Bala na Cesta

Arquivo : Huertas

Com duelo brasileiro, Real Madrid e Barcelona se enfrentam na semifinal da Euroliga
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Fábio Balassiano

Começa já, já o Final Four da Euroliga de basquete em Londres (o canal Sports+, da Sky, exibirá as partidas de hoje a domingo). Hoje, na Arena O2, serão jogadas as semifinais e domingo a grande decisão.

De cara, às 13h, um jogaço de bola com a reedição da final da temporada passada: o atual vice-campeão CSKA, do técnico italiano Ettore Messina, disputa vaga na final contra o fortíssimo Olympiacos, que ano passado venceu a decisão por apertados 62-61. Pelo time russo, destaque para Theo Papaloukas, que jogará hoje seu nono Final Four (recorde histórico) e Milos Teodosic, armador talentoso e que até temporada passada jogava pelo time que será rival daqui a pouco.

Na outra semifinal (16h), clássico espanhol pela primeira vez na competição continental desde 1996 e disputa entre brasileiros. Com o pivô Rafael Hettsheimer, o Real Madrid, melhor time da temporada tanto na Liga ACB e uma das forças dessa Euroliga, enfrentará o Barcelona, do armador Marcelinho Huertas (foto). O Barça não conquista a Euroliga há quatro anos, e o Real não vence o torneio desde 1995 (é o maior ganhador, com oito, mas já vê o CSKA encostar na disputa com seis canecos).

Vale a pena ficar de olho nas partidas. É sempre garantia de jogo disputado, pensado, bem tático e com defesas muito bem armadas. São quatro grandes técnicos (Xavi Pascoal, Messina, Laso e Bartzokas), e chance boa para aprender vendo a nata do continente jogar.

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Barcelona vence, está no Final Four e enfrentará o Real Madrid na semifinal da Euroliga
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Fábio Balassiano

No futebol não está muito fácil, mas no basquete o Barcelona já chegou lá. Jogando em casa para mais de oito mil pessoas o Barça abriu 28-14 no primeiro período, manteve a tranquilidade na defesa e bateu o Panathinaikos para fazer 64-53 no jogo e fechar a série quartas-de-final em 64-53. No Final Four, que acontecerá em Londres entre 11 e 13 de maio em Londres (mesma cidade da final da Copa dos Campeões de futebol, aliás), os catalães enfrentarão o Real Madrid, maior rival da agremiação.

“Não poderíamos dar chance ao Panathinaikos e iniciamos a partida jogando forte, aproveitando o fator casa e isso nos fez abrir vantagem. Depois, conseguimos administrar bem, chegando ao Final Four, que era o nosso objetivo para seguirmos na luta pelo título”, comentou, através de sua assessoria de imprensa, Marcelinho Huertas (na foto), que anotou dez pontos, apanhou dois rebotes e deu uma assistência, em 27 minutos.

Na outra semifinal do Final Four, o CSKA (já classificado) enfrentará Olympiacos Piraeus, da Grécia, ou o Efes, da Turquia, que disputam o quinto jogo da série de quartas-de-final nesta sexta-feira.


Após derrota no futebol, Barcelona tenta avançar às finais da Euroliga masculina de basquete
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Fábio Balassiano

Vocês reclamam (com razão) que pouco escrevo sobre Euroliga aqui. E é verdade mesmo. Poderia dar mil desculpas, mas a verdade é que falta um pouco de tempo ao blogueiro. Mas com ou sem tempo hoje o compromisso é sensacional: no Palau Blaugrana, Barcelona e Panathinaikos se enfrentam na quinta e última partida da quarta-de-final- de olho em vaga no Final Four da Euroliga masculino de basquete (16h de Brasília, 21h local). Real Madrid (3-0 contra o Maccabi Tel-Aviv) e CSKA (o time do ótimo Ettore Messina fez 3-1 no Baskonia). Na sexta-feira, na Grécia, Olympiacos e Efes Pilsen (Turquia) disputam a última vaga nas finais da principal competição do continente.

Para o Barcelona, o jogo de hoje acontece dois dias depois da surra que o time de futebol levou do Bayern, em Munique, por 4-0, válida pela primeira das semifinais da Copa dos Campeões. Se não dá pra dizer que um triunfo no basquete atenua a dor pela derrota do futebol, ao menos faz com que o time de basquete chegue justamente onde Messi e companhia não deverão chegar – a Londres, onde será disputado o Final Four da Euroliga e a final da Copa dos Campões de futebol. E certamente os 8 mil lugares do belo ginásio (que conheci em 2012) estarão tomados para ver Juan Carlos Navarro, Ante Tomic, Marcelinho Huertas e Erazem Lorbek de um lado e os não menos excelentes Diamantidis, Baby Shak e Jonas Maciulis.

Ao Barcelona, vale a passagem para o quarto Final Four em cinco anos, e a chance de reconquistar o continente (algo que não acontece desde 2009/2010). Mas não será fácil a luta pelo tricampeonato (e os números mostram duas fantásticas equipes com estatísticas bem parecidas, vejam só aqui). O time esteve a beira da eliminação na Grécia, e só está vivo porque contou com um terceiro período inspirado na semana passada (fez 20-11 e venceu por 70-60, com 10 pontos, 6 rebotes e 6 assistências de Huertas, com quem o Barça conta para logo mais). Do outro lado, porém, estará um time que conquistou seis vezes o caneco da Euroliga e muito experiente.

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Impecável e com Huertas brilhante, Barcelona bate Valencia e conquista Copa do Rei
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Fábio Balassiano

Depois de ter batido o Real Madrid na segunda prorrogação na primeira rodada seria difícil escapar o título da Copa do Rei do Barcelona. E não escapou mesmo. Neste domingo, em Vitória, na Fernando Buesa Arena, o Barcelona viu Juan Carlos Navarro sair zerado de quadra (juro que nunca tinha visto isso), mas mesmo assim bateu o Valencia por 85-69 para conquistar a sua terceira Copa em quatro anos (só perdeu em 2012). Faverani teve 12 pontos e seis rebotes pelos valencianos.

Para vencer, os catalães contaram com Pete Mickeal (MVP da competição) muito bem e com Marcelinho Huertas inspiradíssimo. O armador brasileiro, poupado no começo da temporada para os jogos da Euroliga e da própria Copa, teve hoje simplesmente 13 pontos, oito assistências e 19 de eficiência. Nos dois jogos anteriores, ele saiu-se com 13+10 contra o Real Madrid (aqui os números) e 4+9 contra o Baskonia ontem (números aqui). Quando digo que ele, Huertas, está entre os três melhores da Europa é mais ou menos por isso.

O Barcelona é um timaço de bola, conta com um grandíssimo treinador (Xavi Pascoal), um elenco fortíssimo (Sarunas Jasikevicius, Sada e Huertas na armação, por exemplo) e uma torcida que vai aos jogos para apoiar. O foco agora está na conquista da Euroliga e, claro, na Liga ACB (são os atuais bicampeões).

Alguém duvida que eles são capazes?


Armador Marcelinho Huertas tem atuação de gala, e dá vitória ao Barcelona na Euroliga
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Fábio Balassiano

(Este não é um post antigo)

Está virando rotina. Nesta quinta-feira, Marcelinho Huertas foi o principal responsável pela (difícil) vitória do Barcelona contra o Partizan por 85-82 na Euroliga masculina (foi a quarta dos catalães em igual número de partidas).

O camisa 9 do Barça teve incríveis 24 pontos (recorde na competição), cinco rebotes, nove assistências e recuperou ainda duas roubadas que resultaram em 38 de eficiência (também melhor marca na Euroliga). Isso tudo, é bom dizer, em 27 minutos de atuação diante de quase seis mil torcedores que aplaudiram demais a atuação do brasileiro.

“Esta foi uma vitória difícil, que nos mantém na liderança do grupo. Estou feliz por ajudar a equipe a conquistar mais um resultado positivo”, afirmou através de sua assessoria.

Muito legal ver Huertas continuar seus recitais no Barcelona. Ele está, insisto sempre nessa, entre os três melhores armadores fora da NBA e provavelmente entre os 20 de todo mundo.

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Contra o Dallas, Marcelinho Huertas dá outra prova de que pode jogar na NBA quando quiser
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Fábio Balassiano

“Vendo o jogo entre Barcelona e Dallas Mavericks, garanto que Huertas e (Juan Carlos) Navarro estão no meu Top5 da melhor dupla de armadores de todos os tempos. Não sei Huertas seria um armador titular na NBA, mas certamente um ótimo reserva é um fato cristalino. Só não tenho certeza como ele reagiria contra os caras mais rápidos da liga”.

A avaliação, positiva em relação ao armador Marcelinho Huertas, não é minha, mas sim do jornalista norte-americano John Schuhmann, que escreveu justamente isso no Twitter depois que o Barcelona, de Huertas, simplesmente arrasou o Dallas Mavericks por 99-85 em amistoso realizado ontem na capital da Catalunha diante de enlouquecidos 16 mil torcedores. O brasileiro teve 12 pontos, três assistências, dois roubos e +20 no +/- (o maior da peleja) nos 36 minutos em que esteve em quadra, sendo, ao lado de Navarro e Pete Mickeal (19 pontos cada), o maior responsável pela terceira vitória do Barça contra uma franquia da NBA (antes, Lakers em 2010 e Sixers em 2006).

Acabei revendo a partida de Huertas e do Barcelona (o que joga o Navarro é absurdamente assustador!) e está mais do que provado que Marcelinho é um armador de elite mesmo. Schuhmann tem razão quando fala que ele poderia ter problemas contra rivais mais rápidos, mas ontem fiquei pensando em quais times o ex-jogador do Paulistano, aqui no Brasil, conseguiria se encaixar direitinho na NBA – caso quisesse, pudesse e tivesse concreta e boa proposta para atuar.

Um deles foi justamente o Dallas Mavericks, que hoje tem o apenas razoável Darren Collison como armador principal. É um time como uma estrela (Dirk Nowitzki, que, é bom dizer, não jogou na tarde desta terça-feira), um elenco experiente e um ritmo que permite ao armador controlar a partida (como foi com Jason Kidd por alguns anos). Outro, por exemplo, seria o próprio Oklahoma City Thunder, como opção ao jogo veloz (e celerado) de Russell Westbrook (como o próprio Schuhmann diz, como reserva de West). Times menores, como Orlando Magic, entre outros, seriam interessantes pelo tempo de quadra, mas não tanto pela experiência vitoriosa que um cara competitivo como ele gosta – e precisa.

Sei que este é um assunto chato, e por vezes Huertas cansa de responder às mesmas perguntas, mas eu ontem terminei a partida com a sensação de que seria bem bacana que ele fosse no mínimo testar seu talento no melhor basquete do mundo. Obviamente isso não quer dizer nada, mas Marcelinho, a cada jogo contra um armador da NBA, prova que talento não lhe falta para mudar de continente e seguir dominando em uma quadra de basquete.

E aí, viu o jogo de Huertas e do Barcelona ontem? Ficou ainda com mais vontade de vê-lo na NBA? Comente!


Com muita concorrência, Marcelinho Huertas terá temporada importante e difícil no Barcelona
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Fábio Balassiano

Começou ontem a Liga Espanhola, e hoje alguns jogos já rolaram. Titular, Raulzinho teve 12 pontos e três assistências na derrota para o Joventut Badalona (números aqui), Lucas Bebê teve nove minutos, cinco pontos e dois rebotes na ótima estreia do Estudiantes (aqui estatísticas), Paulão jogou seis minutos na vitória do Gran Canarias e Vitor Faverani teve oito pontos e 12 rebotes (20 de eficiência) no triunfo do Valencia. Mas o nome que mais chama a atenção entre os brasileiros na Espanha é o de Marcelinho Huertas.

Melhor jogador brasileiro atuando na Europa na atualidade, ele jogou foi o jogador mais aplaudido pelos 3.700 torcedores que foram ao Palau Blaugrana. Sua cesta milagrosa (reveja aqui) contra o Real Madrid na final da temporada passada ainda tem eco, mas em quadra o que se viu foi um Barça ainda hesitante. O time perdeu para o mediano Valladolid, ex-time de Oscar Schmidt, por 78-71, e Huertas teve seis pontos, três assistências e -4 de eficiência jogando 28 minutos.

Num primeiro momento, nada a se preocupar, mas eu confesso estar ansioso para saber como será a divisão de minutos de Xavi Pascual para a armação, posição que tem, além do brasileiro, o queridinho da torcida Victor Sada e o ídolo Sarunas Jasikevicius (que hoje não jogou). Pragmático ao extremo, Pascual certamente terá uma média para cada um de seus três bons armadores, mas obviamente só saberemos ao longo da temporada.

Meu único temor é que Huertas, que terminou a temporada de clubes e de seleções tão em alta (todos lembram dos rumores sobre uma possível ida para a NBA), perca um pouco de espaço justamente por causa desta concorrência absurda que há no Barcelona. Ele tem muito mais talento que Sada e obviamente mais pernas que o veterano Sarunas, mas não será fácil convencer Pascual que seu tempo de quadra precisará ser o mesmo do campeonato passado. Para quem vinha evoluindo sem parar, minha preocupação é que a armação inchada do clube catalão freie um pouco o desenvolvimento do camisa 9.

O que será que acontece com Huertas no Barça? Comente!


De volta ao Barça, Huertas projeta temporada no clube catalão: ‘Podemos ganhar tudo’
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Fábio Balassiano

“Vamos tentar fazer o melhor que pudermos em todas as competições. Nós não podemos nos contentar com pouco. Podemos ganhar tudo que estiver pela frente. Sinto-me melhor fisicamente do que quando fui para a seleção, porque tive duas semanas de descanso. Sobre os três armadores que temos (Sada, Jasikevicius e eu), creio que é um luxo para o técnico Xavi Pascual, já que ele terá muitas alternativas a possibilidades de variação”

A frase é de Marcelinho Huertas, armador brasileiro do Barcelona. Campeão espanhol na última temporada, ele, que terá o espanhol Vitor Sada e o lituano Sarunas Jasikevicius como companheiros de posição (estou curioso para ver como ficará a divisão do tempo de quadra do trio, hein…), espera que o clube catalão conquiste o reinado europeu, que não vem desde 2010.

Será que Huertas e Barça conseguem a tríplice coroa nesta temporada?


Julio Lamas explica: ‘Nossa intenção era fazer Huertas não passar a bola. Deu certo’
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Fábio Balassiano

“Nossa execução tática foi muito boa. Tratava simplesmente de fazer com que Huertas não passasse a bola, não fizesse seus companheiros jogar. O objetivo era claro: queria que o Brasil não usasse os pivôs de NBA que tinham para poder fazer um interior (de garrafão) mais igual, menos traumático para nós. Fomos impecáveis nisso. Ainda que tivéssemos levado 17 pontos dele no primeiro tempo, insisti para que a estratégia fosse mantida. Confiamos, deu certo e vencemos”, Julio Lamas na entrevista coletiva depois do jogo contra o Brasil (obrigado, Fábio Aleixo!).

“A Argentina teve uma excelente postura tática, centrada na idéia de que Marcelinho fosse o protagonista sem que envolvesse a todos. A função básica de um armador é alimentar seu time, mas para Huertas custa pouco assumir o protagonismo e pensar apenas em pontuar, esquecendo do básico para sua equipe. Grave erro da equipe de Magnano, que custou o jogo. Além disso, o Brasil apostou, na minha opinião de maneira equivocada, no jogo interior e na individualidade de Marcelinho e Leandrinho. Este tipo de ataque quebrou a equipe em duas. Ou bola para dentro, ou um contra um dos dois citados. Assim, a equipe brasileira perdeu a fluidez. E eu digo que foi errado porque o interior do Brasil é composto de grandes jogadores, mas grandes jogadores defensivos. Nenê Hilário, Anderson Varejão e Tiago Splitter são marcadores excelentes, mas falta a eles capacidade de liderar um jogo dessa magnitude ofensivamente. Algumas vezes eles conseguem, mas em curtos períodos apenas. Com constância e por muito tempo, não. Por fim, eles foram péssimos nos momentos decisivos. Nota-se uma falta de liderança e de convicção absurdas na hora de decidir, na hora de buscar uma medalha. Se ficaram a dois pontos da vitória em um momento, foi porque tinham mais pernas, mais rotação e muito talento individual. Mas aí vem o lado psicológico, que destrói o Brasil”, Pepe Sanchez, armador titular da Argentina campeã olímpica, em sua coluna no site da ESPN (leia aqui)

“Contra o Brasil os jogadores defenderam muito bem, acreditando e respeitando o plano, embora no início tenhamos levado algumas cestas que não estavam no roteiro. A idéia era Huertas não permitir que os pivôs grandes deles entrassem no jogo. Não conseguiríamos marcar, todo mundo sabe. Os jogadores foram muito inteligentes, embora Marcelinho tenha marcado 17 pontos na primeira metade e nos assustado um pouco”, Julio Lamas a ESPN da Argentina.

Coloquei acima declarações de Julio Lamas, técnico da seleção argentina, e de Pepe Sanchez, armador campeão olímpico com os hermanos em 2004 (análise bem dura, mas impossível discordar do cara). Não gosto muito de ficar remoendo jogo, revendo partidas, mas ainda estou chocado com a leseira tática do Brasil nas quartas-de-final da Olimpíada. Falei aqui sobre a estratégia de Lamas de literalmente deixar Marcelinho Huertas jogar, pontuar, ser o protagonista das ações com arremessos, e muita gente acabou duvidando. Pois bem, está ai o que aconteceu. Huertas sem acionar os pivôs, pontuando como se não houvesse amanhã e sua principal função esquecida.

É óbvio que a responsabilidade da derrota é dividida, mas é inadmissível que um técnico da categoria de Rubén Magnano tenha caído duas vezes na rudimentar estratégia de Lamas (coisa boba, gente). Em 2010, Huertas teve 16 arremessos de quadra, 32 pontos e nenhum erro (marcação de longe). Os pivôs, naquele 7 de setembro, 14 arremessos e 20 pontos. Em 2012, 17 arremessos, um erro e 22 pontos. Os gigantes (Nenê não estava no Mundial da Turquia), 13 arremessos e 17 pontos. Será que ninguém percebia o que se passava ali? Magnano, Demétrius, Neto, Duró, atletas, ninguém?

E aí entra o segundo fator importante. Via de regra, falta leitura de jogo a atleta brasileiro, e talvez seja por isso que os argentinos, com um elenco envelhecido, sem o mesmo potencial físico e vivendo de uma tática simples, bobinha, tenham vencido o Brasil mais uma vez (com mais talento, é verdade, mas com, insisto, uma tática ridícula). Magnano errou ao não informar aos seus atletas o que estava acontecendo em quadra, mas os jogadores também deveriam ter o discernimento de entender o que rolava em quadra. É o mínimo que se esperar de atletas de alto nível.

Por fim, o mais trágico, ao menos pra mim, é saber que esta geração, cantada em verso e prosa como a melhor do país em muitos anos, provavelmente nunca terá atingido, junta, o máximo, em termos técnicos e táticos, que poderia atingir. É uma pena.


Brasil repete erros de 2010, perde da Argentina e está fora da Olimpíada de Londres
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Fábio Balassiano

No dia 7 de setembro de 2010, Pablo Prigioni foi perguntado sobre a altíssima pontuação de Marcelinho Huertas (32 pontos e 10/16 nos arremessos) na partida em que os hermanos venceram o Brasil por 93-89 no Mundial da Turquia: “Essa era a tática mesmo. Deixá-lo pontuar, para que os outros atletas não ficassem muito envolvidos nao jogo”.

Pois bem. Isso foi há quase dois anos, e a tática de Julio Lamas se repetiu nesta quarta-feira (confesso que quando vi isso com um minuto de jogo mandei um SMS para o companheiro Gian, que também se surpreendeu). Pablo Prigioni “pagou” para os chutes de Marcelinho Huertas no começo, o brasileiro “caiu” na armadilha e começou a pontuar sem parar (sem, céus, envolver seus companheiros na partida). Anotou 13 pontos no primeiro período, mas a chave da vitória argentina estava lá. Nem Rubén Magnano nem o armador repararam, e Lamas viu sua velha estratégia dar certo (de novo).

Cercado na segunda etapa, Huertas começou a passar, mas as bolas não caíram. Com isso a vantagem argentina chegou a 15 pontos, e embora reduzida no final (caiu para dois a quatro do fim), os hermanos não foram superados em momento algum (e aí entra não o a experiência, mas também a capacidade que os platenses têm de assimilar os golpes e encontrar soluções dentro de situações complicadas). Tiveram cinco jogadores com 11 ou mais pontos (e Luis Scola, quase sempre genial, teve “apenas” 17), venceram por 82-77 (números aqui), eliminaram o Brasil e se classificaram para a terceira semifinal olímpica seguida.

Talvez seja difícil admitir, mas o Brasil perdeu para um time melhor, para um time que vem chegando e conquistando tudo há uma década. Cabe a tristeza, mas não a revolta, portanto. Se houve/havia chance de bater a Argentina, e a frustração se explique por isso, é importante ressaltar que os mesmos erros de outrora se repetiram (muito básico, não?).

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