Bala na Cesta

Franca vence grande jogo contra Bauru, e Helinho vai se tornando técnico de ponta

Fábio Balassiano

O terceiro maior público da temporada do NBB viu um grande jogo de basquete neste sábado. Em um Pedrocão cheio, com pouco mais de 4 mil pessoas (número menor apenas que os 4.5 mil de Mogi x Flamengo e os 4.2 mil de Brasília x Flamengo), Franca venceu Bauru por 92-85 na prorrogação, chegou a 14 vitórias em 22 jogos e manteve vivo o sonho de ficar entre os quatro melhores da fase de classificação (hoje Mogi tem 15-7).

Individualmente o grande destaque do grande jogo deste sábado foi o ala-pivô Du Sommer, que 17 pontos e 12 rebotes, dominando o garrafão e pontuando com categoria perto da cesta, mas pra falar dos francanos é preciso falar de Helinho.

Estreante na função de técnico, Helinho deu entrevista no Podcast Bala na Cesta antes do NBB e lembro bem da seguinte frase: ''Nós podemos perder, podemos ganhar, mas eu quero que as pessoas, quando nos assistam em quadra, saibam que aquele é um time de Franca. Precisamos recuperar a nossa identidade''. E ele vem conseguindo.

Seu time é modesto, não tem estrelas, mas joga exatamente como a tradição francana manda. A bola roda no ataque (16 assistências por partida), todos pontuam (cinco têm mais de 8 pontos por jogo), muitos jogam (dez atuam por 15+ minutos/jogo) e a defesa tem conseguido manter os rivais abaixo dos 80 pontos com frequência neste ano (em 2017, apenas em três das 11 partidas os rivais ultrapassaram esta marca). Nada mais Franca do que isso – inclusive o ginásio lotado e pulsando como vimos ontem no Pedrocão.

Lembro que no final de janeiro escrevi no Twitter após a vitória de Franca contra o Flamengo no Rio de Janeiro que acreditava que Helinho se tornaria um grande técnico, mas não que seria tão rápido. A evolução dele e de seu time no NBB são notáveis e merece aplausos. A vitória contra Bauru deste sábado comprova isso e mostra que o desenvolvimento não parou por ali (tanto do treinador quanto da equipe).

Não dá pra saber ainda o que irá acontecer nem com o técnico e nem com a sua equipe daqui pra frente, mas está muito claro que Helinho, que faz parte da nova safra de técnicos do país (tema de texto na próxima semana), vem seguindo os passos de seu pai para se tornar um grande treinador no cenário brasileiro.