Em carta aberta, ex-jogador Marcel de Souza se lança como candidato a vereador em Jundiaí
“Eu sou candidato a Vereador, aqui em Jundiaí, porque acredito que a grande maioria dos políticos tenha princípios e aja de acordo com altura que o cargo exige. O nosso grande problema é quando pedimos para alguém nos dar três adjetivos qualificativos para a palavra ‘político’ e ouvimos as suas respostas… De qualquer maneira, grande parte da população nada faz para reverter essa situação e continua, através de seu voto, perpetuando esse estado de coisas.
É preciso que nós, os que vivem as situações que certas pessoas nos obrigam a passar, tomemos parte nas decisões que afetam a vida de muita gente que apenas deseja conviver com gente como elas próprias e não ter as surpresas que sempre dificultaram nossas vidas. Ser candidato a vereador é a minha maneira de participar desse processo como representante dessas pessoas e espero que no futuro vários outros como eu também desejem e participem dessa mudança, ao invés de rotularem um cargo pelo que ele tem de pior”
A declaração, divulgada nas redes sociais, é de Marcel de Souza, 55 anos e jogador que mais vestiu a camisa da seleção brasileira de basquete. Com cinco participações em Mundiais e quatro em Olimpíadas, Marcel, um dos que acabaram tolhidos porque sempre foi muito crítico e sincero neste basquete brasileiro retrógrado toda vida (ele sempre teve ideias muito claras, corretas e diferentes de tudo o que fez a modalidade afundar por aqui), vai tentar a sorte na política.
Não sei se ele será um grande político, provavelmente sim, mas eu fico bem, bem triste de ver que Marcel, também médico, está cada vez mais distante do basquete brasileiro, da quadra, de onde ele nunca deveria ter saído (seu sonho sempre foi ser técnico da seleção brasileira).
Talvez o basquete brasileiro, com esta mentalidade atual, com o espírito de gestão que vemos (atrasado e recheado de dirigentes que não têm um pingo de sua história e capacidade), não mereça a presença do eterno craque da camisa 11 da seleção.
É uma pena.
