Bala na Cesta

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Knicks sofre no fim, mas ‘enterra’ Boston e vai pela 1a vez às semifinais do Leste em 13 anos
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Fábio Balassiano

Terminou a temporada deste maravilhoso time do Boston Celtics. E não terminou como os torcedores esperavam, não. O time não acertou nada, nada, absolutamente nada até 9 minutos do final do jogo, a vantagem do Knicks chegou a quase 30 pontos e o fim melancólico parecia vir.

Mas é o Boston Celtics, você sabe como é, e as coisas não poderiam terminar de forma comum, né. Os verdes anotaram 20 pontos seguidos (releiam: 20 pontos seguidos!), cortaram a diferença pra quatro, levaram os torcedores ao delírio e os Knicks ao desespero. Mas os nova-iorquinos mostraram força, tiveram cabeça no lugar e se recuperaram. Carmelo Anthony matou duas bolas decisivas, JR Smith fez outra e no final o New York Knicks venceu por 88-80. Com isso, os Knicks fizeram 4-2 nos verdes, enfim ‘enterraram’ o rival (veja mais aqui) e se classificaram para as semifinais do Leste pela primeira vez desde o ano 2000.

Na próxima rodada, o Knicks enfrentará o Indiana Pacers, que acaba de bater o Atlanta Hawks por 81-73, fechando a série em 4-2. O duelo entre dois grandes rivais na década de 90 deve começar no domingo em Nova Iorque (e será impossível não lembrar de Reggie Miller, John Starks, Pat Riley…).

Foi bacana ver o público aplaudindo Kevin Garnett, Paul Pierce e companhia no final da partida mesmo com a derrota, mas a verdade é que os Knicks jogaram melhor quando tiveram a cabeça no lugar e, enfim, enterraram um difícil rival e uma escrita que já durava uma década. Os nova-iorquinos, que contaram com Spike Lee na torcida mesmo em terreno inimigo, vêm forte na semifinal e numa eventual final de conferência, podem ter certeza.

Viu o jogo do Knicks? Que reação histórica do Boston, não? Comente!


Após ‘enterro’, Boston pode confirmar renascimento contra o Knicks e empatar a série
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Fábio Balassiano

Na noite de quarta-feira, os jogadores do New York Knicks foram para o Madison Square Garden vestidos de preto. Haviam combinado, acharam “sensacional” e cumpriram. Era uma referência ao “enterro” simbólico que eles fariam do Boston Celtics na partida que seria jogada em instantes. Bem, e vocês sabem o que aconteceu na quadra, certo? O Boston jogou demais, venceu por 92-86 e reabriu uma série que, depois de os nova-iorquinos abrirem 3-0 com amplo domínio, está mais… viva do que nunca apesar de ainda ser liderada pelos Knicks por 3-2.

Noves fora o gosto da brincadeira, que não é tão nova assim na NBA (outros times já combinaram de se vestir de preto antes de playoffs), é de imbecilidade absurda fazê-la isso contra um time como o Boston – este Boston que tem uma alma e um coração do tamanho do mundo. Celtics, só pra lembrar, que tem um animal como Kevin Garnett – na foto com a camisa 5 – suando como um louco no garrafão e vencendo dores, adversários e a idade para apanhar qualquer mísero rebote como se fosse o último.

Como o próprio técnico do Knicks disse ontem à tarde no treino aos meios de comunicação dos EUA, o foco saiu do jogo, da quadra, para as vestimentas de seus jogadores. O que me deixa mais assustado, além do que já falei, é: o NYK não vence uma série há mais de uma década. Vai tirar onda com o quê, gente? Deveria ter entrado em quadra pra jogar bola, jogar basquete e, depois, caso ganhasse, falar horrores. Preferiu a provocação antecipada, perdeu o jogo e depois teve que ouvir gracinhas dos jogadores do Boston ainda na quadra (teria feito o mesmo, diga-se de passagem).

Woodson reprovou a atitude, disse que falou isso aos seus atletas, mas o fato é que hoje às 20h o Boston Celtics abre seu ginásio para tentar empatar uma série que (repito) estava perdida, perdida (o jogo 4, o que evitou a varrida, só foi vencido na prorrogação, num sufoco danado). Kevin Garnett renasceu, Paul Pierce lembrou o velho Paul Pierce, Jason Terry acordou e Jeff Green está estupendo nos dois últimos jogos. Isso tudo com sete jogadores fazendo a rotação, sem Rajon Rondo, sem Leandrinho, sem um elenco numeroso. Repito o que disse no Twitter na noite de quarta-feira: torça ou não para os Celtics (eu não torço), é impossível não admirar a doação desses caras em quadra, em qualquer jogo, em qualquer situação (independente do que aconteça logo mais, que isso fique claro). Todo torcedor sonha não em ter um time vencedor, um time genial, um time recheado de craques. Torcedor gosta de entrega, de jogador se matando a cada lance. É justamente isso que os Celtics fazem a cada noite há seis temporadas, desde que o núcleo formado por Pierce, Garnett, Rondo e Allen se juntou.

Rudy Tomjanovich (foto à direita), técnico bicampeão pelo Houston na década de 90, disse certa vez uma frase que ficou marcada para quem gosta de NBA (bom, pelo menos pra mim ficou – relembre aqui): “Nunca duvide do coração de um campeão”. O Knicks, pelo visto, parece ter esquecido do coração do rival. Ele ainda batia. E foram os nova-iorquinos, trajados de preto, que fizeram batê-lo novamente. Esse Boston tem o coração de campeão com Garnett, Pierce e com o técnico Doc Rivers, que faz brilhante trabalho nesta temporada de modo geral e nesta série em especial (ele conseguiu manter o foco do time mesmo com lesões em sequência).

Agora é esperar pra saber se o morto-vivo renasce de vez para um alucinante jogo 7 ou apenas suspira pra cair diante de seus torcedores. O que vocês acham que acontece logo mais em Boston? Comente!


Em casa, Knicks joga esta noite contra o Boston pra se classificar pela 1a vez desde 2000
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Fábio Balassiano

Dia histórico para o New York Knicks e seus torcedores nesta noite no Madison Square Garden. A partir das 20h (o canal Space exibe), os nova-iorquinos, que têm 3-1 na série contra o Boston Celtics, precisam ganhar para conquistar a primeira série de playoff desde o ano 2000 (mais exatamente, desde a semifinal do Leste da temporada 1999-2000, quando bateram o Miami por 4-3 no dia 21 de maio antes de cair diante do Indiana Pacers na decisão de conferência).

E não será moleza, não. Por pior que esteja o Boston, por mais nas cordas que os Celtics sejam, os verdes são e sempre serão carne de pescoço em playoff – ainda mais com Kevin Garnett do outro lado. Isso foi mostrado no último jogo, quando os Knicks cortaram a diferença na segunda etapa, tinham tudo pra fechar em uma varrida o duelo, mas tirando forças sabe-se lá de onde o time de Doc Rivers recuperou a confiança e venceu na prorrogação.

E a classificação do Knicks passa diretamente por Carmelo Anthony (foto). O camisa 7 tem jogado uma barbaridade (33 pontos de média em playoff é coisa pra caramba), é verdade, mas tem passado do ponto em termos de arremesso. Na temporada regular, Melo chutou 22,2 das 81 vezes que a franquia de Nova Iorque arremessou na partida (27,1%). Na pós-temporada o volume cresceu demais: 28,3 arremessos de um total de 80,3 tiros a cesta adversária (35,2%, ou 8,1% a mais do que ele fazia na fase regular).

É óbvio que a confiança de Carmelo está nas alturas, ele realmente tem jogado muito bem e tem carta branca do técnico Mike Woodson e de seus companheiros para fazer isso tudo aí mesmo, mas ele precisa segurar um pouco a onda. No último jogo o Boston acertou a marcação, ele errou 25 de seus 35 arremessos e desperdiçou sete bolas. Errar tanto assim logo mais será meio caminho andado para a série voltar pra Boston, para o martírio por uma classificação quase consumada começar e para a pressão da torcida aumentar de volume.

Será que o Knicks consegue evitar isso tudo hoje no Madison Square Garden e fechar o confronto? Comente!


Lakers e Boston podem ser ‘varridos’ pela primeira vez na rodada inicial do playoff hoje
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Fábio Balassiano

São 33 títulos da NBA. São as duas franquias mais tradicionais da liga. E neste domingo Los Angeles Lakers e Boston Celtics podem entrar para a história pela porta dos fundos. Nunca, desde a criação do principal campeonato de basquete do mundo há mais de 60 anos, Lakers e Celtics foram varridos (perder sem nenhuma vitória na série) na primeira rodada do playoff. Nunca. E isso pode acontece neste domingo, caso angelinos e verdes, que estão levando 3-0 e não mostram poder de reação), percam para Spurs e Knicks, respectivamente.

Alguns dados interessantes sobre varridas:

1) O Los Angeles Lakers NUNCA foi varrido em uma primeira rodada de playoff.
2) Isso já aconteceu com o Boston duas vezes. Em 1988-1989 (com o Detroit) e em 2003-2004 (com o Indiana).
3) A última vez que o Lakers caiu na primeira rodada foi em 2006-2007 (4-1 do Phoenix de Mike D’Antoni e Steve Nash, agora em LA). O Boston, em 2004-2005 (4-3 do Indiana Pacers, com direito a uma surra de 27 pontos em casa no sétimo jogo).
4) Lakers e Boston já foram varridos, juntos, nos playoffs, mas, como disse acima, nunca na primeira rodada do playoff. A última foi justamente em 1989, quando o Detroit passou a vassoura no Boston na rodada inicial (3-0) e nos Lakers na decisão daquele ano (4-0). Os Pistons, aliás, só perderam dois jogos no mata-mata daquele ano (para o Chicago, na final do Leste). Antes disso, em 1982-1983, Lakers levaram 4-0 na final do Sixers e os Celtics, na semifinal do Leste, 4-0 do Bucks.
5) Caso o Spurs concretize a varrida contra o cada vez mais desfalcado Lakers, será o segundo 4-0 dos angelinos em três anos (em 2011 foi contra o Dallas, que acabou campeão naquele ano). Nas três quatro séries disputadas pelos angelinos, o retrospecto é de 5-14 até agora. Péssimo, não?
6) Mike D’Antoni pode ostentar 0-8 em playoffs com Lakers (seu atual time) e Knicks (seu último) caso perca hoje (duas varridas seguidas, portanto). Se somar a última em Phoenix, dá 1-12 (perdeu de 4-1 do Spurs em 2007-2008).
7) Técnico do Boston, Doc Rivers jamais foi varrido em sua carreira como técnico. Na verdade, para se ter uma noção de quão casca de ferida é o cara, desde que ele chegou a Boston em apenas uma oportunidade seu time perdeu por 4-1 (em 2011 na final de conferência contra o Miami). nas outras derrotas em pós-temporada, apenas 4-3. Incrível, não?

E aí, o que será que acontece logo mais na rodada da NBA? Lakers e Boston varridos? Boas chances, não? Spurs (sem Splitter, que ficará dez dias de molho devido a lesão no tornozelo) e Knicks estão voando. Logo mais veremos 4-0 em Los Angeles e em Boston? Comentem!


Knicks e Celtics vão se enfrentar nos playoffs – promessa de jogos tensos no Leste
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Fábio Balassiano

No dia 7 de janeiro, o Boston foi ao Madison Square Garden enfrentar o New York Knicks. Venceu por 102-96, mas o que mais se falou naquele dia foi sobre a briga entre Kevin Garnett (um santo, sabemos) e Carmelo Anthony (veja mais aqui e aqui). Melo ficou alucinado com as palavras e cotovelos de KG, foi até a porta do vestiário do Boston para tomar satisfações com o camisa 5 e disse que haveria uma próxima vez.

Knicks e Celtics voltaram a se enfrentar, os nova-iorquinos venceram as três seguintes, mas agora há algo maior reservado: as duas tradicionais franquias da NBA se enfrentarão nos playoffs que começam a partir do próximo sábado (no outro confronto já definido no Leste, Heat e Bucks medem forças).

Com a vitória de ontem à tarde contra o Indiana (90-80 no Garden) os Knicks garantiram o segundo lugar do Leste, ficando atrás apenas do Miami, líder absoluto da conferência. Enfrentarão, com mando de quadra, o Boston, que está sem Rajon Rondo mas já conta com a volta de Kevin Garnett, com a experiência de Paul Pierce e com as evoluções de Avery Bradley e Jeff Green, que têm jogado muito bem nas duas últimas semanas.

É óbvio que os Knicks são favoritos (pelo mando de quadra, pela campanha de mais de 50 vitórias, pela fase exuberante de Melo e JR Smith), mas se não dá pra subestimar o Boston Celtics em ocasião alguma, em um duelo que envolve uma rivalidade criada no começo de 2013 ainda mais.

Quem será que avança neste confronto que promete sair faísca? Comente!


É bom abrir o olho: má fase pode colocar Boston para enfrentar Miami no playoff logo de cara
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Fábio Balassiano

Não é bom o momento do Boston Celtics na NBA. Com 38-36, os verdes perderam as duas últimas (Knicks e Wolves fora de casa) e nove das últimas 13. Para piorar a situação, Kevin Garnett ainda não se recuperou de problemas físicos, Paul Pierce não atuou contra o Minnesota e o Milwaukee, que corre desesperadamente para evitar o Miami Heat na primeira rodada dos playoffs, agora vê uma luz no fim do túnel, já que com 36-37 pode sonhar cm ultrapassar os Celtics para ficar com a sétima colocação do Leste.

Para se ter uma ideia do drama do Boston, a última escalação que Doc Rivers colocou em quadra contra o Wolves foi: Avery Bradley, Courtney Lee, Chris Wilcox, Jeff Green e Brandon Bass. Tudo bem que os três principais jogadores da franquia não atuaram (além de Pierce e KG, Rondo está fora do restante da temporada, é sempre bom lembrar) e que uma peça que poderia melhorar o banco de reservas, o brasileiro Leandrinho, também ficou pelo caminho devido a lesão no joelho, mas o fato é nem o bom elenco que o Boston tem está sendo suficiente para no mínimo garantir a sétima posição no Leste – algo que até pouco tempo atrás nem era cogitado.

Não sei se todo mundo se lembra, mas na temporada passada o Boston Celtics teve a faca, o queijo e o mando de quadra na mão para fechar a final do Leste em 4-2 em casa, mas não conseguiu e o Miami avançou com 4-3. Bater o Heat, portanto, não seria impossível para eles, e a gente que Pierce e Garnett têm LeBron James como um dos maiores “inimigos” na liga, mas no momento em que as duas franquias se encontram me parece pouco recomendável pegar o Miami direto na primeira rodada.

Até o final da temporada serão quatro jogos seguidos em casa (começando por hoje contra o Detroit, e seguindo de Cleveland, Wizards e Nets) antes de três dos quatro úlimos fora de casa contra Miami, Orlando e Toronto (com Indiana em Boston). Vencer para ficar na sétima posição não é bom apenas para evitar LeBron e uma possível eliminação na primeira rodada, mas principalmente porque um duelo contra Knicks ou Pacers é algo extremamente vencível para os Celtics.

Concorda comigo? Será que o Boston aguenta e fica na sétima colocação? Ou será que os verdes vão entregar a rapadura e ficarão na oitava, enfrentando o Miami de cara nos playoffs?


Contra desafetos, Boston tenta acabar hoje com invencibilidade de 22 jogos do Miami Heat
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Fábio Balassiano

“Se há um grupo que certamente estará motivado para nos enfrentar e acabar com a nossa invencibilidade, este é o Boston Celtics que iremos enfrentar nesta segunda-feira em Boston. Há muita história nisso, há muita rivalidade envolvida. Isso é o que acontece quando jogos de playoffs se repetem ano após ano”.

Bingo. A frase não é minha, obviamente. É de Erik Spoelstra, técnico do Miami Heat, e foi dita ontem no Canadá, onde seu time fez 108-91 no Toronto Raptors para chegar a 22ª vitória seguida na temporada, igualando o feito do Houston Rockets de 2007-2008 e ficando a 11 de igualar o do Los Angeles Lakers de 1971-1972. Nesta segunda-feira, o seu time viaja até Boston (21h de Brasília) para superar a marca texana e fincar pé na segunda maior sequência de triunfos da história da liga.

Não será fácil, obviamente. Não tanto pelos times que medirão forças logo mais, não. O Miami Heat é um dos melhores times da NBA, certamente o melhor do Leste, conta com um gênio (Joel Anthony – tô zoando, é o LeBron, claro), um craque (Wade), um excelente (Bosh) e um punhado de bons jogadores de composição de elenco (Chalmers, Allen, Battier, Lewis, Haslem, Anthony, Cole, Andersen etc.).

Só que do outro lado estará um dos times mais cascudos da liga. O Boston vem de duas vitórias seguidas, de sete nas últimas dez rodadas e até que tem se virado bem sem Rajon Rondo, armador que rompeu o ligamento do joelho e só volta na próxima temporada. A questão, no entanto, é muito menos técnica e muito mais psicológica.

Kevin Garnett (na foto) já disse não gostar de LeBron James (suspeito que Garnett não goste de muita gente, diga-se de passagem). Kevin Garnett disse ter ficado alucinado quando soube que Ray Allen iria jogar em Miami (chegou a apagar o número do ex-amigo de sua agenda do celular). E Kevin Garnett esteve em todos os duelos que os Celtics fizeram ou com Cleveland ou com Miami, tendo enfrentado LeBron em quatro das cinco pós-temporadas mais recentes (2-2 no confronto direto, sendo os dois últimos vencidos pelo Heat). Adicione a este tempero Jason Terry (que enfrentou, perdeu e ganhou, do Miami em 2006 e 2011) e Paul Pierce (este dois últimos citados já disseram que não estão impressionados com a série invicta do Miami e que não ligam para o que se passa do lado de lá – aham, sei…), e teremos uma bomba pronta pra ser explodida.

É um duelo de estilos (Paul Pierce e Kevin Garnett não têm muita papa na língua, fazem parte da old-school da NBA, mais centrada, mais focada em jogar basquete e só em jogar basquete; LeBron, Wade e Bosh são mais comportados, totalmente midiáticos e mimados ao cubo), um duelo que vem se repetindo há anos na liga – quase sempre saindo faísca em quadra. A dúvida que fica é: será que apenas a fagulha da antiga rivalidade será suficiente para o Boston conseguir bater o Miami, invicto há 22 partidas?

O que acham?


Gerente-geral do Boston diz que quer renovar com Leandrinho mesmo com lesão no joelho
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Fábio Balassiano

Boa notícia para o brasileiro Leandrinho, que rompeu os ligamentos do ligamento cruzado anterior na segunda-feira na partida contra o Charlotte Bobcats (leia mais aqui e aqui) e cujo contrato termina ao final deste campeonato. Em declaração a Chris Forsberg, da ESPN-Boston, Danny Ainge, gerente-geral do Boston Celtics, disse que pretende renovar com o brasileiro mesmo após a lesão.

“Nós amamos Leandrinho. Mesmo acima do orçamento, decidimos contratá-lo. Ele estava indo muito bem e imaginávamos que ele poderia, agora com a ausência do Rondo, nos ajudar ainda mais. Pena que não será possível nesta temporada. Foi uma perda grande”, afirmou Ainge, lembrando que a franquia assinou contrato de um ano apenas mas que pretende renová-lo.

Não sei se poderia haver notícia melhor para Leandrinho, que agora se prepara para operar o joelho. Obviamente que Ainge deu apenas um indicativo do que gostaria de fazer, mas me parece uma atitude bem digna, bem correta em um ambiente pra lá de profissional. O mais fácil, para o Boston ou qualquer outra franquia, seria pagar pelos custos médicos (óbvio), mas não assinar novo contrato com alguém que não se sabe como voltará às quadras – não há obrigação alguma para isso, diga-se de passagem.

Bola dentro para Ainge, boa sorte para Leandrinho e que ele assine a renovação o quanto antes.


Confirmado: Leandrinho rompe ligamento do joelho esquerdo e está fora da temporada
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Fábio Balassiano

Está confirmada a notícia que acabei dando aqui hoje de manhã. Os exames realizados nesta terça-feira nos Estados Unidos confirmaram que o brasileiro Leandrinho Barbosa, do Boston Celtics, rompeu mesmo o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e está fora do restante da temporada da NBA. Notícia pior, evidentemente, não poderia existir – para ele e para os verdes.

Para os verdes, porque é o terceiro jogador a ficar de fora da temporada. Sem Jared Sullinger e Rajon Rondo há uma semana, agora é a vez de Leandrinho, que estava começando a “comer” minutos de Rondo na armação. Agora os Celtics terão que contratar alguém para a posição (Shelvin Mack está cotadíssimo).

Para Leandrinho, a notícia é ainda pior. Não só por causa dos altos e baixos que ele enfrentava na temporada antes da lesão de Rondo, mas sim porque seu contrato é de apenas uma temporada (no caso, esta). Como a recuperação demora de nove a doze meses, ele terá que fazer seu tratamento na expectativa de uma franquia para contratá-lo. O lado emocional terá que andar junto com o físico, portanto – e isso não será fácil.

Muita sorte pra ele na recuperação desta lesão. É chata pacas (já tive, em 2008, e é, com todo respeito, um porre pra se recuperar), mas Leandrinho certamente passará por cima disso. Sucesso a ele, mais uma vez.


Que zica em Boston: Leandrinho machuca joelho e pode perder restante da temporada da NBA
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Fábio Balassiano

Não anda fácil a vida para jogador de basquete em Boston. Depois de Rajon Rondo, que rompeu os ligamentos cruzados de seu joelho, e Jared Sullinger, que lesionou suas costas (ambos estão fora da temporada), ontem foi a vez de Leandrinho se machucar com gravidade. Ainda não se sabe exatamente qual foi a lesão, mas as primeiras impressões sobre o joelho do armador brasileiro não são das melhores, não.

No final do terceiro período do jogo de ontem entre Celtics e Bobcats (vitória do Charlotte por 94-91), Leandrinho partiu para a infiltração (veja vídeo abaixo a partir de 01:10), deu uma torcida no joelho e não conseguiu continuar mais pisar na quadra. Foi carregado pelo também brasileiro Fab Melo e pelo preparador físico do Boston para o vestiário, e não retornou às quadras. Os primeiros exames serão feitos nesta terça-feira, mas as declarações de Kevin Garnett e do técnico Doc Rivers não animam muito, não:

“É difícil, cara. Você trabalha com esses caras e de repente vê lesões que terminam com a temporada. É difícil. Já tivemos dois casos assim, e pode ser que agora tenhamos mais um com Leandrinho”, Garnett.

“L.B. (Leandro Barbosa) estava começando a jogar muito bem e agora acontece isso. Vamos rezar para que esteja tudo bem. Mas, a primeira vista, não estava bacana ali no vestiário, não. Esperemos por mais notícias na terça-feira”, Doc Rivers.

Vamos aguardar notícias nesta terça-feira, mas lesões no joelho já sabemos como são. Torçamos para que não seja nada grave com Leandrinho, que, como disse Doc Rivers, estava começando a ganhar minutos e confiança em Boston.