Textos indispensáveis sobre a eliminação feminina no basquete olímpico
Comentei um pouco sobre a eliminação da seleção feminina de basquete na Olimpíada de Londres por aqui, né. Andei lendo muitos textos, e reproduzo aqui os melhores (não só os melhores, mas principalmente independentes, artigo raro hoje em dia). Abaixo os links:
- No PBF, Bert retorna e escreve belíssimo texto: “Por respeito a sua história, Hortência deveria voltar pra casa e se dedicar a polir seus troféus e medalhas. É bizarro assistir a essa desconstrução pública e progressiva de sua imagem”.
- Magic Paula também não poupou ninguém: “O trabalho de base precisa ser analisado e reestruturado, aumentar número de equipes, repatriar as principais jogadoras, contratar estrangeiras, preparar os treinadores (as), valorizar os excelentes profissionais que foram descartados e que poderiam contribuir com toda experiência adquirida durante o período das vacas magras”.
- Meu xará Fábio Sormani pediu a saída de Hortência (aqui e aqui): “Hortência não teve fora das quadras a mesma genialidade que mostrou com a bola nas mãos. Cometeu muitos erros, a começar na escolha dos treinadores, desembocando no reaproveitamento de Iziane Castro. É duro escrever o que vou esçrever agora, mas eu não posso deixar de fazê-lo: Carlos Nunes tem que demitir Hortência e encontrar alguém que possa ocupar o cargo e fazer do basquete feminino o que Wanderley Mazzuchini fez com o masculino”.
- Paulo Murilo também foi preciso em seu blog: “Que mais dizer sobre uma seleção que se preparou por um longo tempo e não consegue apresentar sequer um resquício de sistema de jogo, de apresentar alguns dos fundamentos básicos do grande jogo, de sequer saber aproveitar sua melhor qualidade, a honesta e sensível disposição de suas componentes em fazer o melhor possível dentro de suas limitadas possibilidades técnicas, não menciono sequer as táticas, estando receptivas a um preparo realmente técnico, e não interessado em currículos, tão mais falsos quanto as premissas de ensino e aprendizagem negadas às mesmas da forma mais pusilânime possível, pois uma seleção nacional não tem o direito de se apresentar dessa forma tão carente, tão ignorante, tão equivocada”.
- Aqui do lado, o Gian também soltou o verbo com categoria: “Essa campanha lamentável, sim, explica bastante o descontrole das jogadoras ao final do confronto, reagindo mal a provocações (com espírito de porco, ou não) dos torcedores, e desferindo frases como “Dá um tapa na minha cara” aos jornalistas presentes. Foi o que disse a ala-armador Joice, No mínimo bizarro.
Belos textos, não?
