James, genial como quase sempre, teve 30 pontos, 8 rebotes e 7 asssistências.

- Quem também esteve muito bem neste domingo foi Lucas Bebê (foto). O pivô brasileiro do Estudiantes saiu do banco, jogou apenas 21 minutos e saiu-se com incríveis 21 pontos, cinco rebotes e três tocos (28 de eficiência) para cravar a sua melhor atuação na Liga ACB. Seu time, o Estudiantes, bateu o Murcia por 94-85 e mantém chances (ainda que remotas) de classificação aos playoffs.

- Outro momento bacana deste 28 de abril foi o vídeo que a Nike divulgou em homenagem a Kobe Bryant. Na semana passada a Nike fez anúncios com o mote “You Showed Us” (“Você nos Mostrou”), homenagem a tudo que Kobe Bryant, agora lesionado, já fez no basquete. Hoje a Nike lançou um filme com o mesmo título. Vejam aí. Sem palavras!


O último capítulo de uma temporada alucinante: Lakers jogam classificação aos playoffs hoje
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Fábio Balassiano

Não foi uma temporada comum no Los Angeles Lakers, mas hoje tudo se resumirá ao jogo contra o Houston Rockets (23h30 de Brasília). Ganha, avança. Perde, pode cair fora (abaixo explico a situação com calma). Parei pra pensar em tudo o que rolou no reino angelino, e vejam só que loucura absurda de acontecimentos em menos de 8 meses (sem tanta ordem cronológica assim):

1) Lakers contratam Dwight Howard e Steve Nash
2) Kobe Bryant diz, na pré-temporada, que é o dono do time
3) Time perde todas na pré-temporada
4) Lakers demite Mike Brown
5) Lakers flerta com Phil Jackson, mas contratam Mike D’Antoni
6) Dwight Howard se machuca. Kobe Bryant pede para o pivô jogar com dor
7) Steve Nash se machuca pela primeira vez
8) Pau Gasol se machuca com gravidade
9) Ron Artest /MWP se machuca
10) Pau Gasol diz que time melhorou quando parou de jogar da maneira que D’Antoni pedia (menos correria)
11) Magic Johnson critica todo mundo – de jogadores a diretoria, passando por comissão técnica
12) Na cerimônia de aposentadoria da camisa de Shaquille O’Neal, torcida pede a volta de Phil Jackson
13) Kobe Bryant, em temporada genial, rompe o tendão e pára por 6 meses
14) Jerry Buss,  dono da franquia, morre.
15) Jordan Hill é acusado de agredir a namorada.
16) Steve Blake joga bem por dois jogos seguidos

Amigos, é tanta coisa, mas tanta coisa que parece que o Los Angeles Lakers jogou três temporadas em uma só. Mesmo quem não curte os caras certamente se divertiu – ou riu um bocado das sandices da franquia. Mas hoje isso tudo acaba. Foram 81 jogos, resta um e a classificação, ou a eliminação, virá. Abaixo os cenários:

a) Lakers vence o Houston e passa em sétimo, pegando o San Antonio Spurs nos playoffs (Rockets ficariam em oitavo, enfrentando o Thunder).
b) Lakers perdem do Houston e Utah perde do Memphis. Houston passa em sétimo, Lakers em oitavo (Rockets enfrentariam o Spurs, e Lakers, o Thunder).
c) Lakers perde do Houston e Utah vence o Memphis. Houston avança em sétimo, pega o Spurs e Utah viria em oitavo, medindo forças com o Oklahoma.

Não há muito mais o que possa ser dito do Lakers, não. Um jogo, 48 minutos, classificação ou eliminação para terminar essa temporada maluca ao cubo na Califórnia. O que acham que acontece logo mais? Comentem!


Com Kobe Bryant fora por até 9 meses, qual será o futuro do astro e do Los Angeles Lakers?
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Fábio Balassiano

Todo mundo já sabe que Kobe Bryant está fora das quadras por no mínimo seis meses. Pode ser que o camisa 24, que colocou a foto ao lado depois de sua operação de sábado no Instagram, só retorne em 2014, mas desde já as perguntas sobre seu futuro (falei um pouco disso aqui ontem) e de seu time, o Los Angeles Lakers, já começam a pipocar na internet. Vamos lá. Primeiro sobre Kobe, depois sobre o Lakers, que ontem venceu o San Antonio Spurs por 91-86 para se manter na oitava colocação do Oeste (26 pontos, 17 rebotes, 3 tocos e 2 roubos para Dwight Howard).

KOBE BRYANT

Acho que está claro que Kobe Bryant vai voltar a jogar. Como, ninguém sabe. Ele terá 35 anos, mas o espírito competitivo dele é do tamanho do mundo. Para vocês terem uma ideia, no hospital ele recebeu de seu empresário a capa do Los Angeles Times de ontem, que colocava em risco a continuidade de sua carreira. Disse que servirá de motivação. Provavelmente seu jogo passará por ajustes, o que é natural para alguém com essa idade e pós-operação no tendão (não duvido que ele arrisque mais arremessos longos e force menos o jogo de contato, a fim de evitar possíveis choques). De todo modo, ele vai voltar a jogar para acabar sua carreira em seus termos, e não com uma lesão. Gênios esportivos param quando querem, e não quando querem que ele pare. Será assim com Kobe Bryant também.

LOS ANGELES LAKERS

Vi alguns analistas dos EUA colocando a possibilidade de os Lakers anistiarem Kobe Bryant. Isso é uma sandice, sinceramente. E explico. A cláusula de anistia “rescindiria” o contrato de Kobe, que receberá US$ 30 milhões em 2013-2014 (seu último ano de contrato), deixando-o livre para o mercado. O que o pessoal dos Estados Unidos afirma é que o Lakers poderia combinar com o jogador para que ele só voltasse na temporada 2014-2015, perdendo o próximo campeonato para se recuperar definitivamente da lesão. Isso poderia se aplicar a muitos jogadores. Mas acho que as pessoas que falam isso não conhecem Kobe muito bem, né.

A previsão de recuperação é de seis a nove meses. Caso Kobe precise do tempo máximo (vamos colocar dez meses, não tem problema), ele voltaria em fevereiro/2013 (ali perto do All-Star Game). Como o cara é um tarado por treinamento, não duvido que ele volte antes. E achar que ele perderia uma temporada para voltar em 2014-2015, aos 36 anos, eu acho absurdamente complicado. Quanto a isso, duvido muito que os Lakers anistiem o camisa 24. E se o fizerem, dariam Bryant de mão beijada ao mercado.

Podemos, portanto, passar ao próximo ponto, o mais importante. O cara da foto à esquerda se chama Dwight Howard, é um dos jogadores mais mimados do mundo e seu contrato se encerra ao final do campeonato. Se quiser mantê-lo, o Los Angeles Lakers terá que pagar uma grana ao pivô. A pergunta que fica é: vale a pena? Sim, vale a pena. Em uma temporada terrível para o time ele tem 16,9 pontos, 12,3 rebotes e 2,4 tocos, além de uma defesa que melhorou muito (quando o adversário tenta fazer o post-up, D12 concede apenas 0,56 pontos neste tipo de jogada, quinto melhor índice da NBA). Você não vai encontrar muita gente assim no mercado.

A solução, porém, não é só entregar um caminhão de dinheiro a Howard. É mostrar, mais do que nunca, que o time será definitivamente dele mesmo com a volta de Kobe Bryant. Dallas e Houston prometem vir babando para cima do pivô, e é bom o Lakers começar a tentar fazer a cabeça dele desde já. Perdê-lo não seria muito bacana.

Depois de (tentar) manter Howard, o Lakers precisará urgentemente de um técnico. Mike D’Antoni é muito fraco, e acho que não preciso elencar os motivos aqui. Quem viu as temporadas dele em Nova Iorque ou esta em Los Angeles sabe do que estou falando. Tentar repetir o mesmo estilo a vida toda, com elencos absolutamente diferentes, é uma loucura que D’Antoni cometeu. Phil Jackson é o nome dos sonhos de qualquer torcedor angelino, mas ninguém sabe se ele aceitaria. E por alguns motivos: 1) saúde; 2) pelo que fizeram com ele quando Mike Brown saiu (leia mais aqui); e 3) o risco de não dar certo com esta diretoria é imenso.

E sobre o terceiro ponto, pra fechar o post, é fundamental que a diretoria do Lakers, comandada por Mitch Kupchak, tenha em mente que o elenco é horroroso. O banco é o terceiro que menos pontua (18,3 pontos), vira e mexe Mike D’Antoni é obrigado a jogar com oito atletas e sabemos que isso não funciona mais. Recomendo aulas de Draft com Spurs ou Thunder para Kupchak, uma viagem a Europa para contratar jogadores sem pagar tão caro e um poder de convencimento bom aos agentes-livres para melhorar um grupo que (insisto) é terrível, muito fraco para uma franquia que precisa jogar por título sempre (é o Lakers, não custa lembrar). Renovar com Earl Clark, um dos poucos que não fizeram feio neste campeonato, é básico. Cercar Kobe Bryant de muito mais talento, também. O que se espera? Algum reserva para as alas (2 e 3), mais força no garrafão, alguém capaz de matar os famosos corner-shots (Leandrinho ou Stephen Jackson?) e alguém que consiga defender com força (Trevor Ariza pode rescindir com o Washington, por exemplo).

Como se vê, a situação do Los Angeles Lakers é muito maior do que “só” recuperar Kobe Bryant. O campeonato ainda não terminou, é verdade, mas ninguém na Califórnia acha que eles ainda estarão jogando até a metade de maio. Se não é possível contratar desde já, planejar e se organizar deve estar na ordem do dia para a família Buss. Kobe cuidará de sua parte física, todos sabemos. Agora é a hora de a franquia mostrar a ele que seu esforço em 17 anos de carreira será recompensado com um elenco digno e capaz de fazê-lo brigar por um título antes de sua aposentadoria definitiva.

Será que os Lakers conseguirão fazer isso por Kobe? Comente!


Para Kobe, o exemplo pra recuperação é Dominique Wilkins, que teve a lesão em 1992
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Fábio Balassiano

No dia 28 de janeiro de 1992, o Atlanta Hawks receberia na Geórgia o forte time do Philadelphia 76ers (Charles Barkley jogava lá nesta época). A estrela do Hawks era Dominique Wilkins, então com 32 anos, na franquia há uma década e com média de quase 30 pontos por jogo. Naquela noite, Wilkins tombou diante de Kenny Payne.

O pânico tomou conta de Dominique, da torcida e dos rivais (no vídeo abaixo você vê Charles Barkley dando forças ao companheiro). Aos 32 anos e já com uma série de lesões, muita gente duvidava que Wilkins, que duelou contra Michael Jordan em torneios de enterradas inesquecíveis, poderia voltar. Seu jogo de muita técnica tinha como grande aliado seu explosivo físico. Da metade para o final de sua carreira, a questão que ficava era: será que o eterno camisa 21 do Atlanta Hawks teria forças para voltar?

A resposta foi dada em quadra na temporada 1992-1993. Wilkins jogou 71 partidas (se ausentou porque quebrou o dedo direito em dezembro) e teve as médias de 29,9 pontos, 6,8 rebotes, 3,2 assistências e 46,8% nos chutes – isso tudo jogando 37 minutos por partida. No final do campeonato recebeu o prêmio de melhor retorno às quadras da NBA e ainda teve forças para levar o Atlanta aos playoffs com a campanha de 43-39 (no mata-mata o Hawks caiu em três jogos para o Chicago Bulls de Michael Jordan, que viria a ser tricampeão naquele ano).

Tudo isso, obviamente, para falar de Kobe Bryant, que neste sábado entrou em processo cirúrgico para operar seu tendão de Aquiles esquerdo lesionado na partida de sexta-feira contra o Golden State Warriors em Los Angeles. O tempo de recuperação é longo (seis a nove meses), Dominique Wilkins sempre cita esse período parado como o mais triste de sua vida (são quase 20 dias sem pisar no chão), mas está claro, até pelas palavras de Kobe no seu Facebook, que a magnífica carreira do astro está longe de ter chegado ao fim (Dominique jogou até os 39).

Que ele não será mais o mesmo jogador aos 35 anos, quando voltar às quadras para a temporada 2013-2014, isso todo mundo sabe. Que seu jogo provavelmente terá que passar por adaptações também é bem possível. Wilkins, por exemplo, deixou de infiltrar tanto, para evitar contato físico, e passou a arremessar mais de três pontos. No ano pós-lesão ele chutou 4,5 vezes por jogo de longe (o dobro do que ele fez em seus dez anos de carreira na NBA antes disso) com salto de aproveitamento (de 28,9 para 38%). Agora, achar que o dia 12 de abril de 2013 foi o último da carreira profissional de Kobe me parece um pouco demais.

Kobe Bryant não é só um dos melhores jogadores de basquete de todos os tempos. Kobe é também um dos caras mais competitivos e “trabalhadores” que o esporte já viu (ele só deixou de jogar 22 jogos nos últimos oito anos – isso com tornozelo torcido, dor em tudo que é parte do corpo, o diabo). Com isso, a única certeza que se tem é: ele vai voltar.


Após lesão no tendão, Kobe descarta encerrar carreira: ‘Operação, recuperação e quadra’
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Fábio Balassiano

O relógio marcava 3:10 por jogar no último período. Kobe Bryant já tinha se machucado em um choque minutos antes (hiperextensão do joelho), mas permaneceu em quadra (como tem feito praticamente em todos os minutos dos últimos jogos, aliás – média de 45,7 minutos nos últimos sete jogos, recorde em seus 17 anos de carreira aos 34 anos). Cortou o jovem Harrison Barnes e caiu. Na descida, ainda perguntou a Barnes: “Você me chutou?”. Quando ouviu a negativa do ala do Golden State Warriors, adversário que seria derrotado pelo Lakers por 118-116 no final de tudo, Kobe fez seu próprio diagnóstico: rompeu o ligamento do tendão de Aquiles da perna esquerda. Veja o lance abaixo antes de continuarmos.

Obviamente Barnes não teve culpa de nada, mas a princípio (o exame será realizado neste sábado, onde se saberão mais detalhes) o golpe é duro em uma temporada alucinante em Los Angeles. Se liga só no roteiro da obra: lesões, discussões, demissão de técnico, mais lesões, derrotas, uma recuperação do meio para o final do campeonato e agora uma lesão devastadora em sua principal estrela.

“Essa é a pior lesão da minha carreira. Disparadamente a pior e eu nem sei o que fazer. Não consigo nem andar. Meus filhos estão aqui no vestiário e não estou sendo um bom exemplo. Já tive aquela lesão no joelho, mas essa é diferente. Ouvi um barulho de algo se rompendo, perguntei ao (Harrison) Barnes se ele havia me chutado e quando ele disse que não soube o que era. Aquiles, Aquiles. Não será fácil. Mas eu vou me recuperar. Só peço que o time mantenha o foco e continue lutando. Estava me sentindo cansado, muito cansado. É um sentimento terrível, terrível. Estou me sentindo devastado, destroçado. Já joguei com algumas lesões, com o tornozelo ferrado esta temporada, mas acho que contra esta eu não vou conseguir”, afirmou o astro de 34 anos no vestiário.

Chauncey Billups teve recentemente a mesma lesão no Clippers e está tendo uma dificuldade terrível para voltar. Charles Barkley e Shaquille O’Neal simplesmente tiveram que encerrar suas carreiras devido ao mesmo processo de recuperação – que não é fácil. Mas Kobe deixou claro em sua entrevista no final do jogo (com lágrimas nos olhos e amparado em um par de muletas) que não foi o último capítulo de sua magnífica jornada na NBA: “É simples o que vai acontecer aqui. Exame, operação, recuperação e quadra. Eu vou voltar”, afirmou antes de, na pergunta derradeira, manda o repórter de Los Angeles pra longe quando ele perguntou se a partida contra o Golden State fora a última: “Sério que você está me perguntando isso? Sério? Eu volto”, e riu.

Para quem quiser, deixo abaixo a sua entrevista coletiva no vestiário. É triste, mas revela um craque ferido-e-forte em um momento duro, um momento terrível em sua vida esportiva. Volta logo, Kobe!


Utah perde, Lakers vence e ultrapassa rival na briga pela 8ª vaga do Oeste – quem passa?
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Fábio Balassiano

Pelo visto vai ser na última rodada a decisão do oitavo classificado do Oeste. Na noite de ontem o Utah Jazz jogou em casa, mas não conseguiu segurar o Oklahoma City Thunder, que ainda briga para ser o melhor da Conferência, e perdeu por 90-80 (Westbrook, Durant e Ibaka somaram 62 pontos e 25 rebotes). Com isso, o time de Salt Lake ficou com 41-38 (três jogos restando, portanto).

Entrando em quadra logo depois, o Los Angeles Lakers, que teve a volta de Ron Artest/MWP, tinha que vencer para ficar provisoriamente na oitava posição. E o adversário era uma moleza. O New Orleans Hornets, segundo pior time do Oeste. Mas como para os angelinos nada é fácil devido a sua frágil defesa e estabilidade emocional tenebrosa o jogo foi um sufoco danado. Empatado até o final do terceiro período, os Lakers fizeram 34-26 nos 12 minutos finais e venceram por 104-96. E quem salvou os amarelos? O camisa 24 aí da foto. Kobe Bryant anotou simplesmente 23 de seus 30 pontos no período final (coisa de louco, gente!). O trio Kobe, Gasol e Howard somou 71 pontos e 23 rebotes (Bryant teve 30, 6 e ainda cinco assistências).

No final, sobre mais um resgate aos seus companheiros, Kobe foi sincero ao cubo: “A questão é bem simples: se meus companheiros estão acertando os arremessos, posso ficar olhando. Se não, tenho que aparecer e fazer muitos pontos. Estava pensando no meio do jogo: ‘Ah, não, de novo, não. Eu não queria, mas precisei guardar minha energia para fazer muitos arremessos no final”, afirmou o craque, que estava com uma bolsa de gelo no joelho e outra no ombro.

Com isso, ficamos assim. Os Lakers agora têm 41-37 e quatro jogos para fazer (hoje contra os Blazers em Portland e depois três em casa: sexta-feira contra o Warriors, domingo contra o Spurs e na próxima quarta-feira contra o Houston). O Utah, por sua vez, tem a vantagem em caso de empate e pega o Wolves sexta-feira em casa, o mesmo rival na segunda-feira em Minnesota e o Grizzlies, em Memphis, na quarta-feira para encerrar a temporada regular.

Quinze das dezesseis vagas nos playoffs da NBA já foram preenchidas. Resta só esta no Oeste. A pergunta então é: quem passa, Lakers ou Jazz? Comente!


Kobe faz 19, passa Wilt e já está em quarto entre os maiores cestinhas da NBA – veja o lance!
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Fábio Balassiano

31.434 - São os pontos de Kobe Bryant em sua carreira na NBA. O ala do Los Angeles Lakers anotou 19 ontem à noite contra o Sacramento na vitória do time angelino, que ainda briga pela oitava colocação do Oeste (tem 38-36 e está empatado com o Utah Jazz), por 103-98 e ultrapassou outro mito da modalidade, Wilt Chamberlain (31.419) para se tornar o quarto maior cestinha da história da NBA (neste sábado ele, que jogou 47 minutos, ainda teve  14 assistências e nove rebotes e viu Dwight Howard, com 24 pontos, 15 rebotes e cinco tocos, brilhar também).

Aos 34 anos, Kobe, agora, está atrás apenas de Michael Jordan (32.292), Karl Malone (36.928) e Kareem Abdul-Jabbar (38.387). Como o camisa 24 dos Lakers faz, em média, dois mil pontos por temporada, é muito possível que ele ultrapasse Jordan já no começo do próximo campeonato, mas não sei se será possível que Bryant alcance Malone ou Jabbar (este me parece muito, muito difícil).

Será que Kobe tem forças para levar os Lakers aos playoffs (provavelmente sem Steve Nash, que se machucou ontem na perna de novo – que zica, hein, Nash!)? Será que o gênio da camisa 24 ultrapassa Malone? Veja o lance que colocou Bryant na frente de Wilt abaixo e comente!


Lakers perdem do Wizards, e constatação é uma só: com ou sem playoff o time é uma farsa
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Fábio Balassiano

Não vi o jogo todo, mas não creio ser preciso pra fazer este texto. O Los Angeles Lakers abriu 35-19 no primeiro período contra o Washington Wizards (vou repetir: contra o Washington Wizards, que tem 25-43 na temporada) no jogo que marcou as voltas de Kobe Bryant (21 pontos, 11 assistências e quatro rebotes) e Pau Gasol (2/10 e quatro pontos). O time tinha tudo pra vencer e abrir ainda mais vantagem contra o Utah Jazz na briga pela oitava e última colocação do Oeste, né.

Mas aí o que aconteceu? As velhas falhas defensivas vieram, a concentração foi pro escambal na volta do intervalo (31-17 pro Wizards), John Wall deitou na defesa angelina (24 pontos e 16 assistências, seu recorde pessoal de passes), Nenê (15 pontos e cinco rebotes) foi decisivo contra Dwight Howard nos últimos minutos e os Wizards (coça o olho que é sério) venceram por 103-100 no Staples Center (Kobe Bryant ainda teve a chance de empatar na bola final, mas não foi feliz).

Nem acho este time do Washington tão ruim assim com John Wall como a campanha sugere, e este mesmo time já venceu o Miami Heat, o todo poderoso Miami Heat na temporada, mas no momento em que está, brigando por vaga, teoricamente se encontrando em um campeonato horrendo que vem fazendo, o Los Angeles Lakers, agora com 36-34, não poderia perder do Wizards em casa de maneira alguma, de forma alguma. Não é só a derrota, é como veio a derrota e o que a derrota acaba trazendo (principalmente mais desconfiança contra o péssimo técnico Mike D’Antoni, que, vejam só, reclamou da atitude de seus jogadores no final da peleja – atitude, como diz um grande amigo meu, é treinamento, meu nobre…).

Virou meio questão de honra jogar a pós-temporada (principalmente depois da morte de Jerry Buss), eu sei e vejo os jogadores até se esforçando meio que por si e sem um mínimo de organização pra tentar virar o jogo, mudar a situação, mas vai chegar lá, pegar o Spurs, levar quatro sacoladas em cinco ou seis jogos e entrar de férias. Tá, beleza, mas e daí, de que vale isso? Não apaga nada das frustrações desta medíocre temporada do Lakers. Vamos combinar: não há muita diferença (a não ser financeira) entre ser eliminado em 17 de abril, quando acaba a temporada regular, ou no começo de maio na primeira rodada levando porrada do ótimo Spurs.

Com playoff (deve entrar, porque o Utah está em queda livre e o Dallas está fazendo uma força danada para não entrar na zona de classificação) ou sem playoff, porém, a constatação é uma só e bem óbvia: este time do Lakers aí é uma farsa, uma coisa nojenta de se ver em quadra. São quatro possíveis Hall da Fama jogando sem sistema, para um técnico absurdamente ruim em termos defensivos e sem uma coesão razoável de ações dentro de quadra.

Arrisco-me a dizer que este Lakers de 2012-2013 é uma das grandes vergonhas da história da NBA sem medo de errar. Não só pelos resultados de quadra, mas pelo que se esperava do time, pelo volume de confusões que houve fora dela, pela falta de capacidade da diretoria de contratar reforços para o banco de reservas (um dos piores da liga) e por fazer dos últimos anos da carreira do gênio Kobe Bryant um verdadeiro inferno (parece castigo pro coitado!).

Concorda comigo?


Dúvidas sobre a rodada da NBA nesta noite: Kobe fora e Miami segue vencendo? Opine!
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Fábio Balassiano

Alguns pontos sobre a rodada desta noite na NBA:

1) Kobe Bryant colocou uma foto em seu Twitter mostrando o estado (bizarro) de seu tornozelo (bem inchado como vocês podem ver) após a lesão de quarta-feira (leia mais aqui). Ele não sabe se jogará logo mais pelos Lakers contra o Indiana (a ESPN ouviu uma foto angelina que disse que as chances são muito, muito reduzidas) e segue colocando culpa em Dahntay Jones, ala do Atlanta Hawks que teria colocado o corpo para Bryant se machucar.

Ouvi muita gente, muita gente mesmo, e não cheguei a conclusão alguma, sinceramente. Jones se defende, dizendo que apenas tentou uma boa defesa e que chegar o mais próximo de Kobe era o mais indicado para evitar o arremesso. Gente boa do ramo garante que o ala do Hawks sequer pulou para marcar e continuou “andando” mesmo com o camisa 24 do LAL no ar – ou seja, fazendo um movimento brusco e sem necessidade. A NBA, por sua vez, enviou comunicado ontem falando que o lance foi, sim, faltoso, que Kobe deveria cobrar dois lances-livres (criticou sua própria arbitragem, portanto) e que a jogada final da partida de quarta-feira foi irregular.

2) Jogaço em Denver logo mais. Os Nuggets, embalados após a surra nos Knicks na volta de Carmelo Anthony ao Colorado, enfrentam o Memphis, que vive bom momento (tirando o Miami, os dois times têm as maiores sequências de vitórias da NBA – Nuggets com 10; Grizzlies com seis). O Denver está a um jogo da quarta colocação do Oeste. O Memphis, que se adaptou muito bem a ausência de Rudy Gay, tenta se consolidar na terceira posição da Conferência. Começa às 22h daqui.

3) As atenções da noite, porém, estão voltadas para Milwaukee, onde os anfitriões recebem o embaladíssimo Miami Heat. Com 20 vitórias seguidas e a quarta maior marca da história da liga, LeBron James e companhia visitam os Bucks para seguir no controle da NBA. Com 49-14, a turma da Flórida tem tudo para seguir em sua marcha de triunfos (o calendário, insisto, nem é tão forte assim pra eles – reveja aqui).

Vai acompanhar a rodada de logo mais? Kobe jogará? LeBron e o Miami vencerão outra? Quem sai com o triunfo no duelo de gente grande do Oeste entre Denver e Memphis? Comente!


Kobe Bryant machuca tornozelo em derrota do Lakers e está fora por tempo indeterminado
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Fábio Balassiano

A bruxa está mesmo solta no Los Angeles Lakers (que zica, gente!). Depois de perder Steve Nash no começo da temporada, ficar sem Dwight Howard por semanas e agora sem Pau Gasol por quase dois meses, a pior notícia aconteceu: no final do jogo em que os angelinos perderam para o Atlanta Hawks por 96-92, Kobe Bryant saltou, pisou no pé de Dahntay Jones e torceu o tornozelo com gravidade (antes, o ala-pivô Earl Clark também se machucou e nem voltou para a peleja).

De acordo com Adrian Wojnarowski, jornalista do Yahoo e um dos mais bem informados sobre NBA nos Estados Unidos, Kobe fez um Raio-X na própria Philips Arena, em Atlanta, e foi constatada uma forte torção no tornozelo esquerdo. Segundos depois do Tweet de Adrian, os Lakers soltaram um comunicado informando que o camisa 24 está fora por tempo indeterminado.

Na entrevista depois da partida, Kobe Bryant disse que fará de tudo para voltar rápido e acusou Jones de imprudência (“jogada perigosa”), dizendo que, além da falta clara, o rival pulou sobre seu corpo e deixou o pé embaixo do seu, provocando, assim, a torção (o histórico dos dois, de duelos e até de brigas, é longo). Kobe chegou a dizer, até, que é uma pena que a revanche contra o jogador do Atlanta demore pelo menos um ano (num indício claro que não vai ficar barato). Dahntay, por sua vez, colocou no Twitter que jamais faria algo para machucar um colega de profissão.

Desde 2006-2007 o time está 14-8 quando Kobe não atuou, mas é obviamente uma péssima notícia para os Lakers (embora, como bem lembrou um amigo, o cara é duro na queda e ninguém duvida que ele possa tentar atuar no sacrifício já na sexta-feira contra o Indiana, fora de casa).

Bryant vem tendo uma temporada fabulosa, quase conseguiu ganhar mais um jogo praticamente sozinho (foram 20 pontos apenas no terceiro período) e recolocando o time na luta por vaga no playoff – luta, aliás, que fica ainda mais aberta com o Utah caso o craque não possa atuar nas próximas partidas.

Que péssima notícia para os Lakers, não? Abaixo o vídeo da lesão pra você avaliar se foi proposital ou não.