Bala na Cesta

Arquivo : Americana

Desvendando a saída de Americana do técnico Zanon, agora exclusivo da seleção
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Fábio Balassiano

No dia 17 de abril de 2013 (menos de dois meses atrás, portanto), a notícia veio: “Americana renova com Zanon e técnico assume a seleção brasileira“. No release, havia alguns trechos interessantes:

“Estamos felizes porque ele vai conciliar o trabalho entre clube e seleção. Além disso, na conversa que tivemos com o Vanderlei (Mazzuchini, diretor técnico da CBB), fizemos o pedido e fomos atendidos no sentido de que a seleção treine aqui, pois Americana tem toda estrutura invejável a oferecer”, disse Ricardo Molina, presidente da entidade que gerencia o clube.

“Uma das condições para aceitar o convite para ser técnico da seleção foi não abrir mão de permanecer trabalhando em Americana”, comentou Luiz Augusto Zanon à época.

Por isso me causou estranheza quando soube, já no setor de embarque para uma viagem, da saída de Zanon de Americana. A Confederação Brasileira tentou colocar panos quentes, distribuindo release em seu site informando o seguinte no dia 29 de maio de 2013: “Deixei o comando de Americana porque não dá para conciliar as duas coisas. Neste momento teremos a necessidade de uma grande dedicação minha à seleção, pois teremos muitos campeonatos e quero fazer esse trabalho com excelência e desenvolver novos projetos”. Coincidência ou não, a seleção brasileira deixou de treinar em Americana, como previsto, e se mudou para São Carlos (leia mais aqui e aqui como seria a preparação).

Tem que ser muito ingênuo para acreditar que Zanon saiu de Americana realmente por problemas de “conciliar trabalho de seleção e clube”. Sinceramente, muito ingênuo mesmo. Só olhar a cronologia dos fatos já dá pra perceber que houve algo errado no meio do caminho.

Não vou entrar no mérito da questão, até porque envolve muita gente, mas o problema para a saída do agora técnico exclusivo da seleção de seleção brasileira adulta feminina é de ordem estritamente pessoal, muito pessoal mesmo – nada mais do que isso. Nem o treinador, nem clube e nem Confederação vão querer comentar o caso, e vou respeitar (o caso mexeu demais com as partes envolvidas, posso garantir). Mas não me peçam para acreditar na história de exclusividade por causa da equipe nacional logo depois de Zanon ter renovado em Americana. Isso, não. Houve, até, uma mudança do local de treinamento por causa disso, se não ficou tão claro assim para todos.

Sorte para ele no trabalho. Seguirei admirando sua capacidade de treinamento, seja onde for. Mas que as coisas poderiam ser mais claras, isso poderiam.


Dirigente de Americana fala sobre LBF e atual fase do basquete feminino brasileiro
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Fábio Balassiano

Como vocês sabem, tenho batido muito na tecla de uma melhor organização do basquete feminino brasileiro no blog. Foi então que tive a ideia de pedir ao Presidente da ADCF (entidade que cuida do basquete de Americana, principal projeto da modalidade no feminino do país) para me enviar suas sugestões e avaliação da LBF, que terminou no sábado passado com título do Sport-PE e uma projeção para os próximos anos. Gentilmente e rapidamente o Ricardo Molina (foto) enviou e-mail com suas respostas e acho legal compartilhar com vocês. Ricardo é um dos maiores entusiastas do feminino, cuida com carinho do projeto da cidade e sabe o que fala. Vale a pena ler com atenção.

“A Terceira edição da Liga mostrou algumas fragilidades da LFB e também algumas evoluções. Vamos lá:

Planejamento: O início da LBF teve várias datas e com isso prejudicou principalmente o planejamento das equipes. Estava programada para novembro, depois dezembro e posteriormente janeiro. Sugestão: qual a dificuldade de definirmos antes de terminar uma edição o início da outra? Sem calendários os clubes não vão conseguir nunca se programarem, buscarem patrocinadores e ter uma continuidade do trabalho.

Recursos financeiros: O campeonato foi realizado em turno único, o que prejudicou equipes, atletas, o produto basquete e principalmente os patrocinadores de cada equipe, que, no final das contas, são os grandes vitoriosos do nosso basquete. Como sugestão, a Liga tem duração de 4 meses. Os outros 8 meses são suficientes para captação de patrocinadores. Não podemos deixar para o último momento para prospectarmos novos patrocinadores. Se essa captação já é feita antecipadamente, é preciso reavaliar a forma que está sendo realizada pois não está havendo resultados.

Fidelidade de Horário: “Bato” muito nesta tecla. Enquanto não tivermos horários e dias fixos para os jogos dificilmente conseguiremos conquistar novos admiradores da modalidade. Quem ama basquete vai atrás, pesquisa o horário. Porém que não acompanha, não pesquisa. Ou seja, horário fixo, divulgação antecipada e uma atenção maior da mídia principal: TV.

Escolha de jogos de transmissão: Acredito que realmente é preciso ser democrático com a divisão dos jogos transmitidos entre todas as equipes, porém estas mesmas equipes que recebem esta oportunidade irão permanecer na Liga? O produto basquete precisa ser vendido ao público e patrocinador – e para isso precisa ser bom. Então o que precisa vir primeiro: a divisão dos jogos ou apresentar melhor o produto? Sugestão: a TV realmente é a maior exposição para prospectar patrocinadores, porém quantas equipes desde a primeira edição saíram e entraram? Ou seja, acredito que neste momento o melhor é apresentar o melhor produto e talvez isso passe pelo sacrifício nas escolhas dos jogos.

O papel do marketing: Pergunte a qualquer amigo ou pessoa ao seu lado. Você sabe se estamos tendo um campeonato brasileiro de basquete feminino? Você conhece as equipes participantes? Você sabe quando há jogos? Sugestão: é necessário um sincronismo entre horário fixo de TV, data definida do início do campeonato com antecedência (não me refiro a toda tabela pois dependemos de quais clubes participarão, mas sim a uma data de início), apresentação do campeonato a mídia, criação de diferenciais de atração como jogos entre brasileiras e estrangeiras, como nunca houve, etc. . Tudo isso deve ser gerenciado por uma única fonte de marketing, seja agência ou profissionais, mas estas ações devem ser coordenadas e sincronizadas.

Gestão da Liga: De quem é a Liga? Uma pergunta básica onde a resposta é: dos clubes. Porém os clubes estão reféns de campeonatos subsidiados e com isso acabam não tendo voz ativa. Assim esta interrogação permanece. Sugestão: necessidade de “todos” os clubes se profissionalizarem para que possam ter realmente um Liga independente. É um processo não optativo e sim necessário. Sem isso, “todos” os clubes acabam aceitando “o que tem pra hoje” ou abandonam o barco. Basta ver o número de desistências de equipes antes de iniciar cada edição. Com um maior profissionalismo de “todos” os clubes com certeza aparecerão novas ideias, caminhos e principalmente condições de uma alta gestão. Não podemos deixar de citar evoluções e citar que estamos ainda na 3º edição enquanto o masculino está na quinta e o vôlei, que tanto falam,  está na vigésima edição.

Repatriar as jogadoras: Sem dúvida foi o grande ponto desta edição da LBF. As jogadoras voltaram a participar do campeonato nacional e principalmente engrandeceram o torneio. O nível ainda não foi dos melhores mas precisamos trabalhar em cima desta nova realidade e não olhar pra trás.

Quantidade de jogos transmitidos: O número de jogos transmitidos pela TV aumentou e melhorou a exposição. Se tivéssemos datas e horários fixos ficaria perfeito.

Descentralização do basquete: Tivemos nas primeiras edições participação de outros estados na Liga, mas esta edição ficou marcado por Estados que investiram pesado no projeto e isso deve ser aplaudido. Sugestão: precisamos valorizar aqueles estados que desde a primeira, segunda edição também participaram da Liga. Não fizeram grandes investimentos, não. Mas abriram as portas para a descentralização. Isso deve e precisa ser valorizado pois precisamos que todos os estados que já participaram da Liga em edições diferentes possam estar juntos na quarta edição, além da novas equipes que possam surgir.

Relacionamento entre as equipes: este ponto não é visto pelo público externo mas o relacionamento entre as equipes foi fantástico. Recepção de determinada equipe na cidade da outra, parceria, diálogo, disposição. Quem participou desde a primeira edição sabe o quanto este assunto evoluiu.

Enfim, claro que podemos citar tantas outras evoluções como melhorias porém acredito que são pontos não tão difíceis que podem ser atacados de maneira imediata já pensando na quarta edição da liga nacional de basquete. Talvez esta não seja a opinião e as sugestões que poderiam ser de todos, mas estamos tentando dar a nossa contribuição. Parabéns a todos os clubes participantes de todas edições da LBF, atletas, comissão técnica, Liga de Basquete e principalmente a todos patrocinadores locais e da Liga por acreditarem neste produto que já foi e pode ser novamente o segundo esporte preferido os brasileiros e brasileiras.

A propósito, quando começa a 4º edição da Liga?”.


Mais detalhes da festa do Sport-PE, campeão invicto da terceira edição da LBF
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Fábio Balassiano

Por Aluísio Gomes Jr., direto de Recife (PE)

“O Sport que emociona, o Sport que a gente ama” é uma das frases favoritas da torcida do clube pernambucano. Está lá estampada nas arquibancadas do estádio da Ilha do Retiro. Pois se é emoção que a torcida queria, o time de basquete resolveu presenteá-la com altas doses de sofrimento na final da LBF, hoje pela manhã, contra a equipe de Americana. No final, porém, a festa veio com o título e triunfo por 62-57.

Depois de vencer a primeira partida em Americana (54×44) o Sport só precisava de mais uma vitória na série melhor de três para garantir o título, a torcida rubro-negra venho ao ginásio disposta a fazer festa. Uma hora antes do jogo 2.000 pessoas já se apertavam no Ginásio Jorge Maia. Enquanto o público chegava, a pivô Clarissa de Americana se aquecia tranquilamente, Iphone no ouvido, alheia ao que falavam para ela, com cara de quem queria estragar a festa.

Quando a bola subiu ficou claro que Americana tinha gostado da estadia em Recife e o time estava disposto a adiar a final. Num primeiro tempo muito fraco tecnicamente, o time paulista levou vantagem porque cometeu menos erros. Ambas as equipes tentavam acelerar demais o jogo e entregavam a bola de graça para o adversário. Com Karla começando no banco (contusão no joelho) o ataque de Americana se concentrava em Clarissa (19 pontos, 11 rebotes, melhor jogadora da competição) e a pivô correspondia usando da maior velocidade para passar pela forte marcação de Érika (16 pontos, 10 rebotes). A pivô do Sport, por sua vez, era a única que parecia está acordada no ataque rubro-negro que esteve anêmico no primeiro tempo chegando a passar mais de sete minutes sem converter nenhuma cesta. Ao final do primeiro tempo o placar marcava 21 a 17 para Americana. Sim, 38 pontos combinados para as duas equipes no tempo.

Não sei os que os técnicos Luiz Zanon e Roberto Dornelas falaram no intervalo, mas deve ter sido algo como: “Meninas, vamos jogar basquete” porque as duas equipes voltaram bem melhores no terceiro quarto e o jogo cresceu em técnica e emoção. Os arremessos de longa distância do time pernambucano começaram a cair, Palmira acertou duas nessa parcial, e o trabalho em cima de Érika começou a surtir resultados e as pivôs do time paulista se carregavam em faltas. Depois de ter cometido a sua terceira falta, Clarissa assistiu do banco, Franciele empatar o jogo em 39. Ao final do terceiro quarto, o escore estava rigorosamente igual em 41, (“A gente sabia que não ia ganhar o jogo em um quarto só, que a gente devia manter a atenção o jogo inteiro”, falou a armadora, Adrianinha).

O Sport pode não ter ganho o jogo em um quarto só, mas foi no último, na hora de ver quem tinha mais garrafa vazia, que a armadora leonina apareceu. Enquanto Americana inexplicavelmente abandonava o jogo coletivo e o trabalho em cima da sua maior jogadora para tentar jogadas individuais com Roneeka (06 pontos) e Karla ( 08 pontos) , Adrianinha (16 pontos, melhor jogadora do campeonato na votação da torcida do Sport) decidia o campeonato com uma bola de três a 1:41 do fim do jogo comemorado na arquibancada como se fosse um gol no último minuto de partida. No minuto final quando Érika fez a cesta que abriu oito pontos na liderança, a torcida rubro-negra finalmente soltou o grito de é campeão. Fim do jogo (62-57) e muito frevo nas comemorações, o Sport campeão invicto e primeiro time do Nordeste a ser campeão nacional de basquete feminino, “fizemos história aqui” declarou Adrianinha.

Agora é torcer para que essa história e perdure e der mais frutos, (“A palavra de Sport tem que ser continuidade, tem que aproveitar o momento bom que o desporto olímpico pernambucano está vivendo”, disse o técnico Roberto Dornelas). Quem sabe até o próximo ano o ginásio municipal da cidade (Geraldão) esteja finalmente reformado e apto a receber 15000 pessoas para uma final. Quem sabe tenhamos mais de sete equipes no campeonato e mais do Nordeste do país. Fica a torcida para que o basquete brasileiro se estruture e mais histórias como a de Clarissa, Mô e tantas outras apareçam.


Sport vence Americana, conquista LBF e é o 1° primeiro time do Nordeste a conquistar Nacional
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Fábio Balassiano

De novo não foi um grande jogo (a média de pontos da final ficou em 108,5 pontos, muito pouco), mas isso pouco importa para os torcedores do Sport-PE. Jogando no ginásio lotado da Ilha do Retiro, as pernambucanas venceram Americana por 62-57 e conquistaram, de forma invicta (tal qual Ourinhos em 2005) a terceira edição da Liga Feminina de Basquete (foram dez jogos e dez vitórias).

Foi a primeira vez que, em 15 anos de Nacionais Femininos, uma equipe do Nordeste sagrou-se campeã da competição. Parabéns ao Sport-PE, time que mais investiu, a Roberto Dornelas, o abnegado e guerreiro técnico da equipe que sempre buscou retomar o projeto que estava adormecido há anos, ao torcedor de Recife, que lotou o ginásio da Ilha do Retiro sempre, e também a Americana, que tem o melhor projeto de basquete feminino do país há alguns anos.

Que o basquete feminino brasileiro utilize o Sport-PE e o Maranhão Basquete como motivo para crescer através e pelo Nordeste, pois as duas equipes mostraram que há, sim, caminho para o desenvolvimento da modalidade por lá. E que os projetos bons que há no país (Americana, Santo André, Sport, Maranhão, Ourinhos etc.) sejam espalhados e replicados para que o esporte enfim saia do momento crítico em que se encontra agora.

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Após jogo 1 ruim por Americana na final da LBF, Karla afirma: ‘Não vou jogar assim 2 vezes’
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Fábio Balassiano

Karla Costa era a imagem de Americana depois do jogo 1 das finais da Liga de Basquete Feminino na semana passada. Após perder por 54-44 para o Sport-PE, a ala de 34 anos, quinta cestinha da competição com 14,1 pontos, estava sem entender o que havia se passado no Centro Cívico, onde minutos antes seu time vencia as pernambucanas até a metade do terceiro período e desandou completamente até perder o jogo. Ela errou seus oito arremessos de quadra, desperdiçou três bolas e terminou a partida com apenas um ponto, sua pior marca na competição. Com gelo no joelho e ainda tentando compreender o que havia acontecido, ela conversou comigo sobre o torneio, seleção, a situação do basquete brasileiro e ainda prometeu: ‘Não vou jogar assim duas vezes, não. Me conheço e sei que vou estar pronta para o jogo 2 no sábado lá em Recife. Pode anotar’. Confira o papo com a jogadora.

BALA NA CESTA: Já conseguiu entender o que aconteceu no jogo 1?
KARLA COSTA: Tem dia que parece noite, né. A gente não quer jogar mal, mas acontece. Tentei, mas não deu nada certo. Errei, tem que assumir. Mas eu me conheço, sei da minha capacidade, e dois jogos assim eu não vou fazer, não vou fazer mesmo. Pelo que eu treino todo dia é meio injustificável o que aconteceu no primeiro jogo. É bater no peito, porque sei que ficou faltando minha parte, mas acho que continua valendo pra gente, de Americana, que precisamos vencer dois jogos. Enquanto não nos matarem temos chances e vamos lutar pelo título da LBF até o fim.

BNC: O Zanon chegou a falar alguma coisa com você no final do jogo? Vi que ele te cumprimentou na última vez que você saiu…
KARLA: O Zanon me conhece, né. Ele sabe o quanto eu treino, o quanto me esforço. Sou a primeira a chegar, a última a ir embora, então realmente não foi por falta de treino ou vontade. Foi um dia ruim e acontece com tudo mundo. Ele sabe também que dois jogos assim eu não vou fazer. Ele mesmo disse: ‘Eu só posso pedir pra vocês fazerem. Não posso entrar na quadra e resolver’. A gente sabe que, sem tirar o mérito do Sport-PE, elas vieram pro jogo, mas quando você não bate acaba apanhando. Ficamos esperando, esperando e acabamos perdendo. Na hora que elas realmente bateram, deram o primeiro murro, a gente caiu e não teve reação. Estávamos sem vibração, que é uma coisa que eu acabo puxando muito. E aí fica complicado, buscando coisas que não são nossas. Ficamos esperando a torcida fazer cesta, o Zanon fazer cesta e isso obviamente não acontece. É um tipo de jogo que realmente contra uma equipe como o Sport, forte, não podemos ter cinco, dez minutos de apagão.

BNC: Falando especificamente do campeonato, conversei com a Érika, com a Adriainha e com a Alessandra, e nenhuma delas está satisfeita com os rumos que a LBF tomou nesta temporada. Queria ouvir sua opinião também.
KARLA: Na verdade o que falta um pouco mais pra gente é mídia mesmo. Na verdade, pra você ter uma ideia, essa temporada não veio ninguém aqui em Americana fazer aquelas reportagens especiais, que nos acompanham por todo o dia, pra essa final. Em momento algum veio, aliás. Aquelas coisas que na verdade colocam a gente um pouco mais em evidência. As pessoas não sabem quem somos nós, e o patrocinador não vai botar dinheiro em uma coisa que não aparece. Apesar de o nível técnico ter melhorado um pouco, a gente sabe que a quantidade de equipes (7) ainda é muito pequena. E tivemos Guarulhos, uma equipe que foi montada às pressas, apenas para participar, pra fazer número. Aí apanha de todo mundo, embora tenha tentado, mas não faz muito sentido isso. É complicado você querer esperar mais das pessoas, dos patrocinadores, nesse sentido. Acho que falta um pouco de respeito nesse sentido. E principalmente para quem viveu um pouco da fase gloriosa, como eu, que tenho 34, a Adrianinha, que é da mesma geração, a gente sente muito. Nós vivemos uma fase muito boa, né. A gente sabe o que era bom.

BNC: Legal, mas pra quem não viveu aquela época, conta como é que era. Você surgiu no time de Campinas, com a Paula e imagino que houvesse uma torcida, uma mídia imensa por trás.
KARLA: Cara, as pessoas que andavam na rua sabiam quem eram as jogadoras, isso era muito claro. Agora quando caminho e digo que sou jogadora de basquete eu chego a ouvir um “beleza, joga basquete, mas faz mais o quê?”. Como só jogo basquete? Eu faço isso o dia inteiro, me mato, é minha paixão, minha profissão. Acho que falta um pouco mais de valor, um pouco mais de respeito na modalidade feminina, que isso fique claro. No masculino, pelo que tenho visto, meu sonho é ver o feminino com tanto time jogando uma LBF, com um cuidado maior com as categorias de base e não tão longe assim em termos de distância entre um e outro. Se chegarmos próximos já está bom. Falta um pouco de gente que acredita um pouco na gente também. Eu tenho meninas da base aqui em Americana que não viram a Hortência e a Paula jogarem, e não têm muita noção do que elas fizeram pela modalidade. São ícones que essas meninas deveriam olhar e pensar: “Olha, que legal, quero chegar lá”. E elas não enxergam assim. Hoje vejo pais me perguntando: “Será que minha filha pode viver de basquete?”. E eu não sei responder. O Basquete Feminino hoje em dia, e eu falo por mim, não ganha um piso do masculino, tenho certeza disso. Absoluta que não. É mérito deles, e um demérito nosso. Eu culpo a mim também porque a gente é muito omissa, muito egoísta, tem medo de se expor, medo de falar a verdade, medo de lutar. É tudo tão pequeno que sei lá, viu. Já são sete times, se eu brigar com um, ficam seis. Com dois, cinco. Por aí vai.

BNC: Mas desculpe até perguntar isso, você não acha que com 34 anos, tendo vivido uma época de ouro e com uma capacidade de se expor bacana, com racionalidade, não deveria puxar um pouco mais essa discussão, um pouco mais os assuntos que são importantes para o basquete feminino voltar a evoluir?
KARLA: Então, eu tenho conversado bastante com a Adrianinha e com a Chuca para que nós possamos fazer alguma coisa por essas meninas que estão vindo aí. Acredito que com a chegada do Zanon as coisas vão melhorar na seleção, e me deu uma luz que preciso fazer algo. Eu com 34 anos guardei um dinheiro por ter jogado fora e consegui comprar meu apartamento aqui em Americana, mas se tivesse jogado aqui a vida toda eu não sei, não. É isso que precisamos ter em mente. Com certeza eu estou longe de, sendo uma jogadora de seleção, ter o status de um Alex, de um Giovannoni, de um Nezinho. Imagina, acho que o salario deles paga o nosso time todo. Eu estou mais pra parar do que pra continuar. E falo pras meninas mais jovens também buscarem as coisas por elas também. O basquete feminino também é muito egoísta, cada um brigando pelo seu. Chegou a hora de juntar, de todos brigarem juntos.

BNC: Você falou no Zanon, e ele agora será o técnico da seleção. Você tem 34 anos, mas está bem fisicamente. A Adrianinha já disse ali pra mim que volta se for convocada e quero saber de você se pensa em permanecer pro próximo ciclo olímpico.
KARLA: A Adrianinha é uma safada, né (risos). Fez aquele anúncio lá da aposentadoria em Londres pra ganhar bijuteria (Nota: Adrianinha recebeu um relógio da Confederação de presente) e agora diz que volta (risos). Mas falando sério agora, vamos lá. Eu me cuido muito. Não engordo, mantenho peso, corro todo dia de manhã antes de treinar em um dia e nado no outro. Treino todo dia e gosto de fazer o a mais todos os dias. Sou extremamente bitolada por isso, por fazer esse a mais. No dia em que eu não puder fazer isso, o além, o a mais, pode ter certeza que é a hora de eu parar. Uma coisa que eu comentava com o Virgil, o preparador físico, é que com dor eu não queria jogar. Dores normais, ok, mas eram dores muito insuportáveis. E hoje não tenho mais dores. É o a mais que me motiva, é o a mais que me deixa feliz pra estar em quadra. Por isso enquanto eu puder jogar, eu puder competir, vou querer jogar no alto rendimento. Se for até os 45 anos, vou jogar. Quando achar que não dá mais, eu paro. Então pra seleção, se eu aguentar, eu vou. Mas quero contribuir, não quero atrapalhar, não. E sou muito realista também. Nesse jogo 1 aí, minha vontade era de pedir pro Zanon pra me tirar, porque estava atrapalhando. Não dava nada certo, cara. Hoje em dia tenho maturidade, não quero que minha mãe me ligue dizendo que não tem problema. Tem problema, sim. Hoje (no sábado passado) foi uma bosta, então tenho que assumir isso. Quero somar. Da maneira que for.

BNC: Pra fechar, queria que você falasse sobre o que você espera com essa chegada do Zanon e do Vanderlei no departamento feminino.
KARLA: Olha, eu nunca vou deixar de acreditar que podemos melhorar. Quero sempre que o basquete melhore, que os ginásios voltem a ficar cheios. Eu vi os ginásios cheios. Na época da Paula e Hortência, eu ficava na arquibancada para vê-las treinar. Hoje falta um pouco disso, sabe. Meus domingos eram todos no Paineiras, no Taquaral, todo dia vivendo e treinando basquete. Naqueles tempos a gente não tinha Facebook, MSN, essas coisas. Mas não acho que seja só isso, porque os Estados Unidos têm essas redes sociais todas aí e continuam produzindo jogadoras o tempo todo. Hoje em dia aqui no Brasil é que se perdeu um pouco isso. A gente tem que resgatar essa paixão dentro das meninas. Mas com tudo melhorando a gente consegue resgatar. Tenho fé que consigamos voltar a ser como antes, com o basquete feminino forte.


Em jogo fraco, Sport-PE bate Americana em São Paulo e se aproxima do titulo da LBF
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Fábio Balassiano

Não foi um um bom jogo de basquete o que vi no Centro Cívico ontem (acho que ninguém em sã consciência dirá isso). Mas mesmo assim o invicto Sport/PE bateu Americana fora de casa por 54-44 em um jogo de 98 pontos para abrir 1-0 na final da LBF e se aproximar do título.

Acho que só os “98 pontos” ali já falam por si só, não? Foi uma partida bem disputada, física até (ótimo), mas mal jogada e serviu como um espécie de síntese do basquete brasileiro (masculino ou feminino) que tem sido jogado aqui nos últimos 15 anos: muita vontade, nervosismo, excesso de tiros tortos de três pontos (foram 28 tentativas e apenas três acertos), erros de fundamento em profusão (28 em 40 minutos contra 24 assistências – ou seja, mais desperdício de bola do que passe pra cesta) e uma correria alucinante, desenfreada (já falei isso aqui, mas a impressão que me passam é que quando passa do meio da quadra não pode mais respirar).

No primeiro tempo, Zanon levou vantagem quando colocou Karen e Ronneka para frear Adrianinha e sua fúria ao cesto. Deu certo, e o potente ataque do Sport fez apenas 20 pontos no mesmo número de minutos.

Na segunda etapa, quando Americana ameaçou abrir o momento crucial do jogo. A norte-americana Alex (cestinha ao lado de Clarissa com 17) voltou na mesma hora que as donas da casa começaram a marcar por zona. Não deu certo para Americana, que viu Alex anotar 8 pontos seguidos (duas bolas de três pontos) para iniciar a virada do Sport, que passou a comandar o placar com tranqüilidade (nos 20 minutos finais fez 34-18) para vencer por 54-44.

Sobre Americana, duas coisinhas: Clarissa foi brilhante com 13 pontos no primeiro tempo (não fosse ela e seu time não teria feito 25…), mas na segunda etapa teve quatro desperdícios de bola (um deles quando tentou quicá-la por quase 20 metros). Karla, cestinha e melhor jogadora do time na competição, teve 0/8 e terminou com apenas 1 ponto (não é normal isso, obviamente).

Ganhou o Sport-PE, que deve acabar ficando mesmo com o título da LBF, mas o que vi hoje em Americana esteve longe de agradar. Em termos técnicos, Zanon viu o que o aguarda na seleção brasileira. E o basquete feminino brasileiro viu o que tantos anos de descaso acabam gerando – pobreza técnica, fundamentos esquecidos e vícios adquiridos.

Foi lindo ver o ginásio do Centro Cívico cheio, mas para o basquete feminino voltar a ser grande o trabalho precisa ser muito, muito forte – e pra já. Parabéns ao Sport e a Americana, que lutaram bravamente, mas esperávamos mais de uma decisão de campeonato com cinco jogadas que foram às Olimpíadas de Londres.

Viu o jogo? Gostou?


Com início arrasador, Americana joga bem, vence Maranhão e chega a final da LBF
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Fábio Balassiano

Por Gustavo Belofardi, direto de Americana (SP)

Quem poderia imaginar que em um semifinal de Liga de Basquete Feminino  iríamos ver uma equipe abrir 16 x 0? Mas foi o que aconteceu, Com ritmo forte no início, a equipe de Americana não deu chances e derrotou a equipe do Maranhão por 76-59 (40-22 no primeiro tempo) em partida realizada no Ginásio Municipal Milton Fenley Azenha (Centro Cívico), na cidade de Americana pelo 2º jogo das semifinais do torneio. Com o resultado, Americana, a atual campeã da LBF, avançou a final com 2-0 e vai enfrentar o Sport-PE na decisão que começa no próximo sábado no interior de SP às 13h.

“A equipe foi muito bem, elas (jogadoras) entraram bastante concentradas e isso foi fundamental para conseguirmos essa vitória. As meninas estão de parabéns” disse o técnico Luis Augusto Zanon.

No 1º quarto, Americana conseguiu abrir grande vantagem. Jogando com o apoio da torcida (mais de 1500 pessoas presentes) as comandadas de Zanon aproveitaram  bem os ataques criados. Maranhão até criava oportunidades, porém sem qualidade na hora da definição. Faltando 6 minutos para o fim do quarto, Americana abriu 16 x 0, fato que irritou o manager Antonio Carlos Barbosa, que pediu tempo. Nos 5 minutos finais, Maranhão conseguiu pontuar, mas não conseguiu diminuir a vantagem da equipe da casa, que fechou o primeiro período em 25 x 7. No 2º quarto, a partida ficou equilibrada, com muitos espaços, Americana e Maranhão conseguiam converter os ataques com certa facilidade, no final, empate por 15 x 15 e 40 x 22 no jogo.

Durante o intervalo, em um bate-papo com a ex-jogadora Janeth, ela comentou sobre o desenvolvimento do basquete nacional. “Acho muito importante equipes como Sport e Maranhão estarem disputando o Campeonato Nacional. Tenho certeza que isso fará com que outras equipes, não só do Norte/Nordeste, mas equipes de outras regiões, se interessem em montar equipes para participarem da competição” relatou.

No 3º quarto, Americana manteve a vantagem conquistada durante a partida, com a defesa agressiva, as americanenses anulavam os ataques da equipe maranhense. No final, vitória por 63 x 41. No último quarto, Americana tirou o “pé do acelerador”. Maranhão até diminui a vantagem do placar, mas não conseguiu reverter e dessa forma, Americana venceu por 76 x 59.

Apesar da eliminação, a ala Iziane destacou a evolução da equipe na Liga. “Nossa equipe evoluiu em relação a competição anterior, já que conseguimos ficar na 3ª colocação. Quero agradecer a nossa torcida, que sempre esteve ao lado do Maranhão Basquete. Infelizmente, não deu para avançar a decisão” disse.

Pontos a se destacar.

- Além da ex-jogadora Janeth, o presidente da LBF(liga de Basquete Feminino) Márcio Cataruzzi também esteve presente.

- Mais de 1500 torcedores apoiaram a equipe de Americana. Vale lembrar que o Ginásio tem capacidade para 1800 torcedores. Tivemos 5 torcedores do Maranhão na partida.

- Não sei como é feito o sorteio da arbitragem para os jogos da Liga, mas a árbitra Tatiana Staigerwald vem apitando vários jogos de Americana. Com o jogo de hoje, já são 4 jogos seguidos que ela arbitra em jogos da equipe americanense.


Americana vence Ourinhos, se classifica e vai encarar o Maranhão nas semifinais da LBF
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Fábio Balassiano

Por Gustavo Belofardi, direto de Americana (SP)

A equipe de Americana derrotou Ourinhos por 75-60 em duelo realizado na noite de sábado no Ginásio do Centro Cívico, em Americana, pelas quartas-de-final da Liga de Basquete Feminino. Com o resultado, as comandadas do técnico Luiz Augusto Zanon avançaram às semifinais, e vão encarar a equipe do Maranhão, que derrotou a equipe do Guarulhos por 85 x 61 e também fechou o duelo em 2-0. Karla (na foto) foi a cestinha com 21 pontos (ainda teve seis roubos).

No 1º quarto, Ourinhos veio com tudo em busca da vitória. Marcando bem e aproveitando os contra ataques, a equipe de Ferreto chegou a abrir 13 a 7 em menos de quatro minutos. Porém, aos poucos Americana foi se encontrado em quadra, diminuiu a vantagem, mas viu Ourinhos vencer o 1º quarto por 20 x 17. No 2º quarto, Americana melhorou sua marcação, a ala Karla Costa chamou a responsabilidade para si e a equipe conseguiu virar o placar e terminar o 1º tempo em vantagem (40 x 34).

No 3º quarto, a partida ficou marcada pelo equilíbrio. Tanto Americana quanto Ourinhos aproveitavam bem os ataques, e o jogo ficou equilibrado até o final até que a armadora Débora Costa acertou um chute de 3 no final do quarto e deixando Americana com uma vantagem de 8 pontos (58 x 50). No último quarto, Americana manteve a vantagem conquistada, e ainda aumentou a margem para 15 pontos, vencendo o jogo por 75 x 60.

Os principais nomes da partida foram à ala Karla Costa (21 pontos) e a pivô Clarissa (22 pontos e 10 rebotes – double-double) pelo lado de Americana. Do lado de Ourinhos, as alas Joice (18 pontos, 7 rebotes e 4 assistências) e Ana Flávia (13 pontos, 4 rebotes e 4 assistências) se destacaram.

Para armadora Débora Costa, a equipe foi mal no inicio, mas depois evoluiu. “Começamos um pouco mal a partida, porém no 2º quarto a equipe foi bem e conquistamos essa vaga para as semifinais” disse.

Na visão do técnico Edson Ferreto, a postura de Ourinhos deveria ter sido durante todo o campeonato como foi a deste sábado. “Se a nossa equipe jogasse do jeito que jogou hoje, com garra, vontade, a nossa equipe poderia estar numa posição melhor. Mas agora já passou, vamos em busca de reforços para que a nossa equipe desenvolva um bom papel no Campeonato Paulista”, disse.


Em evolução, Joice Coelho brilha em Guarulhos em sua primeira Liga de Basquete Feminino
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Fábio Balassiano

Deve ser por causa da idade que está ficando avançada, mas estava ontem de manhã (10h de domingo, pensem só) vendo Americana x Guarulhos em partida válida pela Liga de Basquete Feminino (aqui, aliás, cabe um parabéns ao Sportv, que vai exibir, de sábado e hoje, com Maranhão x São José, às 20h, três partidas femininas em três dias). Vitória fácil das atuais campeãs contra o jovem Guarulhos por 70-50. Mas fiquei impressionado mais uma vez com o basquete de Joice Coelho (na foto), que saiu-se com 16 pontos (7/11 nos chutes), três rebotes e dois roubos de bola.

Em sua primeira competição nacional no adulto, a ala de 1,75m (ainda com 19 anos) tem mostrado uma maturidade incrível, um jogo bem físico e uma vontade em quadra que impressionam tanto quanto suas médias (12,5 pontos, 4,5 rebotes, 47,2% nos tiros de dois pontos e 1,5 roubo nas quatro partidas em que atuou). Para quem jamais havia atuado em um Nacional, é de se impressionar muito mesmo.

Para quem acompanha basquete feminino, no entanto, Joice não é tanta surpresa assim. Presente no time que foi vice-campeão da Copa América Sub-18 em 2010 e bronze no Mundial do Chile no ano seguinte com a Sub-19, ela sempre impressionou pela capacidade física, pela defesa assustadoramente forte (dá gosto de ver!) e pela coragem em quadra. Mas não é só isso, não. Desde que a vi pela primeira vez, na Copa América de 2010, seu jogo vem apresentando uma evolução nítida e muito consistente.

Joice pulou dos 29% nos tiros de dois pontos na Copa América de 2010 para 40,6% no ano seguinte em uma competição bem mais difícil (o Mundial), e não se intimidou no jogo contra os Estados Unidos na semifinal (com um Brasil apático, ela não teve medo, somou 12 pontos e duas assistências e chamou a atenção da técnica norte-americana, Jennifer Rizzotti, que elogiou seu ímpeto e sua marcação depois da partida). Ainda tímida no ataque, ela jamais se notabilizou por ser uma pontuadora voraz, mas tem acrescentado movimentações interessantes nos últimos anos e vem conseguindo números bem razoáveis para (repetindo) uma jovem de 19 anos que está estreando em competições adultas no país.

Joice ainda está longe de estar pronta para brilhar no cenário nacional (seu arremesso ainda precisa de mais precisão, seu drible ainda é um pouco errático e sua defesa, embora excelente, ainda passa um pouco do ponto entre o que é legal e o que é faltoso), mas vê-la em quadra tem sido uma das melhores coisas desta Liga de Basquete Feminino, sem dúvida alguma.

Que ela siga evoluindo (talvez a palavra que melhor defina a menina é esta mesmo, evolução), que ela siga se desenvolvendo. O basquete precisa de alas rápidas, fortes e sem medo de atuar aqui ou em competições internacionais.


Americana se enrola no começo, mas se recupera e bate Guarulhos pela LBF
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Fábio Balassiano

Por Gustavo Belofardi, direto de Americana (SP)

A equipe de Americana conseguiu mais uma boa vitória pela Liga de Basquete Feminino. Jogando em casa, as comandadas do técnico Luiz Augusto Zanon derrotaram a equipe de Guarulhos por 70-50 (29 a 17 no primeiro tempo). Com o resultado, a equipe se manteve na vice-liderança da competição, agora com 9 pontos (quatro vitórias e uma derrota). Já a equipe de Guarulhos é a lanterna com 4 pontos(quatro derrotas).

O jogo começou com a equipe visitante apostando nos contra ataques. Mesmo Guarulhos deixando espaços na defesa, Americana não conseguia converter as cestas, e viu as comandadas do técnico Alexandre Cato equilibrarem a partida e em alguns momentos liderar o jogo. Aos poucos, Americana conseguiu equilibrar a partida e conseguiu vencer o 1º quarto, por 14 x 12. No 2º quarto, Americana começou a marcar a saída de bola da equipe de Guarulhos. Aproveitando os erros da equipe visitante, Americana foi aumentando a vantagem e venceu o quarto por 29 x 17.

No 3º quarto o jogo ficou aberto, Americana e Guarulhos abdicaram de se defender e resolveram atacar, fato que deixou o jogo mais aberto e eletrizante. No final, a equipe da casa aumentou sua vantagem para 19 pontos, vencendo o quarto por 53 x 34. No último quarto, o jogo ficou equilibrado. Utilizando várias atletas da base, Americana apenas manteve a vantagem conquistada durante a partida, vencendo o quarto por 70-50.

Os destaques de Americana na partida foram as pivôs Carina (12 pontos e 6 rebotes) e Sandora (12 pontos, 8 rebotes e 2 assistências – na foto) e a ala Karla Costa (12 pontos e 3 assistências). Do lado de Guarulhos, as alas Joice Coelho(16 pontos – cestinha da partida) e Isabela Ramona(7 pontos, 5 rebotes e 2 assistências) se destacaram.

Para armadora Débora Costa de Americana, a vitória foi muito importante. “Conseguimos uma boa vitória. Agora é trabalhar forte e sexta-feira buscar mais uma vitória para terminarmos essa 1ª fase da melhor maneira possível” disse. Já o técnico Luiz Augusto Zanon valorizou a vitória conquistada por sua equipe. “Apesar de termos começado mal, eu valorizo muito a vitória porque nossa equipe conseguiu se enquadrar no jogo da equipe de Guarulhos. Elas vieram com uma postura de marcar forte e sair em velocidade e mesmo assim conseguimos anula-las” disse.

Na próxima rodada, Americana viaja a São José dos Campos para encarar a equipe de São José, dia 22 de fevereiro, ás 18:00. Já a equipe de Guarulhos viaja a Recife para encarar a equipe do Sport Recife dia 25 de fevereiro, ás 18:30.

Arremesso Dourado.

No intervalo de Americana x Guarulhos, houve a promoção Arremesso Dourado, em que o torcedor escolhido tem a chance de conquistar uma premiação em dinheiro ao acertar a cesta do meio da quadra. E o garoto Augusto Brisque Marciano (foto ao lado), de apenas 9 anos, fez a cesta e ganhou o prêmio de R$ 400 em dinheiro. Por ser uma criança, ele arremessou da linha de 3 pontos.

O curioso, é que desde que promoção foi criada, ele foi o único que acertou duas vezes. A última vez aconteceu em dezembro, no 2º jogo da final do Campeonato Paulista, no jogo entre Americana e Ourinhos.