Bala na Cesta

Arquivo : fevereiro 2017

Mau momento dos brasileiros na NBA: Splitter e Huertas trocados, e Varejão sem time
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Fábio Balassiano

Terminou ontem à tarde a janela de transferências da NBA. Como quase sempre, cercada de muita expectativa, mas com apenas uma troca arrasa-quarteirão (a que levou DeMarcus Cousins para o New Orleans Pelicans). De resto, muitos rumores, jogadores medianos trocando de time e… os brasileiros não se dando nada, nada bem.

O Atlanta Hawks trocou Tiago Splitter para o Philadelphia 76ers para ter o turco Ersan Ilyasova e uma escolha de segunda rodada de Draft. Sem jogar desde janeiro de 2016 devido a uma grave lesão no quadril, o pivô espera recuperar a forma e mostrar que merece novo contrato pra próxima temporada (seu atual contrato termina ao final deste campeonato). Tal quando acontecia na Geórgia, onde jogava para o técnico Mike Budenholzer, ex-assistente no San Antonio Spurs, antigo time de Tiago, o mesmo ocorrerá agora na Filadélfia, onde o atual técnico Brett Brown foi, antes, auxiliar de Gregg Popovich no Texas, tendo conhecido o brasileiro por lá.

Aparentemente, portanto, não seria uma ideia ruim jogar no 76ers como reserva e tutor do carismático Joel Embiid, mas a verdade é que as coisas não são bem assim, não. Ontem mesmo a franquia da Pensilvânia conseguiu o também pivô Andrew Bogut em uma negociação, e agora seu elenco terá, além de Embiid e Tiago, Bogut e o jovem Jahili Okafor, que ficou na equipe apesar das especulações. Ninguém sabe ao certo o que irá acontecer, mas ter tempo de quadra no garrafão não será das coisas mais fáceis do mundo até o final da fase regular da NBA, não. Rumores davam conta que Bogut ou Tiago poderiam ser dispensados pelos Sixers, mas até o momento não há confirmação disso.

Outro que não se deu bem foi o armador Marcelinho Huertas. Pouquíssimo aproveitado pelo Los Angeles Lakers (apenas 23 jogos e 10 minutos por jogo de média), ele foi trocado para o Houston Rockets na segunda movimentação do novo presidente Magic Johnson. Pouco depois de anunciar a negociação, o jornalista Adrian Adrian Wojnarowski, do The Vertical, divulgou em seu Twitter que os Rockets dispensarão o brasileiro nesta sexta-feira. A franquia, porém, até o momento não fala na rescisão de contrato.

De todo modo, mesmo que fique em Houston o tempo de quadra de Marcelinho tende a continuar bastante reduzido, já que a armação texana é conduzida simplesmente por James Harden, o barba candidato a MVP, Patrick Beverley, excepcional defensor, e agora pelo reserva recém-chegado Lou Williams (também ex-Lakers). Se estava difícil atuar pelo time angelino, um dos piores da NBA na atual temporada, continuará complicado no Rockets, candidato ao título do Oeste. Caso permaneça no elenco, Huertas poderá sentir o gostinho de jogar um playoff do melhor basquete do mundo, já que o Houston se classificará para o mata-mata.

E não é só. Pivô reserva do Chicago Bulls, Cristiano Felício viu a franquia se movimentar. Trocou o ala Taj Gibson e o arremessador Doug McDermott para o Oklahoma City Thunder por Cameron Payne, Joffrey Lauvergne e Anthony Morrow. Dos que chegam, o que incomoda o brasileiro é Lauvergne, pivô bem razoável, com boa defesa e ótimo potencial físico. Não sei até que ponto isso atrapalha Felício em sua escalada para conseguir mais tempo de quadra ainda nesta segunda metade da temporada porque aparentemente o técnico Fred Hoiberg gosta e confia muito nele (tem 15,7 minutos/jogo no momento), mas a chegada do francês adiciona mais um concorrente entre os pivôs do Bulls.

Some-se a isso o fato de Anderson Varejão, dispensado do Golden State Warriors há cerca de 20 dias, estar ainda sem time. Conversei com algumas pessoas, e todos esperavam que o pivô tivesse propostas, convites, mas até agora nada. Há um risco grande de Varejão, um dos jogadores mais carismáticos da NBA nos últimos anos, terminar essa temporada sem time, o que seria lastimável para ele no presente e também para suas pretensões futuras na liga, já que será agente-livre ao final do campeonato.

Atualmente, apenas Nenê (Houston Rockets), Lucas Bebê (Toronto Raptors), Cristiano Felício (Chicago Bulls) e Leandrinho (Phoenix Suns) jogam com constância e com boas performances (análise completa aqui). Tiago Splitter, Marcelinho Huertas e Anderson Varejão, entre os principais nomes desta geração do basquete nacional, encontram-se em situação não muito confortável. Digamos que já foi melhor o momento dos brasileiros na NBA.


Justo prêmio: Bruno Savignani e Régis Marrelli serão os técnicos no Jogo das Estrelas do NBB
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Fábio Balassiano

A Liga Nacional de Basquete divulgou ontem os técnicos e assistentes do Jogo das Estrelas do NBB que acontecerá no dia 19 de março em São Paulo, no Ibirapuera (mais informações do evento aqui). E a votação, que contou com votos de treinadores, assistentes, capitães das equipes, imprensa especializada e personalidades do basquete, acabou por premiar dois belíssimos trabalhos que estão sendo feitos nesta temporada 2016/2017 no basquete brasileiro.

Mais jovem técnico do NBB, Bruno Savignani está em sua segunda temporada comandando Brasília (entrou no meio da última, então esta é a sua primeira desde o princípio do campeonato). Aos 34 anos, tem conseguido não só disputar a liderança com o Flamengo através de excepcional campanha (15-6), mas sobretudo dar um padrão de jogo muito, muito bom para o time da capital federal. Bruno tem conseguido explorar as individualidades de seus ótimos valores (Giovannoni, Lucas Mariano, Deryk, Fúlvio, Pilar etc.) com um sistema ofensivo muito fluído e aos poucos vai ajustando também a defesa dos brasilienses. É uma ótima novidade desta nova safra de treinadores e ter sido o mais votado para o Jogo das Estrelas (comandará o NBB Brasil portanto) é um prêmio mais do que justo pelo que ele tem feito.

Segundo mais votado, Régis Marrelli vai comandar o NBB Mundo. Ele foi tema de texto e entrevista no blog no final do ano passado e tem conseguido levar o Vitória-BA a uma surpreendente e consistente campanha de (14-6). O time está longe de ter um dos orçamentos mais altos da temporada, está na quarta colocação e apresenta um basquete altruísta, com cinco jogadores acima dos 9 pontos de média, intenso e fortíssimo na defesa. Régis, na minha concepção, é um dos técnicos mais subestimados do basquete brasileiro. É estudioso, conhece do jogo, tem experiência e sempre fez bons trabalho (sobretudo em São José, onde foi vice-campeão do NBB anos atrás com um timaço que tinha Fúlvio, Laws, Dedé, Jefferson e Murilo).

Foram os dois técnicos que eu votei, mas eu não fico feliz por isso, não. A verdade é que a dupla merece muito o prêmio de dirigir os times do NBB no Jogo das Estrelas. Bruno, muito jovem. Régis, mais experiente. Ambos fazendo um excepcional trabalho neste NBB, um dos mais equilibrados de todos os tempos.


Dez fatos para ficarmos de olho na NBA, que retorna hoje para a reta final da temporada
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Fábio Balassiano

A NBA retorna as suas atividades normais nesta quinta-feira depois de um modorrento All-Star Game de domingo em Nova Orleans. A liga deu uma pequena folga para os atletas, mas hoje teremos seis partidas e o final da janela de negociações. Listei dez fatos bem interessantes para ficarmos ligados nesta reta final de temporada regular no melhor basquete do mundo. Vamos lá.

1) Final da janela de transferências: Nesta quinta-feira termina o prazo para que os times façam as suas negociações na NBA. Ontem mesmo no final da noite o brasileiro Tiago Splitter, que ainda se recupera de cirurgia no quadril, foi trocado pelo Atlanta Hawks para o Philadelphia 76ers (mais aqui), e em breve haverá análise sobre o futuro do pivô neste espaço. Alguns nomes de peso como Jimmy Butler (Chicago Bulls), Paul George (Indiana Pacers), Carmelo Anthony (Knicks) são especulados para trocarem de equipe. Há muitos rumores, como sempre, mas vale a pena notar que para ter Paul George Magic Johnson, novo manda-chuva do Lakers, pode estar negociando com Larry Bird (gerente-geral do Pacers) e que os Celtics podem estar de novo dialogando com Larry Bird, um dos maiores ídolos da história da franquia.

2) DeMarcus Cousins e Anthony Davis: Os dois formarão seguramente a melhor dupla (ao menos no papel) de garrafão da NBA na atualidade. Fica difícil prever se os dois gigantes do New Orleans Pelicans irão coexistir muito bem no lado ofensivo, pois ambos gostam de trabalhar com a bola nas mãos e precisam se espaços para jogadas de isolação e drives (arrancadas) rumo a cesta, mas o jogo de hoje às 22h de Brasília contra o Rockets em Nova Orleans já é repleto de expectativa. Se tudo ocorrer dentro do planejado pela franquia, o Pelicans, que tem 23-34 até o momento, pode iniciar uma escalada e beliscar a oitava vaga do playoff no Oeste. Vale dizer que Cousins nunca jogou mata-mata em sua vida na NBA e que Anthony Davis, só uma vez.

3) Golden State Warriors tirando o pé do acelerador? Líder da NBA com 47-9 e folgado na conferência Oeste com quatro jogos de vantagem em relação ao San Antonio Spurs, existe a expectativa que o Warriors desta vez tire o pé do acelerador neste final de temporada regular (ao contrário do campeonato passado em que bateu o recorde de vitórias da liga com 73). Ao que tudo indica Steve Kerr vai descansar as suas principais estrelas (Steph Curry, Klay Thompson, Kevin Durant e Draymond Green) visando os playoffs, momento mais importante da temporada. E todo mundo sabe: para o estelar Warriors, nesta temporada é título ou nada. Se é assim, vale a pena segurar os craques.

4) A oitava vaga do Oeste: Aparentemente as sete primeiras posições da conferência Oeste já estão bem definidas e encaminhadas com Warriors, Spurs, Rockets, Clippers, Jazz, Grizzlies e Thunder. Resta, portanto, uma única vaga para o mata-mata do lado mais forte da NBA. Atualmente quem se segura por lá é o Denver Nuggets, que tem 25-31 e é liderado pelo excepcional pivô Nikola Jokic. Mas Sacramento Kings (24-33), Blazers (23-33), Pelicans (23-34), Mavs (22-34) e Wolves (22-35) correm por fora nesta briga que tem tudo para ser emocionante mesmo.

5) Serge Ibaka em Toronto: Esta negociação aconteceu pouco antes do All-Star Game. O congolês Serge Ibaka foi parar no Raptors meses depois de ter sido trocado pelo Oklahoma para o Orlando Magic, que o despachou para o Canadá pouco antes do All-Star. O Toronto deu uma caída brusca desde o começo do ano principalmente devido a lesão de DeMar DeRozan, seu melhor jogador, e espera agora reencontrar o melhor caminho com um quinteto titular de respeito formado por Kyle Lowry, DeRozan (ambos All-Stars), DeMarre Carroll, Ibaka e Jonas Valanciunas. Resta saber se o lituano Valanciunas fica lá até o final do dia, já que seu nome é especulado em milhares de trocas. Caso permaneça, o time canadense tem tudo para brigar para voltar à final do Leste e, quem sabe, fazer outro duro confronto contra o Cavs (tal qual foi em 2016).

6) Boston briga pelo título do Leste? É uma pergunta difícil de responder agora, poucas horas antes do final da janela de transferência e com a perspectiva de algum reforço de peso (Butler ou George) pintar em Boston ainda nesta quinta-feira. Com ou sem novos craques os Celtics estão em segundo no Leste com a campanha excepcional de 37-20 (olho no Wizards, que se recuperou bem de um início claudicante e agora tem 34-21) e sonham em vencer a primeira série de playoff da franquia desde 2012. Conseguirão os verdinhos brigar pelo título do Leste contra o Cleveland? Ou é um passo excessivo para o atual momento da franquia?

7) Spurs tem força para bater o Warriors? Em segundo lugar na conferência Oeste, o San Antonio Spurs encontra-se confortável até o final da temporada regular. Não deve superar o Warriors, mas tampouco parece que será ameaçado pelo Houston Rockets, o terceiro colocado. A dúvida que fica é: o time de Gregg Popovich tem força para duelar contra o Golden State em uma eventual final do Oeste em melhor de sete jogos? Difícil duvidar de Pop, um dos melhores técnicos do planeta, mas a verdade é que hoje o Spurs parece um degrau abaixo, o que não é desmérito algum, já que o Golden State tem quatro All-Stars e é um timaço de bola.

8) Russell Westbrook pelo recorde: O camisa 0 do Oklahoma City Thunder fechou a primeira metade da temporada com 31,1 pontos, 10,5 rebotes e 10,1 assistências. Já tem 27 triplos-duplos e caso mantenha esta performance de alto nível poderá se tornar o segundo jogador da história da NBA a terminar uma temporada regular com MÉDIA de triplo-duplo. O outro foi Oscar Robertson em 1962.

9) Cavs descansados e tranquilões? O Cleveland tem 39-16, lidera o Leste e dificilmente será alcançado como primeiro lugar da conferência. É disparado o melhor time do Leste, mas estará sem Kevin Love até o começo do playoff. Será que isso trará impacto para a franquia? Ou LeBron James e companhia podem ficar tranquilos porque a terceira final seguida para a franquia é mais certa de acontecer do que falta técnica em DeMarcus Cousins?

10) Lakers com o pick protegido? O Lakers tem agora Magic Johnson, aparentemente a franquia tentará brigar lá em cima de novo, mas tem uma coisinha bem intrigante neste começo de nova gestão de franquia lá em Los Angeles. O Lakers só terá direito a pick de Draft caso esteja entre a primeira e a terceira posições do próximo Draft. Caso não esteja, a escolha será do Philadelphia 76ers. Perder um pouco além da conta vale a pena para os angelinos, que teriam uma escolha muito boa na seleção de um dos Drafts mais promissores dos últimos anos? Hoje os Lakers têm 19-39 e possuem a terceira pior campanha de toda NBA.

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O que esperar de Magic Johnson como novo presidente do Lakers na NBA?
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Fábio Balassiano

A notícia que chamou a atenção do mundo do basquete ontem foi o anúncio do Los Angeles Lakers. Menos de um mês de depois de ter sido contratado como consultor Magic Johnson foi alçado ao papel de presidente de operações de basquete (o manda-chuva da parada, digamos assim). Saem de cena portanto o fraquíssimo Mitch Kupchak (demitido) e também Jim Buss, um dos proprietários do Lakers e que “brincava” de ser entendedor de basquete (este volta “apenas” a ser dono do time). Na prática, o que isso significa? Vamos lá!

1) Em primeiro lugar, e acho que o mais importante de tudo: a franquia Lakers parou de achar que ainda manda na NBA e procurou ajuda. Uma das melhores franquias da história de todos os esportes americanos, ela está há 3 anos só pagando mico e agora se deu conta de que, sim, está em uma draga sem fim, precisando de alguém que entenda de basquete, de gestão e sobretudo de mudança de cultura. Colocou a mão na consciência, teve humildade e pediu auxílio. Demorou horrores mas enfim fez o que tinha que fazer. Se vai dar certo ninguém sabe, mas pelo menos saiu da inércia em que se encontrava.

2) Não fosse o bastante tudo isso, a presença de Magic Johnson, provavelmente ao lado de Kobe Bryant o maior ídolo da história da franquia, traz uma palavrinha mágica de volta ao Lakers que andava em falta ao redor da liga: ‘respeito’. Nos dois últimos anos a franquia virou chacota na NBA, tem sofrido derrotas bizarras, acumulado recordes negativos e fez com que jogadores disponíveis no mercado sequer aceitassem ouvir as propostas da equipe. Não é que os atletas recusavam os valores, mas algo pior: eles não queriam nem escutar o que o Lakers tinha a oferecer. Isso é grave. Não dá pra garantir que Magic vá conseguir trazer 3 supercraques de uma só vez a partir do verão (americano) de 2017, mas é muito óbvio que os jogadores da NBA o consideram um cara especial por tudo o que ele representa dentro e fora das quadras, e minimamente ouvirão o que ele tem a dizer.

3) Dentro deste ponto cabe um outro também. O Lakers certamente sairá de sua reconstrução em looping. Magic é da escola de Pat Riley, aquela que acredita em trocar a roda com o carro andando, que acredita que dá pra ser competitivo sem ficar perdendo por 450 anos seguidos. De novo: se não dá pra garantir que virão reforços de peso logo de cara, é seguro dizer que os Lakers serão mais atuantes no mercado de agentes-livres e que tentarão ser um lugar mais atraente para os atletas do que vem sendo nos últimos anos.

4) Uma questão que fiquei matutando ontem à noite foi a seguinte: o que leva alguém como Magic Johnson, milionário e cheio de outros negócios para tocar, a largar quase tudo para gerenciar uma franquia em frangalhos? Quem responder “amor ao time” desconhece Magic (homem de negócios de sucesso) e também como funciona o ambiente extremamente profissional da NBA. Já disse isso aqui da vez passada e repito: Magic tem obsessão em comprar a franquia que o fez um mito. Ele está cada vez mais próximo disso. Um bom trabalho e ele consegue convencer a família Buss a vender um time que estava muito ruim antes de ele chegar por um preço mais alto ainda. Não duvidemos disso.

5) Obviamente o eterno camisa 32 não irá trabalhar sozinho. Alguns nomes já são cogitados para ajudá-lo no dia a dia, e muita gente espera que ex-jogadores de sucesso na franquia tenham funções bem específicas. Magic disse recentemente que gostaria de contar com Kobe Bryant para auxiliá-lo nesta reconstrução. Quem sabe o Lakers consegue colocar juntos, agora, os seus 2 maiores ídolos para retomar o melhores momentos da equipe.

6) Seu trabalho na verdade já até começou. Faltando pouco menos de 3 dias para expirar o prazo final das negociações da NBA ele decidiu agir. Em menos de 24h Magic já fez a sua primeira mexida: despachou o armador Lou Williams para o Houston em troca do ala Corey Brewer e do pick do Draft de 2017 do Rockets.

7) Muita gente torceu o nariz para a transação, mas deu pra entender: o Lakers não será forte nesta temporada. Precisará de boas escolhas no próximo Draft e sobretudo de muitas derrotas ainda neste campeonato. Explico. A franquia só terá a sua própria escolha no Draft caso fique entre as posições de escolha 1 e 3. Quanto mais perder, mais chances terá. Meio contraditório, né, falando tudo o que falei do Magic Johnson logo acima, mas o momento é mesmo de ser pragmático e uma escolha no Top3 pode significar muita coisa em 2017/2018.

A conclusão meio óbvia é: Magic Johnson terá um trabalho imenso para recolocar a franquia Lakers nos trilhos. Será sem dúvida o trabalho mais difícil de toda a sua vida dentro do basquete. Caso saia vencedor como sempre saiu, se colocará em um patamar ainda mais alto na história não só do Los Angeles Lakers, mas também do basquete.

O movimento do Lakers está mais do que claro – precisava chacoalhar a franquia e trouxe um grande nome para isso. Qualquer análise preliminar sobre Magic me parece realmente precipitada. Vale esperar um pouco para traçar uma análise mais detalhada da qualidade de seu trabalho.

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Diante de seus fãs, o recorde histórico de Anthony Davis no All-Star Game
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Fábio Balassiano

Anthony Davis tem companheiro novo em Nova Orleans. Como disse aqui ontem, o Monocelha recebeu DeMarcus Cousins de presente e formará com ele um dos melhores garrafões da NBA. A estreia da dupla será na quinta-feira, em Nova Orleans, contra o Houston Rockets.

Até lá Davis poderá comemorar bastante o seu feito de domingo. Considerado um dos melhores alas-pivôs da nova geração, o garotão que completará 24 anos em 11 de março bateu o recorde de Wilt Chamberlain, que anotou 42 pontos no All-Star de 1962, e se tornou o jogador com o maior número de pontos na história da festa.

Relembre o que aprontou o monocelha diante dos torcedores de Nova Orleans, cidade pelo qual ele joga pelo Pelicans desde que entrou na NBA em 2012.


No All-Star Game, a notícia mesmo é a troca de DeMarcus Cousins para o Pelicans
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Fábio Balassiano

O All-Star Game da NBA terminou ontem em Nova Orleans com vitória do Oeste sobre o Leste por 192-182, MVP para o garotão da casa Anthony Davis (bateu o recorde histórico ao fazer 52 pontos) e muita festa para Kevin Durant e Russell Westbrook, que jogaram juntos novamente e trocaram, vejam só vocês, até passe. A notícia do dia, porém, veio de fora das quadras.

O pivô DeMarcus Cousins, que não por coincidência jogou apenas dois minutos na noite de ontem pelo Oeste, foi trocado pelo Sacramento Kings minutos depois de a franquia ter avisado ao agente do atleta que não o despacharia para lugar algum. Não rolou, e Cousins irá para… Nova Orleans mesmo (não vai nem precisar fazer a mala). Jogará no Pelicans ao lado de Anthony Davis. O Sacramento recebe os alas Tyreke Evans, que já foi da equipe anos atrás inclusive, e Buddy Hield, além do armador Langston Galloway, uma escolha de primeira rodada deste ano (protegida em caso de Top-3 se for do New Orleans) e outra de segunda rodada também em 2017. Junto com Cousins vai para o Pelicans o ala Omri Casspi. O Lakers estava na jogada, mas desistiu ao ouvir o pacote pedido pelo Sacramento (Brandon Ingram, o calouro, inclusive).

Vamos analisar a troca sob a perspectiva dos três principais envolvidos: Pelicans, Cousins e Kings. Vamos lá:

1) Para o Pelicans, me parece que foi uma tacada de mestre. O time estava pressionado devido às últimas contratações (todas bem ruins), Buddy Hield, o calouro, não empolgava muito e todo mundo cobrava alguém de nível para dialogar com Anthony Davis, que é um cracaço de bola. Mais um pouquinho e Davis começaria a reclamar de estar jogando sozinho (no que ele teria total razão). Tudo bem que o Monocelha tem contrato longo (até 2020), mas os rumores de uma possível saída já estavam começando a ficar mais altos e a diretoria do Pelicans decidiu agir. E agiu muito bem.

Vem, então, DeMarcus Cousins, que formará com o Monocelha um dos garrafões mais poderosos da NBA na atualidade. Cousins é disparado o melhor pivô da liga há no mínimo dois anos. Davis, o ala-pivô mais promissor e com possibilidade de ser dominante ao extremo. Uma bela e animada união, não resta dúvida. Apenas como fatos relevantes, fico curioso com duas coisas: a) Cousins poderá ser agente-livre em 2018. Se ele sair de Nova Orleans no próximo ano, muito provavelmente a troca não terá valido a pena; b) Em uma liga cada vez menos jogando com dois jogadores grandes perto da cesta (às vezes sem nenhum…), como ficará a armação tática do Pelicans com Cousins + Davis lutando por espaços no garrafão? Lembrando que o técnico do New Orleans é ninguém menos que Alvin Gentry, um dos maiores incentivadores do small-ball (jogo com quatro abertos). O duo conseguirá coexistir tranquilamente? Acredito que sim, mas quero ver esta arrumação na franquia da Lousiana.

2) DeMarcus Cousins acabou se dando bem, por incrível que pareça. Perdeu uma bolada de grana, pois não poderá mais renovar por 6 anos e US$ 200 milhões em 2018, mas mudará de ares, terá um companheiro à sua altura, e terá chance de entrar no playoff do Oeste. Se tudo der errado em Nova Orleans, se coloca como agente-livre em 2018 e será cortejado por mais da metade da NBA.

Caso coloque a cabeça no lugar, pense apenas no basquete e em quão dominante ele poderá continuar a ser, tem tudo para formar um dupla absurdamente explosiva e disparada a melhor de garrafão da atualidade. Cousins tem 26 anos, não é mais nenhum garoto e está na hora de se tornar um líder real (não só nos pontos) de um time que brigue por coisas grandes.

3) Sobre o Sacramento, nada a dizer. O time é uma casa da mãe Joana danada, como disse aqui antes da temporada, está totalmente perdido com sua gestão inquieta e não tem a menor perspectiva de futuro. Poderia dizer que a franquia entrará em reconstrução, mas é impossível ser assertivo em relação a isso quando os donos e Vlade Divac, o gerente-geral, não têm a menor noção do que fazer com seus garotos, seus picks de Draft e veteranos. Será que não haveria, no caso de definitivamente trocar Cousins, nenhuma troca melhor possível? Boston está cheio de picks bons de Draft, por exemplo. É uma situação complicada, mas vale lembrar à turma da Califórnia que eles perderam simplesmente o melhor pivô da NBA na atualidade, ganhando um garoto que não está bem (Hield), um veterano que já esteve por lá (Evans) e mais duas mariolas mordidas.

Concorda com a análise? Cousins será genial com Davis no Pelicans? Ou pode dar errado? Comente aí!


Seis fatos que fazem o All-Star Game da NBA de hoje ser especial e recheado de suspense
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Fábio Balassiano

Depois do Jogo dos Calouros e os de segundo ano na sexta-feira (vitória do time de estrangeiros), do Jogo das Celebridades, que contou com o brilho de Oscar Schmidt, e do sábado de Desafio de Habilidades, três pontos e enterradas, hoje é o dia da cereja do bolo. Às 22h (ESPN exibe na TV, e Sportv na internet) acontece o All-Star Game em Nova Orleans. E o que faz da partida deste domingo entre Leste e Oeste bastante especial? Preparei alguns fatos, que coloco abaixo:

1) Russell Westbrook com ou contra Kevin Durant?
Todo mundo sabe da “briga” de Westbrook com Durant. Russ ainda não consegue admitir em sua cabeça que seu grande ex-companheiro de Oklahoma se mudou para o time rival que o derrotou na temporada passada. Para azar dele, neste All-Star Game Durantula estará não somente representando a camisa do Golden State Warriors, mas sobretudo cercado de três outros titulares de seu time na conferência Oeste – Steph Curry, Klay Thompson e Draymond Green. A dúvida é: o que o técnico Steve Kerr fará? Colocará os quatro do Golden State pra jogar COM Westbrook no Oeste? Deixará Russ sempre com jogadores que não do Warriors? Se jogarem juntos, Westbrook e Durant passarão a bola normalmente? Lembrando que há menos de 10 dias os dois se estranharam no reencontro em Oklahoma…

SEIS FATOS SURPREENDENTES SOBRE O EXCÊNTRICO WESTBROOK

2) Westbrook pelo feito inédito
E falando nele, vamos lá. Melhor jogador dos All-Star Games de 2015 e 2016, Westbrook pode alcançar um feito inédito na história da NBA: nunca um atleta conseguiu conquistar 3 MVP’s de All-Star Game de forma seguida. Caso seja eleito o melhor em quadra logo mais, Russ se igualará a Oscar Robertson, Michael Jordan e Shaquille O’Neal, que têm 3. Kobe Bryant e Bob Pettit são os que mais troféus de MVP em All-Star possuem (4).

3) NBA comprou briga com a cidade do time de Michael Jordan
Pouca gente lembra, mas o All-Star Game de 2017 não seria em Nova Orleans (a cidade recebeu a festa em 2014 inclusive). A liga havia anunciado Charlotte como sede do evento, deixando o dono do time bastante feliz. Só que uma mudança nas leis do Estado da Carolina do Norte, que passou a exigir que os transexuais usem os banheiros públicos que correspondem ao sexo de sua certidão de nascimento, mudou o rumo das coisas. A NBA afirmou que não poderia levar um evento que fala em igualdade, com estrangeiros e tudo mais para um local (segundo ela) discriminatório. Enviou um ofício à cidade, ao dono da franquia Hornets e retornou com a festa para Nova Orleans. O nome do sócio da franquia Hornets, de Charlotte? Michael Jordan. Foi com a cidade de Michael Jordan que a NBA comprou a briga para defender aquilo que ela acha certo. Admirável a postura da liga, sem dúvida alguma.

4) A primeira vez de um gringo MVP?
Atualmente 20% da mão de obra da NBA é gringa, mas apesar de a liga já ter visto MVP’s estrangeiros de temporada regular (Steve Nash e Dirk Nowitzki), isso nunca ocorreu em um All-Star Game. Kyrie Irving, é verdade, nasceu na Austrália e conquistou o MVP em 2014, mas o astro do Cavs joga pela seleção norte-americana e não conta devido a isso. Em 2017 são estes os quem podem alcançar o feito inédito: Giannis Antetokounmpo (grego do Bucks e titular do Leste) e Marc Gasol (espanhol do Grizzlies e reserva do Oeste).

5) Um baixinho entre gigantes
Craque do Boston Celtics e um dos cestinhas da temporada, Isaiah Thomas se junta a Calvin Murphy, ex-Houston Rockets, como os únicos jogadores com 1,75m ou menos a jogar um All-Star Game. O baixinho do Boston tem 1,75m, foi escolhido na última posição do Draft de 2011, rodou por Sacramento e Phoenix antes de se vestir de verde para se tornar um dos melhores jogadores da NBA atual. Olho no cara. Um Celtic não é MVP de All-Star desde 1982 com Larry Bird.

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE ISAIAH THOMAS, ÍDOLO DO BOSTON

6) O primeiro All-Star do século sem Kobe Bryant, Tim Duncan e Kevin Garnett
Protagonistas da NBA no começo do século, Kobe, Duncan e Garnett se aposentaram ao final da temporada 2015/2016. Em 2017 veremos, portanto, o primeiro All-Star Game sem estes nomes icônicos no século XXI. Como sempre acontece na NBA, já houve uma passagem meio que automática de bastão (deles para LeBron James) e já está acontecendo, também, uma nova troca de guarda na liga (de LeBron para Kevin Durant, Curry, Westbrook, Kawhi Leonard, entre outros).


Foi curto e emocionante, mas totalmente Oscar Schmidt – vitória e mão certeira na NBA
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Fábio Balassiano

Terminou há instantes o Jogo das Celebridades do All-Star Game. Em Nova Orleans, o time do Leste venceu o Oeste por 90-57 na partida festiva do final de semana. Para nós, brasileiros, valeu mesmo para ver Oscar Schmidt em uma quadra da NBA pela primeira vez.

E ele não decepcionou, não. Muito pelo contrário. Foi sensacional, emocionante e fez todos daqui aplaudirmos o feito. Em menos de 15 minutos de quadra, quatro pontos nos dois arremessos de dois que tentou, 2 rebotes e 1 assistência. Segundo Oscar, em entrevista a ESPN Brasil só não foram mais pontos porque não jogou mais tempo.

PIVÔ DO SACRAMENTO KINGS APARECE COM CAMISA DE PABLO ESCOBAR NA NBA – VEJA

A gente queria, claro, ver mais do cracaço de bola na quadra, mas valeu a pena demais ter tido a oportunidade de presenciar o cara pisando uma quadra da NBA aos 59 anos e realizando uma das poucas coisas que faltavam em sua carreira. Realizando um sonho e matando bola como nos velhos tempos. Emocionante é pouco para descrever o que se passou em Nova Orleans há instantes.

No final das contas, Oscar Schmidt terminou a partida com uma síntese daquilo que sempre foi em sua brilhante carreira: certeiro nos arremessos e vitorioso com seu time. Mito total. Abaixo você vê o primeiro arremesso e os melhores momentos do brasileiro no Jogo das Celebridades desta sexta-feira.


Pivô da NBA aparece no All-Star com camisa de Pablo Escobar com rosto de Wagner Moura
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Fábio Balassiano

DeMarcus Cousins é considerado um dos jogadores mais polêmicos da NBA atual. Frequentemente é multado por criticar a arbitragem, seu time, o Sacramento Kings, se envolve em negociações para trocá-lo há anos (sem sucesso) e com 16 faltas técnicas assinaladas contra ele é o único atleta suspenso pela liga por conta disso (com 16 técnicas há a suspensão automática por uma partida).

Mas nesta sexta-feira no Jogo das Celebridades que temos Oscar Schmidt jogando pelo time do Leste Cousins foi além. Ao lado de seus colegas que estiveram no Rio-2016 com ele (DeMar DeRozan, Kyle Lowry e Draymond Green), o pivô do Sacramento apareceu em Nova Orleans com uma camisa de Pablo Escobar no rosto do brasileiro Wagner Moura, que interpretou o traficante colombiano na série Narcos, sucesso da Netflix.

Talvez Cousins não saiba nem da história, digamos, polêmica de Escobar e muito menos que o colombiano foi o cidadão mais procurado pelos Estados Unidos durante muitos anos…


Fala, Leitor: O ressurgimento do Utah Jazz – time é realidade ou empolgação?
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Fábio Balassiano

* Por Alexandre Setani

Uma das “novidades” desta temporada entre os times que devem garantir uma vaga nos playoffs da conferência Oeste é o Utah Jazz. “Novidade” porque a franquia de Salt Lake City não disputou a pós-temporada nos últimos 4 anos (última participação foi na temporada 2011-12). Para os fãs da franquia, esse “jejum” não é normal, já que os Jazz possuem um histórico de 20 participações consecutivas (terceira maior sequência da história), em grande parte pelo trio Stockton, Malone e Jerry Sloan (técnico Hall da Fama) durante as décadas de 80 e 90.

É por isso que os torcedores (como eu) sentiram aquela alegria ao verem que o Jazz estava cotado por diversos analistas como figura certa para a pós-temporada da conferência Oeste, que é considerada por muitos a mais forte da NBA.

A pausa do All-Star Game que ocorre neste final de semana (17, 18 e 19 de fevereiro) é quando os times se aproximam dos 60 jogos e atingem a reta final para definição das posições para os playoffs. Quando olhamos a classificação vemos que o Utah Jazz encontra-se na 5ª posição com 34 vitórias e 22 derrotas (60,7% de aproveitamento) e deve brigar junto com Clippers, Grizzlies e Thunders pela 4ª posição (e mando de quadra). Ou seja, a pós-temporada é uma realidade para o Jazz.

Mas com oscilações do time (em especial nos últimos jogos com 3 derrotas seguidas), fica a dúvida: o Jazz definitivamente possui condições de se manter como uma das forças do lado Oeste ou se essa temporada é apenas pura empolgação? Assim, listo 3 principais motivos para acreditar no ressurgimento da franquia e 3 motivos para ficar preocupado com o futuro do time.

Eu Acredito #1: Elenco principal jovem

A direção do Jazz apostou em um trio jovem como base para o futuro da franquia e começa a colher os frutos dessa aposta agora. Liderados por Gordon Hayward (26 anos), que disputará seu primeiro All-Star Game, o trio é completado pelos Big Man Derrick Favors (25 anos) e Rudy Gobert (24 anos), o último cotado para melhor defensor da liga. Esse trio ainda tem pelo menos 2 anos para atingir seu potencial máximo e provar que a aposta da direção foi certa. Outras promessas do time são Rodney Hood (24 anos), Alec Burks (25 anos) e o armador Dante Exum (21 anos).

Preocupação #1: Lesões

Todo o time pode sofrer com a lesão de um ou outro jogador, mas essa temporada o Jazz é o sexto time que mais teve jogadores ausentes por lesão com um total de 7 jogadores lesionados que acumulados perderam 110 partidas (média de 14 partidas por jogador). Para um time considerado jovem, lesões são um pesadelo, pois travam o desenvolvimento do jogador e do time, deixando aquele medo se a recuperação será completa ou vai impactar muito a performance como vimos no caso de Derrick Rose. Esta temporada só entre os titulares George Hill (25 jogos lesionado), Rodney Hood (15) e Derrick Favors (14) perderam somados 54 jogos. Resta torcer para a recuperação dos atletas e confiar na equipe técnica para distribuir bem os minutos e fortalecer o físico do time como um todo.

Eu Acredito #2: Técnico Quin Snyder

Quin Snyder chegou com uma certa desconfiança no Jazz na temporada 2014-15, mas mostrou que seus anos como assistente do messias Mike Krzyzewski (lendário técnico de Duke e da seleção americana) foram ótimos para ele conseguir trabalhar com o desenvolvimento de jovens talentos. Os Jazz melhoraram nas últimas duas temporadas além de se manterem entre as melhores defesas da liga, mesmo com um elenco jovem. Em entrevistas, fica claro como ele se preocupa com a personalidade de cada jogador, assumindo para si grande carga da responsabilidade pelas derrotas, o que alivia o clima do elenco. Por diversas vezes ele defendeu arremessos errados ou ruins de jogadores em momentos cruciais da partida, evitando expor os jogadores jovens, especialmente Gordon Hayward e Rodney Hood. Em 2016 a direção do Jazz estendeu o contrato do técnico, demonstrando confiança no trabalho realizado.

Preocupação #2: Capacidade de lidar com a pressão e expectativa

Todo o potencial do time gera uma enorme expectativa dos fãs para que o Jazz retorne para as finais da NBA. E o primeiro passo disso é chegar aos playoffs. Por ser jovem e pelo jejum de pós-temporada, poucos jogadores do elenco possuem essa experiência da fase mata-mata. Esse foi um dos motivos para que a direção trouxesse 3 veteranos com vivência de playoffs para o time: George Hill (vindo dos Pacers), Joe Johnson (dos Nets) e Boris Diaw (dos Spurs). Mas essa dificuldade de lidar com a pressão e expectativa pode ser vista em alguns jogos chaves durante a temporada regular. Nos últimos anos o Jazz era um dos times que mais perdia partidas apertadas, em geral com desempenho ruim nos minutos finais das partidas. Exemplos recentes: contra times que disputam diretamente a 4ª posição do Oeste, os Jazz venceram 2 jogos e perderam 6 (25% de aproveitamento).

Eu Acredito #3: Time com identidade e personalidade

Se você assistir uma partida do Utah Jazz você vai notar que é o JAZZ jogando. Na contramão da maioria dos times da liga, o time de Salt Lake City, junto com os Grizzlies, mantém um estilo de basquete mais “tradicional”. Defesa forte, explorar ao máximo a força do pivô Rudy Gobert e do ala Derrick Favors no garrafão, trabalhar o cronômetro (cuidar da bola). Diferente da correria que se vê em times como Golden State Warriors, Houston Rockets e Cleveland Cavaliers, que possuem um fortíssimo jogo de transição, o Utah Jazz é um dos times que possui o menor índice de posse de bola (PACE) de toda liga, ou seja, o ritmo da partida é mais lento. Essa identidade é importante, pois gera consistência e facilita para que novas peças se encaixem em um sistema de jogo já definido. Pode ser um modelo arriscado, mas comparada com outras franquias que não sabem se correm ou andam com a bola (pensou nos Knicks?) é uma grande vantagem para o médio prazo apostar em um sistema já aceito pelo elenco de jogadores.

Preocupação #3: O armador ideal

A maior fragilidade do time nos últimos anos sem dúvida é a posição de armador. Em 2014-15 a aposta foi no novato Dante Exum e no jovem Trey Burke. Em 2015-2016 com Exum machucado a aposta foi no brasileiro Raul Neto e depois em Shelvin Mack. Agora o peso está quase todo no veterano George Hill, que definitivamente está um nível acima dos demais. O problema é que Hill completa 31 anos esse ano e as lesões acumuladas geram dúvidas da longevidade do armador para o futuro da franquia. E esse é um problema que a direção e comissão técnica terão que resolver. Apostam em Hill para mais uma ou duas temporadas? Contratam um outro armador de alto nível (que costuma ser caro) e possivelmente tendo que abrir de alguma peça do elenco, além de uma escolha em futuro Draft? A resposta não é simples, mas acredito que é possível insistirem em pelo menos mais um ano com Hill (segundo ano opcional). Mas nesse caso também não sabemos se George Hill aceitaria essa condição e poderia testar o mercado.

E você, fã dos Jazz? Acha que o time tem futuro promissor ou está com aquele frio na barriga para os próximos anos?