Bala na Cesta

Arquivo : Gustavo de Conti

Sem oscilar, Flamengo fecha série contra Paulistano e se garante nas semifinais do NBB
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

O Flamengo é o primeiro semifinalista do NBB5. Contando mais uma vez com um show da torcida, que voltou a lotar o ginásio do Tijuca na noite deste sábado, o rubro-negro superou o Paulistano por 84-64, fechando a série de quartas-de-final em 3-0. Ao contrário dos dois primeiros jogos, em que a equipe paulista vendeu caro as derrotas, a partida deste sábado foi controlada desde o início pelo Flamengo, que com uma atuação muito constante, especialmente na parte defensiva, não deu chances ao adversário.

Garantido nas semifinais, o Flamengo agora aguarda seu adversário, ainda com adversário a ser definido variando de acordo com os resultados de Uberlândia x Pinheiros, Brasília x São José e Bauru x Franca. A partida deste sábado marcou também a despedida do Flamengo do simpático, mas acanhado ginásio do Tijuca. Na próxima fase, o time vai mandar seus jogos na moderna HSBC Arena, local bem mais apropriado para os grandes confrontos.

O primeiro tempo até apresentou certo equilíbrio. Enquanto os cariocas aceleravam o ritmo de jogo (impressionante a intensidade do armador Kojo), os paulistas se mantinham vivos graças às bolas de três pontos (6/12 na primeira metade). Podemos dizer que o duelo marcou as boas vindas de Olivinha aos playoffs. Apagado na série até o momento, o ala-pivô voltou a apresentar o nível que demonstrou durante a fase de classificação. Com 22 pontos e 13 rebotes, Olivinha foi o cestinha da partida e levantou a torcida, empolgada com a característica garra do jogador. O Flamengo venceu o primeiro quarto por 25 a 18. No segundo período, o Paulistano segurou um pouco o ímpeto ofensivo do rubro-negro e contou com boas atuações dos alas Alex e Eddy, destaques do time com 19 e 16 pontos respectivamente. A parcial terminou empatada (16 a 16) e os mandantes foram para o vestiário vencendo por 41 a 34.

Na volta do intervalo, o terceiro quarto praticamente decidiu a série. Com Olivinha inspirado e Marquinhos bem (o ala teve atuação segura, anotando 19 pontos), o Flamengo abriu larga vantagem, se aproveitando de decisões equivocadas do ataque paulista. Um momento crucial foi quando a arbitragem anotou falta antidesportiva em cima de Marquinhos, levando o técnico Gustavo De Conti à loucura. No lance seguinte, o treinador do Paulistano continuou reclamando com os árbitros e levou uma falta técnica. Olivinha acertou chute de três a poucos segundos do fim, aumentando a diferença para 22 pontos (68 a 46), mas ainda deu tempo para Eddy também converter um tiro longo no estouro do cronômetro, cortando para 19 a vantagem rubro-negra.

No último período o Flamengo seguiu imprimindo uma defesa forte e, como consequência, contra-ataques rápidos. Uma cesta de Caio Torres (11 pontos para ele) colocou o time da Gávea 24 pontos na frente faltando seis minutos para o fim: 74 a 50. Após pedido de tempo de Gustavo, o Paulistano esboçou uma reação e numa bola de três de Alex, cestinha do time com 19 pontos, a diferença caiu para 14 (76 a 62). Mas os comandados de José Neto mantiveram o foco e administraram o placar. No final, vitória por 20 pontos: 84 a 64. Muita festa da torcida e dos jogadores.

Olivinha, grande destaque da partida, ressaltou que a regularidade da equipe foi determinante para o resultado deste sábado. “A atitude da equipe foi diferente em relação aos dois primeiros jogos da série. Ficamos focados os 40 minutos, não corremos risco hoje”. O ala-pivô reconheceu que estava rendendo menos do que pode nos playoffs: “Eu me cobro bastante e nos dois primeiros jogos eu não estava bem, não pude ajudar muito a equipe. Tenho que agradecer ao nosso departamento médico, pois eles trabalharam muito para melhorar as dores que eu estava sentindo nas costas. Hoje fiquei muito bem e pude fazer uma grande partida”, afirmou um dos principais nomes do NBB até agora.

Enquanto isso, o técnico do Paulistano, Gustavo De Conti, demonstrou muito orgulho pela campanha que a equipe realizou. Apesar da eliminação, ele rasgou elogios ao grupo. “A gente tem que agradecer muito aos jogadores, porque eles que botam a bola na cesta. Ficamos muito felizes por eles acreditarem no projeto do clube. Nesta temporada, podemos dizer que cumprimos todos os objetivos dentro do Paulistano. Chegamos nas semifinais do Campeonato Paulista, deixando fortes adversários para trás, e nas quartas-de-final do NBB contra o melhor time da competição até o momento. Não digo que estou satisfeito, mas estou muito feliz”, afirmou o comandante do brioso time paulista.


Flamengo supera primeiro tempo desastroso, vence Paulistano e abre 2 a 0 na série
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após vencer a primeira partida da série de quartas-de-final em São Paulo, o Flamengo reencontrou sua torcida nesta quinta para o segundo duelo diante do Paulistano. E se o triunfo rubro-negro na capital paulista veio com bastante suor, a vitória de ontem foi ainda mais difícil. O líder da fase de classificação precisou do apoio da massa, que lotou o ginásio do Tijuca, para reverter uma desvantagem que chegou a ser de 19 pontos no primeiro tempo. Com a pontaria afiada na etapa final, o Flamengo superou o aguerrido time de Gustavo de Conti por 80-76 e abriu dois a zero na série. Uma nova vitória no sábado (21h30), também no Tijuca, garante o time de José Neto nas semifinais.

Cada time dominou um tempo no jogo desta quinta. Os dois primeiros quartos foram do Paulistano. Com uma defesa impecável e muita precisão nos tiros de fora, a equipe visitante abriu de cara 11-2, forçando o técnico José Neto a pedir tempo. Mas nem a parada serviu para o Flamengo reagir. Marquinhos, cestinha do primeiro duelo, foi completamente neutralizado pela forte marcação dos paulistas. As outras principais armas ofensivas do time carioca, como Olivinha e Benite, também não se encontravam em quadra. O ala Eddy estava em boa noite e os habilidosos armadores André (Manteguinha) e Elinho contribuíram para os visitantes fecharem o primeiro período com vantagem de oito pontos: 21-13. A segunda parcial foi terrível para o Flamengo. Se os titulares já não estavam em boa noite, os que vieram do banco erraram ainda mais. Nos primeiros cinco anotaram apenas dois pontos, enquanto o Paulistano fez dez. A defesa dos comandados de Gustavinho manteve a pegada, não deixando o ataque rubro-negro respirar. Com isso, abriram 19 pontos (36-17). Com uma bola de três do paraguaio Bruno Zanotti nos segundos finais, o Flamengo cortou a diferença para 16 e a primeira metade terminou 38-22 para os visitantes.

Na volta do intervalo, a postura da equipe de José Neto mudou radicalmente. O time passou a defender com muita consistência e o ataque, que tem média de 90,8 pontos por jogo na competição, voltou a fluir. Marquinhos, que tinha anotado apenas cinco pontos no primeiro tempo, acordou no terceiro quarto, acertando três bolas de três seguidas e incendiando a torcida. Os cariocas foram encostando no placar e o Paulistano claramente saiu de seu sistema de jogo. No entanto, o Flamengo perdeu Caio Torres ainda no terceiro período. Após cometer sua quarta falta num lance de ataque, o pivô foi tirar satisfação com a arbitragem, levou uma técnica e foi eliminado da partida. Inconformado, Caio ainda discutiu asperamente com o auxiliar técnico do Flamengo, Diego Falcão, no banco de reservas. Mesmo assim o time não perdeu o foco e numa bola de três de Benite faltando 15 segundos para o fim o rubro-negro passou a frente pela primeira vez (53 a 52). Ainda deu tempo para Zanotti converter outra bola de três, no estouro do cronômetro, levando o ginásio à loucura.

Quando tudo indicava que o embalado Flamengo abriria vantagem no marcador, o Paulistano não se abateu com o terceiro quarto ruim e manteve o equilíbrio no último período. Cinco jogadores do time paulista terminaram a partida com mais de 10 pontos. Eddy e Toyloy tiveram 16 e 13 pontos, respectivamente. Elinho anotou 12. André e Alex contribuíram com 11. No Flamengo, destaque novamente para Marquinhos, que superou o fraco primeiro tempo e foi o cestinha da partida com 19 pontos. Benite e Kojo anotaram 12 cada um e Shilton, que jogou bastante tempo devido à exclusão de Caio, apesar de errar muito, fez 11 pontos. Aliás, o pivô reserva do Flamengo foi personagem de uma polêmica no fim do jogo. Faltando cerca de dois minutos, os mandantes venciam por cinco quando o Paulistano, provavelmente inspirado nos adversários dos Lakers na NBA, que adoram mandar Dwight Howard para a linha do lance-livre, sua inimiga número um, inventou um “hack-a-Shilton”, estratégia que desagrada muita gente. Confesso que não curto muito, mas não há nada na regra que impeça um time de agir dessa forma. Portanto, pode ser feio, mas não ilegal. E a tática deu certo, pois assim como o pivô dos Lakers Shilton teve aproveitamento pífio na linha (3/11 no jogo), errando quatro lances seguidos nos últimos minutos. Os visitantes cortaram a diferença para apenas um pontinho (77 a 76). Faltando 15 segundos, José Neto tirou Shilton da quadra porque sabia que o pivô seria alvo de mais uma falta do adversário. Os lances-livres caíram na mão de Olivinha. Ele acertou o primeiro e errou o segundo, mas apareceu Duda para pegar o rebote decisivo, passando a bola rapidamente para Olivinha, que foi cobrar mais dois lances. Desta vez, ele converteu ambos, garantindo a vitória do rubro-negra.

O ala Marquinhos exaltou a força da torcida, segundo ele, fundamental para a vitória. “Fomos muito mal no primeiro tempo, forçando as jogadas e com baixo aproveitamento, mas no segundo tempo as coisas se encaixaram. A torcida foi muito importante. A gente sabe que depende muito dela para chegar ao título e força que ela nos dá é fundamental para as vitórias”, afirmou o cestinha do NBB. Já o técnico Neto, também exaltou a reação da equipe e disse não condenar a postura do Paulistano no fim do jogo. “No primeiro tempo não jogamos de acordo com o estilo da equipe do Paulistano. Era como se estivéssemos sambando num show de rock. Depois a equipe se acertou e demonstrou muita força para reagir. A estratégia de fazer faltas no Shilton eu considero normal, faz parte do jogo e até deu certo para eles. Só acho que quando isso acontece com o jogador fora da bola, deveria ser marcada a falta anti-desportiva, como foi na primeira, mas teve outra que também deveria ter sido”, disse o comandante rubro-negro.

Pelo lado dos paulistas, o técnico Gustavo de Conti lamentou a queda de produção defensiva do time. O jovem treinador também pediu mais critério da arbitragem. “A arbitragem hoje foi boa, não interferiu no resultado. Mas eu espero que no próximo jogo os três árbitros que forem apitar marquem as mesmas faltas que marcam sobre o Marquinhos e o Benite, especialmente esses dois, no Elinho e no André, que são jogadores tão agressivos (procuram a cesta, partem para cima) quanto o Marquinhos e o Benite e os árbitros muitas vezes não marcam neles as mesmas faltas que marcam nos dois do Flamengo”, afirmou Gustavo.


Em grande estilo, Paulistano vence Basquete Cearense e conquista 1ª vitória em playoffs
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

Paulistano e Basquete Cearense iniciaram na noite de ontem o confronto de oitavas-de-final dos playoffs do NBB que era visto como um dos mais equilibrados por se tratar do encontro entre o oitavo e nono colocados na fase de classificação. Isso não foi visto em prática ontem no Ginásio Antônio Prado Júnior, pois o time de São Paulo simplesmente não tomou conhecimento do cearense e venceu de forma tranquila por 95-74, abrindo 1-0 na série melhor de cinco partidas.

O Paulistano, que nunca havia vencido uma partida em playoff no NBB (0-9 no geral) mostrou maturidade (que faltou ao seu adversário) e foi merecedor da vitória, com belas atuações como as de Manteguinha (20 pontos), Pedro (17), Alex Oliveira (15) e um ótimo Munõz, que marcou apenas 9 pontos, mas trouxe uma energia fantástica ao time.

Os dois próximos jogos serão disputados em Fortaleza, no Ginásio Paulo Sarasate, que provavelmente terá um bom público. Ao Basquete Cearense, resta esquecer a péssima atuação de hoje para tentar igualar o confronto. Para o Paulistano, é fundamental manter a confiança que uma vitória como a de ontem traz para conseguir um novo resultado positivo como visitante, já que o mando é do adversário.

Antes do jogo, Alberto Bial falou sobre o sentimento do seu time, que estreou em playoffs: “Sentimos uma expectativa muito saudável, pois no primeiro ano conseguimos resultados expressivos além de trazer pessoas para a “febre” que é hoje o basquetebol no nordeste”. Já sobre o confronto, analisou: “Ganhamos os dois jogos do Paulistano na fase de classificação, só que hoje isso não quer dizer nada porque a pressão é diferente. Tivemos algumas mudanças no aspecto defensivo adotado no final da fase de classificação e deu resultado, então continuaremos esse trabalho”.

No começo da partida, tudo parecia sair como planejado por Alberto Bial. O jogo foi equilibrado nos primeiros minutos, com muito contato físico e com os cearenses claramente usando os grandalhões Drudi (18 pontos) e Felipe (6) como jogadores chave em seu esquema. Dessa forma, terminaram na frente por 17 a 16.

Aí veio o segundo quarto, onde tudo se decidiu a favor do Paulistano, que mudou o ritmo do jogo, impôs sua velocidade e simplesmente massacrou o adversário com uma corrida de 35-7! Pedro encestava os chutes de três (100% nesse quesito, 3/3), Manteguinha, Elinho e Muñoz penetravam para as bandejas sem tomar conhecimento da defesa adversaria, enquanto Alex e Toyloy se revezavam entre enterradas e tocos. O Basquete Cearense ficou completamente perdido, e de nada adiantaram os tempos pedidos em sequência por Bial.

Até mesmo nas entrevistas o Paulistano se demonstrou intenso, como nas palavras de Elinho: “Nos preparamos a semana inteira pra esse jogo, para não deixar o adversário jogar, pegar muito firme na defesa e conseguimos limitar a pontuação deles”. Voltando do intervalo com uma diferença de 27 pontos (51 a 24), restou ao Paulistano administrar os dois quartos seguintes. O ala Jimmy (cestinha do jogo com 22 pontos) colaborou muito para que o time cearense não saísse de quadra com uma desvantagem ainda maior do que os 21 minutos após os 40 minutos da partida.

Ao final, Manteguinha definiu o que considerou mais importante na vitória: “Com certeza a defesa do segundo quarto. Sabemos que para vencer a série é preciso defender bem. Vamos treinar amanhã nesse sentido pois sabemos das nossas chances de passar se continuarmos assim”.

Pelo lado do Basquete Cearense, o armador Matheus lamentou: “Não esperávamos (sofrer uma derrota por uma diferença tão elástica). Se você analisar o jogo, foi culpa do nosso segundo quarto, que foi muito abaixo do que estávamos pensando. Lutamos tanto pelo oitavo lugar, agora vamos tentar usar esse fator casa”.


Visando playoffs, Gustavo De Conti tenta evitar queda da temporada passada no Paulistano
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

A campanha do Paulistano, que venceu o Suzano por 87-85 na última quinta-feira, no NBB5 tem muitas semelhanças com a temporada passada. O início (6-0) foi promissor, assim como tinha sido no NBB4 (7-2). E as semelhanças não pararam por aí.

A queda de rendimento na virada de ano também já havia ocorrido antes (4-7 até agora em 2013). Para evitar que aconteça um novo insucesso na primeira fase dos playoffs (ano passado o Paulistano caiu diante de Franca), é necessário uma mudança de rumo por parte do time da capital paulista.

“A gente tem muitos jogos fora de casa nesse segundo turno, e tivemos muitos em casa no primeiro. O turno no total teve 10 jogos em casa e 7 fora. Nesse returno será ainda mais difícil porque vamos fazer mais jogos fora. Ao mesmo tempo, tivemos lesões importantes, no caso do André (Manteguinha) e do Ricardo, que não voltou até hoje”, afirmou Gustavo, que completou: “A expectativa e a preparação é para que o time chegue bem nos playoffs, ao contrário do que aconteceu no ano passado, onde nós fomos bem no campeonato e nos playoffs nós perdemos de um time que estava abaixo. Portanto, nesse ano nós queremos fazer diferente, nem que a gente capengue um pouco agora, mas com a entrada do Muñoz com a volta do André, nós queremos chegar bem nos playoffs”.

Para que o Paulistano chegue bem na fase final do torneio, diante de uma longa sequência de jogos fora de casa (o time será visitante nos próximos quatro compromissos), umas das chaves do sucesso será se impor diante das equipes da parte debaixo da tabela.


Flamengo tenta manter invencibilidade em reencontro de técnicos Neto e Gustavo de Conti
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Como todo mundo deve saber, o Flamengo é o único time invicto no NBB5, né. E para chegar ao 15-0 (parece placar de tênis, hein!) na competição o time da Gávea enfrenta logo mais (às 20h no ginásio do Tijuca) o Paulistano em jogo que marca as estreias dos gringos Bruno Zanotti (o paraguaio é do Fla) e do panamenho Joel Muñoz (dos paulistas).

Mas o duelo de logo mais coloca frente a frente dois treinadores que se conhecem terrivelmente bem. Gustavo de Conti, do Paulistano, (na foto à esquerda) foi assistente-técnico de José Neto por muito tempo quando este comandou o tradicional time da capital paulista no começo do século (inclusive no time que tinha Marcelinho Huertas – aqui, ó).

Depois, Neto seguiu vôo solo nas seleções de base, Gustavo de Conti também e a dupla se reencontrou quando de Conti treinou a seleção brasileira adulta no Sul-Americano – Neto estava por lá acompanhando os treinos ao lado de Rubén Magnano, de quem seria auxiliar na Olimpíada de Londres. Nesta temporada, Neto tem ido muitíssimo bem com o Flamengo, e Gustavo, após ótimo começo no Paulistano, tem enfrentado alguma instabilidade (como eu cantei a pedra que poderia ocorrer aqui)

Quem vence o duelo de conhecidos logo mais? Será que Gustavo de Conti consegue aprontar alguma para cima de Neto e do até então invicto Flamengo? Comente!


Invicto, Paulistano mira sucesso no NBB5 sem esquecer da lição da temporada passada
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Conforme você leu aqui recentemente, o Paulistano abriu o NBB com cinco vitórias consecutivas, melhor marca da competição desde o NBB2, quando o Brasília teve oito seguidas. É um início surpreendente para um time que não está cotado para chegar à decisão, mas cujo comando técnico de Gustavo de Conti (foto) é elogiado por quase todo mundo que acompanha o basquete nacional. Nesta noite, o time da capital coloca sua boa fase e a sequência invicta à prova contra o Minas (às 20h, em seu ginásio).

Dono do melhor índice de assistências por jogo no NBB (são 18,2 por noite, ou 54,8% dos arremessos convertidos vindo através de passes), do ataque mais positivo (88 por jogo) e da melhor tábua da competição (o time lidera com 39 rebotes e tem incríveis 13,6 segundas chances por peleja), o time mais eficiente da liga (109,2) tem seis jogadores com 8,5 ou mais pontos e nove atuando por 12,5 ou mais minutos, prova de que a rotação de Gustavo, que sabe que não possui um elenco estelar, tem funcionado muitíssimo bem sem, necessariamente, privilegiar a ninguém (entre os cinco primeiros com mais pontos e eficientes não há ninguém do Paulistano). Destaques individuais para o norte-americano Steven Toyloy (jogando de cara feia, ele tem 16,4 pontos e 7,4 rebotes de média, mais do que o dobro do que ele havia conseguido em Limeira, sua última equipe por aqui), Manteiguinha (15,6 pontos e 5,2 assistências – crescimento de 50% em relação à 2011/2012).

O BALA NA CESTA AGORA ESTÁ NO FACEBOOK! CLICA E CURTE A PÁGINA LÁ, VAI!

“Este começo de campeonato não nos surpreende, mesmo porque ainda não fizemos nada de extraordinário. Demos sorte com a tabela, pois temos 6 dos 7 primeiros jogos em casa, e estamos fazendo a nossa parte, por enquanto. Acho que Franca, por exemplo, que venceu adversários duríssimos como Bauru e Sorocaba fora de casa, tem campanha mais importante que a nossa nesse início de NBB. Poderemos ter uma noção melhor da nossa força daqui a 5 ou 6 rodadas, e quando todos tiverem o mesmo número de jogos realizados”, afirmou Gustavo de Conti, o técnico do Paulistano, ao blog.

Mas nem tudo, claro, são flores para o Paulistano. No ano passado, o time teve sete vitórias nos nove jogos de 2011. Visado e seguido de perto por rivais, principalmente depois da acachapante vitória contra o Brasília (120-93 naquele que viria a ser o campeão da temporada com 40 pontos do paraguaio Araujo), Gustavo de Conti viu o rendimento de sua equipe cair (em 2012 foram dez vitórias em 19 jogos e a campanha de 17-11 na fase regular). A dúvida, agora, é saber se, com um elenco mais experiente a lição foi aprendida.

“O NBB5 está muito mais forte e equilibrado, com mais equipes, mais estrangeiros, mais investimento das equipes. Por isso essa oscilação é natural para as equipes intermediárias, como é a nossa. Nesse aspecto o nosso início até aqui tem sido importante. Seguir evoluindo realmente é o nosso desafio para conseguir boa colocação na fase de classificação e chegar preparado para vencer nos playoffs”, acredita Gustavo.

Do meu canto, espero que o Paulistano continue a jogar seu bom basquete, principalmente pelo fato que, por aqui, qualquer melhoria tática (por menor que seja) pode significar um avanço de vitórias e derrotas absurdo (por causa do nível baixíssimo, qualquer time que jogue razoavelmente bem tem chance de ir longe, bem longe). Será que o tradicional clube da capital, agora com um núcleo mais experiente (Toyloy, Wagner e Manteiguinha para escorar Pedro, Renato, Elinho, Eddy etc.) consegue ir longe?

“Temos uma média de idade de 25 anos, e diria que os meninos crescem a cada ano. Somos uma equipe que tem entre os 12 jogadores, cinco campeões juvenis, e isso me orgulha muito. Me orgulha muito também o fato de conseguirmos resgatar jogadores que estavam esquecidos em outros clubes, e fazê-los atuar bem próximos de seus limites ou tendo melhores temporadas na carreira. Quanto a classificação, nosso planejamento é feito por blocos de 4, 5 jogos. Pensar em acabar o NBB5 à frente de equipes como Flamengo, Brasilia, Pinheiros, São José, Uberlandia, Bauru, Ceará e Minas (que têm altos investimentos) seria demais pra nós. Buscamos estar à frente das equipes mais parecidas com a nossa em termos de investimento, e terminar entre os 8 primeiros já seria um resultado excelente, mas até maio muita coisa vai acontecer, e treinamos todos os dias pensando em chegar bem longe”, finaliza o exigente treinador.

 


Minha análise sobre o trabalho de Gustavo de Conti na seleção brasileira do Sul-Americano
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Por conta dos problemas de saúde que tive essa semana consegui ver a seleção brasileira no Sul-Americano de Chaco, na Argentina. Vi todos os jogos (inclusive o contra a Bolívia, hein!) da equipe que hoje disputa o terceiro lugar contra o Uruguai e estou bem tranquilo pra falar. Se é verdade que era um time muito, muito desfalcado (além de B, desfalcado de Scott Machado, Fab Mello etc.) e que o objetivo principal (a vaga na Copa América) veio, também é verdade que o desempenho ficou muito abaixo do que eu, pessoalmente, esperava.

Não vou nem entrar no mérito da convocação (para mim, mal feita, vocês sabem disso), porque Gustavo sabe o que está fazendo. Sem falar individualmente de ninguém, vou me ater apenas ao aspecto de quadra, quadra mesmo. Temos os seguintes dados:

1) Impressionou-me demais o volume de chutes de três pontos brasileiro. Não pelos 0,29 tiros longos tentados por posse de bola (índice alto), mas pela insistência em uma bola que não deu certo a competição inteira (29,8% de aproveitamento). Nos criticados times de Lula Ferreira e Hélio Rubens, o índice era de 0,23 e 0,34, respectivamente. No de Rubén Magnano na Copa América, 0,17.

2) Mais uma vez o jogo de pivôs inexistiu na seleção brasileira (outro fato comum em times nacionais recentes). Os gigantes que em Chaco poderiam, muito bem, ser trocados por cones – não faria a menor diferença. Parecia jogo do NBB, de verdade. O Brasil teve 336 posses de bola na competição até aqui, e em apenas 21% delas houve a finalização dos alas-pivôs ou pivôs brazucas. Muito pouco, não? Nem mesmo contra paraguaios ou venezuelanos, seleções baixas, houve este tipo de jogo. Preocupante.

3) Outro ponto importante. Para quem reclama horrores de fundamento, aqui vai um dado estarrecedor. A média de erros ficou em 14 por partida, ou em 16,6% das posses de bola. No Pré-Olímpico de Mar del Plata, o Brasil de Magnano foi o que menos errou (12,5 – com um time melhor, é verdade, mas contra times melhores também). Os desperdícios, principalmente contra a Venezuela, geraram contra-ataques, que, por sua vez, geraram pontos também por conta da pobre transição defensiva.

4) Por fim, a defesa do Brasil, um dos pontos que Gustavo sempre falou que seria seu foco em entrevistas, está sendo muito ruim. Contra a Venezuela, em jogo eliminatório, fez os rivais terem apenas seis desperdícios (14 brasileiros) e permitiu oito bolas de fora. Muita coisa contra um adversário pobre em termos técnicos. Foi frouxa, e viu os limitados Cubillas e Sucre anotarem 21 pontos cada (a média deles na competição não estava acima dos 14).

Mais do mesmo, não? E se falo isso tudo, é porque tenho um respeito absurdo por Gustavo de Conti, o técnico, e sei que a ele não servirão as análises superficiais e lambe-botas que a gente se acostumou a ver por aí (tá chato demais isso, aliás, gente). Ele é um treinador novo, estudioso, que teve a sua primeira chance em uma seleção brasileira adulta. É pouco, claro, é o começo, ele poderá evoluir, mas lá atrás (leia aqui) eu escrevi sobre as armadilhas do sucesso que um comandante aqui no Brasil não poderia cair.

Insisto: ele é jovem (tem 32 anos), seguirá seu bom trabalho no Paulistano, mas precisa urgentemente buscar formas para se diferenciar do “pacote” dos técnicos brasileiros. Capacidade, ele tem.


Brasil estreia hoje no Sul-Americano da Argentina – veja o que está em jogo
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

O Brasil estreia nesta segunda-feira, às 18h30 (Sportv promete transmitir), pelo Sul-Americano de Chaco, na Argentina. Enfrenta o Paraguai, e tem, na mesma chave, Uruguai e Bolívia. Os dois primeiros avançam às semifinais e garantem, de cara, vaga no Pré-Mundial de 2013. Ou seja: só uma catástrofe de proporções bizarras tira a seleção do Pré-Mundial. Além da qualificação em si, há coisas bem importantes na competição. Vamos a elas?

1) Será a primeira competição internacional oficial de Gustavo de Conti (foto) no comando da seleção brasileira adulta. Ele vem de um bom ano no Paulistano, teve dois torneios de preparação e sabe que uma boa campanha é importante. Considerado por muitos na CBB (Rubén Magnano inclusive) como o futuro nacional das pranchetas, vamos ver como ele se sai principalmente nos grandes duelos.

2) É sempre bom lembrar que Rubén Magnano pode “capturar” jogadores da seleção que está no Sul-Americano para integrar os treinamentos do time que irá aos Jogos Olímpicos de Londres. Doze (aqui a lista completa) estão na Argentina com Gustavo de Conti, e nomes como Vitor Benite, Augusto Lima, Nezinho e Rafael Luz já surgem como favoritos.

3) Além dos nomes já citados, estou curioso para ver como se sairão os jovens Elinho, Guilherme Deodato, Cristiano Felício (baita promessa!) na primeira competição adulta de bom nível deles.

4) Torço, de verdade, para que o período de preparação, que não foi pequeno, mostre uma seleção que jogue um basquete que a gente espera dela. Gustavo é novo, cabeça arejada, estudioso e tem tudo para não cair nas armadilhas dos antigos treinadores que passaram pela seleção. Vamos ver como o novato treinador tentará domar, por exemplo, a tara de Nezinho, Dedé e Arthur pelos chutes de três.

E aí, ansioso para a competição? O que você está esperando? Comente na caixinha!


Gustavo de Conti convoca seleção para Sul-Americano masculino
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

O técnico Gustavo de Conti (foto) acaba de convocar 21 nomes para a seleção brasileira que irá disputar o Sul-Americano da Argentina (será em junho). A competição vale quatro vagas para a Copa América, que, por sua vez, classifica para o Mundial de 2014. E imagino que fazer a lista não tenha sido fácil para Gustavo, já que há jogadores em atividade, o torneio é qualificatório para algo bem importante e a pressão todo mundo sabe que é grande.

Por isso figuram nomes experientes como Arthur, Nezinho, JP Batista, Murilo e Luiz Felipe Lemes misturados a novos, novíssimos, como Jefferson Socas (Real Madrid), Lucas Bebê, Fab Melo, Gui Deodato, Scott Machado e Cristiano Felicio. Confira abaixo a lista completa.

Armadores: Elinho (Paulistano), Rafael Luz (Alicante), Luiz Felipe Lemes (Joinville), Scott Machado (IONA – NCAA) e Nezinho (Brasília)

Alas: Gui Deodato (Bauru), Jefferson Socas (Real Madrid), Betinho (Paulistano), Benite (Limeira), Alex (Paulistano), Arthur (Brasília), Marcus Vinicius (Ford Burgos – Espanha) e Gruber (Uberlândia)

Pivôs: Augusto Lima (Málaga), Cristiano Felicio (Minas), Murilo (São José), Rafael Mineiro (Pinheiros), Fab Melo (Syracuse – NCAA), JP Batista (Le Mans – França), Lucas Bebê (Estudiantes – Espanha) e Paulão (Pieno Zvaigzdes – Lituânia)

E aí, gostou? Comente na caixinha! Mais tarde volto com a minha análise completa.


Jovem Gustavo de Conti será o técnico da seleção brasileira adulta no Sul-Americano
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Como os assuntos se atropelaram aqui nesta semana (trocas da NBA, Jogo das Estrelas etc.), acabei não comentando a confirmação de Gustavo de Conti (foto) como técnico da seleção brasileira adulta no Sul-Americano que acontecerá entre os dias 15 e 22 de junho na Argentina (é bom lembrar que a competição garante quatro vagas para a Copa América, que, por sua vez, qualifica para o Mundial de 2012).

Na boa, foi uma ótima escolha por parte da Confederação Brasileira. Gustavo é jovem (fez 32 anos recentemente), é um estudioso do basquete e tem feito um trabalho brilhante com o seu Paulistano no NBB4 (15-9 para o time que hoje enfrenta a Liga Sorocabana em São Paulo – e pela campanha que vem fazendo eu até hoje não entendi o motivo pelo qual o treinador não esteve no Jogo das Estrelas, em Franca).

CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS SOBRE QUEM É GUSTAVO DE CONTI

Se isso não fosse o bastante, Gustavinho, como é conhecido, mantém ótima relação com Rubén Magnano, técnico da seleção que irá às Olimpíadas e com quem terá que conversar bastante para formar o elenco que irá ao Sul-Americano (os grupos serão diferentes).

“Para mim isso é um motivo de muito orgulho e muita responsabilidade. Apesar da minha idade, me considero um técnico preparado para assumir o cargo porque só trabalhei com bons técnicos no Paulistano e nas seleções que estive. O Paulistano me deu todas as condições de fazer cursos, clínicas e me preparar para esse momento. Isso tudo é fruto de um trabalho”, disse o técnico ao site da CBB.

Sorte ao jovem Gustavo de Conti, que, repito, tem tudo para se tornar um excepcional treinador do Brasil em breve. O caminho está sendo muito bem pavimentado para isso. Basta que ele continue a trilhá-lo e não caia nas armadilhas que o esporte proporciona e nem na famosa zona de conforto que o basquete deste país conhece tão bem.