Brasil e Argentina se enfrentaram uma vez em Olimpíadas – relembre aqui
Fábio Balassiano
A história de duelos entre Brasil e Argentina tem uma série quase infinita de capítulos, você deve saber bem (o Gian escreveu sobre alguns deles, veja aqui), mas por incrível que pareça, apenas um na história olímpica. Aconteceu há 60 anos, em 27 de julho de 1952, nos Jogos de Helsinque (Finlândia) e a vitória ficou com os hermanos por 72-56.
Naqueles Jogos, o Uruguai conquistou a sua única medalha olímpica, e brasileiros e argentinos duelaram ainda na fase de grupos. Com 13 pontos de Juan Carlos Uder e nove de Juan Gazso, os platenses, que ainda tinham Oscar Furlong (campeão mundial no Mundial de 1950e maior ídolo do basquete local até o surgimento da geração dourada – na foto), venceram o primeiro tempo por 31-21 e não deram muita chance ao Brasil na segunda etapa.
Do lado brasileiro, que terminou as Olimpíadas de 1952 na sexta colocação, faziam parte do elenco comandado por Manoel Pitanga os seguintes jogadores: Alfredo Motta, Almir de Almeida, Angelim, Godinho, João Francisco Bráz, Zé Luiz, Mayr Facci, Mário Jorge da Fonseca Hermes, Raymundo Carvalho dos Santos, Ruy de Freitas, “Tião”, Thales Monteiro e “Algodão”. Naquele jogo, Zé Luiz teve 13 pontos e Alfredo Motta, nove, mas não conseguiram deter os hermanos.
Será que a história será diferente nesta quarta-feira? Comente na caixinha!
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Thiago_SLZ
08/08/2012 10:38:08
São informações como esta que fazem deste um blog de basquete incrível! A história do esporte é algo apaixonante! Uma pena que nós brasileiros não tenhamos tanto apreço por nossas tradições esportivas, principalmente a mídia.Parabéns Bala!
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Fábio Carvalho
07/08/2012 22:57:45
Vocês vao perdoar o meu "cearês", mas arriégua! Nem em 1960...Falando sério agora. Infelizmente, acho que a história deve se repetir. O jogo deve ser parelho, mas nao há como nao reconhecer a superioridade do plantel argentino. De fato, temos um bom time e um excelente técnico. No entanto, eles possuem uma máquina de pontuar (vulgo Scola) e um gênio (Manu, para os mais chegados), além de "coadjuvantes" mais consistentes (Delfino, Nocioni e cia.). Mesmo assim, como disse antes, o jogo deve ser equilibrado, mas, no fim das contas, os hermanos possuem mais armas para decidirem o confronto.Se quisermos ter chances, precisaremos de Huertas praticamente sem descanso, um Nenê minimamente saudável (de boa, sem ele acho que nao dá de jeito nenhum) e bons coadjuvantes (Larry e Marquinhos podem ser decisivos). Pedir um Leandrinho inspirado é abusar da boa vontade divina. Entao que ele pelo menos nao comprometa.Abs, bom jogo a todos e que saibamos perder ou ganhar (sem patriotismos exacerbados ou provocaçoes/rivalidades que beirem à xenofobia).
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Thibé
07/08/2012 22:29:54
O Sandro L Santana mandou muito bem. É isso mesmo: - Impor e nada de medo. Infelizmente não poderemos contar com Rafael Hettsheimeir que jogou muito no pré-olimpico e pos a defesa argentina no bolso.O jogo de transição parece não ser a paixão do Magnano, mas vai acoantecer e dará certo. No mais, o momento brasileiro é muito melhor. O vigor físico também e isso tem de prevalecer. Cuidado com os PIck's e ganharemos o jogo.Tecnicamente não vejo diferença. O GInóbilli não é mais garato e já não rende como em outros tempos, mas ainda assim será o jogador com maior potencial para decidir uma partida. O Scola incomodará e o Delfino chuta muito da linha dos três. Espero que amanhã seja o dia do Marquinhos, do Leandrinho e principalmente do Huertas. Quanto a marcação no garrafão, esse é o nosso forte. Estou confiante. Desculpe me alongar.
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Julio pesquisa
07/08/2012 22:26:43
Minha primeira lembrança em basquete é o Sírio jogando o mundial de 1979. Depois alguns flashes da seleção de 1980 e daí comecei a ver basquete. Pra mim, nesta quarta verei pela segunda vez o Brasil nas quartas de final de uma Olimpiada no masculino. A primeira foi em 1988 contra a URSS. Um jogo que esteve em nossas mãos (mais de 10pts de vantagem no meio do segundo tempo) e perdemos na precipitação de uma geração que não sabia controlar o jogo. Contra a Argentina, que no pré olimpico de 88 jogou contra o Brasil e chegou a estar 30 pontos atrás, podemos ser os responsáveis por aposentar Nocione, Prigione, Scola e Ginobili da seleção argentina em olimpíadas. Acho que a Argentina tem mais chances de vencer o Brasil do que o contrário. Eles tem um craque, talvez o maior jogador que eu vi jogar, descontando norte americanos, o Ginóbili. Para o Brasil também é a prova de fogo verdadeira. Não haverá desculpas, se passarmos definitivamente voltamos ao patamar dos grandes. Um grande desafio finalmente vencido.
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José Antonio
07/08/2012 21:30:53
Vai dar Brasil, mas não me pergunte como.8 pontos de frente.
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Maykon Coutinho
07/08/2012 21:23:20
Acho que amanhã ó Brasil vence, mas é uma pena ter enfrentar logo na sequência os EUA.
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Sandro Luis de Santana
07/08/2012 20:21:07
Bala Eram outros tempos, tempos que a nosso principal rival na América do Sul era o Uruguai não a Argentina, esta se não me engano, só voltaria às Olimpíadas de novo com a atual geração.Sobre o jogo de amanhã, na minha opinião o Brasil terá mais chances de ganhar se for para cima da Argentina e se impor fisicamente, com muita defesa e velocidade nos contra-ataques, abusando do jogo de transição.Assim na segunda parte do jogo os argentinos sentiriam o ritmo e o Brasil poderia abrir uma diferença mais tranquila para o fim do jogo.Quero lembrar o exemplo do handebol feminino, contra a Noruega, que vivia um momento parecido com o nosso basquete masculino, chegou enfim respeitado, muito bem nos amistosos, cotado para medalhas, mas não conseguiu matar o jogo que dominou quase todo, e no fim pesou a experiencias das norueguesas campeãs Olímpicas e mundial.No basquete infelizmente, também não temos essa experiências nesses momentos em torneios grandes, não ainda, por isso jogos apertados, costumam pesar em favor dos experientes, por isso acredito que temos que se impor sem medo, isso não significa se precipitar no ataque, mas não podemos querer levar o jogo num ritmo que favoreça aos "velhinhos" argentinos.Não vamos ganhar esse jogo jogando no cinco contra cinco todo o tempo, se conseguimos manter o jogo equilibrado no inicio e ir abrindo vantagem , no segundo tempo os argentino sentirão fisicamente.Contra a Argentina não podemos querer ganhar jogando como europeus, nisso os argentinos hoje ainda são melhores, velocidade, antecipação na defesa, e transição com contra-ataques irão minar a defesa argentina.Abraços.
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jorge
07/08/2012 19:44:08
os dois times estao bem proximos tecnicamente, mas acho que o individual desequilibra um pouco pro lado argentino...se estiver errado me ajudem...mas imagino o scola com mais dificuldades, por jogar mais dentro ...acho que a dificuldade sera equilibrar a defesa no sentido de defender o garrafao(scola) e ao mesmo tempo os arremessos de ginobli, nocioni e prigioni.eu apostaria bastante no alex nesse jogo
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Raul D'Avila
07/08/2012 18:33:27
Bala, creio que a situação é a seguinte: Se Nenê não jogar as possibilidades são meio a meio. Caso Nenê tenha boas condições de jogo,isto é só tenha sido poupado no ogo contra a Espanha, o que espero que tenha sido o que aconteceu, o Brasil tem uma leve vantagem técnica. vantagem técnica, não favoritismo. Neste jogo não existe favoritismo e não há meio de prever qualquer resultado. Se eu não fosse brasileiro e fosse obrigado a apostar apostaria pouco, mas no Brasil. Sobre o time de de 52, lembremo-nos que era medalhista (ganhou bronze em 48) Mayr Facci vive em Ponta Grossa no Paraná e ainda acompanha o basquete nos jogos master e Almir Nelson de Almeida, um baiano que viveu no Paraná, foi a primeira pessoa a ocupar o cargo de "supervisor" em uma seleção brasileira .... de futebol, apenas pra ilustrar.