Bala na Cesta



Especial 20 anos do Dream Team: Marcel conta como foi a véspera do duelo contra os EUA

Fábio Balassiano

O Brasil enfrentaria o Dream Team dos Estados Unidos no dia 31 de julho de 1992. Antes, havia perdido por muito da Croácia (93-76, com 22 pontos de Drazen Petrovic), por apenas um da Espanha (101-100 apesar dos 44 pontos de Oscar Schmidt) e vencido de Angola por 76-66. O blog foi conversar com Marcel de Souza (quatro Olimpíadas, cinco Pan-Americanos e cinco Mundiais), que se despediria da seleção brasileira naqueles Jogos de Barcelona. Confira a rápida entrevista do eterno camisa 11 do time.

BALA NA CESTA: No dia 31 de julho de 1992, a seleção brasileira enfrentaria o Dream Team dos EUA nas Olimpíadas de Barcelona. Na véspera do grande duelo, como foi a preparação?
MARCEL DE SOUZA: Como todas as outras.  Treino pela manhã e jogo à noite, pois o  Dream Team só jogava à noite. Não dava pra mudar muita coisa, já que o resultado a gente já imaginava qual seria.

BNC: Houve algum momento inesquecível, engraçado ou curioso que você possa nos contar?
MDS: Eu quase dei um toco no Michael Jordan, sério. É só rever o jogo..

BNC: O Brasil perderia por 127-83, mas você marcou 12 pontos nos 18 minutos em que atuou. Do que você mais lembra?
MDS: Eu me lembro que o Scottie Pippen e o Clyde Drexler passavam por mim como faca quente na manteiga. Eu dei um tapão na mão do Barkley, que vinha na bandeja, e ele nem sentiu. O cara fez a cesta e saiu rindo. De todo modo, não sentimos como se um trator passasse em cima de nós. Eles abriram 30 pontos e ficaram enrolando. Não deu nem pra notar.

BNC: Muita gente compara times americanos com o Dream Team de 1992. Pra você, existe algum tipo de possível comparação, ou é devaneio?
MDS: Naquele momento não havia nada de melhor no mundo. Hoje o próprio exemplo deles levou as outras equipes a diminuir a distância entre nós, mas ainda seguimos muito longe de ver o que assistimos em Barcelona. Dizer que não vai mais acontecer talvez seja exagero, mas que é muito difícil, é.

BNC: Quando você foi pra Bradley University, imagino que tenha visto muitos jogos de Magic Johnson, Bird e companhia. Imaginou enfrentá-los, todos juntos, algum dia?
MDS: Certamente que não, mas veja como as coisas são engraçadas. O Larry Bird, por exemplo, eu acabei nunca enfrentando, pois ele não estava na quadra quando eu estava (ou vice-versa). Eu joguei contra o Magic Johnson aqui no Brasil quando a Michigan State fez dois torneios contra a seleção brasileira antes do Mundial das Filipinas em 78. Ganhamos no Rio de Janeiro, perdemos na segunda prorrogação em São Paulo e ele sempre menciona esses duelos que fizemos aqui no país. Contra o Michael Jordan, além Barcelona, joguei contra ele duas vezes no Pan de Caracas 83. Perdemos a primeira por três pontos, e a segunda, por oito. Fomos vice-campeões.

BNC: Barcelona-1992 foi a sua despedida olímpica da seleção brasileira e a penúltima participação brasileira nos Jogos até Londres-2012. Muita coisa mudou, não? Naquele ano o Brasil terminou em quinto, atrás apenas dos EUA, Croácia, CEI e Lituânia.
MDS: Isso mesmo. De lá para cá o jogo se transformou muito, as portas da NBA se abriram, as regras mudaram e o Brasil infelizmente perdeu espaço internacional.

  1. Paulo

    05/08/2012 01:01:29

    Nenhuma equipe fez 100 pontos no Dream Team. Quem chegou mais próximo foi a Croácia na final, com 83 pontos. E continua a persisitir o mito de que o EUA mandou profissionais da NBA por causa da derrota dos universitários no Pan de 1987.

  2. Paulo

    05/08/2012 00:59:35

    Porque é uma porcaria de canal?

  3. EJR

    01/08/2012 14:52:24

    Nunca existiu nem jamais existirá uma equipe de basquete sequer parecida, muito menos igual ao Dream Team de 1992. Aliás, o nome Dream Team só deve ser mencionado sobre ESTA equipe, de 1992. As demais seleções dos USA são apenas seleções estadunidenses de basquete.

  4. Juliano

    31/07/2012 10:10:18

    Típico do Marcel...:D

  5. Banana Joe

    31/07/2012 09:55:48

    Se tivessemos um cara como o Marcel para entrar nos momentos importantes e meter umas de tres na atual seleção teríamos mais chance de medalha.Se o cara era mala ou não pouco interessa.Na quadra era fera, um dos melhores arremessadores do mundo na sua época.Mas a concepção de jogo que ele defende não dá mais pra fazer não...

  6. Luiz Eduardo

    31/07/2012 09:22:32

    Concordo que o funk foi triste. Pior acho até que o slogam da campanha de vereador(Deêm uma olhadinha no databasket).O problema maior daquele time do Oscar e Marcel era a defesa nula e o ataque tresloucado , que é diferente de jogar em trasição.Mas acho, que a nível nacional, é um dos que esta atenado com inovações táticas e seria capaz de propor algo novo.Abração

  7. luis fernando-rio de janeiro

    31/07/2012 07:39:09

    bom dia fábio esse time de 1992 não jogava basquete na verdade dava show além de ver esse timaço,ainda tive a sorte de assistir o segundo tricampeonato do chicago bulls com o trio jordan,pippen e dennis rodmamm.aliás senti falta do rodmamm no dream team.

  8. Leandro

    31/07/2012 00:43:43

    Nunca na história do esporte profissional foi possível reunir um time tão dominante quanto o dream team. Nem a seleçao de futebol do brasil na copa de 70 foi tao dominante assim. A seleção americana atual perderia por no mínimo 25 pts de diferença contra o dream team 92. Aquele time parecia q 11 deuses faziam magica com a bola e um intruso(christian laetnner) completava o banco de reservas. Em 92 assistíamos o dream team para ve-lo ganhar por no mínimo 30 pts dando show de malabarismo e ponte aérea. Hj infelizmente vemos a seleçao americana tendo q jogar sério sem dar show para ganhar de um amistoso contra a argentina por apenas 6 pts!

  9. Sérgio

    31/07/2012 00:10:48

    Faltou uma virgula aqui na resposta, ou nao?Fiquei na duvida....

  10. Ronaldo

    30/07/2012 23:38:46

    O brasil fez 83 pontos nos EUA, perdendo de 44 pontos de diferença.

  11. A.C. Naylor

    30/07/2012 22:48:08

    Deus nos livre de que o eterno lobby do Marcel para ser técnico da seleção brasileira vingue um dia. Como ele cantou no seu já antológico funk do basqueteiro, sua concepção de jogo defende que "contra-ataque e transição vão ganhar de defesão", o que nos dá a medida da enrascada em que estaríamos nos metendo ao contratá-lo para dirigir o Brasil. Além disso, seu estilo peladeirão, de individualizar muito o jogo, como também ocorria com seu colega Oscar, está definitivamente proscrito de todos os manuais de basquete moderno.

  12. Luiz Eduardo

    30/07/2012 21:39:18

    Marcel deveria ser assistente do Magnano e ser preparo por este para sucede-lo.Tem uma visão diferente(para melhor) dos nossos defasados treinadores. Pelo menos gosta de estudar e aprender ( como o Prof. Paulo Murilo) ao contrário dos nossos locais.É uma pena ambos estarem não pertencerem ao "establishiment".

  13. caulokahn

    30/07/2012 19:51:41

    Se não me engano, o Brasil foi o único time a fazer mais de cem pontos no Dream Team em 92. Foi de arrepiar ver como antes da partida todos os jogadores americanos foram cumprimentar o nosso Oscar. Vi uma vez Scottie Pippen, membro daquele timaço, dizer que devia a ele a medalha de ouro conquistada em 1992 em Barcelona porque depois de Indianapolis em 1987, quando Oscar fez 45 pontos e levou o Brasil a uma vitória inesquecível sobre os americanos, a turma da NBA foi obrigada a entrar em ação. Felizes fomos nós, que vimos juntos Jordan, Byrd e Johnson, os três maiores jogadores da NBA de todos os tempos.Obrigado, Oscar!

  14. Fábio Balassiano

    30/07/2012 19:43:57

    nao sei

  15. Fábio Balassiano

    30/07/2012 19:43:13

    nao é impressão :)

  16. Juliano

    30/07/2012 18:34:11

    Marcel tava de mau-humor ou é impressão?Abraço!

  17. Breno

    30/07/2012 18:11:12

    Marcel...Marcel... o que dizer dele... rap do marcel? funk do marcel?Não vou entrar em nenhum mérito, só posso dizer que meu tio fez medicina em Jundiaí com ele e jogaram juntos pela universidade um tempo! Ele conta que não tinha nem graça quando ele jogava! Ele era mala, falava: "passa pra mim que ta tudo certo" Algo meio que "just pass it to Will", para quem conhece o Fresh Prince of Belair, ou Maluco no pedaço, Will Smith.Porém apesar dessa marra toda, meu tio dizia que não tinha erro, ele metia todas as bolas mesmo!

  18. Maykon Coutinho

    30/07/2012 17:49:59

    Fábio, ainda bem que tenho ESPN e ESPORTV, estou de férias em casa e assisto tudo que me interessa. Me perguntaram porque a Record praticamente só transmite VT de Ginástica Artística e eu não soube responder. Você sabe porque?