Bala na Cesta

Após troca de cargo, Hortência afirma que deixará Confederação: ‘Não vou continuar’

Se foi uma estratégia da Confederação Brasileira, deu certo. Em entrevista ao Lance! desta quarta-feira, Hortência, que era diretora de seleções femininas no primeiro mandato de Carlos Nunes e foi colocada como Diretora de Relações Institucionais a partir da segunda eleição de Nunes, afirmou que deixará a entidade máxima nos próximos dias.

– Não vou continuar na CBB. Em nenhum momento aceitei este cargo que me colocaram (diretora de relações institucionais). Não sei fazer isso. Fui contratada como diretora de seleções. Não sigo. Não há diferença entre me demitirem e eu pedir demissão – afirmou ao jornal, antes de complementar algo que já falo aqui há algum tempo: – Tínhamos um projeto de viagens e treinos preparatórios bem elaborados (para a seleção Sub-17 que foi ao Mundial ano passado com pouco treino), semelhante ao da Seleção Sub-19 que ganhou bronze no Chile (em 2011). O Ministério do Esporte havia aprovado e nos disponibilizaria a verba. Mas não foi liberado porque a CBB falhou na prestação de contas da Sub-19. Sem dinheiro, complica.

Acho que vocês sabem o que penso sobre o assunto, não? Hortência fez um trabalho bem ruim na Confederação Brasileira, com uma série de declarações de péssimo gosto, trocando técnicos a todo momento na seleção adulta e com apenas um resultado bom em termos mundiais (o terceiro lugar no Sub19 com Damris sendo a MVP). Não acrescentou muito como fez quando era jogadora, mas a forma como ela foi tratada neste começo de segundo mandato não foi legal, não.

Então ficamos assim: Vanderlei será o diretor das duas seleções, Hortência está fora da Confederação e o cargo de Diretor de Relações Institucionais está, pelo menos no momento, vago. O que acham?

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Após mudança de cargo, Hortência diz: ‘Não quero comentar porque não aceitei o cargo’

Prometi aqui falar sobre a gestão de Hortência a frente do departamento feminino da Confederação Brasileira. Mas essa análise pode esperar um pouco (até porque vocês já conhecem bem o que penso a respeito, né). O que chama a atenção, na verdade, é a declaração da Rainha ao site do Sportv. Vamos a ela:

“Não quero comentar muito sobre esse assunto porque não aceitei o cargo. Tive uma reunião com o presidente Carlos Nunes há duas semanas e ele me ofereceu esse cargo de relações institucionais, e eu lhe disse que ia pensar. Alguns dias depois, mandei um e-mail e liguei dizendo que não ia aceitar o cargo, que não tem nada a ver comigo. Quero trabalhar e usar toda a minha experiência no basquete para algo prático, não para uma coisa que não faça ideia do que seja. Não fizemos acordo, ele (Carlos Nunes) me ofereceu (o novo cargo), eu disse que ia pensar, e não aceitei. Aí, uma semana depois, aparece essa nota oficial. Também estou surpresa. Não sou mais diretora da seleção, agora é o Vanderlei. E eu não quero esse cargo (diretoria de relações institucionais). Não quero um cargo que não sei direito o que é. Quero ser útil na prática”.

Bem, acho que está muito claro o que aconteceu na Confederação Brasileira, não? A CBB, através de sua assessoria, diz que tudo estava acertado com Hortência e tal, mas a questão que fica pra mim é: por que diabos isso não pode ser alinhado antes de sair uma nota oficial? Não é possível que Carlos Nunes, o presidente, e sua ex-diretora de seleções femininas falem a mesma língua – juro que me nego a acreditar nisso. É necessária esta exposição toda?

Aqui, aliás, há outro problema que é um mal absurdo no esporte brasileiro como um todo: a falta de preparo para assumir cargos importantes. Na própria CBB isso acontece agora com André Alves, ex-Diretor Técnico e agora Diretor de Eventos (!), aconteceu com a própria Hortência, que provou na prática não ter capacidade de dirigir uma modalidade que pedia (e ainda pede) socorro. E isso segue acontecendo com ela quando lhe oferecem uma diretoria de um assunto que ela mesma diz desconhecer por completo. John Wooden já dizia: “A falha na preparação é o começo da preparação para falhar”. A entidade máxima pelo visto ainda não percebeu que contratar por contratar não é a melhor solução (experiência na função, currículo, cursos e planos deveriam contar mais do que atuações em outros campos).

Mas, bem, voltando. Sendo bem sincero e justo, vocês sabem bem das minhas críticas ao trabalho de Hortência no Departamento Feminino da CBB, mas acho que falta um pouco de consideração a Rainha neste momento. Se houve problema de competência (e houve mesmo), que se discutisse isso tudo em uma sala (e não por e-mail ou telefone, como pelo visto foi feito) para uma tomada de decisão conjunta e acertada formalmente entre as duas partes (para que não houvesse dúvida!).

Por pior que tenha sido (e foi mesmo, faço questão de frisar para não haver dúvida) o trabalho dela como Diretora de Seleções Femininas, Hortência é e sempre será um patrimônio do basquete brasileiro, um patrimônio do basquete mundial (ela está no Hall da Fama, é sempre bom lembrar…). Foi com ela que o Brasil ganhou um Mundial, uma medalha olímpica, um Pan-Americano (quando um Pan ainda valia muito).

Tratá-la como ela foi tratada não desce bem pra mim, não. Demitir ou trocar Hortência de função poderia até ocorrer, mas da maneira como foi feita denota um amadorismo e uma falta de consideração que chegam a ser constrangedores. Se ela não merecia elogios pelo seu trabalho na CBB, tampouco merecia uma apunhalada deste nível – embora, é sempre bom dizer, trabalhar na CBB é estar preparado para que isso ocorra a qualquer momento.

Concorda comigo?

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CBB tira Hortência do comando das seleções femininas, mas mantém Rainha na entidade

O que era um rumor agora é oficial (e já está no site da entidade máxima inclusive – clique aqui). Hortência não é mais diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira de Basketball, tornando-se Diretora de Relações Institucionais.

Ela não está muito satisfeita, como você pode ler na reportagem de Fábio Aleixo no Lance!, mas permanece na CBB como Diretora de Relações Institucionais até que se prove o contrário. Ao companheiro, ela disse:

“Não vou falar nada. Você que fale com o presidente sobre isso. Eu desconheço qualquer mudança. Desconheço porque não aceitei este novo cargo”, disse Hortência ao Aleixo.

Ainda não se sabe se haverá um gestor dedicado exclusivamente ao basquete feminino, mas de certo, como está no organograma distribuído no site, é que Vanderlei Mazzuchini é o novo Diretor Técnico, ocupando cargo até então exercido por André Alves, que será, por sua vez, Diretor de Eventos (duas perguntas cabem aqui: o que faz um diretor de eventos na CBB e qual a experiência de André para assumir um cargo assim?). A função de Hortência era a de Paulinho Villas Boas, que agora será Diretor de Basquete 3×3, modalidade que crescerá de importância e que conta com foco total da FIBA.

Ainda sobre a estrutura da Confederação, há um pai e filho (Édio José Alves, Secretário Geral, e Edio José Soares Alves, Diretor Executivo) e isso não deve ser lá muito estranho nos corredores da Avenida Rio Branco (RJ), visto que o mesmo acontece com o presidente e seu rebento (relembre aqui).

Amanhã farei uma análise mais completa sobre o trabalho de Hortência nestes quatro anos como diretora de seleções femininas, mas desde já a informação que se tem é essa – Rainha continua, não muito contente, como diretora de Relações Institucionais da CBB. A pressão dos presidentes de Federação, que não queriam que ela sequer continuasse na entidade, aliado ao trabalho ruim dela nestes quatro anos acabaram por tirá-la da função.

Gostou das mudanças? Comente!

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Diretora de seleções femininas, Hortência também pode estar de saída da Confederação

Depois de José Carlos Brunoro/BSB (leia mais aqui), pode ser a vez de Hortência, diretora de seleções femininas, deixar a Confederação Brasileira de Basketball. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela Gazeta Esportiva via Bruno Ceccon (mais aqui), mas ainda não foi confirmada pela entidade máxima (o repórter merece crédito pacas, posso assegurar).

“Estamos esperando para ver as mudanças que vão fazer. Não sei nada disso ainda”, afirmou ao site.

Pessoalmente, liguei ontem e na quinta-feira passada para a assessoria de imprensa a respeito dessa informação, que também tinha chegado a mim por quatro fontes diferentes, mas os dois assessores com quem conversei negaram veementemente a informação (tentei contato com Carlos Nunes, o presidente, e com Hortência, mas ambos não atenderam ou retornaram minhas chamadas).

A informação que eu tenho, e isso foi apurado no dia das eleições da CBB, é que a saída de Hortência foi um pedido dos presidentes de Federação. Há muitos rumores e indícios de que haverá movimentações na CBB neste começo de segundo mandato de Carlos Nunes, mas convém aguardar pelos próximos capítulos antes de cravar qualquer coisa.

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Promessa de Hortência não vinga, e seleção feminina de novas não sai do papel

“Esse time (seleção de novas) não fará jogos contra times nacionais, como ocorreu em gestões passadas. A experiência tem que ser internacional. Por isso estamos planejando uma série de amistosos fora do Brasil, com a ajuda de um convênio com o Ministério do Esporte. A primeira viagem deve ocorrer no Carnaval. Queremos aproveitar essa pausa para levarmos as meninas para jogar na Europa”

A frase é de Hortência (Foto de Cíntia Barlem), que curtiu o Carnaval do Rio de Janeiro na Sapucaí , e foi dada aqui ao repórter Daniel Neves, do UOL.

Como se vê, a seleção feminina de novas não aconteceu, as meninas estão aí, paradas ou garimpando minutos na LBF, e o basquete das meninas deste país padece, esperando um planejamento de basquete que não existe – e foi promessa de campanha de Carlos Nunes há quatro anos e de gestão de Hortência quando ela assumiu a entidade em maio de 2009.

Vai esperar até quando a CBB?

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Ministério do Esporte premia incompetência da CBB e cede R$ 14,8 milhões à entidade

Confesso que quando li a notícia no final da noite de ontem eu quase caí da cadeira. Vamos ao texto que está no site do Ministério do Esporte (aqui o link completo): “A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) assinou na tarde desta quarta-feira (23.01), em Brasília, sete convênios com o Ministério do Esporte (ME) para garantir estrutura para as seleções nacionais e fomentar a modalidade no país. O valor que chega a cerca de R$ 14,8 milhões é o maior investimento público nesta modalidade”.

Bem, acho que não é preciso falar muito sobre o trabalho de qualidade extremamente duvidosa do Ministério do Esporte nos últimos anos (Agnelo, Orlando etc.), mas o que foi assinado ontem é um verdadeiro escárnio, um absurdo para a sociedade. Não tanto pelo projeto em si, que, (retiro parte do texto do site da CBB) “em sete projetos aprovados, envolve as Seleções Brasileiras Adulta e Sub-19 (feminina e masculina), a Escola Nacional de Treinadores de Basquetebol (ENTB), além de infraestrutura de quadra (pisos, tabelas, placares e cronômetros de 24s para Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Sergipe, Alagoas e Paraíba) e software” (links completos aqui e aqui). Mas pelo que a Confederação tem feito com verbas públicas de um tempo pra cá – e isso não está dito ali na nota, claro. Ah, e é pertinente lembrar que o aporte vem a três meses da conturbada eleição da entidade (meio surreal isso, não?).

Eu não sei até que ponto esse convênio com mais dinheiro público (lembremos que a também estatal Eletrobrás é a principal mantenedora da entidade máxima) para uma seleção adulta é bacana (não reprovo totalmente, mas não curto de maneira alguma – acredito que o ME deveria se preocupar mais com esporte de base, fomento apenas, deixando o alto rendimento com as Confederações), mas o que me choca é ver um derramamento de dinheiro público tão grande (quase 50% do orçamento da CBB em 2011, gente!) para uma entidade que se acostumou a se endividar nos últimos três anos e a não conseguir prestar contas da grana da Eletrobrás em 2012 (releiam mais sobre o tema aqui). Isso tudo, evidentemente, sem fazer com que o basquete evoluísse absolutamente nada no período (há uma estagnação, uma passividade, terrível na entidade máxima).

Para se ter uma noção, no começo de 2012 a Eletrobrás, principal mantenedora da Confederação (R$ 12,5 milhões em 2011), deduziu R$ 825.707 da parcela contratual de 2012 alegando que a entidade máxima utilizou este dinheiro para pagamento de tributos e contribuições não passíveis de cobertura contratual em 2011. Ou seja: o dinheiro da empresa pública, que deveria ser utilizado para o projeto de basquete do país, foi usado para outro fim – e isso não estava permitido em contrato (e sabe-se lá para que fim).

Este pode parecer um post duro, cruel com uma entidade e com uma modalidade que precisam de grana para investir fortemente em um esporte que perdeu terreno devido às sucessivas administrações tenebrosas de Grego na CBB. Mas me choca saber que o governo federal, através de seu Ministério, derrame uma quantidade tão grande assim de verba para uma Confederação que (insisto nesse tema) devia mais de R$ 6 milhões ao final de 2011 (estou doido pra ver o balanço de 2012…), que tem um processo gravíssimo sendo movido pela Champion (que pede mais de 4 milhões na Justiça) e cuja diretora de seleções femininas (Hortência, na foto à direita) proferiu a seguinte frase em junho de 2012: “Temos dificuldade para receber o dinheiro da Eletrobras. A Eletrobras não paga em dia. Se eu pego uma passagem para ir para a Europa, tenho de dar satisfação a eles. Patrocinador não tem de fazer gestão. Temos de prestar conta sim, mas é um patrocínio, não um convênio. Bloquear o dinheiro e não soltar prejudica muito. Nós estamos sendo muito prejudicados pela Eletrobras, principalmente a minha equipe de base que deixou de treinar porque eles seguraram o dinheiro”. Bem, de acordo com o site do Ministério o que foi assinado foi justamente um… convênio.

Talvez seja reflexo de um Brasil que não se preocupa muito em como gastar a grana. Talvez seja reflexo de um Brasil que não se preocupa muito em fiscalizar o uso de verbas públicas. Só acho estranho, e ao mesmo tempo triste, reflexo de uma mentalidade que busca resultados imediatos (Rio2016) e não planejados, que um esporte (no caso o basquete) que se acostumou a se enrolar em seus próprios orçamentos seja agraciado com uma bolada financeira dessas no começo de 2013 justamente por parte do Ministério do Esporte. É premiar a gestão Carlos Nunes, cuja falta de competência a gente conhece em termos administrativos e financeiros, com quase R$ 15 milhões, é isso?

Deve haver alguma explicação bem bacana que neste momento não encontro. Quem sabe vocês me ajudam na caixinha de comentários!

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Em crise elétrica, Eletrobras vai reduzir verba da CBB de R$ 13 para R$ 7,5 mi em 2013

Matéria muito boa do Globoesporte.com na tarde de ontem, não sei se vocês viram. A reportagem de Leonardo Filipo dá conta que, em meio a crise elétrica que todos vocês têm visto, a Eletrobrás, principal patrocinadora da Confederação Brasileira, “reduziu quase pela metade a proposta de renovação de contrato com a CBB”. Os R$ 13 milhões deste ano cairiam para R$ 7,5 mi, pelos próximos quatro anos (cicolo olímpico, lembremos). Mesmo com tudo isso, “a assinatura do novo acordo está prevista para o início do próximo ano, quando a parceria completa uma década”.

Ato contínuo, a diretora de seleções femininas, Hortência, deu declaração ao portal: “A Eletrobras não tem culpa nenhuma. Nós é que estamos no lugar errado, na hora errada e com o patrocinador errado. Se há um monte de empresas estatais patrocinando as confederações, alguma tem que patrocinar a gente. O vôlei tem R$ 70 milhões por ano por méritos próprios. Imagina o basquete com esse dinheiro. Eu não sou de pular do barco, mas como faz para resolver esse problema?”, falou.

Bem, é uma questão pra lá de delicada, não há dúvida alguma disso. Por mais que o Ministério dos Esportes diga que vai ajudar (já está investindo na Liga de Desenvolvimento da LNB e manterá verbas nas seleções Sub-19 do país, o que é louvável e excelente), o orçamento da Confederação é mantido pela Eletrobrás em quase 50%. Dos 25 milhões da entidade neste ano, R$ 13 mi vieram (ou deveriam vir) da estatal (a maioria não foi recebido porque a Confederação não prestou as contas, sabemos disso, né).

Ou seja: com metade disso previsto para 2013, por mais que o Ministério diga que vai prestar auxílio, alguém vai ficar sem grana. Mas não por ser pouca grana, porque obviamente dá pra fazer esporte com R$ 18, 17 milhões, com um mínimo de competência, gestão, planejamento e criatividade, mas sim porque a gente sabe quem administra o orçamento, né. A falta de seriedade e gestão da CBB já são conhecidas de quem habita este espaço aqui, certo?

E aí é que vem as perguntas: se com toda a dinheirama de 2012 o presidente Carlos Nunes (foto) investiu bizarramente mal, o que fará em 2013 com metade disso? Será que ele manterá o arsenal todo de assessores, que, é bom dizer, têm um custo absurdo para a entidade? Será que ele continuará a pagar por um serviço inexistente (o da empresa de marketing de José Carlos Brunoro) por mais um ano? Se Hortência considera o valor abaixo do esperado, por que diabos a Confederação não arregaça as mangas e procura/encontra um patrocinador que lhe pague o quanto (e como) a CBB diz que merece? Rubén Magnano falará alguma coisa sobre a ridícula gestão de recursos da entidade máxima neste ou nos próximos anos, ou mais um vez colocará a culpa nos clubes?

Perguntas que terão que ser respondidas por Nunes o quanto antes, mas neste momento obviamente não haverá resposta alguma. Em primeiro lugar porque ele não saberá o que dizer, nem o que fazer com metade de um orçamento que ele não consegue usar de maneira correta. Depois porque está mais preocupado com a eleição da CBB, que acontece em março de 2013, do que com qualquer outra coisa (a propósito: é possível renovar contrato com uma estatal às vésperas do pleito presidencial na entidade?).

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Diretora da Confederação, Hortência está cotada para secretaria de Esportes de São Paulo

O jornalista Felipe Patury, da Revista Época, publica essa semana que a ex-jogadora Hortência, atualmente diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira, está cotada para assumir a Secretaria de Esportes na Prefeitura de São Paulo chefiada por Fernando Haddad, do PT. De acordo com a publicação (leia aqui), a Rainha “disputa” o cargo com o ex-jogador Raí.

É bom lembrar que no começo de outubro Hortência organizou, em sua casa, um jantar em homenagem-apoio ao ex-Ministro Orlando Silva (leia mais aqui), que pediu demissão da pasta federal dos esportes após série de denúncias.

Resta a dúvida: caso seja escolhida, será que Hortência deixa o cargo de diretora de seleções da Confederação? Ou, tal qual faz seu amigo José Carlos Brunoro, conseguirá acumular funções (Brunoro é do AUDAX, BSB etc.). Comente!

 

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‘Hortência dirige seleção como se fosse time de escola’, diz Ênio Vecchi, ex-técnico da feminina

“Hortência dirige a seleção como se fosse um time da escola, e não é assim que deve acontecer, pois ela não é a dona do basquete. O basquete é do povo brasileiro. Se já temos jogadores estrangeiros e técnicos importados por aqui, por que também não importamos dirigentes para comandar o basquete brasileiro? “

A declaração, dada ao programa Tocando de Primeira, da Rádio Colméia (de Campo Mourão – PR), é de Ênio Vecchi, atualmente técnico do Joinville para o próximo NBB e terceiro dos quatro técnicos que Hortência colocou na seleção feminina desde que assumiu o cargo de diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira da Confederação Brasileira de Basketball (os outros foram Paulo Bassul, Carlos Colinas e Tarallo).

Concorda com Ênio? Comente!

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Carlos Nunes muda de ideia: técnico estrangeiro pode não vir mais pra seleção feminina

“A reunião (para tratar sobre a escolha do técnico da seleção feminina) deve ser em três semanas. E decisão sobre o técnico é com a Hortência (diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira). Não vou entrar na área da diretora”, Carlos Nunes em matérias publicada no Jornal O Globo de ontem (07/10/2012).

“Hortência defende a permanência do treinador Luís Cláudio Tarallo, que comandou o time em Londres. Mas eu sou muito simpático à ideia de trazer o treinador australiano para comandar o time feminino do Brasil”, Carlos Nunes em entrevista ao Globoesporte.com em 11.09.2012.

As declarações, dadas em um intervalo menor que um mês, são de Carlos Nunes, o cada vez menos hábil com as palavras presidente de uma Confederação Brasileira cada vez menos familiarizada com as palavras ‘planejamento’ e organização. Perguntinhas básicas:

1) O que levou Nunes a mudar tão rápido de opinião?
2) Quem é que dá a última palavra na entidade máxima a respeito de uma questão tão importante como esta?
3) Quando a Confederação apresentará (se é que apresentará) um plano sério e organizado para o basquete feminino do país? Já se passaram quase três meses da Olimpíada de Londres.
4) Será que a reunião que Hortência teve há duas semanas não seria o momento oportuno para que decisões fossem tomadas? Para que esperar mais?

Respostas e comentários na caixinha!

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