Bala na Cesta

Arquivo : Austrália

Sem surpresa, EUA batem França e conquistam ouro no feminino; Austrália fica com o bronze
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Fábio Balassiano

Terminou há pouco o torneio de basquete feminino da Olimpíada de Londres. Os Estados Unidos não tiveram muito trabalho, bateram a França por 86-50, conquistando o quinto ouro consecutivo (1996, 2000, 2004, 2008 e 2012) e a vitória de número 41 de forma seguida.

No começo, até que as francesas tentaram equilibrar a peleja (20-15), mas no segundo tempo não tiveram forças para segurar a onda. Perdiam por 43-32, mas ficaram seis minutos sem pontuar e levaram 19 pontos seguidos. A desvantagem que era de 11 saltou para 30 (62-32) rápido, e depois foi só ver a comemoração das norte-americanas. Candace Parker, em noite inspiradíssima (sua filha e marido estavam na plateia), anotou 21 pontos e 11 rebotes, e além dela, apenas Sue Bird (11) teve dígitos duplos.

Prêmio máximo para as americanas, mas a França merece um parabéns especial também. Não “só” pela prata conquistada neste sábado, mas sim pela continuidade de seu trabalho com uma geração muito boa. Para se ter uma ideia, em 2003 as francesas foram medalha de bronze no Mundial Sub-21 da Croácia. Daquele time, cinco estiveram em Londres, na Olimpíada (Godin, Gomis, Dumerc, Ndongue e Lepron). Ou seja, houve sequência de trabalho. Ah, sabe quem ficou com a medalha de prata naquele Mundial de 2003? O Brasil. Sabe quantas meninas de nove anos atrás estavam nos Jogos de 2012? Apenas Érika e Silvia de um elenco com muitas atletas que, com menos de 30 anos, já PARARAM de jogar. Explica muita coisa, não?

No jogo do bronze, a veterana Kristi Harrower queria que sua despedida da seleção australiana fosse em grande estilo. E ela conseguiu. Teve 21 pontos, quatro assistências e três rebotes na vitória de sua equipe por 83-74 contra a Rússia. Além dela, outras duas veteranas foram muitíssimo bem. Lauren Jackson teve 25+11, e Suzy Batkovic saiu-se com 17-8.

Foi a quinta medalha consecutiva para a Austrália (1996 e 2012 de bronze, e 2000, 2004 e 2008 de prata), e uma despedida de gala para Harrower, craque de 37 anos que foi carregada por suas companheiras ao final da partida (foto à esquerda).

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Com 40 vitórias seguidas em Olimpíadas, meninas dos EUA tentam ouro neste sábado
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Fábio Balassiano

Confesso que não esperava ver a final olímpica feminina que verei neste sábado às 17h. Imaginei que a Austrália, com Liz Cambage bombando (como bombou, diga-se) enfrentaria as norte-americanas na grande decisão, e não nas semifinais como aconteceu na quinta-feira. Quem mede forças com os EUA hoje é a França, grande surpresa da comeptição, e australianas e russas disputam o bronze às 13h.

Além da medalha de ouro, os Estados Unidos defendem uma incrível invencibilidade de 40 jogos em Olimpíadas (última derrota foi em 5 de agosto de 1992 para o CEI, nos Jogos de Barcelona, por 79-73), marca absurdamente impressionante que reúne quatro medalhas de ouro seguidas (1996, 2000, 2004 e 2008) e que sinceramente não sei se as francesas conseguem fazer com que ela termine hoje. Se isso não bastasse, a França só venceu os EUA em uma ocasião em torneios oficiais. Foi em 16 de maio de 1971, quando fizeram 68-51.

Será que as francesas, comandadas pela ótima (na foto) Celine Dumerc (melhor armadora da Olimpíada em minha opinião – 15,3 pontos e 3,4 assistências por partida), conseguem evitar o ouro das norte-americanas? Acho quase impossível, e você?


Os outros três jogos do dia no mata-mata da Olimpíada de Londres – confira duelos!
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Fábio Balassiano

Engraçado, né. O foco para nós que estamos aqui está tão “viciado” neste Brasil x Argentina que nem todo mundo se lembra que há outros três jogos pelas quartas-de-final da Olimpíada de Londres nesta quarta-feira. Vamos aos duelos:

Rússia x Lituânia (10h) – A Rússia jogou muito bem a primeira fase (perdeu da Austrália apenas, na última rodada, e poupando suas feras), e enfrenta esta “bipolar” Lituânia, que levou uma surra da Argentina, fez jogo duro contra os EUA e sofreu, pasmem, para derrotar a Tunísia no último jogo do Grupo A. Ao que tudo indica, Andrei Kirilenko levará vantagem, mas são escolas com identidade de basquete bem parecida, o que torna o jogo de daqui a pouco bem equilibrado (e travado também).
Quem avança: Rússia

França x Espanha (12h15) – Será, sem dúvida, o jogo mais nervoso do dia junto com Brasil x Argentina, principalmente pelo que cercou a partida desde segunda-feira, quando os franceses entraram com uma representação no COI alegando que os espanhóis teriam amolecido contra o Brasil. Não deu em nada, mas está obviamente todo mundo mordido. Tony Parker x José Calderón (foto) promete ser um baita confronto individual, mas acho que o garrafão espanhol pode ser determinante (os Gasol e Ibaka são muito superiores aos franceses).
Quem avança: Espanha (gostaria de escrever o contrário…)

Estados Unidos x Austrália (18h15) – Acho que aqui não há nem muito o que comentar, né. Patrick Mills é um bom armador, os alas australianos são bem razoáveis, mas do outro lado estará um time que tem Kevin Durant, LeBron James, Kobe Bryant, Carmelo Anthony etc. . É mata-mata, os nervos normalmente se acirram um pouco, mas não creio haver problemas para os Estados Unidos por aqui.
Quem avança: EUA (aqui não tem nenhuma dúvida, certo?)

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Contra Austrália e sequência ruim, Brasil joga por vitória inédita pra sonhar com vaga
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Fábio Balassiano

Não será fácil a partida da seleção brasileira feminina a partir das 10h30 desta quarta-feira. Se não bastasse a baixa qualidade técnica e tática do time de Luiz Cláudio Tarallo, que ainda não conseguiu superar a barreira dos 60 pontos nas Olimpíadas (surreal!), do outro lado estará a Austrália, rival que chega ao duelo de hoje depois de ter perdido da França por 74-70 precisando desesperadamente da vitória para não correr risco de enfrentar os Estados Unidos precocemente nas quartas-de-final.

Se enfrentar Liz Cambage, Lauren Jackson, Suzy Batkovic (Érika terá um trabalho monstruoso no garrafão!) e companhia não fosse o bastante, o Brasil ainda lutará para atingir um feito inédito. Em quatro duelos, a seleção brasileira jamais conseguiu bater as australianas em Olimpíadas (em 2004, 66×84 e 75×88; em 2000, 70×81 e 75×88). Para piorar, a margem de diferença chega a 13,7, e e se mantiver o nível ruim de atuações nos Jogos de Londres, a tendência é que a média aumente nesta quarta-feira.

Além disso tudo, a seleção feminina venceu apenas dois de seus últimos 11 jogos em Olimpíadas (abaixo a lista completa, o que mostra como o basquete das meninas neste país deixou de evoluir, deixou de pensar grande, deixou de formar bons valores). Em Mundiais a situação não melhora muito, e são apenas duas vitórias nos últimos oito jogos valendo – contra Mali e Japão no Mundial da República Tcheca em 2010).

2012: Brasil 58 x 73 França e Brasil 59 x 69 Rússia
2008: Brasil 62 x 68 Coréia, Brasil 65 x 80 Austrália, Brasil 78 x 79 Letônia, Brasil 64 x 74 Rússia e Brasil 68 x 53 Bielorrússia (única vitória na competição)
2004: Brasil 66 x 84 Austrália, Brasil 67 x 63 Espanha, Brasil 75 x 88 Austrália e Brasil 62 x 71 Rússia

Nao será fácil, mas o time de Luiz Cláudio Tarallo precisa lutar, precisa mostrar que ainda pode brigar pela quarta vaga do grupo em uma Olimpíada, é bom que se diga, com nível técnico ainda muito ruim no feminino. Talvez por isso eu pensasse que se tivesse um mínimo de organização a seleção feminina pudesse chegar a algum lugar.

O que será que acontece nesta quarta-feira? Comente na caixinha!


Australiana Belinda Snell leva jogo à prorrogação com chute do meio da quadra – veja vídeo!
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Fábio Balassiano

A Austrália perdia da França por 65-62, em jogo válido pela chave B feminina, quando Isabelle Yacoubou errou o segundo lance-livre pelo time francês. O relógio marcava 3,3s para o fim, Belinda Snell recebeu a bola e do meio da quadra decidiu tentar a sorte. Veja no que deu.

De todo modo, a França se recuperou na prorrogação, venceu por 74-70 e se mantém invicta na fase de classificação olímpica. A Austrália perdeu o jogo, mas pode ter visto a sua atleta ter feito a jogada mais linda do basquete em Londres.


Com Brasil, Magnano pode se tornar 1º técnico a conquistar medalha por países diferentes
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Fábio Balassiano

Terminou a espera. Depois de 16 anos, o Brasil volta às Olimpíadas neste domingo. A partir das 7h15 o time enfrenta a Austrália em uma estreia que tem tudo pra ser nervosa (além de ser o primeiro jogo de todos os rapazes neste tipo de competição, há todo o simbolismo pelo regresso depois de tanto tempo afastado).

Se isso tudo não fosse pouco, Rubén Magnano pode entrar no clube de Kanela ao se tornar um dos poucos treinadores com duas medalhas olímpicas e inaugurar outro.

Além disso, e aqui é o mais importante, nenhum técnico conseguiu medalhas olímpicas com duas seleções distintas na história dos Jogos Olímpicos. Campeão em 2004 com a Argentina, Rubén Magnano pode obter o feito inédito com a seleção brasileira em Londres, palco, aliás, da primeira medalha do basquete nacional na história (em 1948).

Acho que o jogo de hoje será bem difícil, bem difícil mesmo. A Austrália é bem treinada, tem um elenco experiente e certamente tentará levar a peleja disputada até o fim (onde, sabemos, o Brasil tem tido dificuldade ultimamente). Mas confio, neste domingo e em toda a campanha, no time de Magnano. A seleção tem, ainda bem, um padrão de jogo definido e saberá lidar com tudo isso para vencer os australianos (é o que sinceramente espero). Olho no duelo entre Patrick Mills e Marcelinho Huertas.

E aí ,confiante pra estreia e pra Olimpíada da seleção masculina? Magnano se torna o primeiro técnico a conseguir medalha com duas seleções diferentes? Comente!


Rivais de Londres: no terceiro duelo, seleção feminina duela com Austrália – surra a vista?
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Fábio Balassiano

No dia 1/8, a seleção feminina fará o seu terceiro jogo nas Olimpíadas de Londres contra a Austrália, vice-campeã olímpica nos últimos três Jogos (em 1996, ainda conseguiu o bronze), às 10h30. É sem dúvida a peleja mais difícil da primeira fase, e a julgar pelos três amistosos em solo australiano, será muito complicado que um revés não venha.

A Austrália não terá Penny Taylor (lesionada), mas mantém em sua equipe a base que colocou o basquete do país como o segundo melhor do mundo (cinco estiveram em Pequim-2008). Contando com o sempre excelente AIS (Instituto Australiano de Esporte) na formação de suas atletas, o time de Londres mescla craques consagradas como Lauren Jackson a promessas como Liz Cambage (20 anos), Abby Bishop (23) e Rachel Jarry (20).

Na fase de preparação, vitórias contra o Brasil (três vezes), China e um revés inesperado contra a França na última segunda-feira.

O TIME: Kristi Harrower, Belinda Snell, Lauren Jackson e Suzy Batkovic. Quarteto bem conhecido, né. Pois então. As quatro devem fazer em Londres a despedida da seleção, e colocam quase 300 partidas oficiais pelo time australiano a disposição de Carrie Graf, a técnica do time (ela já treinou na WNBA, em 2004). Além delas, destaque para a jovem Jenna O’Hea e Abby Bishop, jovens, altas, fortes e prontas para ganhar tempo de quadra. Há opções de sobra para Graf rodar seu elenco sem perder a qualidade.

ONTEM FALEI AQUI SOBRE A RÚSSIA. SE AINDA NÃO LEU, CLIQUE AQUI

DESTAQUE: Poderia (e talvez deveria) colocar Lauren Jackson por aqui, né. Campeã mundial (2006, aqui no Brasil) e três medalhas olímpicas no currículo, ela seria a escolha mais óbvia. Mas eu vou optar por Liz Cambage (o nome dela é Elizabeth, tem 20 anos, 2,03m e cheguei a entrevistá-la em 2010). A pivô é boa tecnicamente, forte pra caramba, com bom arremesso e tem tudo pra ser um dos grandes destaques das Olimpíadas de Londres. Escolhida na segunda colocação do Draft de 2011 na WNBA, Cambage tem tudo pra brilhar em Londres e colocar seu nome no hall das grandes jogadoras do planeta na atualidade.

E DA FRANÇA NA ESTREIA, O TIME DE TARALLO VENCE? LEIA!

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Gostaria muito de dizer que a seleção brasileira aprontará uma zebra absurda, mas não creio ser possível. Assim como diante das russas, torço para que a derrota que deve vir não mine a confiança das meninas de Tarallo para os próximos jogos contra Canadá e Grã-Bretanha.

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Rivais de Londres: na estreia masculina, a Austrália – não será fácil, acreditem!
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Fábio Balassiano

A partir de hoje o blog começa a falar sobre os rivais das seleções brasileiras nas Olimpíadas de Londres. A Austrália será a primeira adversária da seleção masculina em Londres. Mede forças com o time de Rubén Magnano às 7h45 de domingo (29/7) e vem credenciada pela décima-primeira participação olímpica consecutiva.

Conta com o experiente técnico norte-americano Brett-Brown (no comando do time desde 2009) e com sete atletas que estiveram nas Olimpíadas de Pequim, em 2008 – seriam oito caso Andrew Bogut não estivesse lesionado).

Brasil e Austrália jogaram ontem em Estrasburgo e os brasileiros venceram por 87-71 (estatísticas aqui), mas assim como a derrota brazuca para a França no sábado precisa ser relativizada, os australianos devem ter pisado o pé no freio em um duelo que se repetirá em menos de dez dias onde realmente vale (na abertura olímpica). Na preparação, jogo duríssimo contra a Espanha (derrota por 75-69), três vitórias seguidas contra a Grécia B e o grande final contra a França hoje

O TIME: Sétima colocada nas Olimpíadas de Pequim (eles enfrentaram os Estados Unidos nas quartas-de-final), os Boomers, como são conhecidos, apostam em um núcleo bem experiente para avançar de fase e, quem sabe, conseguir uma medalha. Joe Ingles (foto à esquerda) joga com Marcelinho Huertas no Barcelona, David Andersen já atuou na equipe Catalã, na NBA e agora defende o Siena, da Itália, Brad Newley foi bem pelo Valencia, na Espanha, e Matt Nielsen, com vasta carreira na Europa, agora atua pelo Khimki, da Rússia.

DESTAQUE: Patrick Mills (foto à direita), armador que jogou no Portland e San Antonio Spurs (na última temporada), é o grande destaque do time. Com 1,83m e 23 anos, ele teve as médias de 14,2 pontos e 47% nos arremessos de quadra nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Não é craque, mas travará duelo interessante contra Huertas na abertura dos jogos. É novo, porém experiente (jogou na Universidade de Saint Mary) e muitíssimo rápido. Pode causar problemas caso consiga passar por Marcelinho. É bom ficar de olho.

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: O Brasil tem mais time, um ótimo técnico e caso controle os nervos vence a Austrália. Mas, insisto, não será fácil, não.

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