Bala na Cesta

Arquivo : Jogo das Estrelas

Neto assimila revés da Liga das Américas, mas quer o NBB pelo Flamengo
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Fábio Balassiano

neto2Técnico do NBB Brasil mais uma vez em sua carreira, José Neto estava feliz com a festa que a Liga Nacional de Basquete promoveu em Mogi na edição de 2016 do Jogo das Estrelas. O técnico do Flamengo falou comigo sobre o crescimento do NBB, da alegria em fazer parte do evento, do sorteio olímpico para a seleção masculina, mas também de um fato não muito agradável – a derrota do rubro-negro na semana anterior para Bauru, na Liga das Américas, depois de estar vencendo por 17 pontos. O papo com Neto foi muito franco e merece ser lido com atenção. Confiram!

neto1BALA NA CESTA: O que você achou aqui da festa em Mogi das Cruzes? Sente, também, que a cada ano há uma evolução por parte da Liga Nacional de Basquete?
NETO: O bacana é isso, a evolução constante da Liga Nacional. É legal vermos que o basquete está crescendo, um motivo para tudo isso aqui. Pra gente que trabalha com o basquete é muito gratificante ver que nosso esforço, nosso trabalho, está servindo de entretenimento para muita gente. As atividades dos patrocinadores lá fora, algo novo, isso é muito legal. Foi um grande evento em Mogi. Isso é legal, e dá a oportunidade de quem não é familiarizado com o basquete conhecer um pouco mais da modalidade. Os jogadores participaram não só aqui na quadra, mas também fora, com ações sociais. Isso mostra a qualidade e a seriedade do trabalho.

neto3BNC: Sobre seleção brasileira agora. Você é assistente técnico do Rubén Magnano e recentemente saíram os grupos da Olimpíada. Qual a análise que você fez do chaveamento?
NETO: Jogos Olímpicos a gente vê que é jogo único todos os dias. É fundamental que a gente esteja preparado para cada adversário que vamos enfrentar. Temos um grupo dificílimo, lógico, mas em Olimpíada não tem muita escolha, não. Você pode pegar um grupo fácil na fase de classificação, mas depois no mata-mata vem a dificuldade. Ou o contrário. Então quanto a isso estamos tranquilos, pois não esperávamos nada e sabíamos que seria muito complicado mesmo. É pensar jogo a jogo, conhecer bem o adversário, jogar de uma maneira muito específica contra cada um deles e lutar pelo nosso objetivo. Nos últimos anos temos mostrado bom desempenho nas competições de nível mundial, e acredito que na Olimpíada não será diferente.

BNC: Agora vamos falar de uma coisa triste…
NETO: Tem coisa triste?

BNC: Tem, infelizmente tem. É sobre a Liga das Américas. Queria ouvir de você a explicação, se possível, sobre a derrota para Bauru da forma como foi (17 pontos acima faltando 7′ minutos no último período). Só acho fundamental não tirar o mérito de Bauru, que virou o jogo e venceu com méritos, mas você sabe que o Flamengo estava com a faca e o queijo na mão pra chegar à final da Liga das Américas.
neto1NETO: A gente foi muito focado para aproveitar o que havíamos feito nas outras etapas – que foi sair em primeiro lugar. Fomos muito focados pois sabíamos que em um Final Four qualquer vacilo pode te fazer perder a chance de disputar um título. E a gente construiu muito bem isso. Começamos muito bem o jogo, mantivemos, abrimos vantagem, mas cinco minutos de erros sucessivos tiraram isso da gente. É como você falou, não dá pra menosprezar a equipe adversária, porque se a gente errasse e eles também a gente teria ganho. Então é difícil te dar um motivo, uma única explicação, porque foi uma somatória de coisas, um conjunto de fatores que nos fizeram perder na Venezuela. Acabamos perdendo o controle do jogo e no basquete é assim mesmo. Você está cinco pontos na frente faltando um minuto e pode perder o jogo. Agora é ter essa consciência, que tínhamos a possibilidade de ganhar e não ganhamos, mas isso não volta mais e temos coisas a conquistar no futuro breve.

neto1BNC: Qual a grande lição que fica da Liga das Américas com esse revés do jeito que foi?
NETO: A gente sempre aprende, né? Eu prefiro aprender com os acertos, mas os erros ensinam muito também. Do jogo o que fica de lição é que se o jogo tem 40 minutos, você tem que jogar muito duro os 40 minutos. Não vou tomar o que aconteceu como uma regra, porque aquilo ali está mais para exceção do que uma regra desde que chegamos ao Flamengo e por tudo o que a gente tem pra fazer. Então não quero colocar muito na nossa cabeça, porque é inevitável que pensemos, mas temos muitas coisas importantes para conquistar e pra pensar. Ficar remoendo isso o tempo todo não vai ajudar.

neto 14-42-22BNC: Já são quatro anos de Flamengo, você é um dos treinadores mais longevos e vitoriosos da história do clube e queria saber o que você visualiza pra sua carreira na próxima temporada.
NETO: Eu penso muito o seguinte: eu tenho que respeitar muito aquele que acredita no meu trabalho. Hoje o Flamengo acredita no meu trabalho e vou me doar ao máximo. De uma certa forma eu acho que pude contribuir com alguma coisa para o basquete do Flamengo, e sei que ainda temos muitas coisas para fazer. Este é meu último ano de contrato, mas ainda há um NBB pela frente e quero estar muito focado nesta missão. O Flamengo nos deu uma oportunidade muito grande de representar o clube, vislumbrar o mundo, como aconteceu, então meu foco é em fazer o melhor pelo clube ainda neste NBB. Depois a gente vê o que acontece.


Breves Notas do Jogo das Estrelas do NBB
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Fábio Balassiano

ruben11) Enfim Rubén Magnano apareceu. Pero no mucho. O técnico da seleção brasileira masculina foi ao coquetel de abertura do Jogo das Estrelas na sexta-feira, fez reunião com todos os seus assistentes (Neto, Gustavo e Demetrius) no sábado, mas não foi visto no domingo no ginásio Hugo Ramos. Vanderlei estava lá nos dois dias de evento.

2) Ausência sentida, pero no mucho, foi a de Carlos Nunes. O presidente da CBB não compareceu ao último grande evento antes da Assembleia que aprovará (ou não) as contas de 2015 da Confederação em 31/03. Pode ser que o presidente esteja se preparando para apresentar as melhorias do balanço da entidade, conforme ele me disse em entrevista recente.

mogi23) Os acordos entre Renault e Adidas e a Liga Nacional foram apenas para o Jogo das Estrelas, mas as duas partes já conversam para que o namoro breve vire casamento rapidamente.

4) Foi belíssima a homenagem que foi feita ao time de Mogi campeão paulista em 1996. Atletas e o técnico Claudio Mortari obviamente não esconderam a felicidade ao serem ovacionados pela animada torcida local.

toyloy5) Torcida local que conseguiu um feito – arrancar um sorriso do carrancudo Toyloy (o camisa 12 da foto à esquerda). No sábado, durante o Jogo das Estrelas, um grupo de torcedores gritou muito o nome do pivô do Paulistano. Toyloy até sorriu. Com o canto da boca. O que já é um feito.

6) Fez falta o jogo da LBF, como aconteceu em 2015 em Franca. Não por mim, mas pra elas, atletas, mesmo. Seria uma oportunidade de ouro de clubes e atletas mostrarem seus trabalhos a tantos patrocinadores que lá estavam.

guerrinha17) Não foi pouco o que se falou sobre a entrada do Corinthians no próximo NBB. O projeto do técnico Guerrinha ainda é mantido em total sigilo, mas é praticamente certo que o Timão dispute o Paulista adulto e depois ou Liga Ouro ou diretamente o NBB comprando uma franquia já existente e que deseje sair do cenário. A segunda possibilidade é fortíssima inclusive.

8) Uma das sensações do fim de semana, Mogi foi bem sincero depois de ganhar o Torneio de Enterradas. Bem tímido, o ala de 19 anos não conseguia responder muito às perguntas da imprensa. Perguntei a ele sobre o que era mais difícil – ganhar o Torneio de Enterradas ou falar com a imprensa. “Não há dúvida que dar entrevista é o mais difícil pra mim”.


Saldo do Jogo das Estrelas do NBB é positivo – veja acertos e erros
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Fábio Balassiano

nbb6Terminou a edição de 2016 do Jogo das Estrelas do NBB. E terminou com saldo extremamente positivo. Houve erros (detalharei mais abaixo), mas certamente muito mais acertos por parte da Liga Nacional de Basquete, que organizou o seu maior evento anual muitíssimo bem no ótimo ginásio Hugo Ramos em Mogi das Cruzes, cidade que recebeu a festa pela primeira vez.

nbb10Em quadra, no sábado o NBB Mundo venceu o NBB Brasil por 138-135 com 33 pontos de Shamell. O norte-americano da casa foi eleito o MVP e foi muito aplaudido por sua torcida. No domingo, Rafael Luz (do Flamengo, no Torneio de Habilidades), Duda Machado (do Basquete Cearense, no Torneio de Três Pontos), o garoto Mogi (aos 19 anos, o ala do Paulistano nascido em Mogiguaçu ganhou o Concurso de Enterradas) e o Time Ratto (formado por Ratto, Damiris e JP Batista, no Desafio de Trincas) foram os grandes vencedores. Como ponto positivo dentro das quadras vale destacar, também, a belíssima homenagem feita aos campeões paulistas por Mogi em 1996. Foi realmente bem bonito e a presença de Ron Harper por alguns momentos pelo NBB Mundo.

nbb7A melhor parte da festa, no entanto, ficou do lado de fora das quadras. Pela primeira vez na história a Liga Nacional de Basquete fez um evento recheado de patrocinadores. Patrocinadores que, por sua vez, decidiram fazer ótimas e criativas ativações de marca no lado de fora do ginásio – Sky, Adidas, Caixa e Sportv fizeram ações de marca com os consumidores. A da Adidas, inclusive, fez com que os torcedores entrassem em uma quadra de basquete vestindo uniforme e tênis da marca. A Avianca foi além, com um vídeo pra lá de criativo adaptando as instruções de vôo das aeromoças em uma aeronave para o público do basquete.

nbb2Outro ponto interessante foram as ações sociais feitas pelos atletas durante a semana. Esse envolvimento com a comunidade local é mais do que fundamental para o crescimento do basquete. É ótimo para a construção de ídolos, mas sobretudo para dar um pouco mais de “corpo” a um produto que ainda está construindo o seu posicionamento no mercado. Houve uma bela ação em um Conjunto Habitacional, e espero que este tipo de iniciativa se estenda pelos clubes durante toda temporada. É algo que as agremiações do esporte brasileiro (não só do NBB) poderiam (deveriam?) explorar mais e mais.

nbb20Por fim, ficou muito claro que a Liga Nacional quer conquistar um novo público. E novo é novo mesmo. No sábado, antes do Jogo das Estrelas em si, foi realizado uma partida envolvendo personalidades conhecidas. A maioria formada por jovens que têm nome fortíssimo na internet (os Youtubers, acho que é isso). Não conhecia nenhum deles, mas a culpa não era minha – e o objetivo não era atingir a mim, um cara de 32 anos. O furor causado por alguns deles em jovens de 16 a 24 anos foi imenso, e conectar essa garota com seus ídolos através do basquete foi uma ótima sacada da Liga Nacional e de seus patrocinadores. Há muito mimimi por parte da imprensa a respeito deste tipo de embate, mas se a LNB queria “falar” com a molecada, ela conseguiu fortemente. As redes sociais do NBB acompanharam o ritmo com o bom trabalho de sempre, abastecendo Instagram, Snapchat, Twitter e Facebook com fotos e vídeos a todo instante.

nbb4Se isso funcionou, vale a pena a Liga Nacional de Basquete ficar atenta aos pontos de melhoria visando as próximas temporadas. O ginásio não encheu no sábado (ficou quase lotado, mas não TOTALMENTE lotado) e o público de domingo foi muito ruim (calculo entre 1.500 e 2.000 pessoas). Conversei com moradores da cidade e o problema apontado (por eles) foi o de promoção do evento. Não sei exatamente como medir isso, mas evidentemente algo precisa ser melhor planejado (talvez a inversão da ordem, com o Jogo em si no sábado e os eventos no domingo, pode ter influenciado também). Ter um ginásio vazio assim é muito ruim – para a Liga, para os patrocinadores (alguns recém-chegados), para a NBA e para quem assistiu de casa da televisão.

nbb3Outro ponto importante diz respeito à organização dos eventos de domingo. Havia uma confusão imensa sobre formatos (inclusive no guia do Jogo das Estrelas há um erro no torneio de habilidades – dizia que apenas os dois primeiros fariam a final, mas foram os quatro melhores da primeira fase), e o público que foi ao ginásio não entendia nada do que estava acontecendo no Hugo Ramos. Não custava que o animador explicasse à galera sobre regulamentos e processos dos eventos.

Além disso, aparentemente aconteceu uma mudança na programação (o Concurso de Enterradas veio antes do Torneio de 3 Pontos). Outro ponto importante: a programação começou às 09h58, dois minutos antes do previsto. O motivo? Talvez o espaço de oito minutos mais adiante (entre 10h09 e 10h17) para entrar ao vivo na TV Globo explique. Só que tinha público dentro do ginásio, e um intervalo imenso desses é muito ruim.

nbb5Os pontos de melhoria quase todos acabam culminando em uma singela confusão que há no Brasil: sobre fazer o evento quase que exclusivamente para a televisão. Ninguém aqui é imbecil de achar que uma emissora do tamanho da TV Globo não é importante (é, e muito), mas é preciso chegar ao meio termo entre o que é bom para quem está de casa (número maior, claro) e o público já fidelizado que está no ginásio. Há outro ponto importante: o ideal, sempre, é que o evento seja da Liga Nacional, e meios de comunicação (seja ele qual for) apenas cubra o evento – e não se apodere dele como se fosse seu. Na NBA, parceira da LNB aliás, os jogos são exibidos de acordo com as regras da melhor liga do planeta – e não de acordo com o que será melhor para a emissora que detém os direitos daquele evento. Creio ser um ponto importante de reflexão, delimitando espaços e fazendo com que o público que vai ao ginásio (e são poucos) não se sinta quase que como um acessório daquilo que as pessoas estão vendo de casa.

nbb25A análise pode ser dura, mas certamente a turma da Liga Nacional não quer ninguém dourando a pílula, batidas nas costas dizendo que foi tudo ótimo. O saldo, repito, foi muito bom, mas é preciso ajustar alguns pontos para que as próximas edições do Jogo das Estrelas sejam ainda melhores. Não tenho dúvida que esforço por parte da LNB não faltará. O teto do ginásio Hugo Ramos em Mogi recheado de banners dos patrocinadores mostra que o caminho está sendo trilhado de forma satisfatória.


Jogo das Estrelas de ‘vacas gordas’ acontece hoje em Mogi
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Fábio Balassiano

asg5

Acontece hoje em Mogi às 18h30 (com transmissão do Sportv) a edição de 2016 do Jogo das Estrelas envolvendo o NBB Brasil e NBB Mundo (no site da Liga Nacional de Basquete há as escalações). Poderia ser um evento como os outros que já aconteceram na história do NBB, mas o deste ano é especial por ser o primeiro de, digamos, vagas gordas. E explico.

asg4É especial por causa dos últimos patrocinadores que a LNB fechou no último mês , trazendo um alento para este momento de crise e uma projeção boa do que poderá ser o futuro da modalidade (ao menos no que lhe cabe – clubes). Primeiro foi a Sky, depois a Avianca e nesta semana a grande cereja do bolo – a Caixa Econômica Federal até 2020. Além deles, há patrocinando o fim de semana das estrelas em Mogi a Renault, a Spalding e a Adidas, fechando nada menos que seis investidores no evento (número altíssimo e que mostra quão bom foi, recentemente, o trabalho da turma da Liga Nacional em planejamento e captação de patrocinadores).

asg10Cheguei a Mogi das Cruzes ontem à noite e todos me falaram para, além do Jogo das Estrelas em si, as atividades que acontecerão fora das quadras (aparentemente todos os patrocinadores terão um espaço bacana para fazerem suas ações de comunicação com o público/consumidores). Nesta sexta-feira, aliás, houve uma bela ação social com atletas no Conjunto Residencial Santo Ângelo (este é outro ponto, o de trabalho com a comunidade local, que a LNB tem avançado muito nos últimos anos).

asg3Em quadra, vale a pena ficar ligado nos jovens que farão a sua estreia na festa principal, como Deryk Ramos (Brasília – foto à direita), Lucas Dias (Pinheiros), Davi Rossetto (Basquete Cearense) e Ronald (Brasília). Lembrando que TODOS eles passaram pela Liga de Desenvolvimento, o que faz com que a gente veja que o trabalho tem tido continuidade, acompanhamento, uma trilha para os jovens seguirem.

Vocês sabem como a cobertura do blog funciona, né? Fiquem de olho nas redes sociais (Instagram, Facebook e Twitter), porque o primeiro Jogo das Estrelas de vacas gordas do NBB promete bastante.


Elencos do Jogo das Estrelas do NBB estão definidos – confira!
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Fábio Balassiano

jogodasestrelasEstão definidos os elencos da edição de 2016 do Jogo das Estrelas do NBB que será disputado em Mogi no próximo sábado (no domingo teremos os eventos). Pela primeira vez a eleição dos atletas foi TODA online, ótima iniciativa da Liga Nacional de Basquete e que teve por objetivo gerar engajamento com quem curte a modalidade e uma aproximação ainda maior dos ídolos.

fischer1Alguns pontos interessantes e que devemos ficar atentos: 1) Ricardo Fischer (foto), armador mais votado, deve ser substituído por Fúlvio, o quarto mais votado, já que se lesionou na Liga das Américas e não deve ter condições de atuar em Mogi; 2) Chama a atenção novamente a turma jovem pedindo passagem (como já acontecera em 2014 aliás). O próprio Ricardo, Deryk, Davi e Ronald (um terço dos convocados portanto) foram lembrados pelo público); e 3) Vice-campeão da Liga das Américas, Bauru teve TODOS os cinco titulares convocados (Fischer, Alex, Hettsheimeir e Jefferson no NBB Brasil, e Robert Day, no NBB Mundo).

Abaixo os elencos, com o número de votos ao lado, e em negrito os titulares:

NBB BRASIL

markARMADORES: Ricardo Fischer (Bauru / 11.769 votos), Deryk Ramos (Brasília / 7.687) e Davi Rossetto (Basquete Cearense / 5.934).

ALAS: Marquinhos (Flamengo / 19.534 votos – na foto), Alex (Bauru / 11.868), Neto (Liga Sorocabana / 9.386) e Larry Taylor (Mogi / 8.137 votos).

PIVÔS: Hettsheimeir (Bauru / 15.498 votos), Giovannoni (Brasília / 10.316), JP Batista (Flamengo / 7.775), Ronald (Brasília / 6.630) e Jefferson Willian (Bauru / 6.231).

NBB MUNDO

shamell1ARMADORES: Dawkins (Paulistano/ 10.254 votos), Bennett (Pinheiros / 6.516) e Kojo Mensah (Vitória / 5.554).

ALAS: Shamell (Mogi / 16.194 – na foto), Robert Day (Bauru / 13.070), Ronald Ramon (Flamengo / 7.907), Robinson (Flamengo / 6.699), Simmons (Minas / 6.643) e Holloway (Pinheiros / 5.768).

PIVÔS: Meyinsse (Flamengo / 19.711 votos), Tyrone  (Mogi / 16.194) e Calvo (Vitória / 9.613).


Liga de Basquete Feminino responde sobre falta de Jogo das Estrelas
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Fábio Balassiano

lbf1Na quarta-feira coloquei aqui que, ao contrário dos últimos dois anos, a Liga de Basquete Feminino não terá, desta vez, um Jogo das Estrelas na temporada. Em 2014 foi uma “festa solo”. Em 2015, com o pessoal do NBB. Em 2016, esperava-se, principalmente pela parceria assinada pelas entidades, que o evento fosse ficar maior ainda.

Nada disso, conforme divulgação em primeira mão deste blogueiro. A LBF, através do presidente Marcio Cattaruzzi, respondeu aos questionamentos do Bala na Cesta e confirmou que não haverá mesmo Jogo das Estrelas da Liga Feminina. Vamos lá:

marcio1BALA NA CESTA: Tenho lido notícias sobre o Jogo das Estrelas do NBB, mas nenhuma sobre o das meninas. Não haverá Jogo das Estrelas da LBF nesta edição?
MARCIO CATTARUZZI: Não, e temos uma razão muito forte: falta de verba, apesar de toda vontade dos clubes e das jogadoras para repetir o sucesso de Franca em 2015.

BNC: Foi uma decisão da Liga Nacional de Basquete (LNB), que também organiza a LBF, ou opção dos clubes do naipe feminino?
CATTARUZZI: Esta foi uma decisão de todos da LBF. A LNB não interferiu na decisão.

marcio2BNC: Não é um contrassenso que no ano passado, sem a parceria firmada entre LNB e LBF, tenhamos tido um Jogo das Estrelas em conjunto, e neste ano, com a parceria firmada, não termos o evento?
CATTARUZZI: No ano passado tínhamos um patrocinador (Bradesco). Este ano a LNB tem condições de bancar a sua parte e entendemos que não é justo que custeiem a parte da LBF.


Jogo das Estrelas do NBB terá mudança no formato – veja meus eleitos
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Fábio Balassiano

coachesNesta semana a Liga Nacional de Basquete divulgou os técnicos do NBB Brasil (Neto, o mais votado, e Gustavo de Conti, o terceiro) e do NBB Mundo (Demétrius, o segundo mais votado, e Alberto Bial, o quarto) para o Jogo das Estrelas da edição de 2016 de sua anual festa (informações sobre horários e ingressos você encontra aqui e aqui).

mogi1Anual festa que sofrerá mudanças neste ano (e não da eleição dos 12 que irão atuar ser totalmente pela internet). O jogo entre NBB Mundo x NBB Brasil será no sábado às 18h30 (Sportv) e os Desafios (Enterradas, Três pontos e Habilidades), no domingo a partir das 9h (exibição dentro do Esporte Espetacular). O objetivo da alteração (e eu entendo perfeitamente isso) é fazer com que se tenha a exposição da modalidade em TV Aberta, mas não sei se isso me agrada muito. Normalmente, e na NBA também é assim, faz-se primeiro o Festival (Habilidades, 3 pontos e Enterradas) e depois o jogo.

markDe todo modo, veja quem são os jogadores que elegi para disputar o duelo entre NBB Brasil x NBB Mundo:

NBB Brasil: Fischer (Bauru), Marquinhos (Flamengo – foto), Giovannoni (Brasília), Hettsheimeir (Bauru) e Caio Torres (Paulistano) de titulares. No banco: Deryk (Brasília), Davi (Basquete Cearense), Alex (Bauru), Larry (Mogi) e Ronald (Brasília). Técnicos: José Neto (Flamengo) e Alberto Bial (Basquete Cearense).

NBB Mundo: Dawkins (Paulistano), Holloway (Pinheiros), Shamell (Mogi), Sosa (Minas) e Meyinsee (Flamengo) de titulares. No banco: Jamaal (São José), Simmons (Minas), Jason (Vitória), Day (Bauru) e Tyrone (Mogi). Técnicos: Demétrius (Bauru) e Gustavo de Conti (Paulistano).

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Meu balanço sobre final o fim de semana das estrelas do NBB em Brasília – saldo positivo
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Fábio Balassiano

Como você sabe, terminou ontem o fim de semana das estrelas em Brasília. E o saldo é extremamente positivo. Em cinco anos a Liga Nacional de Basquete, organizadora do NBB, conseguiu o inimaginável para que acompanhava os campeonatos nacionais organizados pela CBB: trazer organização, transparência, credibilidade, seriedade e modernidade na tomada da maioria das decisões. Se peca (e peca – vou falar sobre isso), a sensação que tenho é que esses caras que tomam conta da LNB hoje estão tentando acertar com todas as forças e têm o compromisso de desenvolver o campeonato e a modalidade.

O fim de semana todo foi muito bem organizado (pontos mais uma vez para a equipe comandada por Guilherme Buso, responsável pela Comunicação da LNB – o técnico Pizza disse que ele foi um grande jogador, mas não dá pra crer muito nisso), mas a Liga ainda tem muito espaço pra crescer – o que também é excelente e mostra que há espaço para vermos eventos ainda melhores. Sei que há uma questão financeira que hoje a complica bastante (o NBB perdeu dois patrocinadores, Netshoes e Eletrboras, em um ano e até agora não repôs), mas há alguns pontos que merecem atenção.

Os jogos da Liga de Desenvolvimento foram com ginásio completamente vazio – e a molecada atuar com público seria ainda mais bacana pra eles. Não entendi até agora por que não colocaram as semifinais para sexta-feira antes dos eventos de habilidades, três pontos e enterradas do NBB e a final para depois do jogo das estrelas propriamente dito. Muitos colegas da imprensa ainda citam como ponto bacana (embora eu não ache isso o mais necessário) ter um jogo do time local (no caso Brasília) nos dias anteriores ao evento (como aconteceu em Franca, quando os francanos jogaram contra o Flamengo na quinta-feira anterior a peleja). Já falei aqui sobre a falta de homenagens a Oscar, Ary Vidal e aos bicampeões mundiais também, né.

Outra coisa: embora os públicos tenham sido ótimos (sete mil pessoas em cada dia), dava pra encher o ginásio Nilson Nelson de forma completa (11 mil). O povo de Brasília ama o time de sua cidade, e faltou mostrá-los que o evento era pra eles. Não vi uma comunicação voltada para o público candango (rádio, jornal, TV etc.). O preço dos ingressos (de R$ 40) também pode ter afastado a galera. Há, também, dois outros fatores: a maior parte das estrelas da equipe (Nezinho, Alex, Giovannoni e Arthur) sequer participaram dos eventos de sexta-feira (erro crasso pra mim), o que ajudou ainda mais a diminuir o público, e o fato de os torcedores gostarem mais do time de Brasília do que de basquete – e como foi um evento de basquete, de festa do basquete, não houve tanto interesse. Sobre este último, é natural e compreensível.

Como disse acima, o saldo é amplamente positivo. O foco, agora, deve estar na evolução técnica (a parte mais difícil do trabalho da Liga, sem dúvida alguma), no investimento na base (a LDB, que começa em junho deste ano, se estendendo até fevereiro de 2014 com no mínimo 28 jogos por equipe, ajudará muito), na série B (é de lá que poderão surgir as revelações do basquete do país) e principalmente em popularizar o NBB (basquete, acreditemos nisso pois é a realidade, ainda é um esporte para poucos por aqui). É um trabalho que será difícil, árduo, complexo, lento, mas dá pra confiar que nas mãos dessa galera (Cássio Roque, Sergio Domenici, Paulo Bassul, Guilherme Buso, entre outros) ande muito mais rápido do que a gente imagina.

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Breves notas sobre o fim de semana das Estrelas do NBB aqui em Brasília
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Fábio Balassiano

Falta pouco tempo pra começar o Jogo das Estrelas do NBB (10h, na TV Globo e Sportv). Algumas notas interessantes sobre o evento aqui:

– Rubén Magnano (foto) está na área. Falará com a imprensa neste sábado e ficará pra ver a Liga de Desenvolvimento Olímpico (semifinais hoje entre Bauru x Flamengo, os finalistas de 2012, e Franca x São José). Perguntei a ele por que ele não viu a LDB inteira.

– Carlos Nunes e Grego, os dois candidatos da eleição da CBB na próxima quinta-feira estão no mesmo hotel (o mesmo hotel, aliás, que o restante da imprensa inteira). Nunes, que diz estar tranquilo e com 21 votos para o pleito, prometeu (não sei se dá pra acreditar, sinceramente) entrevista com os jornalistas daqui para este sábado. Grego está disposto a falar com todo mundo.

– O mercado do NBB meio que abre oficialmente as negociações para a próxima temporada aqui no fim de semana das estrelas. Há muita especulação, há muito burburinho, mas os nomes de Simmons (Vila Velha) e Holloway (Liga Sorocabana) estão na boca de muitíssima gente (diretores) por aqui.

– Nesta sexta-feira a LNB fez reuniões com atletas, técnicos, árbitros e muito mais. Ótima iniciativa e que merece os parabéns. Pelo clima daqui, parece todo mundo andar na mesma direção.

– Outra reunião que houve foi a Associação de Jogadores, comandada por Guilherme Giovannoni. Ainda não está oficializada, mas a pedra-fundamental, digamos, já foi lançada. Que saia, enfim, do papel.

– Fiquei impressionado com o ginásio Nilson Nelson. Foi minha primeira vez lá ontem, e o ginásio é grande, espaçoso pacas, bem cuidado e com uma estrutura bem boa. Na cidade (e isso será tema de post depois do evento). Gostei muitíssimo do que vi.

– Nesta sexta-feira entrevistei Nezinho (educadíssimo) e Hélio Rubens (primeira vez que o entrevistei ao vivo – antes só por telefone ou e-mail via assessoria). Papos ótimos, que entrarão na próxima semana. Neste sábado farei um apanhado com a turma da LDB.


A sexta-feira das estrelas do NBB no Nilson Nelson, em Brasília
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Fábio Balassiano

Vocês sabem muito bem que eu não curto muito esse negócio de fim de semana das estrelas. Não escondo isso, e acho que vale mais pelas pautas e pelos encontros que há por aqui do que pelo evento em si. Mas já que estava no Nilson Nelson (recebeu, pelo que falou-se aqui, cerca de cinco, seis mil pessoas), vamos a alguns detalhes:

– Gui Deodato, de Bauru (foto), sagrou-se bicampeão do Torneio de Enterradas (leia mais aqui). Não foi um bom evento, com muitos erros e tentativas que acabaram não acontecendo. Não empolgou a ninguém, e como disse Deodato no final do jogo, se Danilo tivesse acertado as suas enterradas de primeira seria o campeão.

– Matheus Dalla (foto à direita) estava bem feliz com sua conquista no torneio de 3 pontos. Bem humilde, a revelação de Limeira superou nomes consagrados e veteranos para sair com o troféu. No final, confessou o nervosismo: “A gente treina muito chutes de três todos os dias, mas eu confesso que estava um pouco ansioso pra competição aqui. Fiquei pensando a semana toda em como seria, como seria a reação do público. Acabou no desempate, e dei sorte”, disse.

– No desafio das habilidades, Fernando Penna, do Pinheiros, tornou-se tricampeão. Eric Tatu, preferido da torcida, tentou, mas não conseguiu bater o armador do Pinheiros.

– Sobre o evento em si, foi muito bem organizado, bacana, lindo, mas a intereferência do Rede Globo/Sportv chega a ser pedante. Durante o evento (e um evento de festa, é sempre bom lembrar), na quadra, só funcionários com crachá da TV Globo/Sportv. O circuito de habilidade dos atletas ou a enterrada só pode começar quando um produtor do canal campeão levanta as mãos, o que é horrível e esfria um evento que por si só já é… frio. Para aumentar o drama, dois jurados do concurso de enterradas foram da emissora (Roby Porto e Bruno Laurence – havia, ainda, uma cantora do The Voice, se não me engano). Outro ponto interessante: os mortais da imprensa só conseguimos entrar para conversar com os participantes dos torneios ao final do evento TODO. Na quadra só estavam Gui Deodato e Matheus Dalla. Fernando Penna já havia entrado nos vestiários e não conseguimos falar com ele. Chato, não?

– Outra coisa importante: o evento, que já é frio (insisto nisso), precisa trazer as grandes estrelas pra quadra novamente. Marquinhos é um dos jogadores mais conhecidos do país. Nezinho também. Alex, o mesmo. Shamell, idem. E onde estava essa galera? Na arquibancada (aliás, ninguém do Flamengo, o líder do campeonato e grande rival do Brasília, entrou em quadra nesta sexta-feira). Essa galera precisa estar inserida na sexta-feira. A LNB é muito bem intencionada, mas precisa rever isso com urgência.

Viu alguma coisa da sexta-feira das estrelas do NBB? Comente!