Bala na Cesta

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Memphis Grizzlies vence Clippers fora de casa e fica a uma vitória da semifinal do Oeste
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Fábio Balassiano

Ainda não havia acontecido uma vitória fora de casa na série entre Clippers e Grizzlies. Pois aconteceu ontem à noite na Califórnia, onde o Memphis errou pouco (sete vezes apenas) e dominou toda a partida pra vencer o quinto jogo por 103-93, abrindo 3-2 na série e podendo fechar o duelo em 4-2 na quinta-feira em casa. Aqui vai um dado interessante: quando o confronto está empatado em 2-2, em 83% dos casos o vencedor do jogo 5 acaba se saindo vitorioso na série (no caso de ontem o Memphis).

No jogo desta terça-feira, mais uma vez a dupla de pivôs do Grizzlies foi muito bem. Até por não ter Blake Griffin (lesão no tornozelo e apenas 20 minutos em quadra) pela frente o tempo todo, Zach Randolph e Marc Gasol (foto) fizeram a festa. Z-Bo teve 39 touches (maior número em toda a série e maior que a SOMA das duas primeiras partidas), 25 pontos e 11 rebotes. O irmão mais novo dos Gasol saiu-se com 21 pontos, 8 rebotes, 4 assistências e 2 tocos em uma atuação incrível (32 minutos apenas). Além deles, Tayshuan Prince (um dos meus favoritos) jogou bem, anotou 15 pontos e conteve Jamal Crawford, que errou oito de seus 14 chutes. Do lado do Clippers, Chris Paul foi excelente com 35 pontos (21 no primeiro tempo) e 4 assistências, mas não teve fôlego para consumar a reação final. CP3, aliás, só venceu duas séries de playoff na carreira, e pelo visto terá trabalho para chegar a terceira nessa temporada.

No outro jogo da noite, o Denver fez muita besteira no final (perdeu o último período por 31-21), mas mesmo assim conseguiu vencer o Golden State Warriors por 107-100, diminuindo a diferença para 3-2. Na quinta-feira, em Oakland, os comandados de Mark Jackson jogam por vitória para avançar às semifinais de conferência, onde enfrentariam/enfrentarão o San Antonio Spurs, que neste momento descansa e tenta recuperar Tiago Splitter para o primeiro jogo da série. Andre Iguodala, do Nuggets, foi estupendo ontem com 25 pontos, 12 rebotes, 7 assistências e contendo um pouco Stephen Curry, que errou seis de seus sete arremessos de fora (mesmo assim terminou com 25 pontos e 8 passes). Amanhã veremos se a pressão afetará Curry (primeira pós-temporada da vida) e os Warriors, que ontem tiveram, ao mesmo tempo, três calouros em uma partida de playoff (Harrison Barnes, Festus Ezeli, Kent Bazemore e Draymond Green – um absurdo!).

Viu os jogos de ontem? Será que Warriors e Grizzlies avançam, na quinta-feira, jogando em casa? Ou Clipppers e Nuggets têm força para reagir? Comente!


Na série mais equilibrada do Oeste, Memphis e Clippers jogam por vantagem em Los Angeles
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Fábio Balassiano

Grizzlies e Clippers fazem uma série estranha. Jogando em Los Angeles, os Clippers sofreram um bocado no jogo 1, mas venceram por 21 pontos devido ao último período (37-22). No jogo 2, equilíbrio até o fim, e vitória dos donos da casa no arremesso de Chris Paul, O confronto foi pra Memphis, os Grizzlies precisavam reagir, viram Zach Randolph (foto) renascer (28 minutos, 13 pontos e seis rebotes nos dois duelos iniciais; 25,5 pontos, 10 rebotes, 37 minutos e 57,1% nos arremessos) e empataram em 2-2 com vitórias maiúsculas (94-82 e 104-83).

Com isso, o jogo de hoje em Los Angeles (23h30 de Brasília) é mais do que fundamental. De acordo com estatísticas da NBA, 94% dos times que abriram 2-0 em séries melhor de sete saíram vencedores dos confrontos. Mas o fato é que o Los Angeles Clippers está acuado, com um pouco de temor pelo basquete apresentado pelo Memphis, que no ataque passou a rodar melhor a bola e a explorar Zach Randolph em quase todos os ataques, e, na defesa, conseguiu marcar muitíssimo melhor os pick’n'rolls de Chris Paul, algo que Marc Gasol deixou bem claro depois da segunda derrota na Califórnia (“Se a gente não quiser entrar de férias é melhor segurar o Chris (Paul). Ele está jogando solto e matando a gente”, disse ao site da NBA).

A defesa teve que “subir” um pouco e acabou conseguindo conter a melhor arma do Clippers, não dando espaço também para os tiros de longe. Nos dois jogos mais recentes, as bolas de fora não caíram (13/44 ou 29%), os rebotes ofensivos não vieram (23 nas duas rodadas iniciais; 10 nas duas seguintes) e Blake Griffin até que teve espaço (17,5 pontos de média em Memphis), mas teve que “conduzir” sozinho suas ações ofensivas. Foi um grande trabalho liderado por Marc Gasol (o melhor defensor da temporada), Tony Allen, Tayshuan Prince e Mike Conley, que cortaram as linhas de passe e praticamente liberaram aquilo que o rival não gosta de fazer  - atuar dentro do garrafão em jogadas de mano a mano. Para se ter uma ideia de como caiu a eficiência dos passes, nos dois primeiros jogos Chris Paul teve 16 assistências e o Clippers, 39 ao todo. Nos dois últimos, CP3 obteve 10 e o Clippers, 31 (queda de 37% e 23%, respectivamente). Muita diferença, sem dúvida alguma.

Quem será que vence logo mais? Comente!


Grizzlies precisam vencer Clippers logo mais para se manter vivos nos playoffs da NBA
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Fábio Balassiano

Três jogos logo mais pelos playoffs da NBA. Em casa, o Milwaukee começa seu projeto de varrida moral no Miami (perdendo por 0-2, todo mundo sabe que eles vão virar para 4-2 – piada, claro). Em Chicago, os Bulls tentam abrir vantagem contra o Brooklyn Nets. O último jogo da noite, porém, é que deve ser o melhor de todos: em Memphis, o Grizzlies, contra a parede até dizer chega, precisa vencer o Los Angeles Clippers se não quiser ficar ainda mais enrolado em uma série que tinha tudo para ser equilibrada mas que até agora só conheceu vitória do time da Califórnia (2-0 Clippers).

Pode ser que o prêmio de melhor defensor do ano dado a Marc Gasol (foto ao lado) dê um pouco mais de energia ao Memphis, que (de verdade) nem tem jogado tão mal assim como os 0-2 que apontam o placar sugerem. O time cozinhou (como faz muito bem, aliás) o Clippers no jogo 1 mas não contou com aquela corrida incrível que teve Eric Bledsoe em noite inspirada. E no jogo 2, equilíbrio até o fim e Chris Paul com seu talento para decidir.

Se não dá pra criticar, ao menos dá pra esperar um pouco mais de Zach Randolph. O gordito teve problema com faltas nos dois primeiros jogos e só ficou em quadra 56 dos 96 minutos da série até então. É pouco e para o Memphis, que depende tanto de seus chutes no garrafão, é um péssimo sinal (isso sem falar na sua média de rebotes, que despencou de 11,6 para seis nestas primeiras partidas da série). Z-Bo, técnico ao extremo, tem encontrado dificuldades demais contra o jogo físico de Blake Griffin e DeAndre Jordan. Um pouco mais de “volume” nas infiltrações, para forçar faltas e desequilíbrio nas rotações dos pivôs dos Clippers, é recomendável aos Grizzlies (embora não seja fácil, claro).

O que será que acontece logo mais? Será que o Bucks apronta? Será que o Nets reage e retoma o mando de quadra? E será que o Memphis enfim vence um jogo do Clippers na pós-temporada?


Chicago joga bem e empata série contra o Nets; Chris Paul decide e Clippers abrem 2-0
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Fábio Balassiano

Acabou a farra dos mandantes no playoff da NBA. No primeiro jogo desta segunda-feira, o Chicago Bulls jogou como Chicago Bulls, permitiu apenas 30 pontos no garrafão (no jogo 1 foram 58), fez o Brooklyn Nets amassar o aro (29/82 ao todo, e 4/21 de três) e venceu a partida por 90-82, com direito a 22-11 no terceiro período. Joakim Noah teve apenas 25 minutos, mas foi muito efetivo na defesa (2 tocos, 10 rebotes) e seu reserva, Nazr Mohammed, completou os serviços no garrafão com 8 pontos e dois rebotes. Vitória do Bulls, 1-1 na série, mando de quadra invertido e estamos conversados. Mérito, também, para a marcação de perímetro do Chicago (Kirk Hinrich principalmente), que viu Deron Williams (1/9) e Joe Johnson ruírem (6/18).

No outro jogo da noite, o Memphis jogou bem, não deixou o Clippers abrir vantagem e empatou a peleja com 13 segundos por jogar no último período (91-91). Era “só” defender e jogar a prorrogação, nada mais que isso. Mas aí a bola foi parar na mão de Chris Paul, o baixinho aí da foto do post. Ele seria marcado por Tony Allen, um dos melhores do quesito na NBA. E vejam o que aconteceu com CP3 e Allen.

Com isso, vitória do Los Angeles Clippers por 93-91, 2-0 na série (segunda vez na história da franquia que os Clippers abrem 2-0, vejam só) e confortável vantagem para o restante de um duelo que prometia (ou ainda promete) ser equilibrado. O Memphis não tem arremessado bem (45% de quadra), não tem conseguido conter o jogo de garrafão do rival (50 pontos ontem) e está difícil encontrar solução para deter Chris Paul, que ontem saiu-se com 24 pontos, 9 assistências e 4 rebotes.

Viu os jogos de ontem? Gostou do empate do Chicago? E da vitória do Clippers? Comente!


Lakers vencem, e confrontos dos playoffs da NBA estão definidos – veja e palpite
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Fábio Balassiano

Então chegamos ao fim da temporada regular. Na calada da madrugada Stephen Curry bateu o recorde de bolas de três pontos em uma temporada (272), o Golden State venceu o Portland fora de casa para de garantir em sexto, o Los Angeles Clippers sofreu mas passou pelo Sacramento e ficou em quarto e na prorrogação os Lakers ganharam do Houston por 99-95 para fincar o pé no sétimo lugar do Oeste (24 pontos, 7 rebotes e 7 assistências de Steve, the White Mamba, Blake, aumentando sua série de boas partidas seguidas para três, numa clara referência ao fim do mundo que está por vir – podem esperar, pois isso é um sinal).

Com isso, os playoffs ficaram assim definidos (os horários vocês olham no site da NBA, sempre somando 1h ao de Brasília).

LESTE
Miami Heat (1) x Milwaukee Bucks (8) –  playoff começa domingo na Flórida. Tremei, Bucks…
New York Knicks (2) x Boston Celtics (7) – série abre os trabalhos da pós-temporada às 16h de sábado, no Madison Square Garden (com segurança reforçada no estacionamento…)
Indiana Pacers (3) x Atlanta Hawks (6) – primeiro jogo de  domingo (em Indianápolis). Time do Indiana é um dos mais organizados da temporada.
Brooklyn Nets (4) x Chicago Bulls (5) – jogo noturno no Brooklyn sábado para Jay-Z e companhia em casa. Série promete ser longa.

OESTE
Oklahoma City Thunder (1) x Houston Rockets (8) –  Último jogo de domingo (22h30) e o encontro entre James Harden e o OKC, agora em playoff
San Antonio Spurs (2) x Los Angeles Lakers (7) – Domingo, 16h30, Gregg Popovich jogará contra seu preferido Mike D’Antoni sem Kobe Bryant (mas com Steve Blake, Dwight Howard e Pau Gasol). Interessante…
Denver Nuggets (3) x Golden State Warriors (6) – Sábado no Colorado começa a série. Denver sem Gallinari conseguindo sobreviver.
Los Angeles Clippers (4) x Memphis Grizzlies (5) – Último jogo de sábado será na Califórnia (23h30) e (arrisco) uma série que vai a sete jogos de novo (em 2012 eles se enfrentaram)

Nos próximos dias vou colocar uma análise completa dos duelos, mas peço que fiquem atentos ao Twitter (@balanacesta) e Facebook (www.facebook.com/balanacesta) do blog para atualizações e comentários durante as partidas. Vou tentar fazer coisas diferentes neste mata-mata da NBA, também. Quem sabe comentários de voz (podcasts mais curtos), alguma promoção, algo assim. Fiquem ligados e vamos curtir esta que promete ser a melhor pós-temporada dos últimos anos!

E aí, pessoal, tem palpites para os duelos do mata-mata? Comentem que depois coloco análise completa confronto a confronto e dou meus pitacos também!


Pivô DeAndre Jordan e uma das enterradas mais espetaculares do ano – veja o lance completo!
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Fábio Balassiano

Na surra do Los Angeles Clippers contra o Detroit Pistons na noite de ontem no Staples Center (129-97), um lance chamou a atenção do público: a enterrada do pivô angelino DeAndre Jordan em cima do armador Brandon Knight, do Detroit Pistons. O lance ocorreu a quatro minutos do final do primeiro tempo, quando os Clippers venciam por 55-36. Mais não há a ser dito. É só clicar no vídeo e aplaudir. Espetacular!


Depois de atuação improvável de Kobe, Lakers tentam manter bom nível contra Clippers
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Fábio Balassiano

“Depois de 17 anos na liga, até que ele tem direito a uma noite assim, né”. A declaração foi do técnico Mike D’Antoni, e foi uma resposta ao desempenho de Kobe Bryant (1/8 nos arremessos, quatro pontos e oito desperdícios de bola) na vitória do Los Angeles Lakers contra o ex-time de D’Antoni, o Phoenix, por 91-85. Mesmo assim, a boa notícia é que os angelinos conseguiram sair com o triunfo mesmo com uma atuação pífia de sua principal estrela.

Cinco atletas saíram com dez ou mais pontos, houve 23 assistências nos 36 arremessos convertidos (ótimo índice de 63,8%) e chegar aos 50% de aproveitamento na temporada está mais próximo (agora 25-28). O problema para os Lakers é que para ficar ainda mais próximo de “zerar” a campanha o rival desta noite na Califórnia é o rival Los Angeles Clippers, terceiro do Oeste (37-17), dono de um elenco bem mais balanceado, em melhor fase que os ex-donos da cidade e com retrospecto de 3-2 desde que Chris Paul vestiu o uniforme dos Clippers (vocês se lembram que David, “Basketball Reasons”, Stern vetou a transferência aos Lakers, né).

Os Lakers até que têm jogado bem de duas semanas pra cá (são oito vitórias nos últimos 11 jogos – na derrota contra o Miami, os angelinos jogaram muitíssimo bem por três períodos, é bom ressaltar também), mas sabem que do outro lado há um time que adora fazer o que eles odeiam (ou não sabem) conter: correr. Os Clippers têm 39% de seus ataques terminando antes dos 10 segundos de posse de bola (36,2 pontos dos seus 99,9 pontos por jogo saem assim), e a conversão é de ótimos 57% (a maioria destas conversões, 60%, saem de assistências, e se você quiser ler Chris Paul está liberado também). Os Lakers, por sua vez, levam 16,2 pontos por jogo em contra-ataques, pior marca da NBA (e isso não é surpresa, né).

Quem será que vence logo mais no clássico de Los Angeles, o último da NBA antes do All-Star Game? Comente!


Em situações opostas, Lakers e Clippers medem forças logo mais – quem vence o clássico?
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Fábio Balassiano

Há, é verdade, um Miami x Chicago, um Memphis x Portland, mas nenhum jogo chama mais a atenção esta noite na NBA do que este Lakers x Clippers na Califórnia (começa 01h30 já de sábado para nós aqui). Em situações absurdamente opostas, as duas franquias de Los Angeles duelam por mais do que uma vitória na longa temporada regular.

Os Clippers, que vinham de 17 vitórias até eu escrever sobre eles (e secá-los de maneira absurda), perderam as duas últimas (Nuggets e Warriors), mas ainda lideram com folga o Pacífico (25-8) e estão a apenas derrota atrás do líder do Oeste, o Oklahoma City Thunder (24-7). Tem o melhor armador da NBA na atualidade (Chris Paul), o ala-pivô mais explosivo (sei que muita gente ‘reclama’ que Blake Griffin só enterra, mas eu gosto muito do jogo do cara) e um elenco com oito, nove opções de alto nível para rodar. É, disparado, o grande favorito da noite.

E não sou eu quem digo isso, não. Em entrevista coletiva ontem em Los Angeles, Kobe Bryant, astro do Lakers, disse que os Clippers são os favoritos para uma surra nos amarelos/roxos logo mais e também candidatíssimos ao título (o camisa 24 chegou a dizer que concorda com Magic Johnson, que afirmou ver os Clippers como a reedição do Showtime de Magic na década de 80 – um exagero, evidentemente).

Vindo de uma derrota vergonhosa para os apenas regulares Sixers em casa no primeiro dia do ano (15-16 no campeonato) e depois de Kobe ter soltado o verbo contra seus companheiros (relembre aqui), o técnico Mike D’Antoni teve que dizer o famoso “eu amo o Bryant, mas…” antes de elogiar o seu elenco, chamado por sua maior estrela de velho e lento. O clima no vestiário deve estar de uma leveza incrível, vocês podem imaginar. Fica, sinceramente, difícil crer que um grupo que não conseguiu se encontrar até agora consiga superar o jovem, atlético e entrosado rival de cidade. Se não fosse clássico, não teria dúvida em arriscar o vencedor de logo mais.

Quem vence a peleja? Comente!


Com 17 vitórias seguidas, a pergunta no começo de 2013 é: quando os Clippers perderão?
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Fábio Balassiano

Com a melhor campanha da liga no momento (25-6), o Los Angeles Clippers conseguiu o que apenas San Antonio Spurs (em março da temporada 1995-1996 com o agora técnico do Clippers Vinny Del Negro como jogador – 14,8 pontos de média naquele campeonato), o Houston Rockets (em fevereiro de 2008) e o Los Angeles Lakers (em novembro e dezembro de 1971-1972 – foi a temporada da maior sequência de triunfos da história da liga, 33) conseguiram: ficar um mês inteiro sem perder (16 jogos – o último foi no domingo, contra o Utah Jazz, na Califórnia, com 107-96).

Uma façanha absurda, um espanto mesmo, embora todos saibamos que o foco deve estar lá nos playoffs, em uma possível conquista de título inédito (dos dois times citados acima, os Lakers conquistaram o título na temporada da sequência imbatível no mês; os Spurs caíram na semifinal de conferência, por 4-2, diante do Utah Jazz de Karl Malone e John Stockton). Por isso, neste momento em que você acorda para o novo ano, eu já começo 2013 com uma perguntinha bem fácil: quando cairá a invencibilidade do Los Angeles Clippers, que vem de 17 vitórias seguidas na NBA? Molezinha de responder, não?

Jogando um basquete pra lá de envolvente (só não entendo por que diabos o nome de Chris Paul que tem 16,3 pontos e 9,4 assistências de média, não aparece em quase nenhuma lista dos possíveis MVP’s da temporada, mas tudo bem), os Clippers terão o seguinte calendário neste começo de ano (veja aqui o completo):

1/1 - Denver (fora de casa) //  2/1 – Golden State (fora de casa) // 4/1 – Los Angeles Lakers (casa/neutro) // 5/1 – Golden State (casa) // 9/1 – Dallas (casa) // 12/1 – Orlando (casa) // 14/1 – Memphis (fora de casa)

Eu não consigo responder, mas os três jogos que abrem 2013 para os Clippers são bem difíceis. Primeiro em Denver, com altitude e um retrospecto dos Nuggets em casa de 9-1. O Golden State é, disparado, a maior e melhor surpresa da temporada (tem 21-10 e é o vice-líder do Pacífico). Na sexta-feira, dia 4, é a vez do rival de cidade, os Lakers, que venceram seis dos últimos sete jogos (hoje enfrentam os Sixers em casa).

Quando, então, os Clippers perderão na NBA? Arrisque na caixinha!


A esperada rodada de Natal da NBA – confira jogaços e análises desta terça-feira
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Fábio Balassiano

Poderia fazer um preâmbulo natalino por aqui, mas vamos logo ao que interessa, né. Logo mais são cinco aguardados jogos na rodada da NBA – todos muito bons e com um motivo especial para assistir (os times em negrito jogam em casa). Vamos lá:

1) Celtics x Nets (15h de Brasília) – São dois times que não vivem dias maravilhosos, isso é um fato. O Boston perdeu quatro das últimas cinco. O Brooklyn, que duelava com os Knicks pela liderança do Leste, três das últimas quatro. Pelo Nets, vale a pena ficar de olho em Joe Johnson e nas jogadas de isolação que invariavelmente ele chama (24,6% de suas ações ofensivas saem assim, com 0,96 pontos por posse – o 15º na NBA no quesito). Quem irá marcá-lo provavelmente será Paul Pierce, que está em 25º na liga em defesas a jogadas de um-contra-um (0,65 ppp). Pode sair daí e do duelo de armadores (Deron Williams x Rajon Rondo, dois excepcionais jogadores) o vencedor do embate. Só lembrando: no último jogo entre os dois times, houve confusão e baile de Joe Johnson em cima de Pierce (relembre aqui).

2) Knicks x Lakers (18h) – Será o confronto de Mike D’Antoni contra sua ex-equipe. E sua ex-equipe que faz questão de jogar bem diferente do padrão que Mike queria implantar em Nova Iorque. Com ataque ponderado (o time se divide muito bem em jogadas de um-contra-um, post-up, arremessos livres – os Knicks lideram a liga no quesito, com 1,13 pontos por posse desta maneira -, e transição – 1,26 ppp nos ataques feitos assim), Mike Woodson fez com que sua defesa agredisse mais (lembremos que não se pode dividir o jogo) e que seu ataque trocasse mais passes antes de decidir (outro dia li um dado que, embora não seja muito bom em assistências, o time troca, em média, 8,4 passes antes de arremessar – recorde na liga). Ou seja: para os Lakers correr pode não ser a solução. Vamos ver, também, o que D’Antoni fará para marcar Carmelo Anthony, agora ala-pivô do time. Será que Pau Gasol sai, de cara, para defender um dos melhores jogadores da temporada? E do outro lado, o que Woodson fará para tentar deter Kobe Bryant, que tem 29,7 pontos de média e no último jogo angelino chutou anormais 41 vezes? O camisa 24 é o 5º da liga (1,03 ppp) em jogadas de pick-and-roll, e do outro lado estará o nono pior time (0,82 ppp do adversário) neste tipo de defesa (pode ser por aí a chave da vitória dos californianos).

3) Thunder x Heat (20h30) – É a reedição da final da temporada passada, e não sei se algo mais precisa ser dito depois disso. LeBron James bateu o recorde de Karl Malone (20 ou mais pontos em TODOS os jogos até aqui), tem jogado uma barbaridade de ala-pivô mas nessa noite terá Serge Ibaka a marcá-lo e para marcar. Nada de outro mundo para ele, sem dúvida alguma, mas o congolês tem sido um dos diferenciais do Oklahoma, que lidera o Oeste com 21-5. O Thunder, que tem Kevin Durant cada vez mais maduro e completo, possui o melhor ataque da liga (1,3 ppp nos contra-ataques, 105 pontos por noite e 48% nos chutes). Muita coisa, não? Do outro lado, o atual campeão terá Ray Allen, Dwyane Wade evoluindo a cada dia e, óbvio, o apoio da torcida. Tem tudo pra ser o melhor jogo do dia.

4) Rockets x Bulls (23h) – O Chicago venceu sete das últimas dez, o Houston, seis das últimas dez, mas o que vale mesmo logo mais é ficar de olho em como os Bulls tentarão deter James Harden. Na sexta-feira, diante de outro incrível cestinha (Carmelo Anthony, do Knicks), Tom Thibodeau simplesmente destruiu tudo o que Melo pensava em fazer. Provavelmente usará antídotos parecidos para tentar parar o time de melhor pick-and-roll da NBA (0,92 pontos por posse de bola), mas não será fácil. Estou curioso, também, para ver como será o duelo entre Joakim Noah, que tem jogado muitíssimo bem, e Omer Asik, ex-Bull e agora principal reboteiro do time texano (11,4 por jogo).

5) Nuggets x Clippers (1h30 de quarta-feira) – São 13 vitórias consecutivas do melhor time de Los Angeles, só isso a dizer. Maior sequência da atual temporada, time jogando o basquete mais “redondo” da NBA, a dupla Chris Paul e Blake Griffin funcionando muitíssimo bem. Do outro lado, o bom time de George Karl, que demorou um pouco, mas que agora se firma entre os oito do Oeste. Começará tarde aqui pra gente, muita gente trabalha, mas vale reservar pedaço de panetone e algumas rabanadas para ver essa peleja também.

Vai assistir alguma partida? Tem palpite? Comente na caixinha!