Bala na Cesta

Arquivo : Flamengo

Em Manaus, Flamengo e Vasco se enfrentam em sexto ginásio diferente na temporada
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Fábio Balassiano

Acontece hoje a partir das 14h o primeiro jogo da história do NBB na Região Norte. E não será um jogo qualquer. Com mais de cinco mil ingressos vendidos (já é o maior número do campeonato até agora), Flamengo e Vasco se enfrentam na Arena Amadeu Teixeira em Manaus em partida válida pelo returno da principal competição do basquete brasileiro (Band e Sportv exibem). O mais interessante de tudo é: os dois grandes rivais do Rio de Janeiro estarão medindo forças no sexto ginásio diferente nesta temporada. Este será o sétimo embate entre eles.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

Na primeira vez que se encontraram, Flamengo e Vasco duelaram no Torneio de Fortaleza, ainda na pré-temporada. Depois houve jogos do Estadual do Rio de Janeiro em Tijuca (duas vezes), Gávea, São Januário, Arena Rio (antiga HSBC Arena) e agora em Manaus. Com disponibilidade reduzida de casa na ex-capital olímpica, os dois times têm se acostumado a mudar de casa.

Em quadra veremos mais um duelo interessante de estilos envolvendo dois técnicos muito bons. O Flamengo lidera o NBB com 16-6 e quer deixar Mogi, Brasília e Bauru bem longe da primeira posição. Os três fortes rivais perseguem o rubro-negro, que vem de derrota por 103-96 para o Paulistano.

Do outro lado está o Vasco, que tem 12-11 e busca uma regularidade maior na competição. Os cruzmaltinos venceram no primeiro turno por 78-77 e querem manter o bom retrospecto contra o rival nesta temporada (quatro vitórias e duas derrotas até agora).

Promessa de bom jogo logo mais em Manaus. Vale a pena ficar ligado.


Podcast BNC: Furacão no Bulls, rumores sobre Carmelo e o Vasco x Flamengo
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Fábio Balassiano

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melo3No programa desta semana falamos sobre a grande crise que envolve o Chicago Bulls, os rumores envolvendo Carmelo Anthony e sua provável saída do New York Knicks, os reservas do All-Star Game e, claro, o clássico envolvendo Vasco x Flamengo que enfim aconteceu pelo NBB.

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A magia de Fúlvio e o crescimento de Lucas Mariano na vitória de Brasília contra o Flamengo
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Fábio Balassiano

fulvio11Todo Brasília x Flamengo (ou Flamengo x Brasília) é especial. É o maior clássico do NBB, são os dois únicos times que já venceram a competição (três pros brasilienses e cinco pros rubro-negros), os investimentos são altos, a rivalidade é imensa e vira e mexe temos bons jogos. O de ontem, transmitido ao vivo pela Band pra todo Brasil, não fugiu a regra. E ele será lembrado pela boa presença de público (mais de 4 mil pessoas), pela consolidação de Lucas Mariano (24 pontos – falarei mais dele a seguir) e pela magia do armador Fúlvio, principal responsável pela vitória de Brasília por 95-83. Com o resultado, os cariocas seguem na liderança, mas agora têm 11-2 e são vigiados ainda mais de perto pelos candangos, que somam 11-3 e vêm de quatro vitórias consecutivas.

fulvio1Sobre Fúlvio, quem olha seus números (9 pontos e 9 assistências em 28 minutos) pode achar que ele não teve tanta interferência assim no jogo de ontem. Mas neste caso os números mentem. Disparado o melhor passador do Brasil há no mínimo uma década, ele coloca seus companheiros SEMPRE em ótimas posições de arremesso, posiciona seu time muito bem em quadra, dita o ritmo (acelera, trava, pressiona o adversário etc.) e ainda consegue pontuar quando necessário. Ele fez isso tudo ontem, e com um adicional incrível de que ele saiu para se tratar após um choque com o adversário. É óbvio que aos 35 anos ninguém espera que ele seja um virtuoso físico, mas a sua visão de quadra impressiona e impulsiona o crescimento de Brasília. Nos jogos que teve 6+ assistências, o time venceu 8 e perdeu 2 vezes, numa prova não de dependência da equipe para com ele, mas sim de sua importância no esquema do técnico Bruno Savignani (muito promissor aliás!). Não é a toa que jovens que atuam com ele (Deryk e Lucas Mariano, por exemplo) cresçam assustadoramente, tamanha a sua capacidade de melhorar o nível de seus companheiros com passes, dicas etc. .

machadoFalando sobre o jogo, foi uma boa partida em termos técnicos, mas falando especificamente sobre o Flamengo confesso não compreender bem o que houve em relação ao tal espaçamento do time no ataque, algo que vinha sendo bem feito pela equipe de José Neto em todo NBB até agora. Sem Ricardo Fischer e Humberto, os armadores principais que estão lesionados, quase sempre a tomada de decisão ofensiva ficava a cargo de Marquinhos, cestinha do campeonato e melhor jogador do país. Não é algo estranho para os rubro-negros, já que o mesmo expediente foi adotado nas finais do último NBB contra Bauru. Mas neste sábado algo empacou. As ações ficaram muito concentradas no meio da quadra, e aí Brasília, que tem a melhor defesa da competição (sofre 75 pontos por jogo e permite apenas 28% de conversão do rival em bolas de três – melhores índices do certame), fechou bem os espaços e pressionou muito bem a bola. O resultado é que o Flamengo teve 6/22 de fora, desperdiçou 12 bolas e teve a sua terceira menor pontuação na fase regular. Mérito dos brasilienses também, claro, mas vale a comissão técnica de Neto, que estava bem irritado (com toda razão) durante a peleja, estudar bem o ocorrido para que não se repita mais pra frente.

lucas2É impossível terminar este post e não falar de Lucas Mariano. Após razoável temporada em Mogi em 2015/2016 (8,8 pontos e 4,3 rebotes), o pivô explodiu em Brasília. Lucas é o cestinha em uma equipe que tem Deryk Ramos, também jovem e de muito potencial, e Guilherme Giovannoni, uma das maiores estrelas do basquete nacional. Tem as incríveis médias de 19,4 pontos, 7,1 rebotes e 17,71 de eficiência. Nas três categorias ele está no Top-10 do campeonato e é o autor de quatro duplos-duplos até o momento. Lucas tem apenas 23 anos, pode crescer ainda mais (principalmente na parte física, tornando-se mais forte ainda) e, tal qual Deryk (12 pontos de média neste NBB), deve ser testado e provado na seleção brasileira para o próximo ciclo olímpico. Os dois jovens devem, inclusive, pensar em voos maiores (leia-se Europa) para os próximos passos de suas carreiras.

lucas1Termino como comecei. Todo Brasília x Flamengo é especial. O deste sábado, 14 de janeiro de 2017, foi o clássico de Fúlvio, armador de basquete clássico, plástico, daqueles que a gente vê, se choca (porque o cara pensa nas coisas 2, 3 segundos antes) e só pode aplaudir.

Elogiado por todos os companheiros e técnicos com o qual teve contato, o camisa 11 é um grandíssimo jogador e um dos melhores armadores do país neste século sem sombra de dúvida. Vê-lo em quadra em seus recitais é um prazer imenso.


Falha na gestão e pouca visão de negócios – o adiamento de Vasco x Flamengo pelo NBB
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Fábio Balassiano

basquete10E lá vamos nós de novo para um tema chatíssimo. Não é quadra, não é cesta, não é vitória no último segundo. É fora de quadra, é falha na gestão, é amadorismo, é ausência de visão de negócios no esporte. É o adiamento do Vasco x Flamengo, marcado previamente para este domingo (18/12) e válido pelo turno do NBB.

Antes da análise, vale explicar o que aconteceu (com histórico completo). Desde que o Vasco subiu à divisão de elite do basquete (NBB) há uma preocupação imensa, e justificável, em relação aos duelos contra o Flamengo em uma das maiores rivalidades do país. E aí o que aconteceu? Deu ruim. A saber:

basquete200a) No primeiro jogo oficial entre eles, válido pelo turno do Carioca, com mando do Flamengo no Tijuca e torcida única, confusão (mais aqui).
b) No returno, mando do Vasco e também torcida única no mesmo local, tudo certinho.
c) Fla foi suspenso por dois jogos. Primeiro jogo da decisão na Gávea: sem torcida, mas com confusão entre atletas e técnicos no final.
d) Segunda partida seria no Tijuca. Foi em São Januário sem torcida (não havia segurança, de acordo com a polícia).
basquete2e) O rubro-negro conseguiu efeito suspensivo, sua torcida pôde comparecer ao Tijuca, mas o Vasco informou que não se sentia seguro para jogar o terceiro duelo. O que rolou? O famoso W.O., e o Flamengo foi campeão. Escrevi no Facebook sobre isso na semana passada e levei algumas cacetadas inclusive.
f) No sexto duelo entre as equipes em menos de três meses, confronto adiado. A Liga Nacional emitiu inclusive Nota Oficial forte a respeito do tema.

Ou seja: no saldo até o momento tivemos dois duelos com torcida única, dois sem torcida, um W.O. e um adiamento. Ao invés de rendas grandes para os clubes, festa do esporte, ídolos sendo formados, crianças felizes, torcedores apaixonados de volta ao ginásio, o que vemos? TUDO ao contrário. Que maravilha, não? Não.

Agora vamos lá a alguns pontos interessantes:

lnb11) Há quanto tempo Liga Nacional, Vasco e Flamengo sabiam deste jogo? No mínimo três meses, certo? Será que não havia como se planejar melhor, não? Será que os envolvidos não percebem os prejuízos diretos e indiretos que causam com isso? Noves fora a não realização do jogo, será que não enxergam que alucinações como esta evitam a venda de carnês para toda a temporada, impedem que torcedores (e também a imprensa) se programem com antecedência para acompanhar as partidas e afastam cada vez mais os amantes do esporte? A falta de visão de negócios me espanta de uma maneira que vocês não têm ideia. Quantos milhões poderiam ter sido arrecadados neste duelo com renda, venda de produtos, patrocínios pontuais (os dois times estão sem patrocinadores máster na camisa…) e muito mais? Ah, e vem cá: o jogo é adiado e fica por isso mesmo? Ninguém é punido, fica tudo na tranquilidade? Admiro demais o trabalho da Liga Nacional, mas ela tem, sim, muita culpa neste cartório. O tom minimalista e reducionista que ela adota quando este tipo de mico acontece deveria dar lugar a posturas mais arrojadas para evitar que problemas assim se repitam.

basqueteacbf11.1) Ademais: até quando clubes rivais vão se tratar como inimigos, como crianças de cinco anos que não podem dividir o mesmo teto? Vão ficar até quando dizendo “a culpa é dele, eu não fiz nada”? Qual é a dificuldade destes cidadãos em se sentar para dialogar, trocar ideia e organizar as duas partidas da fase regular do NBB que já estão na mesa? Pelo visto há muita (dificuldade), né. Para quem trabalha no mundo corporativo, juro que gostaria de ver como estes caras lidariam com o fato de TER QUE resolver as questões em um prazo pequeno e nem sempre com as melhores peças do tabuleiro. No basquete é o contrário: destroem o tabuleiro e jogam as peças pela janela com o objetivo único do “quanto pior, melhor”. No mercado empresarial, onde a alta performance vale mais do que qualquer coisa, garanto a vocês que no mínimo 90% dos dirigentes brasileiros seriam DEFENESTRADOS de grandes empresas bem rapidinho. Como um chefe costumava dizer: pra gerar dinheiro, ou você rende rápido ou você roda rápido (rodar no sentido de ser mandado embora). A falta de pressão (por métodos mais modernos) acomoda essa galera, que pensa poder fazer esporte como se fazia na década de 60, 70 – só no gogó e batendo na mesa.

basquete12) Ponto fundamental nessa história: não é que o Rio de Janeiro não tenha ginásio de alto nível para um jogo complexo como este. Sim, o RJ tem. São 3 (os do Parque Olímpico, o Maracanazinho e a HSBC Arena). Ao contrário do que alguns alegam, não há total indisponibilidade, não. A HSBC Arena custa R$ 150 mil (aqui). É caro? Sim, é caro. Mas ou investe-se no esporte e se pensa nele como negócio ou sempre se olhará valores como custo, despesa, e não como potencial de receita. Esta diferença de pensamento também define quem é amador e de quem enxerga o esporte profissionalmente. Os dirigentes brasileiros ainda estão na primeira parte. Os dirigentes brasileiros, via de regra, ainda estão na pré-história da administração esportiva em TODOS os aspectos (marketing, finanças, nível intelectual, parte técnica etc.).

basqueteab2.1) Sobre o ponto acima, sei que hoje prefeitura, governo estadual e federal estão preocupados com coisas maiores, mas não é possível que uma cidade olímpica não consiga disponibilizar as estruturas para a população. Vão ficar fechados até quando Maracanazinho, Parque Olímpico e HSBC Arena? Será que o Ministério do Esporte não poderia dar uma ajudinha nessa questão?

2.2) E a parte de segurança, o que dizer? Quem se responsabiliza em liberar o jogo? O GEPE, a PM, a Força Nacional? Ou ninguém? Se ninguém, quer dizer então que não conseguimos realizar um evento com 15, 20 mil pessoas de torcidas diferentes? Há um outro lado nisso tudo também que precisa ser dito: será que cidadãos não conseguem conviver em paz, como se fossem da mesma espécie? Pelo visto a resposta é não, o que dificulta tudo. Torcidas organizadas (TODAS!) são o calcanhar de aquiles do esporte brasileiro há séculos. Ou acabam com elas, ou elas acabam com o esporte. Simples assim.

basquete3) A Liga Nacional de Basquete colocou este Vasco x Flamengo em 18/12 de forma estratégica em seu calendário. Seria o primeiro domingo sem futebol após o final do Brasileirão. O clássico movimentaria as torcidas, a imprensa e as televisões. O duelo seria transmitido para todo Brasil por Band e Sportv. E agora? A partida foi adiada. O potencial de “arrastão” de trazer novos torcedores se perdeu. E os dois canais não exibirão basquete no próximo domingo. Sabe o tal planejamento? Foi jogado no ralo.

basquete1004) Pensando nos próximos passos, como ficaremos? A LNB promete divulgar dias, locais e horários dos dois duelos válidos pela fase de classificação entre Vasco e Flamengo, algo que duvido, mas fico pensando: a) onde serão as partidas?; b) Com torcida única?; c) Que torcedores malucos se arriscarão a sair de casa neste clima de absoluta guerra entre os dois clubes?; e d) Será que a saída é jogar fora do Estado do Rio de Janeiro?

Até quando, gente? Como sempre eu termino com aquela frase já conhecida: o fundo do poço do basquete é sempre mais fundo do que a gente imagina, né? Domingo, 18 de dezembro, era para ser um dia feliz. Será, na verdade, outro dia triste. Triste porque não teremos um clássico deste tamanho em TV aberta e fechada para todo Brasil pelo simples fato de que os dois clubes e também a Liga Nacional de Basquete não conseguem dialogar e chegar a uma solução razoável.

É bizarro isso tudo ou não é? Comente!


Com outra boa exibição, Flamengo vence Macaé e abre NBB com 7-0
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Fábio Balassiano

fla1Muita gente pensou que o Flamengo teria dificuldade neste NBB devido ao seu remodelado time. Saíram Rafael Luz, Jerome Meyinsse, Gegê e Robinson, e a tendência para algumas pessoas (eu nunca acreditei nisso) era que o time de José Neto começasse a temporada com problemas de entrosamento entre as novas peças.

Na quadra o que se vê é um pouco diferente. Bem diferente, aliás. O rubro-negro venceu Macaé no sábado por 85-66 com outra atuação muito boa de Marquinhos (23 pontos) em um ginásio do Tijuca vazio, vazio (não consigo compreender isso, mas tudo bem…) e agora tem sete vitórias em sete partidas do NBB. Melhor começo, impossível.

fla3É óbvio que ainda há muita coisa para José Neto ajustar em um elenco de rotação mais curta mesmo, mas alguns números chamam a atenção. Três dos 15 principais cestinhas do NBB são do Flamengo. Marquinhos é o segundo com 22,5. Marcelinho, veterano que parece cada vez mais revigorado depois de sua atuação incrível (26 pontos) no jogo 5 da final passada contra Bauru, é o quinto com 20,3. JP Batista, muito regular como sempre, tem 15,4 pontos de média e é o décimo-quarto. Além deles, Olivinha tem 12,3 pontos e é o quarto elemento que pontua em dígitos-duplos para a equipe que tem 88,2 pontos por jogo e o ataque mais positivo até o momento (nas bolas de dois pontos são 54% de aproveitamento, o segundo melhor índice do torneio). Experiente e correndo pouco, o elenco desperdiça apenas 11 bolas pro jogo, também segunda melhor marca do certame.

fla2A melhor notícia de tudo para o Flamengo, que é perseguido por Mogi, Brasília e Vitória de perto (os três times perderam apenas uma vez), é que ainda há bastante espaço para melhora. Primeiro porque algumas peças ainda estão fora ou buscando o melhor ritmo. Humberto, armador reserva, segue lesionado. Pedrinho Rava, também bom armador, retornou recentemente.

O melhor exemplo disso que falo é o de Ricardo Fischer (foto ao lado). Maior reforço do Flamengo para a temporada, ele se recuperou de lesão de joelho mas ainda vem tendo minutos limitados e monitorados, o que é natural. Ainda não jogou mais de 26 minutos e no sábado conseguiu a sua primeira partida com 10 pontos com a camisa rubro-negra. Algo muito normal para quem retorna de cirurgia no joelho, mas dá pra imaginar a força que a equipe ganhará quando o melhor armador do NBB estiver em forma.

neto1Sobre o treinador José Neto, o responsável por quatro títulos seguidos de NBB para o clube, vale elogio especial. Com elenco bem diferente a cada ano, ele vem mantendo o número de vitórias lá no alto sempre – e com alguns elementos diferentes a cada temporada. E não é fácil. Para este NBB a defesa rubro-negra melhorou demais. Ela permite apenas 44% de acerto dos rivais nos arremessos de dois e 30% nas bolas de fora – entre os cinco melhores índices do campeonato nos dois índices e 4% melhor em relação a 2015/2016. Contra Macaé, no sábado, ela foi a responsável por fazer com que a margem subisse em momentos críticos (22-10 no último período) e gerasse ataques mais tranquilos para a equipe.

fla35Assim segue o Flamengo. Com mais um excelente trabalho de José Neto (esta bela foto, aliás, é do Instagram dele), com a força de seu quinteto inicial e ajustando as peças que vêm do banco.

Se já está assim neste começo de NBB ainda repleto de ajustes, lesões e ausência de algumas estrelas (Marcelinho Machado não jogou sábado porque estava suspenso após reclamar da arbitragem em Franca), no final do returno e no começo dos playoffs a tendência é que o já alto nível esteja ainda melhor.


Podcast BNC: Chapecoense, o fabuloso Westbrook e o título de Mogi
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Fábio Balassiano

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west10Falamos sobre a tragédia que vitimou o time da Chapecoense, da fabulosa fase de Russell Westbrook, das mudanças que estão acontecendo no jogo atualmente (por que há tantos armadores diferentes daqueles que conhecíamos dominando o basquete?), do título de Mogi na Liga Sul-Americana e dos 10 mil pontos de Marcelinho Machado com a camisa do Flamengo.

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A importância da vitória do Flamengo em Bauru na abertura do NBB
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Fábio Balassiano

flabauru5Começou a temporada 2016/2017 do NBB. Se não foi um bom jogo entre os dois últimos finalistas (pelo contrário, foi uma partida bem abaixo do esperado em termos técnicos), não faltou emoção na vitória do Flamengo em Bauru por 100-97 na segunda prorrogação ontem à tarde no interior de São Paulo na volta do basquete à Rede Bandeirantes.

Mais que o triunfo, para os rubro-negros iniciar o campeonato vencendo adversário direto e fortíssimo tem um sabor especial.

neto1Em primeiro lugar porque estava desfalcado de seus dois armadores. Ricardo Fischer, que esteve em Bauru mas não entrou em quadra (foi muito xingado pela sua ex-torcida), Pedrinho Rava e Humberto estão lesionados e a posição 1 ficou sob responsabilidade de Ronald Ramon e do garoto Felipin (18 anos).

Em segundo lugar, e aí sim pra mim é o ponto principal para o Flamengo, é que desde o começo da temporada todo mundo está dizendo que o atual tetracampeão do NBB está mais fraco, que o elenco não é isso tudo, que as chances de um novo título são pequenas. Sempre achei isso tudo balela, vocês sabem bem, mas queria ver na prática o que ia acontecer. E aconteceu.

flabauru6O Flamengo jogou atrás o jogo todo ontem contra um elenco recheado (Alex, Gui, Gegê, Valtinho, Hetts, Jefferson, Leo e Shilton), mas mostrou muita força para se recuperar nos momentos decisivos e vencer no segundo tempo extra. Isso tudo com Rafael Mineiro e depois Ronald Ramon eliminados com cinco faltas.

Mas quem tem Marcelinho (aos 41 anos, o jogador mais importante da história do clube teve 22 pontos, 7 rebotes e 5 assistências em 46 minutos), JP Batista (29 pontos e 12 rebotes), Olivinha (15 pontos e 16 rebotes) e Marquinhos (22 pontos), nomes experientes e fortíssimos em qualquer competição latino-americana, sempre está em posição de vencer  – vencer jogos e também vencer campeonatos.

flabauru9Esta era a minha tese desde sempre e que ficou comprovada ontem. Que vão entrar, ainda, Ricardo Fischer e Humberto para dar segurança na armação e aos poucos tudo vai se acomodar para José Neto rodar os minutos de seus atletas com mais calma ninguém tem dúvida e contesta. Para se ter uma ideia, dos 50 minutos de ontem, Marquinhos, Olivinha e Marcelinho tiveram 40+ minutos, algo natural.

O essencial, o que se extrai de muito importante mesmo para o clube da Gávea do triunfo de ontem, é que se o elenco realmente não é tão recheado quanto o das últimas temporadas, é irreal pensar que o Flamengo não vai disputar em condição de igualdade o seu quinto título seguido de NBB. Mais do que igualdade, pensando lá na frente, em mando de quadra para uma eventual final,  os rubro-negros, que enfrentam Franca na terça-feira à noite (19h30, com Sportv), já largaram na frente.

flabauru8Sobre Bauru, gostei da reestreia de Gui Deodato com a camisa do time. O agora camisa 1 saiu do banco e teve 21 pontos e 4 rebotes em 34 minutos. Pode formar com Alex, que teve 30 pontos, 5 assistências e 6 rebotes em atuação incrível, uma dupla incrivelmente forte na marcação de perímetro. Mas o time precisa melhorar demais, e creio que isso ocorrerá, na defesa. Parar JP Batista parecia impossível ontem mesmo quando Rafael Hettsheimeir trombava contra o pivô do Flamengo e conter as infiltrações dos rubro-negros não foi um objetivo atingido. Não entendi, por exemplo, o Valtinho (foi problema físico?) ter jogado apenas 13 minutos e Gegê, armador que vestia a camisa do time pela primeira vez, 34′. O jogo de ontem demandava cadência, leitura de jogo, experiência, pontos que Valtinho traz de sobra em sua bagagem. Acredito muito no trabalho do técnico Demétrius, sei que tem muita coisa ainda para acontecer, mas a derrota de ontem contra um rival que tem maltratado os bauruenses nos últimos anos precisa ser analisada com muita atenção por todos no interior de São Paulo.

Viu o jogo? Gostou? Comente aí então o que achou da primeira partida do NBB!


Podcast BNC: O que esperar dos brasileiros na NBA? Falar o quê das confusões pelo Brasil?
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Fábio Balassiano

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LB1No programa dessa semana falamos da pré-temporada da NBA e fazemos uma análise de TODOS os brasileiros que jogarão o certame que se inicia no dia 25 de outubro. Abordamos também os Estaduais pelo Brasil e as confusões recentes no Flamengo x Vasco, no Rio de Janeiro, e também no duelo entre Franca x Rio Claro, no ginásio Pedrocão, em Franca.

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No reencontro de Flamengo e Vasco, a vergonha que o basquete não poderia mais passar
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Fábio Balassiano

vasco1Era pra ter sido uma noite de festa ontem no Tijuca, afinal Flamengo e Vasco voltariam a se encontrar de forma oficial depois de mais de uma década em partida válida pelo Campeonato Estadual. O ginásio com torcida única (pedido da Polícia do Rio de Janeiro), a do Fla, estaria lotado, já que os 1.500 ingressos foram vendidos de forma antecipada. Seria, também, a volta às quadras de Ricardo Fischer, armador rubro-negro contratado como maior reforço para a temporada, e a primeira vez de muitos deles disputando um clássico desse vulto. No final do dia, vitória vascaína por 82-77 em uma virada incrível no segundo tempo, provocações (sadias) nas redes sociais e paradoxalmente ABSOLUTAMENTE NADA para se comemorar.

nezo1Deveria, hoje, estar falando das ótimas atuações de Nezinho (19 pontos), David Jackson (14) e Fiorotto (19), atletas de um Vasco guerreiro e cerebral que teve paciência e brilhantismo para tirar 18 pontos de vantagem de um timaço como o Flamengo, mas seria tapar o sol com a peneira, algo que este blog nunca fez e nunca fará. E é impossível falar do jogo simplesmente porque houve uma confusão BIZARRA nas arquibancadas por parte da torcida rubro-negra, a única que pôde entrar no Tijuca, reitero este trágico ponto. Confusão, não. Confusões. Coloquei um dos vídeos no Facebook Bala na Cesta e você pode ver clicando aqui.

bruno1Não sei exatamente o motivo da confusão, e pra ser sincero nem interessa, mas o fato é que duas bagunças na arquibancada do ginásio do Tijuca paralisaram o jogo. A primeira, inclusive, prejudicou o Flamengo, que estava melhor e perdeu ritmo/concentração com o ocorrido. A terceira, depois do duelo terminar e com invasão de quadra de alguns “torcedores”, poderia ter ocasionado algo BEM grave (ainda bem que não aconteceu). Isso, insisto, com uma torcida única. E houve gente que reclamou da determinação da Polícia do Rio de Janeiro, alegando ser, sim, possível colocar em um espaço esportivo rubro-negros e vascaínos. Infelizmente, e digo isso com uma dor danada, isso hoje não é viável.

pre1Alguns tentarão minimizar, outros farão o que sempre fazem (fingir que não aconteceu), mas a verdade nua e crua é que estamos na pré-história da convivência social no esporte (só no esporte?). PRÉ-HISTÓRIA! Qual o próximo passo no Brasil? Jogos sem torcida? Pode ser, hein. Acho que vamos chegar lá. Insisto em outro ponto: o problema não é ter torcida única. O problema é ter qualquer torcida organizada no ginásio/campo. Qualquer uma delas. Hoje foi a do Flamengo. Amanhã será outra. São animais selvagens que não conseguem concatenar uma ideia mas que são brutos o suficiente para acabar com qualquer ambiente pacífico. Aqui, aliás, um detalhe: cubro o NBB há 8 anos e NUNCA havia visto um problema com a torcida rubro-negra em ginásio. Sempre houve festa, gritos de apoio e, óbvio, pressão no adversário (pressão aceitável). O que aconteceu ontem? Por quê voltaram ao ginásio os marginais de sempre? Onde eles estavam escondidos? Só reapareceram porque havia um adversário do futebol do outro lado?

pre2Por mais inacreditável que possa parecer, ainda há uma espécie de glamourização das Organizadas por parte inclusive de órgãos de imprensa por aqui. Como se elas fossem de alguma maneira benéfica para o espetáculo esportivo. Não, não são. Bem ao contrário. “Torcedores” dito organizados AFUGENTAM as pessoas de bem do esporte, seja ele qual for. A culpa, nisso tudo, não é só dos clubes, quase sempre cúmplices, mas também de Polícia, Ministérios, jogadores que fazem uniões espúrias e organizadores dos campeonatos que podem até tentar, mas não chegam a solução alguma para acabar com um problema crônico como este. Pergunta básica depois de ontem para quem tem filho/filha: alguma chance de você levar seu/sua pequeno/pequena a um ginásio de basquete depois das imagens desta segunda-feira?

fim1No momento atual do basquete, com CBB destroçada, seleções eliminadas na primeira fase de uma Olimpíada em casa e divisões de base sucateadas, esperava-se que os campeonatos dos clubes dessem uma levantada nos ânimos, e nos apelos, da modalidade. Infelizmente no primeiro clássico entre Flamengo e Vasco fomos trazidos à realidade novamente. O esporte que a gente tanto ama tem uma capacidade de se matar, de se afogar, de se destruir, de enforcar, invejável e como nenhum outro aqui no país. Não sei o que irá acontecer no próximo duelo entre os dois times (no returno e provavelmente nas finais do Estadual, e também na fase regular do NBB), mas estamos diante de um cenário preocupante, sem solução e pouco animador. Outra pergunta importante: o que a Liga Nacional de Basquete (LNB) está pensando a respeito para os dois duelos já marcados? Continuará com sua ideia (pouco recomendável) de jogo com duas torcidas? Como será a segurança? Igual a de ontem? É importante que a diretoria da entidade sente desde já em uma mesa para planejar dois eventos complexos – eventos de risco, diga-se.

O basquete não pode mais passar por tantos problemas se quiser realmente crescer organicamente no Brasil. Do jeito que está, e de novo fazendo a analogia com o jogo de tabuleiro, nem os passos pra frente serão vistos caso as confusões continuem. Que pena.


Em ótima iniciativa, Flamengo lança pacote de ingressos para temporada 2016/2017
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Fábio Balassiano

humbertoAtual tetracampeão do NBB, o Flamengo inicia a temporada 2016/2017 com novidades. Dentro de quadra, chegaram, principalmente, Humberto e Ricardo Fischer para reforçar a armação (Rafael Luz saiu) e houve a manutenção de grande parte do fortíssimo elenco de José Neto (Marquinhos, Olivinha, JP Batista, Marcelinho, Rafael Mineiro e Ronald Ramon). Fora dela, há a motivação extra com o retorno da (sadia) rivalidade com o Vasco, de volta à modalidade, mas não só isso.

flapasse1Em ótima iniciativa, a diretoria do Flamengo repetiu a dose de 2015/2016 e lançou ontem o pacote de ingressos para os torcedores adquirirem suas entradas de forma antecipada para a temporada 2016/2017 do basquete. E com uma novidade: quem adquirir o FlaPasse poderá acompanhar todos os jogos do rubro-negro como mandante no NBB9 e ganhará os ingressos para o Carioca desta temporada.

Além disso, os donos dos cartões que dão acesso livre nos ginásios (é só apresentar o cartão para não pegar fila, o que é uma alegria só, sabemos…) receberão também uma carta personalizada do técnico José Neto. Os valores variam de R$ 275,00 (Sócios-Torcedores e FlaPasse de 2015/2016) a R$ 600,00 (inteira), e podem ser parcelados em até 12 vezes. Mais informações no site oficial do clube e também no site de compra.

neto1Algumas coisas são importantes de serem transmitidas. Segundo o Departamento de Marketing do Flamengo, a experiência do FlaPasse em 2015/16 foi positiva. Ao todo foram 100 unidades vendidas na nova ação de relacionamento com o torcedor rubro-negro. O limite de vendas de cartões em cada temporada é de 300 unidades, pois o clube não pode exceder o número de torcedores que o Ginásio Hélio Maurício, na Gávea, comporta (482 ao total) por ser o mando de quadra com menor público das partidas do Flabasquete.

fla7Os torcedores que comprarem o FlaPasse serão beneficiados com pelo menos 15 jogos pelo NBB e 3 pelo Carioca. Considerando o retrospecto positivo dos últimos anos, esse número pode chegar a 31 duelos se o Flamengo chegar à final das duas competições. Nesse caso específico, o torcedor do Flamengo que adquirisse o FlaPasse estaria pagando apenas R$8,87 por ingresso no caso dos Sócios-Torcedores ou dos que compraram em 2015/2016, valor extremamente em conta tendo em vista a qualidade do time e as chances altíssimas de ver o clube da Gávea indo longe novamente em seus torneios.

mark1“O mais bacana é que os torcedores que adquirirem o FlaPasse terão direito a assistir sem custos as partidas do Flamengo pelo Carioca da modalidade, todas em que o Rubro-Negro for mandante em 2016, incluindo aí o retorno do clássico Flamengo x Vasco. Como forma de agradecimento personalizado, o fã da bola laranja ainda recebe uma carta escrita pelo treinador campeão do mundo, José Neto. Estão também inclusas nos benefícios para quem adquirir o cartão ações envolvendo o contato direto com o elenco rubro-negro, como a reapresentação oficial da equipe para a temporada 2016/17”, afirmou a diretoria rubro-negra em nota enviada ao blog.

mmSabemos que o basquete brasileiro precisa, pode e deve ser mais atuante em comunicação e marketing, mas considero este passo do Flamengo pelo segundo ano seguido importantíssimo para a fidelização dos torcedores, para a garantia de uma linha nova de receita (por menor que seja o valor, é interessante ter uma nova forma de colocar grana pra dentro de casa) e para a criação de um movimento de relacionamento mais próximo, planejado e organizado do clube para com seus maiores apoiadores. Que seja um sucesso a ação rubro-negra, e que seja replicada pelos demais integrantes do NBB que ainda não têm este sistema de venda antecipado.