Bala na Cesta

Arquivo : Karla

Sport vence Americana, conquista LBF e é o 1° primeiro time do Nordeste a conquistar Nacional
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Fábio Balassiano

De novo não foi um grande jogo (a média de pontos da final ficou em 108,5 pontos, muito pouco), mas isso pouco importa para os torcedores do Sport-PE. Jogando no ginásio lotado da Ilha do Retiro, as pernambucanas venceram Americana por 62-57 e conquistaram, de forma invicta (tal qual Ourinhos em 2005) a terceira edição da Liga Feminina de Basquete (foram dez jogos e dez vitórias).

Foi a primeira vez que, em 15 anos de Nacionais Femininos, uma equipe do Nordeste sagrou-se campeã da competição. Parabéns ao Sport-PE, time que mais investiu, a Roberto Dornelas, o abnegado e guerreiro técnico da equipe que sempre buscou retomar o projeto que estava adormecido há anos, ao torcedor de Recife, que lotou o ginásio da Ilha do Retiro sempre, e também a Americana, que tem o melhor projeto de basquete feminino do país há alguns anos.

Que o basquete feminino brasileiro utilize o Sport-PE e o Maranhão Basquete como motivo para crescer através e pelo Nordeste, pois as duas equipes mostraram que há, sim, caminho para o desenvolvimento da modalidade por lá. E que os projetos bons que há no país (Americana, Santo André, Sport, Maranhão, Ourinhos etc.) sejam espalhados e replicados para que o esporte enfim saia do momento crítico em que se encontra agora.

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Em jogo fraco, Sport-PE bate Americana em São Paulo e se aproxima do titulo da LBF
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Fábio Balassiano

Não foi um um bom jogo de basquete o que vi no Centro Cívico ontem (acho que ninguém em sã consciência dirá isso). Mas mesmo assim o invicto Sport/PE bateu Americana fora de casa por 54-44 em um jogo de 98 pontos para abrir 1-0 na final da LBF e se aproximar do título.

Acho que só os “98 pontos” ali já falam por si só, não? Foi uma partida bem disputada, física até (ótimo), mas mal jogada e serviu como um espécie de síntese do basquete brasileiro (masculino ou feminino) que tem sido jogado aqui nos últimos 15 anos: muita vontade, nervosismo, excesso de tiros tortos de três pontos (foram 28 tentativas e apenas três acertos), erros de fundamento em profusão (28 em 40 minutos contra 24 assistências – ou seja, mais desperdício de bola do que passe pra cesta) e uma correria alucinante, desenfreada (já falei isso aqui, mas a impressão que me passam é que quando passa do meio da quadra não pode mais respirar).

No primeiro tempo, Zanon levou vantagem quando colocou Karen e Ronneka para frear Adrianinha e sua fúria ao cesto. Deu certo, e o potente ataque do Sport fez apenas 20 pontos no mesmo número de minutos.

Na segunda etapa, quando Americana ameaçou abrir o momento crucial do jogo. A norte-americana Alex (cestinha ao lado de Clarissa com 17) voltou na mesma hora que as donas da casa começaram a marcar por zona. Não deu certo para Americana, que viu Alex anotar 8 pontos seguidos (duas bolas de três pontos) para iniciar a virada do Sport, que passou a comandar o placar com tranqüilidade (nos 20 minutos finais fez 34-18) para vencer por 54-44.

Sobre Americana, duas coisinhas: Clarissa foi brilhante com 13 pontos no primeiro tempo (não fosse ela e seu time não teria feito 25…), mas na segunda etapa teve quatro desperdícios de bola (um deles quando tentou quicá-la por quase 20 metros). Karla, cestinha e melhor jogadora do time na competição, teve 0/8 e terminou com apenas 1 ponto (não é normal isso, obviamente).

Ganhou o Sport-PE, que deve acabar ficando mesmo com o título da LBF, mas o que vi hoje em Americana esteve longe de agradar. Em termos técnicos, Zanon viu o que o aguarda na seleção brasileira. E o basquete feminino brasileiro viu o que tantos anos de descaso acabam gerando – pobreza técnica, fundamentos esquecidos e vícios adquiridos.

Foi lindo ver o ginásio do Centro Cívico cheio, mas para o basquete feminino voltar a ser grande o trabalho precisa ser muito, muito forte – e pra já. Parabéns ao Sport e a Americana, que lutaram bravamente, mas esperávamos mais de uma decisão de campeonato com cinco jogadas que foram às Olimpíadas de Londres.

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Com cinco olímpicas, Americana e Sport/PE começam decisão da LBF neste sábado
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Fábio Balassiano

Começa neste sábado às 13h (com transmissão do Sportv) a decisão da terceira edição da Liga de Basquete Feminino entre Americana e Sport-PE no interior de São Paulo. E o mais bacana de tudo (ao menos pra mim, claro): estarei no Centro Cívico para acompanhar tudo de pertinho (fique de olho em Twitter e Facebook para ter notícias em tempo real).

E começa com atrativos de todo lado. Serão cinco atletas que estiveram nas Olimpíadas de Londres em quadra (Karla e Clarissa, de Americana, e Érika, Adrianinha e Franciele pelo Sport-PE – Tássia, das paulistas, também esteve lá, mas não jogará a decisão devido a lesão no joelho). Isso, claro, sem falar em Alessandra, das pernambucanas, campeã mundial em 1994 e medalhista em 1996 e 2000. Currículo, como se vê, não faltará logo mais!

Se isso não bastasse, será a primeira aparição de uma equipe do Nordeste em uma final nacional do basquete feminino. E o até então invicto Sport-PE, com um elenco caro e recheado de estrelas, entra com vantagem de ter o mando de quadra na série final melhor de três (a se lamentar, apenas, que este mando tenha sido conseguido contra Americana em apenas um jogo – lembremos que não houve returno nesta edição da LBF). Além disso, há Zanon, técnico que renovou com Americana por mais uma temporada e que foi anunciado como novo técnico da seleção feminina na quinta-feira. É mais um atrativo da decisão que começa logo mais.

O campeonato foi curto, começou atrasado, sem returno, com apenas sete times, tudo errado, mas chegam ao final os dois melhores times e elencos. Vale a pena ficar de olho, pois a promessa é que sejam dois (ou três) jogos.

Quem quiser que vence o jogo 1 logo mais? E o campeonato? Comente!


Americana vence Ourinhos, se classifica e vai encarar o Maranhão nas semifinais da LBF
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Fábio Balassiano

Por Gustavo Belofardi, direto de Americana (SP)

A equipe de Americana derrotou Ourinhos por 75-60 em duelo realizado na noite de sábado no Ginásio do Centro Cívico, em Americana, pelas quartas-de-final da Liga de Basquete Feminino. Com o resultado, as comandadas do técnico Luiz Augusto Zanon avançaram às semifinais, e vão encarar a equipe do Maranhão, que derrotou a equipe do Guarulhos por 85 x 61 e também fechou o duelo em 2-0. Karla (na foto) foi a cestinha com 21 pontos (ainda teve seis roubos).

No 1º quarto, Ourinhos veio com tudo em busca da vitória. Marcando bem e aproveitando os contra ataques, a equipe de Ferreto chegou a abrir 13 a 7 em menos de quatro minutos. Porém, aos poucos Americana foi se encontrado em quadra, diminuiu a vantagem, mas viu Ourinhos vencer o 1º quarto por 20 x 17. No 2º quarto, Americana melhorou sua marcação, a ala Karla Costa chamou a responsabilidade para si e a equipe conseguiu virar o placar e terminar o 1º tempo em vantagem (40 x 34).

No 3º quarto, a partida ficou marcada pelo equilíbrio. Tanto Americana quanto Ourinhos aproveitavam bem os ataques, e o jogo ficou equilibrado até o final até que a armadora Débora Costa acertou um chute de 3 no final do quarto e deixando Americana com uma vantagem de 8 pontos (58 x 50). No último quarto, Americana manteve a vantagem conquistada, e ainda aumentou a margem para 15 pontos, vencendo o jogo por 75 x 60.

Os principais nomes da partida foram à ala Karla Costa (21 pontos) e a pivô Clarissa (22 pontos e 10 rebotes – double-double) pelo lado de Americana. Do lado de Ourinhos, as alas Joice (18 pontos, 7 rebotes e 4 assistências) e Ana Flávia (13 pontos, 4 rebotes e 4 assistências) se destacaram.

Para armadora Débora Costa, a equipe foi mal no inicio, mas depois evoluiu. “Começamos um pouco mal a partida, porém no 2º quarto a equipe foi bem e conquistamos essa vaga para as semifinais” disse.

Na visão do técnico Edson Ferreto, a postura de Ourinhos deveria ter sido durante todo o campeonato como foi a deste sábado. “Se a nossa equipe jogasse do jeito que jogou hoje, com garra, vontade, a nossa equipe poderia estar numa posição melhor. Mas agora já passou, vamos em busca de reforços para que a nossa equipe desenvolva um bom papel no Campeonato Paulista”, disse.


Jogando em casa, Americana vence a assume a vice-liderança da Liga de Basquete Feminino
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Fábio Balassiano

Por Gustavo Belofardi, direto de Americana (SP)

Mesmo não fazendo uma grande partida, a equipe de Americana venceu o clássico diante de Ourinhos na noite desta sexta-feira por 74-56 (36 a 27 no 1º tempo), em duelo que aconteceu no Ginásio Municipal Milton Fenley Azenha, o Centro Cívico, em Americana. Com o resultado, a equipe do técnico Luiz Augusto Zanon assumiu a vice-liderança da competição, agora com 7 pontos (três vitórias e uma derrota). Já Ourinhos permanece na 6ª colocação, com apenas 4 pontos e nenhuma vitória.

Americana começou o jogo de forma apática. A equipe não conseguia aproveitar os ataques e viu a equipe visitante aproveitar os contra-ataques. Ourinhos chegou a abrir 11×4 em apenas 5 minutos, fato que fez o técnico Zanon pedir tempo. E deu certo. Apostando na marcação da saída da bola, Americana encostou no placar e nos minutos finais ainda conseguiu virar o jogo, vencendo o quarto por 17×15. No 2º quarto, Americana continuou apostando na marcação de saída de bola de Ourinhos, fato que fez a equipe aumentar a vantagem. Utilizando o banco de reservas, a equipe da casa venceu o quarto por 36 x 27.

No 3º quarto, a história se repetiu. Americana foi aumentando a vantagem do placar. Mesmo pedindo tempo em duas oportunidades, o técnico Edson Ferreto não encontrou uma forma de fazer a sua equipe aproximar-se do placar. Em noite inspirada de Karla (23 pontos, 5 rebotes e 6 assistências – foto à esquerda), a equipe da casa vencia, após três períodos, por 56×41. No último quarto, tanto o técnico Edson Ferreto, quanto o técnico Luiz Augusto Zanon resolveram colocar várias jogadoras vindas das categorias de base. Pelo lado de Americana, entraram as alas Iza Sangalli (18 anos) e Leila Costa (21 anos), além da armadora Débora (21 anos). Pelo lado de Ourinhos entraram a armadora Lais Cristina (18 anos) e a pivô Letícia (18 anos). O jogo manteve-se parelho, porém a equipe da casa ainda venceu o quarto por 18 x 15, fechando o placar em 74-56.

A cestinha da partida foi a ala Karla Costa (23 pontos, 5 rebotes e 6 assistências). Outros destaques da equipe de Americana foram Roneeka (16 pontos, 4 rebotes e 3 assistências – foto à direita) e Carina (11 pontos e 1 assistência). Do lado de Ourinhos, a ala pivô Silvia (14 pontos, 7 rebotes e 1 assistência) e a ala Joice (12 pontos, 6 rebotes e 10 assistências – double – double) se destacaram.

Para o técnico de Americana, Luiz Augusto Zanon, o 1º quarto a equipe foi mal. “No 1º quarto o time foi muito atípico, faltou concentração, não conseguimos aproveitar os lances de ataque, porém a equipe evoluiu no decorrer da partida e a equipe tende a crescer nos próximos jogos” disse.

Na próxima rodada, Americana encara a equipe de Guarulhos, em duelo marcado para o dia 17, domingo, às 10 horas, no Ginásio Municipal Milton Fenley Azenha, o Centro Cívico, em Americana. Já a equipe de Ourinhos viaja a São Luiz para encarar a equipe de Maranhão, no próximo dia 23, sábado, às 10 horas.


Um elogio justo a excelente defesa de Americana neste começo da Liga Feminina de Basquete
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Fábio Balassiano

Por conta de duas transmissões de TV, consegui ver o time de Americana com atenção neste começo de LBF (o único que não vi foi diante do Santo André – mas o Gustavo contou como foi por aqui). Diante do Sport-PE, na estreia (aqui), e no sábado contra o Maranhão Basquete (leia mais aqui), por coincidência justamente contra os dois melhores elencos do país (junto com o de Americana, claro).

E posso dizer uma coisa sem medo de errar principalmente pelo duelo contra as maranhenses: não via uma defesa tão forte, apertada, dura por aqui há muito tempo (que eu me lembre, desde que Maria Helena Cardoso ainda comandava o BNC – saudades dela e do time de Osasco em competições adultas, hein).

Não é que Zanon (foto à direita) seja o maior especialista em defesa dos últimos tempos, mas para um cenário de leseira tática dos nossos treinadores, o que o técnico de Americana conseguiu fazer em três anos de trabalho com a equipe (são 12 campeonatos jogados e dez títulos conquistados) é sensacional, sensacional mesmo (incluo nisso tudo a seleção brasileira feminina, hein).

No sábado, contra Iziane, a ordem foi muito clara e bem executada: toda vez que ela encostar na bola, dobrem a marcação nela. No primeiro combate a camisa 8 do Maranhão, a norte-americana Roneeka dava as cartas. Mas, ato contínuo, Karla (na foto) abandonava Bethânia para fazer a dobra. Aqui vai um ponto interessante também: a estratégia só deu certo porque Zanon tem um elenco de primeira. O técnico conseguiu colocar a armadora Babi (com 1,78m, ela é alta e pode fazer isso) para vigiar a ala Chuca sem maiores problemas, fazendo com que Karla, mais rápida e forte, conseguisse correr para fazer a marcação dupla na melhor jogadora do time adversário. Com isso, Iziane teve cinco erros, menos volume de arremessos do que gosta (chutou 14 “apenas”) e foi praticamente obrigada a quicar a bola para suas companheiras, que não arremessavam livres (a rotação, esplêndida, chegava rapidamente e impedia chutes sem marcação) e não estavam em uma boa jornada (0/9 nos três pontos e 18/44 nos tiros de dois).

O Sport/PE é o líder invicto da LBF (venceu ontem o Ourinhos facilmente por 81-51 e chegou ao quarto jogo sem derrota), não deve perder jogo algum até o final da fase de classificação (ficará de folga na primeira rodada do mata-mata, portanto), mas eu fiquei absurdamente impressionado e empolgado com a defesa que vi de Americana no último sábado. Em um cenário de terra arrasada em termos técnicos e táticos, o que Zanon conseguiu fazer com sua equipe é de encher os olhos, de verdade mesmo.

Que ele continue assim, e que a Liga de Basquete Feminino aproveite a onda de três times fortíssimos (Americana, Sport/PE e Maranhão) para popularizar o basquete feminino.


Sem sustos, Americana vê Karla e Roneeka Hodges inspiradas e derrota Maranhão na LBF
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Fábio Balassiano

Por Gustavo Belofardi, direto de Americana (SP)

A equipe de Americana não teve dificuldades para derrotar o Maranhão Basquete por 75-56 (43-30 no primeiro tempo) em duelo realizado no Ginásio Municipal Milton Fenley Azenha, o Centro Cívico, em Americana-SP, na manhã deste sábado.

“A equipe jogou muito bem, evoluiu muito em relação à última partida, mas precisa corrigir alguns erros para o próximo jogo” disse o técnico Zanon, de Americana.

O jogo começou com Americana apostando nos arremessos de 3 pontos. E deu certo. A ala Karla Costa (foto à esquerda), que teve 17 pontos e 5 assistências na partida, arremessou 4 e converteu os 4 para a alegria da torcida americanense, que compareceu em bom público. Pelo lado do Maranhão, Iziane (cestinha da partida com 18 pontos, 7 rebotes e 2 assistências) era a única que buscava jogo, mas não era suficiente. No final, vitória da equipe da casa por 20-12. No segundo quarto, Americana impôs mais velocidade na partida. Desatento, o time nordestino não conseguia acompanhar o ritmo e fazia o manager Barbosa coçar a cabeça pensando no que fazer para mudar a situação. Mas o panorama não mudou muito. As donas da casa terminaram a primeira etapa vencendo por 43-30.

Na volta do intervalo quarto o Maranhão teria que começar com tudo em busca de reverter o resultado. Só que quem voltou com tudo foi Americana, que chegou a abrir 19 pontos (55-36), fato que irritou Barbosa e Betinho, o técnico da equipe. De nada adiantou e Americana manteve essa vantagem até o final do quarto, vencendo por 64-45. No último quarto, Americana manteve a vantagem conquistada no placar. Utilizando várias atletas vindas das categorias de base, a equipe empatou o quarto em 11-11 e venceu por 75-56 contando com ótima atuação da norte-americana Roneeka Hodges (foto à direita), que saiu-se com 17 pontos, quatro rebotes e três assistências.

Apesar da derrota, o técnico Betinho viu evolução na equipe que venceu Guarulhos na última quinta-feira. “A equipe, apesar da derrota, evoluiu, mas Americana é uma equipe mais treinada, manteve uma base que vem jogando há dois anos juntos e teve um percentual de arremessos muito alto” disse.

Na próxima rodada, no dia 15 de fevereiro, Americana recebe a equipe de Ourinhos. Já o Maranhão tenta a recuperação no próximo dia 4 de fevereiro (segunda-feira), às 20 horas, diante da equipe de Santo André, fora de casa.


Seleção feminina evolui e luta, mas perde da Rússia e se complica ainda mais em Londres
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Fábio Balassiano

O Brasil bem que tentou, fez um jogo mais equilibrado do que se supunha, mas acabou não resistindo. Perdeu da Rússia por 69-59 (números aqui) na segunda rodada das Olimpíadas de Londres e vê a sua situação se complicar ainda mais nos Jogos.

Foi mais uma atuação decepcionante da seleção feminina. Começou bem, mas outra vez perdeu por causa de suas deficiências mais do que manjadas: erros de fundamento absurdos (foram 19, o que faz uma pergunta vir rapidamente ao pensamento: este time treinou por dois meses mesmo?), péssima pontaria dos três pontos (31%) e péssima transição defensiva (foram 14 pontos através das dez roubadas de bola russas). É um time fraco, dependente de Érika (15 pontos, 18 rebotes e três tocos) e sem a menor imaginação no ataque. Triste, bem triste.

Com o resultado, o time de Luiz Cláudio Tarallo segue sem vencer nas Olimpíadas de 2012, e enfrenta a Austrália na quarta-feira às 10h30 em mais uma partida complicada.

Viu o jogo? Decepcionante ainda, não? Comentem!


Seleção brasileira feminina enfrenta a Rússia nesta 2ª feira – vem aí um atropelamento?
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Fábio Balassiano

Depois da derrota para a França no sábado (aqui o meu post e aqui a estatística da partida), a seleção brasileira enfrenta nesta segunda-feira, às 12h45, um rival fortíssimo na segunda rodada da Olimpíada de Londres. É a Rússia (leia mais aqui sobre o time), que sofreu um bocado, mas venceu o Canadá por 58-53.

Se o Brasil tivesse ganho da França, poderia enfrentar a Rússia e a Austrália sem tanta pressão, esperando para definir a sua sorte contra Canadá e Grã-Bretanha, rivais bem mais fracos. Como isso não aconteceu, terá que lutar por um milagre contra russas e australianas para evitar uma eliminação precoce ou um avanço na quarta colocação do grupo.

A questão que fica na minha cabeça é: instável como sempre foi nos últimos oito anos, será que a equipe feminina consegue reverter aquele quarto período tenebroso de sábado (21-9) em uma vitória contra uma Rússia que certamente entrará mais ligada do que em sua não menos animadora estreia? Não sei se será todo dia que algum time deste quilate, medalhista de bronze nas duas últimas Olimpíadas, chutará 3/18 de fora um jogo de nível A, sinceramente.

Além disso, tenho um pouco de receio do que acontecerá no duelo entre Adrianinha (foto) e Becky Hammon. A norte-americana naturalizada russa também é veterana (35 anos), mas ainda mantém boa velocidade, ótimo arremesso e não precisa carregar tanto assim o seu time nas costas. Se não houver ajuda, corre o risco de Hammon fazer uma série de bandejas simples. Dentro do garrafão, Érika continuará sendo vigiada, e se Tarallo mantiver a passividade e/ou a falta de criatividade, a pivô terá desempenho semelhante ao do jogo da estreia contra a França (sinceramente eu esperava que o Brasil jogasse muito com a jogadora do Atlanta Dream, mas não que tiver apenas uma única alternativa de jogo).

Para hoje, apesar de achar que a Rússia não é mais isso tudo, continuo achando muito improvável que o Brasil de Tarallo vença. E você, animado ou com medo pra partida contra a Rússia? Será que vem aí um atropelamento? Comente!


Brasil vacila, perde da França na estreia e vê situação se complicar nas Olimpíadas
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Fábio Balassiano

Foi um jogo equilibrado como se previa, mas no período final o Brasil sofreu uma pane mental-técnica-tática (21-9), parou, perdeu da França por 73-58 e viu a sua situação no Grupo B se complicar demais na competição.

Cestinha com 17 pontos, Érika foi muitíssimo bem principalmente no primeiro tempo (13 pontos), mas, com exceção de Karla (13 pontos), foi pouquíssimo auxiliada no ataque e errou demais na segunda etapa (seis erros!).

Ao contrário de Pequim-2008, não houve o famoso nervosismo da estreia. Nos minutos iniciais, o Brasil foi bem, chegou a abrir vantagem, mas fechou o primeiro quarto com 20-16 apenas. No segundo período, Érika precisou descansar, Tarallo esqueceu que não poderia deixar a pivô e Adrianinha ao mesmo tempo juntas no banco (que mancada, hein) e as europeias viraram a partida com uma parcial de 7-1. As duas mais experientes voltaram, a partida voltou a ficar equilibrada até o intervalo (34-34).

Mas, e isso eu também já havia notado nos amistosos, o Brasil voltou terrível do intervalo (mérito do técnico adversário, e uma falha anunciada na visão, ou na falta dela, de Luiz Claudio Tarallo). Não percebeu que Dumerc (23 pontos e cinco assistências) seguia comandando as ações, que as pivôs estavam somente preocupadas com Érika (no ataque, foram pouco acionadas), que as coadjuvantes ganhavam confiança a medida que seus arremessos caíram (Laborde saiu do banco para anotar sete rápidos pontos) e que o jogo de meia-quadra só fazia sentido para as europeias.

Com isso, a velocidade das brasileiras foi contida, as francesas jogaram completamente soltas e a vitória das europeias veio sem muito susto com um quarto período tenebroso do time de Tarallo, que não percebeu que o jogo de Dumerc estava fluindo sem a menor marcação por perto e que suas meninas perderam completamente a vibração e a intensidade.

O Brasil volta a jogar na segunda-feira contra a Rússia (12h45), e a situação agora é absurdamente preocupante. Depois das russas, é a vez das favoritas australianas. Depois, Canadá, que hoje quase venceu a Rússia, e Grã-Bretanha. Passar em terceiro para evitar os Estados Unidos passa a ser quase impossível. Passar de fase, difícil pelo basquete apresentado neste sábado.

Viu o jogo? Está decepcionado?