Bala na Cesta

Na despedida de Adrianinha, Brasil vence Grã-Bretanha e evita mico ainda maior

Não há nada que o basquete feminino possa comemorar nessas Olimpíadas. Nada, nada mesmo. Eliminada após perder os quatro primeiros jogos, a seleção de Luiz Cláudio Tarallo fez hoje o seu último duelo em Londres com dois únicos objetivos: prestar uma reverência a Adrianinha, veterana armadora que se despedida da equipe nacional, e evitar se tornar a nona seleção na história dos Jogos a sair da competição sem vitória.

E, bem, o time conseguiu. Venceu a fraca (bem fraca, hein!) Grã-Bretanha por 78-66, fechando a competição com uma vitória em seis partidas (nona colocação).

E em sua despedida do time nacional, Adrianinha, de 34 anos, mostrou quanta saudade sentirá a equipe dela. Depois de colocar um emocionado discurso em sua página pessoal do Facebook em que confirmava a aposentadoria da seleção, a armadora teve ótimos 15 pontos e 12 assistências.

Agora é a hora de refletir, pensar no que está errado no basquete feminino e tentar corrigir as coisas. Ao menos que, evidentemente, Confederação, atletas e comissão técnica estejam satisfeitos com o desempenho de Londres.

Viu o jogo? Deu pra abrir algum sorriso? Comente!

Compartilhe:

Em partida horrível, Brasil joga mal, sofre demais, mas vence a Grã-Bretanha

Era um jogo para o Brasil fazer três coisas: 1) vencer sem sofrer muito; 2) corrigir as erros da partida de estreia; e 3) dar ritmo de jogo a atletas importantes. Mas o que se viu, na prática, foi bem diferente.

Depois de um primeiro quarto assustador, em que marcou quatro pontos (sim, quatro pontos – chutou 2/20 – , índice que flertou com os três que a Austrália conseguiu contra a Grécia no último período das Olímpiadas de 2004!), o Brasil até que se recuperou nos dez minutos seguintes (23-16), mas seguiu sofrendo na segunda etapa. Venceu, sim, a Grã-Bretanha, um time fraco, bem fraco, por 67-62 (foi a segunda pior marca de um ataque vencedor nos Jogos, só atrás dos 60 da Nigéria na rodada inicial), alcançou a segunda vitória na Olimpíada de Londres, mas apresentou um nível tenebroso, horrível, cheio dos velhos vícios que tanto marcaram o basquete nacional na última década.

Na quinta-feira, às 12h45, o Brasil enfrenta a Rússia, e é bom evoluir muito para enfrentar um time muito, muito bom. Insisto: a seleção brasileira luta por medalha, e precisa mostrar um basquete mais condizente com o objetivo que almeja na Olimpíada de Londres. Hoje foram 3/22 de três pontos (não há muitas jogadas com os pivôs, e isso é irritante demais), uma falta de concentração absurda no começo da partida, leseira para começar as jogadas de ataque e 12 rebotes ofensivos permitidos a um time bem fraco, fraquinho.

Acho que o Brasil jogará bem contra equipes melhores, mas é preciso mostrar um pouco mais de basquete antes de passar às quartas-de-final. Por enquanto, o que vimos é bem preocupante, embora, digamos, as duas vitórias vieram.

Viu o jogo? Não gostou, certo? Comente na caixinha!

Compartilhe:

Contra a Grã-Bretanha, seleção masculina tem chance de corrigir os erros da estreia

Não será, sem dúvida, um jogo tão fácil quanto tem muita gente esperando nesta terça-feira às 12h45, não.

A Grã-Bretanha fez um jogo bem razoável contra uma Rússia que contou com uma atuação excepcional de Andrei Kirilenko (aqui os números do jogo de estreia e aqui um pouco mais sobre os donos da casa), tem Luol Deng (imagino que ele dará um trabalho absurdo a Marquinhos/Alex/Leandrinho/Marcelinho) e uma dupla de pivôs (Joel Freeland e Pops Mensah-Bonsu) que, se não é excepcional, ao menos tem o seu valor (no jogo de abertura, 35 pontos e 19 rebotes somados).

De todo modo, o Brasil tem um elenco melhor, um armador (Huertas – na foto) em estado de graça, também um ótimo garrafão e um técnico muito competente. Se não será fácil, eu só espero que a vitória não seja tão sofrida quanto a de domingo contra a Austrália. Além disso, esta terça-feira é o último dia para corrigir os erros do jogo de estreia antes de medir forças com o excelente time russo na quinta-feira.

Que Marcelinho Machado use um pouco da cabeça para selecionar melhor os arremessos, que Leandrinho pense um pouco antes de começar a correr, que Magnano dê mais tempo de quadra e confiança a Marquinhos e que Larry Taylor consiga dar um pouco de descanso a Marcelinho Huertas (o armador titular não pode chegar tão “estourado” ao mata-mata, não). É “só” o que espero para a peleja desta terça-feira.

E você, amigo leitor, qual a expectativa para o jogo de hoje contra os britânicos? Comente na caixinha!

Compartilhe:

Rivais de Londres: seleção masculina terá os donos da casa na segunda rodada – jogo fácil?

Será a segunda participação olímpica da Grã-Bretanha. Em 1948, uma vitória e sete derrotas. Também em casa como há mais de 60 anos, os britânicos sabem que avanças às quartas-de-final já será uma baita façanha. Para isso, conta com o técnico norte-americano Chris Finch comandando a seleção desde 2009 (ele é assistente-técnico do Houston Rockets) e com Luol Deng, astro do Chicago Bulls e principal nome do time.

Nos amistosos, derrotas apertadas para Rússia (90-80), França (79-74) e Espanha (78-74), o que pode demonstrar um pouco de evolução dos britânicos.

O TIME: Além de Deng, tema do tópico abaixo, cabe destacar o armador Andrew Lawrence, da Universidade de Charleston (NCAA) e os pivôs pivôs Kieron Achara (Manresa, da Espanha), Pops Mensah-Bonsu (com passagens pela NBA), Joel Freeland (no Málaga, teve as médias de 12,8 pontos e 7,4 rebotes) e Robert Archibald (esteve no Zaragoza na última temporada). Se, como se vê, sobra força e opção no garrafão, falta, por outro lado, alguém para dividir a responsabilidade com Luol Deng nos arremessos (Ben Gordon faria este papel, mas não atuará em Londres).

DESTAQUE: Não tinha como ser outro. Luol Deng é um dos principais nomes não só da Grã-Bretanha, mas de todos os Jogos Olímpicos. Aos 27 anos, ele comprou uma briga com o Chicago Bulls, que não queria vê-lo por lá, e ganhou ainda mais admiração dos britânicos. Será emocionante ver o cara que teve uma infância tão sofrida em Sudão e Egito em quadra nas Olimpíadas, sem dúvida alguma. Pode ser que ele consiga, até, uma ou outra vitória para os donos da casa, mas não creio que ele consiga avançar ao mata-mata. Se conseguir isso, vira estátua em Londres.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Os britânicos terão a torcida a seu favor, mas não creio que será suficiente para tirar a vitória do time de Rubén Magnano, que conquistará a segunda vitório nos Jogos.

Concorda comigo? Algum risco contra os britânicos? Comente!

Compartilhe: