Bala na Cesta



Coluna ExtraTime: No feminino do Estados Unidos, elas também têm a força

Fábio Balassiano

Não será uma preparação longa. Tirando o amistoso do dia 12 de maio (100-62 contra a China), a seleção feminina dos EUA terá menos de 15 dias de treino para a estreia contra a Croácia no dia 28 às 12h45. Parece desleixo, mas, assim como acontece com os rapazes, a diferença técnica entre as comandadas de Geno Auriemma chega a ser gritante.

É verdade que (principalmente) Austrália e Rússia podem incomodar, mas você olha para um elenco que conta com as bicampeãs Sue Bird, Tamika Catchings e Diana Taurasi, com as campeãs Swin Cash (2004), Seimone Augustus (2008), Sylvia Fowles (2008) e Candace Parker (2008), e com as estreantes em Olimpíadas Tina Charles, Asjha Jones, Angel McCoughtry, Maya Moore e Lindsay Whalen e fica até sem jeito.

É tanta opção, mas tanta opção, que Seimone Augustus, MVP das finais da temporada passada e campeão com o Minnesota Lynx, é reserva (e o Brasil precisando tanto de uma ala…) de um time que conta com a melhor armadora da atualidade (Sue Bird), com uma das arremessadoras mais decisivas do mundo (Diana Taurasi) e com uma ala-pivô que mistura graça-técnica-força como poucas (Candace Parker).

Se não treinaram muito, o entrosamento de tanta gente talentosa não parece preocupar Geno Auriemma, que disse, em entrevista ao site da USA Basketball, que suas jogadoras atuam juntas há muito tempo e que 20 é tempo mais do que suficiente para grandes atletas se entrosarem.

Alguém pode discordar quando olha a escalação deste timaço?

ENCONTROS 1: Segunda-feira foi a primeira vez que o público dos EUA pôde ver Damiris jogar de perto. Escolhida pelo Minnesota Lynx, a brasileira teve oito pontos e dois rebotes em 30 minutos na derrota da seleção brasileira para a
norte-americana por 99-67.

ENCONTROS 2: Iziane Castro Marques teve a chance de jogar pela primeira vez contra Marynell Meadors, técnica do Atlanta Dream, sua última franquia da WNBA, e atualmente assistente-técnica da seleção dos EUA. A maranhense ainda não renovou seu contrato com a liga norte-americana, e quem sabe uma conversa com Meadors tenha ajudado em alguma coisa para seu futuro.

ENCONTROS 3: Nada menos que seis atletas da seleção norte-americana vieram da Universidade de Connecticut. Diana Taurasi, Tina Charles, Sue Bird, Maya Moore, Swin Cash e Asjha Jones foram treinadas por Geno Auriemma nos tempos de faculdade e agora reencontram o antigo chefe.

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Coluna originalmente publicada em 17.07.2012 no ExtraTime, site hospedado no UOL.

 

  1. Bruna

    20/07/2012 10:45:45

    Nem sempre as melhores atletas formam o melhor time.Basquete é um esporte coletivo, se sua equipe não está bem treinada para jogar coletivamente e enfrenta um conjunto melhor e mais entrosado pode perder, mesmo tendo as melhores jogadoras.

  2. Fábio Balassiano

    19/07/2012 22:56:32

    mto bem organizadoabs

  3. Marcial Ribeiro Chaves

    19/07/2012 22:25:10

    Bala, vi o jogo da seleção feminina dos EUA contra a Grã-Bretanha, sinceramente, o Brasil não terá muitas chances de vencer as britânicas, que apesar de terem perdido, mostraram uma defesa agressiva, coordenada e intensa,muito mais qualidade no passe do que as brasileiras e muito melhor posicionamento em quadra. São treinadas pelo ex-técnico das australianas Tom Maher que dispensa apresentações. Pelo jeito meu amigo Fábio: 11º lugar, aí vamos nós. Abração Bala!

  4. Ana Clara

    19/07/2012 20:27:18

    A Rússia é a equipe que menos teme as americanas... em 2004 elas fizeram jogo duro com elas na semi e em 2006 foram as ultimas a bater as americanas no mundial do Brasil. Não a quantas anda a Rússia, mas sempre foram elas, desde os tempos de URSS e da CEI, que nunca respeitaram as americanas.

  5. Joao

    19/07/2012 20:07:21

    A única possibilidade da equipe USA não conseguir o ouro é no casoda não participação olímpica. Só um desastre (aéreo por exemplo) poderiainverter a ordem natural das coisas. Haja macumba e urucubaca....

  6. Júnior

    19/07/2012 18:58:12

    Vc tá louca! Não deve entender de Basquete Feminino, as americanas estão anos luz dos outros times, se colocasse o time Juvenil seriam campeãs da mesma maneira, pois são técnicamente e fisicamente superioeres as outras seleções, não vejo nenhuma selação com capacidade para ganhar delas nessa Olimpíada, vide as duas últimas edições de 2004 e 2008, foi só placares elásticos contra todas, inclusive nas finais contra a Austrália que é um bom time e entroisado, como diz você. Não vejo nenhuma seleção européia com chances reais. A Rússia é mais ou menos, a República Checa, Croácia, Turquia, todos sem nenhuma expressão, elas vão levar novamente o ouro com as mão nas costas, são mais time que qualquer outro, tem banco forte e marcam como ninguém.

  7. Walber

    19/07/2012 17:59:14

    Bala eu vi ontem o VT de EUA X Time Sede das Olimpíadas.O time joga certinho e deu o maior suador nas Américanas nos 3s 1os quartos.O que vc achou do time delas? O que esperar da França que perdeu para elas e ganhou da Austrália. UFFFAe ai?abs

  8. Bruna

    19/07/2012 17:29:15

    Timaço, com as maiores craques do planeta, mas treinou muito pouco e não está jogando muito individualmente ainda. Não é imbatível não. Se pegar um time entrosado e bem treinado pode rodar!

  9. Mauricio Weiss

    19/07/2012 16:33:27

    Ta difícil acompanhar esse jogo dos EUA com esse narrador...

  10. filipe

    19/07/2012 15:41:13

    sr. da glória........esta selação é pa ka bá Fábio............e eu rezando pela nossa......rsrs..........

  11. rafael

    19/07/2012 15:38:43

    Ainda nao sendo amante do basquete feminino, essa vai ser barbada para o time americano. As feras de sempre com renovação. Não acho que da para a Austrália, a Rússia.......................................... e o Brasil (hahaha)