Bala na Cesta

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Podendo fechar duelo em casa nesta noite, Pacers recebe Knicks em teste de maturidade
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Fábio Balassiano

A partir das 21h deste sábado o Indiana Pacers, que tem 3-2 na série, terá um teste de maturidade e tanto na Bankers Life Fieldhouse. Jogando contra o experiente New York Knicks, os comandados de Frank Vogel podem passar às finais da Conferência Leste da NBA pela primeira vez desde 2004 para enfrentar o Miami na decisão que começa na quarta-feira.

A questão central para os Pacers é saber se poderá contar com o armador titular George Hill (foto), que sofreu uma concussão em um choque com Tyson Chandler no jogo 4 e não esteve presente na partida passada. Na série, Hill tem as médias de 17,3 pontos, 4,5 assistências,4,6 rebotes e ótima marcação tanto em Raymond Felton quanto em Pablo Prigioni. Ele fará um teste de vestiário com os médicos da NBA que avaliam este tipo de lesão para saber se entra ou não em quadra. Sem ele, a bola ficou demais na mão do ótimo Paul George e tornou o ataque do Indiana, que já não é essa maravilha, em algo previsível demais.

Pelo lado do Knicks, resta saber se JR Smith de fato entrará na série ou continuará jogando muitíssimo mal. Na temporada regular, o tresloucado ala teve 42,2% de aproveitamento nos tiros de quadra e 35,6% de 3 pontos. Na série contra o Indiana, 29,3% nos chutes gerais e 23,3% nas bolas de fora. Ele está com problemas físicos, eu sei, e por isso a atuação do ala Chris Copeland (12 pontos, 4 bolas de longe) foi tão importante assim para os nova-iorquinos. Outro dado interessante: o tempo de quadra de Jason Kidd, que atuou apenas 5 minutos no quinto duelo da série, está cada vez menor. Pablo Prigioni (eu jamais pensei que escreveria isso) virou titular absoluto ao lado de Felton na armação e o veterano armador tem jogado menos de 20 minutos por partida. Para piorar, Kidd errou seus 17 últimos arremessos (ele não pontua desde 23 de abril, quando acertou um arremesso no jogo 2 contra o Boston Celtics).

O que será que acontece logo mais? Carmelo Anthony e os Knicks empatam a série ou o Indiana Pacers volta às finais do Leste depois de 9 anos? Comente!


Em casa, New York Knicks tenta evitar eliminação contra o Indiana Pacers nesta noite
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Fábio Balassiano

Terminou há pouco a série entre Miami Heat x Chicago Bulls. E deu Heat. LeBron James jogou demais (23 pontos, oito assistências e sete rebotes), o Miami venceu por 94-91 apesar de toda a bravura do adversário e fechou o duelo em 4-1. A turma da Flórida venceu oito das suas nove partidas na pós-temporada e espera seu adversário para a terceira final de conferência seguida (desde que o Big 3 se formou, aliás, o “pior” resultado da franquia foi chegar às finais!).

E hoje mesmo pode ser conhecido o adversário do Miami. Em Nova Iorque, o Knicks abre o Madison Square Garden para, a partir das 21h (ESPN exibe), tentar evitar a eliminação diante deste soberbo time do Indiana Pacers, que tem 3-1 e amplo domínio desde que a série começou. A única boa notícia é que o argentino pode ter Pablo Prigioni de volta ao time titular (com ele saindo de início, 16-2), mas pára por aí. Do outro lado, os indianos têm jogado muita bola. Roy Hibbert está soberano no garrafão contra Tyson Chanler, George Hill está engolindo Raymond Felton e Paul George (foto) parece, cada vez mais, um craque de primeira grandeza.

Com tudo isso, e com aulas de tática defensiva do técnico Frank Vogel, os Pacers têm vantagem tática, técnica e psicológica os Pacers dominaram JR Smith (28% nos arremessos apesar de não estar jogando em perfeitas condições físicas) e Carmelo Anthony. Estão prontos para chegar a primeira decisão do Leste desde 2004 e para se colocarem de vez entre os grandes times não só desta, mas também das próximas temporadas.

Será que os Knicks conseguem se segurar na série? Ou o Indiana vem com tudo e avança às finais do Leste logo mais? Comente!


Knicks precisam superar marcação de George, Hibbert e Stephenson para empatar série hoje
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Fábio Balassiano

Depois da derrota de 102-95 no domingo, o New York Knicks tem uma missão e tanto a partir das 20h desta terça-feira (a ESPN exibe ao vivo) no Madison Square Garden se quiser se manter vivo na semifinal do Leste contra o Indiana Pacers: superar a marcação de Paul George, Lance Stephenson e Roy Hibbert para vencer o jogo 2 e empatar a série.

Isso tudo com um retrospecto que não anima muito, não. Na história da franquia nova-iorquina, o time jamais venceu uma série de playoff depois de perder o jogo 1 em casa (foram cinco vezes). A última vez que isso aconteceu, aliás, foi contra os Pacers de Reggie Miller em 1995 – também em uma semi de conferência.

Para chegar a vitória, o Knicks terá que aprender a jogar contra a marcação de três excelentes defensores: o pivô Roy Hibbert (foto à esquerda), o ala-armador Paul George e o ala Lance Stephenson. No domingo, eles fizeram um estrago absurdo contra o ataque do Knicks. Cada um a seu modo, eles arrasaram com Carmelo Anthony, JR Smith e Tyson Chandler e mostraram, mais uma vez, que o Indiana é um dos mais organizados times da NBA na atualidade.

Dono do garrafão, Hibbert, um defensor de garrafão de dar gosto, fez com que os Knicks acertassem apenas 42% dos arremessos a cinco metros da cesta. Ou seja: ninguém conseguia infiltrar ali com o gigante por perto (ele teve cinco tocos). Apenas para se ter uma noção da importância dele na quadra: quando ele joga, os Pacers têm saldo positivo de 50 pontos em cestas de pertinho. Quando ele está fora, são 22 pontos a menos. Coisa pra caramba, não?

Já Paul George (foto à direita), o jogador que mais evoluiu na temporada, simplesmente acabou com Carmelo Anthony e JR Smith (atenção aos números agora!). Com exceção da torcida do Knicks, foi lindo verificar o que ele fez com dois pontuadores de mão cheia. Sendo marcado por George, Melo chutou 5/17 (5/11 sem ele por perto). Quando foi vigiar Smith, o tresloucado ala do Knicks não conseguiu acertar nada (0/7 com George marcando; 4/8 sem ele de carrapato). Ou seja, Melo + JR contra Smith = 5/24. Incrível, não?

Sem ser muito notado, Lance Stephenson fez um grandíssimo trabalho no domingo. Somou 11 pontos, apanhou 13 rebotes, deu 3 passes, roubou 3 bolas e ainda viu seu time ter um saldo negativo de 10 pontos nos nove minutos em que esteve fora de quadra descansando (com o Knicks chutando 69% no período).

Aos Knicks, é imperativo ganhar logo mais. Ir para a casa do rival com 0-2 seria trágico, bem trágico. E para vencer logo mais, a saída é aprender a passar por George, Stephenson e Hibbert, que, somados, descansaram apenas 23 minutos no domingo. Jogar com inteligência, passar mais (os nova-iorquinos têm insistido demasiadamente nas jogadas de isolação nos playoffs) e conseguir mais pontos em contra-ataque (foram oito no jogo 1 apenas) serão fundamentais para o empate da série.

O que será que acontece logo mais? Os Knicks empatam? Ou os Pacers vão para Indianápolis com 2-0? Comente!


Após 6 duelos na década passada, Knicks e Pacers voltam a disputar série de playoff hoje
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Fábio Balassiano

Começa hoje a semifinal entre New York Knicks e Indiana Pacers. Na primeira fase, os dois times suaram um bocado, mas bateram na sexta-feira Celtics e Hawks, respectivamente, para fechar a primeira rodada com 4-2. Agora Carmelo Anthony de um lado e Paul George de outro. Mike Woodson na prancheta nova-iorquina e Frank Vogel pelos indianos.

Tem tudo pra ser uma baita e longa série, e é inevitável lembrar do que as duas franquias já protagonizaram na década de 90. Foram seis confrontos inesquecíveis (veja mais no box abaixo), três vitórias pra cada lago e incontáveis lances memoráveis.

E é impossível não pensar em Reggie Miller (foto e vídeo no final do post) quando Knicks e Pacers entrarem em quadra logo mais às 16h30 no Madison Square Garden, em Nova Iorque, e o que o camisa 31 fez naquele 7 de maio de 1995, um domingo.

Reggie Miller anotou oito pontos em 18 segundos, virou um jogo quase perdido e ganhou praticamente sozinho aquele jogo 1 contra os Knicks. A partida terminou 107-105 para o Indiana, e pouca gente lembra da performance incrível do pivô holandês Rik Smits naquela tarde (34 pontos e 7 rebotes) justamente pelo que Miller fez (números aqui). Depois os Pacers ganhariam de um rival que até então apenas o espancava (e ganhou o sétimo jogo no Garden em outro domingo brilhante de Reggie – 29 pontos na vitória de 97-95).

Reggie era odiado, xingado, execrado pela torcida do Knicks, a quem provocava com gestos e cestas atrás de cestas por mais de uma década jogando pelo Indiana Pacers. Era uma história de filme, de amor e ódio, não? E virou um filme. Com Spike Lee (ambos na foto à direita), torcedor número 1 dos nova-iorquinos, como personagem central, o diretor Dan Klores transformou em documentário uma das histórias mais incríveis de rivalidade esportiva da década de 90. Para quem não viu, “Reggie Miller vs. The New York Knicks” é estupendo (aqui link no YouTube e resenha que fiz em 2010 aqui).


Muita água passou, o Indiana chegou às finais da NBA pela primeira e até então única vez, os Knicks caíram e agora tentam se levantar e o duelo de hoje promete ser o primeiro de uma série de encontros dos times nos próximos anos. São duas ótimas equipes, núcleos bem jovens e jogadores absurdamente talentosos (vai ser bacana ver o que a excelente defesa do Knicks fará com Paul George e o que o Pacers, um dos times mais inteligentes da liga na atualidade, conseguirá fazer para frear a sanha alucinante de JR Smith e Carmelo Anthony nos três pontos). Só uma coisa não mudou: ninguém, seja torcedor do Indiana ou do Knicks, esquece aquele 7 de maio de 1995.

Meu palpite antes do vídeo dos 8 pontos em 18 segundos de Reggie Miller: o New York Knicks ganha e volta a fazer uma final do Leste depois de 13 anos. Concorda comigo? Comente!


Knicks sofre no fim, mas ‘enterra’ Boston e vai pela 1a vez às semifinais do Leste em 13 anos
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Fábio Balassiano

Terminou a temporada deste maravilhoso time do Boston Celtics. E não terminou como os torcedores esperavam, não. O time não acertou nada, nada, absolutamente nada até 9 minutos do final do jogo, a vantagem do Knicks chegou a quase 30 pontos e o fim melancólico parecia vir.

Mas é o Boston Celtics, você sabe como é, e as coisas não poderiam terminar de forma comum, né. Os verdes anotaram 20 pontos seguidos (releiam: 20 pontos seguidos!), cortaram a diferença pra quatro, levaram os torcedores ao delírio e os Knicks ao desespero. Mas os nova-iorquinos mostraram força, tiveram cabeça no lugar e se recuperaram. Carmelo Anthony matou duas bolas decisivas, JR Smith fez outra e no final o New York Knicks venceu por 88-80. Com isso, os Knicks fizeram 4-2 nos verdes, enfim ‘enterraram’ o rival (veja mais aqui) e se classificaram para as semifinais do Leste pela primeira vez desde o ano 2000.

Na próxima rodada, o Knicks enfrentará o Indiana Pacers, que acaba de bater o Atlanta Hawks por 81-73, fechando a série em 4-2. O duelo entre dois grandes rivais na década de 90 deve começar no domingo em Nova Iorque (e será impossível não lembrar de Reggie Miller, John Starks, Pat Riley…).

Foi bacana ver o público aplaudindo Kevin Garnett, Paul Pierce e companhia no final da partida mesmo com a derrota, mas a verdade é que os Knicks jogaram melhor quando tiveram a cabeça no lugar e, enfim, enterraram um difícil rival e uma escrita que já durava uma década. Os nova-iorquinos, que contaram com Spike Lee na torcida mesmo em terreno inimigo, vêm forte na semifinal e numa eventual final de conferência, podem ter certeza.

Viu o jogo do Knicks? Que reação histórica do Boston, não? Comente!


Após ‘enterro’, Boston pode confirmar renascimento contra o Knicks e empatar a série
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Fábio Balassiano

Na noite de quarta-feira, os jogadores do New York Knicks foram para o Madison Square Garden vestidos de preto. Haviam combinado, acharam “sensacional” e cumpriram. Era uma referência ao “enterro” simbólico que eles fariam do Boston Celtics na partida que seria jogada em instantes. Bem, e vocês sabem o que aconteceu na quadra, certo? O Boston jogou demais, venceu por 92-86 e reabriu uma série que, depois de os nova-iorquinos abrirem 3-0 com amplo domínio, está mais… viva do que nunca apesar de ainda ser liderada pelos Knicks por 3-2.

Noves fora o gosto da brincadeira, que não é tão nova assim na NBA (outros times já combinaram de se vestir de preto antes de playoffs), é de imbecilidade absurda fazê-la isso contra um time como o Boston – este Boston que tem uma alma e um coração do tamanho do mundo. Celtics, só pra lembrar, que tem um animal como Kevin Garnett – na foto com a camisa 5 – suando como um louco no garrafão e vencendo dores, adversários e a idade para apanhar qualquer mísero rebote como se fosse o último.

Como o próprio técnico do Knicks disse ontem à tarde no treino aos meios de comunicação dos EUA, o foco saiu do jogo, da quadra, para as vestimentas de seus jogadores. O que me deixa mais assustado, além do que já falei, é: o NYK não vence uma série há mais de uma década. Vai tirar onda com o quê, gente? Deveria ter entrado em quadra pra jogar bola, jogar basquete e, depois, caso ganhasse, falar horrores. Preferiu a provocação antecipada, perdeu o jogo e depois teve que ouvir gracinhas dos jogadores do Boston ainda na quadra (teria feito o mesmo, diga-se de passagem).

Woodson reprovou a atitude, disse que falou isso aos seus atletas, mas o fato é que hoje às 20h o Boston Celtics abre seu ginásio para tentar empatar uma série que (repito) estava perdida, perdida (o jogo 4, o que evitou a varrida, só foi vencido na prorrogação, num sufoco danado). Kevin Garnett renasceu, Paul Pierce lembrou o velho Paul Pierce, Jason Terry acordou e Jeff Green está estupendo nos dois últimos jogos. Isso tudo com sete jogadores fazendo a rotação, sem Rajon Rondo, sem Leandrinho, sem um elenco numeroso. Repito o que disse no Twitter na noite de quarta-feira: torça ou não para os Celtics (eu não torço), é impossível não admirar a doação desses caras em quadra, em qualquer jogo, em qualquer situação (independente do que aconteça logo mais, que isso fique claro). Todo torcedor sonha não em ter um time vencedor, um time genial, um time recheado de craques. Torcedor gosta de entrega, de jogador se matando a cada lance. É justamente isso que os Celtics fazem a cada noite há seis temporadas, desde que o núcleo formado por Pierce, Garnett, Rondo e Allen se juntou.

Rudy Tomjanovich (foto à direita), técnico bicampeão pelo Houston na década de 90, disse certa vez uma frase que ficou marcada para quem gosta de NBA (bom, pelo menos pra mim ficou – relembre aqui): “Nunca duvide do coração de um campeão”. O Knicks, pelo visto, parece ter esquecido do coração do rival. Ele ainda batia. E foram os nova-iorquinos, trajados de preto, que fizeram batê-lo novamente. Esse Boston tem o coração de campeão com Garnett, Pierce e com o técnico Doc Rivers, que faz brilhante trabalho nesta temporada de modo geral e nesta série em especial (ele conseguiu manter o foco do time mesmo com lesões em sequência).

Agora é esperar pra saber se o morto-vivo renasce de vez para um alucinante jogo 7 ou apenas suspira pra cair diante de seus torcedores. O que vocês acham que acontece logo mais em Boston? Comente!


Em casa, Knicks joga esta noite contra o Boston pra se classificar pela 1a vez desde 2000
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Fábio Balassiano

Dia histórico para o New York Knicks e seus torcedores nesta noite no Madison Square Garden. A partir das 20h (o canal Space exibe), os nova-iorquinos, que têm 3-1 na série contra o Boston Celtics, precisam ganhar para conquistar a primeira série de playoff desde o ano 2000 (mais exatamente, desde a semifinal do Leste da temporada 1999-2000, quando bateram o Miami por 4-3 no dia 21 de maio antes de cair diante do Indiana Pacers na decisão de conferência).

E não será moleza, não. Por pior que esteja o Boston, por mais nas cordas que os Celtics sejam, os verdes são e sempre serão carne de pescoço em playoff – ainda mais com Kevin Garnett do outro lado. Isso foi mostrado no último jogo, quando os Knicks cortaram a diferença na segunda etapa, tinham tudo pra fechar em uma varrida o duelo, mas tirando forças sabe-se lá de onde o time de Doc Rivers recuperou a confiança e venceu na prorrogação.

E a classificação do Knicks passa diretamente por Carmelo Anthony (foto). O camisa 7 tem jogado uma barbaridade (33 pontos de média em playoff é coisa pra caramba), é verdade, mas tem passado do ponto em termos de arremesso. Na temporada regular, Melo chutou 22,2 das 81 vezes que a franquia de Nova Iorque arremessou na partida (27,1%). Na pós-temporada o volume cresceu demais: 28,3 arremessos de um total de 80,3 tiros a cesta adversária (35,2%, ou 8,1% a mais do que ele fazia na fase regular).

É óbvio que a confiança de Carmelo está nas alturas, ele realmente tem jogado muito bem e tem carta branca do técnico Mike Woodson e de seus companheiros para fazer isso tudo aí mesmo, mas ele precisa segurar um pouco a onda. No último jogo o Boston acertou a marcação, ele errou 25 de seus 35 arremessos e desperdiçou sete bolas. Errar tanto assim logo mais será meio caminho andado para a série voltar pra Boston, para o martírio por uma classificação quase consumada começar e para a pressão da torcida aumentar de volume.

Será que o Knicks consegue evitar isso tudo hoje no Madison Square Garden e fechar o confronto? Comente!


Knicks e Celtics vão se enfrentar nos playoffs – promessa de jogos tensos no Leste
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Fábio Balassiano

No dia 7 de janeiro, o Boston foi ao Madison Square Garden enfrentar o New York Knicks. Venceu por 102-96, mas o que mais se falou naquele dia foi sobre a briga entre Kevin Garnett (um santo, sabemos) e Carmelo Anthony (veja mais aqui e aqui). Melo ficou alucinado com as palavras e cotovelos de KG, foi até a porta do vestiário do Boston para tomar satisfações com o camisa 5 e disse que haveria uma próxima vez.

Knicks e Celtics voltaram a se enfrentar, os nova-iorquinos venceram as três seguintes, mas agora há algo maior reservado: as duas tradicionais franquias da NBA se enfrentarão nos playoffs que começam a partir do próximo sábado (no outro confronto já definido no Leste, Heat e Bucks medem forças).

Com a vitória de ontem à tarde contra o Indiana (90-80 no Garden) os Knicks garantiram o segundo lugar do Leste, ficando atrás apenas do Miami, líder absoluto da conferência. Enfrentarão, com mando de quadra, o Boston, que está sem Rajon Rondo mas já conta com a volta de Kevin Garnett, com a experiência de Paul Pierce e com as evoluções de Avery Bradley e Jeff Green, que têm jogado muito bem nas duas últimas semanas.

É óbvio que os Knicks são favoritos (pelo mando de quadra, pela campanha de mais de 50 vitórias, pela fase exuberante de Melo e JR Smith), mas se não dá pra subestimar o Boston Celtics em ocasião alguma, em um duelo que envolve uma rivalidade criada no começo de 2013 ainda mais.

Quem será que avança neste confronto que promete sair faísca? Comente!


Pela 1ª vez, Carmelo Anthony tem camisa mais vendida da NBA – Knicks é o que mais fatura
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Fábio Balassiano

Já é possível ver o impacto de Carmelo Anthony em Nova Iorque. Em sua primeira temporada completa na franquia da Big Apple (a do ano passado teve 66 jogos), o ala pulou da quarta para a primeira colocação no ranking de camisas mais vendidas da NBA, tornando-se o primeiro atleta do Knicks desde 2001-2002 a liderar a liga neste quesito também (Latrell Sprewell).

Em segundo lugar está LeBron James (“campeão” no quesito em quatro oportunidades), com Kevin Durant e Kobe Bryant na cola. O interessante de se notar é que Derrick Rose, que sequer entrou em quadra nesta temporada. Kyrie Irving, armador bom de bola do Cleveland, é o único atleta no segundo ano da carreira que aparece na lista (ver completa abaixo). Outra coisa: jogadores que estão lesionados como Rajon Rondo e Amar’e Stoudemire estão entre os 15 primeiros mesmo machucados.

Outro ponto interessante é que a NBA divulgou os times que mais faturam com produtos (licenciamento, algo tão raro de se ver por aqui). O New York Knicks lidera também por aqui, com Heat, Lakers, Nets, Bulls, Celtics, Thunder, Clippers, Spurs e Sixers formando os dez que mais ganham grana com isso. Apenas como ponto de análise: Knicks, Heat e Lakers, os três primeiros que mais arrecadam, estão entre os seis com as folhas salariais mais altas da liga (veja mais aqui).

CAMISAS MAIS VENDIDAS
1. Carmelo Anthony, New York Knicks
2. LeBron James, Miami Heat
3. Kevin Durant, Oklahoma City Thunder
4. Kobe Bryant, Los Angeles Lakers
5. Derrick Rose, Chicago Bulls
6. Deron Williams, Brooklyn Nets
7. Dwyane Wade, Miami Heat
8. Rajon Rondo, Boston Celtics
9. Chris Paul, Los Angeles Clippers
10. Blake Griffin, Los Angeles Clippers
11. Kyrie Irving, Cleveland Cavaliers
12. Dwight Howard, Los Angeles Lakers
13. Russell Westbrook, Oklahoma City Thunder
14. Amar’e Stoudemire, New York Knicks
15. Paul Pierce, Boston Celtics


Knicks vencem Thunder e chegam a 12ª seguida – será que podem bater o Miami no Leste?
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Fábio Balassiano

O New York Knicks mostrou força na tarde deste domingo. Fazendo seu quarto jogo em seis dias, os nova-iorquinos visitaram o Oklahoma, vice-líder do Oeste e um dos melhores times da NBA. E ancorados nos 36 pontos e 12 rebotes de Carmelo Anthony (foto) e em outros cinco atletas com 13 pontos ou mais os Knicks venceram. Fizeram 125-120, alcançaram 50 vitórias em uma temporada pela primeira vez desde 1999-2000, fincaram pé de vez na segunda colocação do Leste (três derrotas a menos que o Indiana Pacers, o terceiro), chegaram a 12 vitórias seguidas e mostraram que estão fortes para os playoffs que começam em duas semanas.

A grande questão que se apresenta, tendo em vista a ótima fase de Carmelo Anthony, JR Smith e companhia, é: será que, jogando essa bola, o New York Knicks tem chance de vencer o Miami Heat em uma eventual final do Leste? Talvez seja cedo para projetar, mas é bacana pensar na possibilidade deste duelo no mata-mata, sim, até porque os Knicks bateram o Heat em três dos quatro duelos entre as franquias no campeonato até aqui (o último foi na terça-feira passada, quando Melo chegou aos 50 pontos). Antes de você responder a isso, vamos a alguns números interessantes do time da Big Apple:

1) Correndo de forma frenética com Mike D’Antoni, o Knicks mudou mesmo seu estilo para uma forma mais cadenciada de atuar com Mike Woodson (38% de suas posses de bola são finalizadas quando o relógio marca oito ou menos segundos, prova que os passes têm sido trocados). São 92 posses de bola por jogo (quase 20 a menos que o frenético ritmo de times como Denver e Houston, por exemplo), 0,97 pontos por posse (quatro melhor índice da liga) e apenas 8,7 pontos em contra-ataque por jogo, pior índice de toda liga. Com isso, os desperdícios diminuíram e os 12,2 por jogo são os melhores de toda a NBA. A bola, que antes ficava o tempo todo na mão de Carmelo ou Smith, agora só chega a eles no momento de definição (ponto para Woodson nessa também!).

2) Mesmo com Raymond Felton, Pablo Prigioni e Jason Kidd, o número de assistências do time é baixo (19,1 por jogo, o pior da liga ao lado do Charlotte Bobcats) e o índice de passes por arremessos convertidos, também (0,52 – o pior). Isso é explicado pelo estilo de jogo da equipe, que tem 30% de suas ações ofensivas em jogadas de isolação ou de corta-luzes bem simples (0,86 pontos por posse) e outros 23,9% em arremessos livres (1,04 pontos por posse, quatro melhor índice da NBA). Baseando suas ações em Melo e Smith chutando de fora, os nova-iorquinos são os que menos pontuam dentro do garrafão no campeonato (33,5).

3) Outro ponto interessante e que pode ser usado pelo bom Mike Woodson na pós-temporada. O pick-and-roll, uma das jogadas mais utilizadas por todos os times da NBA, não é tão usado pelos Knicks (6,5% dos ataques, apenas), apesar da conversão absurdamente alta de pontos (1,21, a segunda maior da liga). Pode ser que, com Tyson Chandler, o time passe a usar mais esse tipo de ação na pós-temporada caso as ISO’s estejam bem marcadas (o problema é que com Tyson longe da cesta a chance de rebote ofensivo é muito pequena, já que ele tem 4,1 dos 10,9 do time na temporada).

4) Até pouco tempo atrás limitado, o banco do Knicks, agora comandado por Jason Kidd e JR Smith (o melhor sexto homem da liga em minha opinião), é um dos melhores da liga. São 40,9 pontos, 15,9 rebotes e 46 de eficiência por partida. Ótimas médias!

5) Apesar de ter melhorado na defesa (são 95,2 pontos por noite, 45,7% nos arremessos rivais e apenas 0,75 pontos por posse de bola em jogadas de post-up, melhor índice da liga), o time tem problemas graves em alguns tipos de jogadas. Nas isolações o time está em 27º em toda a liga, levando 0,87 pontos por posse de bola nos 12,5% de ações ofensivas que os adversários empurram os Knicks a jogar. Nos corta-luzes simples (12,5% das vezes também), o time é o segundo pior da NBA, levando 0,86.

E aí, pessoal, vendo esses números todos o que vocês dizem? Os Knicks serão capazes de vencer o Miami Heat em uma eventual final do Leste em melhor de sete jogos? Comente!