Bala na Cesta

Pinheiros e Uberlândia jogam contra Joinville e Flamengo para conseguir virada histórica

Rodada bem quente de playoff nesta noite pelo NBB. Em casa (a partir das 18h45, com transmissão do Sportv), o Pinheiros quer se tornar o primeiro time da história da liga a transformar um 0-2 em 3-2. Não será fácil, pois do outro lado estará Joinville, time bem treinado por Neto que teve duas claras chances de eliminar o rival na série.

Se mantiver a cabeça no lugar e não ficar remoendo as oportunidades perdidas, Joinville tem, sim, boas possibilidades nesta noite. O time da capital paulista precisa que Shammel continue jogando muita bola, como no jogo 4, e que Marquinhos (na foto) encontre melhor ritmo nos arremessos (embora, é bom lembrar, ele acertou o chute que levou a partida passada pro tempo extra). Do outro lado, Kojo, Bishop e Shinton precisam estar em noite inspiradíssima.

Aqui no Rio de Janeiro (21h, também com Sportv), Uberlândia, que já era dado como carta fora do baralho depois de perder as duas primeiras, busca outro quarto período dos deuses para eliminar o Flamengo também com um 3-2 de virada. Seria, sem dúvida, uma façanha histórica, alucinante, para o time que agora tem no ex-asssitente Rodrigo o seu técnico efetivo (embora eu duvide que o contrato seja cumprido até o final, ele renovou por duas temporadas com a equipe). Ao Flamengo, manter a consistência por 40 minutos e não ser tão tresloucado no ataque podem garantir a quarta classificação seguida às semifinais da competição. O rubro-negro terá, e isso pode ajudá-los, o apoio de usa fanática e contagiante torcida que promete lotar o Tijuca.

Sei que foge um pouco do post, mas é importante informar uma coisinha legal: o ótimo repórter Fábio Aleixo, do Lance!, divulgou em primeiríssima mão (não aceite imitações baratas, amigo leitor) que o armador Larry Taylor renovou com Bauru (aqui o link), e que a equipe, que sofria com a perda do patrocínio e com a possibilidade de fechar as portas, já encontrou novo mantenedor (será a Paschoalotto – aqui o site da empresa e aqui a matéria do Aleixo).

E aí, querido leitor, quem avança às semifinais do NBB nesta noite? Tem palpite? Comente na caixinha!

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Com o Barcelona, brasileiro Marcelinho Huertas busca título europeu em palco conhecido

Os quatro bichos-papões do basquete europeu chegaram ao Final Four que começa hoje em Istambul, Turquia. Estão lá Barcelona, Panathinaikos, CSKA Moscou e Olympiacos, que, juntos, venceram as seis últimas Euroligas e oito das últimas dez (neste período, apenas o Maccabi Tel-Aviv foi o “intruso”), e mandam no continente com força e competência há quase uma década.

Mas não é só isso. As partidas serão disputadas no ginásio Sinan Erdem, em Istambul (Turquia), palco que o brasileiro Marcelinho Huertas (foto) conhece muitíssimo bem, como também lembra o companheiro Fábio Aleixo do Lance!. Foi lá, no Mundial masculino de 2010, que ele teve uma atuação sensacional vestindo a camisa da seleção brasileira (32 pontos), mas o time dirigido por Rubén Magnano sucumbiu ao talento de Luis Scola (37+9) e perdeu nas oitavas-de-final por 93-89, ficando fora dos oito melhores.

Desta vez, Huertas espera que a história com o Barcelona, time de brilhante campanha na Euro (18-1) e defesa (61,5 pontos tomados por partida, melhor índice da história da competição) seja diferente. Campeão em 2003 e 2010 (há dois anos, a final foi justamente contra o Olympiacos, adversário desta sexta-feira, por 86-68), o Barça espera conquistar o seu terceiro título e o 12º da Espanha, o que deixaria o país a apenas um da Itália, que, com 13, é o maior vencedor da principal competição europeia. Seria a coroação de Huertas como um dos grandes armadores do mundo, sem dúvida alguma, e um estímulo a mais para ele chegar voando nas Olimpíadas de Londres com o time de Magnano.

As semifinais acontecem hoje, e a ESPN HD promete exibir. Ao meio-dia, CSKA e Panathinaikos fazem a primeira semifinal. Às 15h, é a vez de Huertas e o Barcelona medirem forças com o Olympiacos em uma partida de tirar o fôlego. Quem chega a final que será disputada no domingo? Palpites na caixinha!

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A análise dos especialistas sobre o balanço financeiro de 2011 da Confederação

O assunto da semana, ao menos para mim, é o balanço financeiro de 2011 da CBB. Por isso fui atrás de dois especialistas. O primeiro, Jorge Eduardo Scarpin, é Doutor em Ciências Contábeis e Administração em Blumenau e possui um blog interessantíssimo a respeito do tema. O segundo, que prefere não se identificar, também é do ramo e chamarei de Renato, de Campinas (SP).

Divirtam-se, porque o conteúdo é absolutamente chocante e interessante (como vocês podem perceber, a situação é pra lá de perigosa para o futuro da modalidade).

Aguardo comentários na caixinha!

PROFESSOR JORGE EDUARDO SCARPIN (quem preferir ler o arquivo como PDF clica aqui)

ANÁLISE RENATO (quem preferir ler o arquivo como PDF clica aqui)
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Eterna promessa, pivô Greg Oden, ex-Portland, admite problemas com alcoolismo

“Portland não é uma cidade muito fácil para se viver como calouro, principalmente quando não se tem ninguém para guiá-lo. Passei a minha primeira temporada machucado, e não tinha veteranos para me auxiliar. No começo da segunda temporada na NBA, um primo meu, que era veterano da Força Aérea, se mudou pra minha casa. E esses caras da Força Aérea bebem demais. Aí, quando jogava bem, bebia para comemorar. E quando jogava mal, bebia para esquecer. No meu segundo ano, em Portland, praticamente me tornei um alcoólatra”

A declaração, dada ao site Grantland, do ótimo Bill Simmons, é de Greg Oden, pivô de 24 anos escolhido como número 1 do Draft de 2007 pelo Portland Trail Blazers que teve problemas graves de contusão até abandonar as quadras (ao menos por enquanto). Oden admite que não tem mais problemas com bebida, que tentará retornar às quadras para a temporada 2013-2014 e que tem uma certa tristeza quando vê Kevin Durant e Al Horford, segundo e terceiro colocados daquele Draft, jogando em alto nível.

O problema de Greg Oden é da ordem da saúde, e merece ser bem analisado, bem estudado. Ele foi um jovem que tinha tudo para “explodir”, mas as lesões foram se acumulando e sua carreira praticamente terminou. É uma pena que ele tenha encontrado no alcóol o refúgio para as suas frustrações.

Triste, não?

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Rodada de fogo nesta quinta-feira na NBA: Bulls, Hawks e Nuggets tentam evitar eliminação

Que rodada a desta quinta-feira na NBA (esqueça a Libertadores então, amigo internauta). A partir das 20h, o Chicago Bulls tenta evitar a eliminação ao visitar o Philadelphia, que tem 3-2 na série e joga para avançar às semifinais de conferência pela primeira vez em nove anos. No jogo 5, o ataque do Chicago não foi lá muito bem (chutou 41%), mas a defesa (32% dos arremessos convertidos pelo Phila) e o ritmo lento foram acertos que precisam se repetir caso a turma de Illinois queira fazer com que a série termine no sétimo jogo. Meu paplite: Bulls vencem.

Em Boston às 21h, os Celtics têm tudo para fechar a série contra o Atlanta Hawks em 4-2. Precisam jogar o que jogaram nas duas partidas em casa (quando não deram lá muita chance para os Hawks), defender Al Horford (que foi muitíssimo bem no jogo 5) e deixar Rajon Rondo voar, correr e brilhar no ataque. Meu palpite: Boston vence.

Mais tarde, às 23h30, o Denver abre a sua casa para tentar empatar a série em 3-3. Os Lakers tinham 3-1, jogaram em casa, tiveram 43 pontos de Kobe Bryant mas mesmo assim não conseguiram fechar a série. Têm um retrospecto de 33-1 quando abriram 3-1 na história da franquia, é verdade, mas deixar a série voltar para Los Angeles em um eventual e provável jogo 7 seria um risco danado. Os Nuggets estão engasgados com as declarações bobas de Andrew Bynum (o pivô disse que os Nuggets desistiriam da partida número 5), jogaram muito bem com Andre Mille e JaVale McGee e têm talento, elenco e potencial físico para igualar tudo. Meu palpite: Denver vence.

E para você, o que será que acontece? Comente na caixinha e vote na enquete abaixo (deixarei a do Chicago porque é o jogo que pode eliminar o time de melhor campanha da liga).

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A minha análise sobre o Balanço Financeiro de 2011 da Confederação Brasileira

Como você pôde ler no post de ontem e no que está logo aqui embaixo, já temos o Balanço Financeiro da Confederação Brasileira referente ao ano de 2011. Amanhã trarei a análise de dois especialistas no assunto, duas pessoas que já fizeram este trabalho em 2011 (veja mais aqui – no menu lateral à direita) e que obviamente entendem muito mais do que eu do lado financeiro/contábil da coisa. Mas algumas coisas eu, jornalista e fuçador, consegui pescar. Vamos lá:

1) De fato a receita da Confederação é de R$ 25,2 milhões, um crescimento de quase 50% em relação aos R$ 17 mi de 2010. Entretando, se isso parece bom, as despesas também cresceram. Saltaram de R$ 19 milhões (ou seja, já havia déficit em 2010) para R$ 27,8 mi em 2011. Ou seja do ou seja: a entidade, que já fechou no vermelho há dois anos, fechou da mesma maneira no final do ano que passou.

2) Sobre as receitas, há fatos bastante interessantes ali. A Confederação recebeu R$ 2,3 milhões via Lei de Incentivo (baita grana), mas não usou como deveria (amanhã uma análise mais profunda sobre isso). Há uma outra linha interessante, que rendeu R$ 1,4 milhões aos cofres da entidade chamada ‘Convênio’. Confesso não entender o que ‘convênio’ quer dizer.

3) Nas despesas, aí sim começa o “show” de horrores da CBB. O gasto com pessoal aumentou quase 50% (de R$1,7 mi para R$2,4 mi), os custos administrativos subiram de R$7,2 milhões para R$ 9 mi e as competições nacionais subiram de R$ 1,4 milhões para R$ 5,6 milhões. Aí, sim, entra uma dúvida importante: o que seriam essas ‘Competições Nacionais’, visto que a CBB não organiza mais nacionais adultos? Será que apenas com campeonatos de base? De verdade eu não creio.

4) Lembram que antes de a Nike “vestir” a seleção brasileira, a patrocinadora de uniformes era a Champion? Pois então. A empresa cobra na Justiça (o processo já está correndo) da CBB o montante de quase R$ 4,2 milhões, como explica a Nota Explicativa número 14. Além dela, e isso não é culpa da gestão de Carlos Nunes, a Confederação perdeu o processo para a Sportlink, de João Henrique Areias, e teve que pagar quase R$ 600 mil ao competente profissional de marketing.

5) Aqui há algo bem grave. No começo deste ano, a Eletrobrás, principal mantenedora da Confederação (R$ 12,5 milhões em 2011) deduziu R$ 825.707 da parcela contratual de 2012 alegando que a entidade máxima utilizou este dinheiro para pagamento de tributos e contribuições não passíveis de cobertura contratual em 2011. Ou seja: o dinheiro da empresa pública, que deveria ser utilizado para o projeto de basquete do país, foi usado para outro fim – e isso não estava permitido em contrato.

6) A CBB pagou, em juros bancários pós-empréstimos contraídos por ela, cerca de R$ 1,2 milhões em 2011, quase 50% a mais que em 2010. Somando todos os empréstimos contraídos pela CBB, ela deve pagar aos bancos R$ 4,3 milhões. Muita coisa, não?

7) Por incrível que pareça, para uma entidade que está em estado financeiro péssimo, a Confederação teve fôlego para comprar um veículo de R$ 40.000,00. Qual a sua utilização? Ninguém sabe.

Esta é a minha análise. E a de vocês? O que acharam do balanço da Confederação Brasileira? Opiniões na caixinha!

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O Balanço Financeiro de 2011 da Confederação está aqui

Muita gente pediu para eu publicar o Balanço Financeiro da Confederação Brasileira no blog. Consegui. Está aqui.

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Hortência afirma: foi sua a ideia de naturalizar Larry e estrangeira para seleção é prioridade

“Essa ideia (de naturalizar o Larry Taylor) começou de uma ideia minha. Estou há dois anos procurando uma atleta para entrar como armadora da seleção brasileira e não encontrei. Não se pode errar. Preciso de uma armadora para 2016 e estou em busca dela ainda. Uma época fui falar com o ministro e ele disse: ‘Está louca?’. Falei que a gente tem que andar de acordo com o mundo. O mundo está globalizando. Numa dessas conversas surgiu a oportunidade do Larry, e todo mundo brigou para que ele fosse naturalizado o mais rápido possível”

A declaração é de Hortência, diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira de Basketball, ao Jornal da Cidade de Bauru. Sobre a inacreditável fala, vamos lá:

1) Quando disse aqui, algumas vezes, que o processo de naturalização de Larry Taylor foi uma jogada TÉCNICA da CBB para ter um time mais forte nas Olimpíadas de Londres, muita gente riu. Está aí a explicação. Não foi Larry que quis se naturalizar, mas sim a Confederação que o procurou para ter um ganho TÉCNICO em seu time nacional. Bizarro, não?

2) É sério isso mesmo que ela diz: “Preciso de uma armadora para 2016 e estou em busca dela ainda”. Seleção virou clube, que CONTRATA atleta de acordo com as suas necessidades? É isso?

3) O presidente Carlos Nunes concorda com isso? A prática será adotada a partir de agora na Confederação? Faltou pivô, naturaliza gigante. Faltou ala, naturaliza pontuador. Faltou armador, naturaliza quem arme bem. É isso?

4) A Confederação Brasileira esqueceu como se forma uma seleção forte? Se sim, eu ensino: trabalhando na base, planejando, treinando muito, investindo em técnicos. Mas isso leva tempo (tipo 15, 20 anos), e nem sempre o resultado é garantido. Para naturalizar um estrangeiro? Seis meses, um ano. O que é mais fácil para quem não quer ou não sabe como formar atletas? O caminho mais curto, lembro, nem sempre é o mais correto…

5) Quer dizer, então, que se o mundo todo naturaliza o Brasil pode naturalizar, Hortência? Se todos erram, vamos errar também? É este o raciocínio?

6) Será que os clubes formadores devem continuar investindo na base com uma declaração dessas?

7) Por fim, uma questão: qual a motivação de um jovem atleta quando lê que a diretora de seleções da CBB não “liga” pra base, mas sim que pensa em naturalizar alguém para solucionar um problema?

E aí, o que achou da declaração de Hortência (mais uma para a sua infeliz coleção de atrocidades).

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Uberlândia e Pinheiros vencem, seguem vivos no NBB e jogos 5 já estão marcados

Na capital federal, Brasília e Bauru fizeram um jogo feio, violento e cheio de reclamações com a arbitragem (prática chata e comum por aqui, né). Jeff Agba abusou da violência, Alex das palavras pouco educadas e no final Brasília fez 99-91 (com cinco jogadores com 16 ou mais pontos – enfim o jogo de pivôs está acontecendo mais e Cipriano teve 16 pontos!), fechou o duelo que pode marcar a despedida do basquete de Bauru por 3-0 e alcançou a quarta semifinal consecutiva no NBB (incrível!).

Nos outros dois jogos da rodada, Uberlândia de novo contou com um último período muito bom (28-21) para vencer o Flamengo por 87-78 e, depois de estar perdendo a série por 0-2, empatar o duelo contra os rubro-negros. Lucas Cipolini (ele não está convocado para a seleção que vai ao Sul-Americano, gente!) foi o grande destaque do jogo com 22 pontos e dez rebotes. Gosto muito do jogo do pivô, hein!

Em Joinville, em um jogo muito fraco em termos técnicos, o time da casa esteve perto, bem perto, de chegar às semifinais. Vencia por três pontos a menos de 30 segundos do final quando Marquinhos acerto uma bola de três que levou a partida para o tempo extra. Lá, com mais perna e com a ausência (por lesão) do ótimo Kojo (18 pontos, sete assistências e oito rebotes – na foto), o Pinheiros fez 14-8, ganhou o jogo por 77-71 e também empatou a série em 2-2 depois de estar perdendo por 0-2. Shammel teve 27 pontos e foi o melhor dos paulistas.

Na sexta-feira, os dois jogos que faltam para definir os semifinalistas acontecem. Em São Paulo, às 19h, o Pinheiros pode se tornar o primeiro time a virar um 0-2 para 3-2 diante de Joinville. E no Rio de Janeiro o Flamengo não quer que o mesmo aconteça com Uberlândia em sua casa.

Quem será que avança para encontrar São José e Brasília nas semifinais? Palpites na caixinha!

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Confederação tenta esconder, mas balancço financeiro de 2011 já está disponível

No começo de março eu liguei para a Confederação Brasileira e travei o seguinte diálogo com a assessoria de imprensa que mais atrapalha do que ajuda:

BNC: Gostaria de saber quando vocês divulgarão o balanço financeiro de 2011.
CBB: Até o final de abril.
BNC: Mas quando?
CBB: Ainda não sabemos.
BNC: Em que jornal vocês divulgarão?
CBB: Ainda não sabemos.
BNC: Vocês divulgarão a informação no site de vocês?
CBB: Não sabemos.
BNC: Vocês podem me avisar quando tiverem uma definição?
CBB: Podemos.

Pois muito bem. Entre março e abril eu liguei para a Confederação para saber do balanço inúmeras vezes (acho que foram umas cinco), e o diálogo acima mencionado não foi muito diferente, não. Para a minha surpresa, porém, o balanço foi divulgado no diário Lance! no dia 25 de abril sem que a entidade máxima tivesse, como prometera, me informado da data e nem do meio de comunicação que divulgaria o balanço. Inconformado, liguei na segunda-feira para saber o que tinha acontecido e travei o seguinte diálogo (quase socrático) com a assessoria da entidade.

BNC: Fiquei sabendo que vocês divulgaram o o balanço financeiro.
CBB: É verdade.
BNC: Eu não comprei o Lance! pois não sabia da data de veiculação. Preciso que vocês me enviem o balanço. Isso é possível?
CBB: Olha, não sei. Preciso perguntar internamente.
BNC: Como perguntar internamente? Há verba pública envolvida. Sou um cidadão como outro qualquer e tenho direito de receber o balanço.
CBB: Vou falar internamente sobre isso.
BNC: Vocês vão publicar no site o balanço?
CBB: Ainda não sabemos.
BNC: Isso é um absurdo. Preciso do balanço.
CBB: Me manda um email que vou ver o que posso fazer.

Do meu jeito, e obviamente sem pedir nada para a CBB (tenho juízo!), eu consegui o balaço financeiro da Confederação Brasileira referente ao ano de 2011. Nos próximos dias publicarei aqui uma coletânea de artigos com especialistas, a minha análise sobre os números e alguns fatos interessantes. Alguns eu já posso adiantar pra vocês:

1) Você sabia que a receita da Confederação Brasileira é de R$ 25,2 milhões?
2) Você sabia que a CBB pagou juros bancários no valor de R$ 1,2 milhões em 2011 (50% a mais que em 2010)?
3) Mesmo sem organizar NBB e LBF, a CBB bancou R$ 5,6 milhões em competições nacionais. Que competições são essas?
4) Em 2011, a entidade captou R$ 2,7 milhões em Lei de Incentivo.
5) Você sabia que a Eletrobras solicitou o “retorno” de R$ 800 mil aos seus cofres devido a má utilização do dinheiro por ela destinado à Confederação?
6) Você sabia que a CBB comprou um carro em 2011? Qual o objetivo?
7) Você sabia que a CBB tem duas salas comerciais em seu nome? No site só consta uma…

Estes e outros pontos serão abordados aqui neste espaço nos próximos dias. Garanto a você que é absolutamente estarrecedor o quadro financeiro da entidade que recebe, insisto, mais de R$ 25 milhões/ano. E como acho que a informação deve circular, quem quiser receber o balanço, é só enviar uma mensagem para fabio.balassiano@gmail.com que eu mando imediatamente.

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