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Fala, Leitor: Danilo lembra Draft de 2003 para explicar título do Miami em 2012
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Fábio Balassiano

Texto interessante recebido pela seção “Fala, Leitor”. Danilo Vilas Boas relembra o Draft de 2003, o de LeBron, Wade, Milicic e Chris Bosh para explicar a razão de o Miami ter ganho o caneco este ano. Como? Explica aí, Danilo!

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Draft, escolhas ruins e uma hegemonia por água abaixo e Miami campeão: 2003 revisitado
Por Danilo Vilas Boas

Em clima de final de temporada com título do Miami, Draft e temporada de contratações aberta, vamos falar de acertos e erros num passado recente que definem a NBA atual. Minha análise remonta ao excepcional Draft de 2003. Devo dizer que para mim o Draft desse ano foi inferior apenas ao de 1984, de onde vieram ninguém menos do que (#1) Hakeem Olajuwon, (#3) Michael Jordan, (#5) Charles Barkley e (#16) John Stockton. Pretendo levantar a polêmica: inteligência do Miami e escolha desastrada do Detroit Pistons são as responsáveis pelo atual título do Miami? Hã? Tá louco? Parece, né? Vamos a explicação.

Relembrando, os primeiros jogadores nas apostas para o Draft eram:

1º LeBron James
2º Darko Milicic
3º Carmelo Anthony
4º Chris Bosh
5º Kirk Hinrich
6º Chris Kaman
7º Dwyane Wade

E os times que tinha os respectivos picks eram:

1º Cleveland
2º Detroit
3º Denver
4º Toronto
5º Miami
6º Clippers
7º Chicago

RELEMBRE AQUI AS POSIÇÕES FINAIS DE ESCOLHA DAQUELE ANO

Ninguém entendia porque o Detroit tinha se encantado tanto com o Darko Milicic. Ele não passou pela NCAA e agradou a equipe apenas pelos avaliações antes do Draft. Pouco, né? Mas de fato a equipe deu sinais claros de que ficaria com ele, já que era certo que o Cleveland não deixaria LeBron passar de jeito nenhum. A esta expectativa, o Detroit correspondeu, investindo sua preciosa segunda escolha em um pivô que nunca rendeu. Se eles precisavam mesmo de um PF, Chris Bosh estava logo ali. Mas é óbvio que ninguém tem bola de cristal para adivinhar que Milicic seria uma vergonha e que Bosh seria um campeão. Ou talvez eles pudessem surpreender e frustrar o Denver, e ficar com Carmelo.

Com o título de 2004, a burrada do Detroit não parecia tão grande, apesar de Milicic ter jogado poucos minutos no time das Torres Gêmeas enquanto Carmelo brigou palmo a palmo pela escolha de calouro do ano com o consagrado LeBron. Mas aos poucos, vendo Anthony voar nas temporadas seguintes, Wade desequilibrar jogos pelo Miami, Bosh segurar a onda no garrafão do Raptors e principalmente após perder o título no garrafão protegido por Duncan para o Spurs em 2005, a comissão técnica do Pistons olhava com desgosto para o seu banco de reservas, onde estava o fiasco.

Enquanto isso, no outro extremo, o Miami dava risada com a performance de Dwyane Wade. Apontado como um dos melhores da NCAA, não é fácil entender por que ele estava cotado apenas para a sétima posição na maioria dos Mock Drafts daquele ano. Mas o fato é que o Miami primeiro torceu muito, e depois pulou de alegria ao ver que a fera sobreviveu até a quinta posição, recrutando-o sem demora.

Poucas temporadas mais tarde, em 2006, a verdade nua e crua foi escancarada: Milicic decepcionantemente foi trocado para o Orlando Magic, enquanto o MVP das finais Dwyane Wade levantava o caneco pelo Heat. Agora, vamos falar de SE, ou seja, de suposições hipotéticas:

- Imaginemos que o Pistons não tivesse declarado abertamente antes do Draft 2003 que ficaria com Darko. Se eles optassem pela próxima escolha lógica, pegariam Carmelo (iria haver uma briga muito boa pela posição com Prince, então no segundo ano). Em 2004 seriam campeões do mesmo jeito, talvez com maior facilidade até. Em 2005, poderiam ter sucesso em defender o título naquela final duríssima contra o Spurs. Quem sabe?

- Ou então, outra hipótese, ainda melhor no caso específico do Detroit daquele ano, consideremos que draftassem Chris Bosh, da mesma posição que Darko. Repetindo, seriam campeões tranquilamente em 2004, e teriam como rodar melhor o garrafão em 2005. Ainda mais chances de vencer o San Antonio e mudado a história.

- Pensando ainda em uma terceira sacada, Wade. Se D-Wade foi capaz de levar o Miami ao primeiro campeonato em 2006, vencendo na final da conferência o próprio Pistons (e sem mando de quadra), o que não aconteceria se o Detroit tivesse draftado justamente o próprio Dwyane?

Ou seja, podemos dizer, sem exageros, que o Detroit poderia ter estabelecido uma posição dominante, conquistando até um tetracampeonato, se tivesse feito a escolha certa. E, convenhamos, dos 5 primeiros que foram draftados naquele ano, qualquer um serviria, menos o que justamente foi escolhido. Eram 80% de chances de sucesso. A hegemonia que se armou, com o Detroit chegando 4 vezes seguidas nas finais da sua conferência e fazendo duas finais da Liga seguidas, falhou na péssima escolha feita nesse Draft que hoje domina a NBA.

O Miami, por sua vez, tem seu Big 3 atual composto por 3 jogadores do Top5 daquele Draft. Escolhendo sabiamente Dwyane Wade, que era o melhor que tinham em sua posição 5, foram depois atrativos em trazer LeBron e Bosh, para chegar a duas finais seguidas com esse time, sendo o atual campeão.

Sim, eu sei que o SE não joga. É óbvio que hoje a escolha de Milicic é claramente uma das maiores besteiras da história do NBA Draft. Mas na época talvez fizesse sentido para a comissão técnica e os olheiros do Detroit. Falar olhando para o passado é fácil, naturalmente. Mas fica agora a questão: seu time pode ter acertado a mão, como fez o Miami ao draftar D-Wade, assim como pode ter entrado pelo cano à la Detroit Pistons. Quem pode saber? Acha que seu time acertou a mão? Ou jogou a escolha no lixo?

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Tem algum texto para publicar? Envie para fabio.balassiano@gmail.com que eu coloco aqui!


Fab Melo é escolhido pelo Boston Celtics; Scott Machado não é escolhido
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Fábio Balassiano

Dia bem bacana para os brasileiros Fab Melo e Scott Machado. O primeiro (na foto) foi escolhido na 22ª colocação do Draft e jogará pelo lendário Boston Celtics (os verdes buscam renovar com Kevin Garnett e trouxeram também um homem de garrafão, Jared Sullinger, com a 21ª).

Já o armador Scott Machado não foi escolhido. Ele deve estar triste, claro, mas não é o fim do mundo. Agora é tentar mostrar o seu talento nas Ligas de Verão (baita teste de fogo pro rapaz). É lá que os técnicos da NBA verão se Machado pode, ou não, ser aproveitado na melhor liga do mundo. Nada de desânimo, portanto.

Sobre as outras posições, recomendo a leitura do ExtraTime. Chamo a atenção para o time bacana que o New Orleans Hornets está montando. Com a primeira posição, os Hornets escolheram Anthony Davis. Com a décima, Austin Rivers. Caso consigam mesmo renovar com Eric Gordon, é uma baita equipe para o futuro (é bom ficar de olho!).

E você, acompanhou o Draft da NBA? Gostou das escolhas do seu time? Comente na caixinha!

 


Draft da NBA acontece hoje – brasileiros Fab Melo e Scott Machado podem ser selecionados
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Fábio Balassiano

Quem precisa de férias quando o assunto é basquete, amigos? Uma semana depois de ter consagrado LeBron James como campeão da temporada 2011/2012, a NBA abre as portas do Prudential Center (New Jersey) para o Draft de 2012 (20h30 no ESPN Watch), a seleção dos melhores jovens do basquete universitário e mundial.

Anthony Davis deve ser o número 1 (New Orleans Hornets) e Bradley Beal, o segundo (isso se Michael Jordan, presidente do Charlotte Bobcats não decidir trocar meio mundo para terminar com a sua reputação – leia sobre o que ele fez em relação a Ben Gordon), mas para nós, brasileiros, vale a pena mesmo é ficar de olho em Scott Machado e Fab Melo.

Comecemos por Scott (foto à esquerda). Ele foi um dos melhores armadores da NCAA na temporada (terminou como líder em assistências), mas jogou em IONA e, consequentemente, em uma conferência mais fraca (com jogos menos complicados). Foi muito bem em seus 18 treinamentos para os olheiros da NBA (o que ouvi dele de duas das minhas fontes foi sensacional), e deve ser escolhido. Não será fácil, pois como você leu aqui há muitos armadores disponíveis no mercado e as franquias podem não querer arriscar em alguém de ótimo talento (inquestionável), mas pouco acostumado a jogar grandes partidas (outro fato).

Meu palpite: Scott será escolhido no começo da segunda rodada.
Cenário bom: o Portland tem a 40ª e a 41ª escolhas de segunda rodada. Se não conseguir usar as de primeira ronda (sexta e 11ª) para trazer um armador, seria um lugar bacana para Machado.
Cenário ruim: Logo no começo da segunda rodada estão Cleveland, Charlotte e Golden State, times com armadores jovens (Irving, Walker e Curry) que terão tempo de quadra.

O outro brazuca é Fabricio Melo, o Fab Melo (foto à direita). Ele jogou muito bem por Syracuse nesta temporada, cresceu horrores em termos técnicos e físicos, mas vacilou demais na sala de aula. Isso, creiam, também conta ponto na seleção dos times, e pode pesar contra o pivô. Fab tem talento, pode ser ótima arma defensiva para os times da NBA, mas seu jogo ofensivo é muito, muito pobre ainda.

Meu palpite: Fab será escolhido no final da primeira rodada
Cenário bom: O Boston Celtics tem a 21ª e a 22ª escolhas. Se Kevin Garnett renovar, seria bacana demais para Fab dividir o garrafão com um craque deste nível. Caso KG não renove, o Memphis (25º) ou o Indiana (26º) seriam boas opções.
Cenário ruim: Ser escolhido por um time que precise de pontos no garrafão seria uma tragédia para Fab Melo. Fugir do Oklahoma, o 28º, é mais do que uma torcida.

E aí, animado para o Draft desta noite? O que acontecerá com os brasileiros? Tem algum palpite? É hora de comentar na caixinha! Vai lá!


Damiris é escolhida no Draft e será a décima-primeira brasileira a jogar na WNBA
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Fábio Balassiano

Como este blog antecipou na semana passada, Damiris, esta jóia do basquete, foi selecionada agora há pouco no concorrido Draft da WNBA. E não foi por um time qualquer. Com a décima-segunda posição, o atual campeão Minnesota Lynx apontou os olhos para a brasileira e a escolheu para fazer parte de um elenco que já conta com as ótimas Seimone Augustus e Maya Moore.

Ela será a décima-primeira atleta do país a jogar a mais importante liga de basquete feminina do mundo. Antes dela, Janeth, Cintia Tuiú, Alessandra, Adrianinha, Claudinha, Helen, Kelly, Leila Sobral, Érika e Iziane fizeram parte do campeonato.

Não consegui falar com Damiris ontem (imagino que sua cabeça deva estar a mil por hora), mas impressiona a sua evolução e o desenvolvimento de uma carreira que não conta com um (eu disse um!) campeonato nacional adulto disputado por ela no Brasil. A ala-pivô de 19 anos e 1,92m saiu de Jundiaí direto para o Celta, da Espanha, onde jogou muito bem a atual temporada depois de ser a MVP do Mundial Sub19 do Chile. Não desapontou, chamou ainda mais a atenção da WNBA e chegou lá.

Até onde sei, Damiris não deverá seguir para a liga norte-americana antes das Olimpíadas de Londres. Pelo que conversei, ela treinará com a seleção de Luiz Claudio Tarallo (que, aliás, será convocada nesta quinta-feira) e só depois tomará a decisão de seguir para a WNBA. Há, ainda, a possibilidade de Damiris só jogar na W, como o torneio é conhecido entre as atletas, em 2013 (mais provável), treinando com seu time desde o começo da temporada para facilitar a sua ambientação.

Veja abaixo os passos de Damiris para chegar ao seleto grupo de jogadoras que chegaram à WNBA.

2009 - Campeã Sul-Americana Sub-17
2010 - Vice-campeã da Copa América Sub-18
2011 - Medalha de bronze no Mundial Sub-19 e MVP da competição
2011 - Titular da seleção brasileira adulta no Pré-Olímpico aos 18 anos
2012 - Primeira temporada na Espanha com as médias de 13,1 pontos e sete rebotes
2012 - Draftada na 12ª colocação pelo Minnesota Lynx na WNBA

Evolução, teu nome é Damiris Dantas do Amaral. Parabéna a ela, e que seu basquete siga evoluindo.


Bem cotada para o Draft, Damiris pode entrar na WNBA na próxima semana
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Fábio Balassiano

O Draft da WNBA acontece na próxima segunda-feira (16 de abril), e com a desistência de Brittney Griner em participar (a craque decidiu ficar em Baylor por mais uma temporada), a número um já é dada como favas contadas.

Trata-se da ala-pivô Nneka Ogumike, de Stanford. A não ser que aconteça uma aberração, ela será a escolhida na primeira colocação (e eu fico me perguntando o que acontecerá com duas “4″ no time – a outra é Candace Parker). Mas a melhor notícia para nós, do Brasil, é que a jovem Damiris Dantas do Amaral (foto) está cotadíssima para ser uma das escolhidas na difícil seleção.

Em projeções de sites sérios, que insistem em chamá-la de DamAris, ela aparece na nona colocação, hoje do Connecticut Sun, que possui a ótima Tina Charles no garrafão. A décima é do Washington Mystics, a décima-primeira é do Indiana Fever e a décima-segunda da primeira rodada (são apenas 12 times na WNBA) é do Minnesota Lynx, o atual campeão da liga.

Aos 19 anos e com 1,92m, Damiris chamou a atenção dos olheiros da WNBA não no Mundial Sub19 em que foi escolhida a MVP, mas sim nos amistosos que fez, com a seleção Sub19, meses antes na Disney: “Ali, pode ter certeza, muita gente aqui da liga passou a conhecê-la e olhá-la com mais carinho. Aí veio o Mundial do Chile e tudo se confirmou”, disse-me por email uma raposa da liga norte-americana que pediu para não ser identificada.

Damiris foi a MVP do Mundial com as médias de 20,9 pontos, 12,6 rebotes e 45,9% de aproveitamento (foram seis duplos-duplos em nove partidas), encantou a todos e logo depois foi jogar na Espanha. Pelo Celta, de Vigo, não se intimidou, teve as ótimas médias de 13,1 pontos e sete rebotes em sua primeira competição adulta na carreira (ou seja, seu potencial de crescimento é absurdo).

A jogadora e seus agentes ainda não sabem se manterão o nome no Draft da próxima semana (ainda podem retirá-lo), mas é muito legal notar que a menina que até o começo do ano passado era apenas uma promessa hoje já é uma realidade conhecida e “seguida” por todos. Sensação no Brasil, elogiada na Europa e cortejada pela WNBA, Damiris é sem dúvida uma jóia do basquete brasileiro.

De verdade eu não sei o que faria (é bom lembrar que ela jogou, pelo Celta, o seu primeiro campeonato adulto da vida, e atuar na WNBA direto, sem tanta experiência pode ser traumático), mas fico feliz por todo o reconhecimento dela. Não poderia haver incentivo maior do que saber que as franquias da liga norte-americana te querem por lá.


Internacional
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Fábio Balassiano

Não sei se foi o efeito Nowitzki, mas o Draft de 2011 entra para a história como o mais internacional no Top-10. Foram cinco escolhas “gringas” seguidas (da terceira, a do turco Enes Kanter, até a sétima, do congolês Bismack Biyombo), algo que sinceramente nunca havia visto (antes, sem surpresas, o nascido na Austrália Kyerie Irving – na foto – ficou com a primeira, e Derrick Williams com a segunda). Escrevo este post às 00:17, e sei que até a manhã haverá uma infinidade de trocas (vale a pena ficar de olho nas notícias, e depois eu volto com as análises completas).

Por enquanto, de certo há a troca envolvendo Bucks, Bobcats e Kings (Kemba Walker e Biyombo jogarão juntos em Charlotte – para Michael Jordan), outra que manda George Hill do Spurs para o Indiana (que enviou a 15ª escolha para os texanos) e a mais recente envolvendo três jogadores (Rudy Fernandez sai, enfim, de Portland e vai para Dallas, Felton sai de Denver e vai para Portland e Andre Miller sai de Portland e volta para Denver). Além disso, parece que o Houston vai tirar o armador Jonny Flynn do Minnesota, que enviará Donatas Motiejunas para receber Brad Miller, Nikola Mirotic e outros picks.

E você, acompanhou o Draft de 2011? Ficou surpreso com o número de gringos no começo da seleção? Então comenta aí na caixinha pra gente trocar uma ideia.


A turma de 2011
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Fábio Balassiano

O Draft da NBA começa em menos de cinco horas (20h, de Brasília, e sem transmissão de TV para o Brasil), e muita coisa está em jogo. Os rumores andam a solta (como bem lembrou Lucas Pastore, ontem no Twitter, quase 90% dos jogadores da liga estão envolvidos em possíveis e trocar), mas até agora (15:06), nada de absolutamente concreto.

De cara, vale a pena ficar de olho na dupla Kyrie Irving (foto) e Derrick Williams, talentosos que devem ser pinçados nas posições 1 e 2 na noite de hoje. Depois, é bom tentar entender o movimento do Minnesota, que deve demitir o técnico Kurt Rambis (mas já?), e estaria tentando trocar a segunda escolha por alguém, digamos, “cascudo” (Steve Nash, Andrew Bynum, Lamar Odom etc.).

Também é importante não perder de vista  o Cleveland Cavs, que tem dinheiro para investir nos jogadores com passe livre e possui duas escolhas logo no começo (a primeira e a quarta). Se conseguir despachar Baron Davis, pode ter ainda uma terceira no primeiro round. Seria um baita passo para reconstruir a franquia pós-LeBron James rapidamente, não? O Utah, com a terceira e a décima-segunda, também pode fazer bonito na noite de hoje.

Além disso, entre os “gringos, teremos Enes Kanter (pivô da Turquia que deve ser escolhido em terceiro ou quarto), Jonas Valanciunas (Lituânia), Jan Vesely (República Tcheca), Tristan Thompson (Canadá), Bismack Biyombo (Congo), Donatas Motiejunas (excepcional lituano), Davis Bertans (Letônia) etc.

Muita coisa pode ocorrer (eita clichê), e eu sinceramente não tenho nenhum prognóstico para o que vai acontecer com essa galera. Acho, apenas, que, assim como a turma de 2010, a deste ano não está “pronta” para chegar e alucinar na NBA de cara. Talvez por isso os times que têm urgência em vencer pensem em trocar estes talentosos atletas de futuro por produtos prontos. São escolhas, e atrás delas há a filosofia de cada franquia.

Algum palpite para esta noite? Comente na caixinha! Se conseguir acompanhar, quem sabe não fazemos uma Twitcam nesta quinta-feira. Mas não garanto.


Alto-falante
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Fábio Balassiano

“Lucas Bebê é muito, muito cru ainda. E ele vai pra quadra e está sempre, sempre rindo e brincando com os companheiros. Poxa, será que não dá pra levar isso a sério?”

A declaração, dura em relação ao pivô brasileiro Lucas Bebê, é de um dos gerentes-gerais da NBA que esteve no Adidas Eurocamp em Treviso (Itália) ao site Draft Express. De acordo com avaliação dos scouts das franquias da liga norte-americana, Lucas segue sendo um “prospecto” para o longo prazo, ou seja, para as próximas temporadas. Vale lembrar que os jogadores estrangeiros têm até amanhã (13 de junho) para decidir se seguem com seu nome no Draft de 2011, ou se retiram. Caso opte pela saída, Lucas estará disponível para a seleção brasileira Sub-19 que disputa o Mundial da categoria na Letônia (leia post abaixo).