Bala na Cesta

Arquivo : Cavs

Favoritos ao título da NBA, reforçados e preocupados, Cavs e Warriors planejam playoff
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Fábio Balassiano

Os dois maiores favoritos ao título da temporada 2016/2017 da NBA só pensam no playoff. E estão em ritmos bem parecidos: olhando o mercado para novas contratações e bastante preocupados. O Cleveland Cavs com JR Smith, machucado desde o começo do campeonato, e Kevin Love, que operou o joelho recentemente. Ambos só retornam no mata-mata (exatamente em que fase ninguém sabe). O Golden State Warriors, com Kevin Durant, que ontem à noite contra o Washington Wizards teve uma hiperextensão do joelho e será avaliado ainda hoje na capital norte-americana para saber o dano real de sua lesão.

O Golden State é o mais preocupado, na verdade. Está fazendo orações desde o momento em que aconteceu isso aqui em Washington na noite de ontem, ó:

É isso mesmo. Marcin Gortat, bruto pivô do Wizards, empurrou Zaza Pachulia e o jogador do Warriors acabou se chocando contra o joelho de Kevin Durant. O camisa 35 foi ao vestiário, onde foi detectada a hiperextensão do joelho e não mais voltou. A preocupação é imensa. Pode não ser nada grave, mas também pode ter acontecido ali um rompimento de ligamento, que faria Durantula perder o restante da temporada. De acordo com o sempre bem informado Woj, do The Vertical, o time já trabalha com a possibilidade do ala só retornar para os playoffs do Oeste. O resultado oficial será divulgado hoje.

Temendo o pior o Golden State se reforça. O time anunciou ontem a contratação do ala Matt Barnes, ala que joga na mesma posição de Kevin Durant. Barnes jogou na franquia em 2007, colocou emotiva mensagem em seu Instagram e chega para assumir um pouco da responsabilidade que a ausência de Durant vai causar. Um fato interessante, e ao mesmo tempo triste, é que o Warriors já tinha planejado contratar o espanhol Jose Calderón, demitido do Lakers no começo da semana. Com a mudança repentina causada pela lesão do seu camisa 35, a franquia decidiu mudar de direção. Vai honrar a sua palavra ao assinar com Calderon para pagar tudo o que havia combinado, mas irá demiti-lo no momento seguinte para fechar com Barnes. Acabou que, no final das contas, o espanhol ficou sem time a um mês do começo do playoff e terá que procurar uma nova equipe a partir desta quarta-feira.

Do outro lado está o Cleveland Cavs. Um pouco mais tranquilo, mas não tanto. Dois titulares do time campeão da temporada passada, JR Smith e Kevin Love, estão fora e só retornam nos playoffs. A grande vantagem é que a franquia de Ohio foi brilhante no mercado para contratar os jogadores que tiveram seus contratos rescindidos recentemente. Primeiro chegou Deron Williams para ser reserva de Kyrie Irving na armação. Ontem foi anunciada a contratação de Andrew Bogut, pivô que será o suplente de Tristan Thompson.

O interessante de Bogut é que ele faz o caminho invertido do brasileiro Anderson Varejão, que ano passado foi trocado pelo Cavs para o Portland. Depois Varejão assinou com o Warriors, que venceu o Cleveland na final de 2015. Bogut, por sua vez, foi trocado pelo Golden State para o Dallas, que o despachou para o Sixers, que o demitiu. Bogut, livre no mercado, optou por jogar contra o time que o venceu na final da temporada passada. Com isso o elenco do Cavs fica absurdamente forte, com 11 jogadores excelentes fazendo a rotação que contará com Kyrie Irving, JR Smith, LeBron James, Kevin Love e Tristan Thompson no time titular e Deron Williams, Iman Shumpert, Kyle Korver, Richard Jefferson, Channyng Frye, Derrick Williams e Andrew Bogut no banco de reservas. Sinceramente não me lembro de um elenco tão numeroso assim nos últimos tempos. Acho que agora LeBron James, que vinha reclamando da falta de opções em Cleveland, não tem muitos motivos para lamuriar, né?

Assim caminham Cavs e Warriors rumo a terceira final consecutiva deles na NBA. O Cleveland ajustando suas peças e esperando o retorno (já confirmado) de Kevin Love e JR Smith para os playoffs. O Golden State, por sua vez, rezando para que a lesão de Kevin Durant não seja tão grave assim e se precavendo com a chegada de Matt Barnes.


Podcast BNC: LeBron x Barkley, o surpreendente Wizards e o maluco-beleza DeMarcus Cousins
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Fábio Balassiano

lebron1No programa desta semana falamos de mais um capítulo na briga pública envolvendo LeBron James e Charles Barkley (quem tem razão?), dos desempenhos surpreendentes de Boston Celtics e Washington Wizards, do maluco-beleza DeMarcus Cousins e da briga pela oitava vaga do Oeste.

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NBA reconhece erro em último lance de Cavs e Warriors – Durant sofreu falta
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Fábio Balassiano

james1Para quem não conhece, todos os dias depois das rodadas a NBA coloca em seu site de arbitragem (aqui) análises e comentários oficiais sobre os dois últimos minutos de TODOS os jogos. Isso também foi feito no domingo com as partidas de Natal.

E a NBA reconheceu o erro em dois lances cruciais da partida entre Cleveland Cavs e Golden State Warriors (transcrição completa aqui). O primeiro deles a 01:43 do final, quando LeBron James enterrou e ficou pendurado no aro provocando a Draymond Green. Segundo a liga, James deveria ter tomado uma falta técnica (o mesmo que acontecera minutos antes com seu companheiro Richard Jefferson pelo mesmo motivo). Nada foi apitado.

durantO lance mais polêmico, porém, aconteceu no final. O Golden State tinha um ponto de desvantagem e a bola para vencer. Passe para Kevin Durant, que era marcado pelo veterano Richard Jefferson. Houve um contato, e Durant foi ao chão. A arbitragem nada marcou (seriam dois lances-livres para um cara que tem 87% de aproveitamento da linha fatal…) e o Cleveland venceu. Na revisão do lance, a NBA informa que houve, sim, falta de Jefferson no ala do Warriors “porque o contato dos pés (de Richard Jefferson) afetou sua velocidade, equilíbrio e ritmo na ação ofensiva”.

warriors1No final do jogo, o camisa 35 da franquia californiana, bem irritado (e pelo visto com toda razão), disse na coletiva de imprensa: “Eu caí, e eu não caí sozinho”. Do outro lado, Richard Jefferson, veterano e tentando tirar o seu corpo fora da polêmica, disse que todo lance é polêmico e todo atleta acha que sempre sofre a falta, mas que nada de grave teria acontecido.

O melhor jogo da temporada da NBA terminou, mas pelo visto não acabou ainda. Quem sabe em junho a gente não veja o tira-teima final destes dois timaços.


A magia do basquete no partidaço vencido pelo Cavs contra o Warriors
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Fábio Balassiano

cavs10Aí você se prepara para a rodada natalina, dispensa a família, se tranca no quarto e já se empolga com o Knicks e Celtics do Garden. Vitória do Boston (119-114), bom e jogo e tals. Se arruma na cadeira, pega uma água, se acomoda e começa a ver uma AULA de basquete. Golden State Warriors e Cleveland Cavs fazem em Ohio tudo aquilo que a gente espera encontrar em uma partida do esporte que a gente tanto curte: ataques ferozes, defesas tentando encontrar soluções, técnicos buscando vantagens com substituições, estrelas aparecendo, coadjuvantes buscando espaço e drama, muito drama.

warriors1Se o nível, de intensidade, técnico, tático, mental, físico, do primeiro tempo fosse mantido para o segundo já seria sensacional, mas os caras queriam mais. O Golden State foi pro intervalo vencendo por 55-52, chegou a abrir dígitos duplos no terceiro período, colocou 14 de vantagem nos 12 minutos derradeiros, mas o Cavs não desistiu.

Na verdade, aqui vale um registro desde já. O Cleveland em nenhum momento deixou de seguir o seu plano de jogo: fechar loucamente os espaços para tiros de três pontos no perímetro (Warriors tiveram “apenas” 9/30 de fora), nem que para isso significasse um garrafão mais aberto e disponível para infiltrações (50 pontos da franquia da Califórnia vieram assim). O problema é que para passar adiante não bastavam 16 pontos de LeBron James no terceiro período (ele teve 31 no total), 20 no total de Kevin Love e nem 7 roubos ou 10 assistências de Kyrie Irving. As peças de apoio precisavam aparecer. E naquela altura o banco não ajudava. Richard Jefferson e Iman Shumpert tinham, somados, 0/14 nos chutes. Só que, pessoal, isso se chama basquete e basta uma fagulha para a fogueira acender.

cavs1Jefferson, no alto de seus 36 anos, tomou a fonte da juventude e até enterrou. Shump matou bola de três. Channing Frye converteu duas. O banco acabou com 25 pontos, quase o dobro dos 13 do Warriors, e acabou sendo o responsável por colocar o Cleveland no jogo.

Nos minutos finais, mais drama. Steph Curry, mal no jogo (4/11 e 15 pontos “apenas”), recebeu em contra-ataque e matou de três. O Warriors lideraria por 1 ponto. O Cavs tinha a bola com 10 segundos de jogo. E aí Kyrie Irving, então com 23 pontos, 10 assistências, 7 roubos e 6 rebotes, mandou um Feliz Natal para o Golden State.

cavs3É isso. Vitória do Cavs por 109-108 em um dos melhores jogos deste esporte chamado basquete dos últimos tempos. Vale dizer que no último lance Kevin Durant, autor de 36 pontos e 15 rebotes (cracaço de bola!), tropeçou em Richard Jefferson (acharam falta ou normal?), não rolou arremesso e o Cleveland venceu com bastante justiça. Soube manter a cabeça fria mesmo perdendo durante toda a partida, colocou a bola nas mãos de Irving e LeBron nos momentos cruciais e ainda viu os coadjuvantes aparecerem para ajudar as principais estrelas. Manual de resiliência e de como grandes times encontram sempre formas de vencer partidas em que parecem estar sendo dominados pelos adversários. Insisto: uma aula de basquete por parte da franquia de Ohio.

cavs2Ressalto que foi certamente a melhor partida da temporada. Intensa, física, com rivalidade pulsando, técnica e tática ao extremo. Arrisco-me a dizer que não haverá 5 deste nível de intensidade e qualidade até o final de 2017.

Quem trocou a rabanada pelo jogo de ontem ouviu lamúrias da família, mas certamente não se arrependeu. Vimos, neste domingo, um show de basquete. Um show do que é o esporte em seu mais alto nível. Um show de Kyrie Irving. Quero apenas dizer que em junho podemos ter mais cinco, seis, sete jogos deste nível entre estes dois timaços de basquete. Que venham!


Rodada de Natal da NBA tem reedição de final e Westbrook podendo bater outro recorde
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Fábio Balassiano

knicks1Já é tradição. Realizada desde 1947, quando o New York Knicks venceu o Providence Steamrollers no Madison Square Garden por 89–75, a rodada de Natal da NBA terá cinco jogos hoje. E com a melhor notícia pra quem gosta de basquete: todos exibidos pelos canais ESPN a partir das 15h (de Brasília).

Entre os destaques, além das camisas que são confeccionadas (e bastante vendidas) especialmente para a data de hoje (a da foto ao lado é a do Knicks, lindíssima), estão a reedição das duas últimas finais entre Cavs e Warriors, Russell Westbrook podendo bater outra marca relacionada a triplos-duplos, Dwyane Wade jogando partida natalina com camisa que não a do Miami Heat e muito mais. Vamos ao resumo das partidas deste domingo!

thomas1New York Knicks x Boston Celtics (15h – ESPN) – São dois times que melhoraram muito nas últimas semanas e que têm campanhas idênticas (Celtics com 17-13; Knicks com 16-13). Na quadra veremos duelos vários confrontos individuais interessantes em posições-chave. Na armação, Derrick Rose x Isaiah Thomas. Na ala, Carmelo Anthony x Jae Crowder (ótimo marcador). No pivô, Joakim Noah x Al Horford. Vai ser bem interessante ver o comportamento do letão Kritstaps Porzingis, cada vez mais habituado aos holofotes, como a torcida do Knicks, que viu seu time vencer 11 das 15 vezes atuando no Garden, reagirá diante de um ótimo rival e como os Celtics farão os ajustes necessários para defender um time que tem 105 pontos por jogo de média e ótimas armas no jogo exterior para pontuar.

lebron2Cleveland Cavs x Golden State Warriors (17h30 – ESPN) – O jogo mais aguardado não só da rodada natalina, mas provavelmente um dos cinco mais esperados de toda temporada regular. É a reedição das duas mais recentes finais, o décimo-oitavo encontro dos dois times nos últimos 24 meses, os dois líderes de suas conferências (no Leste, o Cavs tem 22-6; No Oeste, Warriors possui 27-4) e mais uma chance de vermos dois dos melhores times do planeta dividindo a mesma quadra de basquete. Pelo lado do Cavs, desfalque de JR Smith, que, lesionado, ficará de fora muito provavelmente do restante da temporada regular.

durant1Pelo Warriors, deve ser muito bacana poder dizer que você vai para uma revanche contra o adversário que o venceu na última final com um nome diferente no quinteto inicial quando esta peça chama-se Kevin Durant. Cada vez mais adaptado ao esquema do Golden State, Durant lidera a equipe que possui três atletas com 20+ pontos (ele tem 25,9; Steph Curry, 24,4; e Klay Thompson, 21,4) e que tem tentado defender melhor nas últimas semanas. Não tem sido fácil, porque o estilo acelerado do ataque faz com que a defesa fique sempre exposta a contra-ataques ferozes dos adversários, mas até o camisa 35, não um especialista em marcação, se esforça para conter arremessos dos rivais. Vai ser muito interessante ver como Durant, como protagonista de um timaço que tem Curry, Klay e também Draymond Green, se sairá logo mais contra LeBron James.

kawhi1San Antonio Spurs x Chicago Bulls (20h – ESPN) – É o confronto do time mais regular das últimas duas décadas contra o mais inconstantes deste campeonato. O San Antonio é a melhor franquia da NBA desde o final do século passado, se mantém forte há 20 anos e joga o basquete que o mundo inteiro aplaude desde sempre. O Chicago, por sua vez, é um dos cinco times a já ter batido o San Antonio nesta temporada. O Chicago, porém, é de uma instabilidade atroz e hoje está fora da zona de playoff do Leste (tem 14-15 e sete derrotas nos últimos dez jogos). O alto (triunfas contra o Spurs) e o baixo (derrotas em sequência) se misturam na temporada do Bulls e é justamente por isso que é impossível prever o que irá acontecer logo mais.

wade1Se o time do (não menos instável) técnico Fred Hoiberg jogar com todo o potencial que o elenco que possui Jimmy Butler, Dwyane Wade, que jogará a partida de Natal com a camisa do Bulls pela primeira vez, e Rajon Rondo possui, teremos uma ótima partida no Texas. Do contrário, o San Antonio, tema de texto aqui esta semana, e seu jogo de passes maravilhoso terão imensas chances de sair com vitória no duelo natalino. Vale dizer que o Spurs venceu o Portland na última sexta-feira jogando muitíssimo bem (110-90) mesmo tendo poupado Pau Gasol, Manu Ginóbili e Tony Parker, três de seus veteranos mais importantes.

westbrook1Oklahoma City Thunder x Minnesota Timberwolves (23h – ESPN+) – Apenas cinco jogadores conseguiram anotar triplos-duplos na história da rodada de Natal: Oscar Robertson, LeBron James, Russell Westbrook, Billy Cunningham e John Havlicek. Apenas Robertson (1960, 1961, 1963 e 1967) conseguiu o feito em mais de uma oportunidade. É bem verdade que LeBron também estará em quadra neste 25 de dezembro, mas se tem alguém que poderá dizer que terá mais de um triplo-duplo na rodada de Natal da NBA este é Russell Westbrook. Vivendo temporada magnífica, com 31,8 pontos, 10,8 assistências e 10,5 rebotes, o armador do Thunder, que não terá de novo Victor Oladipo (lesionado), já atingiu dígitos duplos em três fundamentos em 14 ocasiões nesta temporada da NBA (inclusive o animalesco contra o Boston na sexta-feira fora de casa com 45-11-11). Com sua força física descomunal, é bem provável que ele atinja o feito logo mais contra um Minnesota que defende terrivelmente mal (cede 106 pontos por noite aos rivais) e que tem na armação um cara (Ricky Rubio) que tem um potencial físico e uma defesa bem abaixo daquilo que se espera para deter Westbrook. Vale a pena, pelo lado do Wolves, ficar de olho na molecada formada por Andrew Wiggins, Zach LaVine e Karl-Anthony Towns. Eles jogarão o primeiro jogo natalino de suas carreiras. Os três já são muito, muito bons e quando encontrarem o meio termo entre serem ousados e responsáveis serão excepcionais.

russel1Los Angeles Lakers x Los Angeles Clippers (01h30 – ESPN+) – O Clippers perdeu (de novo!) Blake Griffin por lesão (de três a seis semanas), mas é absurdamente favorito contra um Lakers que começou bem a temporada, mas que com suas lesões e inconstância acabou se perdendo (são quatro derrotas seguidas, 9 nos últimos 10 jogos e a amarga campanha de 11-22). Para quem sonhava em brigar pelo playoff, o Lakers está talvez vivendo a (sua) realidade e terá do outro lado da quadra um rival que não vence desde a abertura de 2013/2014 (faz tempo, hein!). O Clippers (22-9), por sua vez, tem tentado se adaptar ao jogo sem Griffin, que vinha fazendo excelente campeonato, mas vê o Houston Rockets coladinho na luta pela terceira posição do Oeste. Quem conseguir ficar acordado até tarde deve ficar atento ao duelo entre Chris Paul, um dos melhores armadores da liga (CP3 não está 100% mas deve atuar), e D’Angelo Russell, um dos mais jovens e talentosos titulares da posição 1 da NBA.

Meus palpites pra hoje? Knicks, Warriors, Spurs, Thunder e Clippers. E o de vocês? Comentem!


O incrível primeiro período de Kevin Love – ala do Cavs fez 34 pontos!
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Fábio Balassiano

love1Kevin Love estava em outra dimensão no começo da noite de ontem. O ala do Cavs teve simplesmente 34 pontos no primeiro PERÍODO contra o Portland Trail Blazers, acertando 8 bolas de três pontos (em 10 tentativas) e ficando a apenas 4 pontos do recorde de Klay Thompson, que teve 37 contra o Sacramento Kings em 2015 e nove bolas do perímetro convertidas ao final daquele terceiro período histórico. O Cleveland venceu a parcial por 46-31, ou seja, Love teve mais pontos que o Portland INTEIRO.

Do segundo período em diante Kevin Love ficou mais, digamos, tranquilo e fez apenas mais seis pontos, terminando com 40 e 7 rebotes na vitória do Cavs, a décima-primeira em 13 partidas na temporada 2016/2017 da NBA, contra o Portland por 137-125 nesta quarta-feira à noite em Ohio.


Temporada começa hoje e NBA pode ter final repetida 3 vezes seguidas pela 1ª vez
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Fábio Balassiano

Cavs1Acabou a espera. A temporada 2016/2017 da NBA começa nesta terça-feira com o Cleveland Cavs, o atual campeão, recebendo o renovado New York Knicks (21h30, com Sportv) em um campeonato que tem tudo pra ser um dos mais empolgantes dos últimos tempos.

Minha análise sobre os 30 times da liga

Empolgante e ao mesmo tempo histórico. A NBA pode ver pela primeira vez em sua história de mais de 50 anos uma final se repetir pela terceira vez seguida. Caso vençam respectivamente a conferência Leste e Oeste, Cleveland Cavs e Golden State Warriors, que mediram forças nas decisões de 2014 e 2015 (uma vitória para cada lado), se encontrarão novamente, abrindo um capítulo inédito na liga. O máximo que o principal campeonato de basquete do planeta viu até agora foram 14 finais com os mesmos times em dois anos consecutivos. Três, até agora, nunca.

Meus palpites no Podcast BNC

curry2Os meus palpites completos vocês verão ainda hoje neste blog e o a análise sobre os brasileiros virá amanhã, mas é muito difícil não apostar que isso vá mesmo acontecer em junho de 2017. O Golden State Warriors perdeu a final passada, mas conseguiu um reforço de ótimo nível chamado Kevin Durant. Se perdeu Harrison Barnes, Leandrinho, Mo Speights e Andrew Bogut, conseguiu se reforçar também com David West e Zaza Pachulia para o garrafão. Se Spurs e Clippers continuam fortes, se o Grizzlies renovou com Mike Conley e Marc Gasol, se o Houston vai acelerar bastante com Mike D’Antoni, é impossível não apostar no Warriors como campeão do Oeste. A não ser que aconteçam problemas de relacionamento no vestiário entre as suas estrelas o GSW tem tudo pra fazer a sua terceira final consecutiva.

Evento BNC acontece hoje no Rio de Janeiro

lebron11No Leste o raciocínio é idêntico. O Toronto segue forte, o Indiana se reforçou, o Knicks está querendo dar uma nova vida a Carmelo Anthony e o Chicago terá Dwyane Wade, cracaço de bola, mas ninguém tem LeBron James, Kyrie Irving, Kevin Love, Tristan Thompson e o doido-porém-talentoso JR Smith juntos no mesmo elenco.

É o Cleveland, que jogará pela primeira vez na história da franquia uma temporada como atual campeão com a confiança nas alturas e com a motivação de LeBron James lá no alto para provar que pode bater o quarteto de estrelas do Warriors (Steph Curry, Klay Thompson, Durant e Draymond Green).

Será que a NBA se repetirá pela terceira vez? O que acham? Comentem!


Os 30 da NBA: Com LeBron, Cavs buscam bicampeonato; elenco foi mantido
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Fábio Balassiano

lebron1Todo mundo sabe como terminou a temporada passada para o Cleveland Cavs, né? O time jogou completo até o final, ganhou o título (e a revanche) contra o Golden State Warriors, LeBron James mudou de patamar no panteão dos grandes gênios da história do esporte e a cidade de Ohio enfim conquistou o sonhado título.

A questão que fica agora é: na primeira temporada completa do técnico Tyronn Lue (ele entrou durante o certame, quando o Cavs mandou David Blatt embora…) e jogando como atual campeão, como se sairá o Cleveland?

Lakers evolui, mas conseguirá playoff?
Com Wade, Rondo e Butler, Chicago sonha alto
Toronto briga para manter patamar no Leste

Knicks voltarão ao playoff com D-Rose

Wolves tentam iniciar nova Era
Boston não tem O cara, mas pode subir outro degrau
Indiana cerca Paul George com reforços para brigar no topo do Leste

Há vida sem Dwyane Wade em Miami?

irving1A grande vantagem é que para 2016/2017 o elenco foi praticamente todo mantido. Saíram apenas Timofey Mozgov (foi pro Lakers), Matthew Dellavedova (Bucks) e Mo Williams (se aposentou). Para seus lugares chegaram Toney Douglas para ser o reserva de Kyrie Irving na armação, mas na fase de treinos mesmo Douglas foi dispensado e a alcunha por enquanto será de Kay Felder, garoto novato, Chris Andersen para segurar os minutos de Tristan Thompson no pivô e Mike Dunleavy para ser outra opção nas bolas de perímetro. No mais, continuam todos lá.

Kyrie, um dos heróis do jogo 7 contra o Golden State em Oakland, seguirá em sua escalada para cravar seu nome como um dos melhores da liga. JR Smith, que renovou contrato por mais 4 anos e US$ 57 milhões, e LeBron James comandam as alas. Kevin Love e Tristan Thompson são os titulares no garrafão.

Mavs se reforça para dar fim de carreira digno à Nowitzki
Clippers entram na ‘última dança’ com seu núcleo
Mike D’Antoni assume e Rockets vai pro tudo ou nada

Portland quer provar que não é mais surpresa
Como será o Sixers de Ben Simmons?
Sem Durant, como Westbrook vai liderar o OKC?
Pistons querem seguir evoluindo

Atlanta entra em ano-chave da franquia com Dwight Howard como estrela

love1Com um time titular desse nível, seria cruel exigir um banco à altura. Ninguém na NBA teria ou tem algo tão espetacular assim. Da suplência sairão Kay Felder, Iman Shumpert, Chris Anderesen, Mike Dunleavy, James Jones, o amigão do LeBron, Richard Jefferson, que havia afirmado que iria se aposentar mas mudou de ideia e Channing Frye.

Se não é a oitava maravilha do mundo, há boas opções de defesa (Shump e Andersen), de bolas de três pontos (Frye e Dunleavy) e experiência (Jefferson e Jones).

Wizards tem novo técnico para mudar de patamar
Grizzlies e sua profissão de fé para a temporada
O longo caminho do Nets para ter um time
Phoenix e a difícil administração de elenco
Pelicans conseguirá cercar Anthony Davis com talento?

lue2Estou curioso para ver como se sairá Tyronn Lue. Entrando em sua primeira temporada completa como técnico do Cavs, Lue tem o respeito do elenco desde sempre, um anel de campeão com menos de 100 jogos treinados em sua vida profissional e agora a responsabilidade de provar que pode colocar coisas diferentes no tabuleiro de xadrez do Cleveland.

Não sei se Lue terá essa pré-disposição ou se tentará manter praticamente tudo que deu certo com a franquia de Ohio desde que assumiu (muitas jogadas de isolação para LeBron e Kyrie no ataque, por exemplo) ou se tentará evoluir ainda mais o nível de um time que pode, sim, desafiar o Golden State Warriors (de novo!) ou qualquer outro time da NBA.

Sacramento e a casa da Mãe Joana
Denver segue em busca de identidade
Orlando esquece reconstrução e vai pra ação
Bucks entregam chave da franquia a Antetokounmpo
Jazz mira volta ao playoff com elenco mais experiente
Charlotte perde força – e agora?

lebron4Não que tenha certeza que aconteça, mas creio que apenas uma loucura fará com que o Cleveland de novo não chegue à final da NBA pelo terceiro ano seguido – e já antecipando meu palpite, contra o mesmo rival aliás. O que é um risco. E explico.

A gente sabe como LeBron James tem funcionado ultimamente (levando a fase regular como uma espécie de de pré-temporada e os playoffs mais a sério), mas dessa vez o mando de quadra no mata-mata vale muito, muito mais. Ninguém quer jogar um eventual jogo 7 de final da NBA de novo fora de casa, né? Ganhar, como aconteceu em 2015, é muito mais uma exceção na história do que o contrário. Liga a máquina desde terça-feira, 25 de outubro, contra o Knicks, LBJ.

Campanha em 2015/2016: 57-25
Projeção para 2016/2017: Briga pelo título da NBA (entre 60 e 65 vitórias).
Olho em: LeBron James


Podcast BNC: Analisando o Cleveland Cavs campeão da NBA
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Fábio Balassiano

lebron11O que fez o Cleveland ser campeão da NBA pela primeira vez? Quão mitológica foi a performance de LeBron James no jogo 7? O que não deu certo para o Golden State Warriors dessa vez?

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Fala, Leitor – A proeza de LeBron James e dos Cavs
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Fábio Balassiano

lebron7* Por Josué Seixas

Me falta a capacidade de declarar alguma coisa realmente significativa ao fim do grande jogo que foi a sétima partida da final da NBA. Hora de tentar.

O Cleveland Cavaliers é o novo campeão da NBA. LeBron cumpriu a sua promessa quando não mais se esperava ser possível. Curry não comprovou a sua escolha como MVP unânime. LeBron ainda é o melhor jogador do mundo. O mais completo. Os números comprovam isso. Nossas lembranças comprovam isso.

mitos1O jogo foi o melhor da série, sem dúvidas. Prevaleceram os dois melhores jogadores de até então: LeBron James e Kyrie Irving. As lágrimas de alegria na comemoração, somadas aos gritos em euforia, demonstram o quão grande foi o estímulo do Cleveland Cavaliers. Cinquenta e dois anos. Cinquenta e dois anos. Um Rei precisa trazer orgulho ao seu Reino e é extremamente importante frisar que LeBron James conseguiu.

lue1Como a maioria dos campeões, os detalhes mais importantes são clichês: garra, desejo, instiga, força, conquista, superação. Em uma frase: nenhum time, numa final, havia conseguido se recuperar de um déficit de 3-1. Se houve história na temporada regular, há história na final.

A temporada 2015-2016 serviu para desestruturar alguns dos recordes e amarras no basquetebol como era conhecido há muitos anos. Desestabilizou a imagem de LeBron James (quem poderá chamá-lo de pipoqueiro agora?) e lhe trouxe ao pódio dos melhores aos olhos de todos. Ser o MVP das finais foi o mínimo. Ele alcançou o máximo. A conquista da temporada regular não deve ser desmerecida. O recorde significa algo, apesar da ausência do anel. Aconteceu num momento díspar do atual, apenas.

lebron3A final, entretanto, deve ser exaltada. Seus fatores foram supracitados e talvez palavras sejam incapazes de exaltá-la na intensidade devida. Não há o que se falar sobre a ausência de Draymond Green no quinto jogo ou de um sumiço repentino dos Splash Brothers. Isso deve ser diminuído se comparado à proeza de LeBron James, Kyrie Irving, Lue e companhia. Já havia escrito antes, falando sobre o Golden State Warriors: a história foi feita.

Dedico aqui os meus parabéns ao Cleveland Cavaliers. A equipe, a cidade, aos jogadores, aos torcedores. Aos que torceram pelo Golden State Warriors, lembrem-se: no fim do dia, somos todos os seres humanos. Todos sujeitos à falhas.

Tags : Cavs NBA