Bala na Cesta

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Fala, Leitor: Thiago Vitor exalta Avery Bradley para explicar ótima fase do Boston Celtics
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Fábio Balassiano

Quando a defesa funciona…
Por Thiago Vitor

Até o dia 2 de janeiro deste ano, a temporada 2012-2013 do Boston Celtics era preocupante. Situação escancarada com as quatro derrotas seguidas (Clippers, Warriors, Kings e Grizzlies) sem ver a cor da bola e com diferença de 10 ou mais pontos. Isso levou a equipe Celta a preocupante oitava colocação (limite máximo para a classificação nos playoffs) e com duas pedras no sapato na cola – 76ers e Bucks.

Mas eis que Avery Bradley (na foto ao lado) retorna. Um defensor melhor e mais eficaz que Leandrinho, Courtney Lee e Jason Terry. Para explicar melhor, vamos recorrer aos números. Até a derrota para o Grizzlies, a defesa sofria 98 pontos em média. Com o retorno do camisa zero ao time titular, a situação mudou. O Boston sofreu nos últimos cinco jogos uma média de 84,4 pontos (mais de 10% de evolução).

Após a saída de Kendrick Perkins, Kevin Garnett e Brando Bass estão fazendo a marcação no garrafão. Bass está mal nesta temporada, e consequentemente Garnett está sobrecarregado. Se Bradley não joga, é substituído por Lee e Terry. Sem um pivô de origem e sem um ala bom de marcação a defesa é frágil e só tirando leite de pedra é capaz de exercer a tão famosa marcação que o técnico Doc Rivers gosta.

No ataque, os números sofreram um pequeno aumento neste período. Até a derrota para o Memphis Grizzlies, o Boston marcou, em média, 92,4 pontos. Nos últimos cinco jogos, 95.

O retorno de Bradley fez crescer o jogo defensivo de toda a equipe. Um bom jogador que exerce suas funções estimula os demais. Rondo está recuperando bolas importantes na defesa e iniciando rápidos contra-ataques, e Garnett virou um monstro no garrafão defensivo. Sem contar o bem que o próprio Bradley faz ao time.

A chave para as ambições do Boston Celtics é a defesa e a chave desta defesa é o seu camisa zero, o ala Avery Bradley.


Fala, Leitor – Gustavo Peixoto relata experiência nos jogos da NBA desta temporada
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Fábio Balassiano

Você leu aqui embaixo o relato do Correspondente BNC Thiago Carvalho a respeito das instalações da UNIFOR, que tem recebido o estreante Basquete Cearense no NBB. Sei que a comparação (ainda) não existe por aqui, mas o leitor fiel e atento Gustavo Peixoto, lá de Feira de Santana (BA), esteve recentemente nos EUA e decidiu compartilhar sua experiência não só nos jogos da NBA, mas principalmente na questão do entretenimento da melhor liga de basquete do mundo. Fala aí, Gustavo!

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Por Gustavo Peixoto

Após adiar a viagem por conta do Locaute de 2011, finalmente fui conhecer os Estados Unidos. Meu principal objetivo era ver jogos da NBA. Visitei quatro cidades (Boston, NY, Filadélfia e Washington) e por conta do calendário programei assistir dois jogos dos Celtics e um do Wizards.

Ingressos antecipadamente comprados, fui com a patroa assistir Celtics x Spurs, Celtics x Thunder e Wizards x Heat, realizando uma grande sonho de minha vida. Contra os Spurs eu fiquei no anel superior e a visão é boa, embora o telão chame mais sua atenção do que a quadra. Contra o Thunder eu peguei a fileira 04 do setor 10, anel inferior, a dois metros da quadra e em Washington contra o Heat fui no anel intermediário. Sobre os jogos tenho a dizer:

1) As quadras são mesmo fenomenais. O TD Garden, em Boston, é muito imponente por fora, mas não tão moderno por dentro quanto o Verizon Center de Washington. No TD Garden faltam por exemplo televisões na área externa para você acompanhar o jogo enquanto você está na fila das inúmeras lanchonetes pagando US$ 8 em uma cerveja ou US$ 10 em um nachos com cheddar ou em um hot dog. Na capital é TV por todo lado.

2) Os jogos são verdadeiros shows. No início sempre rola o hino americano, que sempre leva o público ao delírio, depois a apresentação do time visitante (muitas vaias) e, por fim e sem luz, um clipe no telão chamando a torcida com lances do time da casa (em Boston tem o clássico grito de Kevin Garnett). Coloquei um vídeo no Youtube com uma das apresentações.

3) Assim como no Brasil, na porta dos jogos sempre há cambistas, camelô vendendo gorros e camisas falsificadas dos times e muitos bares para tomar uma cerveja antes. Em NY eu fui tentar um ingresso na hora do jogo, sendo que na bilheteria no anel superior estava US$ 118,00 e no cambista US$ 80,00. O jogo era Knicks x Wizards, o que me fez desistir, já que iria pra Washington depois.

4) Sobre os três brasileiros, creio que vi Tiago Splitter fazer sua melhor partida na NBA na vitória dos Spurs sobre os Celtics ( 23 pontos e três rebotes). Sobre Leandrinho, percebi que a galera de Boston gosta dele – aplaudem muito quando ele entra ou sai do jogo. Contra os Spurs, no final do jogo, dois americanos que estavam próximos pediram “Barbosa” na esperança de virar o jogo com bolas de três pontos. Nenê é grande e forte pra caramba. É rei em Washington, mas está claramente sem confiança e firmeza para jogar. Em varias oportunidades com a defesa aberta ele refugava e não invadia o garrafão, preferindo passar a bola.

5) Vale muito a pena ir a um jogo de NBA. Fui também a um da NFL em Washington contra o NY Giants, mas ali é outro padrão de fanatismo e torcida (bem mais fanatismo). Basquete, pelo que senti, é mais família, mais diversão. Aparecer no telão do ginásio é o objetivo de todos, dançando Gangnam Style então. Coloco link para dois vídeos aqui e aqui.


Fala, Leitor: Erick Bruno filosofa sobre a escolha do melhor jogador de todos os tempos
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Fábio Balassiano

Há muito tempo não colocava por aqui um texto da seção ‘Fala, Leitor’, né. Então vamos lá. O leitor Erick Bruno enviou quase um ensaio filosófico sobre a escolha, sempre polêmica, do melhor jogador de todos os tempos. Manda bala aí, Erick!

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Afinal, quem é o melhor?
Por Erick Bruno

No fundo, no fundo, todo torcedor tem um pouco de treinador dentro de si. Faz parte da emoção de torcer achar que entende mais do que o outro, achar que se o seu time jogar de uma determinada maneira vai fazê-lo ganhar ou que a derrota foi culpa de decisões erradas da comissão técnica e dos jogadores dentro de quadra.

Dentro dessa situação cada torcedor carrega consigo opiniões carregadas de “verdades” e justificativas que as tornam absolutamente indubitáveis, e dentro dessas certezas invariavelmente está a de quem é o melhor jogador. Mas afinal, que critérios podem ser usados para qualificar e comparar atletas?

Uma das maiores, se não a maior polemica dos últimos na NBA foi se LeBron James era ou não o melhor jogador do mundo. Seus defensores levavam em consideração sua incrível qualidade técnica e um físico privilegiado. Os opositores alegavam a falta de capacidade de decidir jogos complicados e a falta de títulos. Pois bem, o primeiro título foi ganho e começaram a surgir comparações e teorias de que ele poderia superar Michael Jordan.

Karl Malone foi outro que sofreu com a falta de títulos, incapaz de derrotar o poderoso Bulls. O carteiro vez por outra fica de fora de lista de melhores por não ter conseguido um anel, assim como pode acabar acontecendo com Steve Nash e por muito pouco não aconteceria com Kidd e Nowitzki. Mas será que a falta de anéis, um resultado coletivo, merece ser fator fundamental em um julgamento individual?

Tim Duncan e Kevin Garnett protagonizaram grandes batalhas dentro do garrafão e uma quase tão grande fora de quadra – a eterna discussão de quem foi o melhor jogador. Não é nem um pouco incomum encontrar defensores ferrenhos de KG, gente que adora sua entrega em quadra e sua capacidade quase sobre-humana de defender, mas de acordo com os critérios utilizados por boa parte dos fãs de basquete que condenaram LeBron nos últimos anos não era pra restar dúvida que Duncan, tetracampeão, 2 MVP e 3 MVP Finals foi superior ao campeão e uma vez MVP da liga Garnett.

Muitas pessoas defendem que os grandes jogadores têm que ser decisivos, e muitos apedrejaram The King James por sua suposta pipocada nos playoffs de 2010 e por se juntar a Wade e Bosh para conseguir o sonhado título. Poucos falam que ele já havia levado o Cleveland a uma final, enquanto KG só conseguiu seu anel quando se juntou a Ray Allen e Paul Pierce na franquia mais tradicional da liga disputando uma conferência tida como menos forte.

O que pouca gente percebe é que na maioria das vezes o nosso melhor jogador é na verdade nosso jogador favorito, e que muitas nossa opinião inconscientemente acaba vindo de motivações pessoais – e empatia, carisma e marketing acabam nos influenciando. A grande verdade é que por mais que se tente racionalizar nunca vamos conseguir definir quem é o melhor, apenas a história pode nos mostrar quem foi o melhor. Por vezes ela (a história) até demora pra fazer justiça, mas no final ela sempre mostra quem realmente merece fazer parte dela.

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E você, concorda com o que Erick escreveu? Comente na caixinha!

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Fala, Leitor: Silvio Filho mostra que resultados recentes dos EUA credenciam Brasil
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Fábio Balassiano

O leitor Silvio Filho enviou um texto para a seção “Fala, Leitor” bacana demais. Ele puxou os jogos dos EUA desde 2006 e mostra a evolução brasileira sob o comando de Rubén Magnano. Conta aí, Silvio!

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O Brasil de Magnano e a Teoria da Evolução
Por Silvio Filho

Acho que o resultado de segunda-feira foi muito bom. Contra o time principal dos EUA levar 11 pontos é para poucos, eu pensei. Aí fiquei curioso, fui procurar os resultados americanos e encontrei no site da USA Basketball todos os resultados desde 2006 (com as estrelas da NBA). Por incrível que pareça o Brasil, com exceção da Espanha (quase um empate técnico) e Grécia “somente” porque ganhou deles uma vez, é um dos times que melhor joga contra os EUA nos últimos seis anos. Vamos a alguns números:

Foram 53 jogos disputados pelos Estados Unidos desde 2006, com 52 vitórias e apenas uma derrota (01/09/2006) na semifinal do mundial do Japão-2006 para a Grécia. Desde este dia já são 40 vitórias consecutivas. Nesses 40 jogos as 10 menores diferenças de pontos foram as seguintes:

 ADVERSÁRIODIFERENÇA PRÓ-EUACOMPETIÇÃO
1Espanha1 pontoAmistoso 2010
2Brasil2 pontosMundial 2010
3Rússia10 pontosMundial 2010
4Brasil11 pontosAmistoso 2012
4Espanha11 pontosFinal Olímpica de 2008
4Austrália11 pontosAmistoso 2008
7Lituânia15 pontosMundial 2010
8Argentina15 pontosPré-Olímpico Américas 2007
8Argentina15 pontosDisputa do bronze no Mundial 2006
10Lituânia16 pontosAmistoso 2010

 

TOTAL DE JOGOS DESDE 2006 53 JOGOS as 10 menores diferenças

ADVERSÁRIODIFERENÇA PRÓ-EUACOMPETIÇÃO
1GréciaGANHOU DE 6 PONTOSMundial 2006 (Única derrota em seis anos)
2Espanha1 pontoAmistoso 2010
3Brasil2 pontosMundial 2010
4Brasil4 pontosAmistoso 2006
5Itália9 pontosMundial 2006
6Rússia10 pontosMundial 2010
7Brasil11 pontosAmistoso 2012
7Espanha11 pontosFinal Olímpica de 2008
7Austrália11 pontosAmistoso 2008
7Porto Rico11 pontosMundial 2006

 

O Brasil aparece três vezes nesse quesito. Outra coisa legal de ver é como nossa defesa melhorou.

MENORES PLACARES DOS AMERICANOS DESDE 2006 (53 JOGOS)

ADVERSÁRIOPONTUAÇÃO DOS EUACOMPETIÇÃO
1Brasil70Mundial 2010
2Lituânia77Amistoso 2010
3Brasil80Amistoso 2012
4Turquia81Mundial 2010
5Alemanha85Mundial 2006
6França86Amistoso 2010
6Espanha86Amistoso 2010
8Austrália87Amistoso 2008
7Grécia87Amistoso 2010
7Irã88Mundial 2010

 

De novo o Brasil aparece no topo desse quesito e das três melhores defesas contra os americanos no últimos tempos 2 foram do Brasil. Claro que são situações e períodos diferentes com diferenças de elenco e espírito de disputa. Mas pelos números da historia recente deu pra ver que o resultado de segunda-feira foi muito bom. Não é fácil tomar apenas 80 pontos dos americanos (somente em 17 jogos eles levaram mais de 80 pontos – 32%), o que se explica a dificuldade do nosso ataque em algumas ocasiões.

Esses números me deixaram entusiasmado para as Olimpíadas. Este texto serve somente como questão de comparação com as outras equipes, embora saiba que cada time encare o jogo contra os americanos com táticas diferentes. Mas o mínimo que esses números mostram é o potencial do Brasil e que temos condições de encarar os melhores do mundo fazendo jogo duro. Temos, sim, que seguir com essa postura pois o caminho em Londres pode nos levar a uma medalha.

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Concorda com o Silvio? Comente na caixinha!

Tem algum texto pra enviar? Manda pra fabio.balassiano@gmail.com que eu publico!


Fala, Leitor: Danilo lembra Draft de 2003 para explicar título do Miami em 2012
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Fábio Balassiano

Texto interessante recebido pela seção “Fala, Leitor”. Danilo Vilas Boas relembra o Draft de 2003, o de LeBron, Wade, Milicic e Chris Bosh para explicar a razão de o Miami ter ganho o caneco este ano. Como? Explica aí, Danilo!

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Draft, escolhas ruins e uma hegemonia por água abaixo e Miami campeão: 2003 revisitado
Por Danilo Vilas Boas

Em clima de final de temporada com título do Miami, Draft e temporada de contratações aberta, vamos falar de acertos e erros num passado recente que definem a NBA atual. Minha análise remonta ao excepcional Draft de 2003. Devo dizer que para mim o Draft desse ano foi inferior apenas ao de 1984, de onde vieram ninguém menos do que (#1) Hakeem Olajuwon, (#3) Michael Jordan, (#5) Charles Barkley e (#16) John Stockton. Pretendo levantar a polêmica: inteligência do Miami e escolha desastrada do Detroit Pistons são as responsáveis pelo atual título do Miami? Hã? Tá louco? Parece, né? Vamos a explicação.

Relembrando, os primeiros jogadores nas apostas para o Draft eram:

1º LeBron James
2º Darko Milicic
3º Carmelo Anthony
4º Chris Bosh
5º Kirk Hinrich
6º Chris Kaman
7º Dwyane Wade

E os times que tinha os respectivos picks eram:

1º Cleveland
2º Detroit
3º Denver
4º Toronto
5º Miami
6º Clippers
7º Chicago

RELEMBRE AQUI AS POSIÇÕES FINAIS DE ESCOLHA DAQUELE ANO

Ninguém entendia porque o Detroit tinha se encantado tanto com o Darko Milicic. Ele não passou pela NCAA e agradou a equipe apenas pelos avaliações antes do Draft. Pouco, né? Mas de fato a equipe deu sinais claros de que ficaria com ele, já que era certo que o Cleveland não deixaria LeBron passar de jeito nenhum. A esta expectativa, o Detroit correspondeu, investindo sua preciosa segunda escolha em um pivô que nunca rendeu. Se eles precisavam mesmo de um PF, Chris Bosh estava logo ali. Mas é óbvio que ninguém tem bola de cristal para adivinhar que Milicic seria uma vergonha e que Bosh seria um campeão. Ou talvez eles pudessem surpreender e frustrar o Denver, e ficar com Carmelo.

Com o título de 2004, a burrada do Detroit não parecia tão grande, apesar de Milicic ter jogado poucos minutos no time das Torres Gêmeas enquanto Carmelo brigou palmo a palmo pela escolha de calouro do ano com o consagrado LeBron. Mas aos poucos, vendo Anthony voar nas temporadas seguintes, Wade desequilibrar jogos pelo Miami, Bosh segurar a onda no garrafão do Raptors e principalmente após perder o título no garrafão protegido por Duncan para o Spurs em 2005, a comissão técnica do Pistons olhava com desgosto para o seu banco de reservas, onde estava o fiasco.

Enquanto isso, no outro extremo, o Miami dava risada com a performance de Dwyane Wade. Apontado como um dos melhores da NCAA, não é fácil entender por que ele estava cotado apenas para a sétima posição na maioria dos Mock Drafts daquele ano. Mas o fato é que o Miami primeiro torceu muito, e depois pulou de alegria ao ver que a fera sobreviveu até a quinta posição, recrutando-o sem demora.

Poucas temporadas mais tarde, em 2006, a verdade nua e crua foi escancarada: Milicic decepcionantemente foi trocado para o Orlando Magic, enquanto o MVP das finais Dwyane Wade levantava o caneco pelo Heat. Agora, vamos falar de SE, ou seja, de suposições hipotéticas:

- Imaginemos que o Pistons não tivesse declarado abertamente antes do Draft 2003 que ficaria com Darko. Se eles optassem pela próxima escolha lógica, pegariam Carmelo (iria haver uma briga muito boa pela posição com Prince, então no segundo ano). Em 2004 seriam campeões do mesmo jeito, talvez com maior facilidade até. Em 2005, poderiam ter sucesso em defender o título naquela final duríssima contra o Spurs. Quem sabe?

- Ou então, outra hipótese, ainda melhor no caso específico do Detroit daquele ano, consideremos que draftassem Chris Bosh, da mesma posição que Darko. Repetindo, seriam campeões tranquilamente em 2004, e teriam como rodar melhor o garrafão em 2005. Ainda mais chances de vencer o San Antonio e mudado a história.

- Pensando ainda em uma terceira sacada, Wade. Se D-Wade foi capaz de levar o Miami ao primeiro campeonato em 2006, vencendo na final da conferência o próprio Pistons (e sem mando de quadra), o que não aconteceria se o Detroit tivesse draftado justamente o próprio Dwyane?

Ou seja, podemos dizer, sem exageros, que o Detroit poderia ter estabelecido uma posição dominante, conquistando até um tetracampeonato, se tivesse feito a escolha certa. E, convenhamos, dos 5 primeiros que foram draftados naquele ano, qualquer um serviria, menos o que justamente foi escolhido. Eram 80% de chances de sucesso. A hegemonia que se armou, com o Detroit chegando 4 vezes seguidas nas finais da sua conferência e fazendo duas finais da Liga seguidas, falhou na péssima escolha feita nesse Draft que hoje domina a NBA.

O Miami, por sua vez, tem seu Big 3 atual composto por 3 jogadores do Top5 daquele Draft. Escolhendo sabiamente Dwyane Wade, que era o melhor que tinham em sua posição 5, foram depois atrativos em trazer LeBron e Bosh, para chegar a duas finais seguidas com esse time, sendo o atual campeão.

Sim, eu sei que o SE não joga. É óbvio que hoje a escolha de Milicic é claramente uma das maiores besteiras da história do NBA Draft. Mas na época talvez fizesse sentido para a comissão técnica e os olheiros do Detroit. Falar olhando para o passado é fácil, naturalmente. Mas fica agora a questão: seu time pode ter acertado a mão, como fez o Miami ao draftar D-Wade, assim como pode ter entrado pelo cano à la Detroit Pistons. Quem pode saber? Acha que seu time acertou a mão? Ou jogou a escolha no lixo?

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Tem algum texto para publicar? Envie para fabio.balassiano@gmail.com que eu coloco aqui!


Fala, Leitor: Bruno Viegas faz análise das finais da NBA e de LeBron James
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Fábio Balassiano

As finais da NBA já acabaram, mas o título do Miami Heat não sai da cabeça de ninguém, né. O leitor Bruno Viegas, aqui do Rio de Janeiro, enviou um baita texto para a seção “Fala, Leitor” do Bala na Cesta. Ele analisa o caneco da turma da Flórida, o desempenho de LeBron James e a participação dos coadjuvantes do Heat. Imperdível! Fala aí, Bruno.

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Desvendando as finais da NBA
Por Bruno Viegas

Adoro números, basquete e fui brincar com as estatísticas da NBA, que são maravilhosas. Olha o resultado:

1. LeBron James
É um excelente jogador, mas ainda falta para ser “o cara” como foram tantos outros. E, sem dúvida, vai amarelando a medida que a coisa aperta. No último quarto, quando todos os outros mitos decidem os jogos, ele tem queda de rendimento. Concordo que não é uma grande queda, mas de quem se esperava que decidisse, qualquer queda é queda. Veja:

LeBron

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

 

Outros 3Q´s

23

26

21

20

19

7,3

 

Q4

7

6

8

6

7

6,8

-6%

 

2. A Dupla de Estrelas do OKC venceu a do Miami Heat
Combinados, Kevin Durant & Russell Westbrook venceram LeBron James & Dwyane Wade em 4 das 5 partidas das Finais. Veja nos totais em cinza quem venceu em cada jogo. Na média, foram mais de 10% superiores.

Miami

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média Final

LeBron

30

32

29

26

26

28,6

Wade

19

24

25

25

20

22,6

Total

49

56

54

51

46

51,2

       

OKC

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média Final

Durant

36

32

25

28

32

30,6

Westbrook

27

27

19

43

19

27,0

Total

63

59

44

71

51

57,6

 

3. O Big Three de OKC venceu o do Miami Heat
Combinados, Durant/Westbrook/Harden venceram LeBron/Wade/Bosh em 3 das 5 partidas. Veja nos totais em cinza quem venceu em cada jogo. A vantagem pró-OKC cai de 10,5% para 3,3%… Ou seja, Bosh e Harden, cada um a sua maneira, pesaram na balança.

Miami

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

LeBron

30

32

29

26

26

28,6

Wade

19

24

25

25

20

22,6

Bosh

10

16

10

13

24

14,6

3# Miami

59

72

64

64

70

65,8

 

 

 

 

 

 

 

OKC

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

Durant

36

32

25

28

32

30,6

Westbrook

27

27

19

43

19

27,0

Harden

5

21

9

8

9

10,4

3# OKC

68

80

53

79

60

68,0

 

4. Por que o OKC não foi campeão?
Comparando os playoffs das Conferências com os 5 Jogos, vemos o seguinte:
a) Wade parece um relógio de tão regular, inclusive se comparado à temporada regular.
b) Como já sabemos, o LeBron encolheu nas Finais.
c) Bosh cresceu um pouco, mas não a ponto de compensar a redução do LeBron.
d) Durant e Westbrook como se esperava cresceram.
e) James Harden amarelou. E aí isto explica o motivo pelo qual o Miami conseguiu superar o OKC. Pode ser coincidência, mas tirando o último jogo, o OKC perdeu os outros 3 por 6 pontos ou menos.

Miami Heat

Temp.

Playoff´s

5 Jogos

 

Regular

(exceto final)

Finais

 

Big Three

LeBron

27,1

30,8

28,6

-7%

Wade

22,1

22,9

22,6

-1%

Bosh

18,0

13,7

14,6

7%

Total

67,2

67,4

65,8

 

Oklahoma City Thunder

Temp.

Playoff´s

5 Jogos

 

Regular

(exceto final)

Finais

 

Big Three

Durant

28,0

27,8

30,6

10%

Westbrook

23,6

21,7

27,0

24%

Harden

16,8

18,3

10,4

-43%

Total

68,4

67,8

68,0

 

 

5. O título do Miami foi ganho pelos coadjuvantes
Os coadjuvantes do Miami venceram os do OKC em 3 dos 5 confrontos. Veja nos totais em cinza, quem venceu em cada jogo. Shane Battier, Mario Chalmers e Mike Miller foram destaques nos jogos 2, 4 e 5, respectivamente. Comparando-se apenas às 2 estrelas de cada lado, o OKC fez 3×0. Comparando os Trios, de novo OKC, 2×1. Na comparação entre os coadjuvantes, aí a coisa se inverte, 3×0 para Miami.

Resumo da Ópera: O LeBron tem que beijar os pés, ou melhor, as mãos de Battier, Chalmers e Miller!

Miami

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

LeBron

30

32

29

26

26

28,6

Wade

19

24

25

25

20

22,6

Bosh

10

16

10

13

24

14,6

3# Miami

59

72

64

64

70

65,8

Outros

35

28

27

40

51

36,2

Total

94

100

91

104

121

102

Obs.:

 

Battier(17)

 

Chalmers(25)

Miller(23)

 
       

OKC

Jogo 1

Jogo 2

Jogo 3

Jogo 4

Jogo 5

Média

Durant

36

32

25

28

32

30,6

Westbrook

27

27

19

43

19

27,0

Harden

5

21

9

8

9

10,4

3# OKC

68

80

53

79

60

68,0

Outros

37

16

32

19

46

30,0

Total

105

96

85

98

106

98,0

 

Comentários, sugestões e críticas, serão bem vindos.

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Fala, Leitor: Renato Gonçalves fala o que espera do jogo 2 entre Thunder e Heat nesta noite
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Fábio Balassiano

O jogo 2 da série entre Oklahoma City Thunder e Miami Heat é o que de mais importante há no planeta Terra nesta quinta-feira, vocês sabem disso. Por isso Renato Gonaçalves enviou um texto para a seção “Fala, Leitor” falando sobre o que espera do duelo. Fala, Renato!

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Chegou a hora de mudar
Por Renato Gonçalves

Foi um belíssimo jogo 1. Oklahoma City Thunder e Miami Heat fizeram uma partida digna, com bastante qualidade e bons momentos dos dois times tanto no ataque quanto na defesa. Mas todo mundo já sabe como terminou, não é? As fraquezas de Miami ficaram expostas novamente. Se o Heat quiser derrotar um time da qualidade do Thunder, é hora de mudar.

O primeiro tempo de Miami foi muito bom. Como um time que tem grandes estrelas deve jogar. Por mais que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh sejam grandes jogadores, entre os melhores da atualidade, não dá pra monopolizar suas ações ofensivas apenas neles. O time fica previsível, e com a noite apagadíssima de Wade e Bosh na terça-feira, apenas LeBron fica com a responsabilidade de pontuar.

Miami não fez isso no primeiro tempo. Rodou a bola, sempre procurando encontrar a melhor posição para o chute. Mario Chalmers e Shane Battier fizeram grande primeira etapa por estarem sempre livres na linha dos 3. A pontuação de James veio naturalmente, sem forçar. Isso desapareceu no segundo tempo, também por méritos do Thunder, é claro, que melhorou muito a sua defesa, mas por falta de um comando técnico. Quando Dwyane Wade começou a forçar o jogo, era a hora de Erik Spoelstra dar uma bronca no time, e mandá-lo jogar coletivamente. Por incrível que pareça, tinha que baixar um Hélio Rubens no técnico do Heat.

O jogo 1 já passou, as lições foram aprendidas. O Thunder só precisa jogar como no segundo tempo de terça-feira. Defender forte, jogar em transição e botar a bola na mão de Kevin Durant. Russell Westbrook também, até ele começar a errar, o que não é muito difícil de acontecer. Já o Miami Heat precisa mudar a mentalidade do time. Quando os coadjuvantes têm oportunidades, eles ajudam. Quando o Big 3 acha que só eles existem no time, vira uma equipe comum, apesar de um talento incomum.

O Miami precisa de um técnico com pulso firme, que seja respeitado por suas estrelas e que tenha a sensibilidade para mudar as coisas quando não estão dando certo. Como Scott Brooks, por exemplo, que soube encontrar as deficiências do time e trabalhar nisso. Spoelstra não tem isso, e é o ponto de desequilíbrio da série. Se Miami reagir no jogo 2, deverá ser muito em função de suas estrelas. Será interessante ver se os ajustes serão feitos.

Muita coisa tem que mudar. Uma não vai: vai ser um jogaço.

 

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Fala, Leitor: Tomás Soares exalta Kevin Durant e acredita em título da estrela do Oklahoma
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Fábio Balassiano

Ontem foi a vez de Sandro, de São Paulo, falar de LeBron James na seção “Fala, Leitor” aqui do blog. Hoje, Tomás Soares decidiu falar sobre a outra grande estrela da decisão que começa nesta terça-feira, Kevin Durant, ala do Oklahoma City Thunder. Fala aí, Tomás!

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Depois do ótimo texto publicado nesta seção “Fala, Leitor” sobre LeBron James aqui ontem, resolvi tentar dar minha contribuição a respeito da outra estrela destas finais, o ainda mais precoce Kevin Durant.

Se LeBron pode finalmente (de novo) deixar o estigma de amarelão e pouco decisivo, Kevin Durant tem tudo para reafirmar exatamente o contrário: do alto de seus 23 anos, ser o protagonista, o maior pontuador, enfim, ser O cara das finais da NBA já em sua primeira aparição.

Apesar de ser incrível ver o que ele faz com a bola e como ele tem capacidade de colocá-la debaixo do braço nos momentos decisivos, este grande basquete que apresenta não chega a surpreender. Isto porque desde sempre, como é comum a outros grandes astros, Durant sempre foi o melhor de seu time e um dos melhores de seus pares. Ganhou premiações individuais nunca antes alcançadas por um calouro em seu único ano pela Universidade do Texas e hoje tem seu número 35 aposentado pela instituição. Tudo isso, repito, com apenas um ano jogando como universitário.

Draftado em 2º lugar, atrás apenas do gigante Greg Oden (no que os Blazers devem se arrepender amargamente), desde sua temporada de estreia KD tem mantido médias impressionantes, tendo quebrado o recorde de pontuação da franquia para um calouro e sendo agraciado com o prêmio de calouro do ano. Nos anos seguintes, manteve a evolução, conquistando, em seu terceiro ano, e assim tornando-se o mais jovem a conseguir tal feito, a marca de maior pontuador da liga, feito que manteve nos próximos dois anos, sendo o atual tricampeão consecutivo da NBA no quesito. Estatísticas incríveis deste jovem não faltam. Basta olhar sua evolução em números totais, mas mais que isso, sua evolução nas porcentagens de acerto de seus arremessos.

O que realmente me impressiona, no entanto, é a capacidade incrível e regular de trazer jogos que parecem perdidos para perto, ou então decidir a partida a favor de seu time, o chamado clutch. O que dizer do jogo 4 da série final contra SAS (o time que só não ganhou mais títulos nos últimos 13 anos do que o badalado Lakers)? O rapaz simplesmente fez 18 pontos nos 7 minutos finais do jogo! Não me lembro de um jogo apertado que ele não tentou resolver pro lado do OKC e é isso que se espera do melhor jogador do time. No meu modo de ver, apesar de todas as estatísticas de LeBron James serem (ainda) superiores às de Kevin Durant, o menos midiático parece ter a ambição maior, o sangue mais frio e o talento que só as grandes lendas do basquete tem.

Não sou dos que julgam LeBron por ele ter trocado de time em busca de um anel. O cara abriu mão de ter o teto salarial da liga para tentar um título. Quem faz isso, por exemplo, no futebol brasileiro? Ninguém. Porém, não vejo alguém na NBA com mais potencial de dominar a liga do que o jogador do time azul.

Kevin Durant tem apenas 23 anos e “infinitas” temporadas com rendimento de alto nível. Onde ele estará daqui a 10 anos, só o tempo dirá. Mas temo e torço para que esteja quase no mesmo patamar que o maior de todos, Michael Jordan.

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Fala, Leitor: Sandro analisa LeBron James e a chance do craque do Miami entrar para a história
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Fábio Balassiano

A final da NBA é o assunto da vez, né, e o leitor Sandro Luis de Santana, também conhecido como Sandrosampa, enviou um baita texto para a seção “Fala, Leitor” sobre LeBron James, ala do Miami Heat que amanhã começa a decidir a liga contra o Oklahoma City Thunder. Fala aí, Sandro!

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LeBron James, herói ou vilão – A última linha para história

LeBron James está a uma série de entrar para história. Seus números nesses playoffs (30,8 pontos, 9,6 rebotes e 5,1 assistências) dão a medida da estupenda máquina de jogar basquete que esse cara de apenas 27 anos se transformou. Dizem que a maturidade dos jogadores vem aos 28 anos, vide Michael Jordan e Kobe Bryant, dois dos maiores. Pois então LeBron mais uma vez mostra sua precocidade, comum só aos fenômenos do esporte, como os dois citados acima.

James consegue tudo isso sem ter hoje o carisma de outros grandes nomes, algo que ele definitivamente perdeu ao sair de Cleveland, porém não podemos misturar as coisas. Uma coisa é criticá-lo por suas decisões profissionais e ou pessoais. Outra é fechar os olhos para sua produção dentro de quadra desde que entrou na NBA e chegou aos seus primeiros playoffs já com um triplo duplo no primeiro jogo de pós temporada da sua vida (feito que só Magic Johnson teve).

Muitos achavam que em Miami LeBron seria sempre o outro astro na sombra do “dono do time”, Dwyane Wade, mas hoje é fato que sem LeBron o Heat não estaria onde está nessa temporada. Hoje o Heat é o Heat de LeBron James. Ele é o cara. Não sabemos se no futuro ele recuperará o carisma dos tempos de Cavs, nem se um dia será o menino queridinho da mídia de novo como ele era, porém é fato que sua produção em quadra desde o início e hoje são inquestionáveis.

Contudo, a linha divisória entre o topo da história e um “simples lugar” na história do esporte se consolida por meio dos títulos (pelo menos para alcançar a proximidade da unanimidade). E é essa linha que James tem a urgência de transpor diante do Thunder nessas finais. Embora ainda tenha algum tempo para alcançar a maturidade de outros, ele tem hoje plena consciência que só o título vai fazer os críticos lembrarem e olharem para seus números com o respeito e o espanto que as estatísticas devem ser vistas.

Resta saber se Lebron conseguirá desfazer as más impressões e restabelecer o seu “reinado”, muito embora com 27 anos nem mesmo Michael Jordan, o maior de todos, havia chegado ao topo. Pela frente há um Thunder calejado e experiente com um candidato nato a sucessor dos grandes da NBA, Kevin Durant, com um time quase perfeito, mesclado veteranos campeões como Fisher e juventude de Durant e Westbrook, digno de ser discípulo como Pippen. Ou seja, se LeBron levar o Heat ao título, não poderá haver ressalvas. Ele terá derrotado os melhores adversários e terá sido ele e não outro o protagonista dessa eventual vitória.

Se herói ou vilão, se bandido ou mocinho, sempre dependerá do ponto de vista, Mas, posso garantir, com a modéstia dos meus 38 anos de idade e 25 de fanatismo pelo esporte, de quem vê essa liga desde 1987, que para torcedores dos Pistons, Celtics, Lakers, Blazers, Suns, Jazz, nem mesmo Jordan era uma unanimidade. Tudo justificável pelo estrago, frustração e decepções que ele causava nos torcedores desses times.

Se LeBron conseguirá transpor essa linha para história, veremos a partir de amanhã.

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Fala, Leitor: Ricardo Cruz, de Brasília, analisa chances do Brasil em Londres
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Fábio Balassiano

O texto da vez é de Ricardo Cruz, de Brasília, e faz um panorama bacana do atual momento do basquete brasileiro. Fala aí, Ricardo!

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A volta da seleção às Olimpíadas é muito importante para o basquete masculino, mas há várias questões que têm que ser analisadas. Veja bem:

1 – Os jogadores que estão na NBA, um pouco menos o Tiago Splitter, apesar de já terem tido as suas melhores fases na liga, são e nunca passaram de jogadores medianos mesmo em suas respectivas equipes! O basquete é um jogo coletivo, mesmo que tenham grandes jogadores individualmente. Veja Michael Jordan, que, mesmo sendo o grande jogador que foi, dificilmente ganharia os seis títulos se o Chicago não fosse uma grande equipe!

2 – Os problemas extra-quadra que nos últimos anos atrapalharam as convocações, com erro de planejamento e relacionamento entre jogadores, CBB e NBA! Não adianta reunir os melhores sem comprometimento que o Rubén Magnano tenta implantar agora, a poucos meses da abertura! A convocação já era isso mesmo, sem surpresa nenhuma, e entrosamento requer tempo.

3 – Um NBB de algumas temporadas que por mais que se divulgue, pouco empolgou, e que se reflete na convocação, junto à falta de poder econômico. Os melhores jogadores estrangeiros (que contribuem), mesmo depois de muitos anos, chegam no máximo a Argentina, com raras exceções!

4 – Observe o nível do pré-olímpico mundial que ainda vai classificar mais três equipes!

5 - A seleção ao que me parece, e não é uma afirmação, caminha para disputar do 7º ao 12º lugar nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, o que para mim, não será uma surpresa. Medalha é muito improvável!

6 – Caso seja realizado um verdadeiro trabalho de base agora nas categorias de base voltadas a seleção principal, sem que os técnicos indicados cheguem as respectivas seleções pelos resultados das equipes adultas de seus respectivos estados, talvez num prazo de 15 a 20 anos, o Brasil poderá começar a voltar a ser uma potência, talvez mais forte ainda do que conseguiu em sua história até hoje, e não viver de eternas exceções de equipes e jogadores. E falar de má política, vaidades, poder, influência, dinheiro, maldade, inveja e prepotência, já está mais do que velho e batido. Simplesmente é agir!

7 – Não existe uma troca real de conhecimento entre os técnicos de todas as categorias, principalmente das seleções estaduais e brasileiras! E por que não incluir o basquete escolar e universitário? É querer muito? Não! Isso se chama unidade e integração! Cadê o encontro anual dos técnicos de todo o Brasil? Vejo que em relação a seleção brasileira, ainda existe principalmente entre os técnicos mais velhos, “uma espécie de ressentimento” pelos mesmos que não conseguiram classificar o Brasil de volta aos jogos olímpicos!

É uma visão otimista/realista.

Ricardo Cruz – Brasília/D.F.

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