Bala na Cesta

Com atuação incrível de Nezinho, Brasília vence São José e fica a uma vitória da semifinal

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

No terceiro jogo entre Brasília e São José nos playoffs do NBB5, o time candango venceu por 91-76 no ginásio Nilson Nelson, virando a série para 2 a 1 graças a uma atuação incrível de Nezinho (foto), que teve 36 pontos, oito bolas de três pontos, 7 assistências, 4 rebotes e anormais 40 de eficiência). Na próxima segunda-feira, às 20h, os dois times voltam a se enfrentar no Ginásio Lineu de Moura pelo quarto jogo desta série e nova vitória dos comandados de José Carlos Vidal coloca os brasilienses na semifinal – aos joseenses só resta a vitória para evitar a eliminação.

Assim como na partida da última quarta-feira, o jogo começou bem equilibrado, tantos nos acertos quanto nos erros, mas a partir dos 5 minutos finais do primeiro período o time da casa tomou as rédeas da partida e chegou a abrir 10 pontos, vantagem que foi administrando até o fim do período, fechado em 30 a 21. No início do segundo quarto, além dos visitantes voltarem mais focados o time da casa abusou de cometer erros no ataque e na defesa, chegando a reduzir a diferença para dois pontos. Próximo ao fim do quarto o Brasília voltou a equilibrar as forças, o que fez com que o placar ficasse 46 a 41 a seu favor na ida para o intervalo.

No terceiro quarto as duas equipes voltaram muito tensas para a quadra, levando até a desentendimentos como o ocorrido entre Murilo e Paulão. São José se aproveitou do momento reduzindo a diferença para 3 pontos. Mas aí Brasília começou a chutar algumas bolas do perímetro, que caíram, e levou a vantagem para 14 pontos ao fim do penúltimo quarto, fechando em 73 a 59. O último e decisivo quarto começou com um esboço de reação do time de São José mas que foi logo igualado pelo time da casa. A vantagem construída até o quarto foi mantida e o jogo terminou com vitória dos candangos.

Mais uma vez o cestinha da partida foi Nezinho com 36 pontos. O atleta comentou que “a equipe manteve o foco e a série está dentro do normal, pois eles (São José) ganharam lá e nós ganhamos aqui. No quarto jogo temos que fazer diferente para fechar, já que agora eles que estão com a pressão”. Para Giovanonni (foto à direita), “a equipe do São José joga muito bem em casa e temos que impor esse ritmo de jogo que tivemos aqui, além de se aproveitar da pressão que eles têm em não poderem mais perder”. Para Arthur (foto à esquerda, abaixo), o importante agora é fechar a série, “será mais um jogo onde estaremos concentrado, até pelas dificuldades em jogar lá, para não ter que fazer o quinto jogo aqui em Brasília”.

Pelo lado do São José, o maior pontuador foi Murilo, com 25 pontos. Para Jefferson, que fez 15 pontos, “a força do Brasília é grande e eles souberam jogar com a força de sua torcida. Eles fizeram o dever de casa e agora temos que fazer o nosso”. O jogador ainda deixou um recado: “A torcida pode acreditar em nosso trabalho, somos um time de guerreiros que nunca desiste e vamos pra casa em busca da vitória”.

Diferente do jogo anterior, esse foi bem mais equilibrado e, apesar do Brasília abrir algumas vantagens de 12, 13, 15 pontos ao longo do jogo, o São José encostava no placar. O grande problema para o time do Vale do Paraíba hoje foi a inspiração de Nezinho. Simplesmente ele acertou bolas de todos os jeitos, bandeja, lance livre, tomou falta anti-desportiva em contra-ataque e acertou 8 de 11 tentativas em bolas de 3. Aliás hoje o aproveitamento do Brasília nesse fundamento foi de 42%. Toda vez que São José encostava no placar Nezinho chamava a responsabilidade.

O time visitante, por sua vez, focava em fatores extra-quadra e se desconcentrava em vários momentos. Um exemplo foi num tempo técnico solicitado pelo Régis Marrelli em que Fulvio ficou metade do tempo conversando com a arbitragem. Murilo, por sua vez, apesar de ter feiro 25 pontos, claramente se desconcentrava em vários momentos do jogo. Para quem foi eleito o MVP da última temporada, esperava-se um pouco mais dele nos dois jogos que foram realizados no Distrito Federal. Um fato engraçado foi quando Jefferson foi eliminado pela quinta falta, cometida em cima do Nezinho e, tanto ele como Regis, ficaram imitando o jogador brasiliense. A torcida compareceu em bom número, maior quando comparado a quarta-feira, mas ainda poder ser melhor, o que deve acontecer caso o Brasília avance as semifinais. Agora só nos resta aguardar a emoção do jogo 4.

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Sem Jeff Agba, Bauru tenta empatar série contra Franca; Brasília e São José também duelam

Rodada dupla de basquete logo mais no Sportv a partir das 17h (aliás, o dia hoje é sensacional pra quem gosta de basquete, pois há três jogos na sequência: os dois do NBB e o da NBA no Space às 20h).

Em casa, o Brasília, que perdeu de São José no jogo 1, tenta se recuperar e empatar a série, que é a reedição da final da temporada passada. Nova derrota e os candangos ficarão em apuros. Para evitar o revés, o time da capital conta com a torcida no Nilson Nelson a partir das 17h desta quarta-feira. Jogando em Brasília, Alex e companhia venceram 15 dos 17 jogos deste NBB (88% de aproveitamento). Do outro lado, porém, estará um time muito bem arrumado por Régis Marrelli e com Murilo, Jefferson e Fúlvio cada vez melhores (o trio teve 61 dos 90 pontos e 21 dos 31 rebotes dos joseenses no primeiro embate das equipes na pós-temporada).

No outro jogo da noite, às 19h30, o Bauru abre as portas do Panela de Pressão em um jogo que tem muito a ver com o nome do ginásio e com os desfalques dos dois times (serão quatro jogadores de fora hoje). Também perdendo por 1-0, os bauruenses não terão Jeff Agba (foto), suspenso pelo STJD após a lesão nos ligamentos do pulso do ala Jhonatan Luz (o ala, que provavelmente seria convocado por Rubén Magnano, fraturou a mão e operou no próprio domingo), de Franca, no jogo 1 da série (leia mais aqui). O lance pode ser visto aqui, e eu não vou entrar no mérito da discussão jurídica, até porque não entendo do riscado (ele foi enquadrado no artigo 254 da Justiça Desportiva, que diz “agressão física durante a partida, prova ou equivalente”). Os francanos não terão, além de Jhonatan, o capitão Guilherme Teichmann, que também operou (só que o dedo). Boa recuperação a ambos, aliás. Os bauruenses, além de Agba, estão sem Ricardo Fischer, mas contam com Larry, Gui Deodato e Pilar para empatar o confronto.

O que acontece logo mais no NBB? Franca e São José quebram o mando de quadra e abrem 2-0? Ou Bauru e Brasília empatam tudo? Comente!

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Mesmo sem jogar bem, Brasília segura reação do Paulistano e vence 16ª seguida no NBB

Em partida adiantada devido a Liga das Américas, o Brasília foi a São Paulo enfrentar o Paulistano para manter a invencibilidade de 15 jogos no NBB. E se deu bem. Levou 31-17 no último período, sofreu um bocado, mas saiu com a vitória de 82-77 para chegar a 16 vitórias consecutivas (25-4 no total) e colocar ainda mais pressão no líder Flamengo (24-3, com dois jogos a menos).

Mais uma vez eu chamo a atenção para o desempenho de Alex Garcia, o ser que faz cara feia na foto mas joga um basquete lindo, maravilhoso. O camisa 10 foi agressivo pacas (chutou 16 lances-livres), terminou com 25 pontos, oito rebotes, cinco assistências e três roubos para conseguir assustadores 37 de eficiência e liderar os brasilienses a uma importante vitória.

Agora o foco está na Liga das Américas. Junto com São José, que ontem também jogou (despachou Mogi por 93-60 com 23 pontos e oito rebotes de Murilo e 17 pontos e oito assistências de Fúlvio), Brasília está no quadrangular do México com o Pioneros, dono da casa, e o Capitanes de Arecibo (Porto Rico).

Será que Brasília e São José se juntam a Pinheiros e Lanús, deixando três brasileiros na fase final? Será que alguém pára Brasília na reta final do NBB? Caso siga vencendo, o time da capital ultrapassa o Flamengo no recorde de vitórias consecutivas (chegaria a 21) no último jogo da fase de classificação. Comente!

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Em duelo de gigantes, Brasília supera Flamengo com autoridade e se aproxima do rival no NBB

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Os dois únicos campeões do NBB, os atuais líderes do campeonato e um público de mais de 16 mil pessoas no Nilson Nelson foram os ingredientes perfeitos para mais uma grande noite do basquete nacional. Numa disputa direta pela liderança do NBB5, a equipe de Brasília recebeu o Flamengo e ao fim da partida os candangos ganharam por 82-70, acumulando a nona vitória consecutiva. O Brasília continua na segunda colocação com 18-4, enquanto a equipe do Flamengo possui 21-2 e lidera o NBB 5.

No próximo sábado os candangos receberão a equipe do Tijuca, enquanto que a equipe carioca vai até Fortaleza enfrentar o Basquete Cearense.

O jogo começou frio, com as duas equipes cometendo muitos erros e abusando das bolas de três pontos (pra variar). O Flamengo abriu larga vantagem, mas depois de um toco de Alex em Olivinha Brasília fez  6-0 e voltou pro jogo, fechando o primeiro quarto perdendo de 15-13 para os cariocas. Na volta para o segundo quarto, a equipe da casa passou a errar um pouco menos e a apertar a marcação, aliado a um mau momento vivido pelo Flamengo no fim do período, virando o placar e terminando o quarto 37 a 31 para o Brasília.

Na volta do intervalo, o Flamengo chegou a reagir, aproximando-se no placar mas relaxando noutros momentos e mantendo a distância. O período terminou 57 a 51. No último quarto, a defesa forte e um contra-ataque eficiente de Brasília dificultaram as ações ofensivas do Flamengo. Desta forma, o time candango administrou a partida a partir da metade do último período, para conquistar a 18ª vitória no NBB, pelo placar de 82 a 70.

Quando questionado, Paulão, um dos destaques do jogo, anotando um duplo-duplo (17 pontos e 10 rebotes), comentou que “Nós ganhamos o jogo na defesa e também com o apoio dessa torcida maravilhosa que encheu o ginásio”, afirmou. O atleta comentou ainda sobre sua adaptação e seu estado físico, “a cada jogo estou mais adaptado e preciso melhorar um pouco ainda a forma física. Vou parar umas duas semanas para recuperar o joelho”. Já Nezinho, cestinha da partida com 18 pontos, falou sobre a torcida ”que abraçou a equipe e serviu como um sexto jogador. Viemos muito concentrados para das esse presente a essa galera”.

Para Olivinha, cestinha do Flamengo com 17 pontos, “faltou tranquilidade em certos momentos do jogo, principalmente no último quarto onde estávamos 4 pontos atrás, mas sofremos contra-ataques no início do quarto e desconcentramos um pouco. Contra o Basquete Cearense entraremos mais focados, mantendo a concentração ao longo dos 40 minutos”. Caio Torres, que teve 14 pontos e 11 rebotes, “na hora em que estávamos recuperando tivemos erros bobos que nos fizeram dar uma caída e agora é bola pra frente pois ainda estamos em primeiro e temos que manter essa colocação para decidir em casa nos playoffs”.

OPINIÃO
Com certeza foi uma grande festa e sem problemas extra-quadra. O apelo que foi feito ao longo de duas semanas foi respondido pela torcida brasiliense, que lotou o ginásio. Tecnicamente eu esperava mais das equipes, que mais uma vez abusaram das bolas de 3 pontos (Brasília – 7/28 e Flamengo 5/22) e erraram muito no ataque. A arbitragem dessa vez não foi protagonista, o que já algo raro. Resta saber agora se o Flamengo vai dar margem para que a equipe de Brasília se aproxime ainda mais, ou vai tomar as rédeas do campeonato novamente. Isso só o tempo dirá.

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Em Bauru, Brasília vence jogo duro e segue na caça do Flamengo pela liderança do NBB

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

Em jogo muito disputado até os momentos finais, Brasília fez valer toda sua experiência e bagagem para bater Bauru por 90–79 na noite de ontem no interior de São Paulo. Os destaques individuais do time vencedor foram Nezinho, com 25 pontos e seis assistências, e Paulão Prestes, com 17 pontos e sete rebotes. Por Bauru, o destaque foi Larry Taylor (foto ao lado), com 30 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

O Paschoalotto/Bauru começou bem o jogo, principalmente Larry, que já dava sinais de que estaria em uma noite inspirada. Brasília respondeu com Paulão, que anotou 10 pontos no primeiro quarto e equilibrou as ações. No segundo período, Bauru voltou novamente melhor, com Ricardo Fischer chamando o jogo o time até abriu seis pontos de vantagem, mas um apagão nos dois minutos finais fez com que Brasília conseguisse uma sequencia de 10 – 0 para ir para os vestiários com a vantagem de 41 – 37.

O terceiro período foi o quarto dos ataques, com Nezinho de um lado (12 pontos no quarto) e Larry (11 pontos) do outro comandando as ações, equilibradas naquele momento. O último quarto começou no mesmo ritmo. Bauru encostava, mas Brasília sempre tirava um coelho da cartola para manter a liderança até que após sofrer falta, Alex reclamou (aliás, passou o jogo inteiro falando com os juízes outra vez) e recebeu uma falta técnica. Brasília perdeu a posse de bola e também a liderança do jogo, mas nos momentos decisivos a experiência do elenco candango falou mais alto, o time da capital federal foi mais frio e acabou abrindo vantagem no último minuto de jogo.

Brasília, na minha opinião, é o time a ser batido neste NBB, pois conta com um elenco muito forte e a chegada de Paulão Prestes (foto à direita) deu outra dimensão para essa equipe. Se antes a bola não chegava aos pivôs, agora o jogo de garrafão é a primeira opção muitas vezes.  Além disso, impressiona a quantidade de jogadores capazes de decidir. Quando Guilherme Giovannoni (errou enterrada sozinho no final) e Alex (falta técnica) falharam, o time ainda contou com Arthur, Nezinho e Paulão.  Na próxima quinta-feira teremos um bom termômetro disso, quando Brasília vai receber o Flamengo.

Já para Bauru, fica faltando uma vitória frente aos três grandes (Brasília, Flamengo e Uberlândia) para ganhar moral. O time esteve muito perto de vencer estes três adversários em casa e deixou a vitória escapar no final (perdeu para Uberlândia na última bola e para o Flamengo na segunda prorrogação). Hoje talvez tenha faltado um pouco do que é a principal característica do time, o jogo coletivo. Enquanto Larry teve que chamar o jogo, Jeff, Gui e Pilar estiveram abaixo do que podem produzir ofensivamente. Na próxima rodada, o time de Guerrinha recebe o Liga Sorocabana, também na quinta-feira.

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Campeão em 2009, Brasília estreia hoje contra o invicto Flamengo na Liga das Américas

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Uma pausa para o NBB, é a hora da Liga das Américas para os tricampeões da principal competição nacional. A partir desta sexta-feira, o Brasília inicia sua caminhada na competição buscando o bicampeonato (foi campeão em 2008-2009 sob o comando de Lula Ferreira).

Com transmissão do canal Fox Sports, os brasilienses estão no grupo B da Liga das Américas ao lado de Flamengo, Fuerza Regia (México) e Estrellas Occidentales, anfitrião da cidade venezuela de Barquisimeto que conta com jogadores que atuam no basquete venezuelano. Alex, Guilherme Giovannoni e Isaac comentaram sobre a expectativa em relação a disputa do torneio.

Sempre sincero, Alex (na foto) não escondeu o incômodo com o fato das mudanças em relação as equipes venezuelanas. Quando perguntado sobre o grupo, ele soltou o verbo: “Para você ver como é: a Liga das Américas perdeu toda a credibilidade, cara. As equipes argentinas saíram, só o Lanus foi disputar. Havia dois times da Venezuela e eles fazem dois selecionados com os melhores e colocam pra disputar. Na minha opinião, com essa falta de respeito nem deveríamos ir jogar, mas somos profissionais e jogaremos pra vencer. O grupo é muito forte, mas com certeza o jogo mais difícil é sempre o primeiro contra o Flamengo, pois atuaremos após uma longa viagem”, afirmou, aproveitando para falar sobre a falta de estrutura, já que esteve nessa cidade em 2006: “Ao meu ver essa cidade não tem estrutura nenhuma. Da última vez ficamos numa área militar com cama de cimento e colchão fino de 1,20m. O engraçado é que eles cobram tanto quando vêm pra cá e nós temos que aceitar qualquer condição. Mas vamos para vencer e o adversário mais difícil, que com certeza será o Flamengo”.

“A preparação já foi feita ao longo dos últimos jogos do NBB. A equipe melhorou muito e encontramos um ritmo de jogo excelente. Esperamos manter esse mesmo ritmo para a Liga das Américas. O jogo mais importante será contra o Flamengo, que vem em ótimo momento no NBB. Vamos tentar fazer o nosso melhor e assim ter chances de ganharmos deles”, disse Giovannoni.

Já o ala Isaac disputa pela primeira vez o torneio: “Todos os adversários vão dar muito trabalho, mas encontraremos o Flamengo pela primeira vez após o jogo 1.000 do NBB e isso deixa o jogo mais especial”, contou o jogador, lembrando da confusão que houve entre as duas equipes há menos de dois meses no Rio de Janeiro.

Confira os dos jogos de Brasília:

8/2 –Brasília e Flamengo – 18 horas (horário de Brasília);
9/2 – Brasília e Estrellas Occidentales (VEN) – 19h15 (horário de Brasília);
10/2 – Fuerza Regia (MEX) e Brasília – 18h (horário de Brasília).

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Jogando com inteligência, Brasília vence clássico regional contra Uberlândia no NBB

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Numa disputa direta pela segunda colocação do NBB5, a equipe de Brasília recebeu Uberlândia neste que é considerado um clássico regional para as equipes. Ao fim da partida os candangos ganharam por 102-80, acumulando a sexta vitória consecutiva em casa. O Brasília continua na segunda colocação com 15-4, enquanto a equipe do Uberlândia possui 11-7 e está na terceira colocação empatada com a equipe de Bauru.

O jogo começou muito disputado, com as equipes se alternando no placar, tendo o primeiro quarto terminado em 21-18 para o time da casa. No início do segundo quarto a equipe de Brasília passou a dominar a partida, aumentando a qualidade da defesa sem dar  chances ao time mineiro. Os donos da casa sobraram em quadra e foram para os vestiários vencendo a partida com 17 pontos de diferença (52-35).

Após o intervalo o Brasília manteve a força da defesa e continuou ditando o ritmo do jogo. Vidal viu ali uma oportunidade de descansar um pouco mais os titulares, promovendo um rodízio e chegando ao fim do período vencendo por 80-58. No último quarto, a vantagem adquirida foi apenas administrada e, com o mesmo ímpeto dos períodos anteriores o time candango fechou o jogo em 102-80.

Para Paulão (foto à esquerda), cestinha do jogo com 17 pontos ao lado de Guilherme e detentor de 06 rebotes, “estou me entrosando com a equipe e tudo tem saído bem melhor. O Brasília teve alguns jogos como o de Vila Velha onde não era esse time e agora após essas seis vitórias estamos mostrando a verdadeira cara dessa equipe”. O pivô comentou ainda sobre seu baixo tempo em quadra, 17 minutos, “decidiram que eu me poupasse, pois tive problemas no joelho nesta semana, e eu entendo, mas estou a disposição do técnico”. Para Vidal, “o caminho é esse, estamos reencontrando o basquete das últimas duas temporadas, com transição rápida e utilizando cada vez mais o Paulão, temos apresentado uma defesa forte, principalmente na defesa do pick and roll”. Sobre o jogador, ele comentou que “o Paulão inchou o joelho nessa semana e talvez nem jogasse, então quando abrimos uma boa vantagem eu preferi poupá-lo, não administro minuto de jogador, mas se ele está bem ou não em quadra, mas na Liga das Américas ele volta”.

Para Helinho, armador da equipe do Triângulo Mineiro e também cestinha com 17 pontos, “hoje tivemos dois problemas, Brasília fez uma partida praticamente perfeita, com um aproveitamento acima da média e nós cometemos muitas infrações, o que não é normal para nossa equipe”, mas para o confronto direto com Bauru, ele afirmou que “será um grande confronto, mesmo com nossa equipe alternando altos e baixos não saímos da posição dentre os três melhores e espero que o Collum volte e assim tenhamos mais força”.

Foi um grande jogo, onde mesmo com o Brasília arremessando muitas bolas de 3 (36 bolas ao todo), fez com mais consciência, poucas vezes foram feitas de qualquer forma. Paulão esteve muito bem no tempo que esteve em quadra e tem sido fundamental para a melhoria da defesa da equipe. O ginásio recebeu casa cheia (1.800 torcedores) e, infelizmente, muitos voltaram para casa sem ver o jogo. Um fato inusitado aconteceu com Helinho no fim do terceiro quarto quando, mesmo faltando 19 segundos, ele atacava para o lado da quadra que está com o placar desligado e terminou arremessando do meio da quadra, sem saber que ainda tinha tempo hábil para trabalhar o ataque. Já venho comentando esse assunto aqui, e espero que o novo placar seja instalado logo, pois a própria equipe de Brasília já foi prejudicada.

Outro fato interessante é a garra do Alex durante o jogo, todos os jogadores vibram, mas é incrível como ele leva a sério os minutos que está em quadra (hoje foram quase 28). O time ganhando por mais de 20 pontos e ele dando grito no time por causa de falha de marcação do Isaac.

Agora o Brasília dá um tempo no NBB e concentra suas forças na primeira fase da Liga das Américas, o time da capital federal faz parte do Grupo B da competição, junto com o Flamengo, o Fuerza Regia (MEX) e o Estrelas Occidentales (VEN), que sedia o grupo, na cidade de Barquisimeto. Para estes confrontos o Arthur já estará disponível. Já a equipe de Uberlândia recebe Bauru em confronto direto na próxima terça-feira, dia 05.

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Correspondente BNC: em casa, Brasília vence Paulistano em jogo com placar apertado

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Mais uma vez a torcida compareceu em peso no Ginásio da ASCEB, desta vez para ver o time do Brasília enfrentar a jovem equipe do Paulistano, líder em número de rebotes na competição. O histórico de confrontos entre as equipes, bem favorável a equipe do planalto central (7 vitórias e apenas 1 derrota), o começo de ano ruim para a equipe da capital paulista (3 derrotas em 3 jogos disputados) e a boa fase de Guilherme Giovannoni (anotou duplos-duplos em todas as partidas neste ano) denunciavam um jogo fácil para o time da casa, mas não foi o que se viu em quadra.

As equipes começaram o jogo de forma muito nervosa, com muitos erros no ataque. A partir da metade do primeiro quarto, mesmo com as defesas bem postadas, as bolas começaram a cair, fechando o período em 21-17 para o time da casa. No segundo quarto, com as equipes bem mais eficientes no ataque, a estrela de Giovannoni, cestinha da partida ao lado de Nezinho (foto) com 17 pontos, começou a brilhar e a equipe de Brasília foi para o intervalo com um placar favorável de 43-35.

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Falando em placar, é um absurdo um dos lados do ginásio não ter indicação de tempo do jogo (só tem placar num dos lados e nos dois lados têm o relógio dos 24 segundos, mas quando o tempo do quarto é menor que isso esse não exibe). Hoje o Nezinho arremessou uma bola bem antes do encerramento do quarto e o Alex, do Paulistano, demorou um pouco a mais com a última bola do jogo na mão por causa disso.

CORRESPONDENTE BNC: BAURU VENCE A QUARTA SEGUIDA

Na volta do intervalo, o time de Gustavo de Conti voltou mais aceso no jogo e chegou a encostar no placar, mas a equipe do Brasília tomou as rédeas da partida e encerrou o terceiro quarto na vantagem, 59-52. Todas as emoções estavam guardadas para o último quarto, onde o técnico José Carlos Vidal preservou alguns titulares e o Paulistano encostou no placar, chegando a passar na frente com menos de um minuto para o fim do jogo. Foi aí que em dois arremessos livre convertidos a equipe do Brasília passou a frente e, em dois ataques desperdiçados pela equipe de São Paulo, o jogo terminou em 68-67 a favor dos donos da casa.

Destaco a grande briga pelos rebotes no garrafão, onde Alex e Toyloy vira e meia se estranhavam. Aliás a garra do Alex é contagiante, mesmo quando ele está no banco vibra muito com as jogadas de sua equipe. Ele vibra tanto que ao fim do jogo, após o susto tomado, saiu sem querer falar com a imprensa de tão chateado que estava. Já Nezinho vem aparentando um pouco de displicência em algumas jogadas e, apesar de também ter sido cestinha, tem que trabalhar um pouco mais a bola, uma vez que o Brasília perdeu muitos contra-ataques em virtude de uma pressa desnecessária. Ele ainda levou uma falta técnica, justa ao meu ver, no fim do jogo e complicou e muito a vida de seu time.

CORRESPONDENTE BNC: SEGUNDO COLOCADO, UBERLÂNDIA VENCE VILA VELHA

Para Giovannoni (na foto à esquerda) “a partida foi dura pois a equipe do Paulistano tem uma excelente defesa e sempre com arremessos bem postados, mas a equipe soube ter tranquilidade e ganhar o jogo”. Já Vidal “acha que a equipe defendeu, mas não atacou o que deveria. Foi pedido que a defesa não deveria defender como contra o Pinheiros nunca mais, mas o ataque não fluiu naturalmente e também a defesa deles (Paulistano) é muito boa, não tem mais aquela de ganhar com muita tranquilidade”. Ele afirmou ainda que “o ataque do Brasília é um bom ataque, mas precisa se adaptar ao Paulão nessa nova fase”.

Gustavo de Conti, técnico do paulistano, destacou que “a equipe jogou bem melhor do que vem jogando defensivamente mas precisa ter um aproveitamento maior nos arremessos, principalmente nos lances livres, onde tivemos 52% de aproveitamento contra 92% do Brasília”.

O Brasília agora está em quinto, com 7-3, enquanto o Paulistano possui 7-6 na nona colocação. Na terça-feira, os candangos recebem o Basquete Cearense, em jogo atrasado da 3.ª rodada, enquanto os paulistas recebem a equipe de Bauru na próxima quinta-feira.

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Correspondente BNC: Brasília se despede de 2012 com vitória em casa sobre Joinville

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Na manhã deste sábado, o Brasília recebeu o Joinville para a disputa da última partida de 2012. O ginásio da ASCEB recebeu um público de pouco mais de 1.100 pagantes, o que para o início de um feriadão pode ser considerado um bom número.

Assim como na última quinta-feira, o jogo começou muito corrido, com as equipes privilegiando os ataques em detrimento das defesas. Como o Brasília foi o primeiro a arrumar a defesa venceu o quarto por 28-21 com a ajuda de Giovanonni (que foi o cestinha da partida com 22 pontos). Já no segundo quarto, a equipe do técnico Ênio Vecchi voltou com maior aplicação tática na defesa, obrigando o Brasília a desperdiçar muitas bolas, algumas até inexplicavelmente embaixo da cesta. O quarto terminou em 48-45 para os donos da casa.

No terceiro quarto, com o apoio do pivô Mathias (cestinha do Joinville com 21 pontos), a equipe catarinense chegou a virar o placar, com o Brasília reagindo no final e fechando o quarto com 1 ponto de vantagem, 64-63. Nos dez minutos finais, a experiência pesou e Brasília fechou a partida em 94-83.

Sobre as oscilações do time brasiliense, falei com Alex depois do jogo sobre o assunto: “A equipe tem que pensar não pode vacilar, pois no futuro isso pode custar caro, embora o importante seja a vitória”, disse. O técnico José Carlos Vidal concorda com seu camisa 10: “Não há jogo fácil, está difícil para todo mundo. O próprio Joinville ganhou de Uberlândia e de Minas, ou seja, não é um time bobo”, disse, emendando sobre a arbitragem:”Pedi a equipe que jogue bem e deixe a arbitragem para segundo plano. Primeiro nós jogamos bem, depois reclamamos”.

Para o cestinha da partida, Guilherme, “o ano de 2012 foi positivo e para 2013 o objetivo é focar na Liga das Américas e no NBB5”. Já Ênio Vecchi considerou que o jogo foi dentro do que foi planejado, “sem deixar o Brasília abrir mais de 10 pontos, mas a equipe do Brasília, mais experiente, sobre aproveitar melhor”. Sendo o próprio Ênio, “a meta para o Joinville para 2013 é ter mais 13 vitórias, consolidando assim a classificação para os playoffs”.Giovannoni e Vidal comentam sobre a desistência dos times argentinos em participar da Liga das Américas.

DESISTÊNCIA DOS ARGENTINOS NA LIGA DAS AMÉRICAS
Quando questionado sobre a recente decisão dos times argentinos de não participar da Liga das Américas, que será realizado entre fevereiro e abril de 2013, Giovannoni afirmou que “é uma coisa que acontece muito, seja por questão financeira ou por questão de calendário e que o Brasília tem chance de ser campeão, independente da presença ou não destes”. Já para Vidal “os times consideram suas ligas mais importantes”.

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Maior rivalidade do país, NBB tem jogo 1.000 com Flamengo x Brasília esta noite no RJ

Marca bacana para o NBB nesta noite. A principal competição de basquete do país chega ao jogo 1.000 e terá como atração simplesmente a maior rivalidade do basquete nacional nos últimos anos. Com transmissão do Sportv às 21h, Flamengo e Brasília medem forças no duelo com os quatro campeões do torneio.

De um lado, o entrosamento conhecido de Alex, Nezinho, Giovannoni, Arthur e Marcio. Tricampeões de forma seguida no NBB (2010, 2011 e 2012), os brasilienses vêm do vice-campeonato sul-americano e têm a campanha de 1-1 (a derrota veio na segunda-feira para Uberlândia fora de casa). Pelo que se comenta, o pivô Paulão está em conversas bem adiantadas para reforçar o atual campeão, aliás.

Do outro lado, o Flamengo que duelou contra Brasília nos últimos anos está bem diferente. Com Marcelinho lesionado, quem dá as cartas na Gávea são Olivinha, Marquinhos e Benite (na foto). Sob o comando de José Neto, o rubro-negro jogou bem na Liga Sul-Americana contra os argentinos e pode evoluir ainda mais nesta temporada. Tal qual o Paulistano, ainda está invicto no NBB (2-0 após triunfo em Franca na segunda-feira).

Quem será que vence o jogão histórico? Comente!

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