Bala na Cesta

Arquivo : Caboclo Felício

O mês de março dos brasileiros – Tiago Splitter voltou e Nenê segue brilhando
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Fábio Balassiano

Não foi um mês tranquilo para os brasileiros na NBA, não. A grande notícia ficou com a volta de Tiago Splitter, que no final de março finalmente estreou na temporada 2016/2017 pelo Philadelphia 76ers. Outro que foi muito bem foi Nenê, que segue em ótima fase pelo Houston Rockets. Vamos a análise e números deles.

O MARÇO DE 2017 DOS BRASILEIROS

ACUMULADO DA TEMPORADA 2016/2017

Fevereiro/2017 , Janeiro/2017 , Dezembro/2016 e Novembro/2016

a) Anderson Varejão -> O brasileiro segue sem time. No começo deste mês surgiu um rumor de que o Cleveland teria interesse em contratá-lo para os playoffs, mas ainda nada de concreto.

b) Bruno Caboclo -> Caboclo não teve nenhuma partida na NBA e seu rendimento caiu muito na D-League. Em que pese ele ter jogado 7 partidas pelo Toronto 905, sua média não chegou a 10 pontos (ficou em 9,8). O lado bom é que em todas as pelejas ele esteve em quadra por 20 ou mais minutos. Aparentemente poderemos ter uma visão mais assertiva sobre o desenvolvimento de Bruno apenas na temporada 2017/2018 mesmo.

c) Cristiano Felício -> Felício vinha tendo mais um bom mês, com atuações seguras como a contra o Boston (10 pontos e 4 rebotes em 20 minutos), mas se machucou na partida contra o Toronto Raptors no dia 21 de março. Teve problema nas costas e só retornou na primeira semana de abril. Para azar dele, o francês Joffrey Lauvergne, que estava atrás dele na rotação dos pivôs, jogou bem na ausência do pivô brasileiro.

d) Leandrinho -> O ala do Phoenix teve três das quatro primeiras partidas de março com 10 ou mais pontos, mas depois só foi atingir a marca entre os dias 21 e 24 do mês. Desde o dia 26 de março ele não atua devido a uma lesão muscular.

e) Lucas Bebê -> Conforme previa, o tempo de quadra do pivô brasileiro ficou diminuto com as chegadas de Serge Ibaka e PJ Tucker, jogadores que fazem muito bem a rotação de garrafão do Raptors junto de Jonas Valanciunas e Patrick Patterson. De todo modo, confesso que não imaginava que a queda seria tão brusca assim. Não sei até que ponto o lado psicológico de Bebê tem influenciado para que a redução de minutos tenha se acentuado, mas o fato é que a vida dele não tem sido nada fácil no Canadá desde o All-Star Game, não.

f) Marcelinho Huertas -> Tal qual Varejão, está sem time na NBA. Aparentemente é improvável que ele consiga alguma franquia para jogar os playoffs.

g) Nenê -> Segue sendo o melhor brasileiro na NBA e com uma temporada brilhante. Tem evoluído assustadoramente com o Houston Rockets, fechando os jogos e em muitas ocasiões sendo uma ótima arma ofensiva dentro do garrafão. Das 12 partidas de março, em 7 ele obteve dígitos duplos. Contra o Thunder, no dia 26, fez um jogo estupendo com 17 pontos, 4 rebotes e 3 assistências. Nenê foi contratado para ajudar o Rockets com sua experiência e seu talento. Tem valido cada centavo que a franquia investiu nele.

h) Raulzinho -> O mês melhorou um pouco para Raulzinho. O tempo de quadra aumentou, seu rendimento também e ele mostrou algumas qualidades que ainda não tinham sido vistas – principalmente no lado defensivo. Tem sido usado sistematicamente como reserva de George Hill e aproveitado bastante o seu espaço. Em seis vezes jogou mais de 10 minutos e em quase todas elas muito bem. Contra o Knicks ele teve 10 pontos e na noite seguinte, contra o Clippers, quatro assistências. O começo da temporada não foi bom, mas o final tem sido bem razoável para o armador, que irá jogar os playoffs pela primeira vez em sua vida.

i) Tiago Splitter -> Chegou a vez de Tiago Splitter estrear. E estrear chamando a atenção dentro e fora de quadra. Usando um chamativo bigode o brasileiro voltou de lesão no quadril para atuar pelo Philadelphia 76ers, que tem lhe dado espaço para que ele termine o campeonato jogando. Foram 7 minutos no dia 28 de março contra o Bucks e 8 contra o Cleveland, quando inclusive matou uma bola de três pontos e fez cinco pontos. Pena que faltam poucos jogos para acabar a fase regular, porque aos poucos seu tempo de quadra e suas performances têm melhorado.


O difícil fevereiro dos brasileiros na NBA – o resumo do mês no melhor basquete do mundo
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Fábio Balassiano

Desde o início da temporada 2016/2017 estou colocando no blog o desempenho dos brasileiros na NBA. Os números, uma leve pincelada, os destaques, essas coisas. Vamos lá a fevereiro de 2017? Teve muita coisa, hein!

O FEVEREIRO DE 2017 DOS BRASILEIROS

ACUMULADO DA TEMPORADA 2016/2017

NOVEMBRO/2016 , DEZEMBRO/2016 JANEIRO/2017

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

a) Anderson Varejão -> Anderson Varejão foi dispensado em 4 de fevereiro pelo Golden State Warriors. Desde então está procurando time na NBA, mas até o momento nenhuma proposta oficial surgiu. Seu nome foi especulado em Cleveland, em uma volta ao time pelo qual jogou por mais de uma década, mas os Cavs fecharam com o australiano Andrew Bogut e praticamente fecharam as portas para o brasileiro.

b) Bruno Caboclo -> Caboclo não entrou em quadra nenhuma vez por um cada vez mais reformulado Toronto Raptors, que foi um dos times mais ativos na janela de negociações da NBA trazendo o ala PJ Tucker e o pivô Serge Ibaka, mas o ala jogou muitas vezes e bem na D-League pelo Toronto 905. Foram 8 partidas e 27,5 minutos de média com 11,8 pontos, 40% nos arremessos e 5,8 rebotes. Entre 9 e 23 de fevereiro o brasileiro teve 4 partidas seguidas com 10+ pontos. Nos vídeos abaixo é possível ver a desenvoltura dele em quadra.

c) Cristiano Felício -> O pivô do Bulls ficou mais conhecido por isso aqui em fevereiro do que qualquer outra coisa:

Felício acabou correndo atrás de um rebote no último segundo de jogo contra o Cleveland, “tirou” o triplo-duplo de Dwyane Wade e foi motivo de brincadeira por parte do companheiro (Felício mesmo colocou em seu Twitter uma frase dizendo “Eu não sabia”). Ele estava certíssimo de ir atrás da bola porque pra ele qualquer rebote conta (seu contrato termina em junho), mas vale dizer que em fevereiro ele continuou a sua evolução na NBA. Foram 3 partidas com 10+ pontos, 5 com 20+ minutos e 5 com 5+ rebotes. Ele se consolida como pivô reserva da franquia de Illinois mesmo com a recente chegada do francês Joffrey Lauverne.

d) Leandrinho -> Foi um mês mais estável para Leandrinho na NBA. Se não jogou mais de 20 minutos nenhuma vez, em todas as partidas esteve em quadra por no mínimo dez minutos. Sempre bom ressaltar que função é dar experiência ao jovem Devin Booker, que tem jogado cada vez melhor, e entrar para “comer” os minutos quando o garoto descansa. Leandrinho teve uma partida muito boa contra o Pelicans em 06/02 ao anotar 14 pontos em 20 minutos e outra cinco dias depois contra o Houston quando cravou 12 nos mesmos 20 minutos. Nas duas oportunidades o brasileiro conseguiu 10+ pontos jogando fora de casa.

e) Lucas Bebê -> Lucas começou o mês muito bem com 10 pontos e 5 rebotes na partida contra o Boston. Atuou por 28 minutos e logo depois emplacou uma sequência de 7 partidas jogando 20 ou mais minutos em todas elas. Nesta série de jogos ele conseguiu 5+ rebotes por quatro vezes, mostrando presença perto da cesta e a força física de sempre. O problema para o brasileiro é que depois do All-Star Game o seu time, o Toronto Raptors, contratou Serge Ibaka e PJ Tucker, jogadores que atuam no garrafão. Com isso seu tempo de quadra caiu sensivelmente. Em fevereiro após o All-Star foram 3 jogos, com Lucas jogando 11, 10 e 0 minutos. Nas três saiu zerado em pontos e teve apenas 3 rebotes (somados). Se janeiro foi o mês de sua consolidação na NBA, fevereiro terminou com um ponto de interrogação imenso sobre seu futuro na franquia. Se Jonas Valanciunas é o pivô titular, aparentemente a rotação do técnico Dwane Casey para o garrafão agora contempla apenas Tucker, Ibaka e Patrick Patterson, outro ala. Bebê não tem sido utilizado e isso não é bom.

f) Marcelinho Huertas -> Huertas seguiu a sua sina de só jogar os minutos de partidas já decididas, mas no dia 23 de fevereiro de 2017 uma troca envolveu o seu nome. O brasileiro foi trocado pelo Lakers para o Houston, que logo em seguida o dispensou. Tal qual Anderson Varejão, ele procura novo time na NBA. Caso não consiga ficar na liga norte-americana, ele possui amplo mercado na Europa e é bem possível que ele retorne para o Velho Mundo caso nenhum time da NBA demonstre interesse por ele.

g) Nenê -> Aos 34 anos, Nenê mostra forma física invejável e uma arma fortíssima vindo do banco de reservas do Houston Rockets, o terceiro melhor time da conferência Oeste. Foram 3 jogos com 10+ pontos, inclusive os 15 pontos pontos e 7 rebotes contra o Indiana Pacers no dia 27 de fevereiro. Ele é disparada a melhor opção ofensiva entre os brasileiros na temporada 2016/2017 da NBA e tem conseguido produzir muitos pontos nos minutos em que está em quadra (a média de fevereiro ficou quase em 1 ponto a cada 2 minutos em quadra, algo excelente). Gosto sempre de ressaltar que o pivô está no basquete mais difícil do mundo há 15 campeonatos, e sempre com relevância, importância. É bem relevante.

h) Raulzinho -> Raulzinho não vive situação boa na NBA. É o terceiro reserva de um time muito bom (o Utah Jazz) ele só tem jogado realmente quando a partida está decidida (mesmo cenário que Huertas vivia no Lakers). Isso não é bom, e Raulzinho, mega jovem (completará 25 anos em maio), precisa de quadra, precisa jogar, precisa estar em atividade. A fase de sua carreira é de crescimento, e sinceramente vejo com bons olhos algum movimento de troca de ares para ele no próximo campeonato.

i) Tiago Splitter -> Tiago Splitter segue em sua recuperação do quadril, mas no dia 23 de fevereiro a sua vida mudou um pouco quando ele foi trocado pelo Hawks para o Philadelphia 76ers. Lá ele poderá fechar a temporada jogando um pouco e mostrando ao mercado que está bem em termos físicos. Seu contrato vence no final do campeonato e quanto mais ele conseguir atuar ainda nesta temporada regular pelo Sixers, melhor.

E você, o que achou do mês de fevereiro dos brasileiros? Comente aí você também.


O janeiro de 2017 dos brasileiros na NBA – Como eles foram?
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Fábio Balassiano

Desde o início da temporada 2016/2017 estou colocando no blog o desempenho dos brasileiros na NBA. Os números, uma leve pincelada, os destaques, essas coisas. Vamos lá ao primeiro mês de 2017?

RELEMBRANDO NOVEMBRO/2016 & RELEMBRANDO DEZEMBRO/2016

O JANEIRO DE 2017 DOS BRASILEIROS

Janeiro

ACUMULADO DA TEMPORADA 2016/2017

Acumulado

a) Anderson Varejão -> Acho quase irrelevante falar do mês de janeiro de Anderson Varejão sabendo que no começo deste fevereiro o pivô foi dispensado do Golden State Warriors, né? Não dá pra dizer que é surpresa, porque o seu desempenho de fato não foi bom com a franquia de Oakland, mas é triste do mesmo jeito. Agora fica a pergunta: ele conseguirá outro time na NBA? Ou sua história na melhor liga de basquete do mundo terminou? Vamos esperar um pouco!

caboclo1b) Bruno Caboclo -> Caboclo praticamente não jogou na NBA, mas voltou a disputar muitos jogos na D-League pelo Toronto 905, onde é treinado por Jerry Stackhouse, um ótimo ala na NBA na década de 90. Foram 9 partidas pela filial do Raptors com 10,1 pontos de média, sendo em três oportunidades com o ala alcançando 14+ pontos e 7+ rebotes. Ainda é muito cedo pra projetar qualquer coisa sobre o jogador que completará 22 anos apenas em setembro de 2017. Bruno está sendo preparado pela franquia, que tem muita paciência com ele. Não é certeza que irá vingar, mas é um trabalho de longo prazo e convém esperar no mínimo até 2017/2018. Este é mais um ano de aprendizado para ele no Canadá.

felicio1c) Cristiano Felício -> Mais um mês de evolução para Felício no Bulls. É realmente o pivô reserva na caótica rotação do técnico Fred Hoiberg e tem uma qualidade que o seu titular, Robin Lopez, não possui – ele tem arremesso de média e longa distância, conseguindo espaçar muito bem a quadra e permitindo situações de infiltração de seus companheiros como Lopez não consegue fazer. Em janeiro, em três oportunidades, Felício passou dos 10 pontos e em duas conseguiu duplo-duplo (11+11 contra o Thunder e 12+10 contra o Magic. Em 7 jogos passou dos 20 minutos em quadra. Aos 24 anos e em seu último ano de contrato, o pivô vai mostrando que, sim, merece estar na liga. Ótimas chances de ele conseguir um novo, e gordo, contrato na próxima temporada.

d) Leandrinho -> O ano de Leandrinho começou com uma partida de 10 pontos em 13 minutos contra o Miami em casa. Poderia-se esperar que fosse dali pra melhor, mas não foi além, não. Ele mais uma vez jogou pouco, e apenas em 26 de janeiro, com 9 pontos em 16 minutos contra o Denver, teve algum destaque. Como Eric Bledsoe e Devin Booker, armadores titulares, têm ido muitíssimo bem, fica cada vez mais restrita a presença do brasileiro em quadra por muitos minutos.

lucas1e) Lucas Bebê -> Janeiro só não foi melhor para Lucas porque no jogo contra o Nets, no Brooklyn, em 17 de janeiro, ele teve uma concussão na cabeça. Estava sendo titular junto com Jonas Valanciunas, mas perdeu os dois jogos seguintes, fazendo com que sua performance não fosse ainda melhor (Patrick Patterson voltou para a posição quatro, e o brasileiro para o banco de reservas, de onde sai para ser o cadeado defensivo da segunda unidade). Bebê se firmou como pivô reserva e faz parte, de forma firme e consistente, da rotação do Toronto Raptors. Teve 13 pontos contra o Phoenix, 10 contra o Nets, 9 contra o Bucks e dois jogos com 4 tocos. Ah, e o cara agora está arriscando bolas de fora. Contra o Suns e Nets ele converteu duas.

f) Marcelinho Huertas -> Seis jogos, sempre com eles decididos e nada de relevante para Huertas em janeiro na NBA. É uma pena, torna-se repetitivo dizer isso aqui, mas a realidade é que já passou da hora de ele procurar novos ares. Ali, pelo visto, não vai acontecer nada pra ele mesmo. E digo isso com a certeza de que em alguma franquia com espaço para ele Huertas tem tudo para mostrar seu talento. O cara é muito, muito bom.

nene1g) Nenê -> Mês incrível para Nenê na NBA. Aproveitou cada segundo que esteve na quadra, teve atuações sensacionais como a contra o Sixers (21 pontos e 6 rebotes em 27 minutos) e contra o Bucks (17 pontos e 8 rebotes) e mostrou porque está há 14 temporadas no mercado de basquete mais difícil do mundo. Aos 34 anos, ele é uma peça pra lá de importante na rotação de Mike D’Antoni no Houston Rockets. Contra o Minnesota, em 11 de janeiro, ele inclusive matou uma bola de três pontos. Diante do Oklahoma, lá no começo de 2017, lances-livres fatais contra o OKC. Bem legal, Nenê! Arrebentou!

h) Raulzinho -> Outro que está em situação difícil na NBA. Passou pela D-League, quando esteve em quadra não foi muito bem e vê a concorrência (Shelvin Mack, Dante Exum e Alec Burk) comendo todo o tempo de quadra na armação que conta com o titular George Hill (este muitíssimo bem aliás). O mais complicado para Raulzinho deve ser segurar a ansiedade por querer mostrar serviço em pouco tempo de quadra sem parecer individualista. Torçamos para que ele ou encontre espaço em Utah ou que outra franquia aposte suas fichas no garoto de 24 anos.

i) Tiago Splitter -> Splitter ainda não estreou na NBA ainda. Deve retornar agora em fevereiro, depois do All-Star Game. Já faz trabalhos na quadra e treina normalmente com o seu time.

E você, o que achou do mês de janeiro dos brasileiros? Comente aí você também!


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