Bala na Cesta

O último domingo de basquete no Madison Square Garden nesta temporada da NBA?

O Madison Square Garden, em Nova Iorque, pode abrir as suas portas pela última vez neste domingo para uma partida de NBA. A partir das 16h30, os Knicks recebem o Miami Heat para o jogo 4 da primeira rodada do Leste. Com 0-3, a turma da Big Apple sabe que uma virada é improvável, quase impossível, mas uma vitória que tiraria uma seca de mais de 11 anos não seria ruim (a última vez que venceu em playoff foi em 29 de abril de 2001, quando Allan Houston teve 24 pontos contra os Raptors para liderar uma vitória por 97-89 antes da eliminação, no jogo 5, no próprio Garden).

Este é o tamanho da missão. E para conquistá-la os Knicks precisam que Carmelo Anthony (foto) jogue um pouco mais de basquete. Na série, Carmelo tem a ótima média de 21 pontos e nove rebotes, mas ao olharmos o número com atenção vemos que seu aproveitamento de arremessos é pífio (22/64, ou 34,4% e que sua mira nos tiros de três pontos está torta – 1/9) e seus erros estão em patamar muito alto (12 ao todo, quatro por partida).

É óbvio que a marcação do Miami tem muito mérito, mas Melo precisa começar a refletir sobre seu arsenal ofensivo. Seu jogo, baseado quase que exclusivamente em jogadas de isolamento (35,4% de seus ataques são assim – e os pontos por posse, 0,82, não são tão altos), precisa de uma de uma carga de variações maior se ele quiser crescer em sua carreira. Ele é alto, tem ótima técnica e muita habilidade, e por isso mesmo poderia explorar mais ainda o post-up (usa apenas em 12,7% de seus ataques, mas tem razoável sucesso 0,93 ppp), as jogadas de corte (em apenas 4,1% de seus ataques ele a utiliza, mas quando usa, chega a ótimos 1,19 pontos por posse de bola) e os picks (não chega a fazê-lo em 11% de suas ações ofensivas).

Talvez por isso Melo tenha sido eliminado sete vezes no primeiro round em suas oito aparições na pós-temporada e tenha o pior aproveitamento de vitórias da história da NBA em playoff (são 30,8%, ou 16 vitórias e 36 derrotas). É óbvio que o time que o cerca tem muito a ver com isso também (o Denver nunca foi um esquadrão, bem como os Knicks também não o são), mas Carmelo está chegando aos 28 anos no final deste mês sem jamais ter chegado a uma final de NBA.

Não é nenhum drama, mas Melo tem talento para muito mais do que ser surrado em primeiras rodadas de playoff. É óbvio que falta elenco e talvez um técnico de primeira aos Knicks, mas ele precisa transformar o seu jogo em algo que não seja tão facilmente marcado, estudado. Para hoje, vale evitar a terceira varrida seguida dos Knicks (Nets, Celtics e Heat).

Será que os Knicks evitam a 14ª derrota consecutiva? Comentários na caixinha!

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