Bala na Cesta

Arquivo : fevereiro 2012

Promoção: o Bala na Cesta te leva ao Jogo das Estrelas do NBB
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Fábio Balassiano

Pessoal, como vocês devem saber, no próximo final de semana acontece o Jogo das Estrelas do NBB em Franca. E o blog, em parceria com a Netshoes, vai fazer uma promoção sensacional: levarei dois leitores deste espaço para acompanhar tudo comigo, ao vivo e a cores, direto do Pedrocão. Bacana, bacana!

Mas você não está achando que será fácil, está? O pessoal da Netshoes armou um jogo 3×3 contra outros blogs, e este blogueiro aqui, como não gosta de perder nem em par ou ímpar, quer contar com você para me ajudar na competição.

De brinde, você vê todos os momentos do Jogo das Estrelas ao meu lado de graça, e ainda recebe brindes por isso (muitos!). Só tem uma coisa mais: como sou um cara inteligente, vou levar um francano comigo pra ficar de bem com a torcida local.

Preparado? Então é só enviar um email para fabio.balassiano@gmail.com explicando o motivo que este blogueiro aqui deve te levar para o Jogo das Estrelas do NBB, que acontece nos dias 9 e 10 de março de 2012.

Para te deixar ainda mais animado, deixo abaixo um vídeo preparado pela assessoria de Franca sobre o evento!


Na WNBA, Seattle Storm desiste da brasileira Iziane – será que a CBB vai agir agora?
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Fábio Balassiano

O basquete brasileiro parou na semana passada quando Iziane anunciou que jogaria a temporada da WNBA. Haveria, inclusive, uma proposta do Seattle Storm, um dos melhores times da liga norte-americana. Pois bem. Ontem, a jornalista Jayda Evans, do Seattle Times, informou em seu blog que a franquia desistiu de contratar a brasileira.

A razão é simples, e foi explicada por Brian Agler, gerente-geral do Storm: “Já temos Lauren Jackson, que jogará pela Austrália nas Olimpíadas e perderá a primeira parte da temporada. Com isso, nosso elenco ficará reduzido. Trazer Iziane, e tê-la apenas depois de Londres, deixando o elenco com dez, nove meninas, seria um risco que não queremos passar”, disse o GM, que contratou a veteraníssima Tina Thompson, campeoníssima pelo Houston Comets, para completar o grupo que contará com Sue Bird, outra que estará nos Jogos.

Iziane, por sua vez, deu entrevista ao jornal Folha da Região, de Araçatuba, dise que deve aceitar proposta da WNBA – neste caso, agora, se houver realmente outra. Por enquanto, a certeza, certeza mesmo, é que a ala não tem nada concreto em relação ao seu futuro – embora, pelo que conversei com a jornalista Jayda, existem duas franquias que gostariam de contar com os serviços da brasileira (pagando metade do que supostamente o Seattle pagaria).

Fica a pergunta: o que a Confederação Brasileira, que deseja ter a maranhense na preparação para as Olimpíadas de Londres em sua totalidade, está esperando para fazer uma proposta para fisgar Iziane de vez? Comentários na caixinha!

Tags : Iziane


Derrick Rose assina segundo maior contrato de publicidade da história do basquete
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Fábio Balassiano

US$ 185 milhões –

É o valor do contrato assinado por Derrick Rose (foto), armador do Chicago Bulls e melhor jogador da última temporada da NBA, com a Adidas, uma das maiores empresas de material esportivo.

O acordo, com duração de 13 anos (sem contar os bônus, ele receberá cerca de US$ 14,2 milhões/ano), faz de Rose o segundo atleta de basquete mais bem pago por uma empresa de material esportivo na atualidade – o líder ainda é Michael Jordan, que até os dias de hoje recebe mais de US$ 60 milhões da Nike, empresa que o patrocina há mais de 25 anos. Por coincidência, os dois jogadores são do Chicago Bulls.

Mais do que o valor, é importante notar o que está por trás da estratégia da Adidas. Rose é jovem (23 anos), e o tempo de contrato faz supor que a marca das três listras tem o objetivo de transformar o ótimo armador do Chicago em um ícone do esporte mundial.


Na NBA, Boston Celtics está interessado em contratar o brasileiro Leandrinho
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Fábio Balassiano

O jornalista norte-americano Sam Smith disse no site da NBA que o Toronto Raptors está doido para despachar o brasileiro Leandrinho Barbosa, deixando, assim, espaço livre para a franquia contratar o ala Wilson Chandler, que voltará à liga norte-americana após breve passagem pela China.

Leandrinho é o terceiro maior salário dos Raptors (US$ 7,6 milhões), está em seu último ano de contrato e os canadenses não estão muito interessados em mantê-lo por lá.

Mas, acreditem, isso tudo não é ruim, não. De acordo com fonte que merece toda a credibilidade, o Toronto foi procurado pelo Boston Celtics para negociar Leandro Barbosa. Os Celtics ouviram um singelo “podemos negociar”, preparam um pacote que deve conter um jogador e uma escolha de primeira rodada no Draft.

O objetivo verde, claro, é renovar o seu elenco (principalmente nas alas), dar boa opção do banco de reservas (o brasileiro seria ótima opção para descansar Ray Allen e até mesmo Rajon Rondo) e aumentar um pouco a velocidade de um time que, com três titulares acima dos 30 anos, acabou se tornando muito lento e previsível.

Vamos esperar os próximos movimentos do Boston Celtics, mas seria fantástico ver Leandrinho com a camisa verde.


Cobiçado pela NBA, Rafael Hettsheimeir deve mesmo ficar na Espanha até o fim da temporada
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Fábio Balassiano

A notícia veio no domingo de manhã, dada pelo jornalista Chema de Lucas, do site Solobasket. Segundo Chema, o brasileiro Rafael Hettsheimeir recebeu sondagens da NBA para trocar o seu Zaragoza pelo basquete norte-americano ainda na temporada 2011-2012.

No começo, confesso, não levei muita fé, avesso que sou a rumores de qualquer tipo de mercado do basquete. Mas fui consultar Marcelo Maffia, agente de Rafael e profissional sério, que me disse o seguinte:

– A verdade é que, sim, fomos procurados por franquias da NBA (Nota: ele não quis me dizer quais), mas, além de não haver nada de absolutamente concreto, consideramos que este não é o melhor momento para o Rafael sair da Espanha. Sem falar na questão do apreço que ele tem ao Zaragoza e aos torcedores locais, sua esposa está no fim da gravidez, e uma mudança de país seria complicada em termos de adaptação.

Maffia não quis dizer, mas Hettsheimeir é um dos jogadores mais cobiçados do mercado europeu no momento. Como disse aqui logo no começo da temporada espanhola, é quase impossível que o pivô fique em Zaragoza para o campeonato de 2012-2013. Além de propostas da NBA, Rafael recebeu sondagens do Maccabi Tel-Aviv, um gigante continental, além dos não menos grandes Real Madrid e Unicaja Málaga.

Alguém arrisca qual será o próximo clube de Rafael Hettsheimeir?


Terminou o All-Star Weekend – de verdade, alguém ainda liga pra isso?
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Fábio Balassiano

Terminou ontem o Jogo das Estrelas. O Oeste venceu o Leste por 152-149, Kobe Bryant anotou 27 pontos e se tornou o maior cestinha do evento e Kevin Durant, com 36, foi coroado o melhor jogador da partida. No sábado, Kevin Love venceu o torneio de três pontos, e Jeremy Evans, do Utah, o concurso de enterradas mais insosso da história da NBA. Coloco a foto de Evans apenas para registro, pois o rapaz joga 5,6 minutos por partida na atual temporada e quase ninguém o conhece.

Assim, sem querer ser chato, mas vale a pena perguntar: alguém realmente curtiu o final de semana das estrelas da NBA (o famoso All-Star Weekend)? Sério, eu sei que sou meio chato, reclamo de tudo, mas eu não consigo mais ver a menor graça no que acontece ali. Não está, necessariamente, no meu espírito competitivo o problema, mas sim nas atrações que por lá acontecem.

O concurso de enterradas é algo deprimente, triste. Pouco pelo que os participantes fazem – muito por quem são os participantes. Colocaram jogadores desconhecidos, como se estar ali fosse algo menor, algo que desqualifica qualquer grande estrela da NBA – e, claro, os agora jogadores de primeira linha rejeitam estar ali, como se fosse um demérito atroz. Não é assim, e Michael Jordan, Julius Erving e Dominique Wilkins, lendas do basquete (estes sim!), mostraram o contrário. No ano passado, Blake Griffin ganhou a competição por fazer merchan com a montadora de carros. Neste, Jeremy Evans triunfou por causa de uma cravada que se repete há 20 anos. Mala, não?

E os jogos? Na sexta-feira, a liga tentou usar o carisma de Shaquille O’Neal e Charles Barkley para dar graça ao duelo entre calouros e atletas do segundo ano. O resultado? A pior audiência em uma sexta-feira de All-Star nos Estados Unidos em toda a história. E o jogo entre as duas conferências? Nada muito animador (para piorar, os Lakers ainda podem ter perdido Andrew Bynum, que jogou seis minutos e saiu machucado).

Qual é a saída? Trazer um mínimo de disputa com os atletas é uma alternativa (se não me engano, no baseball a vitória no Jogo das Estrelas vale mando de quadra na final). Trazer mais o verdadeiro fã de basquete para dentro do All-Star Weekend é outra (pelo que temos visto ultimamente, virou muito mais uma festa em que artistas do hip-hop e televisão aparecem do que qualquer outra coisa). E por aí vai.

Do jeito que as coisas estão, a pergunta ali de cima, do título do post, fica quase sem resposta. Quem ainda liga para o All-Star Weekend?


Franca vence, mas está eliminado da Liga das Américas – é hora de rever todo o projeto
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Fábio Balassiano

Acabo de voltar da Fox Sports, onde comentei o jogo em que o Pioneros de Quinta Roo bateu o Unión Formosa por 96-94 na prorrogação, classificando-se na primeira colocação (os argentinos também avançaram). No outro duelo, Franca bateu o Fuerza Regia por 89-83 com 34 pontos de Basden. Apesar do triunfo, o time mais tradicional do basquete brasileiro termina a primeira fase de uma competição internacional com apenas uma vitória, e contra rivais sem tanta expressão assim, e eliminado precocemente. Está muito claro: algo precisa mudar em Franca.

E não falo, obviamente, de uma troca simples no comando da comissão técnica. Substituir Hélio Rubens é a atitude mais fácil, mais “resposta ao torcedor”, mas não altera o rumo das coisas em Franca. O problema, a questão, é muito maior. É de gestão, de gerenciamento do maior projeto de basquete do país.

Quem deveria ser cobrado é Luís Carlos Teixeira (foto), presidente de Franca e responsável por um dos maiores orçamentos de basquete do país. E aqui eu também não falo sobre uma troca simples de elenco (“coloca a garotada”, é o que mais ouço). Embora admita que Lucas Mariano, Felipe Taddei (agora machucado) e outros mais novos poderiam ter tempo de quadra, não é exatamente disso que estou falando.

Falta a Franca um projeto novo, remodelado de basquete. Viver só da história, que é linda e merece ser respeitada, não adianta muito. É preciso inovação (está aí o Paulo Barros, da Unidos da Tijuca, que não me deixa mentir), é preciso um mínimo de organização e um razoável conhecimento de basquete. Trazer alguém que entenda do jogo, da cidade, e esteja antenado com o que há de mais moderno na modalidade me parece imperativo, básico, urgente.

Franca é a cidade do basquete, e a maneira como está sendo gerenciado o clube precisa ser revista. Insisto: demitir alguém que ajudou a construir a reputação da equipe, agora, não faz o menor sentido (ou alguém acredita que trazendo outro técnico os francanos ganharão o NBB4 contra Flamengo, Pinheiros, Brasília ou São José dos Campos?). O que deve ser feito


Franca perde de novo, e só um milagre hoje garante classificação na Liga das Américas
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Fábio Balassiano

Franca fez um bom primeiro tempo ontem, contra o Formosa, da Argentina. Perdeu a primeira etapa por 45-44, com boa atuação de Helinho e Atílio, e foi para o vestiário com a sensação de que poderia vencer os rivais argentinos na segunda rodada do grupo A da Liga das Américas.

Mas na volta do intervalo o jogo desandou. Gregory Lewis foi um monstro no garrafão (15 pontos e 17 rebotes), Kevin Nelson, o reforço do Formosa, surgiu do banco com 14 pontos e as bolas de três do Formosa caíram com constância (falha da defesa francana também, claro). Com isso a diferença foi abrindo, abrindo, e a peleja terminou com fáceis 92-75 para o Formosa, diante de um Franca completamente sem ação, reação, nada. Foi triste de ver.

No jogo de fundo, que comentei pela Fox Sports, o Fuerza Regia evitou a eliminação ao vencer o clássico mexicano contra o Pioneros por 92-86 graças a uma atuação perfeita de Mike Strobbe (18 pontos em 7/7 nos arremessos). O placar foi construído no segundo e quarto períodos, quando o técnico Fernando del Angel entendeu que Dugat seria melhor como ala/escolta/chutador, e não como carregador de bola. Resultado: Mike Mitchell (quatro assistências) entrou, e Dugat, livre, anotou 12 de seus 21 pontos nos últimos dez minutos (32-22 para os regianos).

Com isso, a situação do Grupo A fica assim:

– Para se classificar, Franca precisa vencer o Fuerza Regia, hoje, por 57 pontos, e torcer para o Formosa bater o Pioneros.
– Para o Fuerza Regia, vencer os francanos e torcer por vitória do Formosa contra o Pioneros basta.
– Caso o Fuerza Regia vença Franca e o Pioneros bata o Formosa, a decisão será no saldo de cestas entre as três equipes (que teriam, assim, duas vitórias e uma derrota na chave).

Como você acaba de ler, passar para a fase final é uma tarefa quase impossível para Franca. O que vale, neste domingo (a rodada dupla será transmitida pela Fox Sports a partir das 21h – eu comento o duelo das 23h, entre Formosa e Pioneros), é a chance de o time de Hélio Rubens mostrar um mínimo de basquete, um mínimo de organização para não sair com três derrotas da Liga das Américas.

Acho que conseguir a vaga, ou o milagre, é quase impossível. Concorda comigo?


Há 20 anos, a melhor das memórias do All-Star Game: a emoção de Magic Johnson
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Fábio Balassiano

Já devo ter escrito aqui algumas vezes que não me empolgo muito com o All-Star Game (falei disso ontem, não?). Não sei o motivo, mas não me apetece em nada (via de regra, acabo sempre dormindo no meio do segundo período). Com duas ou três exceções eu nem me lembro direito do que houve nesta festividade nos últimos 15 anos (tenho todos os jogos gravados).

Mas uma das memórias que ficaram na cabeça deste escriba aqui foi a do All-Star Game de 1992 (em Orlando, sede do jogo que acontece hoje a partir das 21h30, com transmissão da ESPN), aquele em que Earvin “Magic” Johnson (ídolo máximo deste blogueiro aqui) voltou após ter anunciado, em 1991, que havia contraído o HIV.

Para se ter uma ideia do tamanho daquele evento, os elencos contavam com 11 dos 12 atletas que meses depois disputariam as Olimpíadas de Barcelona naquele que ficou conhecido como o Dream Team (o único que não estava lá era Christian Laettner, o universitário do Time dos Sonhos).

Naquela noite de 9 de fevereiro o armador anotou 25 pontos e deu nove assistências, mas emocionou a todos quando desafiou Isiah Thomas e Michael Jordan para duelos de 1-1 (o último deles, contra Isiah, foi no fim da peleja). Lembro, e lembro muito, da emoção de Luciano do Valle gritando quando Magic chamou Thomas para bailar e acertou uma cesta de três pontos do meio da rua.

Para quem não lembra, coloco abaixo o vídeo do chute final que coroou a atuação memorável de Magic Johnson, MVP do All-Star, e os últimos quatro minutos da peleja (para quem quiser ver o jogo completo, aqui está a primeira das 18 partes no Youtube). É emocionante!