Bala na Cesta

Arquivo : Heat

Por terceira decisão seguida de NBA, Miami abre decisão do Leste contra Indiana hoje na Flórida
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Fábio Balassiano

Depois de uma semana, o Miami Heat voltará a quadra nesta quarta-feira (21h30, com transmissão do Space). E voltará a American Airlines Arena com um objetivo muito claro: se tornar o primeiro time da NBA desde os Lakers de 2008-2009-2010 a jogar três finais da liga seguida (o interessante é que, tal qual os angelinos, a história da turma da Flórida pode ser a mesma que a do time de Phil Jackson, com um vice e dois títulos).

Para atingir o feito, LeBron James e companhia disputam a final do Leste contra o fortíssimo e encardido time do Indiana Pacers, que moeu o New York Knicks marcando como no começo dos anos 90 e vencendo a semifinal por 4-2. Aos que pensam que será uma decisão fácil, é bom lembrar: na temporada regular, os Pacers venceram dois dos três confrontos realizados entre as equipes. E na temporada passada, foi um 4-2 na semifinal de conferência bem difícil para os comandados de Erik Spoelstra.

É bem óbvio que LeBron James e o Miami são os favoritos, sim, para vencer o discplinado-e-bem-treinado time de Frank Vogel, e estou curioso para saber o que o excelente técnico do Indiana fará para conter LBJ, Dwyane Wade e Chris Bosh. Vogel tem um time atlético pacas, e uma ótima dupla de pivôs (David West e Roy Hibbert) para ganhar nos rebotes e trazer um pouco de dificuldade ao Heat, e precisará, para ter sucesso e sair vencedor na decisão de ótimos aproveitamentos de George Hill e Paul George, principais pontuadores do time no perímetro – o que não é fácil devido a marcação forte do Miami.

Quem será que avança às finais da NBA: Indiana Pacers ou Miami Heat? Comente!


Chicago e Oklahoma jogam pra evitar eliminação contra Miami e Memphis – será que conseguem?
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Fábio Balassiano

Missões difíceis têm Chicago Bulls e Oklahoma City Thunder logo mais na NBA. Os dois estão na semifinal de conferência com 1-3 e podem ser eliminados logo mais contra Miami Heat e Memphis Grizzlies, que saíram de 0-1 e venceram os três jogos seguintes da série com autoridade.

Na Flórida, a partir das 20h (o Space exibe), o Chicago enfrentará o Miami com seus habituais problemas. Luol Deng é dúvida, Kirk Hinrich também e Derrick Rose, tema de post meu aqui ontem, é certeza – certeza que não joga. Pelo lado do Heat, Dwyane Wade, com problemas no joelho, também não sabe se atua. Para os Bulls, o maior problema é entender o que diabos aconteceu com Nate Robinson (foto), que vinha sendo o melhor jogador do time no playoff, nos últimos três jogos. O baixinho, que passou a ser vigiado de perto por LeBron James e Shane Battier, errou 27 de seus últimos 35 arremessos (22,8% nos chutes) e teve 11 erros nas derrotas de seu time para um forte rival. Se Nate estiver bem, o Chicago terá alguma chance de não entrar de férias logo mais.

Para o Oklahoma, que abre seu ginásio a partir das 22h30 desta quarta-feira, o drama é outro – mas tão difícil quanto o do Chicago.  Perdendo de 3-1 para um time fortíssimo (o Memphis Grizzlies) e sem seu armador titular (Russell Westbrook), o time até que foi bem no começo do jogo 4 em Memphis, mas sucumbiu diante da brilhante marcação do Grizzlies e dependência extrema na agora única estrela da companhia em quadra, Kevin Durant. Pode ser que hoje, em seu terreno, Durant consiga levar o Thunder ao jogo 6 na casa do inimigo, mas parece bem complicado acreditar que apenas um soldado tenha força para derrota um exército determinado e disciplinado três vezes seguidas.

O que será que acontece logo mais? Teremos duas eliminações, ou algum deles consegue se safar ao menos por enquanto? Comente!


Chicago está quase fora, e Derrick Rose deveria repensar sua atitude se quiser ser grande
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Fábio Balassiano

O Chicago Bulls tomou uma grande lição na noite desta segunda-feira no United Center. Perdeu de 88-65 do Miami Heat, viu o rival abrir 3-1 na série e aprendeu, de uma vez por todas, que não é fácil duelar contra o atual campeão da NBA com dois titulares a menos (Luol Deng e Kirk Hinrich estão machucados). Na verdade, chama menos atenção a (esperada e óbvia) derrota de ontem e a provável eliminação contra um timaço de basquete e muito mais o que Derrick Rose (foto) fez nessa temporada pelo seu time.

Já falei, cansei de argumentar por aqui o que acho de sua situação, mas confesso que ontem fui dormir com uma sensação horrível em relação ao cara. Ele operou o joelho há mais de um ano (no mesmo dia de Iman Shumpert, que está jogando muitíssimo bem pelo Knicks no playoff), está clinicamente recuperado há mais de dois meses, quando os médicos do Bulls lhe deram o aval para voltar às quadras e afirma não ter confiança para voltar a jogar.

É justo, é lícito e ele nunca mentiu pra ninguém. O que me incomoda, realmente, é o fato de seu time estar absolutamente quebrado em uma série física e intensa contra o atual campeão e Derrick Rose não mover sequer uma palha, fazer uma forcinha, para tentar ajudar. É como se ele estivesse dizendo aos seus companheiros um “vão lá jogar, vão, eu só retorno na próxima temporada quando estiver 100% recuperado e pronto para conseguir meus números”. Poxa, Noah e Boozer se matando no garrafão, Nate Robinson jogando vomitando, Jimmy Butler sem poder descansar NENHUM minuto em quase todos os jogos desde a série contra o Nets. Ou seja: o Chicago silenciosamente pedia socorro a sua principal estrela, a sua estrela que teve 12 meses para se recuperar sem o mínimo de pressa, sem o mínimo de pressão. E como Rose respondeu? Comendo um doce no banco de reservas no jogo 2 em Miami e colocando terno ao invés da camisa 1.

Ora, faça-me o favor, Rose. Nem vestir a camisa e o short do Chicago vocês fez. Nem uma tentativa houve. Nem um “cara, eu estou desesperado pra ajudar meus companheiros” foi dito. Rose será um grande jogador quando voltar, mas pra mim o que fica dessa temporada que provavelmente terminará na quarta-feira no jogo 5 da série contra o Miami na Flórida é que a grande estrela do Bulls na verdade é um atleta egocêntrico e que não foi capaz de se despir de medos e vaidades para ajudar os companheiros quando eles mais precisavam de um auxílio.

Se quiser ser realmente um dos melhores da história Rose terá que aprender a ser um grande líder. Algo que provou não ser nesta temporada. Quem sabe na próxima.


Contra a parede, Bulls e Thunder buscam empate contra Heat e Grizzlies esta noite
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Fábio Balassiano

Noite agitada esta da NBA logo mais. Depois de ter visto Jarrett Jack aniquilar o San Antonio Spurs no quarto período e na prorrogação ontem (97-87 pros Warriors, que empataram a série em 2-2 e mostraram, mais uma vez, uma força mental incrível para jogar contra um grande e experiente time), nesta segunda-feira é a vez de dois times que estão contra a parede tentar a reação para evitar um 3-1 e a provável eliminação.

Em Chicago a partir das 20h, os Bulls tentam juntar os cacos depois de duas dolorosas derrotas contra o Miami para empatar a série em 2-2. O rival tem mais time, um gênio das quadras (LeBron James, se você não associou o elogio a pessoa), o elenco completo e aprendeu a jogar no mesmo grau de intensidade do Chicago, mas a gente sabe que o time de Tom Thibodeau (foto à direita) é cascudo e não vai vender isso muito fácil, né. Kirk Hinrich é dúvida, Luol Deng também e Derrick Rose é mais do que certeza – certeza que não vai atuar, calma. Aqui deixo, desde já, minha decepção com Rose, de verdade mesmo. Sua equipe quebrada, precisando de gente pra entrar em quadra e o cara não se coça sequer pra jogar cinco, dez minutos. Pensamento um pouco egoísta (meus números e minhas vitórias na frente, deve ser o raciocínio do armador), não?

No outro jogo da noite, às 22h30 (com transmissão do Space), o Memphis, que venceu o Thunder no sábado por 87-81 em uma partida pra lá de estranha (Kevin Durant, que tem mais de 90% de aproveitamento em lances-livres em sua carreira de playoff, errou dois da marca fatal quando restavam 40 segundos). Com ou sem estranheza, os Grizzlies têm 2-1 na série e podem ficar muito próximos da primeira final de conferência da história da franquia. Pelo OKC, vale olhar pro desempenho de Kevin Martin. Na única vitória do time, 8/14 e 21 pontos. Nas duas derrotas, 8/28 e 19 pontos somando as duas pelejas. No Memphis, destaque absoluto para Marc Gasol (foto). O espanhol defende cada vez mais e melhor, e tem tido energia para pontuar (em cinco dos últimos seis jogos de playoff ele teve 20 ou mais pontos, e nesta semifinal do Oeste ele tem 48,7% nos arremessos).

O que será que acontece logo mais? Será que Bulls e Thunder empatam a série? Ou Miami e Memphis abrem 3-1 e encaminham a classificação? Comente!


Miami Heat acorda, joga muito bem, humilha Chicago Bulls e empata série em 1-1 na NBA
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Fábio Balassiano

Não foi um jogo de basquete. Foi uma aula de basquete o que vi há pouco na American Airlines Arena. O Chicago venceu o jogo 1, e LeBron James cobrou atitude de seus companheiros. Se era “só” isso ou não é impossível dizer, mas com três minutos metade dos jogadores em quadra já havia entrado em confusão, e o Heat, que precisava entrar de cabeça na série, foi pro jogo. Pegado, intenso, físico e violento. E o resultado disso qual foi? Vitória fácil, contundente, humilhante e sensacional por 115-78 e 1-1 na série.

Não sei se preciso dizer mais alguma coisa depois disso, mas a vantagem chegou a incríveis 46 pontos a favor do Heat e o último período foi disputado apenas pelos reservas. Mesmo assim, LeBron James (foto) registrou os seguintes números em 32 minutos: 19 pontos, 9 assistências, 5 rebotes e 3 roubos de bola. Além dele, outros cinco jogadores do Miami (Chalmers, Allen, Wade, Bosh e Norris Cole) fizeram 11 ou mais pontos.

Ao Chicago, parece que o cansaço dos 7 jogos contra o Nets e do primeiro contra o Miami enfim bateu. O time até que foi bem no primeiro período (perdeu de apenas cinco), mas depois não viu a cor da bola. Teve Joakim Noah e Taj Gibson expulsos (agora é ver se a NBA vai punir com suspensão de jogo – não creio, porém), e viu o rival crescer em termos técnicos, emocionais e táticos (LeBron James foi marcar Nate Robinson e o baixinho teve 3/10 e quatro erros). Será um trabalho e tanto que Tom Thibodeau terá que fazer para recuperar a confiança de seus atletas para o jogo 3 de sexta-feira, lá em Illinois, Chicago.

Viu o jogo? Gostou? Comente!


Antes do jogo 2 desta noite, LeBron afirma: ‘Não é problema de tática, mas sim de atitude’
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Fábio Balassiano

“Não é uma questão de tática, de estratégia. É uma questão de atitude, de entender que tipo de jogo temos pela frente e entrar de cabeça nessa briga. Precisamos estar determinados”. Foi assim que LeBron James definiu o que precisa ser feito pelo Miami Heat no jogo 2 desta noite (20h, com Space exibindo) contra o Chicago Bulls na mesma American Airlines Arena que na segunda-feira viu os Bulls baterem os atuais campeões por 93-86.

Não dá pra criticar LeBron pela declaração. Se é óbvio que não é só coração que ganha uma série de playoff, é muito claro e cristalino também que do outro lado da quadra estará o time mais cascudo dos playoffs. O Miami não jogou bem na segunda-feira, errou arremessos demais (39% nos chutes, muito pouco para um time que tem quase 50% na temporada), permitiu que um rival nas cordas no último período reagisse justamente no ponto que lhe é mais problemático – no ataque, que conseguiu sair da defesa do Heat para fazer 35 (mais de um terço do total) pontos nos 12 minutos finais -, mas a melhor maneira de impedir que o Chicago volte pra casa com 2-0 é justamente igualar aquilo que os Bulls fazem tão bem – na luta, na disposição.

Houve um lance no último período que Nate Robinson correu como um louco numa bola para evitar um lateral. A bola voltou pra quadra, Dwyane Wade pegou, lançou LeBron no meio do campo e esperou que o MVP enterrasse. Nate, lá do fundo, correu e fez uma falta para evitar a cesta fácil. Naquele momento estava claro: o Chicago correria o que fosse para evitar pontos em contra-ataque (foram apenas 9) do Miami e “esvaziaria” a bola no ataque (dos 71 arremessos, 48 vieram nos 7 segundos de posse) enquanto o placar não o sufocasse. Era uma tática simples, mas bem definida pelo técnico Tom Thibodeau e que só daria certo com a disciplina que os jogadores do Bulls tiveram (é sempre bom lembrar que o time de Illinois não teve Kirk Hinrich e Luol Deng – hoje a dupla deve se ausentar de novo).

LeBron tem razão quando pede para seus companheiros entrarem de corpo, alma e coração na série a partir das 20h desta quarta-feira. O Miami tem um histórico de virar séries que começa perdendo por 1-0 para 4-1, mas desta vez parece que o Chicago está mais preparado para levar esse confronto às últimas consequências, a seis, sete jogos. Se vai ganhar é outra história, mas é bom que o Miami esteja preparado para uma batalha logo mais.

Quem será que ganha? Chicago abre 2-0 ou o Miami empata? Comente!


Em noite de Nate Robinson, Chicago tem atuação épica, vence Miami e abre 1-0 na série
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Fábio Balassiano

Foi uma tremenda partida de basquete na American Airlines Arena. Cansado depois do jogo 7 contra o Nets, no Brooklyn, o Chicago Bulls jogou nesta segunda-feira mais uma vez desfalcado de Kirk Hinrich, Luol Deng e, claro, Derrick Rose, e do outro lado tinha o atual campeão Miami Heat e a premiação de LeBron James, que receberia o troféu de MVP diante de sua torcida na Flórida. E o resultado final, quanto foi? Chicago 93-86 no Miami, com direito a 35-24 no último período.

A defesa do Chicago foi sufocante no segundo tempo, mas o aproveitamento do Miami na linha dos três pontos foi tenebroso (7/24, sendo que a maioria deles livres, bem livres) e a atuação do time, com exceção de LeBron James e Dwyane Wade, também (16/45). Do outro lado, quem brilhou demais foi Nate Robinson (foto), o baixinho de 1,75m que anotou sete dos últimos dez pontos do Chicago (ainda deu a assistência para Marco Belinelli anotar de três pontos no minuto final) e terminou com 27 pontos e 9 passes.

Isso tudo (leia aí, Derrick Rose) depois de ter batido a cabeça na quadra, levado seis pontos na cabeça e retornado para o jogo todo pimpão, animadíssimo. Destaco também a atuação monstruosa do jovem Jimmy Butler (foto à direita), que não saiu de quadra por um minuto sequer e teve 21 pontos, 14 rebotes e uma atuação genial em LeBron (até o último período o gênio do Miami tinha 2/7 e dois desperdícios), e a raça de Joakim Noah, um leão no garrafão com 13 pontos e 11 rebotes.

O Chicago abriu 1-0 e tem o jogo 2 na quarta-feira para colocar mais uma pulga atrás da orelha do Miami Heat. O time da Flórida tem LeBron, é o atual campeão, mas do outro lado há o time mais raçudo, mais cascudo da atual temporada da NBA. Um elenco todo quebrado, todo machucado, remendado, e que não desiste jamais. São os Bulls, do maravilhoso técnico Tom Thibodeau e de um herói que vem jogando uma barbaridade neste playoff – Nate Robinson.

Viu o jogo? Surpreso com a derrota do Miami? Incrível o poder de superação do Chicago, não? Comente!


Com coroação de LeBron, Miami Heat abre série contra cansado Chicago hoje na Flórida
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Fábio Balassiano

A saga do Chicago Bulls contra o Brooklyn Nets já foi cantada e decantada aqui neste blog. É uma das mais belas histórias de superação da temporada e que teve um final feliz no jogo 7 de sábado. E o que os jogadores do Bulls ganharam como prêmio? Uma viagem na madrugada para Miami e a honra de enfrentar o Heat na semifinal do Leste que começa hoje (20h, com transmissão do Space).

Isso tudo no dia em que LeBron receberá, na frente do público, o quarto troféu de MVP da temporada regular de sua carreira. Por isso, aliás, a ilustração, belíssima por sinal, deste post. Ela foi feita mais uma vez por Neto78, ou Antonio de Padua Carvalho Neto. O cara é muito bom, e você pode olhar todo o seu trabalho clicando aqui .

Dentro de quadra, o Chicago pode ter as voltas de Luol Deng e Kirk Hinrich para começar a série menos “quebrado” do que no jogo 7 contra o Nets (antes que perguntem, vamos lá: Derrick Rose não joga). Os Bulls têm uma das melhores defesas da liga, venceram o Miami na temporada regular para acabar com aquela sequência incrível de 27 vitórias seguidas do rival e contam com a boa fase de Joakim Noah para dominar o garrafão.

O problema para os Bulls é que do outro lado estará o melhor time da NBA na atualidade. Tom Thibodeau, técnico do Chicago, deve tentar uma série de ajustes, a gente sabe disso, mas é muito difícil imaginar o que fazer quando se tem LeBron James, Dwyane Wade, Ray Allen, Chris Bosh, Shane Battier e Mario Chalmers para marcar. Haverá ajustes na série que serão feitos por Thibs, mas não sei se será suficiente para deter os atuais campeões da liga. Isso tudo com o Miami tendo descansado por mais de uma semana depois de terem varrido o Bucks. Tipo: enquanto Luol Deng tinha meningite, Joakim Noah se matava pra pegar um rebote e Nate Robinson driblava uns oito antes de arremessar LeBron, Wade, Allen e companhia só treinavam em South Beach.

E você, o que acha? O Chicago consegue segurar o Miami Heat? Ou os atuais campeões avançam para as finais do Leste? Comente!


LeBron James começa hoje mais uma jornada para a história nos playoffs da NBA
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Fábio Balassiano

Já falei no post anterior que o Miami Heat é favoritíssimo contra o Bucks na série que começa hoje às 20h na Flórida, né (estarei pilotando o Facebook e o Twitter – @spacebrasil – do Space Brasil durante a peleja, fiquem ligados). O time tem Dwyane Wade, que jogou muito bem depois do All-Star (21,7 pontos e incríveis 55% nos chutes), Chris Bosh, um punhado de jogadores talentosos para composição de elenco, mas a gente sabe que quem faz o Miami ser o candidato máximo chama-se LeBron Raymone James.

Aos 28 anos, LeBron James tem tudo para escrever outro capítulo importante em sua recheada biografia esportiva. Na próxima semana ele deve se juntar a Wilt Chamberlain conquistando o seu quarto troféu de MVP (Michael Jordan e Bill Russell têm cinco, e Kareem Abdul-Jabbar, seis), mas isso não é tudo. Nessa pós-temporada LeBron pode reafirmar sua dominância e seu talento em quadra, conquistando o bicampeonato com a franquia e subindo mais um degrau na escala dos mitos do basquete.

Chutando cada vez menos (seus 17,8 arremessos são sua menos marca em dez anos de NBA) e jogando melhor que nunca em uma temporada incrível (56,5% nos chutes, 26,8 pontos por jogo sem forçar a barra, oito rebotes, 7,3 assistências e 40,4% nos três pontos, sua melhor marca na carreira), LeBron James parece cada vez mais com a cabeça no lugar e conhecendo seu papel de líder não só do time como também de uma geração de jogadores que está cada vez mais adaptada a funções e menos a posições (outro exemplo é seu amigo Kevin Durant, do Oklahoma).

Preparado a gente sabe que ele está. Maduro, também. Fisicamente, nem se fala, o cara está voando. Por isso, depois de 76 jogos na fase regular, acredito que não seja surpresa alguma dizer, mas ao mesmo tempo não custa: esta será a pós-temporada de LeBron James. Coitado do Bucks. Vai sofrer quatro vezes em suas mãos. Começando a partir desta noite.


Em alta, Knicks enfrentam Heat na Flórida para manter segunda posição do Leste
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Fábio Balassiano

A série invicta do Miami terminou na semana passada, a do Denver também e agora quem dá as cartas nesse negócio de não perder é justamente o New York Knicks, que vem de oito partidas sem conhecer o sabor da derrota e segue firme no seu objetivo de ficar com a segunda posição do Leste. E contra quem os nova-iorquinos (46-26, um jogo na frente do Indiana Pacers, o terceiro) jogam nesta terça-feira? Contra o Heat, às 21h, na Flórida. Promessa de jogaço de bola, não?

Os Knicks até que têm se virado bem sem Tyson Chandler, seu pivô titular, e Amare Stoudemire, primeiro reserva do perímetro – ambos lesionados. Encontraram em Kenyon Martin (sim, aquele) e no garoto Iman Shumpert as forças defensivas para suprir a ausência de Chandler, viram JR Smith, eleito ontem o melhor jogador da semana com inteira justiça, já que teve as ótimas médias de 29,8 pontos, 54,5% nos chutes de quadra e sete rebotes e três jogos seguidos com mais de 30 pontos, jogar muitíssimo bem e Carmelo Anthony retornar de contusão com a categoria de sempre (27,6 pontos e 8,2 rebotes nos últimos 10 jogos).

Isso tudo com três titulares diferentes dos que iniciaram a temporada (Martin, Prigioni, que deixa Jason Kidd no banco, e Shumpert completam o quinteto titular ao lado de Melo e Felton, que mantém as consistentes médias de 14,2 pontos e 5,5 assistências) e um sistema defensivo que melhorou sensivelmente em relação à última temporada (nem conto o período em que Mike D’Antoni esteve por lá porque seria injusto com o ótimo técnico Mike Woodson – na foto). Com peças diferentes, Woodson deslocou Carmelo para a ala de força e não perdeu na marcação. Seu time é o melhor no índice assistências/erro (1,26), o segundo em assistência por arremesso convertido (0,56), leva 95,7 pontos por jogo, vê os rivais desperdiçarem 15,2 bolas por jogo e quase não permite pontos em contra-ataque – são apenas 12 por noite, terceiro melhor marca da NBA.

É assim, usando as habilidades ofensivas acima da média de Carmelo Anthony (ele tem chutado a mesma coisa que em Denver, pessoal, não nos enganemos – a diferença, agora, é que a bola só chega nele para que ele chute e seus companheiros – Kidd, Prigioni, Martin, Chandler, Shumpert – não gostam tanto assim de arremessar) e JR Smith, e com uma defesa forte que os Knicks tentarão voltar a vencer uma série de playoff pela primeira vez desde o ano 2000. E quem foi o último time que o New York derrotou em uma série de pós-temporada? Justamente o Miami. (4-3, com um jogo 7 na Flórida que ninguém esquece relembre aqui aqueles 83-82 do domingo, 21 de maio de 2000), o adversário de hoje e o maior rival dos nova-iorquinos para tentar atingir o sonho de jogar uma final da NBA depois de 15 anos.

Quem vence hoje? Será que as duas franquias, que têm uma história feroz de rivalidade em pós-temporada, voltam a se enfrentar nos playoffs? Comente!