Bala na Cesta

Arquivo : Iziane

Novo técnico, Zanon abre o jogo sobre futuro da seleção feminina que começa a treinar hoje
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Fábio Balassiano

Na tarde de ontem, Luiz Augusto Zanon, de 49 anos (completa 50 em 17 de junho), uniu na apresentação da seleção feminina da qual é o novo treinador aquilo que mais ama: basquete e família. Ao lado de sua mãe (Magali) e esposa (Erica), o pai de Carolina, Caio e Camila inicia hoje os treinamentos com a equipe nacional visando os dois amistosos contra o Atlanta Dream e Washington Mystics (times da WNBA), o Sul-Americano (Argentina) e a Copa América (no México). Em conversa longa com o blog, o comandante falou sobre as expectativas do trabalho, da renovada equipe (média de 22,6 anos) que começa a suar a camisa hoje em Americana (cidade em que se sente em casa, afinal treina o time local, vice-campeão da LBF) e de como pretende recolocar o basquete feminino brasileiro nos primeiros lugares em competições de alto nível. Confira o papo com Zanon.

BALA NA CESTA: Antes de começar com a entrevista propriamente dita, queria que você falasse sobre o planejamento de treinos e jogos da seleção feminina visando Sul-Americano e Copa América.
ZANON: Bem, vamos lá. O time se apresentou nesta quarta-feira, e hoje (quinta-feira) começa a treinar. Vamos até o dia 11 e embarcamos para os Estados Unidos. No dia 13 enfrentaremos o Atlanta Dream, dois dias depois o Washington Mystics e no dia 16 faremos um amistoso contra o mesmo Washington. Voltamos ao Brasil, faço uma nova convocação, treinamos até o final de junho e no começo de julho viajamos para a China, onde faremos três torneios contra as anfitriãs e outras duas seleções.  Retornamos direto para a Argentina, onde jogaremos duas vezes contra elas antes do Sul-Americano lá mesmo na Argentina (23 a 27 de julho). Pra fechar a preparação para a Copa América (21 a 28 de setembro, no México), teremos um amistoso no Brasil contra Canadá, Argentina e Porto Rico. Serão mais de três meses com as meninas, e cerca de 25, 30 amistosos. Quero apenas esclarecer, desde já, que os amistosos e torneios já estavam marcados quando eu cheguei, não podendo, até por ser verba do Ministério do Esporte via Lei de Incentivo, mexer muito. Apenas adequei algumas situações que achei pertinente, e posso garantir que ano que vem, nas vésperas do Mundial da Turquia, já estamos trabalhando para atuar contra as seleções europeias.

BNC: Queria que você contasse como foi o contato do Vanderlei, novo diretor de seleções da Confederação, e qual a sua expectativa para comandar a seleção feminina de basquete.
ZANON: Olha, eu não esperava o convite, pra te ser sincero. O Vanderlei ligou primeiro para o Ricardo Molina (presidente do time de Americana) e depois marcou um encontro comigo aqui em Americana. Nos falamos, ele entendeu o que eu queria e acertamos tudo. Não demorou muito, não. Olha, cara, sonho, sonho mesmo eu tenho de fazer o meu melhor trabalho, de evoluir como técnico e pessoa e de fazer as atletas evoluírem também. A palavra-chave para mim vai ser essa: evolução. Se essa evolução nos fizer campeões mundiais ou olímpicos, ótimo. Se a evolução, a máxima possível, não permitir isso, paciência e ficarei feliz. O lance é: evoluirmos o máximo que pudermos no período em que estivermos juntos. O que me motiva, além dessa evolução, é a chance de dirigir a seleção em uma Olimpíada no Brasil. Poxa, quantos técnicos têm essa honra, essa oportunidade? Poucos. Caso consiga completar esse ciclo, será uma honra e tanto dirigir o Brasil diante do nosso torcedor e da minha família. Por isso tudo aceitei o cargo. Pela chance de evoluir como técnico e como pessoa e pela chance de permanecer perto da minha família aqui em Limeira (a cidade em que vive fica perto de Americana, onde treina o clube vice-campeão da LBF).

BNC: Perfeito. Agora falando sobre a seleção em si. Sua primeira convocação causou surpresa e alegria em quem pedia renovação, já que se trata de um grupo de 22,6 anos de média. É uma filosofia que você pretende seguir, ou foi apenas para testar as meninas no primeiro momento?
ZANON: Na minha cabeça eu preciso dar chance para as mais novas para saber o potencial delas. Isso é bem claro. Por isso, nesse primeiro momento eu quero colocar as meninas na quadra e conhecê-las melhor. Vai ser treino, treino e treino. É o que mais gosto de fazer, e assim elas vão melhorar. Parte técnica, tática, personalidade, tudo. Todas as que convoquei precisam de experiência internacional, rodagem, e só vamos conseguir isso dando espaço a elas. Algumas nem tinham passaporte pra viajar, você sabia? Pra te ser sincero, queria até convocar meninas da Sub-19, mas elas estão treinando com o time que irá ao Mundial e não foi possível no momento. Quis dar uma chacoalhada, uma animada, nas mais novas, conhecer de perto e depois vamos ver o que precisamos. Dividi o trabalho em etapas. Nesta primeira, é a chance das mais novas mostrarem serviço. Depois, pro Sul-Americano e Copa América, que preciso de resultado, vou trazer as mais experientes nas posições que mais precisarem. Nesse primeiro momento quero que essas meninas de 20, 21, 22 anos joguem contra as melhores, as lá da WNBA, e se entreguem em quadra. É a chance delas, e meu perfil é muito de fazer as jogadoras evoluírem, né. Mas posso te garantir: vai jogar quem estiver melhor, independente de idade. As mais experientes eu já sei o que podem me dar, o que fazem. As mais novas têm potencial e agora podem mostrar.

BNC: Três nomes me chamam a atenção nessa convocação. Patricia Ribeiro, que foi muito bem por São José, Joice Coelho, destaque da Sub-19 dois anos atrás e uma das revelações da LBF jogando por Guarulhos, e Ariani (foto à direita), armadora que estava jogando nos Estados Unidos.
ZANON: A Ariani já vinha olhando pra ela há algum tempo e recebi ótimas informações de dentro da CBB sobre seu jogo. Para a posição de armadora, será testada e ganhará chances. A Joice fez ótimas partidas em Guarulhos, e quero muito ver como se comporta em um jogo mais coletivo, mais de sistema, que é como gosto de jogar. A Patricia é a menina que mais joguei contra ela. Conheço suas qualidades e pontos de melhoria, e agora é ver como se encaixa na seleção. Além dessas, tem a Tatiane Pacheco, que foi muito bem na fase final por São José e que agora tem chance na seleção. São todas da mesma faixa de idade, e isso também foi proposital. Não podia testar meninas muito jovens com veteranas no meio. A química dessa meninada é importante demais também.

BNC: Sobre as mais experientes, você já chegou a conversar com a Adrianinha, que me disse, aí em Americana, estar a disposição pra voltar, com a Érika ou com a Iziane (foto à esquerda), cujo estoque de polêmicas é inesgotável?
ZANON: Olha, ainda não falei. Não falei porque ainda não é momento. Quando for, pode ter certeza que eu mesmo vou puxar o telefone e ligar uma a uma para explicar minha filosofia e o que estou pretendendo. Quem quiser vir pra se enquadrar e participar será muito bem-vinda. A única que conversei, mas informalmente, foi a Érika – e porque encontrei em um programa de televisão. Ela me disse só um “tamos juntos, Zanon” e nada mais. Vou falar com todas elas e sei que cada uma tem uma situação diferente. Sobre a Iziane, e isso quero deixar claro, comigo não existe nada do passado. Eu, como técnico da seleção, entro zerado, entro sem querer saber do histórico de nada, de absolutamente nada. E nem quero saber pra te ser sincero. Eu planejo o futuro e só, nada mais. Nunca houve nada comigo, certo? Então é sentar, conversar, alinhar expectativa e tocar o barco. Vou ligar pra ela e vou falar. Sou muito direto e você sabe disso. Não posso pré-julgar uma menina por conta de assuntos anteriores a minha gestão. Não tenho nada contra e nem a favor de nenhuma delas. A palavra-chave, Bala, é ‘produção’. Quem produzir, joga. Quem jogar bem vai estar no grupo. Isso é bem simples.

BNC: Pra fechar a parte de quadra, você foi o responsável por fazer Americana marcar como eu há muito tempo não via em solo nacional. É o que você espera na seleção também, não?
ZANON: Sim, e muito. Preciso estar sempre com defesa forte, e farei isso desde o começo. Pode ter certeza que mesmo nesses amistosos contra a WNBA eu vou marcar forte, pressionar a bola, fazer o diabo lá. Não sou maluco de marcar pressão a quadra toda, mas quero meu time marcando forte, abusado, sem medo de absolutamente nada. Vamos lá pra aprender, mas vamos jogar também. Vou usar sempre o que de melhor meu grupo tiver pra defender. Nesse primeiro momento, é a vitalidade, a força física, a juventude das meninas para rodá-las. Tudo isso aliado a um jogo coletivo muito forte no ataque. Para te citar um exemplo, meu time (Americana) ficou muito individualizado nas finais da LBF contra o Sport/Recife. Isso eu não gosto, não é assim que curto, não. Só vamos melhorar o nível da seleção se jogarmos coletivamente e de forma elaborada, escolhendo a melhor jogada, no ataque. Isso tudo com muito poder de decisão, coragem para escolher a melhor jogada. Posso fazer variações de pick’n’roll, qualquer coisa com as meninas, mas vamos precisar de paciência no ataque e muita disposição e entrega na defesa desde o primeiro dia de trabalho. É assim que sempre trabalhei em Limeira (masculino) e Americana (feminino) e não sei fazer diferente, não. O basquete, cada vez mais, caminha pra isso, né. Marcação apertadíssima e controle da posse de bola.

BNC: Por fim, uma pergunta: como você tem feito pra se atualizar, estudar e olhar os rivais que enfrentará no Mundial?
ZANON: Cara, eu vejo tudo. Tudo é tudo mesmo. Passa NBB, Euroliga masculina, Euroliga feminina, NBA, eu vejo tudo. Outro dia estava assistindo na internet a Euroliga Feminina. Leio muito também e acho que aprendo muito. Os últimos livros que li foram do Bernardinho e do John Wooden, dois caras que admiro demais. Falo muito com os técnicos, e peço para eles me avaliarem também. Já fiz isso com a Maria Helena Cardoso e com o Edvar Simões, por exemplo. Tem vezes que vejo jogo também e fico me imaginando como tomaria determinadas decisões em ocasiões como as que se apresentam nas partidas. Tem outra coisa que faço com constância e que me ajuda bastante: eu jogo muito xadrez sozinho. Isso é basquete, cara. Você faz um movimento e precisa imaginar como o adversário vai reagir. O basquete é xadrez, entende? O segredo é manter a cabeça no lugar, manter o controle emocional e tomar as decisões corretas nos momentos mais complicados. Minha grande paixão, no esporte e na vida, é crescer, é evoluir, é sempre melhorar.


Torcida dá outro show, Maranhão vence Guarulhos e está na semifinal da LBF
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Fábio Balassiano

Jogando duas vezes em seu ginásio (você leu aqui os motivos), o Maranhão Basquete não teve muita dificuldade para se impor e bater o raçudo time de Guarulhos por duas vezes para se classificar para as semifinais da LBF edição 2013. Na quinta-feira fez 90-69 com 41 pontos de Iziane (melhor marca do campeonato). Neste sábado, 85-61, com cinco atletas pontuando em 10 ou mais pontos (Kelly foi a cestinha com 19).

O resultado foi bom em quadra, mas fora dela é importante ressaltar mais uma vez que o ginásio Castelinho recebeu ótimo público. Neste sábado foram 4.023 (o jogo começou às 14h, péssimo horário, diga-se de passagem), e a média do Maranhão Basquete na atual LBF fica em 5.139 com um total de 25.698 pessoas indo ao Castelinho nos cinco jogos da equipe até aqui na competição (veja quadro abaixo).

Para vocês terem uma noção do tamanho disso, a média de público do Maranhão é duas vezes maior do que a apresentada por Mogi, líder no quesito no NBB5 (veja mais aqui) e quase o triplo do que fazem Franca (1.872) e Flamengo (1.452), dois dos mais tradicionais times do país. Se formos fazer uma comparação com o futebol, a média do time nordestino fica perto da do Fluminense no Cariocão 2013 (5.674) e do Vasco (6.872). Em uma palavra e sendo bem claro: INCRÍVEL!

O basquete feminino do país definha, vai mal pacas, mas encontra um pólo seguro e fanático em São Luís. Eu só espero que a Confederação não seja vingativa e jogue por terra tudo o que foi construído no Maranhão desde o ano passado por política (a Federação local, sob o comando de Manoel Cid Castro, fazia parte da chapa de Grego, votou no candidato da oposição e ainda solicitou uma liminar para suspender o pleito desta semana).

Merece aplauso o público do Maranhão, não?


Com casa cheia, Maranhão vence Ourinhos e garante 3° lugar na fase de classificação da LBF
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Fábio Balassiano

Por Rodrigo Garcia, direto de São Luís (MA)

Na manhã deste sábado e diante de mais de 4.600 pessoas o Maranhão Basquete confirmou o favoritismo e venceu de forma tranquila a equipe do Ourinhos pelo placar de 80-56 no ginásio Castelinho, garantindo, assim, o terceiro lugar na fase de classificação da Liga de Basquete Feminino. Nos playoffs, o Maranhão enfrentará Guarulhos, e Ourinhos, Americana. As datas e horários ainda serão definidos pela diretoria da LBF.

A equipe maranhense começou o jogo impondo um ritmo muito forte, com Kelly (13 pontos e 8 rebotes – foto à esquerda) brigando muito no garrafão e muito entusiasmada no jogo (aliás, toda a equipe do MB fez um primeiro quarto impecável). Já a equipe paulista, lanterna da competição (6 jogos, 6 derrotas) se mostrava afobada e perdida em quadra, com incessantes erros ofensivos. Para se ter uma ideia, com 3 minutos jogados o placar já estava 11-2 para o time da casa. Ourinhos tentava reagir com a destemida Joice, líder em assistências da competição (média de 6 depois do fim da partida) e Laís (11 pontos), mas foi em vão. As paulistas não conseguiram suportar o ímpeto e a eficiência do Maranhão, que fechou o quarto em 29-12.

Apesar de Ourinhos ter voltado mais ligado e mais bem postado em quadra, com Joice mais eficiente, convertendo 8 pontos no quarto, o time maranhense conseguiu sustentar o bom ritmo e, com Damiris (21 pontos e 10 rebotes – foto à direita) ainda inspirada com 17 pontos e 8 rebotes só no primeiro tempo, o jogo foi para o intervalo com 47-29 para o MB.

Embora Joice (cestinha do jogo com 22 pontos) novamente tentasse resolver tudo sozinha (oito pontos no terceiro quarto), a partida continuava na mesma toada. O jogo estava tranquilo, nas mãos do Maranhão. O time paulista oferecia pouca resistência, perdendo o terceiro quarto por 17-15. A quarta vitória maranhense estava madura e era questão de tempo para ser sacramentada.

No último quarto, o mais morno de todos, o time paulista já estava consciente de que era quase impossível reverter uma diferença de 20 pontos diante do MB. O destaque no derradeiro quarto ficou para Iziane (18 pontos e seis rebotes), que ajudou a finalizar a vitória em 80-56 para a alegria dos 4.656 pagantes que estiveram no ginásio Castelinho.

No final do jogo, Edson Ferreto, técnico do time de Ourinhos, não poupou críticas ao seu elenco: “A gente sabia da qualidade da equipe do Maranhão e também sabemos o momento que estamos passando, viemos jogar o jogo. Perdemos praticamente o time todo do ano passado e fica complicado almejar alguma coisa com o que temos hoje, com as jogadoras que estão aqui tá bem complicado. A Joice é uma jogadora razoável, mas na maioria das vezes ela não pensa e também está muito sobrecarregada. Você viu o que a Silvia fez no jogo, a gente fala, fala, mas ela é precipitada e fominha demais. Essas meninas que estão jogando aqui são apenas para compor grupo, precisamos de jogadoras”.

OPINIÃO SOBRE A QUESTÃO DE COMANDO NO MARANHÃO BASQUETE
Comenta-se muito sobre quem realmente dirige o Maranhão Basquete, se Antonio Carlos Barbosa ou Betinho Lima. Antes de mais nada, é bom deixar bem claro que os dois se dão muito bem mas nas solicitações de tempo e até mesmo no decorrer do jogo Barbosa é sempre quem dá as primeiras instruções e chama a atenção do grupo por algo equivocado que está acontecendo dentro da quadra. Acredito que um toque aqui e outro ali, não faz mal a ninguém, e no calor do jogo é sempre válido e necessário receber uma outra opinião. No entanto, nota-se claramente que o técnico do MB é alijado involuntariamente por Barbosa. Betinho, para evitar constrangimentos, renuncia tomar as rédeas na hora da conversa com as atletas. Tá certo que Barbosa é mais catedrático e experiente que Betinho, mas seria interessante ser resolvido antes do jogo quem dá as cartas. Seria bem mais vantajoso para o time e evitaria uma situação embaraçosa no futuro. Um pouco de bom senso ajustaria tudo.   


Sem sustos, Americana vê Karla e Roneeka Hodges inspiradas e derrota Maranhão na LBF
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Fábio Balassiano

Por Gustavo Belofardi, direto de Americana (SP)

A equipe de Americana não teve dificuldades para derrotar o Maranhão Basquete por 75-56 (43-30 no primeiro tempo) em duelo realizado no Ginásio Municipal Milton Fenley Azenha, o Centro Cívico, em Americana-SP, na manhã deste sábado.

“A equipe jogou muito bem, evoluiu muito em relação à última partida, mas precisa corrigir alguns erros para o próximo jogo” disse o técnico Zanon, de Americana.

O jogo começou com Americana apostando nos arremessos de 3 pontos. E deu certo. A ala Karla Costa (foto à esquerda), que teve 17 pontos e 5 assistências na partida, arremessou 4 e converteu os 4 para a alegria da torcida americanense, que compareceu em bom público. Pelo lado do Maranhão, Iziane (cestinha da partida com 18 pontos, 7 rebotes e 2 assistências) era a única que buscava jogo, mas não era suficiente. No final, vitória da equipe da casa por 20-12. No segundo quarto, Americana impôs mais velocidade na partida. Desatento, o time nordestino não conseguia acompanhar o ritmo e fazia o manager Barbosa coçar a cabeça pensando no que fazer para mudar a situação. Mas o panorama não mudou muito. As donas da casa terminaram a primeira etapa vencendo por 43-30.

Na volta do intervalo quarto o Maranhão teria que começar com tudo em busca de reverter o resultado. Só que quem voltou com tudo foi Americana, que chegou a abrir 19 pontos (55-36), fato que irritou Barbosa e Betinho, o técnico da equipe. De nada adiantou e Americana manteve essa vantagem até o final do quarto, vencendo por 64-45. No último quarto, Americana manteve a vantagem conquistada no placar. Utilizando várias atletas vindas das categorias de base, a equipe empatou o quarto em 11-11 e venceu por 75-56 contando com ótima atuação da norte-americana Roneeka Hodges (foto à direita), que saiu-se com 17 pontos, quatro rebotes e três assistências.

Apesar da derrota, o técnico Betinho viu evolução na equipe que venceu Guarulhos na última quinta-feira. “A equipe, apesar da derrota, evoluiu, mas Americana é uma equipe mais treinada, manteve uma base que vem jogando há dois anos juntos e teve um percentual de arremessos muito alto” disse.

Na próxima rodada, no dia 15 de fevereiro, Americana recebe a equipe de Ourinhos. Já o Maranhão tenta a recuperação no próximo dia 4 de fevereiro (segunda-feira), às 20 horas, diante da equipe de Santo André, fora de casa.


No sufoco, Maranhão vence Guarulhos fora de casa e conquista primeira vitória na LBF
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Fábio Balassiano

Por Gustavo Belofardi, direto de Americana (SP)

No sufoco. Foi assim que o Maranhão Basquete conquistou a sua primeira vitória na Liga de Basquete Feminino. Jogando de forma muito apática, a equipe sofreu para derrotar a  jovem equipe do Guarulhos por 62-55 (25-30) jogando no Ginásio Municipal Milton Fenley Azenha, o Centro Cívico, em Americana-SP (sim, mesmo com Guarulhos como mandante o jogo foi disputado no interior de São Paulo mesmo).

“Não iniciamos bem a partida, mas conseguimos reagir e vencer. Não podemos começar jogando de forma apática, vamos corrigir os erros e buscar mais uma vitória no próximo jogo”, afirmou Iziane, cestinha do time com 20 pontos.

No 1ª quarto, Guarulhos impôs ritmo forte pra cima das maranhenses. Apostando na marcação por pressão e nos contra ataques, a equipe paulista chegou a abrir 9-2, fato que fez o técnico Betinho pedir tempo. Maranhão ainda conseguiu equilibrar as ações, mas o placar final do quarto foi de 15 a 14 a favor dos paulistas. No 2º quarto, o cenário foi o mesmo: Guarulhos apostava nos erros da equipe maranhense (e foram muitos, para desespero de Barbosa, manager da equipe). Com ótimo participação de Joice Coelho (11 pontos, 5 rebotes e 2 assistências), Guarulhos terminou o 1º tempo vencendo por 30-25.

No 3º quarto, Maranhão voltou com postura diferente. O técnico Betinho, juntamente com o manager Barbosa (ambos na foto à esquerda), apostou na mesma arma da equipe paulista, a velocidade. E deu certo. Maranhão conseguiu equilibrar a partida e aproveitou os vários contra ataques deixados por Guarulhos. No final, empate por 46-46. No último quarto, prevaleceu a experiência da equipe maranhense. Maiss tranqüila, a equipe soube aproveitar a qualidade de Iziane (20 pontos, 8 rebotes e 5 assistências) para passar no placar e apenas manter a vantagem conquistada. No final vitória por 62-55.

A cestinha da partida foi a ala Iziane (20 pontos, 8 rebotes e 5 assistências). Outras que se destacaram foram Damiris (12 pontos e 12 rebotes – double-double) e Kelly (10 pontos, 15 rebotes e 2 assistências – double-double). Pelo lado da equipe paulista, o grande destaque foi a cubana Yulli(15 pontos e 8 rebotes).

Após a partida, o técnico Betinho fez uma análise sobre o jogo. “A equipe começou o jogo cometendo muitos erros e deixando a equipe de Guarulhos jogar. O time foi apático por alguns momentos, mas o importante é que conseguimos virar e vencer o jogo” disse.

Já o técnico de Guarulhos, Alexandre Cato, lamentou a derrota. “A equipe deixou de querer ganhar no último quarto, na minha visão a nossa equipe tinha condições de sair com uma boa vitória” disse.

Na próxima rodada, Maranhão encara a atual campeã da LBF, Americana, em duelo marcado para Ginásio Municipal Milton Fenley Azenha, o Centro Cívico, em Americana-SP, sábado (02 de fevereiro) às 11:00. Já Guarulhos mede forças com Ourinhos, no dia 14 de fevereiro, às 20:00, no Ginásio Monstrinho, em Ourinhos.


Feliz no Maranhão, Iziane se diz arrependida e não descarta seleção: ‘Se quiserem, me ligam’
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Fábio Balassiano

Não começou muito bem a Liga de Basquete Feminino para o Maranhão Basquete. Neste domingo, diante de seis mil pessoas que lotaram o ginásio Castelinho na capital São Luís, o time perdeu do Sport-PE por 69-56 (aqui relato completo do Correspondente BNC Rodrigo Garcia). E a principal estrela do time, a local Iziane, teve 14 pontos, mas não conseguiu evitar o revés. Conversei com ela sobre a competição, seleção, a força do Nordeste, tudo. A ala demonstrou arrependimento com seu corte às vésperas da Olimpíada de Londres, mas disse que não ligará para Hortência ou para o técnico Luiz Claudio Tarallo: “Se eles quiserem, que me liguem para falar sobre convocação”. Leiam o papo completo, sem tarjas, edição, abaixo.

BALA NA CESTA: Vocês estrearam neste domingo contra o Sport-PE, mas queria que você falasse sobre a competição de uma maneira mais abrangente. O que está esperando dessa edição da LBF? Dá pra pensar no título?
IZIANE: Nós entramos muito confiantes, muito mesmo. Tivemos pouco tempo pra treinar, cerca de 20 dias, estamos sem ritmo de jogo, mas aos poucos vamos pegando e evoluindo. Há grandes times, como Americana e o próprio Sport-PE, mas tenho confiança que o Maranhão Basquete pode ir longe. O time é diferente do da temporada passada, mais forte, mais experiente e sabemos do nosso valor. Tem a Chuca, a Bethânia, a Damiris, a Kelly, só menina boa. Vou ficar menos sobrecarregada.

BNC: Sobre a LBF, você não acha que o torneio é curto demais? Imagino que quando você começou a situação era bem diferente, não?
IZIANE: Ah, sim, com certeza. Eu treinava com a Paula, pra você ter uma ideia, no Osasco. Agora esse espelho é diferente, sem dúvida alguma. E o número de jogos é bem baixo também. Mas, com exceção do futebol e do vôlei, é um problema crônico do esporte brasileiro este. Quase ninguém investe em esporte por aqui. Sobre a LBF especificamente, não é o ideal, claro, mas é o que há hoje em dia. As meninas mais novas precisam aproveitar pra jogar, pra mostrar seu talento, colocar todo o talento pra fora o mais rápido possível. O nível técnico está mais alto, mas a competição está mais curta, né. Já foi um avanço termos um campeonato organizado pelos clubes, isso sem dúvida. Mas o problema do basquete brasileiro é achar que as coisas estão boas. Não estão. É preciso melhorar muito. Se acomodar só porque temos uma competição com sete clubes seria um erro. Tem que haver mais apoio, mais patrocínio à modalidade.

BNC: Você fala sobre apoio, e nesta edição há dois clubes do Nordeste, que já até se enfrentaram ontem (vocês, do Maranhão, e o Sport, de Recife). O crescimento do basquete feminino passa pela evolução da modalidade aí na região?
IZIANE: Isso sem dúvida alguma. Já vi gente falando isso, e eu concordo muito com isso. São Paulo manteve os clubes trabalhando, o que é ótimo, mas o Brasil é muito maior que São Paulo, né. O Maranhão Basquete é um fenômeno, cara. Todo jogo aqui tem festa, tem atrações pro público, são seis, sete mil pessoas no Castelinho. Em qual Estado você vê isso em jogo de basquete feminino? Nenhum, né. Todo mundo aqui quer ver o jogo, quer fazer parte da festa. Como o povo aqui é muito carente em termos de espetáculo, em termos de entretenimento, qualquer atividade nova que tenha é provável que encha o ginásio. E isso tem se refletido nas ruas. Meus amigos, que começaram jogando comigo e hoje são professores de Educação Física, dizem que a procura pelo basquete aumentou muito nas escolinhas desde que o time abriu as portas ano passado. Isso é gratificante demais pra mim, você não tem ideia de como. Ninguém joga só pra fazer ponto, mas sim para a felicidade do público. E entrar em quadra com cinco, seis mil pessoas te aplaudindo, te apoiando, gritando seu nome é uma das sensações mais incríveis que se pode ter. É lógico que é esporte, é uma competição, mas eu posso te dizer que jogando em ginásio cheio é uma diversão grande também. Ontem mesmo, além da partida, teve show com um grupo carnavalesco tradicional de São Luís, o “Os Foliões”. Ou seja: não é só basquete, esporte. É esporte com show, espetáculo. E com famílias frequentando, hein. Não tem confusão, nada. É pai levando filho, mãe levando marido e filhos. Você tem que vir pra cá conhecer, pô.

BNC: Você e a Érika, cestinha do jogo de ontem aí, são muito amigas, não? É a primeira experiência dela jogando no Nordeste, aí em Pernambuco, no Sport-PE. Você tentou levá-la pro Maranhão?
IZIANE: Poxa, e muito. Quando estava na seleção ficamos sabendo que o time dela, o Ros Casares, da Espanha, estava fechando as portas. Na mesma hora eu peguei o telefone e liguei pros dirigentes aqui do Maranhão Basquete pra sugerir a contratação dela. Mas para não repetirmos os erros da temporada passada, quando tivemos que contratar jogadoras que estavam disponíveis no mercado a menos de um mês do torneio, dessa vez decidimos fechar tudo antes, bem antes. Com isso, nosso elenco já estava fechado três meses antes da LBF e quando aconteceu a situação da Érika não havia mais espaço para uma contratação do nível da Érika, que é uma jogadora de primeira linha e tem o valor que ela merece. Mas dentro de quadra é guerra, cada uma por si. Fora somos muito amigas, nos falamos sempre.

BNC: E sobre o Antonio Carlos Barbosa, contratado para auxiliar o Betinho aí no Maranhão, o que você tem a dizer? Quantos dos cabelos brancos dele têm o nome de ‘Iziane’?
IZIANE: (Risos) Olha, alguns, hein, mas não muitos. Eu com ele sempre fui muito calma, tranquila, porque o Barbosa sempre me deu muita liberdade pra jogar e me conhece desde muito nova. Sabe como gosto de trabalhar, e eu sei como ele gosta também. Ele gosta de um estilo mais solto, fluído, no ataque, e é exatamente assim que eu gosto de jogar também. É um cara experiente pra caramba, e vem pra cá ajudar ao time e ao Betinho, que não tem tanta vivencia assim no basquete adulto e em competições de alto nível como é a LBF. Ele nos passa muita tranquilidade e certamente isso vai ajudar.

BNC: No time há muitas meninas experientes (Kelly, Chuca, Bethânia, Plutín), mas quem parece mais pronta pra brilhar é a jovem Damiris, MVP do Mundial Sub19 de dois anos atrás. Você conversa muito com ela? Sente a menina ansiosa, ou não?
IZIANE: Sinto ela mais empolgada em jogar o seu primeiro nacional adulto do que ansiosa, pra te ser sincera. A Damiris é uma menina sensacional, técnica, muita disposição pra jogar e treinar e certamente está sendo preparada para assumir funções mais importantes na seleção também. Converso muito com ela sobre a WNBA também, já que ela foi escolhida pelo Minnesota Lynx e em breve pode partir pra jogar nos EUA. Emprestei livros de inglês pra ela ir estudando, e sempre faço questão de falar pra ela, quando for, tentar se impor, porque por mais que a WNBA seja uma liga internacional, a gente é sempre tratada como estrangeira por lá, não tem muito jeito.

BNC: Sobre a WNBA, você teve uma temporada complicada, demorando muito pra acertar com um clube e chegando ao Washington Mystics no meio do campeonato. Você retorna pra franquia para a próxima temporada?
IZIANE: Olha, tenho contrato de mais dois anos, mas como entrou novo técnico agora (o norte-americano Mike Thibault assumiu) eu não sei o que vai acontecer. Minha intenção é ficar por lá, mas se não rolar, tenho chance de voltar a Seattle ou ir para o Los Angeles Sparks, que agora é dirigido pela Carol Ross, que foi assistente-técnica do Atlanta enquanto eu jogava por lá. Mantivemos sempre uma ótima relação.

BNC: Pra fechar essa entrevista, queria falar sobre seleção. Você não jogou a Olimpíada de Londres porque foi cortada a menos de 10 dias da estreia, e quero saber se você ainda pensa em jogar pela seleção, principalmente na Olimpíada de 2016, que será no Rio de Janeiro.
IZIANE: Olha, eu não penso muito. Eu vivo o hoje, o presente e só analiso as coisas concretas. O fato é que eu fui cortada da seleção e não sei se ainda serei querida por eles lá. Mas é óbvio que gostaria de jogar uma Olimpíada em casa. Todo atleta sonha em jogar uma Olimpíada. Quem não gostaria de jogar uma, e em casa ainda por cima A probabilidade disso acontecer, ou seja, jogar uma Olimpíada em seu país de origem, é pequena e é lógico que eu adoraria fazer parte do time. Mas hoje não depende só de mim, né.

BNC: Você se arrepende do que fez na concentração, levando seu namorado pra lá?
IZIANE: Claro que me arrependo, mas acho que houve um exagero muito grande nisso tudo. Não era pra tanto, não. Mas, claro, respeito a decisão da comissão técnica. Só me restou acatar. Não tive escolha. Paciência.

BNC: Você chegou a ligar pra Diretora Hortência ou pro técnico Luiz Claudio Tarallo depois do ocorrido, até mesmo para falar sobre uma possível volta para a seleção?
IZIANE: Não, não liguei, não. Depois daquilo tudo nunca mais falei, nunca mais liguei pra eles. Passou, passou. Não vou procurá-los. Sou muito orgulhosa, Fábio. Se eles quiserem, que me liguem para falar sobre convocação e seleção. Atenderei com maior prazer. Mas precisa saber do interesse deles. Desejo, claro, eu tenho.

BNC: Sua personalidade por vezes te atrapalha?
IZIANE: Olha, Fábio, por incrível que pareça eu hoje sou muito mais tranquila. Quando comecei na carreira eu era pior, bem pior. Mas pensa só comigo. Sou mulher, negra, nordestina, do segundo estado com o pior IDH do país, de um bairro pobre (Liberdade), de família humilde e atleta de uma modalidade sem muito apoio. Se eu não tivesse insistido, confiado muito em mim, será que teria atingido tudo o que consegui na carreira? Sei das minhas qualidades, dos meus defeitos, mas acho que meu caráter e minha perseverança me fizeram chegar onde cheguei. Não foi muito fácil, não, e tinha muita chance de dar errado. Eu precisava mostrar que poderia ser boa, que poderia ser uma jogadora respeitada. Acho que já consegui isso, e hoje não preciso mais provar nada a ninguém. Tenho mais tranquilidade para tomar as decisões, e embora ainda erre muito, aprendi demais com tudo o que já passei, com todos os erros que já cometi. Pode não parecer, para o grande público, mas eu vivo e analiso tudo. Aqui no Maranhão todo mundo me apoia, dizem que sou Cabra da Peste, que sou tinhosa, mas aqui me apoiam bastante. A única que tenta vir falar comigo é a minha mãe, Maines, que sempre que acontecem essas coisas fala: “Minha filha, não é por aí, não é bem assim. Vai com calma”. Mas é coisa de mãe, não é bronca, não. Só conselho mesmo.

BNC: A Hortência ainda continua como seu ídolo esportivo?
IZIANE: Sim, sim. Claro. Como jogadora, sem dúvida alguma. É minha referência como atleta. Outro que admiro demais é o Ayrton Senna. Outro dia vi um documentário sobre dele, e além do talento eu gostava muito da brasilidade, do lado patriota que ele sempre representou. Meu pai sempre foi apaixonado por ele, e se pudesse ter piloto mulher é capaz de ele ter me colocado pra guiar ao invés de jogar basquete, hein (risos).

BNC: Duas perguntas pra fechar: você tem algum sonho, alguma meta pra esse ano?
IZIANE: Ah, ganhar a LBF é um sonho. Fiz até promessa! Se ganharmos, vou a Aparecida do Norte cumprir a promessa e tudo. É um sonho que tenho. Já fui campeã do Nacional Feminino por Ourinhos, mas jogar aqui, em casa, no quintal de casa, é bem diferente. É meu povo, meu público, minha galera, né, e quero retribuir todo o carinho que temos recebido no ginásio e nas ruas. Parece demagogia, mas só quem joga pra essa torcida sabe o que é. Não temos futebol de primeira divisão aqui, e o basquete conseguiu unir todo mundo por uma causa, por uma conquista que é possível de acontecer. Esse ano temos um time forte e tomara que consiga realizar mais este sonho. Jogar, no primeiro ano, foi a realização de um sonho. Ser campeã jogando em São Luís seria a concretização de outro sonho. Se ganharmos, fico mais conhecida que a família Sarney aqui, hein.

BNC: Essa é mais delicada, e se você não quiser responder não precisa. O presidente da Federação Maranhense, Manoel Cid Castro, é vice-presidente da Chapa do Grego na eleição da CBB que acontece em março deste ano. Você procura se envolver com isso, ou sua praia é só a quadra e pronto?
IZIANE: Não me meto, não me envolvo com nada disso, mas o Grego esteve a semana toda aqui e viu o nosso jogo. Converso com ele, pois sempre tivemos ótima relação. Não é porque o cara é candidato da Confederação que vou fugir da conversa, né. Sobre a eleição em si, não tenho opinião formada, mas creio que para o Nordeste ter um vice-presidente da Confederação seria muito bom, seria ótimo para a região como um todo. Precisamos de apoio, de alguém que olhe pra cá, e ter uma voz atuante dentro da entidade seria bacana. Mas, como te disse, não me envolvo muito nisso. Quem ganhar ganhou e paciência.

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Público enche ginásio, mas Maranhão Basquete estreia na LBF com derrota para o Sport-PE
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Fábio Balassiano

Por Rodrigo Garcia, direto de São Luís (MA)

Diante do ginásio Castelinho abarrotado de gente (cerca de seis mil pessoas), o Maranhão Basquete foi superado na sua estreia da Liga de Basquete Feminino pela equipe pernambucana do Sport por 69-56 neste domingo pela manhã.

O público ludovicense, aliás, é um capítulo a parte. Sem dúvida nenhuma vai ser um grande trunfo durante a competição. A torcida deveria ganhar o prêmio solidariedade, porque a Ilha de São Luís nesse período pré-carnavalesco respira festa em todos os cantos e becos. E encarar o jogo às nove da manhã num domingo de sol e com concorrência de outros entretenimentos não é fácil. A cada ponto marcado pelo Maranhão Basquete, a galera ia a loucura, principalmente quando da local Iziane. Os ensandecidos torcedores apoiaram o time do começo ao fim e, embora frustrados com a derrota, a festa foi grande.

O confronto começou com o Maranhão cometendo muitos erros. Sem ritmo, o que comprometeu consideravelmente os arremessos, o time maranhense até tentava, fazia algumas jogadas, mas não traduzia em pontos. Muito afoito no ataque, com Kelly se atrapalhando no garrafão e com Iziane (foto à direita) não conseguindo converter os arremessos, o Sport ficou à vontade em quadra.

Com a ótima pivô Érica (17 pontos e 7 rebotes) sobrando no garrafão e Iziane fortemente marcada, o Sport venceu o primeiro quarto por 19-11. Os erros persistiram no segundo quarto, para desespero em quadra do manager Antônio Carlos Barbosa, fazendo com que as pernambucanas triunfassem com a contagem 36-23 no final da primeira etapa. A essa altura a americana Alex Montgomery, do rubro-negro pernambucano, já contabilizava 11 pontos. Durante o primeiro tempo a tônica foi a mesma: forte marcação pernambucana versus a frágil e confusa defesa maranhense.

No segundo tempo o jogo ficou mais equilibrado. O Maranhão Basquete estava mais bem postado em quadra, mais organizado na defesa e mais efetivo no ataque. Iziane (14 pontos e cinco rebotes) voltou mais calibrada, convertendo nove pontos, mas não foi suficiente para evitar a derrota também no terceiro quarto (19-16 pro Sport e 16 pontos de frente). Há que se destacar também a habilidosa Damiris, que foi muito bem durante toda a partida, pegando 12 rebotes e terminando com 16 pontos.

No último quarto o Sport soube aproveitar bem a vantagem construída no primeiro tempo e apesar do time maranhense ter voltado mais atento, a vitória já estava garantida. O placar final apontou inapeláveis 69–56. No time do Sport, que mandou no jogo desde o início, o destaque fica para Érika (foto à esquerda). Cestinha do jogo com 17 pontos, é impressionante como ela é raçuda e disposta dentro de quadra.

Ao final do jogo, perguntei a Iziane se ela atribuía a derrota ao nervosismo comum que todos sentem na estreia e, ela disse : “O time não estava nervoso, pelo menos eu não senti isso. O que aconteceu foi que nós pecamos bastante na defesa e deixamos o time delas bem solto em quadra. A falta de ritmo também atrapalhou muito o nosso desempenho”, afirmou.


Brasileira Érika brilha, e Atlanta Dream vence Washington Mystics, de Iziane, na WNBA
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Fábio Balassiano

A pivô brasileira Érika teve a sua melhor atuação na temporada 2012 da WNBA na noite desta quinta-feira. Nos 25 minutos de quadra, anotou 21 pontos (9/20 nos chutes) e dez rebotes, além de ótimos +19 no +/-, na vitória de seu time, o Atlanta Dream, por 82-59 contra o Washington Mystics, de Iziane, que, por sua vez, foi mal com 0/5 nos arremessos e um desperdício de bola nos 11 minutos em que esteve em quadra.

Este foi o sétimo jogo da brasileira depois de jogar a Olimpíada pela seleção brasileira em Londres, e a segunda vez seguida que ela atinge dígitos duplos em pontos (antes, contra o Tulsa, teve 16). Foi a primeira vitória do técnico Fred Williams, que substituiu a Marynell Meadors, demitida no começo da semana. O Atlanta agora tem 13-13, e deve enfrentar nos playoffs o Indiana Fever, time que foi justamente batido pelo Dream na final do leste da temporada 2011.

E a esperança de retornar à decisão da liga está justamente em Érika, dominante no garrafão como poucas atletas na WNBA atualmente. Será que o Atlanta conseguirá ir bem no playoff da WNBA?


Iziane tem estreia tímida, e Mystics perdem mais uma na WNBA
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Fábio Balassiano

4 - Foram os pontos da brasileira Iziane Castro Marques agora há pouco na sua estreia pelo Washington Mystics. O resultado, porém, não foi dos melhores. O Mystics perdeu por 83-68 para o Indiana Fever, somou a terceira derrota seguida (5-19 ao todo) e viu sua situação, em termos de classificação para os playoffs se complicar ainda mais.

Iziane esteve em quadra por 17 minutos, acertou dois de seus quatro arremessos e cometeu dois erros. Deve ganhar mais tempo de quadra nas próximas partidas.

Tags : Iziane WNBA


Iziane acerta com Washington Mystics e permanece na WNBA
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Fábio Balassiano

É oficial. Conforme este blog havia antecipado há quase duas semanas (aqui), Iziane permanece na WNBA para o restante desta temporada. Com propostas de Washington Mystics e Tulsa Shock, a brasileira optou pelo time da capital norte-americana, que tem a campanha de cinco vitórias e 18 derrotas até o momento na atual temporada da liga norte-americana.

Na última temporada, quando jogou pelo Atlanta Dream, seu time nos quatro campeonatos mais recentes, aliás, a brasileira registrou 7,6 pontos e menos de 20 minutos por jogo na temporada regular, perdendo seu lugar no time titular e espaço na rotação da técnica Marynell Meadors.

Nos playoffs, porém, Iziane jogou muitíssimo bem, teve 13,6 pontos, foi fundamental na semifinal de Conferência contra o Indiana Fever, quando segurou a onda de Érika, que se ausentou para jogar pela seleção brasileira no Pré-Olímpico, e acabou a temporada valorizadíssima e elogiada inclusive por Meadors.

Ao lado de Érika, ela representará o Brasil na WNBA. Sucesso pra ela.