Bala na Cesta

Arquivo : Franca

Em noite de Larry Taylor, Bauru segura reação de Franca e volta a semi nacional após 11 anos
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Fábio Balassiano

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

Não há nada como um jogo cinco de playoff de basquete (só jogo sete na NBA). Tudo era diferente na Panela de Pressão na noite de ontem. Os ingressos foram vendidos em quatro horas, se esgotando 72 horas antes do início do jogo. Dois ônibus saíram de Franca para apoiar seu time. Cinco rádios, três emissoras de TV e um batalhão de fotógrafos e jornalistas. Tudo isso formou o clima e o cenário perfeito para um jogo decisivo entre dois rivais históricos. No final, o Paschoalotto/Bauru segurou o mando de quadra e venceu por 78-71, levando o basquete bauruense para sua primeira semifinal nacional desde 2002, quando o então Tilibra/Copimax passou pelo Vasco e se sagrou campeão nacional contra Araraquara.

Guilherme Teichmann (oito pontos e sete rebotes), por Franca e Ricardo Fischer (sete pontos – foto à esquerda), por Bauru foram para o sacrifício e foram muito importantes. Teichmann entrou no jogo depois de um começo muito ruim de Franca (Bauru fez 27-14 no primeiro quarto) e conseguiu, com sua experiência, acalmar o time. Ricardo Fischer, por outro lado, trouxe para Bauru o contra-ataque e a velocidade que estavam faltando para o time durante essa série.

Como eu disse, o jovem time de Franca começou muito nervoso, foram duas faltas técnicas e uma antidesportiva. Enquanto isso, Bauru entrou controlando o jogo, bastante parecido com o que Franca fez com Bauru no jogo quatro. Larry Taylor teve outra noite mágica, com 27 pontos – o “Alienígena” tirou vários coelhos da cartola, matando bolas aparentemente impossíveis.

Os segundo (21 -18) e terceiro (17-20) quartos foram mais disputados, o que era bom para o time da casa, que mantinha a diferença conseguida durante a primeira parcial. Na metade do terceiro quarto, a vantagem de bauru chegou a 21 pontos, mas um fim de quarto inspirado de Léo Meindl (19 pontos e cinco rebotes) devolveu seu time ao jogo. A vantagem bauruense era de 13 pontos com os dez últimos minutos a serem jogados.

E ai foi a vez de Franca marcar muito forte e Bauru ter seu apagão. As bolas de três, de Figueroa e Jeferson Socas (19 pontos) deixaram o time da capital do basquete a apenas dois pontos (71 -69), com dois minutos a serem jogados. Guerrinha parou o jogo e o Dragão conseguiu se acalmar e com uma sequencia de 7-2 fechou o jogo com a vitória e consequentemente com a vaga no bolso.

Acho que esse time de Franca continuará dando muito trabalho nas próximas temporadas. É impossível não traçar paralelos com o time de Ribeirão, montado pelo Lula e que até hoje dá frutos em Brasília. As semelhanças são assustadoras e tenho certeza que esse time vai dar muitas alegrias para a cidade que respira basquete. Léo Meindl estava chorando copiosamente ao final do jogo, Socas também não escondia as emoções, mas com certeza essa garotada ainda vai comemorar muitas vitórias.

Pelo lado bauruense, me impressiona, e muito, a capacidade de superação. O time que mais uma vez não pode contar com Jeff Agba, suspenso, teve seu outro homem de garrafão, Coleman, jogando com a cabeça longe. A imprensa ficou sabendo, somente após a partida, que sua esposa sofreu um acidente grave nos Estados Unidos. Mesmo jogando abaixo do que vinha jogando, o ala de força conseguiu um duplo-duplo com 11 pontos e 11 rebotes. Agora ele segue para o seu país e provavelmente não enfrenta Uberlândia no primeiro jogo da série na segunda-feira às 19 horas em Bauru.

Larry Taylor agradeceu seu amigo por ter jogado mesmo nessa situação difícil: “Queria agradecer muito o Colemam, porque ele teve esses problemas com a mulher dele, mas ele não quis deixar o time na mão, ele quis entrar na quadra e ganhar com a gente. Parabéns pra ele, ele foi muito importante hoje”.

Pilar, o nome dessa série, ao lado de Coleman, falou sobre a superação do time: “A gente não sabe onde esse time pode chegar, a gente não está traçando metas para nos limitar. Nós estamos simplesmente se unindo, acreditando… A gente já fez história hoje, mas a gente quer fazer mais”. Ele também comentou sobre como foi jogar como armador durante essa série: “Essa nova função que eu exerci me deu mais concentração, como é uma posição diferente, eu tive que entrar mais concentrado. Isso me fez aprender certas coisas, como jogar mais focado, ler melhor o jogo. Então foi muito bom como aprendizado até mesmo para minha posição de origem, que eu vou fazer com a volta do Ricardo”.

Já Lula Ferreira, técnico de Franca, lamentou a derrota, mas enalteceu o desempenho de seu time: “É uma derrota doída porque chegamos tão perto e não conseguimos, mas esse time superou a expectativas de muita gente e com certeza vem mais forte para a próxima temporada”


Com direito a protestos contra Jeff Agba, Franca vence Bauru e força quinto jogo no NBB
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Fábio Balassiano

Por Marcella Murari, direto de Franca (SP)

Vitória. Essa era a única palavra que constava no dicionário francano nesta segunda-feira. Nada além do êxito interessava a quem compareceu ao Pedrocão para ver a equipe de Lula Ferreira enfrentar o plantel de Guerrinha no 4º jogo da série de 5 pelas quartas-de-final do NBB5. E os 3.500 torcedores conferiram a vitória de seus jovens ídolos, que garantiram o quinto jogo em Bauru no próximo dia 10, às 20h. O Franca Basquete venceu por 70-62, com destaque para as atuações de Léo Meindl (19 pontos – foto à direita), Figueroa (14 assistências) e Lucas Mariano (12 rebotes) pelo lado francano e Coleman (16 pontos) e Jeff Agba (3 assistências e 11 rebotes) pelos bauruenses.

Antes mesmo da bola subir, era visível a irritação da torcida em relação ao jogador bauruense Jeff Agba e ao técnico Guerrinha. Faixas (“Jeff, o basquete brasileiro não precisa de gente como você” e “Bauru, sem tomate, é misto”), vaias, caras pintadas com as cores do uniforme francano, protestos e palavras nada carinhosas foram proferidas no começo, meio e fim da partida. E não era para menos. Após o pivô fazer uma jogada conhecida como “cama de gato”, que resultou numa grave lesão do jogador e destaque francano nesta temporada, Jhonathan Luz, o STJD optou por puni-lo, constatando que a falta foi maldosa. Pouco tempo (isso mesmo) depois, o STJD mudou de ideia e voltou atrás na decisão. Ou seja, Jeff Agba enfrentou o Franca na sexta-feira e jogou hoje com seus companheiros, algo que foi muito mal visto não apenas pelos torcedores e repórteres regionais. O presidente da equipe francana se manifestou rigorosamente através de uma nota no sábado, e para o blog seu repúdio ficou ainda mais evidente quando José Guilherme Calil Maia definiu o episódio como uma grande oportunidade da LNB moralizar a parte jurídica do esporte dentro da própria Liga.  “Falou-se tanto em fair play e a grande chance foi essa. A LNB voltou numa decisão que já estava tomada. Não era mais alçada deles, e sim, do STJD. Nós ficamos muito tristes e chateados com esta postura da entidade e principalmente da responsável pela arbitragem”.

O jogo começou quente e com uma intensidade que não vi nos dois últimos jogos da equipe contra o adversário. Cauê Borges (foto à esquerda) abriu o placar com uma cesta de dois pontos e o lance foi seguido de outros pontos feitos pelo pivô Lucas Mariano e Romário, abrindo 8 a 0 no começo do embate. Lucão, com cinco minutos de jogo, já tinha 4 pontos e 5 rebotes em sua conta, mostrando a soberania francana ofensiva e defensiva neste quarto. Não foi à toa que o período terminou 23 a 2 (!!!).

Jeff Agba fez dois pontos no início do segundo quarto e, pra variar, não ficou quieto. Ele resolveu provocar a torcida francana após receber uma falta de Antônio ao cravar uma bola com o jogo parado. Claro que todo mundo no ginásio o xingou e foi agressivo com o ato, o que deu ainda mais combustível ao americano, resultando em outros dois pontos. Lula percebeu que o pivô estava despertando do “sono eterno” bauruense e pediu tempo. Seus comandados reagiram e voltaram a pontuar. Kurtz deu lugar a um fraturado Lucão, que voltou à quadra com um dos dedos da mão esquerda imobilizado. Mesmo assim, ele pontuou e abriu 15 pontos de vantagem faltando quatro minutos para o fim do período. Andrezão fechou o quarto com uma bela cesta de três, diminuindo a diferença para 13 pontos. O segundo quarto terminou 38 a 25 (15 a 23).

A terceira etapa trouxe um Jeff ainda mais polêmico, bem na base do “faço sem querer querendo”. Ele bateu, com maldade, no rosto de Lucas Mariano, mas o árbitro não marcou nada. O público, claro, não gostou do que viu, protestou e intensificou sua torcida, engrandecendo o basquete apresentado pelo Franca. O ataque não deixava barato e continuava pontuando, mas a defesa começou a vacilar e permitiu que o Bauru ficasse a apenas dois pontos do empate perto do fim do terceiro quarto. A reação dos visitantes revoltou quem estava assistindo ao jogo principalmente pelo fato do técnico Lula Ferreira não pedir tempo para ajustar as posições de seus jogadores e consertar seus erros. O quarto terminou 50 a 49 (12 a 24), e aquela superioridade vista no começo do embate ficou realmente para trás. O Franca não conseguiu segurar a ampla diferença que tinha no placar, caiu de produção e voltou para o último quarto disposto a vencer.

Já o quarto período nos mostrou a deficiência francana vista no último jogo: Os rebotes. Sem Teichmann e Jhonathan, os anfitriões tinham dificuldades em segurar as bolas e pegar rebotes. Mas o jovem Léo Meindl, um dos destaques da equipe, voltou mais antenado e disposto a ajudar o time. Ele fez uma cesta de dois pontos e converteu um lance livre, jogadas seguidas por uma falta feita por Romário em cima do americano Coleman, que errou um dos chutes e acertou o segundo. O jogo foi pausado novamente por conta de outra falta em Léo Meindl, e ele acertou os dois lances livre marcados a seu favor. Daí em diante, a partida ficou mais pegada e menos parada, do jeito que gostamos.

A vitória francana estava sendo consolidada com uma dificuldade desnecessária. Não era preciso todo esse sufoco final para arrastar a série e fazer o último jogo em Bauru. Bastava manter o ritmo inicial e errar menos. Mas, como resultado é o que importa nos playoffs, Franca garantiu a quinta disputa e venceu por 70 a 62 (20 a 13). E isso motivou os jogadores, como Cauê Borges, que afirmou “Vamos buscar a vitória no quinto jogo e manter o ritmo que impusemos a eles hoje”. Lucas seguiu a mesma linha. “Nosso ataque fluiu, apesar das vaciladas no segundo e terceiro quarto de jogo. Não importa se meu dedo está quebrado ou não: não vou abandonar o time neste momento e vamos tentar a vitória em Bauru. Depois do jogo eu vejo”, contou o pivô. E isso refletiu em Léo Meindl, que chamou a responsabilidade para si e não mostrou medo de ser cobrado pela torcida. “Prefiro sair daqui jogando coletivamente e tentando vencer. Melhor perder tentando que não tentar. Apesar dos desfalques (Jhonathan e Teichmann), nós vamos buscar mais um triunfo nesta competição”.


Com clima tenso, Franca e Bauru fazem jogo 4 no Pedrocão com foco em Jeff Agba
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Fábio Balassiano

Será uma noite agitada no Pedrocão a partir das 19h desta segunda-feira (o Sportv promete exibir). Franca e Bauru fazem o quarto jogo de uma série até então bastante disputada (2-1 para os bauruenses, que podem avançar às semifinais pela primeira vez na história do NBB), mas cujo foco infelizmente estará em um assunto chato pacas – a lesão de Jhonatan Luz e todos os acontecimentos depois disso.

O ala de franca, todo mundo sabe, se machucou em um lance com Jeff Agba (foto à esquerda). Gerou muita revolta nos francanos, uma suspensão preventiva no norte-americano antes do jogo 2 e uma reconsideração do STJD antes do jogo 3. Agba entrou em quadra na terceira partida, acabou com o jogo e ajudou Bauru a virar a série. Aí pronto, né. Na tarde de sábado, visivelmente incomodada, Franca soltou um comunicado dizendo o seguinte:

A diretoria do VIVO/FRANCA vem manifestar o seu profundo pesar e constrangimento em face da reconsideração, pelo STJD do Basquete, com apoio em tortuoso “parecer” da coordenadora de arbitragem da Liga Nacional de Basquete, da suspensão preventiva que havia sido aplicada ao atleta Jeff Agba pela agressão praticada contra o atleta Jhonatan Luz (foto à direita), no primeiro jogo da série entre Franca e Bauru, que provocou sérias lesões no punho esquerdo do atleta de Franca, o qual deverá ficar afastado das quadras por seis meses ou mais, como já é de domínio público. (…) A Liga Nacional de Basquete e o STJD perderam uma grande oportunidade de homenagear o tão decantado “fair play”. Saiu ganhando a violência, a maldade e o cinismo dos que pregam que vale tudo para conseguir uma vitória, mesmo matar ou aleijar, desde que dentro da quadra de jogo. O VIVO/FRANCA repudia a violência e lamenta que a LNB e o STJD tenham cedido a pressões cínicas e condenáveis pela impunidade de um ato que envergonha aos amantes do esporte limpo e exemplar”.

Não vou, sinceramente, entrar no mérito da questão. Já vi o lance uma dezena de vezes (aqui o link) e só ontem cheguei a uma conclusão definitiva. Além da lesão de Jhonatan, que é lamentável pelo basquete que ele vinha apresentando, o que me deixa mais triste é que novamente esferas jurídicas estejam diretamente envolvidas nos destinos de um campeonato nacional de basquete. Quem vivenciou anos terríveis de Nacionais da CBB que não terminavam, ações e impugnações de tribunais e outros artifícios jurídicos sabe quão ruim para a modalidade é quando o foco muda dos jogadores e técnicos para advogados. Tomara que a força maior da Liga Nacional, a união dos clubes, permaneça intacta após este incidente entre Agba e Jhonathan. O trabalho da LNB é muito bom, transparente e de reafirmação do basquete, e um episódio assim não pode acabar com a unidade que existe por lá.

Torço, sinceramente, para que o jogo ocorra em um clima tranquilo – tenso, por causa de uma partida de playoff, mas sem nenhum ato de violência ou fora da normalidade. Que a torcida de Franca proteste pelo que acha que deve protestar, mas que demonstre a mesma civilidade quando o faz contra Nezinho, ou seja, sem violência, apenas nas vaias e na voz. E que os atletas entrem em quadra sem a pilha trazida de fora, sem nervosismos exacerbados. Que eles se preocupem apenas em jogar basquete, pois dentro de quadra os jogos têm sido bem bons até aqui.


Jeff Agba é liberado em cima da hora, joga bem e Bauru abre 2-1 na série contra Franca
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Fábio Balassiano

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

O relógio marcava 18:40 quando o juíz Fabrício Dazzi, o mesmo que havia sentenciado Jeff Agba (na foto) a 30 dias de suspensão preventiva, aceitou o pedido do time bauruense e liberou o pivô da liminar. Jeff (18 pontos, 12 rebotes) foi titular e, junto com seu conterrâneo, Deandre Coleman (18 pontos, 12 rebotes e cinco assistências), levou o Paschoalotto/Bauru a sua segunda vitória na série contra Franca, com o placar de 87-78. Agora a série volta para a capital do basquete, Franca, e o jogo quatro acontece na segunda feira, às 19 horas, no Pedrocão. Para Franca, é vida ou morte.

Com os dois pivôs bauruenses jogando tão bem e tomando conta do garrafão, Franca sofreu demais nos rebotes (42 contra apenas 18), o que deixou o veloz time de Lula Ferreira sem contra-ataque, dependendo do jogo de meia quadra. Bauru quase sempre teve o controle do jogo e por várias vezes conseguiu abrir vantagem no placar, embora Franca logo deixasse o jogo equilibrado novamente.

Dependendo muito de Cauê Borges e Léo Meindl, Franca, talvez pela primeira vez, tenha sentido mais falta de Teichmann e Jhonatan . Principalmente quando Léo não conseguiu jogar no terceiro período, se irritou com a marcação de Pilar e acabou saindo com problemas de faltas. Pela primeira vez na série também vi o time da capital do basquete bagunçado, sem esquema, como em uma bola que sobrou para o Lucas Mariano na linha dos três e o pivô tentou ir para o “um contra um” e acabou perdendo a bola.

Bauru voltou a ter problemas com faltas (Gui estava com quatro já no terceiro quarto) devido aos poucos jogadores a disposição de Guerrinha, que teve que quebrar a cabeça mais uma vez pra manter o time descansado e produtivo em quadra. Pilar, Gui e principalmente Larry (20 pontos, cinco rebotes e seis assistências – na foto à esquerda) funcionaram como válvulas de escape para o time, quando a situação apertava, um deles tirava uma bola da cartola, mas a vitória de hoje ficou mesmo por conta da dupla de garrafão.

Jeff falou sobre a expectativa pra saber se jogaria ou não: “Nem dormi direito para ser sincero. Acordei e fiquei o dia inteiro vendo as notícias e não aparecia nada (sobre a liberação). Quando eu cheguei aqui, o Caio (assessor de imprensa) me disse que iria jogar, eu pensei que ele estava brincando comigo, mas aí o Guerrinha me mandou colocar uniforme e eu fiquei muito feliz, queria muito jogar hoje.”

A vitória de hoje deixa o time de Bauru a um passo de uma inédita semifinal de NBB e também marcou a centésima vitória do técnico Jorge Guerra (foto à direita) pela competição nacional. Ele é o segundo com mais triunfos, atrás de Hélio Rubens (Franca e Uberlândia) nessa categoria, mas o único com cem vitórias por um único time.


Na base da superação, Bauru joga bem, vence Franca e empata a série em 1–1
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Fábio Balassiano

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

As contusões de Jhonatan e Teichmann por Franca e Ricardo Fisher por Bauru, além da suspensão preventiva do pivô Jeff Agba, tirou peças importantes do tabuleiro dos técnicos Lula Ferreira e Guerrinha. Depois de um jogo eletrizante do começo ao fim, o Paschoalotto/Bauru conseguiu defender sua quadra e empatar a série com uma vitória por 86–79. O terceiro jogo acontece na sexta-feira, às 20 horas, novamente na Panela de Pressão.

O jovem time de Franca não sentiu o “calor” da Panela de Pressão e começou arrasador, marcando pressão quadra inteira, roubando bolas e saindo no contra-ataque. Abriram 11–0 em dois minutos e meio de jogo, Guerrinha parou o jogo e Bauru voltou com a cabeça no lugar, conseguindo equilibrar a partida, terminando o primeiro tempo com vantagem de 41-39.

A partir daí, o jogo não foi muito diferente do que se tinha visto no domingo, em Franca. Nenhum time conseguiu se desgarrar no placar. No final do terceiro período, Bauru conseguiu abrir sua maior vantagem, seis pontos, e quando o momento estava todo para seu lado Franca foi buscar a virada mais uma vez.

O último quarto foi um dilema para a equipe bauruense, já que precisava marcar mais forte para ganhar a liderança, mas não podia cometer faltas devido ao seu elenco reduzido (Guerrinha contou com apenas sete jogadores). Franca, aproveitando da situação, abusava das infiltrações com Léo Mendl e Cauê . Coleman, que fazia um belo jogo (23 pontos, 30 de eficiência), foi desqualificado quando o cronômetro ainda marcava 3:25 para o final.

Com a situação muito difícil para o time da casa, Pilar (jogou quase o jogo todo como armador principal, mesmo com Larry em quadra) colocou a bola debaixo do braço, acalmou a equipe e conduziu o time a vitória. O time de Franca me surpreendeu bastante pela personalidade. Em um ambiente bastante hostil, a molecada não abaixou a cabeça e jogou de igual pra igual. Destaques para Léo Mendl (16 pontos), Cauê (18 pontos) e para o único veterano do time, Figueroa (13 pontos, sete assistências e seis rebotes).

Do lado de Bauru, se ouve muito a palavra “superação”, e os três principais jogadores dessa vitória demonstraram bem isso: Pilar, que é ala-pivô, mais conhecido pela sua emoção dentro de quadra, tendo que jogar de armador principal, cerebral. E jogou MUITO bem (19 pontos, sete rebotes e 24 de eficiência). Colemam, que na ausência de Jeff teve que se desdobrar para segurar um garrafão com Lucas, Kurtz e Romário – ainda foi muito bem no ataque.

E principalmente Andrezão, que ganhou tempo de quadra por causa dos desfalques e acabou fazendo um de seus melhores jogos em Bauru (19 pontos, cinco rebotes e 20 de eficiência). Ele comentou sobe o espírito do time: “A gente se uniu e resolvemos jogar pelos outros que não estão conosco, tá todo mundo dando 110%, independente da posição que tenha que jogar, a gente tá dando raça, o coração, deixando o sangue dentro da quadra pra levar esse time ao lugar que ele merece”.


Sem Jeff Agba, Bauru tenta empatar série contra Franca; Brasília e São José também duelam
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Fábio Balassiano

Rodada dupla de basquete logo mais no Sportv a partir das 17h (aliás, o dia hoje é sensacional pra quem gosta de basquete, pois há três jogos na sequência: os dois do NBB e o da NBA no Space às 20h).

Em casa, o Brasília, que perdeu de São José no jogo 1, tenta se recuperar e empatar a série, que é a reedição da final da temporada passada. Nova derrota e os candangos ficarão em apuros. Para evitar o revés, o time da capital conta com a torcida no Nilson Nelson a partir das 17h desta quarta-feira. Jogando em Brasília, Alex e companhia venceram 15 dos 17 jogos deste NBB (88% de aproveitamento). Do outro lado, porém, estará um time muito bem arrumado por Régis Marrelli e com Murilo, Jefferson e Fúlvio cada vez melhores (o trio teve 61 dos 90 pontos e 21 dos 31 rebotes dos joseenses no primeiro embate das equipes na pós-temporada).

No outro jogo da noite, às 19h30, o Bauru abre as portas do Panela de Pressão em um jogo que tem muito a ver com o nome do ginásio e com os desfalques dos dois times (serão quatro jogadores de fora hoje). Também perdendo por 1-0, os bauruenses não terão Jeff Agba (foto), suspenso pelo STJD após a lesão nos ligamentos do pulso do ala Jhonatan Luz (o ala, que provavelmente seria convocado por Rubén Magnano, fraturou a mão e operou no próprio domingo), de Franca, no jogo 1 da série (leia mais aqui). O lance pode ser visto aqui, e eu não vou entrar no mérito da discussão jurídica, até porque não entendo do riscado (ele foi enquadrado no artigo 254 da Justiça Desportiva, que diz “agressão física durante a partida, prova ou equivalente”). Os francanos não terão, além de Jhonatan, o capitão Guilherme Teichmann, que também operou (só que o dedo). Boa recuperação a ambos, aliás. Os bauruenses, além de Agba, estão sem Ricardo Fischer, mas contam com Larry, Gui Deodato e Pilar para empatar o confronto.

O que acontece logo mais no NBB? Franca e São José quebram o mando de quadra e abrem 2-0? Ou Bauru e Brasília empatam tudo? Comente!


Jovem Leo Meindl sai do banco, Franca vira no segundo tempo e bate Bauru no playoff do NBB
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Fábio Balassiano

Por Marcella Murari, direto de Franca (SP)

A pressão era forte e a promessa de um grande jogo estava no ar. Apesar do horário (às 13h), 3.495 torcedores compareceram ao Pedrocão para o primeiro dos prováveis cinco jogos da série entre Franca e Bauru pelas quartas-de-final do NBB. As campanhas parecidas e a tradição das duas equipes trouxeram um jogo truncado e com vitória do time da casa por 72-69. Destaques para Léo Meindl (o jovem de 20 anos saiu do banco e anotou 14 pontos – foto ao lado) pelos francanos e Larry Taylor (cestinha da partida com 21 pontos e 6 assistências) pelos baruenses.

O próximo jogo será em Bauru, no dia 1º de maio, às 19h30, com nova transmissão do canal pago SporTV. E fica aqui novamente a promessa de outro grande jogo. Pelo menos é isso que garantem Douglas Kurtz e Guilherme Teichmann. “Temos que valorizar esta vitória em casa e é muito importante que, na quarta, possamos fazer uma boa partida no Ginásio Panela de Pressão”, afirmou o pivô Douglas. O capitão francano concorda. “Esperávamos, aqui, um jogo muito competitivo. E assim foi. Queremos ter um jogo lá com a mesma forma que jogamos aqui”, analisou Teichmann.

Sem Ricardo Fischer, um de seus principais jogadores, o Bauru abriu o placar com uma bela cesta de três de Larry Taylor, que, pra variar, mostrou que sabe jogar basquete e foi um dos principais jogadores em quadra neste domingo. Figueroa retribuiu a “gentileza” e marcou quatro pontos em seguida. As defesas estavam bem postadas e roubavam muitas bolas graças à firme marcação que impunham. O Bauru chegou ao garrafão novamente com uma ponte aérea entre Larry Taylor e Coleman, e Franca seguiu combatendo até o final do primeiro quarto, no qual a equipe francana saiu vencendo por 22 a 21.

O segundo quarto começou com a mesma maneira pegada do primeiro. Os times apresentavam igualdade e a qualidade técnica foi a mesma. Como o Bauru atacou e começou fazendo 4 a 0 neste quarto, o técnico Lula Ferreira pediu tempo para reorganizar seus comandados e explicar o que ele queria que fosse feito para evitar essa chegada baruense. A conversa funcionou e o time empatou graças a um ataque de Cauê Borges (26 a 26). Após uma falta francana, o Bauru errou novamente na hora de atacar e foi a vez de Guerrinha pedir tempo para ver o que era possível fazer para evitar o revés. Isso não foi suficiente para evitar uma enterrada do pivô Douglas Kurtz, que levantou a torcida. Mas a vibração do público não durou muito tempo, e o quarto terminou com saldo positivo, desta vez, para o time de Guerrinha: 35 a 37 (13 a 16).

A esperança era de que, no terceiro quarto, as coisas melhorassem e uma das equipes se sobressaísse através de jogadas individuais. Porém, como o jogo até aqui mostrou, as marcações fervorosas permitiam faltas mas não deixavam uma das equipes ficar em ampla vantagem. No máximo o Bauru abria um ponto de diferença ou o Franca ficava três na frente, bem como foi ao final do terceiro quarto. O time da casa estava vencendo por 56 a 53 (21 a 16). A única coisa negativa para a equipe da capital do basquete foi a saída de Jhonathan, cestinha do Franca no campeonato, que se machucou após uma “cama de gato” feita por Jeff Agba e foi para o hospital. A suspeita, até o final do jogo, era de fratura no braço e nas costelas (nota do editor às 19h12: o ala foi operado e perderá o restante do NBB).

O último quarto trouxe um Léo Meindl ainda melhor e mais empolgado. Oriundo do banco francano, o ala foi o cestinha da partida e teve uma atuação de gala, bem como foi a das defesas, que não permitiram um placar maior e mais elástico. O jogo inteiro foi assim: Fechado, pegado e com uma marcação rígida de ambos os elencos. Com menos de um minuto, o jogo ainda estava indefinido. Qualquer uma das equipes podia vencer o primeiro confronto. E Larry Taylor deixou tudo ainda mais interessante quando marcou outra cesta de três com menos de 25 segundos para o fim alucinante que aguardava o público presente. O que levou os anfitriões à vitória por 72 a 69 (16 a 16) foi a inspiração que cercou Cauê Borges e Léo Meindl.


Em casa, Franca e Bauru abrem quartas-de-final do NBB neste domingo – veja análise
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Fábio Balassiano

Começa neste domingo às 13h (com promessa de exibição do Sportv) a fase quartas-de-final do NBB5. E começa com uma série que promete muito. Em um Pedrocão que promete receber ótimo público, o jovem time de Franca desafiará Bauru em um confronto que tem tudo para ser equilibrado ao extremo.

Na fase de classificação foi uma vitória para cada lado, sempre com o visitante levando a melhor. Só lembrando: os duelos serão em melhor de cinco, com o formato de 1-2-1-1 (sendo um na casa do time de pior campanha, dois no de melhor, um no de pior e o derradeiro no de melhor campanha). Neste caso aqui, Bauru tem a melhor campanha.

A se lamentar, apenas, a lesão de Ricardo Fischer (12,1 pontos e 4,5 assistências na temporada regular). O armador titular de Bauru sofreu uma pancada na coxa direita na partida amistosa contra Uberlândia no começo desta semana e está fora das quartas-de-final (logo ele, que vinha tão bem!).

Estou curioso para ver a recepção a Guerrinha, mais um dos “filhos” de Franca que estão dirigindo outras equipes no NBB. Formado na “escola francana”, o agora técnico de Bauru nunca escondeu seu carinho pela cidade que nasceu e provavelmente será muito aplaudido pela torcida no Pedrocão no duelo entre o quinto melhor ataque (os bauruenses marcam 82,8 pontos/jogo) e a melhor defesa do campeonato (francanos levam menos de 75/jogo).

Dentro de quadra, duelos individuais bacanas entre Gui Deodato (11,4 – na foto) e Jhonathan Luz (14,2 pontos), dois dos alas mais promissores dessa geração, Teichmann e Pilar no garrafão e entre os dois gringos (tá, eu sei que um deles se naturalizou) Larry Taylor e Juan Pablo Figueroa na armação.

Quem será que avança nesta série: Bauru ou Franca? Comente!


Com 4º período impecável, Franca vence a Liga Sorocabana e fica a 1 vitória da próxima fase
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Fábio Balassiano

Por Marcella Murari, direto de Franca (SP)

Após a partida de terça-feira, quando o Franca Basquete venceu por 72 a 69 o duelo que abriu os playoffs do NBB 5, a equipe do Liga Sorocabana não queria que o fator casa influenciasse e buscou, até o apito final, a vitória nos domínios do adversário. Só que isto não foi possível, e o resultado comprovou que os jogadores francanos desempenharam bem seus papéis. O jogo terminou 74-55, com destaque para as atuações de Kurtz (converteu 14 pontos) e o capitão Teichmann (12 pontos e 8 pontos) do Franca. O próximo confronto é hoje, às 19h, novamente no Pedrocão. Em caso de nova vitória, os francanos encerram a série e começam a pensar no Bauru, adversário da próxima fase.

Em meio a toda celebração da torcida da capital do basquete, a atenção foi direcionada a um homem com semblante pensativo. Tratava-se do treinador do Bauru, Guerrinha, que marcou presença, assistiu atentamente ao jogo e com certeza pensava em como sua equipe iria jogar na próxima fase.

Só que para esta vitória ser conquistada a equipe da casa passou por um certo sufoco nos dois primeiros quartos de jogo. Tudo por conta de duas defesas bem postadas e erros ofensivos das duas partes. O primeiro quarto, por exemplo, foi pegado e terminou com vantagem dos donos da casa (12-9). O segundo começou com jogadas erradas do Franca e uma bela cesta de três do camisa 10 do Sorocaba, Fabrício. Após uma jogada a la Holloway, típica dele, o americano marcou uma cesta de três from downtown e o placar permaneceu 22-19 por dois longos minutos até que o Sorocaba focou no jogo e passou a atacar com mais força e intensidade, já que a equipe da casa deixava muitos espaços em sua defesa e dava aos adversários muitas chances – e, consequentemente, pontos. Lula Ferreira, percebendo isso, pediu tempo (faltando um minuto para o final) e seus comandados conseguiram empatar a partida. O segundo quarto terminou 26 a 26 (14 a 17).

Durante o intervalo, alguns de meus colegas da imprensa, à convite da diretoria, resolveram se aventurar na quadra e jogaram contra a equipe sub-19 do Franca Basquete, atual campeã estadual da categoria. O resultado não podia ser outro: Os jogadores profissionais ganharam de lavada (11 a 0, em três minutos de jogo) e mostraram que, definitivamente, o lugar dos repórteres é nas cabines de imprensa, cobrindo os jogos e escrevendo/falando sobre eles.

O terceiro quarto trouxe um Franca mais focado e determinado a vencer o segundo jogo desta série de play-offs. Jhonathan voltou inspirado. Marcou sete pontos em menos de quatro minutos. Isso fez com que o técnico do Sorocaba, Rinaldo Rodrigues, pedisse tempo para resolver os problemas de seus jogadores. Foi aí que eles acordaram. Holloway, mais precisamente. O ala fez uma cesta de dois pontos e ainda acertou um lance livre, deixando seu time a cinco pontos da equipe da casa (36 a 31). Só que eles não contavam com um Franca bem postado ofensivamente. O quarto terminou 49 a 36, com 23 pontos do Franca, sendo 9 do Jhonathan. O Sorocaba marcou apenas 10 pontos.

No último quarto, os comandados de Lula Ferreira trouxeram um basquete melhor que o apresentado nos outros períodos e abriram uma larga vantagem (68 a 48, faltando dois minutos). O jogo, em seu todo, não foi tão bom quanto o esperado. Mas o último quarto compensou o tédio inicial. A equipe visitante não conseguia emplacar suas jogadas e se rendeu ao conjunto francano, já que ataque e defesa estavam trabalhando bem (evitando pontos dos adversários e fazendo os seus com talentosas jogadas). Não deu outra: o Franca Basquete venceu por 74 a 55 e isso trouxe ainda mais responsabilidade à equipe.

E aí, o que você achou? O Franca vencerá o terceiro confronto ou a Liga Sorocabana esboçará reação?


Começa hoje o playoff do NBB: veja análise dos duelos das oitavas-de-final e palpite!
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Fábio Balassiano

O basquete brasileiro tem algumas coisas engraçadas. Uma delas é termos um jogo da fase de classificação (Brasília x Vila Velha na capital federal) no mesmo dia em que os playoffs da competição começam. Na verdade, é mais que isso. Por mais que o resultado do jogo dos tricampeões não influencie em nada na ordem dos duelos do mata-mata , é no mínimo bizarro que a temporada regular termine antes que o duelo entre Limeira e Pinheiros se inicie (quinta-feira).

Mas, bem, a bola vai quicar e três dos quatro duelos das oitavas-de-final começam hoje. Os confrontos serão em melhor de cinco, com o formato de 1-2-1-1 (sendo um na casa do time de pior campanha, dois no de melhor, um no de pior e o derradeiro no de melhor campanha). Vamos aos embates (com asterisco o time com mando de quadra):

Franca* x Liga Sorocabana (Jogo 1 nesta noite, às 19h30) - Está aí um duelo interessante apesar do amplo favoritismo para o time da cidade do basquete. Franca tem a melhor defesa do NBB (menos de 80 pontos por jogo) e a Liga Sorocabana, um dos piores ataques (77,5 por jogo). Mesmo assim, os sorocabanos têm no trio Dawkins-Neto-Holloway (43 pontos por jogo) uma força muito grande. Os francanos vêm de um resultado negativo (contra Uberlândia) e podem sentir neste começo. Será bacana ver como a juventude de Franca reagirá sob pressão.

Pinheiros x Limeira (Jogo 1 na quinta-feira, às 20h) - O campeão da Liga das Américas não terá vida fácil contra Limeira, não. O time de Demétrius fez um NBB oscilante, irregular, mas tem uma ótima defesa e peças capazes de segurar um pouco do jogo de Shamell, Joe Smith e Rafael Mineiro. De todo modo, ainda acho que o time de São Paulo tem mais força para avançar. A conferir, apenas, como estará o cansaço físico após uma competição importante e uma viagem desgastante, além, claro, de como estará a cabeça dos atletas depois de uma conquista inédita. Se mantiverem físico e psicológico no lugar, Limeira terá muitas dificuldades.

São José* x Minas (Jogo 1 nesta noite, às 20h) - O Minas venceu o jogo em BH na temporada regular e tem um bom time. Raul Togni é um técnico bom e poderá usar Beal para tentar deter um pouco da sanha de Fúlvio na armação. De todo modo, os mineiros caíram demais na segunda metade do campeonato e verão Murilo cada vez mais com ritmo de jogo. Terão chance caso vençam na Arena JK nesta noite. Olho no duelo entre Betinho e o ótimo defensor Andre Laws, de São José, que promete ser ótimo. Os joseenses, atuais vice-campeões do NBB e campeões paulistas, são os favoritos para avançar.

Basquete Cearense* x Paulistano (Jogo 1 nesta noite, às 19h) - É disparado o duelo mais equilibrado dessa fase de oitavas-de-final. Estreante animado, o Basquete Cearense conseguiu o mando de quadra e é fortíssimo em casa com o apoio da torcida que irá encher o Paulo Sarasate. Do outro lado estará o bem treinado time de Gustavo de Conti, que faz uso de uma rotação frenética e de uma defesa bem razoável (o que em terreno nacional é uma raridade, diga-se de passagem). Acredito em cinco jogos por aqui, sinceramente. E não creio que exista favorito, não.

E aí, quem será que avança às quartas-de-final para enfrentar Flamengo, Brasília, Uberlândia e Bauru? Comentem!