Bala na Cesta

Arquivo : Damiris

O segundo teste para a seleção brasileira de Zanon – desta vez contra o Washington
Comentários 8

Fábio Balassiano

Daqui a pouquinho, às 12h30 (horário de Brasília), o técnico Luiz Augusto Zanon faz o seu segundo jogo dele no comando da seleção brasileira. Será contra o Washington Mystics, da WNBA, contra o qual, aliás, o time nacional joga um jogo-treino de seis períodos amanhã na mesma capital norte-americana que será disputado hoje conforme antecipado pelo treinador por aqui há algumas semanas.

No primeiro jogo, contra o forte Atlanta Dream na segunda-feira (o time chegou a duas finais da WNBA nas últimas três temporadas), a dificuldade esperada para um time jovem, em formação, sem entrosamento e inexperiente. O Brasil perdeu de 97-47, mas isso não pode (e não deve!) ser motivo para desespero e nem para mudanças de rumo (vídeo com os melhores momentos aqui, e fotos aqui).

Na partida, Clarissa (foto à direita) foi bem com 14 pontos e 7 rebotes (seis erros, e isso é uma constante em seu jogo, infelizmente – na Olimpíada ela teve média de três por jogo), Damiris (foto à esquerda) sofreu um bocado no começo mas saiu-se com 11 pontos e cinco rebotes. No todo, chama a atenção o baixo aproveitamento nos arremessos de quadra (20/60, ou 33,3%), o péssimo de longe (1/11) e o alto número de erros (23). Tudo isso é explicável pelos motivos que abrem este parágrafo, obviamente.

“Enfrentamos uma equipe que tem uma forma de jogar bastante intensa e agressiva, e que é bem diferente do que as meninas praticam. Elas se mantiveram bem no primeiro tempo, mas na etapa final caíram de intensidade e o Atlanta veio forte. Estamos com um elenco bastante jovem e que precisa evoluir ainda nos fundamentos e nas tomadas de decisões. Nosso objetivo é formar um time que cresça como um grupo coeso. Tenho certeza que no próximo jogo elas já estarão com um comportamento diferente. Estamos ainda avaliando o comportamento das jogadoras e não o resultado. Queremos desenvolver o perfil das meninas. E nesse sentido, a participação foi bastante positiva. Como qualquer técnico eu queria ganhar, mas tive que me controlar porque esse não era o principal objetivo. Cheguei a ficar sensível, pois é um grupo que precisa de muito carinho e cuidado”, disse Zanon em ótima declaração disponível no site da CBB.

Como diria aquele personagem de TV, “não criemos pânico” neste momento. Zanon e a Confederação precisam de tranquilidade e serenidade para dar tempo de quadra e experiência para estas meninas evoluírem (tenho certeza que se elas jogassem dez amistosos seguidos contra times da WNBA ou Europa se desenvolveriam absurdamente rápido). É um processo demorado, difícil, requer paciência e uma linha de ação bem definida. Que hoje as meninas que jogaram menos (Ariani, Cacá e Tainá) tenham mais chance de entrar e que a seleção brasileira jogue bem como foi em boa parte do primeiro tempo de segunda-feira. O resultado é o menos importante (que TODOS tenham isso em mente), mas o adversário de hoje é menos forte que o de dois dias atrás.


Escolhida pelo Minnesota ano passado, Damiris confirma: ‘Não irei para a WNBA neste ano’
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Escolhida no Draft do ano passado pelo Minnesota Lynx (décima-segunda posição), da WNBA, a ala-pivô Damiris Dantas do Amaral decidiu que ainda não é a hora de fazer o salto para a liga de basquete norte-americana. Ainda definindo em qual clube jogará a próxima temporada, a jogadora de 20 anos e 1,90m conversou com o blog e disse que esperará mais um ano antes de partir para os Estados Unidos.

- Foi uma decisão que tomei com meus agentes de ficar mais um ano no Brasil. Não irei para a WNBA este ano. Quero me desenvolver muito, evoluir mesmo, antes de jogar lá. É meu sonho, mas para realizá-lo da maneira mais apropriada eu preciso estar bem preparada. Estou apostando na minha melhora pessoal antes de jogar pelo Minnesota. Faz parte do meu planejamento de carreira mesmo – afirmou a ala em contato telefônico com o blog na tarde de ontem.

Deste canto, só posso aplaudir a decisão da jovem atleta. O Minnesota é o atual vice-campeão da WNBA (foi campeão dois anos atrás) e tem um dos melhores elencos do país. Chegar na liga norte-americana apenas para dizer um “ah, olha, fui lá jogar” não faz muito sentido. Deve ser uma experiência fascinante, mas Damiris sabe que pode ir além. Ela é talentosa, habilidosa e só precisa de ajustes em seu jogo (desde que surgiu no Mundial Sub-19 de 2011 pouca coisa melhorou). Apenas como registro: em 2011/2012, jogando pelo Celta, da Espanha, ela teve 13,1 pontos, sete rebotes e 38,7% nos tiros de quadra. Na LBF, pelo Maranhão Basquete, ela saiu-se com 12,4 pontos, 8,7 rebotes e 50,5% nos arremessos.

Nesta temporada (independente de com que técnico ela jogará) a aposta dela faz todo sentido, e a palavra (usando uma que ela falou pra mim) ‘evolução’ deve mesmo estar na ordem do dia. Sorte a ela nesta decisiva etapa de sua carreira, e que seu desenvolvimento seja visto tanto em clube quanto em seleção.


Com casa cheia, Maranhão vence Ourinhos e garante 3° lugar na fase de classificação da LBF
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Por Rodrigo Garcia, direto de São Luís (MA)

Na manhã deste sábado e diante de mais de 4.600 pessoas o Maranhão Basquete confirmou o favoritismo e venceu de forma tranquila a equipe do Ourinhos pelo placar de 80-56 no ginásio Castelinho, garantindo, assim, o terceiro lugar na fase de classificação da Liga de Basquete Feminino. Nos playoffs, o Maranhão enfrentará Guarulhos, e Ourinhos, Americana. As datas e horários ainda serão definidos pela diretoria da LBF.

A equipe maranhense começou o jogo impondo um ritmo muito forte, com Kelly (13 pontos e 8 rebotes – foto à esquerda) brigando muito no garrafão e muito entusiasmada no jogo (aliás, toda a equipe do MB fez um primeiro quarto impecável). Já a equipe paulista, lanterna da competição (6 jogos, 6 derrotas) se mostrava afobada e perdida em quadra, com incessantes erros ofensivos. Para se ter uma ideia, com 3 minutos jogados o placar já estava 11-2 para o time da casa. Ourinhos tentava reagir com a destemida Joice, líder em assistências da competição (média de 6 depois do fim da partida) e Laís (11 pontos), mas foi em vão. As paulistas não conseguiram suportar o ímpeto e a eficiência do Maranhão, que fechou o quarto em 29-12.

Apesar de Ourinhos ter voltado mais ligado e mais bem postado em quadra, com Joice mais eficiente, convertendo 8 pontos no quarto, o time maranhense conseguiu sustentar o bom ritmo e, com Damiris (21 pontos e 10 rebotes – foto à direita) ainda inspirada com 17 pontos e 8 rebotes só no primeiro tempo, o jogo foi para o intervalo com 47-29 para o MB.

Embora Joice (cestinha do jogo com 22 pontos) novamente tentasse resolver tudo sozinha (oito pontos no terceiro quarto), a partida continuava na mesma toada. O jogo estava tranquilo, nas mãos do Maranhão. O time paulista oferecia pouca resistência, perdendo o terceiro quarto por 17-15. A quarta vitória maranhense estava madura e era questão de tempo para ser sacramentada.

No último quarto, o mais morno de todos, o time paulista já estava consciente de que era quase impossível reverter uma diferença de 20 pontos diante do MB. O destaque no derradeiro quarto ficou para Iziane (18 pontos e seis rebotes), que ajudou a finalizar a vitória em 80-56 para a alegria dos 4.656 pagantes que estiveram no ginásio Castelinho.

No final do jogo, Edson Ferreto, técnico do time de Ourinhos, não poupou críticas ao seu elenco: “A gente sabia da qualidade da equipe do Maranhão e também sabemos o momento que estamos passando, viemos jogar o jogo. Perdemos praticamente o time todo do ano passado e fica complicado almejar alguma coisa com o que temos hoje, com as jogadoras que estão aqui tá bem complicado. A Joice é uma jogadora razoável, mas na maioria das vezes ela não pensa e também está muito sobrecarregada. Você viu o que a Silvia fez no jogo, a gente fala, fala, mas ela é precipitada e fominha demais. Essas meninas que estão jogando aqui são apenas para compor grupo, precisamos de jogadoras”.

OPINIÃO SOBRE A QUESTÃO DE COMANDO NO MARANHÃO BASQUETE
Comenta-se muito sobre quem realmente dirige o Maranhão Basquete, se Antonio Carlos Barbosa ou Betinho Lima. Antes de mais nada, é bom deixar bem claro que os dois se dão muito bem mas nas solicitações de tempo e até mesmo no decorrer do jogo Barbosa é sempre quem dá as primeiras instruções e chama a atenção do grupo por algo equivocado que está acontecendo dentro da quadra. Acredito que um toque aqui e outro ali, não faz mal a ninguém, e no calor do jogo é sempre válido e necessário receber uma outra opinião. No entanto, nota-se claramente que o técnico do MB é alijado involuntariamente por Barbosa. Betinho, para evitar constrangimentos, renuncia tomar as rédeas na hora da conversa com as atletas. Tá certo que Barbosa é mais catedrático e experiente que Betinho, mas seria interessante ser resolvido antes do jogo quem dá as cartas. Seria bem mais vantajoso para o time e evitaria uma situação embaraçosa no futuro. Um pouco de bom senso ajustaria tudo.   


As dez jovens que podem se destacar na Liga de Basquete Feminino – confira a lista!
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Você leu aqui uma lista com as dez melhores jogadoras da Liga de Basquete Feminino que começa hoje, né. Agora coloco abaixo uma com as dez revelações que podem se destacar na competição (infelizmente não coloco o nome de Tássia, pois sua lesão no joelho provavelmente a tirará de todo o campeonato)

1) Damiris (Maranhão) – Ala-Pivô de enorme talento (MVP do Mundial Sub-19 de 2011 e já escolhida para jogar na WNBA), espero que ela não seja “jogada” pra ser pivô no Maranhão e que consiga evoluir em sua defesa, em sua leitura de jogo e que siga ganhando % de acerto nos arremessos de média e longa distância. Tem tudo para ser A jogadora do Brasil no próximo ciclo olímpico.

2) Patrícia (São José) – Ala e ótima pontuadora, precisa melhorar em termos físicos e táticos. Mas pontua como poucas.

3) Débora (Americana) – Uma das principais esperanças para a armação do país, disputará tempo de quadra com Babi, titular da equipe, mas nas vezes que já foi acionada foi muito bem. É rápida, inteligente e não tem medo de encarar as situações difíceis. Falta um pouco de arremesso e maior poder de fogo.

4) Kananda (Ourinhos) – Com apenas 16 anos, a ala foi a mais jovem atleta a atuar na LBF no ano passado. Pode ganhar tempo de quadra em Ourinhos.

5) Joice Coelho (Guarulhos) – Fez parte do time que foi terceiro lugar no Mundial Sub-19 do Chile. Ala atlética, com boa postura defensiva e boa movimentação ofensiva. Se evoluir no arremesso ficará enormemente perigosa nas quadras.

6) Sassá (Santo André) – Também fez parte do elenco do Mundial Sub-19 do Chile. É baixa para a posição de ala-pivô, mas lembra o caso de Clarissa citado no post acima.

7) Cacá (Maranhão) – Também do Mundial do Chile. Talentosa ala e com ótima formação de fundamentos, não teve tempo de quadra em Santo André e foi buscar espaço no Maranhão.

8) Fabiana Caetano (Americana) – Está aí uma ala-pivô que merece atenção. Aos 21 anos, tem talento, bons fundamentos e razoável habilidade. Precisa evoluir em termos de mobilidade e potencial físico.

9) Tatiane Pacheco (São José) – Atlética, rápida, ótima defesa e uma fome de basquete impresionante, Tati Pacheco, como gosta de ser chamada, precisa melhorar muito seu arremesso, mas é uma jogadora já formada e com ótima projeção de futuro.

10) Isabela Ramona (Guarulhos) – Também do grupo do Chile-2011, ela é uma das principais peças da seleção Sub-19 que disputará o Mundial esse ano. Alta, forte, rápida e com boa visão de jogo, precisa evoluir em fundamentos e arremesso, mas também parece ter um futuro brilhante pela frente.

E aí, pessoal, esqueci de alguém? Comente!

Tags : Damiris LBF


Depois do trio de Ourinhos, jovem Damiris também fechará com Maranhão
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Você leu aqui que Chuca, Bethânia e Plutín foram contratadas pelo Maranhão Basquete para a Liga de Basquete Feminino que começa em 2013. Pois bem, o time não parou por aí. Agora é a vez de Damiris Dantas do Amaral, que também estava em Ourinhos no Paulista, integrar o time de São Luís.

Melhor jogadora do Mundial Sub-19 do Chile há um ano, ela atuará ao lado de Iziane, Chuca, Bethânia, Plutín e Kelly, em um dos mais fortes times da competição. Sorte pra ela.


Em primeiro grande teste, ala-pivô Damiris estreia por Ourinhos contra Americana
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Principal contratação do basquete paulista para o campeonato estadual, a ala-pivô Damiris (foto) estreia neste domingo por Ourinhos na partida contra Americana (18h, com transmissão da ESPN-Brasil). Será o duelo dos dois últimos finalistas da Liga de Basquete Feminino e de dois dos maiores projetos de basquete do país na última década.

Confesso estar curioso para ver Damiris atuar pela primeira vez em um clube brasileiro (engraçado, né, a menina já jogou em Olimpíada pela seleção brasileira, mas com TV é a estreia em times nacionais). Melhor jogadora do Mundial Sub-19 de 2011, a ala-pivô foi muito bem em sua temporada europeia no Celta, de Vigo (13,1 pontos e sete rebotes), e eu sinceramente não entendi por que ela não continuou na Europa para tentar evoluir mais contra atletas e times de melhor nível.

A decisão foi tomada, porém, e Damiris, que não foi muito bem na Olimpíada de Londres (como quase todo o time brasileiro, diga-se de passagem), poderá mostrar seu valor no time de Edson Ferreto a partir de hoje contra um duríssimo adversário no Paulista Feminino que ela já disputou em 2010 por Jundiaí aos 17 anos (teve as médias de 11 pontos e sete rebotes na competição). Americana ganhou tudo que disputou na temporada passada, tem um técnico por lá há dois anos (Zanon) e um trabalho organizado e sério fora de quadra. Não será fácil para ela em seu primeiro teste, como se vê.

O que acontecerá logo mais? Vale a pena assistir!


Ala-pivô Damiris acerta e reforça Ourinhos no Paulista feminino de basquete
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Nome mais forte do mercado interno que ainda estava sem acertar o seu futuro, Damiris não está mais “na pista”, como se diz. Conforme antecipei ontem no twitter (@balanacesta), a ala-pivô, que jogou a última temporada pelo Vigo, da Espanha, não retornará para a Espanha neste ano e defenderá as cores de Ourinhos, tradicionalíssimo clube do interior paulista.

Ela se apresenta logo no começo deste mês de setembro ao técnico Édson Ferreto, e sem dúvida é o maior reforço da equipe que brigará para retomar o posto de melhor time do país (Ourinhos dominou o basquete feminino nacional completamente durante cinco, seis anos) em seu segundo Paulista adulto (jogou pelo Jundiaí antes de se transferir para a Espanha).

Sucesso pra ela, e que a evolução que ela mostrou quando foi bronze e MVP no Mundial Sub-19 do Chile e depois titular da seleção brasileira no Pré-Olímpico continuem. Vamos ver se Damiris continua em Ourinhos também para a Liga de Basquete Feminino. Com a ala-pivô por lá, o nível cresceria muito, e o equilíbrio de forças, também.


Seleção feminina evolui e luta, mas perde da Rússia e se complica ainda mais em Londres
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

O Brasil bem que tentou, fez um jogo mais equilibrado do que se supunha, mas acabou não resistindo. Perdeu da Rússia por 69-59 (números aqui) na segunda rodada das Olimpíadas de Londres e vê a sua situação se complicar ainda mais nos Jogos.

Foi mais uma atuação decepcionante da seleção feminina. Começou bem, mas outra vez perdeu por causa de suas deficiências mais do que manjadas: erros de fundamento absurdos (foram 19, o que faz uma pergunta vir rapidamente ao pensamento: este time treinou por dois meses mesmo?), péssima pontaria dos três pontos (31%) e péssima transição defensiva (foram 14 pontos através das dez roubadas de bola russas). É um time fraco, dependente de Érika (15 pontos, 18 rebotes e três tocos) e sem a menor imaginação no ataque. Triste, bem triste.

Com o resultado, o time de Luiz Cláudio Tarallo segue sem vencer nas Olimpíadas de 2012, e enfrenta a Austrália na quarta-feira às 10h30 em mais uma partida complicada.

Viu o jogo? Decepcionante ainda, não? Comentem!


Ao contrário da seleção masculina, meninas do Brasil inspiram cuidados antes de Londres
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

“Queremos utilizar esse jogo como uma espécie de exercício de busca pela vitória”. Foi o que disse Luiz Cláudio Tarallo ao site da CBB antes do jogo de segunda-feira contra os Estados Unidos, em Washington. O exercício pode até ter sido bom, mas o resultado (90-67) e o que se viu em quadra, não.

Não vou ficar aqui colocando números, porque não é necessário. Quem viu a partida e quem tem acompanhado a fase de preparação da seleção feminina se preocupa, e se preocupa demais. O time não tem padrão ofensivo algum, não explora Érika como deveria, sacrifica Damiris colocando-a na ala (e o pior: perde a grande qualidade dela na posição de ala-pivô para ter uma jogadora da posição 3 que não sabe atuar assim ainda), desperdiça bolas com uma facilidade incrível, tem uma transição defensiva ruim e marca muitíssimo mal (no mano-a-mano, na ajuda e no lado contrário).

É, sim, um pavor só, e não adianta fazer só trabalho psicológico, não. Treinar, como bem mostra Rubén Magnano, vale mais do que mil palavras, mil exercícios de psicologia. O time do Brasil é fraco, ninguém duvida e todo mundo que acompanha este espaço sabe disso há séculos.

Mas duas coisinhas me preocupam: 1) o time está treinando faz quase 70 dias e até agora não apresentou padrão tático e técnico algum; 2) A França, que perdeu de pouco da Austrália, perdeu da Grã-Bretanha. Ou seja: a fase do time de Tarallo é ruim, e adversários até pouco tempo atrás “batíveis”, como as britânicas, tornam-se perigosas.

Se antes eu olhava pra situação brasileira pensando no terceiro lugar da chave e mirando as quartas-de-final com carinho e esperança, hoje eu penso que está no lucro total o time de Tarallo caso avance para o mata-mata.

Concorda comigo?


Como esperado, seleção brasileira feminina leva surra dos Estados Unidos em amistoso
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Não deu nem pro começo (28-14 no primeiro período). A seleção feminina do Brasil teve hoje o seu mais duro teste antes das Olimpíadas de Londres. E levou a sua mais doída surra. Perdeu dos EUA, que treinam desde sábado (três dias, portanto!) em Washington por 99-67 e mostrou que ainda está longe (ou que talvez nunca estará com este elenco) entre os grandes times do mundo.

Chegou a dar pena, vergonha e tristeza (lembremos que o time está treinando há mais de dois meses). No final do primeiro tempo, eu cheguei a pegar o DVD da semifinal do Mundial de 1994, como que para mostrar para mim mesmo que, sim, já foi possível vencer as norte-americanas. Tempos em que se fazia basquete feminino sério e com qualidade no país. Mas os tempos mudaram, e como diz aquele ditado, o que vimos nesta segunda-feira “é o que tem pra hoje”.

Apenas Karla (19 pontos) mostrou coragem e se salvou, e, embora a previsão para as Olimpíadas não mude por causa de um jogo contra as melhores do mundo, é um balde de água fria vermos que há pouquíssima evolução tática e técnica do time de Tarallo em dois meses completos de trabalho (por que diabos ele insiste com Damiris na posição 3, alguém explica?). E o descontrole de Iziane, uma das mais experientes, que cometeu quatro faltas (uma técnica) logo no primeiro período? E os erros sucessivos, e excessivos, de fundamento? E a falta de um jogo consistente para Érika, uma das melhores pivôs do mundo? Com mais de 60 dias de trabalho, é isso que vemos a menos de 20 dias das Olimpíadas? Que coisa!

Viu o jogo? Esperava algo diferente? Podemos tirar alguma coisa de útil da surra aplicada pelos Estados Unidos hoje? Comentários na caixinha!