Bala na Cesta

Fala, Leitor: Bruno Viegas faz análise das finais da NBA e de LeBron James

As finais da NBA já acabaram, mas o título do Miami Heat não sai da cabeça de ninguém, né. O leitor Bruno Viegas, aqui do Rio de Janeiro, enviou um baita texto para a seção “Fala, Leitor” do Bala na Cesta. Ele analisa o caneco da turma da Flórida, o desempenho de LeBron James e a participação dos coadjuvantes do Heat. Imperdível! Fala aí, Bruno.

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Desvendando as finais da NBA
Por Bruno Viegas

Adoro números, basquete e fui brincar com as estatísticas da NBA, que são maravilhosas. Olha o resultado:

1. LeBron James
É um excelente jogador, mas ainda falta para ser “o cara” como foram tantos outros. E, sem dúvida, vai amarelando a medida que a coisa aperta. No último quarto, quando todos os outros mitos decidem os jogos, ele tem queda de rendimento. Concordo que não é uma grande queda, mas de quem se esperava que decidisse, qualquer queda é queda. Veja:

LeBron

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

 

Outros 3Q´s

23

26

21

20

19

7,3

 

Q4

7

6

8

6

7

6,8

-6%

 

2. A Dupla de Estrelas do OKC venceu a do Miami Heat
Combinados, Kevin Durant & Russell Westbrook venceram LeBron James & Dwyane Wade em 4 das 5 partidas das Finais. Veja nos totais em cinza quem venceu em cada jogo. Na média, foram mais de 10% superiores.

Miami

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média Final

LeBron

30

32

29

26

26

28,6

Wade

19

24

25

25

20

22,6

Total

49

56

54

51

46

51,2

             

OKC

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média Final

Durant

36

32

25

28

32

30,6

Westbrook

27

27

19

43

19

27,0

Total

63

59

44

71

51

57,6

 

3. O Big Three de OKC venceu o do Miami Heat
Combinados, Durant/Westbrook/Harden venceram LeBron/Wade/Bosh em 3 das 5 partidas. Veja nos totais em cinza quem venceu em cada jogo. A vantagem pró-OKC cai de 10,5% para 3,3%… Ou seja, Bosh e Harden, cada um a sua maneira, pesaram na balança.

Miami

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

LeBron

30

32

29

26

26

28,6

Wade

19

24

25

25

20

22,6

Bosh

10

16

10

13

24

14,6

3# Miami

59

72

64

64

70

65,8

 

 

 

 

 

 

 

OKC

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

Durant

36

32

25

28

32

30,6

Westbrook

27

27

19

43

19

27,0

Harden

5

21

9

8

9

10,4

3# OKC

68

80

53

79

60

68,0

 

4. Por que o OKC não foi campeão?
Comparando os playoffs das Conferências com os 5 Jogos, vemos o seguinte:
a) Wade parece um relógio de tão regular, inclusive se comparado à temporada regular.
b) Como já sabemos, o LeBron encolheu nas Finais.
c) Bosh cresceu um pouco, mas não a ponto de compensar a redução do LeBron.
d) Durant e Westbrook como se esperava cresceram.
e) James Harden amarelou. E aí isto explica o motivo pelo qual o Miami conseguiu superar o OKC. Pode ser coincidência, mas tirando o último jogo, o OKC perdeu os outros 3 por 6 pontos ou menos.

Miami Heat

Temp.

Playoff´s

5 Jogos

 

Regular

(exceto final)

Finais

 

Big Three

LeBron

27,1

30,8

28,6

-7%

Wade

22,1

22,9

22,6

-1%

Bosh

18,0

13,7

14,6

7%

Total

67,2

67,4

65,8

 

Oklahoma City Thunder

Temp.

Playoff´s

5 Jogos

 

Regular

(exceto final)

Finais

 

Big Three

Durant

28,0

27,8

30,6

10%

Westbrook

23,6

21,7

27,0

24%

Harden

16,8

18,3

10,4

-43%

Total

68,4

67,8

68,0

 

 

5. O título do Miami foi ganho pelos coadjuvantes
Os coadjuvantes do Miami venceram os do OKC em 3 dos 5 confrontos. Veja nos totais em cinza, quem venceu em cada jogo. Shane Battier, Mario Chalmers e Mike Miller foram destaques nos jogos 2, 4 e 5, respectivamente. Comparando-se apenas às 2 estrelas de cada lado, o OKC fez 3×0. Comparando os Trios, de novo OKC, 2×1. Na comparação entre os coadjuvantes, aí a coisa se inverte, 3×0 para Miami.

Resumo da Ópera: O LeBron tem que beijar os pés, ou melhor, as mãos de Battier, Chalmers e Miller!

Miami

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

LeBron

30

32

29

26

26

28,6

Wade

19

24

25

25

20

22,6

Bosh

10

16

10

13

24

14,6

3# Miami

59

72

64

64

70

65,8

Outros

35

28

27

40

51

36,2

Total

94

100

91

104

121

102

Obs.:

 

Battier(17)

 

Chalmers(25)

Miller(23)

 
             

OKC

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

Durant

36

32

25

28

32

30,6

Westbrook

27

27

19

43

19

27,0

Harden

5

21

9

8

9

10,4

3# OKC

68

80

53

79

60

68,0

Outros

37

16

32

19

46

30,0

Total

105

96

85

98

106

98,0

 

Comentários, sugestões e críticas, serão bem vindos.

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Tem algum texto pra publicar aqui? Envia para fabio.balassiano@gmail.com que eu publico!

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Acabou a espera: MVP, LeBron James guia Miami Heat ao bicampeonato da NBA

Terminou a espera de LeBron James (post completo sobre ele mais tarde). Com mais uma atuação de gala e muito segura, o Miami Heat acaba de bater o Oklahoma City Thunder por 121-106 para conquistar o bicampeonato da NBA (e tal qual em 2006, vencendo os três jogos finais em casa). LeBron, merecida e obviamente, será coroado o MVP das finais dentro de cinco, seis minutos.

E o título veio com uma atuação, mais uma, excepcional de LeBron (craque, que bom poder dizer isso sem medo!), que teve 26 pontos, 11 rebotes e 13 assistências, mas sobretudo através dos tiros de três pontos de um time que não acertou 14 bolas de três pontos (recorde das finais) e dos coadjuvantes de luxo (Mike Miller acertou sete de fora, Shane Battier esteve brilhante com médias de 11,5 pontos e mais de 60% de aproveitamento nos chutes e Mario Chalmers saiu-se com dez pontos e sete assistências).

Por outro lado, imagino a frustração que deve estar passando a turma de Oklahoma. O time bateu Lakers, Spurs e Dallas, os bichos-papões do Oeste, abriu 1-0 na final e teve até boas chances de fazer 2-0 naquele arremesso de Kevin Durant que não caiu. Voltarei ao tema depois, mas o time caiu demais, a defesa não funcionou (Scott Brooks não tentou uma marcação por zona sequer), James Harden foi péssimo na decisão e muito mais que vocês lerão no post de amanhã (sábado).

Viu o jogo? Título justíssimo, não? Comente na caixinha! LeBron, Wade e os Heat mereceram demais!

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O último jogo da temporada? Em casa, Miami pode ser bicampeão da NBA nesta noite

Noite “razoavelmente” importante esta de quinta-feira para o basquete mundial, não? Em casa e com 3-1 na decisão da NBA contra o Oklahoma City Thunder, o Miami Heat pode se tornar o terceiro time sem mando de quadra a vencer os três jogos em casa nas finais e se tornar bicampeão da NBA (em 2006, também bateu o Dallas três vezes seguidas na Flórida). Vamos a alguns pontos sobre o jogo 5 desta noite (22h, com ESPN).

1) Ao que parece, não foi nada de grave com LeBron James, mas sim apenas câimbras. Menos mal. Muito bem marcado, LeBron anotou 26 pontos e foi soberbo no jogo 4 com passes (12 ao todo), gerando, para seu time, magníficos 55 pontos (caramba, 52,8% dos 104 do Miami). Desde 1997, é a sexta maior marca entre pontos feitos + gerados das finais da NBA.

2) Há um dado que fala muito sobre a marcação do Oklahoma em James. Ano passado, o Dallas fez de tudo para o camisa 6 arremessar, chutar de fora mesmo. E sua pontuação de dentro do garrafão ficou em 8,7 por partida (3,7 em contra-ataques). Neste ano, não parece haver antídoto para conter LeBron (ou o sistema de Dwane Casey no Mavs é que era surreal de bom mesmo). Suas médias saltaram para 17,5 pontos no garrafão e 5,8 pontos em contra-ataque por noite. Explica muito, não?

3) O que está acontecendo com James Harden, do Oklahoma? Até onde se sabia, o papel de coadjuvante de luxo era dele, e não de Mario Charlmers (foto à direita), armador do Miami que foi brilhante com 25 pontos na terça-feira. Harden segue chutando mal (4/20 nos dois últimos jogos), desperdiçando bolas (seis nas duas últimas pelejas) e não sendo o fator decisivo que dele se esperava. Melhor sexto homem da liga nesta temporada, o barbudo não atingiu dez pontos em três das quatro partidas da decisão até agora (ele errou até bandeja no jogo 4). Aqui outro dado interessante: nos 11 minutos em que Harden esteve fora de quadra, o Thunder chutou 57% e não desperdiçou uma bola sequer. Com ele jogando, 46% e 11 erros.

4) E a atuação de Russell Westbrook? Para mim, uma síntese do que ele, Westbrook, é como jogador. Genial com 43 pontos, ele se tornou o terceiro jogador da história (Jordan e Shaq os outros) a converter 20 arremessos de quadra nas finais. Mas não foi o suficiente, e se não dá para culpá-lo (quem seria louco de fazer isso?), sua falta em Mario Chalmers no final foi uma loucura, uma atrocidade (o relógio iria estourar…). O armador do Oklahoma é ótimo, potencial atlético surreal, mas para se tornar um gênio (tem tudo para isso) precisa aprender a tomar melhores decisões (principalmente em momentos críticos do jogo).

E aí, o que está esperando do jogo de hoje? A temporada 2011/2011 termina nesta quinta-feira? Comente na caixinha!

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O dia D da NBA: Miami joga por vitória decisiva contra Oklahoma nesta noite na Flórida

Arrisco-me a dizer que hoje (22h, com ESPN) é o jogo mais importante das finais da NBA. Com 2-1 no confronto, o Miami Heat atuará de novo diante de sua torcida e pode colocar o Oklahoma na ponta do precipício caso abra 3-1, tendo, é bom lembrar, mais uma partida por fazer na Flórida (na quinta-feira). Ou seja: para o Thunder, mais do que nunca é vencer ou vencer (salve, Francisco Horta!).

E para vencer, não cometer os mesmos erros dos dois últimos jogos será um bom começo. Kevin Durant não vai conseguir marcar LeBron James (insisto: quem consegue?), isso é um fato. Então, com inteligência, o camisa 35 precisa ficar longe dos apitos dos árbitros.

Nos dois últimos jogos, KD teve cinco faltas e atuou sempre carregado (muito risco). Outro ponto: James Harden pode render mais (2/10 no jogo 3), isso todo mundo sabe. Além disso, e com os homens de garrafão que possui, o OKC precisa urgentemente conter os rebotes ofensivos do Miami (foram 14 no domingo, um absurdo!).

O tamanho do buraco que o Oklahoma pode se enfiar caso não ganhe nesta noite? É bem simples: apenas oito times na história da NBA conseguiram reverter a vantagem de 1-3 para ganhar uma série de playoff (em mais de 100 situações assim). Destas, nenhuma franquia conseguiu reverter a desvantagem nas finais da liga.

O que será que acontece hoje? Se vencer nesta terça-feira, o Miami ganhará o título na quinta-feira? Comente na caixinha e vote na enquete!

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Consistente, Miami Heat vence Oklahoma City Thunder e abre 2-1 na final da NBA

O começo foi parecido. O Miami começou bem, venceu o primeiro período (26-20) e parecia que iria abrir diferença logo de cara. Mas o Oklahoma reagiu, venceu o segundo quarto (26-21) e os dois finalistas da NBA fizeram a mais equilibrada partida da série até então. No final, o Heat, em casa, fez 91-85 e abriu 2-1 na grande decisão da liga norte-americana.

Além de ter sido o mais equilibrado, foi o mais intenso, o mais “pegado” jogo da série. As duas defesas foram muito boas (no último período principalmente, quando o Miami teve quatro erros, e o Oklahoma, seis), os dois técnicos foram bem nos ajustes e incrivelmente o Heat conseguiu vencer chutando menos de 40% (28-74, ou 37,8%).

LeBron James (foto) teve alguns problemas quando foi marcado por James Harden (tentou apenas jogadas de costas para a cesta), mas no final das contas foi bem demais mais uma vez (29-14-3) e contou com Dwyane Wade inspiradíssimo (25-7-7) para dar a vitória do Miami. Do outro lado, Thabo Sefolosha foi bem na marcação, roubou uma bola de Wade no final que poderia ajudar na virada do Oklahoma, mas errou um passe crucial segundos depois. Kevin Durant de novo se enrolou com faltas (teve quatro logo no começo do terceiro período – até quando, KD?), James Harden seguiu errando arremessos tresloucadamente (2/10) e Russell Westbrook teve uma bola de três para empatar a partida, mas errou (o OKC, aliás, teve 4/18 nos tiros de longe, muito pouco).

Vamos ver, agora, como reagirá o jovem time do Oklahoma. Perdendo por 2-1, o Thunder sabe que vencer o jogo 4 é mais do que fundamental. Perder mais uma e deixar o Miami com 3-1 e a chance de fechar em casa seria (será?) um convite, quase uma deixa, para o segundo título da turma da Flórida.

E aí, viu o jogo? Gostou? Comente na caixinha!

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Na Flórida, Miami e Oklahoma duelam por vantagem na final da NBA – quem vence?

Promessa de jogão hoje na Flórida (20h, com ESPN). Com a série final da NBA empatada em 1-1, Miami Heat e Oklahoma City Thunder duelam pela vantagem no confronto que vale o título da temporada. De um lado, LeBron James e sua trupe com muita confiança após quebrar o mando de quadra dos rivais. Do outro, Durant, Westbrook e Scott Brook precisam responder a algumas questões.

A principal delas: por que diabos o Oklahoma começa tão mal as partidas? No jogo 1, parcial de 29-22 para o Heat, com direito a uma vantagem que chegou a 13. No segundo, parcial de 18-2, diferença que chegou a 17. A vitória veio no primeiro duelo, mas, apesar de a margem ter caído no jogo seguinte, a vitória foi do Miami. E acho que ninguém é maluco de querer deixar LeBron e Dwyane Wade jogarem tranquilos, leves, livres, em sua casa, né. Largar bem, sem permitir que o rival jogue comandando o placar, é, portanto, fundamental.

Outro ponto que merece ser lembrado. Serge Ibaka e Kendrick Perkins não têm tido muito sucesso, não. O congolês foi brilhante na defesa, teve cinco tocos, mas “no final do dia”, seu +/- foi de -15. O de Perkins, -16. No primeiro, apesar da vitória, não foi muito melhor, não. Ibaka saiu-se com -3 no +/-. Perk, com -2. Ou seja: nos dois duelos, os pivôs titulares do Oklahoma ainda não conseguiram saldo positivo. E aí talvez Scott Brooks deva olhar com mais carinho para o ótimo Nick Collison, que teve +13 e +8 nas duas primeiras partidas da final.

Do lado do Miami, é torcer para não só LBJ e Wade estejam inspirados, mas principalmente para que Shane Battier (17 de média) e Chris Bosh (16 pontos e 15 rebotes na vitória de quinta-feira) mantenham o bom nível destes playoffs.

Quem será que vence nesta noite? Comente na caixinha!

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Nas finais da NBA, todos os olhos voltados para Russell Westbrook, armador do Oklahoma

“Foi a pior atuação que eu vi de um armador em finais da NBA”. A declaração, forte, é de ninguém menos que Magic Johnson sobre o que (não) fez Russell Westbrook (foto) no jogo 2 de quinta-feira (vitória do Miami por 100-96 contra o Thunder, em Oklahoma).

O pior é que você olha pros números e acha impossível que alguém que teve apenas dois erros, 27 pontos, sete assistências e oito rebotes tenha jogado mal. Mas, sim, jogou, jogou muito mal. Não chego ao ponto de Magic de dizer que foi a “pior atuação…”, mas Westbrook, talentoso ao extremo, precisa entender que basquete se joga principalmente com a cabeça, e não somente com as pernas que te fazem correr.

No começo do jogo 2, o Oklahoma levou 18-2, e Wesbtrook foi incapaz de parar de correr, parar de acelerar um jogo que não favorecia, naquele momento, ao Thunder. Errou oito de seus primeiros dez chutes, e, aí concordo com Magic Johnson, foi pouco perspicaz ao não tentar envolver mais Kevin Durant, o grande responsável pela virada do OKC no jogo 1. Como bem disse Magic, “o cara destrói no jogo 1, o Miami está obviamente com medo dele, com medo dos chutes dele, e o que o armador faz? Começa a partida seguinte querendo chutar tudo”.

O jogo 3 é amanhã, a NBA preparou mais um vídeo daqueles animais (veja abaixo) e se o Oklahoma quiser que a série volte para casa, é bom que seu armador seja menos errático. Será que Westbrook consegue? Comente na caixinha!

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Miami joga bem, vence em Oklahoma, empata a série da NBA e pode ganhar título em casa

Parecia o primeiro jogo da série. O Miami abriu diferença no primeiro período (18-2 nos oito minutos iniciais), Shane Battier estava em noite inspiradíssima (17 pontos e cinco bolas de três pontos) e LeBron James mantinha o nível (32 pontos, oito rebotes e cinco assistências foi a quinta vez seguida e a oitava nas últimas nove que LBJ conseguiu 30 ou mais pontos).Para piorar as coisas para o Oklahoma, Dwyane Wade resolveu jogar (24 pontos), Kevin Durant cometeu a sua quinta falta logo no começo do quarto período e Russell Westbrook teve mais uma noite de médico e monstro ao extremo (os números mentem mais do que nunca aqui – ele teve 28 pontos, oito rebotes, sete assistências e apenas dois erros, mas decisões terríveis a peleja inteira).

A reação do Thunder até veio, Kevin Durant foi monstruoso na segunda etapa, a diferença que foi de 17 baixou para quatro, mas no final não teve jeito. O Miami Heat mostrou maturidade, força mental, teve LeBron James dominante nos últimos minutos (quatro dos seis últimos pontos do time nos 90 segundos finais) e venceu o jogo por 100-96 para empatar a final da NBA em 1-1, tirando, assim, a invencibilidade do Oklahoma em casa nestes playoffs.

Agora o Miami Heat viaja para a Flórida não com a faca e o queijo na mão, mas com a possibilidade real de faturar um título que não vem desde 2006. Serão três jogos em seu ginásio, e se não perder, coloca o anel no dedo. Ah, vale uma lembrança: desde que o formato 2-3-2 começou a vigorar na NBA, apenas dois times venceram os três seguidos em casa: Detroit Pistons (2004) e Miami Heat (2006). E ambos foram campeões.

Viu o jogo? Gostou? Comente, então, na caixinha pra gente trocar uma ideia!

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Em alerta, Miami precisa vencer Oklahoma no jogo 2 da final da NBA hoje

Todo mundo sabe que o Oklahoma City Thunder venceu o Miami no jogo 1 da série final da NBA na terça-feira, né. Pois muito bem. A partir das 22h desta quinta-feira (ESPN), Kevin Durant (foto) e companhia ficarão com a faca e o anel de campeão nas mãos se vencerem LeBron e sua trupe, abrindo, assim, 2-0. Vamos a alguns pontos interessantes sobre o duelo de hoje.

1) Está todo mundo comentando a atuação monstruosa de Kevin Durant no jogo 1. Após converter 18 de seus 36 pontos no último período (1,38 pontos por posse de bola e 60% nos chutes), ele foi elogiado por Dirk Nowitzki: “Ele é disparado o melhor jogador da NBA no momento. Seu jogo não tem defeitos, de verdade”, afirmou à ESPN. Acho que não preciso dizer muito mais sobre o camisa 35 do Oklahoma, certo? Ah, só uma coisinha merece ser dita: impressiona demais o fato de um cidadão de 23 anos não sentir nenhuma pressão em jogos deste nível e dominar os finais de partida de maneira tão impressionante. O que esse rapaz fará com 27, 28 anos pode ser ainda mais sensacional…

2) Tem muita gente dizendo que o Miami Heat precisa mudar taticamente para o jogo de hoje à noite. De verdade, não há como. O técnico, no mínimo até o final desta temporada, chama-se Erik Spoelstra, e sabemos de sua limitação. Para quem torce para os Heat, é rezar para LeBron James acertar a mão, nada mais do que isso. Esperar ajustes defensivos e/ou ofensivos de Spo é quase impossível.

3) Mas, bem, já que estamos aqui, vamos a alguns pontos sobre o jogo 1. A transição defensiva do Miami foi péssima, e o Oklahoma somou 24 pontos em contra-ataque (muita coisa!) em 20 oportunidades desta maneira (1,15 pontos por posse de bola). Outro ponto: em jogadas de isolação (um-contra-um), foram 0,81 ppp para o Oklahoma em 16 ataques.

4) No ataque, o Miami segue chamando ISOs demais (no jogo 1, foram 20 em 96 situações ofensivas). LeBron James tem jogado demais, muita bola mesmo, mas o cara é humano, erra, vai sofrer uma pressão defensiva terrível de Thabo Sefolosha, e Dwyane Wade não tem jogado muito bem, não (menos de 39% nos playoffs com exceção dos quatro fora da curva contra o Indiana Pacers). Não vai mudar muito, porque o técnico é o Spo (disse acima), mas contra o Oklahoma, que possui físico, juventude, pernas e peças para trocar as marcações, não surtirá muito efeito, não. E o que é pior: Shane Battier e Mario Chalmers (29 pontos, mais que Chris Bosh e Wade, diga-se) estavam bem, e foram pouco acionados na segunda etapa.

5) Na defesa, o Miami precisa encontrar alguma resposta não só para Kevin Durant, mas para os cortes de Russell Westbrook. Colocar Dwyane Wade nele pode ser uma alternativa. A outra é torcer para Westbrook atuar no jogo inteiro como no primeiro tempo de terça-feira.

E você, concorda com minha análise? Comente na caixinha!

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Chegou o grande dia: final da NBA entre Oklahoma e Miami começa hoje – veja análise

Chegou o grande dia. A partir das 22h de hoje (ESPN exibe) Oklahoma City Thunder e Miami Heat duelam pelo título da temporada 2011-2012 da NBA. Atenção ao formato da série, diferente das demais até então. O Oklahoma, dono de melhor campanha entre os finalistas, abre com dois jogos em casa. A série se muda para Miami para os duelos 3, 4 e (possivelmente) 5. Caso necessário, os Thunder abrem seu ginásio para o sexto e sétimo confrontos. Vamos agora à análise da grande decisão!

- Aqui há um dos grandes fatores que pode determinar o campeão da NBA. O Oklahoma City é o melhor time da liga em jogadas de um-contra-um (usa em 12,8% de seus ataques e tem 0,89 pontos por posse de bola assim). Do outro lado, porém, estará a defesa do Miami, a MELHOR neste tipo de jogada (apenas 0,73 pontos por posse de bola). Armas para conter o um-contra-um de Durant (LeBron) e Harden (Wade) o Heat tem.

- Outro ponto importante. Em jogadas de pick’n'roll (corta-luz), o Oklahoma também lidera a liga com 0,89 ppp (18,9% de suas jogadas). O Miami não é tão efetivo assim na marcação dos P&R (0,76 ppp), mas está longe de fazer feio. Mais um sobre o OKC: em arremessos paradinhos, paradinhos, o time converte 1 ppp (16,1% de suas posses). Se o Miami quiser mesmo o anel, deverá diminuir os chutes livres do rival.

- Do lado do Miami, além de rezar para LeBron James manter a fase de ouro desta temporada, vale a pena aproveitar alguns pontos. Como tem LeBron James e Dwyane Wade, os Heat exploram demais as jogadas de costas para a cesta, os famosos post-ups. Mais de 10% dos ataques do Miami são assim, e com 0,88 ppp, são beeeem efetivos. O Oklahoma até que defende bem este tipo de jogada (0,81 ppp), mas o jogo físico de LeBron é bem diferente, por exemplo, do dos Spurs.

- Olho no desempenho de Serge Ibaka. O congolês naturalizado espanhol será responsável por marcar Chris Bosh, mas não se assuste se Scott Brooks colocá-lo para vigiar LeBron James em alguns momentos.

- Um ponto importante é a situação física de Chris Bosh (conforme coloquei aqui ontem). Com ele em quadra, o Miami Heat tem 48-16. Sem ele, 10-10. Pode-se criticar muito o ala-pivô do Miami, mas é inaceitável não reconhecer a sua importância. Se sua condição estiver próxima dos 90%, as chances da turma da Flórida aumentam demais.

- Os dois times foram segundo lugar em suas conferências. O Oklahoma teve apenas uma vitória a mais que o Miami (47 a 46). E o mando de quadra costuma pesar em finais da NBA, hein. Desde 1999, apenas três times conquistaram anel de campeão com a pior campanha (Dallas ano passado, Miami em 2006 e Detroit em 2004).

- Para se ter uma ideia da importância do trio Russell Westbrook, James Harden e Kevin Durant, vejam essa estatística: quando o trio está em quadra JUNTO pelo Oklahoma, o +/- é de +10,6 por 48 minutos. Quando apenas dois estão, é de -5. No Miami a situação é parecida. Quando o Big 3 está atuando, +12,8. Um deles no banco, -7,1. Bizarro, não? Não se espantem se Durant, LeBron, Wade e Wesbtrook descansarem muito pouco, portanto.

- Para fechar, apenas um pouco de história: Derek Fisher pode se tornar o 14º atleta da NBA a conseguir seis anéis de campeão. Incrível, não? Ah, e sobre o duelo entre LeBron James e Kevin Durant? Esta é a 12ª vez na história da liga que o MVP (Bron) e o vice (KD) se encontram na final.

E você, concorda com minha análise? Comente na caixinha e vote na enquete. Não sou de ficar no muro, mas de verdade não tenho palpite, não. Deixo tudo com vocês!

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