Bala na Cesta

Arquivo : Dwight Howard

Com 0-1 na série contra o poderoso Spurs, será que o Lakers tem força para reagir logo mais?
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Fábio Balassiano

A noite de hoje nos reserva o segundo duelo entre Houston Rockets e Thunder, em Oklahoma (1-0 para os mandantes) e o segundo da série entre Pacers e Hawks, em Indiana (os mandantes têm 1-0).

Além destes dois, o San Antonio Spurs volta a receber o Los Angeles Lakers (22h30) no Texas para tentar abrir 2-0 no confronto e ficar mais perto das semifinais de conferência. Após os 91-79 que abriu os trabalhos, a pergunta que fica é: será que os angelinos têm força para reagir?

De cara, a resposta é não. O San Antonio Spurs, que, é bom lembrar, ainda não tem Manu Ginóbili e Tony Parker com 100% de suas condições físicas, é muito mais time, tem o mando de quadra, um dos melhores técnicos da liga e um elenco que funciona muitíssimo bem. Do outro lado, além da leseira tática que Mike D’Antoni conseguiu impor ao Lakers, há a ausência de Kobe Bryant, a estrela maior da companhia e ser responsável por criar seus próprios arremessos.  - quem diria, os torcedores de lá estão sentindo saudade de Mike Brown, que deve voltar ao Cleveland na próxima temporada. De cara, portanto, a resposta é não.

A história do jogo 1, no entanto, mostra que há esperança, sim. Os Lakers fizeram um jogo razoavelmente equilibrado até a metade do terceiro período, quando começaram a errar sem parar (9 dos 18 desperdícios de bola vieram nos últimos 15 minutos de jogo). Além disso, ninguém consegue ganhar do Spurs chutando tão mal de longe (3/15). Sei que não há tantas armas assim para que a mira melhore, e por isso o mais indicado é dar um jeito de rolar a bola para Pau Gasol (brilhante com 16+16+6 assistências) e Dwight Howard, que arremessou 12 bolas apenas (mérito para Tiago Splitter e a marcação rival). Se não for pedir muito, o banco de reservas bem que poderia aparecer (2/8 nos 56 minutos de ação que teve no domingo). Para conseguir vencer o Spurs, sem Kobe e com Mike D’Antoni na gravata, só um jogo perfeito salva os Lakers.

É óbvio que o San Antonio Spurs, o poderoso Spurs de Gregg Popovich, continua sendo o favorito no duelo (não avançar às semifinais do Oeste seria uma catástrofe para os texanos), mas pelo que se viu no jogo 1 eu não creio que aquela surra que se apresentava venha, não. Eliminação, sim, é bem possível. Ganhar quatro vezes do Spurs? Não creio.

E você, o que acha?


O último capítulo de uma temporada alucinante: Lakers jogam classificação aos playoffs hoje
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Fábio Balassiano

Não foi uma temporada comum no Los Angeles Lakers, mas hoje tudo se resumirá ao jogo contra o Houston Rockets (23h30 de Brasília). Ganha, avança. Perde, pode cair fora (abaixo explico a situação com calma). Parei pra pensar em tudo o que rolou no reino angelino, e vejam só que loucura absurda de acontecimentos em menos de 8 meses (sem tanta ordem cronológica assim):

1) Lakers contratam Dwight Howard e Steve Nash
2) Kobe Bryant diz, na pré-temporada, que é o dono do time
3) Time perde todas na pré-temporada
4) Lakers demite Mike Brown
5) Lakers flerta com Phil Jackson, mas contratam Mike D’Antoni
6) Dwight Howard se machuca. Kobe Bryant pede para o pivô jogar com dor
7) Steve Nash se machuca pela primeira vez
8) Pau Gasol se machuca com gravidade
9) Ron Artest /MWP se machuca
10) Pau Gasol diz que time melhorou quando parou de jogar da maneira que D’Antoni pedia (menos correria)
11) Magic Johnson critica todo mundo – de jogadores a diretoria, passando por comissão técnica
12) Na cerimônia de aposentadoria da camisa de Shaquille O’Neal, torcida pede a volta de Phil Jackson
13) Kobe Bryant, em temporada genial, rompe o tendão e pára por 6 meses
14) Jerry Buss,  dono da franquia, morre.
15) Jordan Hill é acusado de agredir a namorada.
16) Steve Blake joga bem por dois jogos seguidos

Amigos, é tanta coisa, mas tanta coisa que parece que o Los Angeles Lakers jogou três temporadas em uma só. Mesmo quem não curte os caras certamente se divertiu – ou riu um bocado das sandices da franquia. Mas hoje isso tudo acaba. Foram 81 jogos, resta um e a classificação, ou a eliminação, virá. Abaixo os cenários:

a) Lakers vence o Houston e passa em sétimo, pegando o San Antonio Spurs nos playoffs (Rockets ficariam em oitavo, enfrentando o Thunder).
b) Lakers perdem do Houston e Utah perde do Memphis. Houston passa em sétimo, Lakers em oitavo (Rockets enfrentariam o Spurs, e Lakers, o Thunder).
c) Lakers perde do Houston e Utah vence o Memphis. Houston avança em sétimo, pega o Spurs e Utah viria em oitavo, medindo forças com o Oklahoma.

Não há muito mais o que possa ser dito do Lakers, não. Um jogo, 48 minutos, classificação ou eliminação para terminar essa temporada maluca ao cubo na Califórnia. O que acham que acontece logo mais? Comentem!


Com Kobe Bryant fora por até 9 meses, qual será o futuro do astro e do Los Angeles Lakers?
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Fábio Balassiano

Todo mundo já sabe que Kobe Bryant está fora das quadras por no mínimo seis meses. Pode ser que o camisa 24, que colocou a foto ao lado depois de sua operação de sábado no Instagram, só retorne em 2014, mas desde já as perguntas sobre seu futuro (falei um pouco disso aqui ontem) e de seu time, o Los Angeles Lakers, já começam a pipocar na internet. Vamos lá. Primeiro sobre Kobe, depois sobre o Lakers, que ontem venceu o San Antonio Spurs por 91-86 para se manter na oitava colocação do Oeste (26 pontos, 17 rebotes, 3 tocos e 2 roubos para Dwight Howard).

KOBE BRYANT

Acho que está claro que Kobe Bryant vai voltar a jogar. Como, ninguém sabe. Ele terá 35 anos, mas o espírito competitivo dele é do tamanho do mundo. Para vocês terem uma ideia, no hospital ele recebeu de seu empresário a capa do Los Angeles Times de ontem, que colocava em risco a continuidade de sua carreira. Disse que servirá de motivação. Provavelmente seu jogo passará por ajustes, o que é natural para alguém com essa idade e pós-operação no tendão (não duvido que ele arrisque mais arremessos longos e force menos o jogo de contato, a fim de evitar possíveis choques). De todo modo, ele vai voltar a jogar para acabar sua carreira em seus termos, e não com uma lesão. Gênios esportivos param quando querem, e não quando querem que ele pare. Será assim com Kobe Bryant também.

LOS ANGELES LAKERS

Vi alguns analistas dos EUA colocando a possibilidade de os Lakers anistiarem Kobe Bryant. Isso é uma sandice, sinceramente. E explico. A cláusula de anistia “rescindiria” o contrato de Kobe, que receberá US$ 30 milhões em 2013-2014 (seu último ano de contrato), deixando-o livre para o mercado. O que o pessoal dos Estados Unidos afirma é que o Lakers poderia combinar com o jogador para que ele só voltasse na temporada 2014-2015, perdendo o próximo campeonato para se recuperar definitivamente da lesão. Isso poderia se aplicar a muitos jogadores. Mas acho que as pessoas que falam isso não conhecem Kobe muito bem, né.

A previsão de recuperação é de seis a nove meses. Caso Kobe precise do tempo máximo (vamos colocar dez meses, não tem problema), ele voltaria em fevereiro/2013 (ali perto do All-Star Game). Como o cara é um tarado por treinamento, não duvido que ele volte antes. E achar que ele perderia uma temporada para voltar em 2014-2015, aos 36 anos, eu acho absurdamente complicado. Quanto a isso, duvido muito que os Lakers anistiem o camisa 24. E se o fizerem, dariam Bryant de mão beijada ao mercado.

Podemos, portanto, passar ao próximo ponto, o mais importante. O cara da foto à esquerda se chama Dwight Howard, é um dos jogadores mais mimados do mundo e seu contrato se encerra ao final do campeonato. Se quiser mantê-lo, o Los Angeles Lakers terá que pagar uma grana ao pivô. A pergunta que fica é: vale a pena? Sim, vale a pena. Em uma temporada terrível para o time ele tem 16,9 pontos, 12,3 rebotes e 2,4 tocos, além de uma defesa que melhorou muito (quando o adversário tenta fazer o post-up, D12 concede apenas 0,56 pontos neste tipo de jogada, quinto melhor índice da NBA). Você não vai encontrar muita gente assim no mercado.

A solução, porém, não é só entregar um caminhão de dinheiro a Howard. É mostrar, mais do que nunca, que o time será definitivamente dele mesmo com a volta de Kobe Bryant. Dallas e Houston prometem vir babando para cima do pivô, e é bom o Lakers começar a tentar fazer a cabeça dele desde já. Perdê-lo não seria muito bacana.

Depois de (tentar) manter Howard, o Lakers precisará urgentemente de um técnico. Mike D’Antoni é muito fraco, e acho que não preciso elencar os motivos aqui. Quem viu as temporadas dele em Nova Iorque ou esta em Los Angeles sabe do que estou falando. Tentar repetir o mesmo estilo a vida toda, com elencos absolutamente diferentes, é uma loucura que D’Antoni cometeu. Phil Jackson é o nome dos sonhos de qualquer torcedor angelino, mas ninguém sabe se ele aceitaria. E por alguns motivos: 1) saúde; 2) pelo que fizeram com ele quando Mike Brown saiu (leia mais aqui); e 3) o risco de não dar certo com esta diretoria é imenso.

E sobre o terceiro ponto, pra fechar o post, é fundamental que a diretoria do Lakers, comandada por Mitch Kupchak, tenha em mente que o elenco é horroroso. O banco é o terceiro que menos pontua (18,3 pontos), vira e mexe Mike D’Antoni é obrigado a jogar com oito atletas e sabemos que isso não funciona mais. Recomendo aulas de Draft com Spurs ou Thunder para Kupchak, uma viagem a Europa para contratar jogadores sem pagar tão caro e um poder de convencimento bom aos agentes-livres para melhorar um grupo que (insisto) é terrível, muito fraco para uma franquia que precisa jogar por título sempre (é o Lakers, não custa lembrar). Renovar com Earl Clark, um dos poucos que não fizeram feio neste campeonato, é básico. Cercar Kobe Bryant de muito mais talento, também. O que se espera? Algum reserva para as alas (2 e 3), mais força no garrafão, alguém capaz de matar os famosos corner-shots (Leandrinho ou Stephen Jackson?) e alguém que consiga defender com força (Trevor Ariza pode rescindir com o Washington, por exemplo).

Como se vê, a situação do Los Angeles Lakers é muito maior do que “só” recuperar Kobe Bryant. O campeonato ainda não terminou, é verdade, mas ninguém na Califórnia acha que eles ainda estarão jogando até a metade de maio. Se não é possível contratar desde já, planejar e se organizar deve estar na ordem do dia para a família Buss. Kobe cuidará de sua parte física, todos sabemos. Agora é a hora de a franquia mostrar a ele que seu esforço em 17 anos de carreira será recompensado com um elenco digno e capaz de fazê-lo brigar por um título antes de sua aposentadoria definitiva.

Será que os Lakers conseguirão fazer isso por Kobe? Comente!


Jogando como um time, Lakers vencem terceira seguida e entram na zona dos playoffs
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Fábio Balassiano

Foi a melhor atuação defensiva do Los Angeles Lakers em muito tempo (desde que Mike D’Antoni assumiu, talvez). Enfrentou o terceiro pior ataque da liga, o Chicago Bulls (92,5 por jogo), é verdade, mas a marcação dos Lakers neste domingo foi bem, bem boa. Apesar de ter falhado muito nos rebotes (foram 18 ofensivos dos Bulls), conteve linhas de passe (permitiu apenas 17 assistências, cinco a menos do que a média do rival), forçou erros e viu o adversário anotar apenas 81 pontos (quarta melhor marca do time na temporada toda).

Ficou fácil para vencer, assim, por 90-81, sem forçar tanto, mesmo com um desempenho tenebroso dos três pontos (5/26) sem depender tanto de Kobe Bryant no ataque (19 pontos, nove assistências, sete rebotes e 16 arremessos apenas) e sem levar susto (o mais importante). Foi a terceira vitória consecutiva dos Lakers, a 16ª vitória nos últimos 22 jogos e a primeira vez que os angelinos ficam com duas vitórias acima dos 50% (surreal isso, não?). Com a sequência, e o bom desempenho, os Lakers agora têm 33-31 e estão na oitava colocação do Oeste.

Não dá pra dizer um “uhuuuu, que fantástico”, porque com o time que foi montado para esta temporada (só lembrando: Nash, Gasol, Kobe, Metta World Peace e Dwight Howard) a situação não era para ser tão delicada assim e ainda há buracos absurdos na concepção de jogo da equipe (é a que mais leva pontos em contra-ataque, com 16,4 por noite e assustadores 1,16 pontos por posse de bola neste tipo de jogada), mas o panorama de eliminação, que era bem provável até três semanas atrás, agora é um menos possível (com a queda de Jazz, Rockets e Warriors nas últimas rodadas, é até palpável que os angelinos sonhem com a sexta colocação da conferência, vejam só). E nem dá pra creditar a Mike D’Antoni, o treinador, a evolução do time (o mais correto é que os principais jogadores, Kobe, D12 e Nash, estão em forma e que Earl Clark, que acabou entrando no lugar do lesionado Pau Gasol, acabou dando o espaço necessário para Howard “navegar” com segurança no garrafão).

Além de Kobe, que tem jogado uma enormide, quem merece destaque mesmo é Dwight Howard, que saiu-se com 16 pontos, 21 rebotes e quatro tocos, em mais uma atuação segura, sem sobressaltos ofensivos, sem forçar algo que não sabe e mostrando cada vez mais confiança (foi o décimo jogo seguido com 12 ou mais rebotes). Foi para isso que ele foi contratado, não?

Agora os Lakers, ainda uma defesa tenebrosa (101,7 por noite, a quinta pior da NBA), precisam fincar o pé de vez na zona dos playoffs, mas terão três jogos fora de casa a partir de amanhã (contra o Orlando, no reencontro de D12 com a torcida, que irá vaiá-lo de todas as maneiras, o Atlanta e o Indiana) antes de receber Sacramento e Washington (com Phoenix no Arizona no meio disso tudo).

Será que, enfim, o Los Angeles Lakers entrou na temporada pra valer? Será que, na parte de cima da tabela, San Antonio Spurs e Oklahoma, que lideram o Oeste, gostam da ideia de enfrentar os angelinos na primeira rodada dos playoffs? Será que Kobe Bryant conseguiu mesmo colocar na cabeça de seus companheiros a ideia de honrar o falecido Jerry Buss com um desempenho aceitável? Comentem!


Sem Gasol, Kobe manda recado direto para Dwight Howard: ‘Precisamos de urgência’
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Fábio Balassiano

“Na posição em que nos encontramos não temos tempo pra esperar a cura completa do Dwight (Howard). Precisamos de um pouco de urgência, de sacrifício. Precisamos dele em quadra hoje de qualquer maneira. Sei que para ele a situação não é das mais fáceis, e que tenho cobrado dele como ele nunca foi cobrado na vida, mas é assim que funciona a franquia. É ganhar o campeonato ou tudo será um completo fracasso. Espero que ele entenda isso. Nós não temos um projeto de três anos. Nós temos este ano. Dwight pensa muito no que os outros falam. Já falei para ele ficar focado apenas no que acontece aqui dentro, no que temos como um grupo. Ele sempre me responde ‘OK, OK’, mas ele se abala com críticas. Ele só quer que as pessoas gostem e falem bem dele”

A declaração, dada a ESPN, é de Kobe Bryant, ala do Los Angeles Lakers. O camisa 24, já sabendo da ausência de Pau Gasol por no mínimo quatro semanas (ele está com fascite plantar, o mesmo problema que retirou Nenê dos primeiros dois meses da temporada, diga-se de passagem), pede para que o pivô do time, Dwight Howard, jogue hoje contra o Boston Celtics mesmo com dor no ombro. É a hora, segundo Kobe, do sacrifício, de jogar com dor mesmo.

Os Lakers enfrentam hoje o Boston Celtics (23h de Brasília), amanhã o Charlotte e no domingo o Miami antes de voltar para Los Angeles para quatro duelos seguidos em casa (Suns, Clippers, Celtics e Blazers). Em décimo no Oeste (23-26) e com menos de 40 jogos para terminar a temporada, Kobe acha que não há mais tempo para errar. Minha única dúvida é se este tipo de recado é entendido por Dwight Howard, um dos jogadores mais mimados dessa geração.

Concorda com Kobe? Ou Howard precisa mesmo esperar para atuar quando estiver 100% em termos físicos? Comente!


Com Pau Gasol de volta ao garrafão, Lakers enfrentam Heat pra tentar embalar na NBA
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Fábio Balassiano

O Los Angeles Lakers foi o último time da NBA a vencer em 2013. O primeiro triunfo só veio no domingo contra o fraco Cleveland. Na terça, nova vitória (desta vez diante do Bucks). Mas nesta quinta-feira (na madrugada de sexta-feira, às 0h130 de Brasília, pra gente aqui), os angelinos terão o maior dos desafios para qualquer time da liga nesta temporada.

Do outro lado da quadra, Kobe Bryant, o Forrest Gump da Califórnia, terá LeBron James, que chegou a marca de 20.000 pontos e 5.000 assistências em sua carreira ontem na vitória contra o Golden State, (para se ter uma noção, o armador Chris Paul só atingiu o feito no mês passado), e o atual campeão Miami Heat.

E para aumentar ainda mais o nível de uma peleja que deve ter Kobe Bryant marcando Dwyane Wade e mais um duelo de carnificina entre Metta World Peace/Ron Artest e LeBron James, os Lakers deverão ter Pau Gasol de volta. Recuperado de uma lesão na cabeça, o espanhol estará a disposição de Mike (NO)D’Antoni para o duelo de logo mais. A questão, agora, é saber com o camisa 16 será utilizado – se saindo do banco ou no lugar do razoável Earl Clark, que ao menos trouxe um pouco de defesa ao garrafão angelino. Promessa de jogão logo mais, não?

Mais do que a vitória, aos Lakers vale a confirmação de uma suposta nova era que Kobe, Dwight Howard e Steve Nash esperam na Califórnia. Com 17-21 e quatro jogos atrás da zona de playoff, os angelinos têm três jogos fora de casa (Toronto, Chicago e Memphis) depois do duelo contra o Miami, líder do Leste (24-12) mesmo jogando com freio de mão puxado nesta temporada até aqui.

Será que os Lakers têm força para bater os atuais campões da NBA? Ou será que o Miami vai passar o trator em cima dos angelinos em pleno Staples Center? Comente!


Completos, Lakers perdem de desfalcado Dallas na estreia – time ainda não venceu na temporada
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Fábio Balassiano

Foram oito derrotas na pré-temporada, e todo mundo dizia que eram só amistosos. Então ontem foi pra valer. Na estreia do quinteto titular formado por Steve Nash, Kobe Bryant (ele atuou apesar dos problemas físicos), Ron Artest Metta World Peace, Pau Gasol e Dwight Howard, o Los Angeles Lakers conseguiu a façanha de perder para um Dallas Mavericks sem Dirk Nowitzki. Levou 99-91 e agora soma incríveis nove derrotas seguidas na temporada 2012-2013. Foi apenas a quarta vez que os Lakers abrem o campeonato com derrota em casa nos últimos 21 anos.

E de cara os velhos problemas apareceram. Kobe Bryant esteve ótimo nos arremessos (22 pontos em 11/14), Dwight Howard até que mostrou suas garras (19 pontos e oito rebotes até ser eliminado com seis faltas), mas o aproveitamento dos três pontos foi fraco (3/13), o de lances-livres foi patético (12/31 – Howard teve 3/14) e o banco de reservas pouco produziu (apenas 17 pontos em 56 minutos). Do outro lado, o armador Darren Collison brilhou com 17 pontos, mas foi muito bem coadjuvado por outros cinco atletas que tiveram 11 ou mais pontos. Os suplentes de Rick Carlisle, aliás, somaram 37 pontos em 89 minutos). Até Eddy Curry, vejam só, foi bem com sete pontos e quatro rebotes.

Nas entrevistas coletivas, Steve Nash, Kobe Bryant e Dwight Howard disseram que tudo isso faz parte do processo de entrosamento de um time novo, mas que evidentemente as coisas não estão saindo tão fáceis/naturais como deveriam sair. Nash foi muito bem ao resumir: “É um processo, mas ao mesmo tempo estamos enroladíssimos. Estamos fora de sintonia, e teremos mais alguns destes espasmos assim neste começo de temporada”, afirmou o canadense, que teve  sete pontos (3/9 nos arremessos).

Para piorar a situação, os angelinos desembarcaram às 2h30 da madrugada de quarta-feira em Portland, onde logo mais enfrentam os Blazers (sim, dois jogos seguidos logo para abrir o certame). Nos retrospecto, quatro vitórias nos últimos 21 jogos de temporada regular no Rose Garden. Na quadra, um rival em renovação mas que conta com LaMarcus Aldridge, certamente um dos melhores alas-pivôs de toda a liga. Não seria um problema para o papel do time dos Lakers. Mas na prática, estamos vendo, a teoria está sendo outra. E por incrível que pareça, o jogo de hoje já pode ser considerado importantíssimo.

Caso perca, os Lakers jogariam o clássico de sexta-feira contra os Clippers com 0-2 e uma pressão imensa em cima do elenco e do fraco Mike Brown. Já dá pra se preocupar com a fase angelina? Comente!


Após seis derrotas seguidas na pré-temporada, é momento pra se preocupar com os Lakers?
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Fábio Balassiano

Começou assim a Era Dwight Howard no Los Angeles Lakers:

Mas apesar do belo passe de Pau Gasol para Dwight Howard, a situação dos Lakers não é lá tão confortável assim. O time angelino perdeu os seis amistosos que disputou na pré-temporada, embora apenas o último, para o Sacramento Kings, a franquia tenha contado com o quinteto titular completo (Nash, Kobe, Peace, Gasol e Howard jogaram mais de 30 minutos).

Em seu livro “The Last Season”, Phil Jackson afirma que certamente foi o técnico da NBA com pior retrospecto em pré-temporadas da história da NBA. Ele afirma que enquanto os outros times se preocupam em vencer jogos, seu foco está em arrumar o time – e que muitas vezes no dia dos amistosos ele comandava treinos pesadíssimos. Kobe Bryant, depois da sexta derrota, chegou a dizer que sua preocupação com a série de reveses tampouco o assusta, e que o foco está no dia 30 de outubro (data da estreia contra o Dallas Mavericks). Pelo sim ou pelo não, hoje é dia de clássico contra o Clippers, e uma vitória talvez alivie um pouco da desconfiança que pode ter tomado alguns torcedores de Los Angeles.

De minha parte a resposta é ‘não’, mas deixo com vocês pra opinar aqui: será que após seis derrotas seguidas na pré-temporada, é momento pra se preocupar com os Lakers? Comentem!


Sem medo, Dwight Howard responde a críticas de Shaquille O’Neal: ‘Não ligo para o que ele fala’
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Fábio Balassiano

“De verdade? Eu não ligo para o que o Shaq (Shaquille O’Neal) fala sobre mim. Ele jogou, mas agora está aposentado, já era, acabou. É hora de seguir em frente. Ele, quando jogava, odiava quando ex-jogadores criticavam a sua maneira de atuar, e agora faz exatamente a mesma coisa comigo. Mas deixa estar. Não vou ficar batendo boca publicamente com ele. Respeito seu passado. Ele foi um dos mais dominantes atletas da NBA, mas acho que ele pode sentar em sua cadeira e relaxar. Chega. Eu não ligo. Ele pode dizer o que quiser que eu realmente não dou a mínima”

A frase é de Dwight Howard, pivô recém-contratado pelo Los Angeles Lakers. Ele respondeu, com categoria e de forma bem direta, a uma declaração de Shaquille O’Neal em que o ex-pivô dos Lakers critica o jogo de D12 e diz que, em sua opinião, os melhores pivôs da liga são Andrew Bynum, agora no Sixers, e Brook Lopez, do Nets.

Ah, só pra lembrar um fato interessante: no dia 2 de abril de 2013 os Lakers farão a cerimônia para aposentar a camisa 34 de Shaquille O’Neal. Qual será a reação de Howard?


Na apresentação do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant manda recado: ‘Este ainda é o meu time’
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Fábio Balassiano

“Respondi a esta pergunta mais cedo – sobre que equipe seria a nossa. Na verdade não tem essa de ‘vamos dividir isso aqui’. Este ainda é o meu time. Mas quero ter certeza que será do Dwight Howard (pivô que acaba de chegar) quando eu me aposentar. Quero ensinar a ele tudo o que sei para que quando saia de cena ele consiga guiar a franquia. Esta organização tem feito muito por mim há muito tempo e sou muito grato. Esta foi uma das conversas que tive com Jimmy Buss (vice-presidente da franquia) durante as férias. Disse a ele que se ele tivesse a oportunidade de obter Dwight, que o fizesse, porque quero ver esta organização indo bem depois que eu parar”

A declaração, dada ontem no famoso Media Day da NBA (data em que os jogadores falam com a imprensa pela primeira vez para a temporada), é de Kobe Bryant, astro maior do Los Angeles Lakers. O recado, inclusive, foi bem entendido por todos, e Howard, maior reforço do time para a temporada, concordou com o camisa 24: “Estou preparado para o processo de aprendizagem com Kobe, um dos melhores jogadores de todos os tempos”.

A frase é emblemática, e evita que problemas como os de 2004, quando Shaq e Kobe brigaram horrores para saber quem era o “dono” do time, surja. Caso D12 realmente assuma o papel de “aluno” neste primeiro momento (até Bryant se aposentar), os Lakers realmente serão fortíssimos nesta temporada.

Concorda comigo? Comente na caixinha!